segunda-feira, junho 30, 2008

A ficção pode tornar a realidade assustadora..


Um capacete criado pela empresa Emotiv Systems irá permitir utilizar o «poder da mente» para controlar jogos de vídeo. Através desta invenção será possível registar a actividade eléctrica do cérebro, dos movimentos dos músculos faciais e de outras partes do corpo e transformar essa informação em acções que se irão reflectir no jogo, noticia o El País. O capacete regista os impulsos eléctricos gerados pela concentração. Posteriormente, processa os impulsos e atribui a cada um uma determinada acção. O capacete é o «irmão comercial» do interfaces dos computadores criados em laboratórios de investigação graças aos quais se conseguiu, por exemplo, que as pessoas consigam mover as próteses quando são colocadas nos membros. Este capacete «especial» utiliza a tecnologia de eletroencefalograma para captar os impulsos eléctricos na superfície do couro cabeludo e transformá-los em acções que apoiam o que está a decorrer durante o jogo. Para ajudar os jogadores a dominarem a arte de mover objectos através «do poder da mente», o capacete ser vendido com um jogo que se desenrola num montanha mágica onde foram incluídos exercícios práticos.
Este será o "Output", que "input" podemos esperar?

Por outra parte, depois de muitos anos de I+D+I, testando varios modelos de capacete



provando incluso, modelos con alegorías de estilo




adequando o mesmo à vida no campo incorporando-lhes abs, esp ou airbag visão nocturna e transponder tentando satisfazer os gostos mais exigentes, como o de mulheres ou crianças com o apoio incondicional das intituições decidiu-se que a protecção integral era o futuro esboçando modificações que resultaram num modelo que se chegou a produzir em massa mas, ainda com exito comercial, foi necessário aumentar a capacidade de interacção com novos dispositivos e reduzir o peso resultante, apostando num toque retro, apostou-se por tomar como referência o 1º modelo exposto e criar um hibrido porém, considerando que o hardware, assim como o software, são de origem japonesa, terminou-se por encontrar um modelo, bastante moderno, que permite vestir em sintonia e que agrada a homens e mulheres de todo o mundo, incluindo a alta aristocracía a única dúvida é, se os fatos, deste conjunto tão singular, são de couro o de pele de imitação, não vá ser que alguém se sinta enganado.


P.S.- Resta a certeza que sempre se podem atirar ao mar e dizer que os "emperrarem"

sexta-feira, junho 27, 2008

Fausto Bordalo Dias

Eu pego na minha viola
E canto assim
Esta vida
A correr
Eu sei que é pouco e não consola
Nem cozido à portuguesa há sequer
Quem canta sempre se levanta
Calados é que podemos cair
Com o vinho molha-se a garganta
Se a lua nova está para subir
Que atrás dos tempos vêm tempos
E outros tempos hão-de vir
Eu sei de histórias verdadeiras
Umas belas
Outras tristes de assombrar
Do marinheiro morto em terra
Em luta por melhor vida no mar
Da velha criada despedida
Que enlouqueceu e se pôs a cantar
E do trapeiro da avenida
Mal dormido se pôs a ouvir
Que atrás dos tempos vêm tempos
E outros tempos hão-de vir
Sei de vitórias e derrotas
Nesta luta que se há-de vencer
Se quem trabalha não esgosta
No seu salário sempre a descer
Olha a polícia
Olha o talher
Olha o preço da vida a subir
Mas quem mal faz
Por mal espere
Se o tirano fez a festa
P'ra fugir
Que atrás dos tempos vêm tempos
E outros tempos hão-de vir
Mas esse tempo que há-de vir
Não se espera como a noite
Espera o dia
Nasce da força que transpira
De braços e pernas em harmonia
Já basta tanta desgraça
Que a gente tem no peito
A cair
Não é do povo
Nem da raça
Mas do modo como vês o porvir
Que atrás dos tempos vêm tempos
E outros tempos hão-de vir

terça-feira, junho 10, 2008

E sem contestação!!

Faltam poucos dias para que os cidadãos da união europeia passem a trabalhar até 13 horas por dia.
No âmbito nacional, considerando que no novo código do trabalho está previsto o despedimento livre, por inadaptação, podemos constatar a volta da escravatura, obrigados a trabalhar por 1,48€ hora.
Incapaz de entender a passividade com a que aceitamos esta dictadura, questiono:
Assumiremos a nossa condição, unidades de trabalho barato e descartáveis, sem direito a manutenção (em pouco tempo), vendidos ao nascer?
Necessitamos votar com a única arma que nos resta, votêmos em liberdade, escurracemos o binómio capataz da oligarquia liberal e que nos rouba há 33 anos!
Mostrêmo-nos vivos!

segunda-feira, junho 09, 2008

Google constrói novo complexo em terrenos da NASA

O terreno situa-se num centro de investigação não utilizado pela NASA e tem uma área de 170 mil metros quadrados, pelos quais a empresa irá pagar 3,66 milhões de dólares por ano.
De acordo com o Google o edifício vai ser construído para receber os milhares de trabalhadores que espera contratar com o alargamento dos seus negócios a novas áreas.
Números citados pela BBC referem que só nos últimos quatro anos o Google contratou mais de 17 mil novos funcionários, que se encontram espalhados pelo complexo original da empresa, que ocupa cerca de 90 mil metros quadrados.
A chegada do Google aos terrenos da NASA é uma boa notícia para a agência espacial norte-americana, com um dos seus responsáveis a considerar que «com o novo campus, vamos criar uma era de colaboração alargada com o Google que irá fortalecer as nossas ligações a Silicon Valley».
Os alicerces do novo complexo vão ser colocados em 2013, prevendo-se que os trabalhos finais comecem em 2022.

sexta-feira, junho 06, 2008

Echelon?

Echelon é o nome dado na cultura popular e media a um alegado projeto secreto de SIGINT, para o qual não existem explicações oficiais de que função possa desempenhar. Alguns estudiosos da área afirmam que serve para interceptação mundial de telecomunicações (internet, fax, telemóvel) encabeçado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos da América, com a colaboração de agências governamentais de outros países (Reino Unido, Austrália, Canadá, Nova Zelândia), para analisar as comunicações em nível mundial, com o fim de procurar mensagens que representem ameaças à segurança mundial. Devido a todo o mistério que envolve o Sistema Echelon, algumas teorias o acusam de promover até mesmo espionagem industrial.
No final de Janeiro de 2006, a Electronic Frontier Foundation, uma entidade ligada à defesa das liberdades no mundo digital, iniciou uma ação judicial contra a operadora de telefonia estado-unidense AT&T devido a uma suposta colaboração com o Echelon.

Uma das centenas de parabólicas alegadamente ao serviço do Echelon:
O alcance do sistema Echelon
Os defensores da teoria de que o Echelon existe alegam que tudo o que se fala pelo telefone ou transmite pela Internet e pelo fax, é controla­do, em tempo integral, via satélite, pelo Sistema Echelon, e que este é uma sofisticada máquina cibernética de espionagem, cria­da e mantida pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, com a participação direta do Reino Unido, do Canadá, da Austrália e da Nova Zelândia.
Com suas atividades iniciadas nos anos 80, o Echelon terá, como embrião histórico, o Pacto denominado Ukusa, firmado secretamente pela Grã-Bretanha e pelos EUA, no início da Guerra Fria.
Destinado à recolha e troca de informações, o Pacto UK-USA resultou, nos anos 70, na instalação de estações de rastrea­mento de mensagens enviadas desde e para a Terra por satélites das redes Intelsat (International Telecommunica­tions Satellite Organisation) e Inmarsat. Outros satélites de observação foram enviados ao es­paço para a escuta das ondas de rádio, de celulares e para o registro de mensagens de correios eletrônicos. Na Inglaterra, o órgão governamental associa­do à NSA é a GCHQ (Britain’s Government Communica­tions Headquarters). A maior base eletrônica de espionagem no mundo é a Field Station F83, da NSA e se situa em Menwith Hill, Yorkshire, na Grã-Bretanha.
Além disto, já sob o guarda-chuva do Echelon, seriam cap­tadas as mensagens de telecomunicações, inclusive de ca­bos submarinos e da rede mundial de computadores, a lnternet. Em linguagem técnica, o objetivo dessa rede (ne­twork) é o de captar sinais de inteligência, conhecidos como SIGINT.
O segredo tecnológico do Echelon consiste na interco­nexão de todos os sistemas de escuta. A massa de infor­mações é espetacular e, para ser tratada, requer uma tria­gem pelos serviços de espionagem dos países envolvidos, por meio de instrumentos da inteligência artificial.
“A chave da interpretação — afirma Nicky Hager; pes­quisador do tema — reside em poderosos computadores que perscrutam e analisam a massa de mensagens para delas extraírem aquelas que apresentam algum interesse. As estações de interceptação recebem milhões de mensa­gens destinadas às estações terrestres credenciadas e utili­zam computadores para decifrar as informações que con­têm endereços ou textos baseados em palavras-chaves pré-programadas”.
Nos dicionários: Fidel e o MST
Estas palavras-chave resumem os alvos principais dos serviços de inteligência dos Estados Unidos e de seus só­cios no Echelon. Integram os chamados “dicionários”, que são produzidos e trocados, sistematicamente, entre esses organismos.
Entre essas palavras encontram-se, por exemplo, os nomes de Fidel Castro e Hugo Chávez e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. Incluem, também, expressões como terrorismo, guerrilha, narcotráfico e ajuda ao Terceiro Mundo.
O acesso a alguns desses “dicionários” só se tornou possível graças à colaboração de ex-agentes — sobretudo australianos e neo-zelandeses — com pesquisadores liga­dos a ONGs defensoras das liberdades públicas e do direi­to à privacidade. Os megacomputadores da NSA são, segundo os seguidores da teoria da existência do Echelon, capazes de reco­nhecer automaticamente a identidade dos interlocutores, numa conversação telefônica.
Além de palavras-chave, o código do Echelon também inclui cifras-chave. 5.535 representa as comunicações diplomáticas japonesas; 8.182 indica a troca de tecnologias criptográficas. Os documentos resultantes das pesquisas recebem símbolos distintivos: Moray (secreto), Spoke (ul­tra-secreto), Gamma (interceptação de comunicações rus­sas, mesmo no pós-Guerra Fria)

Espionagem industrial
O sistema Echelon alegadamente, tem sido utilizado em prol das empresas/interesses comerciais americanos. Exemplos conhecidos são:
Enercon, empresa Alemã que desenvolve tecnologia relacionada com turbinas eólicas
Lernout & Hauspie empresa Belga, abriu falencia depois de se saber da existência de uma contabilidade paralela. Foi comprada em Dezembro de 2001 pela Nuance Communications.
Airbus versus Boeing em 1994. Contrato de 6 mil milhões de dólares com a Arábia Saudita. Revelação de suborno do consórcio europeu Airbus. Método utilizado, "(...) de escuta de faxes e telefonemas entre o consórcio europeu Airbus, a companhia aérea e o Governo sauditas sobre satélites de comunicações. A McDonnel-Douglas, concorrente norte-americana da Airbus, conclui o negócio". (pag.107 do relatório elaborado pelo PE). De forma totalmente ilegal, a NSA utilizou a rede Echelon para espionar todos os movimentos do Greenpe­ace por ocasião dos protestos contra os ensaios nucleares franceses, no Atol de Mururoa, no Pacífico Sul.
O Brasil também participa da história secreta do siste­ma: por meio da rede, o governo norte-americano inter­ceptou as negociações entre o governo FHC, no primeiro mandato, e a empresa francesa Thomson, para a compra dos equipamentos de vigilância da Amazônia, através do Sivam. Com base nos dados coletados, a Casa Branca e o com­plexo industrial estadunidense conseguiram derrubar Thomson e, finalmente, a empresa norte-americana Raytheon acabou ganhando a concorrência internacional.
As comunicações dos países e dos cidadãos latino-ame­ricanos são processadas nas estações de Sabana Seca, em Porto Rico, Leitrim no Canadá e Sugar Grove, West Virginia, EUA.
O megapoder da NSA
A agência de inteligência norte-americana mais conhe­cida é a CIA. No entanto, de acordo com os pesquisadores nessa arca, a mais poderosa é a NSA. Ela possui, hoje, cer­ca de 20 mil funcionários em Fort Meade, seu quartel-ge­neral. São, principalmente, analistas de sistemas, engenhei­ros, físicos, matemáticos, linguistas, oficiais de segurança e administradores de empresas, entre outros especialistas de alto padrão.
A NSA foi criada em 1952 por meio de um decreto se­creto do presidente Harry Truman para cuidar de espionagem e contra-espionagem, dentro e fora dos Estados Unidos. Seu organograma (conhecido publicamente, pela primeira vez, em 18 de dezembro de 1998, graças à lei co­nhecida como Freedom Information Act), demonstra que seus serviços cobrem praticamente todo o universo das tecnologias da informação.
Com base nessa massa crítica, os EUA adiantaram-se no tempo para assegurar sua hegemonia mundial no sé­culo 21. Em novembro de 1997, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea norte-americana fez palestra na Câmara de Representantes, em Washington e afirmou: “No primei­ro trimestre do próximo século, seremos capazes de locali­zar, seguir e mirar — praticamente em tempo real — qual­quer alvo importante em movimento, na superfície da Ter­ra
Ao refletir sobre o que chama de televigilância global, o filósofo e urbanista francês Paul Virilio afirma que o fenômeno histórico que leva à mundialização exige cada vez mais luz, cada vez mais iluminação. E assim que se desenvolve hoje uma televigilância global que não reco­nhece qualquer premissa ética ou diplomática. A atual glo­balização das atividades internacionais torna indispensá­vel uma visão ciclópica ou, mais precisamente, uma visão cyber-ótica... Com essa dominação do ponto de vista orbi­tal, o lançamento de uma infinidade de satélites de obser­vação tende a favorecer a visão globalitária. Para “dirigir” a vida, não mais se trata de observar o que acontece diante de si. A dimensão zenital prevalece, de longe ou mais alto, sobre a horizontal e não se trata de um assunto de pouca importância porque o “ponto de vista de Sirius” apaga toda perspectiva”. (em Le Monde Diplomatique, agosto de 1999, pgs.4e 5).

Teoria da Conspiração
Dado que as agências de inteligência ocidentais estão de uma maneira geral proibidas de espiar os seus próprios cidadãos, os teóricos da conspiração sugerem a existência de um pacto Reino Unido-Estados Unidos, por forma a tornearem esta lei. Assim sendo, as instalações no Reino Unido monitorizam os cidadãos americanos e as dos EUA os cidadãos Europeus. Depois procedem à troca da informação obtida.
Em Dezembro de 2005, o New York Times publicou um artigo afirmado que a Administração Bush tinha implementado um programa de espionagem interna desde 2002.
Durante a disputa de fronteira sobre as ilhas Saint-Pierre e Miquelon, que opôs a França e o Canadá, também foi usado o Echelon[carece de fontes?]. Numa entrevista ao Ottawa Citizen (22 de Maio, 1999), o antigo agente da CSE, Fred Stock, revelou que o Canada usou o Echelon para espiar o governo francês.
Encriptação
Métodos conhecidos desde há séculos e bastante utilizados quer pelas potências do eixo, quer pelos aliados durante a segunda Guerra Mundial, são os métodos criptográficos. Consistem essencialmente na distorção de uma mensagem através de dicionários, e de palavras passe conhecidas apenas pelos autores e destinatários da mensagem.
Os Alemães, ficaram sobejamente conhecidos por terem criado o mais divulgado e famoso encriptador da história, a Máquina Enigma. Similar a uma máquina de escrever permitia através de um código específico transmitir mensagens rádio encriptadas. Muitos cientistas computacionais ingleses dedicaram-se à descodificação desses mesmos sinais numa base em Inglaterra, e é também retratado em certa documentação cinematográfica, que foram os submarinos americanos que capturaram um submarino alemão, obtendo assim o código secreto.
Hoje em dia, com processadores muito mais poderosos, capazes de efectuar milhões de operações por segundo, os métodos e os algoritmos tornaram-se da mesma forma muito mais complexos, no entanto com o mesmo objectivo de então. Uma mensagem de correio electrónico ou de telefone móvel e uma chamada telefónica, são compostas por informação que pode ser reduzida a estruturas simples como zeros ou uns, dando origem ao denominado mundo digital. Estas mensagens através de programas de computador podem ser alteradas e encriptadas por forma a que nem o próprio sistema Echelon as consiga decifrar.
O caso que foi referenciado pelo sistema Echelon dizia respeito ao número de bits utilizados na encriptação da mensagem. Os Europeus nas suas comunicações internas, que desde há muito são encriptadas utilizavam uma chave de N bits, das quais os americanos exigiam conhecer N/2 bits argumentando que muitas comunicações com intuitos terroristas provinham do espaço Europeu. Com essa informação, seria possível ao sistema Echelon, decifrar as mensagens trocadas pelos Europeus. O caso da Airbus referenciado anteriormente, ficou por ser o mais conhecido, enquanto espionagem industrial, para fins ilícitos.
http://es.youtube.com/watch?v=Pi_faUTyEn0

Subir o imposto às petroliferas?

quarta-feira, junho 04, 2008

Italia??

El ministro de Economía aplicará este gravamen a las grandes sociedades y no a los ciudadanos en la gasolina. Italia ha propuesto gravar con un impuesto a las petroleras por los beneficios multimillonarios que obtienen con la venta de combustibles.
El ministro de Economía italiano, que ha presentado la medida en una reunión con sus colegas de la Unión Europea, ya ha bautizado el impuesto como "la tasa Robin Hood".
On the other hand:

Martes 03 de junio de 2008, 12:50 PM Internacional
Bélgica: inauguran estación de servicio que suministra hidrógeno
EFE
La primera estación de servicio europea para coches movidos por hidrógeno y situada en una autopista se ha inaugurado hoy en las afueras de Bruselas, aunque por ahora servirá a un número muy reducido de clientes.La estación de servicio es un proyecto conjunto del grupo petrolero francés Total, y del fabricante alemán BMW y por el momento sólo la utilizarán los cuatro modelos de demostración BMW Hydrogen 7, que están en manos de las instituciones de la Unión Europea (UE), explicó Total en un comunicado.Esta estación, situada en Ruisbroek -en la autopista Bruselas-París-, es la tercera de Europa que suministra hidrógeno, pero las dos anteriores de Berlín y Múnich (Alemania) están situadas en el interior de ambas ciudades."Con esta estación, Total demuestra que la distribución de hidrógeno puede ser perfectamente integrada en una gasolinera", ha explicado el director de Total Bélgica, Miguel del Mármol, que ha añadido que las instalaciones podrán servir también a otros vehículos movidos por hidrógeno en función del desarrollo y aplicación de la tecnología."El hidrógeno es uno de los combustibles más prometedores para el futuro, dado que produce energía sin emisiones contaminantes ni CO2 (dióxido de carbono)", indicó, por su parte, el director de BMW Bélgica, Philippe Dehennin."Por lo tanto, esta estación es un primer paso histórico en la dirección de una red europea de distribución de hidrógeno", añadió.El hidrógeno se emplea en propulsores movidos por pilas de combustible, que generan electricidad a partir de una reacción química, y el único producto resultante que sale por los tubos de escape es vapor de agua.
Portugal 2005
http://caparicaredneck.blogspot.com/2005_09_01_archive.html

domingo, junho 01, 2008

Mainly, evitar a fome!


Some biofuels might do more harm than good to the environment, study finds
Vince Stricherz
Biofuels based on ethanol, vegetable oil and other renewable sources are increasingly popular with government and environmentalists as a way to reduce fossil fuel dependence and limit greenhouse gas emissions.
But new research led by biologists at the "Universidad Autonoma de Madrid" and University of Washington, shows that some of the most popular current biofuel stocks might have exactly the opposite impacts than intended. The authors of a paper published in the June issue of the journal Conservation Biology offer a dozen policy recommendations to promote sustainability and biodiversity in biofuel production.
The study looked at factors such as the energy needed to produce a renewable fuel source compared with how much energy is produced, the impact on soil fertility and effects on food supply when fuels based on crops such as corn and soybeans are mixed with fossil fuels. Based on those factors, the authors determined that corn-based ethanol is the worst alternative overall.
"It's foolish to say we should be developing a particular biofuel when that could mean that we're just replacing one problem with another," said lead author Martha Groom of the UW Bothell.
The authors argue that precise calculations are needed to determine the ecological footprints of large-scale cultivation of various crops used for biofuels. They note, for example, that because such large amounts of energy are required to grow corn and convert it to ethanol, the net energy gain of the resulting fuel is modest. Using a crop such as switchgrass, common forage for cattle, would require much less energy to produce the fuel, and using algae would require even less. Changing direction to biofuels based on switchgrass or algae would require significant policy changes, since the technologies to produce such fuels are not fully developed.
The paper's policy suggestions are "not definitive at all," Groom said, "but rather each category calls out a question and is a starting point in trying to find the proper answers."
These concerns are becoming more acute with the rapid rise of both food and fuel prices, she said. The issue is especially touchy for farmers who might for the first time be realizing significant profits on their crops, but it also is a serious concern for motorists.
"I've heard about people getting their gas tanks siphoned, and I hadn't heard of that since the '70s," she said.
A difficulty, Groom said, is that while escalating prices add pressure to find less costly fuel sources, acting too hastily could create a host of other problems. For example, farmers who plant only corn because it is suddenly profitable, and don't rotate with crops such as soybeans, are likely to greatly deplete their soil, which could limit crop growth and promote soil erosion.
Also, some plants are better than others for absorbing carbon dioxide from the atmosphere, while others perhaps need more cultivation, which requires more fossil fuel for farm equipment. In addition, fertilization, watering and harvesting all require energy.
The study took about a year to conduct and is a synthesis of peer-reviewed research published in a various journals. The scientists examined the literature looking for indicators of biofuels that are more sustainable and carry a smaller ecological footprint, then used that information to derive the policy recommendations.
The primary audiences for the work are policy makers, students and other biologists, Groom said. The primary goals are to establish a logical basis to evaluate options for biofuel development and to spur new research to find the most ecologically promising alternatives.
"We don't want to make new mistakes. If we don't ask the right questions to start with, we're going to replace old problems with new ones," she said.
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Policy Recommendations
Calculate a biofuel's ecological footprint
Promote only biofuels that can be produced sustainably
Select highly efficient species for biofuels
Work to minimize land needed for biofuels
Encourage reclamation of degraded areas
Prohibit clearing areas for more cultivation
Promote use of energy crops that require less fertilizer, pesticide and energy
Promote native and perennial species
Prohibit use of invasive species
Promote crop rotation on cultivated lands
Encourage soil conservation
Promote only biofuels that are at least net carbon neutral

quinta-feira, maio 22, 2008

Alguém contamina a água!


Portugal foi hoje apontado em Bruxelas como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos, ultrapassando mesmo os Estados Unidos nos indicadores de desigualdade.
O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos.
"Apenas Portugal apresenta um coeficiente superior ao dos Estados Unidos", sublinha ainda o documento.
O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus.
Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca.
"Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual", salienta o documento que revela não haver qualquer correlação entre a igualdade de rendimentos e o nível de resultados económicos.
Mas se forem comparados os coeficientes de igualdade de rendimentos dos Estados-membros com o respectivo PIB (Produto Interno Bruto) por habitante constata-se que os países como um PIB mais elevado são, na sua generalidade, os mais igualitários.

segunda-feira, maio 19, 2008

Carta a um jovem Neo-liberal, uma ode a quem só ajudou os Portugueses a adquirir direitos!


"Jovem, parece ser que ainda misturas alhos com bugalhos, é tolerável. Contudo, escreves mostrando-te educado p'la cultura imposta pelos traumatizados do 25 de Abril.
Antes de 60 já Portugal entrava em rota de colisao com os interesses de países como o reino-unido, estados unidos e/ou uniao soviética -entretanto, nao seria má ideia que te debruçasses sobre a convençao de Ialta-, deixando patente o despotismo da ditadura e a pouca consideraçao pelos designios do Portugal futuro, aquele no qual tu vives hoje, perdemos as colónias por culpa dessa carencia de sentidos e os acordos aos quais chegamos foram os menos maus, considerando a debilidade real dum País com a dimensao e importancia que detinha.
Quem fez o 25 de Abril nao foi o partido comunista, este, apenas congregou ou polarizou, sobretudo pela sua génese filosófica, sempre com o povo, os jovens, os trabalhadores ou os intelectuais progressistas, grande parte da populaçao descontente e reprimida, uma populaçao que era tratada como gado ao qual nem sequer se lhe permitia mugir. O partido comunista durante a ditadura ou na etapa do prec, sobretudo o PCP, aquilo que tratou de conseguir foi outorgar aos Portugueses todos os direitos que gozavam os povos mais "civilizados" e livres do globo e eliminar o feudalismo instalado, ainda que sem assassinar ou eliminar seres humanos, algo que fazia a viúva negra de comba-dao.
Hoje, se olharmos para o nosso país desde uma forma retrospectiva, podemos concluir que, antes do 25 de Abril os Portugueses nao tinham direitos, depois do prec, todos, a partir de ai, só, se retiraram direitos aos Portugueses, também a ti, ainda que alguns nem saibas que existiram.
Concluindo, o Português está traumatizado pelo protagonismo do partido comunista no centro da década de 70, traumatizado por que este combateu e ganhou, em conjunto com os Portugueses, a batalha contra o PAI TIRANO (parece que nao sabemos viver sem um pastor, algo lógico nos 30 ou 45 anos seguintes a meio século de rédea curta e chicote proactivo). O desconcerto da populaçao, quando se viu na necessidade de voltar a ser responsável pelo seu futuro, ainda nao acabou, Portugal nao se emancipou individualmente e culpa o PCP por tornar massas em seres humanos livres.
O grande problema foi a falta de preparaçao de grande parte dos Portugueses para assimilar, entender e utilizar essa benesse, e a contaminaçao pelos capitalistas que continuam a governar, resultando numa transferência inadequada ou deturpada da memória aos herdeiros deste decano país.
Os corruptos sao os mais amados, quem nao aceita entrar na corrente, deste rio de detritos éticos, é considerado inadaptado, comunista ou, pasme-se, saudosista."
P.S.- "O fracasso de um “modelo” que se afastou do ideal comunista Esta forma de o PCP compreender a teoria e a prática revolucionária vem de há muitos anos. Tornou-se particularmente imperativa com a derrocada da URSS e do regime existente noutros países do leste da Europa. Estes acontecimentos foram festivamente anunciados pelos propagandistas como prova de que a revolução socialista tinha sido um logro histórico, o fracasso histórico do ideal comunista. Anunciaram em consequência, “a morte do comunismo” e daí logo concluíram e anunciaram alguns a inevitabilidade e próxima morte dos partidos comunistas. Tais ideias, profusamente espalhadas, suscitam algumas considerações fundamentais. Em primeiro lugar, tanto a Revolução de 1917 na Rússia, a formação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e a construção da sociedade nova, como outras revoluções de carácter socialista que se verificaram no leste da Europa, na Ásia, na América e com objectivos mais limitados em África, foram assinaladas por extraordinárias realizações, transformações e conquistas progressistas de carácter económico, social, cultural e político que, como atrás foi referido, transformaram no século XX a face do mundo. Em segundo lugar, o que fracassou não foi o ideal comunista, mas um “modelo” de sociedade que em aspectos fundamentais se afastou de tal ideal. Não foram apenas “erros humanos”, embora também o tenha havido, mas uma concepção, uma prática política e um exercício do poder que de facto se afastaram do ideal comunista. Afastaram-se no que respeita à questão central do poder e do seu exercício, substituindo-se o poder dos trabalhadores, o poder popular, por um poder fortemente centralizado cada vez mais distante das aspirações, participação, intervenção e vontade do povo. Afastaram-se no que respeita à democracia sempre justamente proclamada como elemento e valor integrante da sociedade socialista, mas que depois de uma fase revolucionária sofreu na sua vertente política graves limitações de carácter repressivo e infracções à legalidade. Afastaram-se no que respeita às estruturas socioeconómicas e ao desenvolvimento económico com a centralização e estatização excessivas, a eliminação de outras formas de propriedade e de gestão, o desprezo pelo papel do mercado e a desincentivação do empenhamento e produtividade dos trabalhadores. Afastaram-se no que respeita à natureza e ao papel do partido comunista, em que se verificou igualmente uma direcção altamente centralizada e burocratizada, o distanciamento progressivo dos trabalhadores e das massas populares, a fusão e confusão das funções do partido e do Estado e a imposição administrativa de decisões tanto no partido como no Estado. Afastaram-se no que respeita à teoria, por um lado pela cristalização e dogmatização do marxismo-leninismo, por outro lado pela revisão e abandono de princípios essenciais – num caso e noutro pela sua imposição como ideologia de Estado. Estas considerações são de particular importância não apenas para a análise histórica dos acontecimentos, mas como experiência que se impõe assimilar para a definição mais rigorosa dos objectivos futuros dos comunistas para a construção do socialismo. Em terceiro lugar, uma tão grave situação exigia não apenas a correcção de erros pontuais, mas mudança radical nas orientações e uma real reestruturação da sociedade no plano económico, social e político. Consolidando as grandes conquistas revolucionárias, restabelecendo o poder político do povo, instaurando efectivamente a democracia no Estado, no partido e na sociedade, superando a estagnação, aproveitando as potencialidades do sistema sócio-económico muito longe de estarem esgotadas, – impunha-se promover a renovação criativa e o reforço da sociedade socialista. Ao anunciar-se a “perestroika” na União Soviética esses objectivos foram apontados como objectivos fundamentais e isso explica a posição favorável e a atitude solidária que o PCP então adoptou para com o PCUS. Explica também as reservas que desde a primeira hora adiantámos em relação à atitude negativista relativamente ao passado, a novas formulações ideológicas e principalmente às concepções, objectivos, forças e processos contra-revolucionários, visando a destruição do socialismo e a restauração do capitalismo que logo começaram a desenvolver-se à sombra da “perestroika” e que adquiriram extrema gravidade por partirem das mais altas instâncias do poder do Estado e do partido, de dirigentes que traíram os seus compromissos e deveres. A evolução da situação na URSS e países do leste da Europa comprovaram infelizmente as reservas e atitudes do PCP relativamente ao processo em curso da “perestroika”. A derrocada e liquidação da URSS e a catastrófica situação que foi criada nesses países, a mudança da correlação de forças a nível mundial, e o aproveitamento da nova situação pelo imperialismo para tentar de novo impor a sua hegemonia mundial, contra a luta libertadora dos trabalhadores e dos povos, utilizando todas as armas (económicas, financeiras, políticas, diplomáticas, militares), as ingerências, intervenções, agressões e guerras a que diariamente assistimos indicam que não só subsiste como se reforça a necessidade da luta dos comunistas por aqueles objectivos que foram através do século a razão de ser da sua existência e da sua luta. Em quarto lugar, nós, os comunistas portugueses, não tínhamos realizado em todos os seus elementos, e muito menos explicado antes da derrocada da URSS e noutros países do leste da Europa análises e críticas que actualmente fazemos. Tivemos esperança (que os acontecimentos mostraram ser demasiado optimista) numa correcção dos apontados aspectos negativos da evolução e da política nesses países." Excerto da conferência proferida por Álvaro Cunhal a 21 de Maio de 1993, em Ponte da Barca, inserido no ciclo de conferências e debates promovido pela Câmara Municipal local intitulado «Conversas com endereço». Tema proposto a Álvaro Cunhal: «O comunismo hoje e amanhã»."
Hoje, a liberdade, ainda promovendo a opiniao e como tal o usufruto do direito de ser livre, parece um "bicho de sete cabeças" do qual foge grande parte da populaçao, deixando assim o terreno adubado para quem , utilizado-a como escrava, cultive arvores de notas de 500, essas que só consomem, na sua quase totalidade, os corruptos do nosso País.
Abaixo, um excerto do discurso do Camarada Jerónimo de Sousa, um exemplo do totalitarismo do qual acusam o PCP:
"Daqui faço um especial apelo ao empenhamento de todos os camaradas para que participem no debate que se quer franco e aberto sobre os problemas do Partido e do seu reforço, da situação nacional e internacional, sobre os problemas da alternativa, sobre as questões essenciais para garantir um Portugal mais justo e mais democrático.
É com o contributo e o empenhamento de todos que conseguiremos um PCP mais forte, por Abril e pelo socialismo, para responder aos problemas e aspirações dos trabalhadores e do povo. Somos uma grande força que com a energia que resulta das nossas convicções e projecto, transporta a bandeira da esperança e que mostra que Portugal não está condenado às injustiças e ao declínio. Somos uma força que combate a resignação e o fatalismo.
Somos uma força que por todo o país se desenvolve uma actividade intensa, com muitos milhares de militantes a darem o melhor de si num exemplo de participação militante notável e única no panorama partidário português.Não há Partido como o PCP, este partido da classe operária e de todos os trabalhadores. O Partido que conhece e sente os problemas e intervêm para os resolver. O Partido que actua para dar resposta á aspiração a uma vida melhor.
Este Partido portador do ideal e projecto de uma sociedade nova liberta da exploração e da opressão e que com uma determinação sem limites e uma inabalável confiança no futuro se entrega à concretização um país mais justo, mais democrático e mais desenvolvido."


CRN
"Prefiero morir de pie que vivir de rodillas"

domingo, maio 18, 2008

Lisboa, 18 Mai (Lusa) - O escritor português José Saramago rejeitou hoje que Espanha não encare Portugal como um Estado independente, ideia defendida pelo vice-presidente do Governo Autónomo da Catalunha, Josep-Lluís Carod Rovira, em declarações à Lusa.
"Discordo completamente. Tenho com Espanha uma relação que é conhecida e nunca me apercebi de qualquer irregularidade política ou estratégia de qualquer tipo, comercial ou financeiro, que indicasse que Espanha não reconhece a independência de Portugal", disse o Nobel da Literatura.
A residir na ilha espanhola de Lanzarote há vários anos, José Saramago afirmou que "Espanha tem mais coisas em que pensar" do que em estar a "alimentar qualquer tipo de rancor histórico".
"A pessoa que fez essas afirmações está a tentar defender os interesses da Catalunha, não acredito nada que esteja interessada em Portugal", sublinhou o escritor que visitou hoje em Lisboa a exposição "José Saramago. A Consistência dos Sonhos".
"Não há nada mais fácil do que afirmar, mas é necessário que se demonstre" o que se diz, disse o escritor, acrescentando que nesses casos "a imprensa fica com uma manchete e não tem mais nada para dizer do que isso. Não aparece a justificação de uma afirmação tão séria e grave como essa".
Numa entrevista à Agência Lusa, o vice-presidente do Governo Autónomo da Catalunha disse que Espanha ainda não assumiu que Portugal é um Estado independente e que Madrid pretende manter uma "tutela paternalista" e uma atitude de "imperialismo doméstico" sobre o Estado português.
O número dois do executivo catalão e responsável pelas relações externas da região com 7,5 milhões de habitantes, afirmou que pretende conseguir o apoio de Portugal para o projecto de independência que defende para a Região Autónoma, cujo referendo propõe que se realize em 2014.

sábado, maio 17, 2008

Portugal ou Portugáis????


A proposta de resolução do Segundo Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico foi aprovada esta sexta-feira no Parlamento, com os votos favoráveis da maioria dos deputados, apesar de alguns votos contra de registo, como o do deputado Manuel Alegre, do PS, o dos populares Nuno Melo e António Carlos Monteiro e ainda o da não inscrita Luísa Mesquita.
Quanto às abstenções, registaram-se as do líder do CDS, Paulo Portas, e dos deputados da sua bancada Abel Baptista e José Paulo Carvalho, assim como dos parlamentares do PCP e dos Verdes.
Antes da votação se iniciar, três deputados do PSD - Henrique Freitas, Regina bastos e Zita Seabra (invocou «conflito de interesses» por ser editora) abandonaram o hemiciclo antes da votação, tal como Matilde Sousa Franco, do PS.
Este protocolo abre a possibilidade de adesão de Timor ao Acordo Ortográfico, já que na data em que foi assinado ainda não era existia como Estado soberano.
O acordo assinado em São Tomé e Príncipe aponta ainda que o acordo «entrará em vigor no primeiro dia do mês seguinte à data em que três Estados membros da CPLP tenham depositado, junto da República Portuguesa, os respectivos instrumentos de ratificação ou documentos equivalentes que os vinculem ao Protocolo».
No hemiciclo do Palácio de São Bento esteve o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, que salientou a importância deste acordo, por «regular a forma de escrever de uma mesma língua usada por mais de 220 milhões de pessoas». «É preciso compreender que língua portuguesa é de todos os seus utilizadores», disse o governante.
Na defesa do Acordo Ortográfico, a deputada socialista Teresa Portugal realçou que «o português é a única das quatro línguas de relações internacionais que não têm um código ortográfico comum» e que por esta razão uma uniformização nesta matéria se impõe.
O líder da bancada do PSD, Pedro Santana Lopes, também sublinhou neste sentido: «Não podemos ser fixistas nem rigidistas». E disse ser uma «honra» poder votar favoravelmente este acordo.
Da parte do Bloco de Esquerda, o deputado Luís Fazenda, salientou que a aprovação é uma «obrigação», entendendo que é necessária uma «decisão política» nesta matéria, «para que o português tenha outra afirmação no mundo».
No registo da oposição a este acordo, o deputado do CDS, Nuno Melo salientou: «Não será pelo acordo, que por cá se vai usar o infinitivo menos, do que lá se usa o gerúndio. Ou que atacador deixará de ser cadarço, apelido, deixará de ser alcunha, assobio deixará de ser silvo, biberão deixará de ser mamadeira, imposto deixará de ser propina, cueca deixará de ser calcinha, ou que gira deixará de ter muita graça».
Quando ao PCP, que se absteve, o deputado deputado João Oliveira, referiu, relativamente a esta resolução, que ela «não pode ser desligada do conteúdo material do Acordo Ortográfico». E segundo os comunistas, este «continua a ser um mau acordo».

quinta-feira, maio 08, 2008

Os grandes só nos parecem grandes porque estamos de joelhos perante eles. Levantemo-nos!





Não, não vou abundar no modelo de comunismo de conselhos, ainda que, para os detractores do comunismo, este resulte, pelo menos, perturbador. A possibilidade de aplicar esta realidade organizativa e, seguramente, bastante mais democrática que a actual tendência de implementar uma encoberta ditadura "bipolar", resulta contrária à filosofia de Schopenhauer e à sua aposta na decadênte aceitação da vida como sufrimento permanente (não era essa a intenção do Budismo). Medos, afastamento de si e da vida ou da vontade de viver, desvalorização do individúo ou desvirtuação do impeto pela consecução de objectivos.
Sem vontade, ou reprimindo esta como regra, seria melhor não sonhar, esperar que nos fustiguem para receber comida, só comida, como salário, cumprindo a vontade de quem se julga mais livre com a contenção das liberdades de quem à sua submete, como se de um rebanho manso se tratara. Escreverei sobre a manipulação dos Portugueses pela oligarquia mundial, através dos "CEO" da filial Portugal, sobre a forma de conduzir, obrigando de forma implicita, os cidadãos do meu país à escravidão.

1º- Abandonamos o campo e a pesca, deixámos de ser auto-suficientes, no aspecto alimentar, uma questão de segurança nacional em qualquer estado não alinhado.
Sobre o pretexto da "querida europa", que não será seguramente aquela à qual cantava Fausto, imigrámos em massa para algum dos polos de servilismo instituidos e em franca expansão, neste país que não só se constitui por Lisboa ou Porto, e passámos a formar parte da vara de mão de obra barata e abnegada que procura o capital transnacional, passando a depender do mesmo até que aumente a segurança noutro país de terceiro mundo onde a vida valha ainda menos e assim os gastos com pessoal ou os impostos.
Ao abandonar a nossa terra deixamos o "terreno" adequado aos interesses dos especuladores, aqueles que criam estructuras para que os poucos que permanecem não encontrem outra forma de sobreviver senão servindo, com boa cara, boa aparência e 12º ano, os turistas de pé descalço que por uns patacos vêm ao nosso país descarregar a tensão acumulada durante o seu ano de trabalho, naturalmente mais bem pago, ainda que as funções, no seu país, sejam similares àquelas para as quais estudou o cidadão que por cá o limpa.
Ao reduzir, globalmente, as áreas de producção agricola, pesqueira, etc. Diminuimos a quantidade de alimentos nacionais no mercado, importamos de onde nos permitirem, aumentando consequentemente o preço dos productos e sendo culpados indirectos da fome que se anuncia, obrigando a aumentar ordenados, reduzir quadros, mais desemprego, menos consumo, mais desemprego, encerramento de pequenas e medias empresas, essas seguramente nacionais, mais impostos, menos direitos sociais, deslocalização das multinacionais, mais desemprego, mais fome, mais impostos, mais dependência do oligopólio.
2º- Tornar-nos-emos robôs, cada dia mais caros, sujeitos a critérios cada vez mais restrictivos, sobretudo e antes de mais nas oportunidades de trabalho, aumentando o fosso entre as camadas sociais mais favorecidas, que serão também as mais formadas (ou deformadas) académicamente, e a grande maioria do proprietário real -embora sem serventia- deste país, o cidadão comum ou seja todos nós, facilitando ainda mais o dominio do ser humano pelo capital e seus esbirros e aceitando pagar para trabalhar, algo que já se leva a cabo cada vez que entramos numa urgência ou vamos ao médico para que nos solucione problemas de saúde derivados, muitas vezes, do trabalho, problemas fisicos e psiquicos e que também se reflectem na vida familiar, para que possâmos voltar ao trabalho.
3º- Globalmente, ao votar governos como aqueles que, estilo capataz, no têm usado durante os 33 últimos anos, estamos a permitir a criação de latifúndios, latifúndios transnacionais, os quais nos obrigarão a perder a vontade, poderemos deixar de ser "O animal que fala", a tábua rasa dos nossos filhos será impressa no momento do parto e a noosfera com a qual sonhávamos, um sonho de criança antiga, daquelas que só se souberam escravas quando, ainda cândidas ("hay que madurar pero sin perder la candidez"), se deram conta que o seu valor está cotado no mercado e definido por quem, só por ser share-holder, se dá conta, no quarto de banho, que a rentabilidade da empresa que paga ordenados mais baixos é maior. Pensaremos que tudo não passou de idealismo juvenil e sem fundamentos, ainda que os nossos filhos nem sequer possam brincar dessa forma, como acontece hoje em muitos países, também no nosso.
Vamos votar fora do binómio, não podemos continuar a ser uma massa uniforme da qual se alimentam os corruptos!

"Os grandes só nos parecem grandes porque estamos de joelhos perante eles. Levantemo-nos!"

CRN

terça-feira, abril 29, 2008

Xavier Malcata - Samuel Cate Prescott Award

O galardão foi atribuído pelo Institute of Food Technologists (IFT), uma instituição norte-americana que conta com a colaboração de 22 mil profissionais da indústria, da universidade e do governo nas várias áreas da ciência e tecnologia alimentar.
A escolha do cientista português, que além de director da Escola Superior de Biotecnologia é professor catedrático da Universidade Católica Portuguesa, ficou a dever-se às suas abordagens pioneiras nesta área, nomeadamente no desenvolvimento de ingredientes nutracêuticos e alimentos funcionais, no projecto e optimização de reactores enzimáticos para o processamento de óleos alimentares, na caracterização de proteases vegetais no fabrico de queijo, na produção de culturas microbianas de arranque e afinagem para queijos tradicionais portugueses, na aplicação optimizada de operações unitárias a processos alimentares específicos, e no melhoramento das condições de fermentação do bagaço de uva para a obtenção de aguardentes bagaceiras.
O prémio será entregue em cerimónia pública no dia 28 de Junho, durante o congresso anual do IFT em Nova Orleães. Samuel Cate Prescott, um dos mais importantes cientistas alimentares norte-americanos, foi o primeiro director da School of Science do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e o primeiro presidente do IFT.
Por outro lado:
programa criado em 1996 por Mariano Gago, com o objectivo de promover a cultura científica e tecnológica junto da população em geral e das escolas em particular. Oito anos depois, os sucessivos cortes de verbas e a sua distribuição por várias entidades colocam em risco este original e dinâmico projecto. Vários países europeus implementaram programas semelhantes com base neste exemplo português, facto digno de nota num país mais habituado a copiar.
O investigador Xavier Malcata defende que, para proteger e motivar os seus cérebros, o Estado deveria ter "uma visão de médio e longo prazo e, sobretudo, uma vontade política de investir recursos financeiros..." e que "...estratégias como esta não são compatíveis com mandatos, relativamente curtos, dos governos."

domingo, abril 27, 2008

Is technology ruining children?

Technology is moulding a generation of children unable to think for themselves or empathise with others, says the leading brain scientist Susan Greenfield. Is it time to switch off?

John Cornwell





Susan Greenfield’s lower lip pouts as if to blow a raspberry. Then, in soothsaying mode, the solemn utterance: “The global cyber world promises a more reassuring, safer option than the messy world of in-your-face three-dimensional life. But the IT technologies are already blurring the cyber world and reality.” The hooded eyes readjust from Delphic oracle to larky chick as she flashes a face-splitting grin. “There are people,” she chortles, “who can’t believe, eh! that the planes crashing into the twin towers were actually real, eh!” The punctuating “eh!” prompts you to agree.
Professor Greenfield, promoter extraordinaire of science, has written a book that makes routine auguries – global warming, economic downturns – look like mere gloomy hand-wringing. A specialist in brain degeneration, Greenfield is predicting that our teen generation is headed for a sort of mass loss of personal identity. She calls it the Nobody Scenario. By spending inordinate quantities of time in the interactive, virtual, two-dimensional, cyberspace realms of the screen, she believes
that the brains of the youth of today are headed for a drastic alteration. It’s as if all that young grey cortical matter is being scalded and defoliated by a kind of cognitive Agent Orange, depriving them of moral agency, imagination and awareness of consequences.
“They are destined to lose an awareness of who and what they are: not someones, or anyones, but nobodies, eh!” That expressive mouth widens again, the lower lip ripens. “The time is well nigh,” she says, “to explore the impact of these technologies.”
Greenfield, the motormouth publicist of science, who divides her life between an Oxford lab, the Royal Institution in London, lecture circuits, brain-science conferences and the House of Lords, could of course be talking twaddle. As it happens, her new book, ID: The Quest for Identity in the 21st Century, digresses all over the place in little flash floods of maddening provisos and second thoughts. It’s as if she dictated it while bouncing on a trampoline, fixing an errant eyelash and sorting her fraught schedule on a BlackBerry. And yet, the mainstream of her argument – the coming plight of the minds and brains of our youth – has more than a drift of horrible truth. All involved in parenting and education should pay heed.
Never one for the bluestocking frock and the shopping-parade perm, Greenfield, known as “Springy” by colleagues, leapt to media prominence 20 years back as an academic glamourpuss on chat shows and double-page spreads. Latterly she achieved fame as the director of the Mayfair-based Royal Institution, home of Christmas lectures for children and Friday-evening “colloquiums” popular among amateur-science buffs. Then she very publicly bust up with her Oxford-don husband, Peter Atkins (whose socks and undies she allegedly dumped in bin bags on the street).
The Hammersmith-born scholarship girl, with an East End electrician dad and a professional dancer mum (both still alive), has come a long way since 1968, when at Oxford she switched from classics to neuroscience. She did her doctorate on neural degeneration, but it was for her contribution to the public understanding of science that she was raised to the Lords in 2001. The titles and honours, some less than enviable, have multiplied along with the sour grapes of colleagues (it was leaked in 2005 that she was spurned as a fellow of the Royal Society – an honour she had never sought). In Saudi Arabia, where Baronesses are in short supply, she’s been dubbed “Princess” Greenfield; twice she was nominated Adelaide’s “Thinker in Residence”; once she was voted Woman of the Year by a Sunday newspaper. So, at 57, as she settles into the Indian summer of her prime, who is Baroness Greenfield to issue prophecies of doom about the younger generation?
I come upon her early in her week in the windowless strip-lit environs of Oxford University’s pharmacology department. Here’s Greenfield the research scientist, chairing a meeting of biochemists in regulation plaid shirts. She, in laboratory mode, is dressed down in a beautifully cut Russian-red jacket; a sleeveless, artificial-fur-lined silvery waistcoat; charcoal Armani trousers; a fetching beret (hint of Rasta-chic); and patent platform lace-up ankle boots. Greenfield’s strategy in the fight against Alzheimer’s has been to identify fragments of protein linked to the plaques that form the “tangles” present in the brains of sufferers. She has had a breakthrough with several such candidates, which she hopes could lead to earlier diagnosis and, eventually, a preventive medication. This morning the chemical boys have apparently identified another associated plaque maker. “So,” she says, “why not bung some peptide at receptor T30 and see if it responds?”
Greenfield is not one to endow science with mystique. But as we proceed through her lab with its test tubes, dubious sinks and humming Perspex boxes, she pauses to say: “With the entire human brain itself, I’ve never lost my sense of mystery and total awe. When I pick up a slice of preserved human cortex and a bit comes off on my fingernail, I can’t help thinking, ‘What was that once, eh? Was it cherished memories of a lover, eh? An ability to play the piano? A sense of wonder at the universe, eh?’ ” While she hopes to find a palliative for Alzheimer’s, Greenfield’s special contribution to neuroscience is her talent to stand back from the molecules and make connections across a wide landscape of specialisations, research findings and theories. What her jaundiced peers see as academic attention-deficit disorder, Greenfield regards as a bid to articulate what neuroscience is telling us about human nature in the round.
She offers her apologies for leaving the meeting early. “I’d love to be talking science all day long,” she tells me, a trifle unconvincingly. “But you see how it is… this is my life.” She takes another meeting, this one on grant proposals. She says, with obvious hyperbole yet a grain of truth: “I spend 99.9% of my time chasing funds.”
She also spends it chasing publicity, and not necessarily for herself. Now we’re out in the bracing wind standing in the piazza beneath the old Oxford city prison, converted to a boutique hotel and circuit of coffee shops and restaurants. Worthies, carers and relatives of patients have gathered to release 200 balloons to celebrate the 10th anniversary of the Clive Project, an Alzheimer’s charity, one of many mental-health charities of which Greenfield is a patron.
She has the microphone: “I first realised the awful reality of Alzheimer’s,” she tells her audience, “when I heard the story of a patient, once a brilliant father, who was found angrily arguing over a chocolate biscuit with his four-year-old son.” Her voice, and the anecdote, hits an authentic note of empathy. “I’m just a scientist, looking into my Petri dishes. We’re doing our best. There’s no magic pill! It’s like cancer: there will be gradual progress!” The men are mesmerised; the women beadily eye her outfit. It’s cold, and threatening rain, but she has lent a touch of warmth and glamour to the melancholy context of the proceedings.
Now we’re walking along the Cornmarket and she’s talking about loss of identity in Alzheimer’s, and making connections with the potential loss of identity brought about by new information technologies. “Looking at the increasingly common attack by Alzheimer’s on individuality,” she says, “perhaps we can grasp the implications of these newer threats!”
Greenfield has elaborated a theory about the influence of IT on young brains. Given the time young people spend gazing into screens, small and large – reckoned to be from six to nine hours daily – she believes the minds of the younger generation are developing differently from those of previous generations. “The brain,” she says, “has plasticity: it is exquisitely malleable, and a significant alteration in our environment and behaviour has consequences.”
She sets out a catalogue of repercussions: the substitution of virtual experience for real encounters; the impact of spoon-fed menu options as opposed to free-ranging inquiry; a decline in linguistic and visual imagination; an atrophy of creativity; contracted, brutalised text-messaging, lacking the verbs and conditional structures essential for complex thinking. Her principal concern is how computer games could be emphasising what she calls “process” over “content” – method over meaning – in mental activity.
Her theory goes like this. The more we play games, the less time there is for learning specific facts and working out how those facts relate to each other. This can result, she maintains, in a failure to build highly personalised individual conceptual frameworks – the whole point of education and the basis of individual identity. If the purpose of a game, for instance, is to free the princess from the tower, it is the thrill of attaining the goal, the process, that counts. What does not count is the content – the personality of the princess and the narrative as to why and how she is there, as in a storybook. Greenfield avers that emphasis on process in isolation becomes addictive and profoundly mind-changing.
Here is her hypothesis. A natural brain chemical called dopamine is involved in all forms of addiction. Dopamine contributes to feelings of wellbeing on attaining a goal, especially when gratification repeatedly deferred is finally delivered. Falling levels of dopamine accompany the opposite situations, when gratification has been frustrated (for example, waiting for a phone call that never comes).
The area of the brain crucial to the dopamine hits is called the nucleus accumbens, which is associated with the prefrontal cortex, an area at the front of the brain. An under-functioning prefrontal cortex is linked with types of behaviour marked by total absorption in the here and now, and an inability to consider past and future implications. According to Greenfield, excessive dopamine can reduce the activity of brain cells in the prefrontal cortex, leading to its partial shutdown. She is speculating that the intense subjective “here and now” feeling, prompted and accompanied by dopamine “rewards” in computer play, creates a euphoric, self-centred ego boost, the pleasure of which can lead to craving and addiction.
What lasting effect does this repeated neglect in the prefrontal cortex have on the brain, and hence the mind? “Excessive dopamine hits might reduce activation in the prefrontal cortex, and in so doing tip the balance away from awareness of the significance, the meaning, of our actions,” she says.
So playing games in which I slaughter scores of all-comers with my trusty sword, as in the Tarantino movie Kill Bill, deals not with the significance of beheading and disembowelling of hordes of Japanese villains, but with the process – the action separated from meaning and consequences.
“When those teenagers kicked that goth girl to death in the park recently,” she says, “was it like a computer game for them? The buzz of the moment? Were they thinking of her as a person with feelings, with parents and siblings? Were they thinking of the implications for themselves the next day?”
For the mind to operate fully, Greenfield asserts, the prefrontal cortex must be active, and content must be a high priority. The world and oneself are then redolent with meaning.
How do the young attain unique and enriched identities? “Through the world of focused conversation, nursery rhyme repetition, recitation and rote learning, of reading and writing interspersed with bouts of physical activity in the real world, where there are first-hand and unique adventures to provide a personal narrative, personalised neuronal connections. This is education as we have known it.”
And what if “education as we have known it” fails? It will lead, she predicts, to the ultimate triumph of process over content: the Nobody Scenario. “For the first time in human history, individuality could be obliterated in favour of a passive state, reacting to a flood of incoming sensations – a ‘yuck’ and ‘wow’ mentality characterised by a premium on momentary experience as the landscape of the brain shifts into one where personalised brain connectivity is either not functional or absent altogether.”
Greenfield is unlikely to earn praise or encouragement from her peers for making connections between basic neuroscience, the culture of youth and views about child development and education. Yet she gives the impression of being drawn to such connections by a genuine spirit of inquiry rather than mere restlessness. In her lab a researcher is studying human higher-order consciousness, and another exploring links between neuroscience and classroom teaching. She is currently seeking funding to study the neuroscience of spirituality. Given the development of her pessimistic views about the impact of IT on the young, it is surprising that she has left the sociopolitical consequences unexplored. As it happens, she is more interested in the neuroscience of ethics, morality and religion – as if such dimensions more readily offer answers to her perception of a coming new dark age. Is she becoming religious?
In Turl Street we are passing Lincoln College, where she has a fellowship. She volunteers: “I’m intrigued by faith. But when people talk about religious experience it’s like I’m autistic – I don’t get it. Yet I want to understand. The other day I borrowed the key to our college chapel and sat there in silence – not praying, just sitting there. Then an organist came in and started talking on his mobile and the spell broke.”
Greenfield tells me that she has friends who have faith and she quizzes them endlessly – Ed Stourton, the broadcaster, Jack Valero, Opus Dei’s spokesperson in Britain, and a neighbour whose faith is helping him and his family overcome a serious illness. She pauses outside New College. This is the college of Richard Dawkins, author of The God Delusion and professional antagonist of religion.
That Delphic lower lip is active again. “I’m not at all saying that all religious believers are fundamentalists; but what distinguishes the believing brain of the extreme kind – I mean the fundamentalist and the totalitarian – from the non-fundamentalist brains,” she ventures, “is the emotion of disgust, eh.
“The anti-Semitic imagery of the Nazis was associated with a virus, a stealthy and elusive infection. So combating such a difficult enemy in the struggle for community hygiene isn’t just a punch-for-punch slugging it out. The enemy is a sickness. You’ve got to be on constant guard. You don’t just get angry with disease – you destroy it, exterminate it.” She nods towards New College. “The invisible viral foe could invade your body and, most importantly, your brain. That’s the language used by Dawkins, who’s developed non-belief into a belief system all of its own, and who constantly refers to religion as a virus.”
I gather there is no love lost between Britain’s two great exponents of the public understanding of science. With her sense that Dawkins is destroying something valuable in the culture (albeit a value she has not yet grasped herself), there is an impression of a standoff that could one day erupt into a spectacular public contest.
We meet the next day in Mayfair. Greenfield has spent the morning in meetings at the Royal Institution, which has had a recent multimillion-pound makeover under her direction. We’re off to Birmingham, where she is to give a lecture to an annual meeting of vets. She’s dressed in a tight-fitting grey-blue trouser suit, snug suede casuals, sharp-looking cotton shirt – white and russet stripes. Curled up in the back of the S320 Mercedes, she takes one call after another on a mobile until we’re out on the M40.
She wants to tell me about the two other threats to human identity in the 21st century already afflicting the older generation. “We’re in identity crisis!” That lower lip is swelling, and the lower whites of her eyes glint with predictive promise. “How do you see yourself? What defines you? What makes you happy, eh? These questions are right up there with the crisis of climate change in the coming century.”
For people in midlife, she asserts, the identity problem is affluence. “The reason we crave more clothes, cars, goods, brands, is that they’ll say something about us, symbolise our distinct, preferably superior identity.”
If the impact of IT on the young is creating a hedonistic, mindless generation that are becoming “nobodies”, she says, then the pursuit of possessions is creating an older generation of consumers striving to be “someone” with their status symbols. But there’s another scenario to add to the future darkness: the growing numbers of people who strive to be “anyone” – those who wish to lose their individualism in a collective identity of political or religious extremism.
“Fundamentalism,” she says, “is the suppression of uniqueness and preference for the collective. If this collective identity prevails, then the dominant defining emotion will be continual anger. Remember in Orwell’s 1984, those collective sessions of popular anger?”
I am less impressed by her “anyone” and “someone” scenarios than by her “nobody” hypothesis, and we bicker in pleasant vein until we’re minutes away from Birmingham’s International Convention Centre.
She leans forward and takes a sheaf of papers and a memory stick for the PowerPoint presentation from her bag. “What am I speaking about?” she says to herself. “Ah, consciousness – a bit academic, eh?”
We arrive on the dot of 4.30pm and she’s ushered straight onto the stage. There are some 500 people in the audience and she gets an enthusiastic welcome. Her theme is the mystery of consciousness, and how the brain gives rise to it. It’s a topic that most neuroscientists steer clear of, but for Greenfield it’s inseparable from her passion for understanding human identity, what makes us unique. She keeps it simple, outlining what she calls the “hard problem” of self-awareness and how it works like a dimmer-switch rather than an on-off light.
She speaks flawlessly without notes and with occasional jokes – “Still conscious out there?” – and elegant off-the-cuff asides about consciousness in animals. She finishes after 50 minutes to the second and leaves to a standing ovation and bouquet.
Back on the M40, she talks about ways for 21st-century people to avoid a dark age of identity crisis. She has this idea about “creativity” as the answer, and she waffles about government and educationalists. It’s enough perhaps that she’s identified an ominous link between brain development and the young, without providing all the answers.
As we reach London, I can’t help asking an unwelcome question that has hovered over our conversations: how does she define her own individuality? And is there a significant other in her life?
She looks skittishly nervous for a moment. “The answer is yes and no,” she says with finality. Then she adds with one of those sudden fantastic grins: “Perhaps I’ve got a number of significant others in my life, but it doesn’t mean that I go to bed with them.”
And how does she relax? She doesn’t like holidays, she tells me, and she plays squash three times a week in Oxford with her personal trainer. “He’s very fit – he’s only 30.”
Then we’re at the BT Tower, where she leaps out, just on time for a formal dinner. “They’ll have to take me dressed as I am,” she says. As she bids me goodnight, she hands me the bouquet. “Here,” she says, “I’m sure you’ll find a good home for these.”
Next day and it’s the Friday evening colloquium at the Royal Institution. The two doors that open onto the podium swing back. The speaker, in evening dress, enters by one; Baroness Greenfield enters by the other. A gasp goes up from the audience.
She’s in a magenta minidress a full seven inches above the knee, I reckon, and it’s covered in pink sequins. As she walks forward on dizzyingly high platform shoes, she wobbles slightly. Her Sugar Plum Fairy dress is flashing and shimmering in the arc lights. She sits to one side, settling down deep into the seat, legs stretched out.
The lecture is by a quantum physicist who’s going on and on about quarks and neutrinos, and strings, and 11 dimensions of space. She appears engrossed; or could that be a look of anxious preoccupation? She has every reason to be apprehensive about the stir she is set to make with her dire predictions about the younger generation.
One thing she knows by now, or ought to: prophets are seldom honoured in their own country.

sexta-feira, abril 11, 2008

"Palavras para quê?.. É um artista Português!"


O falso professor que deu aulas durante 30 anos foi esta quarta-feira condenado pelo Tribunal de Portalegre a 18 meses de prisão, com pena suspensa por igual período, escreve a agência Lusa.
António Raposo, que exerceu funções de presidente do conselho executivo da Escola Cristóvão Falcão, em Portalegre, foi condenado pelo crime de usurpação de funções sendo ainda condenado a pagar as custas judiciais do processo.
O tribunal não se pronunciou sobre processo cível interposto pelo Ministério Público que reclama do arguido o pagamento ao Estado de um montante superior a 93 mil euros, sustentando que «com as suas condutas, usufruiu dos benefícios económicos decorrentes das habilitações que declarou ter, mas que na realidade não possuía».
A verba reclamada é referente ao período em que António Raposo exerceu funções de presidente do conselho executivo da Escola Cristóvão Falcão, entre 1 de Agosto de 2001 e 31 de Agosto de 2006. Para o Tribunal de Portalegre, trata-se de «uma questão administrativa» que poderá ser contestada pelo arguido quando for executada pelo Ministério da Educação.
Falsificou os certificados de habilitações
António Raposo foi ainda absolvido de um crime de «falsificação de documentos de forma continuada», de acordo com o tribunal, o arguido exibiu os falsos diplomas pela última vez entre os anos de 1986 e 1987 e, como já passaram mais de 10 anos sobre essa data, o crime prescreveu.
O alegado docente possuía um certificado falso do Instituto Superior Económico e Social de Évora, que lhe permitiu começar a leccionar Educação Física em Oliveira de Frades em 1976, e também um certificado falso relativo à conclusão da licenciatura em Economia no Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa.
À saída do tribunal, o advogado de defesa mostrou-se satisfeito com a sentença e revelou que não vai recorrer, por considerar que «o acórdão foi bem fundamentado». Sem prestar quaisquer declarações, António Raposo abandonou tranquilamente o tribunal acompanhado pela esposa.

sábado, março 15, 2008

Um mundo ou o mundo?

Dying for company
By Stephen Pincock
One morning in the spring of 1994, John Cacioppo, a psychologist at Ohio State University, pushed back his chair and set off for a solitary walk around campus. Cacioppo does his best thinking on his feet, and that day he had a nagging scientific question to ponder. For years, he and others had been looking at how the brain processes information and how those processes determine physiological reactions in the body. But Cacioppo was beginning to feel that a tight focus on mind-body interactions left an important factor out of the equation. “It had dawned on me that our inquiries had stopped at the cranial vault,” he remembers. “But so much of what makes us human goes beyond the brain as an information-processing organ.” Cacioppo wanted to consider a third factor: how our life as social animals – how society itself, even – had shaped the human brain, and how that in turn had affected our health, both now and through the ages.
It was a fine day, and crisp sunlight was shining through the first pale leaves on the trees nearby. As he wandered along the shore of a small lake, Cacioppo realised that in order to investigate the importance of social connections on the brain, he needed to observe people who lacked those connections – to study the extreme cases to determine the extent to which all our brains are shaped by social interaction. In other words, he needed to study loneliness.
We all feel the pang of loneliness now and again. Surveys show that about 80 per cent of people admit to occasional moments of loneliness. For most, it’s a fleeting sensation. The phone rings, a friendly hand taps your shoulder, the feeling passes. But for others, loneliness can be a long-term companion. Roughly one in four people experiences the persistent feeling that their social relationships aren’t what they’d hope them to be.
This may not come as a surprise. What’s less often appreciated, however, is that chronic loneliness has consequences beyond emotional misery. In recent decades, scientists have repeatedly found that people who experience chronic feelings of loneliness suffer physically as a result.
The list of medical ailments linked to loneliness is long and unpleasant. One group of researchers found that people with few social ties were more susceptible to common colds; another group recently showed that socially inhibited people with HIV responded less well to anti-Aids drugs.
Along the same deadly lines, socially isolated women are at greater risk of dying after being diagnosed with breast cancer. Living alone is a risk factor for recurrent heart attacks and death from cardiac causes, and lonely people don’t sleep as well. Last year it emerged that people who are lonely in their old age are twice as likely to develop Alzheimer’s disease as their socially active counterparts.
That lonely people are at significantly higher risk of dying early is not an entirely new discovery. In 1977 the US psychologist James Lynch sounded a warning in his book, The Broken Heart, about what happens in societies where people don’t share their thoughts, hopes and feelings with one another. “The choice is ours to make,” he wrote. “We must either live together or face the possibility of prematurely dying alone.”
But how does a psychological condition such as loneliness have such dramatic physical consequences, and what could those consequences tell us about how the brain – and not just the brains of lonely people – works? Those were the questions Cacioppo wanted to answer.
The prevailing wisdom, when he began researching the topic, was that a sort of Bridget Jones effect was to blame: that simply sitting alone on the sofa eating tubs of ice-cream makes you unhealthy – which is true. It’s also true that lonely people are less likely to engage in physical activity and less likely to call on others when they need help.
But Cacioppo thought these “health behaviours” were only a small part of what was going on. His theory was that loneliness must influence our long-term health in more fundamental and interesting ways. So began a research programme that is still going, 14 years after Cacioppo’s lakeside stroll. During that time, he and his colleagues – now at the University of Chicago – have been teasing out the links between our social, emotional, neurological and physiological selves – what he calls social neuroscience.
Cacioppo says one of the first realisations his group came to was that there is a great difference between isolation and loneliness. “For the most part, the more interesting pathways we’ve been studying are tied to perceived isolation,” he says. “In most people, the perceptions [of how isolated they are] are driving other brain and genetic processes.”
One of the most important clues suggesting there’s something biological linking loneliness and poor health is the fact that many illnesses linked to loneliness – cancer and heart disease, for example – seem to occur alongside a similar biological problem. They all involve inflammation. But this connection presents a conundrum: lonely people also tend to have high levels of stress hormones in their bloodstream, and stress hormones are known to reduce inflammation.
“We know that these shy, sensitive, lonely people are getting sick and dying of inflammation-related diseases,” says Steve Cole from the University of California, Los Angeles. “Yet the stress hormones should be protecting them from those kinds of adverse effects.”
Cacioppo, Cole and others have begun to trace a filigree of cause and effect that offers a mechanical explanation for how the social and emotional elements of loneliness might directly affect our health.
Each year, 200 people from the Chicago region volunteer to visit the lab Cacioppo runs with his colleague Louise Hawkley and undergo an exhaustive series of surveys, tests and measurements. In one of the researchers’ investigations they studied a sub-group of the study participants, seven of whom had been rated among the least lonely and another seven who had returned the highest loneliness scores. From each person they took a sample of blood and used DNA technology to study their white blood cells, the cells that co-ordinate inflammation and immune responses. They found that loneliness seemed to be linked to changes in the activity of a group of 209 genes.
The changes were far from random. Genes involved in stimulating the immune system – and so causing inflammation – were more active in the more-lonely group, while genes that suppressed inflammation were less active. The researchers had found the genetic reason why lonely people, who have high levels of stress hormones in their blood, were not seeing their inflammation reduced, as one would expect. Inflammation was “running amok as a consequence”, says Cole, and so were the diseases associated with it.
But it isn’t only the inflammation genes that seem to be affected by loneliness. The researchers also found that two groups of genes that help defend against infectious diseases were under-expressed in people who felt chronically lonely. The first of these produces molecules called Type 1 interferons, whose role is to fight off viruses. The other is a group of genes for antibodies, which are used by the immune system as tags to identify foreign objects that need to be eliminated. “At the same time that the immune system is over-hyping the amount of danger in the body with these inflammatory signals, it’s under-responding to some of the key kinds of pathogens that the body confronts,” says Cole.
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For Cacioppo, understanding this web of biological effects has led to a fundamental re-evaluation of loneliness. “When I started studying loneliness, it was viewed to be a kind of unpleasant state with no redeeming qualities. Others treated it as the same thing as depression, still others as the same thing as introversion,” he says. “We have found that these characterisations were incorrect.”
Cacioppo has come to the conclusion that, by compelling us to seek out our fellow humans, loneliness has played a central role in the development of society – an idea he expands upon in a book to be published this year. Working together in a collective, he explains, allowed our evolutionary predecessors to divide up labour, protect themselves against predators and generally survive. “The pain of loneliness, the dysphoria of loneliness and the hostility caused by loneliness are all because being connected is so integral to human survival.”
For us humans, being isolated is dangerous, Cacioppo explains. So the feeling of loneliness can be seen as a prompt that encourages you to seek out others – “We liken it to physical pain” – which alerts us to bodily harm. “Without physical pain you’re not likely to survive long.” And yet, just as people can develop chronic pain with no discernible physical cause, so some people become lonely despite being surrounded by people, he says. When the “loneliness switch” gets stuck in the “on” position, a normally healthy reflex becomes deadly.
Working with twins in the Netherlands, the Chicago researchers have tried to understand what causes that loneliness “switch” to get stuck – and they found that a predisposition to loneliness is partly inherited from your parents. Genetics account for almost 50 per cent of a person’s likelihood of experiencing serious lonely feelings, while the remaining half is caused by the experiences they have during their life.
Ultimately, spending his working life observing lonely people has brought Cacioppo a philosophical perspective on their behaviour – and human behaviour more generally. “When I see lonely people doing these not-so-nice things, I like them more,” he laughs. “I like them more because I realise that the pain they’re being subjected to contributes to all of us being human. I’m more sympathetic to them than I used to be, and I’m more sympathetic to myself when I feel that way.”
As a society, he says, we all ought to be more sensitive to those individual differences in people’s need for social connections. “I think we have it wrong as a culture. Right now we think that if you have an opportunity to move across the country to get a promotion you’d be neurotic or weak if you didn’t do it. That’s a little bit like telling someone who’s salt-sensitive they’re being neurotic for not eating salt and then, if they start eating salt again, blaming them for getting cardiovascular disease.”
Thinking about loneliness in these terms also offers some consolation for those of us who succumb to loneliness, whether fleetingly or otherwise. Although it may be more or less unavoidable, it’s where our humanity came from. As Cacioppo says: “We can get stuck, but one of the ways to get unstuck is to be sensitive to how important it is in the first place.”

sexta-feira, março 14, 2008

Melhor tinto do mundo é português
É produzido pela Casa de Ermelinda Freitas, nas terras do sado, na zona de Palmela e foi considerado o melhor tinto do mundo.
O Syrah 2005 da Casa Ermelinda foi considerado o melhor tinto do mundo, num concurso internacional que teve lugar em Paris, França.
A edição do Vinalies Internationales 2008 elegeu o vinho português numa prova cega entre mais de três mil vinhos.
As vinhas da Casa de Ermelinda Freitas localizam-se na zona de Palmela e estendem-se por 103 hectares.
Resultando pouco ou nada conhecido em Portugal, antes do ano 2000, bastante conceituada depois de 1951, pelo menos por quem provou o "Grange Hermitage" do mesmo ano, a "Syrah", é fruto de um cruzamento de castas que ocorreu de forma natural, sem intervençao humana, as castas progenitoras, Cabernet Franc e Sauvignon Blanc, um tinto e outro branco, mereciam fraca ou mediocre consideraçao como castas puras e menos na zona central entre os Alpes, Lyon e o lago Leman.
Este prémio vem atestar sobre o estado de "saúde" de um dos productos Portugueses com maior difusão internacional. Por outra parte, com base nas novas tecnologias, da mesma forma que há 500 anos, o nosso país aponta uma vez mais a necessidade de apostar na capacidade das suas gentes e proporcionar-lhes as ferramentas necessárias para que o exito da "Casa Ermelinda" se torne na ponta de um enorme iceberg, ainda que não se recomende congelar um tão apreciado néctar.