terça-feira, julho 08, 2008

Altruismo.. Egoismo.. Racional, biológico, "moral", psicológico, o dilema do prisioneiro e alguma Wikipédia.

Altruísmo palavra percebida muitas vezes como sinônimo de solidariedade, a palavra altruísmo foi criada em 1830 pelo filósofo francês Augusto Comte para caracterizar o conjunto das disposições humanas (individuais e coletivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros. Esse conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou coletivas).
Além disso, o conceito do altruísmo tem a importância filosófica de referir-se às disposições naturais do ser humano, indicando que o homem pode ser - e é - bom e generoso naturalmente, sem necessidade de intervenções sobrenaturais ou divinas.
Na doutrina comtiana, o altruísmo pode apresentar-se em três modalidades básicas: o apego, a veneração e a bondade. Do primeiro para o último, sua intensidade diminui e, por isso mesmo, sua importância e sua nobreza aumentam. O apego refere-se ao vínculo que os iguais mantêm entre si; a veneração refere-se ao vínculo que os mais fracos têm para com os mais fortes (ou os que vieram depois têm com os que vieram antes); por fim, a bondade é o sentimento que os mais fortes têm em relação aos mais fracos (ou aos que vieram depois).

o altruísmo é considerado o caminho que nos leva à iluminação. Uma atitude altruísta pode ser interpretada como caridade se bem relacionada com os interesses do próximo. Agir de forma altruísta, é dar-se ou beneficiar alguém em troca dos mesmos prazeres. Por ser uma atitude de divisão, não se trata de um pensamento egoísta, no entanto, uma atitude altruísta pode ser confundida com egoísmo, quando misturamos nossos prazeres pessoais com a insatisfação de quem os recebe. No budismo, ser altruísta em geral é muito positivo, além do grande prazer em dedicar-se ao outro, cria laços de confraternização, o que nos faz crescer interna e externamente. Quando reconhecemos as necessidades alheias, sentimos nossa percepção do mundo ampliar. A vida tem significados maiores quando somos úteis e nos sentimos mais ativos socialmente.

PD / BBCUNDO)-.
Un equipo de científicos estadounidenses dice haber identificado la zona del cerebro que predice si seremos altruistas o egoístas. Según la investigación llevada a cabo en el Centro Médico de la Universidad Duke, la zona relacionada con el altruismo es la llamada sulcus posterior superior temporal.En el estudio, publicado en la revista Nature Neuroscience, los investigadores monitorearon los cerebros de 45. Los científicos lograron categorizar a los participantes como más o menos altruistas, basándose en sus respuestas a las preguntas sobre cúan a menudo se comprometían en ayudar a otros.Después compararon los escáneres con los resultados de sus conductas altruistas. Según los científicos, los escáneres mostraron que el aumento en la actividad del sulcus posterior superior temporal predice "vigorosamente" la probabilidad de que una persona sea altruista.Los resultados, dicen los investigadores, indican que la conducta altruista podría originarse en la forma cómo la gente percibe el mundo, más que en la forma cómo actúa en éste.
APLICACIONES
Según los científicos, el estudio podría tener implicaciones importantes para el entendimiento de enfermedades como el autismo, además de comprender muchos aspectos de las relaciones sociales. Para los expertos, durante mucho tiempo se ha intentado comprender por qué existe la cooperación entre los seres humanos, aún cuando esa cooperación no dé una recompensa directa o inmediata. Y se ha pensado que el altruismo está relacionado a la capacidad del individuo de percibir el mundo y la capacidad de poder percibir la mente del prójimo, el llamado cerebro social.
Por eso mismo, los especialistas también creen que este estudio podría eventualmente ayudar a entender desórdenes como el autismo o la esquizofrenia, en las cuales hay un déficit de la capacidad del individuo para percibir al prójimo.
O dilema do prisioneiro é um problema da teoria dos jogos e um exemplo claro, mas atípico, de um problema de soma não nula. Neste problema, como em outros muitos, supõe-se que cada jogador, de modo independente, quer aumentar ao máximo a sua própria vantagem sem lhe importar o resultado do outro jogador.
As técnicas de análise da teoria de jogos padrão - por exemplo determinar o equilíbrio de Nash - podem levar cada jogador a escolher trair o outro, mas curiosamente ambos os jogadores obteriam um resultado melhor se colaborassem. Infelizmente (para os prisioneiros), cada jogador é incentivado individualmente para defraudar o outro, mesmo após lhe ter prometido colaborar. Este é o ponto-chave do dilema.
No dilema do prisioneiro iterado, a cooperação pode obter-se como um resultado de equilíbrio. Aqui joga-se repetidamente, pelo que, quando se repete o jogo, oferece-se a cada jogador a oportunidade de castigar ao outro jogador pela não cooperação em jogos anteriores. Assim, o incentivo para defraudar pode ser superado pela ameaça do castigo, o que conduz a um resultado melhor, cooperativo.
O dilema do prisioneiro foi originalmente formulado por Merrill Flood e Melvin Dresher enquanto trabalhavam na RAND em 1950. Mais tarde, Albert W. Tucker fez a sua formalização com o tema da pena de prisão e deu ao problema geral esse nome específico. O dilema do prisioneiro (DP) dito clássico funciona da seguinte forma:
Dois suspeitos, A e B, são presos pela polícia. A polícia tem provas insuficientes para os condenar, mas, separando os prisioneiros, oferece a ambos o mesmo acordo: se um dos prisioneiros, confessando, testemunhar contra o outro e esse outro permanecer em silêncio, o que confessou sai livre enquanto o cúmplice silencioso cumpre 10 anos de sentença. Se ambos ficarem em silêncio, a polícia só pode condená-los a 6 meses de cadeia cada um. Se ambos traírem o comparsa, cada um leva 5 anos de cadeia. Cada prisioneiro faz a sua decisão sem saber que decisão o outro vai tomar, e nenhum tem certeza da decisão do outro. A questão que o dilema propõe é: o que vai acontecer? Como o prisioneiro vai reagir?
O fato é que pode haver dois vencedores no jogo, sendo esta última solução a melhor para ambos, quando analisada em conjunto. Entretanto, os jogadores confrontam-se com alguns problemas: Confiam no cúmplice e permanecem negando o crime, mesmo correndo o risco de serem colocados numa situação ainda pior, ou confessam e esperam ser libertados, apesar de que, se ele fizer o mesmo, ambos ficarão numa situação pior do que se permanecessem calados?
Um experimento baseado no simple dilema encontrou que cerca de 40% de participantes cooperaram (i.e., ficaram em silêncio).
Em abstracto, não importa os valores das penas, mas o cálculo das vantagens de uma decisão cujas conseqüências estão atreladas às decisões de outros agentes, onde a confiança e traição fazem parte da estratégia em jogo.
Casos como este são recorrentes na economia, na biologia e na estratégia. O estudo das táticas mais vantajosas num cenário onde esse dilema se repita é um dos temas da teoria dos jogos.

Crisis, what crisis????

The UK is in serious danger of heading into recession as the credit crunch tightens its hold on the economy, according to a survey of businesses across the country published today. An increase in the number of firms reporting fewer orders, more job cuts and less investment is the latest indication that the British economy is suffering from the effects of the global credit crunch and the steep rise in the price of fuel, food and other raw materials.
Firms in the service sector have seen "alarming" declines in the past three months, with those reporting lower orders outnumbering those recording rises for the first time since 1990, the British Chambers of Commerce's latest quarterly economic survey of 5,000 companies says.
It adds that if these trends continue, the business sector is only three months away from technical recession.
Government figures yesterday showed that manufacturing production in May dropped unexpectedly by 0.5% from the previous month, and was down by 0.8% on this time last year. The wider measure of industrial production, which includes output from utilities and mining, also posted a decline of 0.8% in May.
David Frost, head of the British Chambers of Commerce, said: "These results show a real risk of recession in the coming months. This is deeply worrying, not just for business, but for the consumer too, with both manufacturing and services reporting negative results. The temptation for the government will be to raise business taxes in the next pre-budget report because the exchequer is running out of money. This would be a catastrophe."
Opposition parties used the survey to claim that the government had failed to deal with the impact of the credit crunch. The shadow chief secretary to the Treasury, Philip Hammond, said: "This survey will only add to British businesses' concerns about the economy. Instead of being supported in these difficult times, they are facing more tax hikes because Gordon Brown failed to fix the roof while the sun was shining."
The survey shows the bad news spread evenly across the country. Among service sector firms, only one region out of 12 - the West Midlands - saw more companies reporting higher orders rather than a decline. The worst-hit area was Scotland, with a balance of 18 percentage points showing falling orders.
Manufacturers fared little better, with firms in only four regions - Wales, Northern Ireland, the east and the north-east - recording higher orders on balance.
Manufacturers in London, the north-west, Yorkshire & Humber, East Midlands, Wales and Scotland also expect to shed jobs over the coming months.
The soaring cost of raw materials and fuel is causing companies to cut investment in plant and machinery. Manufacturers in five of the 12 regions are scaling back, with the sharpest declines in the south-east. The BCC said the balance of manufacturers intending to raise prices hit an all-time high - 45 percentage points - for the third quarter in a row, with raw material increases also affecting the service sector.
The BCC's economic adviser, David Kern, said the survey shows a "menacing deterioration" in UK prospects. "The outlook is grim, and we believe that the correction period is likely to be longer and nastier than anticipated."
The Bank of England's monetary policy committee faces difficult choices when it meets tomorrow to discuss interest rates. "A major recession can still be avoided, but forceful measures are needed to improve confidence," said Kern. "The MPC must resist misguided calls for higher interest rates."
A separate survey by REC/KPMG showed that the number of people placed in permanent jobs fell again in June, while vacancies for full-time staff dropped for the first time in five years.
Howard Archer at Global Insight said: "The bad news on the UK economy is coming thick and fast, and the downturn appears to be deepening appreciably."
Alan Nolan, a director at KPMG, said: "This really is a sobering set of figures proving the credit crunch has finally taken its toll and is now severely weakening the UK jobs market."
Germany also reported "alarming" figures yesterday. Industrial output fell 2.4% in May - worse than expected. The drop, the worst monthly fall for more than a decade, on top of a 0.2% fall in April, added to fears that Europe's biggest economy, which grew by 1.5% in the first quarter, may have contracted in the second.
France and Italy are expected to report similar falls in industrial production this week, while Denmark is technically in recession and Spain and Ireland are suffering steep rises in unemployment.

terça-feira, julho 01, 2008

Solidarność?

Diria eu, como na Irlanda, está de chuva!


A deserção do Presidente polaco, Lech Kaczynski, é um golpe importante para os esforços do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, que pretende circunscrever o problema da ratificação à Irlanda, durante a sua presidência da UE que hoje começou.
O Presidente Lech Kaczynski, anunciou que não assinará o Tratado de Lisboa, sustentando que ele está agora "sem substância" depois da recusa dos eleitores irlandeses a ratificá-lo, numa entrevista publicada hoje."Por agora, a questão do tratado está sem substância", afirmou o presidente conservador polaco ao diário Dziennik, segundo a edição digital do jornal.
Todavia, o parlamento polaco ratificou, logo em Abril, o Tratado destinado a reformar o funcionamento das instituições europeias. Mas para ser definitivamente um dado adquirido, a ratificação tem de ter a assinatura do presidente."É difícil dizer como é que isto vai acabar. Em contrapartida, a afirmação segundo a qual não há União se não houver Tratado não é séria", acrescentou o presidente Kaczynski. O novo Tratado, que visa facilitar o funcionamento das instituições de uma UE a 27 e que substitui o projecto de Tratado Constitucional rejeitado em 2005 em referendos em França e na Holanda, tem de ser ratificado por todos os Estados membros para que possa entrar em vigor.No mesmo dia em que o parlamento polaco dava a sua autorização definitiva à ratificação do Tratado de Lisboa pelo Presidente Lech Kaczynski - 2 de Abril- o presidente da Comissão Europeia felicitava a Polónia pelo acto, que considerou "simbolizar a confiança" de Varsóvia no projecto europeu.
"Congratulo-me com o resultado da votação, que mostra que o Tratado une mais do que divide e foi objecto de um acordo entre o governo polaco, o presidente e as forças políticas", afirmava José Manuel Durão Barroso num comunicado.

Despedido por inadaptado!!

segunda-feira, junho 30, 2008

A ficção pode tornar a realidade assustadora..


Um capacete criado pela empresa Emotiv Systems irá permitir utilizar o «poder da mente» para controlar jogos de vídeo. Através desta invenção será possível registar a actividade eléctrica do cérebro, dos movimentos dos músculos faciais e de outras partes do corpo e transformar essa informação em acções que se irão reflectir no jogo, noticia o El País. O capacete regista os impulsos eléctricos gerados pela concentração. Posteriormente, processa os impulsos e atribui a cada um uma determinada acção. O capacete é o «irmão comercial» do interfaces dos computadores criados em laboratórios de investigação graças aos quais se conseguiu, por exemplo, que as pessoas consigam mover as próteses quando são colocadas nos membros. Este capacete «especial» utiliza a tecnologia de eletroencefalograma para captar os impulsos eléctricos na superfície do couro cabeludo e transformá-los em acções que apoiam o que está a decorrer durante o jogo. Para ajudar os jogadores a dominarem a arte de mover objectos através «do poder da mente», o capacete ser vendido com um jogo que se desenrola num montanha mágica onde foram incluídos exercícios práticos.
Este será o "Output", que "input" podemos esperar?

Por outra parte, depois de muitos anos de I+D+I, testando varios modelos de capacete



provando incluso, modelos con alegorías de estilo




adequando o mesmo à vida no campo incorporando-lhes abs, esp ou airbag visão nocturna e transponder tentando satisfazer os gostos mais exigentes, como o de mulheres ou crianças com o apoio incondicional das intituições decidiu-se que a protecção integral era o futuro esboçando modificações que resultaram num modelo que se chegou a produzir em massa mas, ainda com exito comercial, foi necessário aumentar a capacidade de interacção com novos dispositivos e reduzir o peso resultante, apostando num toque retro, apostou-se por tomar como referência o 1º modelo exposto e criar um hibrido porém, considerando que o hardware, assim como o software, são de origem japonesa, terminou-se por encontrar um modelo, bastante moderno, que permite vestir em sintonia e que agrada a homens e mulheres de todo o mundo, incluindo a alta aristocracía a única dúvida é, se os fatos, deste conjunto tão singular, são de couro o de pele de imitação, não vá ser que alguém se sinta enganado.


P.S.- Resta a certeza que sempre se podem atirar ao mar e dizer que os "emperrarem"

sexta-feira, junho 27, 2008

Fausto Bordalo Dias

Eu pego na minha viola
E canto assim
Esta vida
A correr
Eu sei que é pouco e não consola
Nem cozido à portuguesa há sequer
Quem canta sempre se levanta
Calados é que podemos cair
Com o vinho molha-se a garganta
Se a lua nova está para subir
Que atrás dos tempos vêm tempos
E outros tempos hão-de vir
Eu sei de histórias verdadeiras
Umas belas
Outras tristes de assombrar
Do marinheiro morto em terra
Em luta por melhor vida no mar
Da velha criada despedida
Que enlouqueceu e se pôs a cantar
E do trapeiro da avenida
Mal dormido se pôs a ouvir
Que atrás dos tempos vêm tempos
E outros tempos hão-de vir
Sei de vitórias e derrotas
Nesta luta que se há-de vencer
Se quem trabalha não esgosta
No seu salário sempre a descer
Olha a polícia
Olha o talher
Olha o preço da vida a subir
Mas quem mal faz
Por mal espere
Se o tirano fez a festa
P'ra fugir
Que atrás dos tempos vêm tempos
E outros tempos hão-de vir
Mas esse tempo que há-de vir
Não se espera como a noite
Espera o dia
Nasce da força que transpira
De braços e pernas em harmonia
Já basta tanta desgraça
Que a gente tem no peito
A cair
Não é do povo
Nem da raça
Mas do modo como vês o porvir
Que atrás dos tempos vêm tempos
E outros tempos hão-de vir

terça-feira, junho 10, 2008

E sem contestação!!

Faltam poucos dias para que os cidadãos da união europeia passem a trabalhar até 13 horas por dia.
No âmbito nacional, considerando que no novo código do trabalho está previsto o despedimento livre, por inadaptação, podemos constatar a volta da escravatura, obrigados a trabalhar por 1,48€ hora.
Incapaz de entender a passividade com a que aceitamos esta dictadura, questiono:
Assumiremos a nossa condição, unidades de trabalho barato e descartáveis, sem direito a manutenção (em pouco tempo), vendidos ao nascer?
Necessitamos votar com a única arma que nos resta, votêmos em liberdade, escurracemos o binómio capataz da oligarquia liberal e que nos rouba há 33 anos!
Mostrêmo-nos vivos!

segunda-feira, junho 09, 2008

Google constrói novo complexo em terrenos da NASA

O terreno situa-se num centro de investigação não utilizado pela NASA e tem uma área de 170 mil metros quadrados, pelos quais a empresa irá pagar 3,66 milhões de dólares por ano.
De acordo com o Google o edifício vai ser construído para receber os milhares de trabalhadores que espera contratar com o alargamento dos seus negócios a novas áreas.
Números citados pela BBC referem que só nos últimos quatro anos o Google contratou mais de 17 mil novos funcionários, que se encontram espalhados pelo complexo original da empresa, que ocupa cerca de 90 mil metros quadrados.
A chegada do Google aos terrenos da NASA é uma boa notícia para a agência espacial norte-americana, com um dos seus responsáveis a considerar que «com o novo campus, vamos criar uma era de colaboração alargada com o Google que irá fortalecer as nossas ligações a Silicon Valley».
Os alicerces do novo complexo vão ser colocados em 2013, prevendo-se que os trabalhos finais comecem em 2022.

sexta-feira, junho 06, 2008

Echelon?

Echelon é o nome dado na cultura popular e media a um alegado projeto secreto de SIGINT, para o qual não existem explicações oficiais de que função possa desempenhar. Alguns estudiosos da área afirmam que serve para interceptação mundial de telecomunicações (internet, fax, telemóvel) encabeçado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos da América, com a colaboração de agências governamentais de outros países (Reino Unido, Austrália, Canadá, Nova Zelândia), para analisar as comunicações em nível mundial, com o fim de procurar mensagens que representem ameaças à segurança mundial. Devido a todo o mistério que envolve o Sistema Echelon, algumas teorias o acusam de promover até mesmo espionagem industrial.
No final de Janeiro de 2006, a Electronic Frontier Foundation, uma entidade ligada à defesa das liberdades no mundo digital, iniciou uma ação judicial contra a operadora de telefonia estado-unidense AT&T devido a uma suposta colaboração com o Echelon.

Uma das centenas de parabólicas alegadamente ao serviço do Echelon:
O alcance do sistema Echelon
Os defensores da teoria de que o Echelon existe alegam que tudo o que se fala pelo telefone ou transmite pela Internet e pelo fax, é controla­do, em tempo integral, via satélite, pelo Sistema Echelon, e que este é uma sofisticada máquina cibernética de espionagem, cria­da e mantida pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, com a participação direta do Reino Unido, do Canadá, da Austrália e da Nova Zelândia.
Com suas atividades iniciadas nos anos 80, o Echelon terá, como embrião histórico, o Pacto denominado Ukusa, firmado secretamente pela Grã-Bretanha e pelos EUA, no início da Guerra Fria.
Destinado à recolha e troca de informações, o Pacto UK-USA resultou, nos anos 70, na instalação de estações de rastrea­mento de mensagens enviadas desde e para a Terra por satélites das redes Intelsat (International Telecommunica­tions Satellite Organisation) e Inmarsat. Outros satélites de observação foram enviados ao es­paço para a escuta das ondas de rádio, de celulares e para o registro de mensagens de correios eletrônicos. Na Inglaterra, o órgão governamental associa­do à NSA é a GCHQ (Britain’s Government Communica­tions Headquarters). A maior base eletrônica de espionagem no mundo é a Field Station F83, da NSA e se situa em Menwith Hill, Yorkshire, na Grã-Bretanha.
Além disto, já sob o guarda-chuva do Echelon, seriam cap­tadas as mensagens de telecomunicações, inclusive de ca­bos submarinos e da rede mundial de computadores, a lnternet. Em linguagem técnica, o objetivo dessa rede (ne­twork) é o de captar sinais de inteligência, conhecidos como SIGINT.
O segredo tecnológico do Echelon consiste na interco­nexão de todos os sistemas de escuta. A massa de infor­mações é espetacular e, para ser tratada, requer uma tria­gem pelos serviços de espionagem dos países envolvidos, por meio de instrumentos da inteligência artificial.
“A chave da interpretação — afirma Nicky Hager; pes­quisador do tema — reside em poderosos computadores que perscrutam e analisam a massa de mensagens para delas extraírem aquelas que apresentam algum interesse. As estações de interceptação recebem milhões de mensa­gens destinadas às estações terrestres credenciadas e utili­zam computadores para decifrar as informações que con­têm endereços ou textos baseados em palavras-chaves pré-programadas”.
Nos dicionários: Fidel e o MST
Estas palavras-chave resumem os alvos principais dos serviços de inteligência dos Estados Unidos e de seus só­cios no Echelon. Integram os chamados “dicionários”, que são produzidos e trocados, sistematicamente, entre esses organismos.
Entre essas palavras encontram-se, por exemplo, os nomes de Fidel Castro e Hugo Chávez e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. Incluem, também, expressões como terrorismo, guerrilha, narcotráfico e ajuda ao Terceiro Mundo.
O acesso a alguns desses “dicionários” só se tornou possível graças à colaboração de ex-agentes — sobretudo australianos e neo-zelandeses — com pesquisadores liga­dos a ONGs defensoras das liberdades públicas e do direi­to à privacidade. Os megacomputadores da NSA são, segundo os seguidores da teoria da existência do Echelon, capazes de reco­nhecer automaticamente a identidade dos interlocutores, numa conversação telefônica.
Além de palavras-chave, o código do Echelon também inclui cifras-chave. 5.535 representa as comunicações diplomáticas japonesas; 8.182 indica a troca de tecnologias criptográficas. Os documentos resultantes das pesquisas recebem símbolos distintivos: Moray (secreto), Spoke (ul­tra-secreto), Gamma (interceptação de comunicações rus­sas, mesmo no pós-Guerra Fria)

Espionagem industrial
O sistema Echelon alegadamente, tem sido utilizado em prol das empresas/interesses comerciais americanos. Exemplos conhecidos são:
Enercon, empresa Alemã que desenvolve tecnologia relacionada com turbinas eólicas
Lernout & Hauspie empresa Belga, abriu falencia depois de se saber da existência de uma contabilidade paralela. Foi comprada em Dezembro de 2001 pela Nuance Communications.
Airbus versus Boeing em 1994. Contrato de 6 mil milhões de dólares com a Arábia Saudita. Revelação de suborno do consórcio europeu Airbus. Método utilizado, "(...) de escuta de faxes e telefonemas entre o consórcio europeu Airbus, a companhia aérea e o Governo sauditas sobre satélites de comunicações. A McDonnel-Douglas, concorrente norte-americana da Airbus, conclui o negócio". (pag.107 do relatório elaborado pelo PE). De forma totalmente ilegal, a NSA utilizou a rede Echelon para espionar todos os movimentos do Greenpe­ace por ocasião dos protestos contra os ensaios nucleares franceses, no Atol de Mururoa, no Pacífico Sul.
O Brasil também participa da história secreta do siste­ma: por meio da rede, o governo norte-americano inter­ceptou as negociações entre o governo FHC, no primeiro mandato, e a empresa francesa Thomson, para a compra dos equipamentos de vigilância da Amazônia, através do Sivam. Com base nos dados coletados, a Casa Branca e o com­plexo industrial estadunidense conseguiram derrubar Thomson e, finalmente, a empresa norte-americana Raytheon acabou ganhando a concorrência internacional.
As comunicações dos países e dos cidadãos latino-ame­ricanos são processadas nas estações de Sabana Seca, em Porto Rico, Leitrim no Canadá e Sugar Grove, West Virginia, EUA.
O megapoder da NSA
A agência de inteligência norte-americana mais conhe­cida é a CIA. No entanto, de acordo com os pesquisadores nessa arca, a mais poderosa é a NSA. Ela possui, hoje, cer­ca de 20 mil funcionários em Fort Meade, seu quartel-ge­neral. São, principalmente, analistas de sistemas, engenhei­ros, físicos, matemáticos, linguistas, oficiais de segurança e administradores de empresas, entre outros especialistas de alto padrão.
A NSA foi criada em 1952 por meio de um decreto se­creto do presidente Harry Truman para cuidar de espionagem e contra-espionagem, dentro e fora dos Estados Unidos. Seu organograma (conhecido publicamente, pela primeira vez, em 18 de dezembro de 1998, graças à lei co­nhecida como Freedom Information Act), demonstra que seus serviços cobrem praticamente todo o universo das tecnologias da informação.
Com base nessa massa crítica, os EUA adiantaram-se no tempo para assegurar sua hegemonia mundial no sé­culo 21. Em novembro de 1997, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea norte-americana fez palestra na Câmara de Representantes, em Washington e afirmou: “No primei­ro trimestre do próximo século, seremos capazes de locali­zar, seguir e mirar — praticamente em tempo real — qual­quer alvo importante em movimento, na superfície da Ter­ra
Ao refletir sobre o que chama de televigilância global, o filósofo e urbanista francês Paul Virilio afirma que o fenômeno histórico que leva à mundialização exige cada vez mais luz, cada vez mais iluminação. E assim que se desenvolve hoje uma televigilância global que não reco­nhece qualquer premissa ética ou diplomática. A atual glo­balização das atividades internacionais torna indispensá­vel uma visão ciclópica ou, mais precisamente, uma visão cyber-ótica... Com essa dominação do ponto de vista orbi­tal, o lançamento de uma infinidade de satélites de obser­vação tende a favorecer a visão globalitária. Para “dirigir” a vida, não mais se trata de observar o que acontece diante de si. A dimensão zenital prevalece, de longe ou mais alto, sobre a horizontal e não se trata de um assunto de pouca importância porque o “ponto de vista de Sirius” apaga toda perspectiva”. (em Le Monde Diplomatique, agosto de 1999, pgs.4e 5).

Teoria da Conspiração
Dado que as agências de inteligência ocidentais estão de uma maneira geral proibidas de espiar os seus próprios cidadãos, os teóricos da conspiração sugerem a existência de um pacto Reino Unido-Estados Unidos, por forma a tornearem esta lei. Assim sendo, as instalações no Reino Unido monitorizam os cidadãos americanos e as dos EUA os cidadãos Europeus. Depois procedem à troca da informação obtida.
Em Dezembro de 2005, o New York Times publicou um artigo afirmado que a Administração Bush tinha implementado um programa de espionagem interna desde 2002.
Durante a disputa de fronteira sobre as ilhas Saint-Pierre e Miquelon, que opôs a França e o Canadá, também foi usado o Echelon[carece de fontes?]. Numa entrevista ao Ottawa Citizen (22 de Maio, 1999), o antigo agente da CSE, Fred Stock, revelou que o Canada usou o Echelon para espiar o governo francês.
Encriptação
Métodos conhecidos desde há séculos e bastante utilizados quer pelas potências do eixo, quer pelos aliados durante a segunda Guerra Mundial, são os métodos criptográficos. Consistem essencialmente na distorção de uma mensagem através de dicionários, e de palavras passe conhecidas apenas pelos autores e destinatários da mensagem.
Os Alemães, ficaram sobejamente conhecidos por terem criado o mais divulgado e famoso encriptador da história, a Máquina Enigma. Similar a uma máquina de escrever permitia através de um código específico transmitir mensagens rádio encriptadas. Muitos cientistas computacionais ingleses dedicaram-se à descodificação desses mesmos sinais numa base em Inglaterra, e é também retratado em certa documentação cinematográfica, que foram os submarinos americanos que capturaram um submarino alemão, obtendo assim o código secreto.
Hoje em dia, com processadores muito mais poderosos, capazes de efectuar milhões de operações por segundo, os métodos e os algoritmos tornaram-se da mesma forma muito mais complexos, no entanto com o mesmo objectivo de então. Uma mensagem de correio electrónico ou de telefone móvel e uma chamada telefónica, são compostas por informação que pode ser reduzida a estruturas simples como zeros ou uns, dando origem ao denominado mundo digital. Estas mensagens através de programas de computador podem ser alteradas e encriptadas por forma a que nem o próprio sistema Echelon as consiga decifrar.
O caso que foi referenciado pelo sistema Echelon dizia respeito ao número de bits utilizados na encriptação da mensagem. Os Europeus nas suas comunicações internas, que desde há muito são encriptadas utilizavam uma chave de N bits, das quais os americanos exigiam conhecer N/2 bits argumentando que muitas comunicações com intuitos terroristas provinham do espaço Europeu. Com essa informação, seria possível ao sistema Echelon, decifrar as mensagens trocadas pelos Europeus. O caso da Airbus referenciado anteriormente, ficou por ser o mais conhecido, enquanto espionagem industrial, para fins ilícitos.
http://es.youtube.com/watch?v=Pi_faUTyEn0

Subir o imposto às petroliferas?