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quarta-feira, setembro 02, 2009

Vamos para a Festa!

A esta hora devo estar a sobrevoar a Península, a caminho da Festa do “Avante!”. Até voltar, depois da desmontagem do pavilhão da emigração, só se publicará um artigo de forma automática e por necessidade de atender outros compromissos.
Vou unir-me aos muitos, muitos mil, que lutam dia-a-dia para transformar o sonho em vida. Mesmo sabendo que outros não puderam este ano visitar a cidade sonhada, acredito que por donde passem levarão a “Festa” no horizonte.
Não obstante, fundamental será que mantenhamos presente que, com a luta de todos, este encontro legitimará sempre o nome de um espaço livre, uma Atalaia contra a injustiça!



"Ei tu!
Aí fora ao frio
Procurando a solidão, arrefecendo, sentes-me?
Ei tu!
Ao alto, no corredor
Com os pés meio descompostos e um sorriso sem viço, sentes-me?
Ei tu!
Não os ajudes a enterrar a luz
Não te entregues sem lutar.
Ei tu!
Aí fora ensimesmado
Sentado nu ao telefone, queres ligar-me?
Ei tu!
Com o ouvido na parede
Esperando alguém a quem chamar, queres ligar-me?
Ei tu!
Queres ajudar-me a carregar a pedra?
Abre o coração, vou a caminho de casa
Mas foi uma fantasia
O muro era demasiado alto, como podes ver
Não importou o que tentou, ele não pôde liberar-se
E os vermes comeram-lhe a razão
Ei tu!
Aí fora, na estrada
Defendendo a tua vontade, podes ajudar-me?
Ei tu!
Aí fora, além do muro
Partindo garrafas no saguão, podes ajudar-me?
Ei tu!
Não me digas que não existe esperança alguma

Unidos venceremos, divididos cairemos!"



A revolução é hoje!

sábado, agosto 29, 2009

República Democrática Alemã (RDA)

57% daqueles que nela viveram assumem o erro de haver, alguma vez, preterido o "antigo sistema"!

Dedico-lhes esta canção dos Pink Floyd, lutando para que a imagem que aparece de fundo seja cada dia mais aquela que contemplemos pelo mundo fora.



"No dia em que o muro caiu
Eles atiraram as “fechaduras” ao chão
E com os copos ao alto elevamos um pranto pela liberdade que tinha chegado

No dia em que o muro caiu
Em que a nau do loucos finalmente, tomou terra
Promessas acenderam a noite como pombas de papel, voando

Sonhei que já não estavas a meu lado
Nem o entusiasmo, nem sequer o orgulho, permaneciam
E mesmo pensando que precisavas de mim
Estava claro, então, que nada podia fazer por ti

Agora, a vida desvaloriza-se de dia para dia
Amigos e vizinhos viram-se as costas
E essa é uma mudança que, mesmo com remorsos, não se pode anular

As fronteiras, agora, deslocam-se como desertos de areia
Enquanto nações lavam as suas mãos, ensanguentadas
De lealdade, de história, em sombras de cinzento

Acordei para o som dos tambores
A música tocou, o sol da manhã transmitiu-a
Eu girei-me e olhei para ti
E tudo menos o resíduo amargo escapou… escapuliu-se"


A revolução é hoje!