quarta-feira, maio 13, 2009

Aliança PS/BE

No seguimento do post anterior, no qual afirmava existir uma aliança, de facto, entre o PS e o BE, em ordem a evitar dúvidas por falta de credenciais, passo a transcrever uma noticia de um jornal que nada tem a ver com a minha opção politica:

"José Pedro Aguiar-Branco, vice-presicente do PSD, não tem dúvidas sobre o que deve acontecer a Lopes da Mota depois de o Procurador Geral da República ter decidido instaurar um processo disciplinar a Lopes da Mota.

Processo disciplinar contra Lopes da Mota

«Com esta decisão, deixa de ter condições para ser presidente do Eurojust, pois percebe-se que as alegadas pressões visavam proteger o primeiro-ministro. A justiça necessita de credibilidade e o Governo tem uma boa oportunidade para fazer algo em benefício da credibilidade», referiu em conferência de imprensa, pedindo o «afastamento imediato»

Também o PCP defende essa via. Em declarações à «TSF», António Filipe diz que «evidente que Lopes da Mota não reúne condições» para continuar como presidente do Eurojust, aproveitando para sublinhar a «razão» do Sindicato dos Magistrados, que denunciou as pressões.

A mesma posição é defendida pelo CDS/PP e o deputado Nuno Melo acrescenta mesmo que vai requerer nova audição do ministro da Justiça, Alberto Costa, no Parlamento, para saber quais as consequências políticas que este retira do processo disciplinar.


Por seu lado, a deputada do Bloco de Esquerda, Helena Pinto, referiu que o ministro da Justiça deve pronunciar-se sobre este caso.

«Há que esclarecer tudo até ao fim, mas não deve prolongar-se no tempo. É urgente que o ministro da Justiça se pronuncie», referiu a deputada, que não pede a demissão do magistrado."

A revolução é hoje!


terça-feira, maio 12, 2009

segunda-feira, maio 11, 2009

A la revolución

Latinoamérica reclamará mayores compromisos de Unión Europea

"Praga, 11 may, Tribuna Popular TP/Prensa Latina.- Los países latinoamericanos integrados en el Grupo de Río (GRIO) reclamarán aquí a la Unión Europea (UE) mayores compromisos de cooperación a propósito de la crisis económica mundial.

Así trascendió hoy en esta capital en el inicio de las reuniones intrarregionales de altos funcionarios del GRIO y el bloque comunitario, quienes durante dos días prepararán los debates a nivel ministerial del próximo miércoles.

Fuentes diplomáticas consultadas por Prensa Latina subrayaron en particular la postura de Nicaragua, que ostenta la presidencia pro tempore del Sistema de Integración Centroamericana (SICA), de pedir una actitud europea que permita impulsar las inversiones.

El vicecanciller nicaragüense Valdrac Jaenschtke Whitaker, quien estará al frente de la delegación de su país y llevará las riendas del SICA aquí, adelantó en Managua que se busca una agenda común seria para abrir espacios en la colaboración.

Nicaragua aspira a liderar el proyecto de construcción de un ferrocarril entre México y Centroamérica, el cual pudiera llevarse adelante con préstamos de entidades financieras latinoamericanas.

Precisamente México tendrá un papel protagónico en la XIV cita ministerial UE/GRIO, con la asistencia de su secretaria de Relaciones Exteriores Patricia Espinosa.

Aunque el tema de la gripe A (H1N1) no aparece en el programa del evento, que concluirá el próximo viernes, es muy probable que salga a relucir a partir de las preocupaciones generalizadas en torno a la potencial pandemia.

Cuba, que ingresó en el Grupo de Río en noviembre de 2008, tomará parte en su primera reunión de estas características, un hecho que entraña satisfacción dentro de los latinoamericanos y también en buena parte del Viejo Continente.

La jornada de este lunes terminará con una recepción ofrecida por México, actual titular del GRIO, después de las deliberaciones hasta el anochecer de los coordinadores nacionales de las dos concertaciones

(Noticia de la página del PCV)

No pretendo interferir en las consideraciones sobre las necesidades reales de los Paises que integran esta cumbre. No obstante, no puedo dejar de criticar, de forma negativa, la aparente falta de coherencia que transmite esta noticia.

Considerando que promueve la dependencia futura, por los estados suramericanos, de una unión europea cada día mas vendida a los intereses hegemónicos estadounidenses, creo que esa solicitud resulta contraria a la libertad de los pueblos, enquanto sugiere el neocolonialismo como solución final.

Aún pudiendo admitir que esta forme parte de algún tipo de estratégia geopolitica, el mensaje que traspasa a las poblaciones es de un continuismo del capitalismo que nos trajo a la situación que vivimos, el cual impide, hoy, la emancipación total de la America plural

La revolución es hoy!

domingo, maio 10, 2009

Bloco central ou Estado novo??

Leonor, é o nome da ex-ministra da saúde que comprou sangue que se sabia de antemão contaminado com HIV. Matou, debilitou, piorou a vida de muitos Portugueses que ainda hoje pagam por tal "erro".
Manuela, é o nome da ex-ministra de economia que investiu grande parte das reservas financeiras do povo Português no casino de wall street.
Manuela, é o nome da candidata do psd que se declarou desejosa de prescindir da democracia durante 6 meses.
Correia, é o nome do ex-ministro da saúde que inaugurou a eliminação por fases do sistema de saúde nacional.
Maria, é o nome da ministra de educação que provocou a maior manifestação de sempre em Portugal por parte de um colectivo.
Podia abundar e extender o texto quase ao imperceptível, mas, estes exemplos permitem que percebamos o profundo desprezo e desrespeito pelo Povo, por parte dos partidos PS e PSD, hoje PSE e PPE.
Se atendermos à manipulação informativa, por exemplo, relativa aos incidentes com o avô cantigas durante a celebração do 1º de Maio, dia do trabalhador e que por tal não reserva lugar a quem defende o atentado constante aos seus direitos, podemos facilmente perceber que, da mesma forma que o PS coloca o BE como um apendice - mesmo que este último mantenha uma tónica pseudo-contestatária é um apoio claro do governo, basta olharmos para a camara de Lisboa - também o délio faz parte de um satélite pseudo-radical que serve indirectamente os interesses do PS e, directamente atenua a carência de protagonismo do BE.
No relativo ao PSD, outro tanto do mesmo, provado que está esse mesmo tipo de dependência por parte do CDS, também este último conserva este tipo de estratégia na sua relação com o PNR.

Assim, atendendo às bacoradas da corja nos últimos dias, penso que não estaria demais pensar que, ainda atirando-se argumentos teatrais reciprocamente, depois da possibilidade que nos trouxe o 25 de Abril, a possibilidade de VOTAR, com medidas repressivas similares às que, por exemplo e a titulo de amostra, se adoptaram no bairro da Bela Vista, provavelmente vejamos um novo "Estado Novo", a entrega total da soberania ao grande capital através do PE, ou, a venda dos nosso recursos, da vida do nosso povo, da cultura Portuguesa, aos grandes impérios globalistas.

Por outra parte, se considerarmos a existência do Estado como ditadura, a conjuntura actual, tanto no âmbito nacional como internacional e as alternativas possiveis, restam dois cenários plausíveis:

1º- Ditadura nacional-corporativista.

2º- Ditadura do proletariado.

No relativo à primeira, outorgando-lhe à partida a maior percentagem de possibilidades de ocorrer, teriamos um governo que defende o capital e a clivagem, concentrando em cada dia menos pessoas a dependência de um número cada vez maior de trabalhadores, com base na diminuição necessária do valor do trabalho, na redução de serviços à população e do consequente aumento das exigências ao povo e da repressão que amordaça o inconformismo, não existindo no seu horizonte perpétuo a intenção do eliminar do Estado, da ditadura.

No segundo caso, considerando que já vivemos, e sofremos, o capitalismo, encontramos a possibilidade de definir aproximadamente a duração necessária do Estado, tornando a liberdade algo tangível, ao contrário da primeira opção, sendo este último um tipo de regime transitório e que só por isso deve ser encarado de forma mais interessada, sem o tipico anti-comunismo primário de muitos amedrontados alienados e sem que por tal esqueçamos que desde o primeiro dia será o Povo quem governe.

Pelo exposto, só existe hoje um partido que nos sugere alternativa, que não alternância - uma vez que consolidado um novo bloco central nem estes partidos nos poderiam continuar a tentar manipular com essas demagógicas lutas, um partido que, reunido em coligação com quem realmente se preocupa pelo mundo no qual vivemos, defende a segunda possibilidade, incorpora a condição humana aos seus princípios, considera que a liberdade sim é possível, essa força chama-se CDU!

Porque é a tua consciência que te pede mudar de rumo, não permitas que te imponham o medo, vota em consciência no próximo dia 7!



A revolução é hoje!

sexta-feira, maio 08, 2009

País Vasco


Novo Lendakari.



É verdade, a lendakaritza tem um novo hóspede, o Socialista Patxi Alonzo.
Depois da ilegalização dos ideais de mais de meio milhão de trabalhadores, através de uma hiper-realista lei de partidos politicos, rectificada já este século, sem que esta alteração contasse com a aprovação da maioria Vasca; nem Herri-Batasuna, nem Euskal-Erritarrok, nem PCTV, nem PNV, ou mesmo Aralar, hoje, numa tentativa de uniformizar, descaracterizar, desvirtuar a vontade do Povo da Euskal-Herria, os partidos que aprovaram dita lei, no âmbito nacional, utilizando a mesma com base no perverso uso da demagogia da democracia, o PSOE e o PP legitimaram a defesa do respeito pela diversidade, pela idiossincrasia nunca contemplada pelos sucessivos governos da nação e pela qual lutam desde há mais de 30 anos os Gudari. Legitimaram essa luta quando, arrojando a vontade da maioria da Vascongada para as malvas, constituiram um governo de ideologías aparentemente profundamente antagónicas, adoptando cada partido um discurso com base na necessidade extraordinária de deslocar o poder para uma realidade mais ampla, ou seja, a necessidade de manter o capitalismo, o imperialismo, a escravatura, a subserviência aos designios dos apologistas e promotores da globalização. Com 25 assentos, o PSOE nunca governaria, com 13 assentos do PP y 1 da UPN – partido de rosa diez, uma cisão do PSOE, tipo BE – pode alcançar a maioria necessária para roubar, submeter, amordazar - da mesma forma que o fez com democracia3M, a qual, com 600.000 votantes, apoiava, na investura, o PNV – um País que só se integra em Espanha pela tirania feudal.

O significado desta inédita coligação, para nós, Portugueses, poderia não ser relevante, contudo, se atendermos à intenção do PS; PSE e do PSD; PPE, de formarem uma coligação para eliminar a possibilidade real de que a esquerda, a CDU, exerça de partido dobradiça na próxima legislatura, que o povo seja mais difícilmente espoliado, verificamos que a tendência à imposição do fascismo na dinâmica governativa é algo contra a qual os trabalhadores devem lutar de forma prioritária, incrementando a mobilização, o esclarecimento, sobretudo, o resultado da CDU nas eleições que se nos reservam.

Contra esta aberração, contra a retirada de serviços à população, contra a miséria, a fome, Bolonia, a favor do aumento dos salários, do investimento na formação académica, das verbas para o sistema de saúde pública, das reformas, pela ampliação da cobertura por desemprego, porque não nos esquecemos que a maioria dos desempregados não se inscreve no centro de emprego porque não vai dessa forma usufruir de nada mais que controle pelas autoridades ou de ser considerado um estorvo, a favor do investimento productivo, da adopção de medidas estructurantes, pelo abandono da economia de casino.


É fundamental votar em consciência, sem preconceitos, sem medo mas, com a certeza que, um futuro alcançado seguindo estes mesmos carris nunca será melhor que a realidade da qual muitos querem fugir, que na verdade, só mudando de rumo a poderemos evitar.


A revolução é hoje!

quinta-feira, maio 07, 2009

Agora sim..

Agora vai o resto...

"A oposição acusou o Governo, esta quinta-feira, no Parlamento, de querer «privatizar» e «fazer negócio» com o património comum. Em causa esteve alteração do regime geral dos bens de domínio público, cuja proposta de lei o PS aprovou sozinho na generalidade. A notícia é avançada pela Lusa, que dá conta da abstenção de duas deputadas socialistas, entre as quais Teresa Portugal, e dos votos contra de toda a oposição.

O diploma fixa as regras para a concessão e exploração comercial dos monumentos, das águas costeiras, dos bens ferroviários, aeroportuários, rodoviários e da área da Defesa. A mesma proposta de lei define também as regras para a afectação, desafectação e transferência daqueles bens de domínio público, para além de mudar o regime sancionatório.

PCP, BE e PEV insurgiram-se contra as alterações propostas pelo Governo. O PSD invocou a possível inconstitucionalidade da lei por prever regras sobre matérias que já estão definidas no Estatuto Político Administrativos das Regiões Autónomas.

O diploma vai agora ser discutido na especialidade, em comissão parlamentar."

A não ser que acordemos.


A revolução é hoje!

quarta-feira, maio 06, 2009

Lenine

"A revolução russa deve realizar esta reivindicação como parte integrante necessária da liberdade política. Neste aspecto a revolução russa está colocada numa posição particularmente vantajosa, porque a abominável burocracia da autocracia policial-feudal causou o descontentamento, a agitação e a indignação mesmo entre o clero. Por mais embrutecido, por mais ignorante que fosse o clero ortodoxo russo, até ele foi agora acordado pelo estrondo da queda da velha ordem medieval na Rússia. Até ele adere à reivindicação de liberdade, protesta contra a burocracia e o arbítrio dos funcionários, contra a fiscalização policial imposta aos “servidores de Deus”. Nós, socialistas, devemos apoiar este movimento, levando até o fim as reivindicações dos membros honestos e sinceros do clero, agarrando-lhes na palavra sobre a liberdade, exigindo deles que rompam decididamente todos os laços entre a religião e a política."


A revolução é hoje!

terça-feira, maio 05, 2009

PSE, PPE, os esbirros e a CDU...

Depois de mais uma tentativa de provocação, podemos neste video entender como se mente ao Povo Português.
Por outra parte, fica claro que, se a CDU e o PCP não existissem, dificilmente existiria PS.




A revolução é hoje!

sábado, maio 02, 2009

A luta continua!



A revolução é hoje!

sexta-feira, maio 01, 2009

1º de Maio



A revolução é hoje!

1º de Maio – Trabalhadores em luta!

"Por todo o país, o 1º de Maio foi comemorado por milhares de trabalhadores, reforçando o papel histórico da sua luta e a sua actualidade. Assim, muitas das acções de comemoração foram transformadas em verdadeiras acções de luta. Destacam –se as grandes manifestações realizadas em Lisboa, com a presença do Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e no Porto, com a presença de Ilda Figueiredo, candidata e deputada do Parlamento Europeu.

No ano de 1886, no primeiro dia de Maio, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, exigindo a redução do horário de trabalho para as oito horas. A manifestação teve repressão policial, para tentar dispersar os trabalhadores que lutavam por melhores condições de trabalho. Dezenas de operários foram mortos e feridos. Passados todos estes anos, os trabalhadores portugueses continuam a sair à rua para lutar pelas conquistas de Abril, que tanto são atacadas pela política de direita dos sucessivos Governos PS e PSD, com ou sem CDS.

A luta pelo horário de trabalho, continua actual, quando no Parlamento Europeu se pretende aumentar a jornada de trabalho para 65 horas.

Hoje, os trabalhadores dizem basta aos baixos salários, ao aumento do desemprego, à revisão para pior do Código do Trabalho e da Legislação Laboral da Administração Pública, à precariedade, ao aumento do horário de trabalho."

A revolução é hoje!

quinta-feira, abril 30, 2009

Portuguese hand made

"(...)Poderia parecer que, se o valor de uma mercadoria se determina pela quantidade de trabalho que se inverte na sua produção,quanto mais preguiçoso ou inábil seja um operário, mais valiosa será a mercadoria por ele produzida, pois que o tempo de trabalho necessário para produzi-Ia será proporcionalmente maior. Mas aquele que assim pensa incorre num lamentável erro. Lembrai-vos que eu empregava a expressão 'trabalho social" e nesta denominação de"social" cabem muitas coisas. Ao dizer que o valor de uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho incorporado ou cristalizado nela, queremos referir-nos à quantidade de trabalho necessário para produzir essa mercadoria num dado estado social e sob determinadas condições sociais médias de produção, com urna dada intensidade social média e com uma destreza média no trabalho que se emprega. Quando, na Inglaterra, o tear a vapor começou a competir com o tear manual, para converter uma determinada quantidade de fio numa jarda de tecido de algodão, ou pano, bastava a metade da duração de trabalho que anteriormente se invertia. Agora, o pobre tecelão manual tinha que trabalhar 17 ou 18 horas diárias, em vez das 9 ou 10 de antes. Não obstante, o produto de suas 20 horas de trabalho só representava 10 horas de trabalho social; isto é, as 10 horas de trabalho socialmente necessárias para converter uma determinada quantidade de fio em artigos têxteis. Portanto, seu produto de 20 horas não tinha mais valor,do que aquele que antes elaborava em 10.

Se então a quantidade de trabalho socialmente necessário, materializado nas mercadorias, é o que determina o valor de troca destas, ao crescer a quantidade de trabalho exigível para produzir uma mercadoria aumenta necessariamente o seu valor e, vice-versa, diminuindo aquela, baixa este.(...)"


A revolução é hoje!

(...e com esta gripe que nos obriga a ficar em casa no 1º de Maio)

quarta-feira, abril 29, 2009

Gripe??

Para opinar sobre esta questão, com maior credibilidade, devia conhecer mais aprofundadamente os objetivos da OMS. Não obstante, podemos sempre opinar com base na nossa capacidade de perceber os sinais derivados desta pseudo-pandemia, a expansão do virus H1-N1.
Nesse sentido, depois de entender o mapa de distribuição desta nova cepa e o impacto económico que causam as noticias sobre a mesma, sabemos que, só em Madrid, existem já 11 afectados, 32 em Espanha, falecidos no México, nos estados-unidos, na Nova Zelanda e que, na Suiça (curiosamente, e por culpa de um "lamentável" acidente), se rompeu uma série de recipientes que continham o virus desta gripe dos porcos. Ainda assim, mesmo assumindo que por má sorte, de forma inédita, juntaram-se numa célula deste animal a gripe suina e a gripe humana (ainda que já se ouve falar também da gripe aviária, o que extrema a dificuldade para entender o fenómeno). Assumindo que, esta não se transmitirá com facilidade em países com sistemas de saúde melhores que o nosso, que a mesma OMS já situou o seu nível de alerta em 4, a dois degraus da morte anunciada de milhões de seres humanos - num cenário similar, e assim o potencial resultado, do experimentado em 1918, aquando da gripe "española"(que de espanhola só tinha o nome da embarcação no qual chegou à península), a certeza com a qual podemos ficar é, sem dúvida, que quem pagará com a vida, mais uma vez - mais um efeito directo da globalização imperialista, é o Povo dos países periféricos, o mesmo que sofre a devastação provocada - em principio - pelo HIV, pela fome, pela usurpação dos seus recursos naturais, pela repressão; ou só por nascer no sitio menos favorável, os idosos e aqueles que por razões diferentes careçam das condições necessárias para manter o sistema imunológico minimamente funcional.
Por tudo isto, é extremamente difícil entender o motivo da histéria da OMS, não esquecendo que esta é também uma forma de amedrontar as populações e que, em conjunto com a falta de confiança que se verifica nos consumidores, o desemprego, o aumento generalizado dos défices nacionais ou a caída dos indices bursáteis durante os últimos dias, incrementa, por parte da opinião pública, a percepção de dependência das estructuras do capital, promovendo a assumpção da condição de ser humano de 2ª, potenciando a subserviência ao imperialismo, e o mais curioso, através de uma gripe com uma sintomatologia similar; e assim as terapias paliativas, àquelas que todos conhecemos.

A revolução é hoje!

segunda-feira, abril 27, 2009

E nós...



ocupamos o nosso lugar ou continuaremos a tentar, qual "parvos" ou amedrontados, ocupar outro?

Prefiro encher o meu lugar com a minha vontade que fugir para a frente e tropeçar numa cova cavada por algum engenheiro!


A revolução é hoje!

domingo, abril 26, 2009

Temas candentes

A Fox, cadeia de televisão generalista norte-americana, tem para a sua grelha um reality-show que revela, com bastante simplicidade, quão abjecta é a vida dos trabalhadores nos estados-unidos.

O referido programa, aberração, mostra o impacto que sofrem aqueles que, dentro da estratégia imperialista de reestruturação económica, são despedidos diariamente, num número concerteza maior, ainda que não mais importante, que os 535 Portugueses que todos os dias, desde Agosto passado, experimentam também essa mesma agonia.

Despedidos, despojados da sua condição, usados para o regozijo de uma plateia ávida de realidades piores que o quotidiano no qual sobrevivem, estas mulheres e homens, no seu entorno, seguramente - mais se tivermos presente o institucionalizado preconceito que caracteriza os debilitados alienados e carentes de esclarecimento apologistas da covardia resultante da clivagem que impede assumir a responsabilidade pelas suas decisões – encontrarão problemas de recolocação, mais um, só para que a Fox aumente a audiência, o share, mas, fundamentalmente, o profit do share-holders, accionistas.

Um dia depois do 35º aniversário do 25 de Abril, o pensamento com o qual me deparo é que, Abril, politicamente, economicamente, socialmente, nos âmbitos da educação, da liberdades, e, sobretudo – ainda que cada vez mais desvirtuada pelos capatazes dos mesmos accionistas supra-citados – na constituição, venceu, mas, querer resgatar Abril, olhando em frente, só pode acontecer quando a coerência entre a palavra e a acção se torne atributo essencial de todos os revolucionários. Aqueles que sofreram, pagaram com a vida, e com a morte, a liberdadezinha que hoje desfrutamos, foram heroicamente coerentes mesmo diante de um pide, um esbirro fascista, quando este os obrigava a permanecer de pé, acordados durante dias, submetidos a enormes pressões físicas e psicológicas, mantendo-se calados para que hoje possamos falar.

As formas a adoptar no sentido de promover de novo o esclarecimento, a agitação, o inconformismo, como não podia ser de outra maneira, devem ser reajustadas a este novo paradigma fascista, que não fascizante. Contudo, como desenvolvimento lógico do processo revolucionário de 74, também a firmeza ou a intransigência, devem, necessariamente, fazer parte da atitude revolucionária, sobretudo quando se observam atentados à liberdade, enaltecimento dos métodos repressivos, propaganda fascista, neo-colonialista, ou crimes políticos contra os Povos.

Assim, sabendo-me integrante de um partido que não anda por aí a tentar melhorar o capitalismo, consciente das repercussões que poderiam advir - ao contrário dos proletários americanos, aceitando qualquer consequência pessoal por integrar esse tipo de acções, não entendo, mas, já agora fica a ideia, como não se fretaram 2 ou 3 autocarros para, no dia de ontem, festejar, recordar, celebrar a revolução em Santa Comba-Dão.
Ainda assim, também me parece dificil compreênder porque não se ouviu falar da institucionalização do crime de corrupção, aceitando o governo essa practica, sempre que o criminoso pague 60% do pecúlio.

Na mesma linha, não posso aceitar, ainda que os motivos sejam claros, que os professores entreguem as suas auto-avaliações – mesmo que a aposta sindical se reveja na pretendida coesão sindical europeia, creio que essa identificação não é real, partindo do principio que cada país tem peculiaridades que divergem na definição das prioridades, que constituindo uma frente comum só estão a legitimar esta Europa sucursal - que não se promovam agora, justo agora, antes das eleições, greves, arruadas, eventos, concentrações, encontros, concertos, debates, sessões de esclarecimento, que, em suma, se incremente a luta, que se potencie a denúncia.

Fora do PCP, hoje, não existe resistência ao fascismo, à ditadura da demagogia e do obscurantismo neón, ao espólio do povo Português, ao enriquecimento de uns poucos através da miséria de outros muitos. Só um povo sem medo, unido, consciente, poderá mudar esta situação. Este ano teremos na mão a possibilidade de, apostando na alternativa real, expulsar a corja, recuperar a sanidade pública, o pão, o trabalho, a habitação, a educação, as reformas, a equidade, a ética, a liberdade, a solidariedade, a palavra, enfim, a condição de ser humano.



A revolução é hoje!

sábado, abril 25, 2009

quinta-feira, abril 23, 2009

Mudar!

Atendendo a vários factores, indicadores que nos mostram que depois de 35 anos, mesmo ao amparo de uma constituição que se pretendeu liberadora, o fascismo voltou ao nosso País.
Hoje, as prácticas utilizadas pelo governo, em lugar de apontar o dedo àqueles que lutam pela liberdade, considera toda a população dentro de um redil, no qual, alçar a voz, prevaricar no relativo à cultura uniformizadora, reclamar por direitos, pela fome, pelo desemprego, fica aí mesmo, no cercado, exercendo sobre o povo consideração que resulta numa mordaça enorme.
O Camarada Eugénio Rosa, através de um dos seus estudos, explica, de forma bastante acessível, como a realidade nos coloca em situação pior que em 1973:

"Numa altura em que se ouve com uma frequência crescente nos media novamente os defensores do neoliberalismo (engane-se quem pensou que o neoliberalismo estava definitivamente enterrado) a advogarem o congelamento dos salários nominais dos trabalhadores portugueses, e mesmo a sua redução, como “solução” para a grave crise provocada pela especulação financeira que dominou toda a globalização capitalista, interessa recordar alguns dados oficiais sobre a repartição da riqueza em Portugal. E isto porque se tal tese (a redução do poder de compra dos salários) vingasse a parte das remunerações no PIB, que já é reduzida, diminuiria ainda mais.

O PIB, ou seja, a riqueza criada em 2008 é cerca de 97,2 vezes superior ao PIB de 1973. O valor das remunerações, sem incluir as contribuições para a Segurança Social e CGA, de 2008 é apenas 69,8 vezes superior às remunerações, também sem contribuições, de 1973. Mesmo se consideramos as remunerações, incluindo as contribuições para a Segurança Social e a CGA, a situação não se altera significativamente. Entre 1973 e 2008, O PIB cresceu 97,2 vezes, como já se referiu, mas as remunerações, com contribuições, aumentaram apenas 89 vezes. Estes dados oficiais mostram duas coisas. Em primeiro lugar, que as condições de vida dos trabalhadores portugueses em 2008 são superiores às que tinham em 1973. Em segundo lugar, e apesar disso, estes dados oficiais também revelam uma situação preocupante que é a seguinte: a repartição da riqueza criada em Portugal tem-se agravado de uma forma continuada e significativa depois do período 1974-1976, sendo actualmente pior da que se verificava mesmo em 1973.

Mas não são apenas as entidades oficiais portuguesas que revelam a diminuição que se tem verificado em Portugal da parte das remunerações na riqueza criada no nosso País. Também o Eurostat, que é o organismo oficial de estatística da União Europeia, confirma a quebra acentuada da percentagem que as remunerações representam do PIB, e de uma mais pronunciada que a revelada pelos dados divulgados pelas entidades oficiais portuguesas. Se retirarmos as contribuições patronais para a Segurança Social e para a CGA, em 1998, segundo o Banco de Portugal e o INE as remunerações, sem contribuições patronais , representaram 35,3% do PIB, enquanto segundo o Eurostat corresponderam apenas a 31,8% do PIB. A partir de 1998 deixamos de se dispor, para Portugal, de dados sobre a percentagem que as remunerações, sem contribuições, representam em relação ao PIB, certamente por não serem favoráveis ao governo.

No entanto, o Eurostat tem divulgado as percentagens que as remunerações, com contribuições patronais , representam do PIB, as quais revelam, para Portugal, uma quebra de valor ainda maior do que a revelada por organismos oficiais portugueses. Assim, em 2006, segundo o INE e o Banco de Portugal, a percentagem correspondeu a 50,7% do PIB, enquanto segundo o Eurostat, foi 50% do PIB; em 2007, segundo o INE e o Banco de Portugal, representou 50% do PIB e, de acordo com o Eurostat, apenas 49,1% do PIB; e em 2008, a percentagem, segundo o INE, correspondeu a 50,3% do PIB e, de acordo com o Eurostat, foi de 50,1% do PIB. Para 2009, o Eurostat prevê que, em Portugal, as remunerações, com as contribuições patronais, representem 49,9% do PIB, uma percentagem bastante inferior à registada em 1973 (54,9% do PIB) e muito inferior à do período 1974/1976 (entre 61% e 68,4% do PIB); e, para 2010, prevê o valor de 49,7% do PIB. E isto sem congelamento ou redução dos salários nominais como defendem os neoliberais portugueses .

É neste contexto de diminuição da percentagem que as remunerações representam da riqueza criada no País, ou seja, do PIB, que os neoliberais, que surgem de novo com força nos media, defendem o congelamento e mesmo a redução dos salários nominais dos trabalhadores portugueses. É curioso e significativo que muitos dos que defendem tais posições são precisamente aqueles que têm sido acusados de auferirem vencimentos e bónus escandalosos que nunca negaram (mais um exemplo da teoria “faz o que eu digo, e não faças o que faço”). A redução do poder de compra das remunerações em Portugal, para além de determinar o agravamento das condições de vida da maioria dos portugueses, que já vivem com dificuldades, provocaria um agravamento da crise económica que enfrenta o País, pois determinaria a redução da procura, e a crise actual é também uma crise resultante da quebra da procura, o que está a impedir as empresas de venderem uma parte crescente do que produzem ou podem produzir. Eugénio Rosa"

Assim sendo, se as condições de vida dos Portugueses são hoje piores que em plena ditadura, só nos resta a opção de resgatar Abril, de agitar consciências, de terminar uma revolução inacabada.
Podendo começar hoje, como todos os dias, vamos voltar ao Socialismo pelas portas que Abril abriu. Dia 25 sempre, e, nesta ocasião, não deve parar, só no culminar de todos os processos eleitorais, que este ano nos trazem a oportunidade de expulsar a corja, poderemos consolidar a mudança que Portugal necessita, convictos de que sim é possivel uma vida melhor, que essa mudança só depende de nós.



A revolução é hoje!

quarta-feira, abril 22, 2009

terça-feira, abril 21, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - X

"O Banco de Inglaterra, o Banco Central Europeu (BCE), a Reserva Federal, o Banco do Japão e o banco central da Suíça anunciaram esta segunda-feira que acordaram a injecção de liquidez em moeda estrangeira pela Reserva Federal dos EUA nos bancos.

«O Bank of England, o Banco Central Europeu (BCE), a Reserva Federal, o Banco do Japão e o Swiss National Bank anunciam acordos de swap que permitem a cedência de liquidez em moeda estrangeira pela Reserva Federal a instituições financeiras dos Estados Unidos», informou o BCE, avançou a Lusa.

A mesma fonte informa que «caso seja necessário, serão cedidos euros, ienes, libras esterlinas e francos suíços à Reserva Federal por via destes acordos de swap adicionais com os bancos centrais relevantes»."

domingo, abril 19, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - IX

"A redução do poder de compra dos britânicos, principal mercado emissor de turistas para o Algarve, pode ter um efeito contrário ao esperado e ajudar a trazer mais turistas para a região, acredita um responsável do sector, citado pela Lusa.

A desvalorização da libra e a crise mundial estão a retrair os britânicos nas suas opções de férias e poderão levá-los a optar por destinos mais próximos, acredita Marc Sontag, director de Turismo Residencial do Grupo IMOCOM.

«Os ingleses fazem normalmente duas viagens por ano, uma de longa distância e outra de curta e nós achamos que se não fizerem a mais longa possam ficar mais perto e Portugal é o primeiro destino a tirar vantagem da situação», disse."

Outra forma de vender um País, pode ser:



A revolução é hoje!

sexta-feira, abril 17, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - VIII

O primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, durante uma visita à Rússia, elogiou esta quinta-feira o presidente eleito dos EUA, afirmando que Obama é «jovem, bonito e está bronzeado».
Se fosse esta a única bacorada do novo Mussolini, poderiamos, apelando à transigência, tolerar o seu discurso, mais, quando o visado aproveita isso mesmo, a cor da pele, para vigarizar, pelo menos, a população dos Países centrais.
Contudo, num alarde de actitudes fascistas, continua, no cenário do terremoto que ocorreu em Itália, em conversa com um padre africano, Berlusconi, àparte de lhe elogiar o «bronze», a outro funcionário da Cruz Vermelha Africana disse-lhe: «você também tem um excelente bronze, quem me dera ter tempo para ficar aqui ao sol e ficar tão bronzeado como vós». Não contente com o apoio mostrado aos colaboradores neste infortúnio, débil, ofuscado pela beleza de uma médica, que assistia os feridos, disse-lhe: «quem me dera ser ressuscitado por si!».
Assim mesmo, concluindo a visita ao local, agarrou um embaraçado voluntário e, no meio de um largo e plástico sorriso, disse-lhe: «Venha cá, abrace-me e chame-me Papa».

Estará este burgesso irremediávelmente a experimentar uma sintomatologia própria da esclerose cerebral ou, pelo contrário, a patologia social que poderemos observar no próximo capitulo desta série, lhe serve como reconstituinte, levando-o a proferir sentenças deste tipo por excesso de poder ou pelo desprezo absoluto pelo Povo?




A revolução é hoje!

quinta-feira, abril 16, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - VII

"É necessário que façamos tudo para que no mais breve prazo tenhamos muitos tecidos bons e que seu colorido seja mais belo; para que o calçado seja de boa qualidade e bonito, e para que se produzam em quantidade suficiente melhores coisas indispensáveis a embelezar a vida do homem soviético."

(Nikita Khrushchev)

Sem deixar de relativizar o discurso de quem nasceu há mais de 100 anos, continuará a critica primária do comunismo constituindo a defesa dos nécios ou cresceram o suficiente para olhar de frente uma realidade, fisica e temporal, cada dia mais cercana?



A revolução é hoje!

quarta-feira, abril 15, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - VI

No seguimento da série "O pesadelo de Darwin", depois de ler o seguinte fragmento do artigo do Jorge Cadima: "Para tornar claro ao mundo o significado dessa nova doutrina militarista, em Março de 1999, poucos dias após o alargamento da NATO à Polónia, Hungria e República Checa, os aviões da NATO atacaram a Jugoslávia, trazendo de novo a guerra para solo europeu. As bonitas palavras do Tratado fundador da NATO davam lugar aos mísseis cruzeiro, às armas com urânio empobrecido, às bombas de fragmentação sobre pessoas, casas, hospitais, pontes, combóios.
Debaixo dos escombros jazia também o Direito Internacional e a Carta da ONU. O imperialismo, sentindo-se liberto de uma correlação de forças mundial que, graças à existência da URSS e à força do movimento anti-imperialista, entravava os seus ímpetos agressivos, decidira passar ao ataque e impor pela força a sua hegemonia e a sua globalização económica e política. Os actores principais deste salto qualitativo de há dez anos não foram Bush e os neo-cons, mas Clinton e a social-democracia que então governava em quase todos os países europeus (incluíndo Portugal). O Vice-Presidente dos EUA, Al Gore, evidenciava as suas «preocupações ambientalistas» bombardeando Belgrado. E os objectivos mais vastos do imperialismo norte-americano – que então se sentia omnipotente e invencível – ficavam patentes no bombardeamento da Embaixada chinesa na capital jugoslava."
Sem necessidade de parar o reproductor, continuemos a aproximação essa, cada vez mais próxima, realidade.



A revolução é hoje

terça-feira, abril 14, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - V

Avante! - A cimeira da morte.

"Três dias antes do início da cimeira de Estrasburgo o professor afegão da província de Kost, Khasan Gul, referindo-se aos exércitos de ocupação estrangeira no Afeganistão, explicara no canal-TV Phönix como os comandos da NATO assaltam de noite as aldeias do seu país e assassinam famílias inteiras. As populações levam no dia seguinte os corpos de velhos, mulheres e crianças para Cabul para que todos vejam quem são «os terroristas» que a Aliança militar anda a matar. Khasan descreve as tropas da NATO como «selvagens que fazem o que querem» e conclui afirmando que «antigamente as pessoas eram contra os talibãs. Mas hoje, aquele tempo parece-lhes melhor comparado com a situação actual». Evidentemente que os media que fizeram a cobertura da cimeira de Estrasburgo esconderam estas atrocidades que o imperialismo vem celebrando há muito tempo. O diário alemão Die Welt (online. 03.04.09), porta-voz da ala mais direitista do partido da chanceler Ângela Merkel saúda a cimeira com um texto intitulado «A Europa concede a Obama mais soldados para o Afeganistão». O panegírico termina salientando que «o presidente Barack Obama incitou os europeus a aumentar a sua capacidade militar». «Ficaríamos muito satisfeitos de ver a Europa com uma capacidade de defesa muito mais reforçada», disse Obama numa conferência de imprensa com o presidente francês Sarkozy. O presidente norte-americano procurou mesmo instigar o pânico dizendo que «devido à situação geográfica a Europa é mais vulnerável ao terrorismo do que a América». As labaredas e as espirais de fumo irrompendo das torres gémeas de Nova Iorque no 11 de Setembro, do edifício da Televisão de Belgrado atacado pela aviação da NATO durante a agressão contra a Jugoslávia, ou ainda da Duma bombardeada pelos tanques de Ieltsin sob os aplausos unânimes das potências do capitalismo mundial, assemelham-se não só no dramatismo das imagens mas também no seu carácter criminoso e terrorista. Tais acontecimentos ilustram bem o método escolhido pelo imperialismo para tentar instaurar a sua nova ordem mundial exploradora e opressora. O documento da Comissão Política do PCP «Pela Dissolução da NATO» é a reposição da verdade dos factos e a análise perfeita do papel da aliança militar do capital monopolista desde a sua fundação até hoje. A ignorância histórica e a cegueira face à realidade demonstradas por Obama nesta encenação de Estrasburgo não nos devem fazer esquecer, a nós portugueses, o «dia da raça» ou «10 de Junho» dos tempos em que o fascismo procurava fazer crer que o exército colonial era um instrumento da «paz» e da defesa de uma «civilização superior», a chamada «civilização ocidental». A cimeira do militarismo fica marcada pelo esforço da nova administração norte-americana para reorganizar a hierarquia imperialista e integrar totalmente no festim da morte estados como a Alemanha e a França que devido às suas próprias ambições e por se sentirem secundarizados por George Bush no saque iraquiano têm mostrado alguma desconfiança em alinhar até aos mais ínfimos pormenores em tudo o que Washington decide. Já o governo de Sócrates não hesitou em anunciar o reforço da participação militar de Portugal na ocupação do Afeganistão. Mas os povos sabem que de ovos de crocodilo não nascem pombas da paz. Só a derrota definitiva do sistema imperialista permitirá repor a dignidade e a soberania dos povos e acabar definitivamente com o pesadelo belicista e as cimeiras da morte."



A revolução é hoje!

domingo, abril 12, 2009

1º Encontro "No caminho da mudança"

Em companhia de mais de 20 blogueres, a colaboração dos Camaradas do centro de trabalho "Joaquim Júlio", Sábado, 11 de Abril, 35 anos depois do 25 de Abril, realizou-se, na Costa da Caparica, o 1º Encontro blogosférico "No caminho da Mudança".

Num ambiente comum a um encontro de comunistas:


Um colectivo composto por apoiantes CDU com idades compreêndidas entre os 20 e os 81 anos, com inquietações desde a poesia, passando pelo powerpoint, a estética, o jornalismo ou a música, sempre com a necessidade de denunciar, transmitiu-me a certeza que a revolução está em marcha.

(Foto de Susete Evaristo)

Começando num ambiente de interesse pela diversidade, fomos abrindo o apetite com música e vontade de crescer, fortalecendo o estômago com umas carnes na brasa, com o tal tempero da Palmira.


(Foto Susete Evaristo)

Confraternizando por reiterar a nossa convicção em que sim é possivel uma vida melhor, ficou patente a necessidade de partilhar essa certeza com o Povo do nosso País, seguros de que a alienação nos retira a capacidade de afirmação, mas que, mudar de rumo será a única forma de resgatarmos, emanciparmos, a condição humana que nos nega a direita.





(Foto Luis Reis)

Depois de uma conversa bastante esclarecedora, de intervenções que compartiam a vontade de aportar conhecimentos ao colectivo, chegou o momento de estructurar toda essa informação, contando com a arte do Samuel e o cheiro da revolução.



Na hora do até já, com o "Avante Camarada" de fundo, muitas foram as manifestações de convencimento de encontrarnos "No caminho da mudança".


Mar chão, há que remar!


A revolução é hoje!

quinta-feira, abril 09, 2009

quarta-feira, abril 08, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - IV

"Para Sílvio Berlusconi, os desalojados pelo sismo em Itália enfrentam estes dias como «um acampamento de fim-de-semana». A declaração do primeiro-ministro italiano foi proferida ao canal alemão N-TV, num comentário às condições de auxílio às vítimas.
«Eles têm tudo o que precisam. Têm apoio medico, comida quente... Claro que o local onde estão é temporário, mas deviam encarar a situação como uma fim-de-semana de campismo», referiu, em entrevista."

Com esta tirada, o maior fascista na Europa, depois de Mussolini, o seu conterrâneo Berlusconi, mostra qual a real consideração da corja governante sobre o valor da vida humana. Assim mesmo, podemos também perspectivar qual o futuro que nos pretendem impôr, se continuar-mos neste imobilismo putrefacto.






Vamos saltar da linha, mudar de rumo!



A revolução é hoje!

Uma aproximação em 10 pasos - III

"Clientes de jactos executivos crescem 10% ao mês"

"O número de pedidos de potenciais clientes que estamos a receber está a aumentar a uma média de 10% por mês", revela Jonathan Breeze, administrador executivo da Jet Republic , uma companhia de jactos executivos recentemente criada com sede em Portugal.

"A Jet Republic concluiu que o cancelamento de rotas das maiores companhias aéreas está a afectar a organização das viagens dos altos executivos, "e muitos estão a recorrer a jactos privados devido à flexibilidade que os mesmos oferecem em termos da satisfação das suas necessidades individuais de viagem", acrescenta Jonathan Breeze.
De acordo com um estudo da Jet Republic , 15 das maiores transportadoras aéreas nacionais da Europa cancelaram um total de 132 rotas europeias, entre 25 de Março de 2008 e 29 de Março de 2009. Durante este período, as mesmas companhias lançaram apenas 59 novas rotas, o que significa um défice total de 73 rotas. Durante o último ano, as companhias aéreas europeias cancelaram 173 rotas para Londres, a mais alta taxa de cancelamento de todas as cidades da Europa, seguida pelas 91 rotas canceladas para Berlim e das 84 para Barcelona. "Embora as companhias aéreas tenham vindo a cancelar rotas, algumas também abriram novas, mas não a um ritmo suficiente para compensar a taxa de fecho. Por exemplo, das 15 companhias aéreas bandeira que analisámos, apenas quatro tinham aberto mais rotas do que fechado, no período dos últimos 12 meses. Esta tendência de fecho das rotas de aviação significa que aqueles que podem pagar para voar em jactos privados são cada vez mais, encarando-o como uma alternativa viável às companhias aéreas nacionais", referiu ainda responsável da Jet Republic ."

Com mais uma noticia que nos vem confirmar a clivagem social, o aumento do fosso entre ricos - cada vez menos - e remediados e pobres - uma população cada vez maior, encontro contudo que, ainda considerado o País mais pobre da Europa - seguramente por não aceitar as considerações capitalistas sobre a verdadeira riqueza, a Moldavia voltou a apostar pelo Comunismo. Um estado com metade da população do nosso País, é hoje, em plena Europa, capaz de prescindir dos poucos, mas efectivos, recursos do seu sub-solo e manter mais de 50% do seu povo dedicado à agricultura, garantindo assim a sua autonomia alimentar e mesmo com uma só saida para o mar, uma muito maior liberdade que aqueles que, parecendo livres, como nós, dependem da vontade do capitalismo imperialista sentado em casas-de-banho de 300m.

(depois de justificada a convicção de que sim é possivel uma vida melhor, sem deixar de pausar o reproductor)



É hora de mudar de rumo!


A revolução é hoje!

terça-feira, abril 07, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - II

"O Standard Bank vai investir 400 milhões de dólares (295 milhões de euros) no sector do comércio da África subsaariana, para aliviar o impacto da crise financeira internacional no continente.
Segundo o banco de capitais sul-africanos, o dinheiro será aplicado na expansão de empréstimos no comércio de consumíveis, produtos diversos e maquinaria, através de um crédito da Corporação Financeira Internacional (IFC), um organismo financeiro do Banco Mundial, escreve a Lusa.
A IFC assinou já um memorando com o Standard Bank, a primeira instituição financeira a juntar-se ao Programa Global de Liquidez e Comércio (GTLP), uma iniciativa anunciada na semana passada em Londres pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.
O novo programa de financiamento do Banco Mundial começa a funcionar em Maio e tem um fundo de cinco biliões de dólares (3,7 biliões de euros), destinados a reverter a queda do comércio devido à crise financeira internacional."

(Depois desta anedota e de desligares o reproductor)


Este ano, podemos mudar de rumo!


A revolução é hoje!

segunda-feira, abril 06, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - I

Ainda que em Castelhano, nesta mini-serie poderemos observar uma realidade, a qual, se atentamente ponderada a sua base, permitirá vislumbrar o cenário nacional a médio prazo.
Respeitando o necessário relativismo, poderiamos incluso afirmar que o procedimento já está implementado, que a mesma politica de subjugação capitalista dos povos, o estado superior do capitalismo, é hoje uma realidade no nosso País, sabendo que, a dívida externa aumentou nos últimos anos além dos 97%, que os nossos recursos já não o são, que as nossas empresas se continuam entregando ao desbarato, que o povo está cada vez mais ciente da necessidade de mostrar subserviência e que esta passou a ser um valor em alça quando nos referimos a, por exemplo, processos de selecção profissional, ou que, os serviços públicos de compensação económica ou serviços à população vêm sendo gradualmente suprimidos.
Assim mesmo, permite baralhar possibilidades tais como, se esta "crise" se tornará perene, se de novo, e desta sem alcançar "propositadamente" uma recuperação, todos os meetings, summit's, etc. Não estarão apenas a servir para ir preparando o terreno para mais uma guerra mundial bastante mais destructiva que qualquer das anteriores, ou se, tal e como definiu o actual assessor militar de Obama quando servia Carter, 80% da população mundial se manterá entretida finando à nascença como exemplar da espécie.

(Depois de desligar o reproductor no fim da página)



Mas podemos mudar de rumo.

A revolução é hoje!

sábado, abril 04, 2009

Proletários do mundo, uni-vos, vamos para a rua!

75.000 efectivos, mais de €100 Milhões.
Este foi o preço que o fascismo pagou, com os impostos de todos o trabalhadores - esses aos quais se lhes retiram direitos dia sim, dia também - para, em Estrasburgo, reprimir, amordaçar, enclausurar, a voz do povo que prefere a paz, a cooperação e, fundamentalmente, o respeito pela diversidade nas necessidades concretas de cada realidade.
Hoje, às 19H, aqui em Madrid, veremos que medidas teremos que suportar, para transmitir, as outros trabalhadores, a necessidade de mudar de rumo!

A posição do povo na sua página: PCP


sexta-feira, abril 03, 2009

Reunião do G20 não dá resposta aos graves problemas com que o Mundo está confrontado

1 – As conclusões conhecidas até ao momento da reunião do G20 confirmam que esta Reunião não tomou decisões capazes de enfrentar os graves problemas económicos e sociais com que o Mundo está confrontado em resultado da profunda crise do capitalismo.

2 – É anunciada a disponibilização de somas astronómicas. Entretanto, a questão de fundo é para quê, para quem e com que orientação política. Pois como o revela o fracasso das chamadas medidas anti-crise, sem uma alteração das opções de fundo a aplicação de tais verbas por si só não resolverá os problemas económicos e sociais.

3 – A tão propalada reforma do sistema financeiro internacional resultou afinal num conjunto de medidas avulsas e de carácter cosmético.
Mantêm-se intocáveis e mesmo reforçadas as instituições centrais deste sistema cujas políticas são responsáveis pela actual crise, a começar pelo Fundo Monetário Internacional.
As questões de fundo da arquitectura financeira internacional que suporta a actual ordem económica mundial capitalista não são sequer afloradas, a começar pela manutenção da hegemonia do Dólar norte-americano.
É particularmente significativo que, confirmando a estratégia do “mudar o necessário para que tudo fique na mesma”, o G20 tenha acabado por decidir da manutenção dos off-shores/paraísos fiscais.

4 – Não são visíveis quaisquer medidas capazes de dar resposta aos gravíssimos problemas que se colocam no plano social, como o desemprego. Mesmo no plano do apoio ao desenvolvimento, as conclusões tornadas públicas apontam para as habituais promessas de ajuda – essencialmente de carácter assistencialista e acompanhadas de objectivos de dominação e exploração – ao mesmo tempo que se insiste na tentativa de imposição da liberalização do comércio mundial no interesse das grandes potências.

5 – Esta cimeira confirma a ideia, várias vezes afirmada pelo PCP, que só a luta dos trabalhadores e dos povos, só a ruptura com o actual sistema político e económico dominante podem pôr fim às crises como a que presentemente assola o mundo.

Salvêmos o capitalismo??

Como conclusão dos resultados da cimeira de Londres, reunião dos G20, poderiamos encontrar que a redução da qualidade de vida das populações, a efectiva diminuição do valor do trabalho enquanto mercadoria ou a manutenção das politicas fascistas

- que não fascizantes, considerando que a realidade apresenta, cada vez com maior tangibilidade, contornos fascistas insalváveis -

adquirem um papel básico na elaboração do novo paradigma imposto ao povo no contexto global.
Considerando a aportação anunciada pela UE, €850.000 milhões, assim como o número de habitantes da Europa a 27, 450 Milhões, resulta difícil explicar de onde surgirão €1888 por habitante/ano, ou €158 per capita/mês, para "salvar", durante mais uma temporada, esta economia de base esclavagista que nos vem retirando gradualmente direitos conquistados através da luta de várias gerações.

Contudo, mais grave se torna esta constatação de nos situarmos no contexto do nosso País, o qual, mesmo sem realizar uma aportação significativa, deve assumir o impacto de tal esforço financeiro Europeo, uma vez que é sócio dessa mesma, actualmente, mega-corporação.

Assim, sem deixar de recordar que, atendendo à inflação registada em Portugal durante 2008, o ordenado minimo para 2009 só foi realmente aumentado €12, que, a entrega de capitais públicos à banca supôs, só no caso BPP, uma diminuição das reservas nacionais na ordem dos €1.500 Milhões, €150 por habitante/ano, ou, €12,5 per capita/mês, a retirada de subsidio a metade da população desempregada - 250.000 Portugueses, o incremento das taxas moderadoras na saúde, o encarecimento do acesso ao ensino, através de mais um fascista business-plan como o tratado de Bolonha, a cada vez menor comparticipação do estado no preço dos medicamentos imprescindíveis, ou, o demagógico aumento das pensões, não podemos mais que antever um cenário ainda mais pauperizado, o acentuar da clivagem social, o aprofundar do fosso entre pobres e ricos, sem que estes últimos devam sequer contribuir fiscalmente para a compensar o seu lucro, quando nem sequer a sombra da ética se viu nesta cimeira, permanecendo inalterada a condição de paraiso fiscal de off-shores como o da Madeira.

Por tudo isto, nem a covardia de evitar aceitar as consequências das nossas decisões, nem o preconceito, nem o egoismo, poderão afastar a necessidade de consciencialização, a mesma que nos permitirá decidir mudar de rumo, acreditando que, agarrando o futuro pelas nossas mãos, sim é possivel uma vida melhor, basta querer.


A revolução é hoje!

quinta-feira, abril 02, 2009

De novo a dívida externa

"Entre o forte e o fraco, entre o rico e o pobre, entre o senhor e o servo, é a liberdade que oprime e a lei que liberta".
Esta afirmação que tem toda a actualidade, foi produzida não por um marxista mas por Henri Lagardaire, dominicano e deputado na Constituinte Francesa de 1848.
Na verdade, para o forte, para o rico, para o senhor o que lhe interessa é não haver entraves, não haver regulamentos, não haver lei para que possa impor a sua força e exercer o seu domínio a seu bel prazer. A única lei que lhe interessa é a lei do mais forte. É nesse sentido que se pronunciam os defensores do livre-cambismo e da abertura dos mercados e que se manifestam as pressões, para cada vez maior desregulamentação, flexibilização e privatização das empresas estratégicas e serviços públicos. No nosso país e recorrendo a um aforismo popular podemos dizer que são as pressões da panela de ferro no embate com a panela de barro. Este é o pensamento neoliberal teorizado entre outros por Friedman e os boys de Chicago, na sua síntese: "é preciso libertar o mercado de todo o entrave para voltamos a ter "a idade do ouro" que conheceram as nações como os EUA e a Inglaterra no século XIX"! "As sociedades contemporâneas não sofrem dum excesso mas de falta de capitalismo". Que esta filosofia serve aos grandes e que impulsionou a construção europeia é uma evidência. Por isso nunca a concentração da riqueza foi tamanha. E é esta teoria que tem servido de guia aos países dominantes na União Europeia e que em Portugal tem orientado as políticas internas do bloco central, PSD/PS com ou sem CDS. Estas políticas, no quadro da adesão e da apreciação do Euro, da abertura total do mercado, das privatizações e da destruição do aparelho produtivo são responsáveis pelo agravamento dos graves problemas estruturais da economia portuguesa, reflectidas nos défices externos. Na verdade fala-se muito do défice orçamental e sacrifica-se o crescimento económico para o combater, mas fala-se muito pouco no gravíssimo défice externo - balança corrente e de capital - que espelha a debilidade do nosso aparelho produtivo. Este continuado e elevado défice, sobretudo nos últimos dez anos, tem vindo a ser coberto com o recurso à dívida externa. Para se ter uma ideia do agravamento atente-se que em 1996 o endividamento externo líquido representava apenas 10% do PIB. Hoje representa 81,3%.

1996
10,4
1997
18,5
1998
25,7
1999
31,5
2000
39,6
2001
47,4
2002
56,3
2004
64,8
2005
70,4
2006
79,4
2007
81,3

Na nossa última Conferência Económica tínhamos pela frente uma elevadíssima dívida externa, um garrote da economia portuguesa como então lhe chamámos. Hoje estamos confrontados com a mesma situação, e se não temos a pressão das divisas temos a agravante de que não dispomos dos instrumentos da política monetária e cambial restando-nos a política orçamental e mesmo esta limitada pelo espartilho do Pacto de Estabilidade. Face a este gravíssimo quadro quero sublinhar as seguintes observações.
1.ª) Esta dívida vai ser paga com a saída de capitais e está muito dependente do crescimento da economia e das exportações e/ou com a entrega de activos (empresas, acções, etc.).
2.ª) Ela agrava substancialmente a dependência do país com o exterior, é uma restrição ao desenvolvimento e, dado o seu volume, qualquer subida das taxas de juro traduz-se em montantes substanciais a sair do país.
3.ª) O persistente défice externo que está na origem da dívida não foi uma consequência de necessidades de investimento em bens transaccionáveis. Isto é não foi uma consequência de investimento dirigido para a substituição de importações ou para a produção de bens exportáveis, o que ajudaria no futuro a combater o défice e a saldar a dívida.
O persistente défice externo que está na origem da dívida não foi uma consequência de necessidades de investimento em bens transaccionáveis. Isto é não foi uma consequência de investimento dirigido para a substituição de importações ou para a produção de bens exportáveis, o que ajudaria no futuro a combater o défice e a saldar a dívida.
4.ª) Aqueles que atribuem o desequilíbrio das contas externas ao excesso de despesa verificada nos últimos dez anos ficam apenas pela superfície das coisas. Passam por cima da abertura do nosso mercado interno; das privatizações das empresas básicas e estratégicas e do seu progressivo domínio pelo capital estrangeiro; da destruição do aparelho produtivo e da implementação de grandes cadeias de distribuição internacionais levando cada vez mais à substituição da produção nacional pela estrangeira.
É por isso que qualquer aumento de despesa interna tem como consequência uma pressão sobre as importações. Esquecem também a quebra da competitividade das nossas exportações pela apreciação do euro. Apagam o facto de que à excepção do sector da pasta de papel, dos cimentos, da cortiça e pouco mais, as nossas exportações são feitas sobretudo por pequenas e médias empresas e que os grandes grupos nacionais há muito deixaram de investir nas actividades produtivas. Preferem as altas taxas de rentabilidade das actividades imobiliárias, financeiras, de intermediação e especulativas. É por isso que os lucros da banca e dos grandes grupos sobem exponencialmente e o país definha e empobrece. Fomos ultrapassados pela Grécia, depois pela República Checa, depois por Malta e agora até pela Estónia. 5.ª e última observação: aqueles que se deslumbram com o novo Quadro Comunitário de Apoio (QREN) e nos dizem que vamos receber 10 milhões em média por dia, há que lembrar-lhes que sendo uma verba importante é uma muito insuficiente compensação pela abertura do nosso mercado e domínio do estrangeiro. Vão entrar 10 milhões de euros por dia, mas só de Janeiro a Agosto saíram de lucros do investimento estrangeiro 7 milhões por dia e para pagar o endividamento externo líquido 51 milhões de euros dia! É obra! Hoje confrontados com a questão da dívida os seus responsáveis levantam desde logo a questão real da produtividade e da competitividade, esta agravada pela valorização do euro e recorrem à habitual mistificação ideológica em torno destes conceitos procurando, como se diz no Texto da nossa Conferência "uma sequência lógica - salário - produtividade - competitividade, como se houvesse uma sequência simples, relação causa/efeito, na esfera tão complexa da produção económica, olhando para o salário como um mero custo microeconómico". Para aumentar a produtividade e através dela a competitividade as respostas destes não vão para a melhoria de organização, para a melhoria da qualidade dos produtos, para a modernização tecnológica mas quase sempre para o estafado eufemismo da moderação salarial. Outros são mais explícitos. Um economista do MIT, Olivier Blanchard, preconizou uma diminuição de 20% nos salários e Fernando Ulrich, chegou a defender os 15%, num país com os níveis de rendimento e de pobreza conhecidos!
Seria interessante que todos estes revelassem os seus rendimentos e respectivos patrimónios. O combate à dívida externa exige uma outra política, uma política de desenvolvimento que defenda a nossa produção, que valorize o trabalho, que combata a financeirização da economia, que melhore o nosso perfil de especialização e dê resposta aos défices agro-alimentar, energético e tecnológico. E também uma postura do Banco de Portugal e do governo de firmeza e não de subserviência em relação ao Banco Central Europeu e à sua política de estrangulamento das economias mais débeis em nome da apreciação do Euro. Mas a grande medida para o combate aos défices está no desenvolvimento da luta de massas para que se derrote esta política e se imponha uma nova orientação ao serviço do povo e de Portugal.

Do Comité Central do PCP. Intervenção na Conferência Nacional do PCP sobre Questões Económicas e Sociais.

segunda-feira, março 30, 2009

DECLARAÇÃO DO ENCONTRO CDU DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS NA EUROPA


As eleições deste ano nas quais os portugueses residentes no estrangeiro vão participar – Parlamento Europeu e Assembleia da República – constituem uma oportunidade singular para a afirmação, pelos seus resultados, de uma clara condenação da política de direita e da acção do Governo do PS, de uma clara exigência de um novo rumo na vida política para o País e para a Europa e, em consequência, na política para as comunidades portuguesas.
Em trinta e três anos de política de direita, e em especial nos últimos 4 anos de Governo PS, o País conheceu desenvolvimentos de agravamento da situação do povo e do país: pioraram as condições de vida dos trabalhadores e do povo; aumentaram as desigualdades e a exploração; agravou-se a injustiça na distribuição do rendimento nacional; acentuou-se o estrangulamento dos orçamentos das famílias; condenaram à ruína milhares de agricultores e de micro, pequenos e médios empresários. Estes desenvolvimentos, a par de tornar o país mais dependente e menos democrático, têm empurrado milhares e milhares de trabalhadores para a emigração, onde se incluem jovens à procura de um primeiro emprego, muitas vezes em condições de enorme precariedade. Ao mesmo tempo afasta a perspectiva de um regresso ao país, sonho acalentado ao longo de anos, por muitos emigrantes.
A União Europeia, a par dos sucessivos governos, tem estado no centro da ofensiva contra os trabalhadores, o povo e o País. Nos últimos 5 anos acentuaram-se os principais eixos da integração capitalista da EU, o neoliberalismo, o federalismo e o militarismo; atacaram-se os itos e conquistas dos trabalhadores, tentando alargar horários de trabalho, precarizando cada vez mais as relações laborais, atacando a contratação colectiva e a acção sindical; avançou a privatização a privatização e a liberalização de amplos sectores, nomeadamente os serviços públicos, incluindo a segurança social; aprofundou-se o militarismo e a corrida ao armamento em parceria com a NATO e os Estados Unidos; acentuou-se o seu carácter antidemocrático com a
tentativa de impor o novo tratado da UE, sem debate e sem referendo em Portugal.
PS, PSD e CDS têm, no essencial, estado de acordo com estas orientações e políticas.
O BE acompanha as teses federalistas de “mais UE”, negando o papel fundamental da soberania nacional na luta em defesa dos interesses do povo e do País e por uma outra Europa.
Ao contrário do que os responsáveis pela política de direita procuram fazer crer, as razões que conduziram à actual situação nacional, não são de agora, nem residem apenas no agravamento da crise do capitalismo. As razões residem, sim, na acção conjugada e convergente do PS, PSD e CDSPP, nestes mais de trinta anos de governação do país e em mais de vinte anos de participação de Portugal na União Europeia.
O Encontro da CDU caracteriza a política do Governo PS dirigida às comunidades portuguesas por uma acção governativa que, ao contrário dos discursos demagógicos e propagandísticos, não tem tido em devida conta o peso e a importância das comunidades portuguesas no todo nacional: desinveste no ensino da língua e cultura portuguesas nas comunidades portuguesas; encerra e despromove consulados de carreira com evidentes prejuízos para os utentes; recorre a mecanismos administrativos e financeiros para dificultar o funcionamento autónomo do Conselho
das Comunidades; reduz substancialmente o porte -pago aos órgãos de informação; põe termo à conta “poupança emigrante”; mantém a discriminação aos exmilitares emigrantes na contagem de tempo para efeitos de reforma.
Para o PCP e a CDU e todos aqueles que se têm oposto a esta política, as eleições podem e devem constituir, no momento do voto, uma clara afirmação da vontade de uma ruptura com a política de direita dos sucessivos governos e as orientações da UE, sendo certo que o reforço da influência do PCP e da CDU é a garantia de uma política alternativa de esquerda.
O Encontro da CDU denuncia e alerta para as manobras do Governo e do PS que procura alimentar as suas ambições de manutenção do poder absoluto, em nome da crise e da “governabilidade”. Ao contrário do que o PS pretende, o que o país precisa e reclama é de uma política que: ponha fim à instabilidade política e social agravada pela governação absoluta do PS; melhore as condições de vida dos trabalhadores; altere o agravamento das assimetrias regionais; afirme a soberania e os interesses nacionais; potencie a importância das comunidades portuguesas como vector estratégico nas orientações da política externa e como parte integrante da política nacional.
Em suma, uma política ao serviço de Portugal e do povo português que vive dentro e fora do país, em que o direito constitucional de emigrar deixe de ser uma gravosa alternativa à falta de emprego e de emprego com direitos, fruto da política de direita que agrava as condições de vida dos trabalhadores e das suas famílias, por via do aumento do desemprego, da destruição do aparelho produtivo e provocando a desertificação de vastas regiões do país.
A CDU é um espaço de convergência de causas e lutas onde cabem todos os trabalhadores, os micro pequenos e médios empresários da industria, do comércio e dos serviços, os reformados, as mulheres e os jovens, que não se resignam com as políticas ruinosas prosseguidas ao longo de anos em Portugal e nas Comunidades, com as potencialidades desperdiçadas pelos partidos PS, PSD e CDSPP, que têm governado o país.
A CDU apresenta-se a estas eleições como a grande força de esquerda, espaço de convergência e acção unitária de todos quanto aspiram a uma mudança de política, portadora de um claro projecto de ruptura com a política de direita e de cujo reforço depende uma viragem na política nacional e a construção de uma nova política e um novo rumo para Portugal e na Diáspora.
A CDU defende uma nova política que rompa, de facto, com a repetida alternância entre PS e PSD – com ou sem o CDSPP – que há já demasiados anos nos governa.
Uma nova política que reconheça nas comunidades portuguesas um vector estratégico ancoradas na política externa, que afirme Portugal como um país livre e soberano que, rompendo com a subserviência face às imposições da União Europeia, assegure a defesa intransigente dos interesses nacionais e de uma política de cooperação e paz entre os povos.
Uma nova política que defenda e valorize a língua e cultura portuguesas no estrangeiro, e, através de uma linha de acção própria, promova o ensino da língua e cultura nas comunidades, e, em particular, como forma de manter e reforçar os laços com Portugal das novas gerações de lusodescendentes.
Uma nova política de apoio ao movimento associativo das comunidades, no respeito pela sua identidade e diversidade, bem como o apoio aos órgãos de informação da nossa diáspora.
Uma nova política que garanta serviços consulares modernos, eficazes e acessíveis a quem deles necessite, em conformidade com os interesses do país e das comunidades e que possam responder eficazmente aos novos problemas decorrentes dos novos fluxos emigratórios.
Uma nova política que potencie a captação das remessas dos emigrantes, promovendo e estimulando investimentos produtivos com vista à criação de emprego, contribuindo para o efectivo desenvolvimento regional, um maior equilíbrio territorial e uma maior coesão económica e social das várias regiões do país de onde são originários os emigrantes.
Uma nova política que tenha em atenção a situação dos reformados que trabalharam no estrangeiro e que lhes seja: - reconhecida, em Portugal, a situação de invalidez desde que a mesma, legalmente, lhes seja atribuída no estrangeiro; - reconhecida sem qualquer penalização, em Portugal, a situação de reformado, antes dos 65 anos de idade, desde que aos mesmos, legalmente lhes seja atribuída no estrangeiro; - atribuída, caso permaneçam no país de acolhimento, a pensão mínima, desde que a soma das várias pensões seja inferior ao valor considerado como o limiar da pobreza, no respectivo país.
O Encontro da CDU salienta o facto de os dois actos eleitorais em que os portugueses da diáspora vão participar se realizarem em tempos muito próximos – para o PE a 7 de Junho e para a AR provavelmente em Setembro – exigindo por isso a concepção e construção de uma campanha activa, baseada no grande empenhamento de todos os activistas da CDU, assente no contacto directo, na informação, no esclarecimento e no convencimento dos eleitores.
Uma campanha eleitoral que responda às exigências dos dois actos eleitorais que ocorrerão com um intervalo de 3 meses. Esta campanha tem de ser construída de forma integrada para assegurar a convergência de cada um desses actos na concretização do objectivo geral do reforço da influência da CDU, alicerçada no tratamento dos problemas concretos do país e dos portugueses que trabalham e vivem no estrangeiro.
O Encontro da CDU destaca, por isso, a importância das eleições para o Parlamento Europeu cujo resultado, por ser a primeira eleição, deverá potenciar o alargamento da CDU e contribuir para uma viragem na vida política nacional e na Europa.
Uma activa campanha será um importante factor capaz de romper preconceitos, sentimentos de desânimo, conformismo e tendências abstencionistas que anos de políticas de direita instalaram em muitos portugueses. Uma campanha marcada pela confiança alicerçada no património de trabalho e de acção da CDU em defesa dos interesses de Portugal e dos portugueses e ancorada nas propostas que a CDU apresenta às comunidades portuguesas.
O Encontro da CDU dirige-se a todos os que reconhecem na CDU a força indispensável para uma nova política, para que contribuam para alargar o esclarecimento e ampliar, na consciência de mais e mais portugueses, a convicção de que é no reforço da CDU que está a garantia de abrir um caminho de esperança e de uma vida melhor para os portugueses que vivem dentro e fora do País.

Bobigny/França, 29 de Março de 2009

sexta-feira, março 27, 2009

terça-feira, março 24, 2009

sexta-feira, março 20, 2009

A ORIGEM DO CONCEITO

O "choque de civilizações", expressão surgida pela primeira vez em 1990 num artigo do especialista do Médio Oriente, Bernard Lewis, generosamente intitulado "As raízes de raiva muçulmana", estabelece a ideia de que o islão não tem nada bom e que a amargura que isso causa entre os muçulmanos transforma-se em raiva contra o Ocidente. Não obstante, a vitória está garantida, assim como a "libanização" do Médio Oriente e o fortalecimento de Israel.

Bernard Lewis, que hoje tem 88 anos, nasceu no Reino Unido e especializou-se como jurista e perito em islamismo. Durante o Segunda Guerra Mundial, trabalhou nas agências de inteligência militar e no gabinete para os assuntos árabes do Ministério Britânico de Relações Exteriores. Nos anos sessenta tornou-se um importante perito consultado pelo Real Instituto dos Negócios Internacionais, onde foi considerado um excelente especialista em intervenção humanitária britânica no império otomano e um dos últimos defensores do império britânico.

Patrocinado pela CIA, ele participou no Congresso para Liberdade Cultural, onde lhe foi confiado o projecto de escrever um livro intitulado "O Médio Oriente e o Ocidente". Em 1974, mudou-se para os Estados Unidos. Tornou-se professor em Princeton e adoptou a cidadania americana. Nessa altura era conselheiro de Zbigniew Brzezinski, que por sua vez, era conselheiro de Segurança Nacional sob a administração do presidente Carter. Em conjunto, conceberam a base teórica do "arco de instabilidade" e planearam a desestabilização do governo comunista do Afeganistão.

Em França, Bernard Lewis era membro da Fundação Saint-Simon de acompanhamento da NATO, para a qual produziu em 1993 um folheto intitulado "Islão e democracia", cuja publicação originou uma entrevista para o jornal francês Le Monde. Naquela entrevista, ele conseguiu negar o genocídio cometido contra os arménios, tendo-lhe sido por esse motivo movido um processo judicial.

No entanto, o conceito de "choque de civilizações" foi evoluindo rapidamente; do discurso neocolonial baseado na tónica da supremacia branca, para a descrição de uma confrontação mundial cujo resultado seria incerto. Este novo significado deveu-se ao professor Samuel Huntington que, contrariamente ao que se possa pensar, não foi um perito islâmico, mas sim um estratega. Huntington desenvolve esta teoria em dois artigos — "O choque de civilizações?" e "O Ocidente único, não universal" -- e um livro originalmente intitulado "O choque de civilizações e o refazer da Ordem Mundial".

Já não se trata de combater os muçulmanos, mas sim de um combate prévio antes do combate com o mundo chinês. Como no mito da fundação de Roma, os Estados Unidos têm de eliminar os seus adversários um por um para alcançar a vitória final

Samuel Huntington é um dos intelectuais mais importantes dos tempos actuais, não porque o seu trabalho seja rigoroso e brilhante, mas sim porque constituiu a fundação ideológica do fascismo moderno.

No seu primeiro livro intitulado "O Soldado e o Estado", publicado em 1957, ele tenta provar que existe uma instituição militar ideologicamente unida, enquanto as instituições civis são politicamente divididas. Assim, ele desenvolve o conceito de uma sociedade na qual seriam eliminados os regulamentos comerciais, colocando o poder político nas mãos das multinacionais, e sob a tutela da Guarda Pretoriana.

Em 1968, ele publicou "A Ordem política nas sociedades em transformação", uma tese onde afirma que os regimes autoritários são os únicos capazes de modernizar os países do Terceiro Mundo. Secretamente, ele participou na criação do grupo de reflexão (think tank) que submeteu um relatório ao candidato presidencial, Richard Nixon, onde se proponha o reforço das acções secretas da CIA.

Em 1969-1970, Henry Kissinger, que tinha uma propensão por acções secretas, exerceu influência para ele ser designado como membro de um grupo de trabalho, especificamente nomeado pelo presidente, para o Desenvolvimento Internacional. Huntington defendia a necessidade de um jogo dialéctico entre o Departamento de Estado e as multinacionais; o primeiro teria que exercer pressão sobre os países em desenvolvimento, no sentido de adoptarem legislações liberais e abandonarem as nacionalizações, enquanto as multinacionais deveriam transferir para o Departamento de Estado o seu conhecimento sobre os países onde desenvolviam as suas actividades.

Ele torna-se então membro do Centro Wilson e cria a revista Foreign Policy. Em 1974, Henry Kissinger designou-o membro do Comitê das Relações Latino-Americanas. Huntington participou activamente na entronização de Augusto Pinochet no Chile e de Jorge Rafael Videla na Argentina. Ali, tentou pela primeira vez o seu modelo social, e demonstrou que uma economia não-regulada seria compatível com uma ditadura militar.

Ao mesmo tempo, o seu amigo Zbigniew Brzezinski apresentou-o a um círculo privado: a Comissão Trilateral. Uma vez integrado nesta Comissão, ele elaborou um relatório intitulado "A Crise da Democracia", onde promove uma sociedade mais elitista que limitaria o acesso às universidades e à liberdade de imprensa.

Quando Jimmy Carter se libertou dos membros das administrações Nixon e Ford, Brzezinski, agora consultor da Segurança Nacional, ajudou o amigo Huntington, que na altura pretendia permanecer na Casa Branca, com o objectivo de desempenhar o papel de coordenador do Conselho de Segurança Nacional.

Durante este período, Huntington encetou uma colaboração activa com Bernard Lewis e concebeu a necessidade prévia de dominação das zonas produtoras de petróleo e politicamente instáveis, antes de um eventual ataque à China comunista. Embora isto não fosse, para já, um "choque de civilizações", na realidade era bastante semelhante.

Mas o professor Samuel Huntington foi forçado a enfrentar um escândalo incómodo. De acordo com notícias correntes, a CIA estava a pagar-lhe para publicar artigos em revistas universitárias, justificando as acções secretas desenvolvidas por aquela agencia, com o objectivo de assegurar a ordem em países onde um ditador amigo tivesse desaparecido ou falecido repentinamente. Quando o escândalo foi esquecido, Frank Carlucci designou-o como membro do Conselho de Segurança Nacional e da Comissão Integrada do Departamento de Defesa para a Estratégia a Longo Prazo.

O seu relatório, serviu como justificação para o programa "Guerra das Estrelas". Hoje, o professor Huntington dirige a Casa da Liberdade, uma associação anticomunista encabeçada pelo anterior director da CIA, James Woolsey.

quarta-feira, março 18, 2009

Na luta.



A revolução é hoje!

terça-feira, março 17, 2009

sexta-feira, março 13, 2009

Mais de 200.000 exigem uma vida melhor



"Mais de 200.000, número superior à ultima manifestação de Junho de 2008, trabalhadores de todo o país, manifestaram-se em Lisboa, num acção organizada pela CGTP-IN, pela exigência de melhores condições de vida. O PCP esteve presente nesta manifestação com uma delegação, que integrou Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, Jaime Toga, Francisco Lopes e Paulo Raimundo, da Comissão Política, Ilda Figueiredo e Patrícia Machado, do Comité Central."
A revolução é hoje!

Todos à rua, antes que seja tarde demais!

Hoje!