segunda-feira, maio 18, 2009

Alfonso Sastre, ilegalizado

É uma história conhecida: em 1630, em Milão, um suspeito denunciado por um honrado cidadão é detido e torturado e, depois de inicialmente negar a acusação acaba por denunciar o seu delito. Sob tortura, denuncia também o seu barbeiro, cúmplice da atrocidade, e este por sua vez denuncia outros homens, pondo a descoberto toda uma cadeia de monstruosos malfeitores que começa, ou termina, num cavalheiro de nome Padilla, chefe da campanha de terror. Uma vez condenados e executados, sobre as ruínas da casa do barbeiro levantou-se uma admoestadora coluna que recordava a infame acção dos réus e advertia eternamente os malvados sobre as consequências de tal tropelia. De facto, o que é que tinham feito? Consideraram-nos untori, isto é, sinistros “untadores” que tinha propagado a peste pela cidade depositando nas paredes e nos objectos a substância contaminante que transmitia a doença. Só em 1778, devido ao brilhante impulso do iluminismo, a coluna foi derrubada, considerando a nova época – a de Montesquieu, Verri e Beccaria – que a infâmia não residia nos condenados mas sim nos magistrados que os julgaram e nos amedrontados e ignorantes cidadãos que ajudaram a converter a loucura, a superstição e o absolutismo num procedimento natural. Esta história real do Antigo Regime, recolhida em 1840 pelo italiano Alessandro Manzoni, é desgraçadamente muito actual. Segundo a Procuradoria-Geral do Estado – isto é, segundo o governo do reino de Espanha – Alfonso Sastre, o dramaturgo vivo mais importante do mundo, é um untador e só o seu nome (enquanto ele trabalha na suas obras de teatro fechado em sua casa) é capaz de contaminar tudo o que contacte com ele, de Hondarribia à Terra do Fogo. Contaminado pelas suas «ligações pessoais» do passado, a sua presença como cabeça de lista na candidatura de Iniciativa Internacionalista é a tal ponto contagiadora que deve ser imediatamente privado dos seus direitos cívicos, tal como os seus companheiros de lista e os seus potenciais votantes. Neste regresso a galope até pré-modernidade, a lógica – desgraçadamente – já é conhecida: não é que candidatar-se a umas eleições europeias seja um delito; não que não se lhe permita candidatar-se por ter cometido um delito: é a sua própria existência que é delituosa. «Intenções», «analogias», «concomitâncias», toda a subtil obra do Direito, pacientemente erigida ao longo de séculos, sucumbe, entre aplausos, a esta atmosfera primitiva e inquisitorial, de obscuros miasmas transmitidos como a gripe suína, com ou sem vontade, numa onda expansiva ininterrupta. As noções de doença e pecado – ambos mortais – substituem a de delito, de prova, de presunção de inocência, de responsabilidade individual. Até que ponto «a defesa da democracia – com Savater e Rosa Diez à cabeça – já deslizou para o mundo medieval, obscurantista, pré-histórico e da magia negra e da prova como boa do facto de, Alfonso Sastre não poder sequer mudar de opinião: é só o resultado das suas «conexões pessoais» e o começo de conexões potencialmente tão amplas que a partir do seu nome, no delírio antijurídico das analogias e das concomitâncias, poder-se-ia impugnar qualquer lista.A conjectura de que o Batasuna iria pedir o voto na Iniciativa Internacionalista e a presença nas suas listas de um ex-candidato da Acção Nacionalista Basca (ANV), uma força então legal mas ilegalizada à posteriori, activou a enésima impugnação de uma força eleitoral que, com quase toda a certeza não poderá concorrer no próximo dia 8 de Junho às eleições europeias. Em 1630 faziam-se assim as coisas; em 2009 no reino de Espanha também se fazem assim. Em 1630, os processos abertos contra os untori faziam parte da lógica do Antigo Regime; em 2009, querem fazer passar por normalidade democrática e por Direito os processos abertos contra os untori. Pessoas inteligentes, sisudas, pessoas honoráveis, respeitadas e influentes, pessoas fora de toda a suspeita, pessoas ricas, pessoas poderosas – como as de Milão da peste – terão algum dia de prestar contas perante os cidadãos por esta dupla malfeitoria: a de restabelecer o antigo regime e a de, além disso, tê-lo feito evocando o Direito e a Democracia.Postas assim as coisas, sugiro – e faço-o seriamente – que o Batasuna, fonte de todos os miasmas, poderosíssima vara de contágio de contagiara a infâmia, convoque uma conferência de imprensa e peça publicamente o voto no PP e/ou no PSOE. Ficarão manchados os nossos dois principais partidos? Pedir-se-á a sua ilegalização. Naturalmente que não, mas assim ficará claro até que ponto esta lógica medieval, desencadeada fora do direito, é medieval – e quão contrária é do direito – que nem sequer é lógica: é um puro exercício de soberania religiosa ou, o que é o mesmo, de arbitrariedade paranóica de um Santo Ofício na sua luta contra o Mal.O que já está claro é que o obscurantismo, a manipulação, o desprezo pelas regras do jogo e a injustiça são infinitamente mais contagiosos que a peste – e muito mais, evidentemente, que a consciência democrática e a liberdade.


Santiago Alba Rico - Escritor e ensaísta espanhol

"Chau número tres"

Te dejo con tu vida
tu trabajo
tu gente
con tus puestas de sol
y tus amaneceres.

Sembrando tu confianza
te dejo junto al mundo
derrotando imposibles
segura sin seguro.

Te dejo frente al mar
descifrándote sola
sin mi pregunta a ciegas
sin mi respuesta rota.

Te dejo sin mis dudas
pobres y malheridas
sin mis inmadureces
sin mi veteranía.

Pero tampoco creas
a pie juntillas todo
no creas nunca creas
este falso abandono.

Estaré donde menos
lo esperes
por ejemplo
en un árbol añoso
de oscuros cabeceos.

Estaré en un lejano
horizonte sin horas
en la huella del tacto
en tu sombra y mi sombra.

Estaré repartido
en cuatro o cinco pibes
de esos que vos mirás
y enseguida te siguen.

Y ojalá pueda estar
de tu sueño en la red
esperando tus ojos
y mirándote.


Mário Benedetti

sábado, maio 16, 2009

A crise como via para a montagem de um estado totalitário global

Enquanto a crise financeira e económica mundial vai atingindo o seu auge, os dirigentes da comunidade ocidental andam a tentar instilar na humanidade a ideia de que essa revolução vai acabar por 'transformar o mundo numa coisa diferente'. Apesar de a imagem da 'nova ordem mundial' se manter vaga e confusa, a ideia central é clara. Na sequência desse raciocínio é preciso instituir um governo global único, se quisermos evitar que reine o caos geral. Volta não volta, os políticos ocidentais referem à necessidade de uma 'nova ordem mundial', de uma 'nova arquitectura financeira mundial', ou de qualquer tipo de 'controlo supranacional', chamando-lhe um 'Novo Acordo' para todo o mundo. Nicolas Sarkozy foi o primeiro a falar nisso, quando se dirigiu à Assembleia-Geral da ONU em Setembro de 2007 (ou seja, antes da crise). Durante a reunião de Fevereiro de 2009 em Berlim, destinada a preparar a cimeira dos G20, Gordon Brown repetiu o mesmo, dizendo que era necessário um Novo Acordo à escala mundial. Estamos conscientes, acrescentou, que no que diz respeito aos fluxos financeiros mundiais, não conseguiremos sair desta situação apenas com a ajuda das entidades puramente nacionais. Precisamos de entidades e de vigilantes mundiais para conseguir que as actividades das instituições financeiras que operam nos mercados mundiais se nos abram totalmente. Tanto Sarkozy como Brown são protégés dos Rothschilds. Algumas declarações feitas por certos representantes da 'elite global' indicam que a actual crise está a ser utilizada como um mecanismo para provocar o agravamento de alguns motins sociais que poderão levar a humanidade – mergulhada como já está no caos e assustada com o espectro duma violência generalizada – a reclamar espontaneamente a intervenção de um árbitro 'supranacional' com poderes ditatoriais nas questões mundiais. Os acontecimentos estão a seguir o mesmo caminho da Grande Depressão de 1929-1933: uma crise financeira, uma recessão económica, conflitos sociais, a instituição de ditaduras totalitárias, incitando a uma guerra para concentrar o poder, e o capital, nas mãos dum pequeno grupo. Mas, desta vez, a questão central é a fase final da estratégia de 'controlo global', em que com um sopro se derruba a instituição da soberania estatal nacional, seguindo-se uma transição para um sistema de poder privado de elites transnacionais. Já nos finais dos anos de 1990, David Rockefeller, autor da ideia de que o poder privado deve substituir os governos, disse que nós (o mundo) estávamos no limiar de mudanças globais. Tudo o que é preciso, prosseguiu, é uma crise qualquer a grande escala que faça com que o povo aceite a nova ordem mundial. Jacques Attali, conselheiro de Sarkozy e antigo chefe do EBRD [European Bank for Reconstruction and Development], afirmou que as elites tinham sido incapazes de resolver os problemas da divisa dos anos 30. Receava, disse ele, que voltasse a acontecer um erro semelhante. Primeiro vamos travar guerras, continuou, e deixar morrer 300 milhões de pessoas. Só depois é que virão as reformas e um governo mundial. Não seria melhor pensar já nesta fase num governo mundial? perguntou. Henry Kissinger afirmou a mesma coisa. Em última análise, a principal tarefa é definir e formular as preocupações gerais da maior parte dos países, e também de todos os principais estados no que se refere à crise económica, tendo em conta o receio colectivo de um jihad terrorista. Depois, tudo isso tem que ser transformado numa estratégia de acção comum… E assim a América e os seus parceiros potenciais têm uma oportunidade única de transformar o momento da crise numa visão de esperança. O mundo está a ser convencido a aceitar a ideia da 'nova ordem' a pouco e pouco para impedir que surjam incidentes que poderão muito bem levar a que os protestos universais contra as condições cada vez piores da existência humana entrem num 'caminho errado' e deixem de poder ser controlados. A principal coisa que a Fase Um conseguiu concretizar foi iniciar uma discussão de amplo espectro sobre o 'governo global' e a 'não aceitação do proteccionismo' com ênfase no 'desencanto' dos modelos de estados-nacionais para a saída da crise. Esta discussão continua tendo como pano de fundo as pressões da informação que ajudam a construir as ansiedades humanas, o medo, e a incerteza. Vejamos algumas dessas acções da informação: previsões da OMS de que provavelmente 1,4 mil milhões de pessoas ficarão abaixo do limiar de pobreza em 2009; um aviso do director-geral da OMS de que se perfila no horizonte o maior declive comercial mundial da história do pós-guerra; uma declaração de Dominique Strauss-Kohn do MFI ( protégé de Sarkozy) de que está iminente um colapso económico mundial se não for implementada uma reforma a grande escala do sector financeiro da economia mundial, colapso esse que muito provavelmente arrastará consigo não apenas o desassossego social mas também uma guerra. Foi com este pano de fundo que foi avançada a ideia de instituir uma divisa mundial comum como pedra fundamental da 'nova ordem mundial'. Mas os verdadeiros cérebros deste projecto de longa data continuam na sombra. De notar que há um ou outro representante da Rússia empurrado para a linha da frente. Faz lembrar a situação antes da I Guerra Mundial, em que os círculos anglo-franceses, que possuíam alguns planos elaborados para uma nova divisão do mundo, instruíram o ministro dos estrangeiros russo para traçar um programa geral para a Entente Cordiale. Esta passou à história como o 'programa Sazonov', apesar de a Rússia não ter desempenhado um papel independente nessa guerra, o qual desde o início foi montado para servir o sistema de interesses da elite financeira britânica. A 19 de Março, Henry Kissinger chegou a Moscovo na qualidade de membro do The Wise Men (James Baker, George Schultz, e outros), que se reuniram com os dirigentes russos antes da cimeira do G20. Dmitry Trenin, director do Centro Carnegie de Moscovo e participante na última reunião americana dos Bilderbergers, considerou essa reunião como um 'sinal positivo'. A 25 de Março, o Moskovsky Komsomolets publicou um artigo 'A Crise e os Problemas Mundiais', de Gavriil Popov (actual presidente da União Internacional de Economistas) que relatou abertamente o que normalmente é discutido à porta fechada. O artigo fazia referência ao Parlamento Mundial, ao Governo Mundial, às Forças Armadas Mundiais, à Força Policial Mundial, ao Banco Mundial, à necessidade de colocar sob controlo internacional as armas nucleares, às capacidades de produção de energia nuclear, de toda a tecnologia de foguetões espaciais, e dos minerais do planeta, à imposição de limites de natalidade, à limpeza do conjunto genético da humanidade, ao encorajamento de pessoas intolerantes à incompatibilidade cultural e religiosa, e a outras coisas do mesmo género. Os "países que não aceitarem as perspectivas globais", diz Popov, "devem ser expulsos da comunidade mundial". Claro que o artigo do Moskovsky Komsomolets não revela nada de novo que nos permita compreender a estratégia da elite global. O importante é outra coisa. Sugere-se a instituição de uma ordem policial totalitária e a eliminação dos estados nacionais, como um amplo programa de acção, e recomenda-se aquilo que tanto os liberais, como os socialistas, como os conservadores, sempre consideraram um 'novo fascismo', como o único caminho salutar possível para toda a humanidade. Há quem queira que a discussão destes projectos se torne uma norma. Neste contexto, há alguns representantes da Rússia 'de confiança' que estão a ser empurrados para a primeira linha; a Rússia que será a principal vítima da política de pilhagem total se o 'governo global' vier a ser uma realidade. O G20 não discutiu a questão da divisa mundial comum, porque ainda não chegou a altura própria para tal. A própria cimeira foi um passo em frente no caminho para o caos porque, se as suas decisões forem seguidas cegamente, a situação socioeconómica mundial só poderá piorar e, para citar Lyndon LaRouche, irão 'liquidar o doente'. Entretanto, a crise está a ser exacerbada e os analistas andam a predizer uma era de desemprego maciço. As previsões mais pessimistas vêm do LEAP/Europe 2020, que as publica regularmente nos seus boletins e enviou-as mesmo numa carta aberta aos dirigentes dos Vinte antes da cimeira de Londres. Já em Fevereiro de 2006, o LEAP [Laboratório Europeu de Antecipação Política] foi de uma precisão surpreendente a descrever as perspectivas para a 'crise global sistémica' como consequência da doença financeira provocada pela dívida dos EUA. Os analistas do LEAP consideram os acontecimentos actuais no contexto da crise geral que começou nos finais dos anos 70 e está agora na sua quarta fase, a fase final e a mais grave, a chamada 'fase de purificação' em que começa o colapso da economia real. Segundo Frank Biancheri, do LEAP, não é apenas uma recessão mas o fim do sistema, em que o seu pilar principal, a economia dos EUA, entrou em colapso. "Estamos a assistir ao fim de toda uma época mesmo em frente dos nossos olhos". A crise pode conduzir a algumas consequências muito difíceis. O LEAP prevê uma subida do desemprego para 15 a 20% na Europa e 30% nos Estados Unidos. Se não se conseguir solucionar o problema do dólar, os acontecimentos mundiais darão uma reviravolta dramática. O colapso do dólar pode ocorrer já em Julho de 2009 e a crise, que poderá durar décadas, desencadeará "uma desintegração geopolítica à escala mundial" com motins sociais e conflitos civis, com a divisão do mundo em blocos separados, em que o mundo regressará à Europa de 1914, com confrontos militares, etc. Os tumultos populares mais poderosos ocorrerão em países com sistemas de segurança social menos desenvolvidos e com maiores concentrações de armas, principalmente na América Latina e nos Estados Unidos, em que a violência social já se manifesta actualmente nas actividades de grupos armados. Os especialistas assinalam o começo da fuga para a Europa da população dos EUA, onde por enquanto a ameaça directa contra a vida não é tão grande. Para além dos conflitos armados, os analistas do LEAP prevêem escassez de energia, de alimentos e de água em áreas dependentes da importação de alimentos. Os especialistas do LEAP descrevem o comportamento das elites ocidentais como totalmente desajustado: "Os nossos dirigentes não conseguem entender o que aconteceu, e continuam a mostrar a mesma incompreensão até hoje. Estamos no meio duma recessão prolongada, e seria necessário o empenho na introdução de algumas medidas a longo prazo para amortecer os golpes, mas os nossos dirigentes continuam na esperança de impedir uma recessão prolongada… Todos eles foram formados em torno do pilar americano e não conseguem perceber que o pilar está em ruínas…" Mas se os dirigentes a nível médio não vêem isso, os gestores mundiais de nível superior, pelo contrário, estão muito bem informados; são eles quem está a implementar o 'caos controlado' e a política de desintegração geral, incluindo uma guerra civil e a desintegração dos Estados Unidos planeada para o final de 2009, um cenário que está a ser discutido amplamente pelos meios de comunicação americanos e mundiais. À beira dos conflitos planeados em diversas áreas do planeta, está a ser instituído um sistema que conferirá a um centro supranacional, com base numa máquina punitiva, o total controlo político, militar, legal e electrónico sobre a população. Esse sistema utiliza o princípio de gestão de rede de comunicações que permite encaixar em qualquer sociedade estruturas paralelas de autoridade que reportam a centros de tomadas de decisões externos e são legalizados através da doutrina de prevalência da lei internacional sobre a lei nacional. A casca mantém-se nacional, mas o poder real passa a ser transnacional. Jacques Attali chama a isto um 'estado global baseado na lei'. O centro dirigente do estado global baseado na lei situa-se nos EUA. Embora os seus fundamentos tenham começado a surgir nos anos 90, a luta contra o terrorismo após os incidentes do 11/Set levaram a fenómenos radicalmente novos. A aprovação da Lei Patriota de 2001 não só permitiu que os serviços de segurança controlassem a população americana e os estrangeiros suspeitos, como acelerou a passagem de responsabilidades estatais para as mãos de estruturas empresariais transnacionais. As actividades de informações, do comércio da guerra, do sistema penitenciário, e do controlo de informações estão a passar para a mão de privados. Isto é feito através da chamada contratação no exterior, um fenómeno relativamente novo, que consiste em confiar determinadas funções a empresas privadas que agem como empreiteiros e atribuir a indivíduos exteriores a uma organização a realização das suas tarefas internas. Em 2007, o governo americano chegou à conclusão de que 70% do seu orçamento de serviços de informações secretas é gasto em contratos privados e que a "burocracia de informações da Guerra-Fria está transformada numa coisa totalmente nova, em que dominam os interesses dos empreiteiros". Para a sociedade americana (incluindo o Congresso), as suas actividades mantêm-se confidenciais, o que lhes permite recolher cada vez mais funções importantes nas suas mãos. Antigos funcionários da CIA dizem que quase 60% do seu pessoal estão sob contrato. Essas pessoas analisam a maior parte das informações, escrevem relatórios para os que tomam as decisões em jurisdições estatais, mantêm comunicações entre diversos serviços de segurança, dão apoio a posições estrangeiras, e analisam a intercepção de dados. Em consequência disso, a National Security Agency da América está a ficar cada vez mais dependente de companhias privadas que têm acesso a informações confidenciais. Não admira, pois, que se esteja a criar pressão para uma proposta de lei no Congresso que prevê a garantia de imunidade a empresas que têm trabalhado com a NSA nos últimos cinco anos. O mesmo está a acontecer com empresas militares privadas (PMCS), que têm vindo a assumir cada vez mais funções do exército e da polícia. Numa escala significativa, começou nos anos 90 na ex-Jugoslávia, mas foram utilizados trabalhadores contratados a nível alargado no Afeganistão e noutras zonas de conflito. Executavam as acções 'mais sujas', como aconteceu com o caso durante a guerra na Ossétia do Sul, onde estiveram envolvidos mais de 3 000 mercenários. Neste momento, os PMCS são verdadeiros exércitos, cada um deles com mais de 70 mil efectivos, que operam em cerca de 60 países, com receitas anuais de mais de 180 mil milhões de dólares (segundo o Brookings Institution, EUA). Por exemplo, mais de 20 mil empregados de PMCS americanos trabalham no Iraque ao lado do contingente militar americano de 160 mil. O sistema de prisões privadas também está a aumentar rapidamente nos EUA. Está florescente o complexo da indústria prisional, que utiliza trabalho escravo e práticas de trabalhos forçados, e os seus investidores estão sediados na Wall Street. O uso de trabalho forçado por empresas privadas foi legalizado já em 37 estados e é utilizado por importantes empresas como a IBM, a Boeing, a Motorola, a Microsoft, a Texas Instruments, a Intel, a Pierre Cardin e outras. Em 2008, o número de internados em prisões privadas nos EU era de cerca de 100 mil e este número está a crescer rapidamente, juntamente com o número total de internados no país (na sua maioria afro-americanos e latino-americanos), que é de 2,2 milhões de pessoas, ou seja, 25% de todos os presos do mundo. Logo que Bush assumiu o poder, começou a privatização do sistema para transporte e retenção de migrantes em campos de concentração. Em especial, foi o que fez um ramo da conhecida empresa Halliburton, Kellog Brown and Root (antigamente chefiada por Dick Cheney). As maiores conquistas foram feitas nos últimos anos na área da instituição do controlo electrónico sobre a identidade das pessoas, realizado sob o pretexto do contra-terrorismo. Actualmente, o FBI está a criar a maior base de dados do mundo de indicadores biométricos (impressões digitais, exames da retina, formas do rosto, formas e distribuição de cicatrizes, padrões de fala e de gestos, etc.) que contém neste momento 55 milhões de impressões digitais. A última novidade inclui a introdução de um sistema de varredura corporal nos aeroportos americanos, análise da literatura lida pelos passageiros dos voos e por aí fora. Uma outra oportunidade de reunir informações detalhadas sobre as vidas privadas das pessoas surgiu na sequência da Directiva N59 da NSA, aprovada no verão de 2008, 'Identificação e rastreio biométrico com o objectivo de reforçar a segurança nacional', e da confidencial 'Lei da Resposta Pronta ao Terrorismo Nacional'. Numa avaliação da política das autoridades americanas, o ex-congressista e candidato presidencial em 2008, Ron Paul, disse que a América está a transformar-se gradualmente num estado fascista, "Estamos a aproximar-nos de um fascismo, não do tipo Hitler, mas de um tipo mais suave, que se revela na perda de liberdades civis, em que as grandes empresas dirigem tudo e… o governo está metido na cama com os grandes negócios". Será preciso lembrar que Ron Paul é um dos poucos políticos americanos que defende o encerramento do Sistema de Reserva Federal como uma organização secreta inconstitucional? Com a chegada de Obama ao poder, a ordem policial na América está a ficar cada vez mais afunilada em duas direcções – reforço da segurança nacional e militarização de instituições civis. É impressionante como, depois de ter condenado as transgressões às liberdades individuais feitas pela administração Bush, Obama passou a controlar todo o pessoal da sua própria equipa obrigando-o a preencher um questionário com 63 perguntas que percorrem os pormenores mais complexos das suas vidas privadas. Em Janeiro, o presidente dos EUA aprovou leis que possibilitam a continuação da prática ilegal de sequestrar pessoas, mantê-las secretamente em prisões, e enviá-las para países em que se utiliza a tortura. Também propôs uma lei chamada Lei da Instituição do Centro de Apoio à Emergência Nacional, que estipula a instituição de seis desses centros em bases militares americanas para proporcionar apoio a pessoas que sejam deslocadas por causa de uma situação de emergência ou de uma catástrofe e que ficam assim sob jurisdição militar Analistas relacionam esta lei com possíveis perturbações e consideram-na uma prova de que a administração americana se está a preparar para um conflito militar que pode ocorrer após a provocação que está a ser planeada. O sistema americano de controlo policial está a ser implementado activamente noutros países, principalmente na Europa – através da instituição da hegemonia da lei americana no seu território por intermédio da assinatura de diversos acordos. Nisto tiveram uma grande importância as conversações na sombra entre os EUA e a UE sobre a criação da 'área comum de controlo sobre a população' que se realizaram na primavera de 2008, quando o Parlamento Europeu adoptou uma resolução que ratificou a criação do mercado transatlântico único, abolindo todas as barreiras ao comércio e aos investimentos até 2015. As conversações deram origem ao relatório confidencial preparado pelos especialistas de seis países participantes. Este relatório descrevia o projecto para a criação da 'área de cooperação' nas esferas 'da liberdade, da segurança, e da justiça'. O relatório alarga-se sobre a reorganização do sistema de justiça e assuntos internos dos estados membros da UE de modo tal que fica a parecer-se com o sistema americano. Diz respeito não apenas à capacidade de transferir dados pessoais e cooperação de serviços policiais (que já está a ser posto em prática), mas também, por exemplo, à extradição de imigrantes da UE para as autoridades americanas de acordo com o novo mandato que anula todas as garantias que os procedimentos de extradição europeus prevêem. Nos EUA está em vigor a Lei das Delegações Militares de 2006, que permite a perseguição ou detenção de qualquer pessoa que seja identificada como 'inimigo combatente ilegal' pelas autoridades executivas e se estende aos imigrantes de qualquer país que não esteja em guerra com os EUA. São perseguidos como 'inimigos', não com base em quaisquer provas, mas porque assim são rotulados pelas organizações governamentais. Nenhum governo estrangeiro protestou contra esta lei que é de importância internacional. Em breve será assinado o acordo sobre comunicação de dados pessoais, segundo o qual as autoridades americanas poderão obter informações pessoais como números de cartões de crédito, pormenores das contas bancárias, investimentos, rotas de viagem ou comunicações via Internet, assim como informações sobre a raça, as crenças políticas e religiosas, os hábitos, etc. Foi por pressão dos EUA que os países da UE introduziram os passaportes biométricos. A nova regulamentação da UE implica a mudança geral dos cidadãos da UE para passaportes electrónicos a partir do final de Junho de 2009 e até 2012. Os novos passaportes passarão a conter um chip com informações para além do passaporte e uma foto, e ainda as impressões digitais. Estamos a assistir à criação do campo de concentração electrónico global, e a crise, os conflitos e as guerras estão a ser utilizadas como justificação. Como escreveu Douglas Reed, "as pessoas têm tendência para tremer perante um perigo imaginário e são demasiado preguiçosas para ver o perigo real".

por Olga Chetverikova

quinta-feira, maio 14, 2009

O polvo

"O capital financeiro estende assim as suas redes, no sentido literal da palavra, em todos os países do mundo. Neste aspecto desempenham um papel importante os bancos fundados nas colônias, bem como as suas sucursais. Os imperialistas alemães olham com inveja os "velhos" países coloniais que gozam, neste aspecto, de condições particularmente "vantajosas". A Inglaterra tinha em 1904 um total de 50 bancos coloniais com 2279 sucursais (em 1910 eram 72 bancos com 5449 sucursais); a França tinha 20 com 136 sucursais; a Holanda possuía 16 com 68; enquanto a Alemanha tinha "apenas" 13 com 70 sucursais. Os capitalistas americanos invejam por sua vez os ingleses e os alemães: "Na América do Sul - lamentavam-se em 1915 - 5 bancos alemães têm 40 sucursais, 5 ingleses 70 sucursais ... A Inglaterra e a Alemanha, no decurso dos últimos vinte e cinco anos, investiram na Argentina, no Brasil e no Uruguai mil milhões de dólares aproximadamente; como resultado disso beneficiam de 46 % de todo o comércio desses três países."

quarta-feira, maio 13, 2009

Morreu um poeta...

Hermético, elíptico, mas sempre poético, uma consideração compartida pela maioría de músicos que em 93 produziram um disco com versões de alguns êxitos deste artista, quando chegava ao fim da resistência física depois de 10 anos de aceleração incontrolada, António Vega chegou a ser tomado como o Silvio Rodriguez español.

Nesse disco, no rescaldo de uma "movida" que tive a sorte de experimentar na sua fase mais tardia, colaboraram Miguel Rios, Manolo Tena, Complices, Jaime Urrutia, Tam Tam Go, Sonora, Ramoncín e outros que agora estão na zona das lampadas fundidas, recuperando para o público um músico que o mundo havia perdido e um sentido para lutar para quem parecia acreditar que o sol não podia durar eternamente.

Se antes de 93 a decadência o tinha como catedrático, depois do lançamento desse disco foi fácil ouvir a sua música acompanhado por quem se deitava antes das 02.00h.

Nessa época assisti também ao nascimento de um grupo chamado "Ketama", uma banda de ciganos, os irmãos Carmona, com uma larga tradição musical, que tinham colaborado com Rão Kiao no disco "Delírios Ibéricos" e que conheci no pessoalmente no "Café Berlin", na Gran Via de Madrid, essa que pintou António Lopez..


Ketama que era liderado pelo, também, António Carmona, quem, meses mais tarde, fazia mais uma versão de uma canção do António Vega e o levava ao concerto no qual apresentava o LP que incluia essa canção.

Assim, fazendo parte da memória de uma geração, o António Vega também faz parte da minha "infância" Castelhana, dos sons de momentos que recordo com uma sensação total.

Por ter tido o privilégio de o incluir na minha banda sonora pessoal, deixo aqui um vídeo sucinto mas retrospectivo quanto baste para perceber que tipo de pessoa era, que tipo de mundo legou e, mais que nada, quão vanguardista foi o trabalho que desenvolveu num deserto com poucos oásis de criatividade sustentada.

(O reproductor contém 2 vídeos concatenados, sendo necessário esperar o arranque do 2º)

Aliança PS/BE

No seguimento do post anterior, no qual afirmava existir uma aliança, de facto, entre o PS e o BE, em ordem a evitar dúvidas por falta de credenciais, passo a transcrever uma noticia de um jornal que nada tem a ver com a minha opção politica:

"José Pedro Aguiar-Branco, vice-presicente do PSD, não tem dúvidas sobre o que deve acontecer a Lopes da Mota depois de o Procurador Geral da República ter decidido instaurar um processo disciplinar a Lopes da Mota.

Processo disciplinar contra Lopes da Mota

«Com esta decisão, deixa de ter condições para ser presidente do Eurojust, pois percebe-se que as alegadas pressões visavam proteger o primeiro-ministro. A justiça necessita de credibilidade e o Governo tem uma boa oportunidade para fazer algo em benefício da credibilidade», referiu em conferência de imprensa, pedindo o «afastamento imediato»

Também o PCP defende essa via. Em declarações à «TSF», António Filipe diz que «evidente que Lopes da Mota não reúne condições» para continuar como presidente do Eurojust, aproveitando para sublinhar a «razão» do Sindicato dos Magistrados, que denunciou as pressões.

A mesma posição é defendida pelo CDS/PP e o deputado Nuno Melo acrescenta mesmo que vai requerer nova audição do ministro da Justiça, Alberto Costa, no Parlamento, para saber quais as consequências políticas que este retira do processo disciplinar.


Por seu lado, a deputada do Bloco de Esquerda, Helena Pinto, referiu que o ministro da Justiça deve pronunciar-se sobre este caso.

«Há que esclarecer tudo até ao fim, mas não deve prolongar-se no tempo. É urgente que o ministro da Justiça se pronuncie», referiu a deputada, que não pede a demissão do magistrado."

A revolução é hoje!


terça-feira, maio 12, 2009

segunda-feira, maio 11, 2009

A la revolución

Latinoamérica reclamará mayores compromisos de Unión Europea

"Praga, 11 may, Tribuna Popular TP/Prensa Latina.- Los países latinoamericanos integrados en el Grupo de Río (GRIO) reclamarán aquí a la Unión Europea (UE) mayores compromisos de cooperación a propósito de la crisis económica mundial.

Así trascendió hoy en esta capital en el inicio de las reuniones intrarregionales de altos funcionarios del GRIO y el bloque comunitario, quienes durante dos días prepararán los debates a nivel ministerial del próximo miércoles.

Fuentes diplomáticas consultadas por Prensa Latina subrayaron en particular la postura de Nicaragua, que ostenta la presidencia pro tempore del Sistema de Integración Centroamericana (SICA), de pedir una actitud europea que permita impulsar las inversiones.

El vicecanciller nicaragüense Valdrac Jaenschtke Whitaker, quien estará al frente de la delegación de su país y llevará las riendas del SICA aquí, adelantó en Managua que se busca una agenda común seria para abrir espacios en la colaboración.

Nicaragua aspira a liderar el proyecto de construcción de un ferrocarril entre México y Centroamérica, el cual pudiera llevarse adelante con préstamos de entidades financieras latinoamericanas.

Precisamente México tendrá un papel protagónico en la XIV cita ministerial UE/GRIO, con la asistencia de su secretaria de Relaciones Exteriores Patricia Espinosa.

Aunque el tema de la gripe A (H1N1) no aparece en el programa del evento, que concluirá el próximo viernes, es muy probable que salga a relucir a partir de las preocupaciones generalizadas en torno a la potencial pandemia.

Cuba, que ingresó en el Grupo de Río en noviembre de 2008, tomará parte en su primera reunión de estas características, un hecho que entraña satisfacción dentro de los latinoamericanos y también en buena parte del Viejo Continente.

La jornada de este lunes terminará con una recepción ofrecida por México, actual titular del GRIO, después de las deliberaciones hasta el anochecer de los coordinadores nacionales de las dos concertaciones

(Noticia de la página del PCV)

No pretendo interferir en las consideraciones sobre las necesidades reales de los Paises que integran esta cumbre. No obstante, no puedo dejar de criticar, de forma negativa, la aparente falta de coherencia que transmite esta noticia.

Considerando que promueve la dependencia futura, por los estados suramericanos, de una unión europea cada día mas vendida a los intereses hegemónicos estadounidenses, creo que esa solicitud resulta contraria a la libertad de los pueblos, enquanto sugiere el neocolonialismo como solución final.

Aún pudiendo admitir que esta forme parte de algún tipo de estratégia geopolitica, el mensaje que traspasa a las poblaciones es de un continuismo del capitalismo que nos trajo a la situación que vivimos, el cual impide, hoy, la emancipación total de la America plural

La revolución es hoy!

domingo, maio 10, 2009

Bloco central ou Estado novo??

Leonor, é o nome da ex-ministra da saúde que comprou sangue que se sabia de antemão contaminado com HIV. Matou, debilitou, piorou a vida de muitos Portugueses que ainda hoje pagam por tal "erro".
Manuela, é o nome da ex-ministra de economia que investiu grande parte das reservas financeiras do povo Português no casino de wall street.
Manuela, é o nome da candidata do psd que se declarou desejosa de prescindir da democracia durante 6 meses.
Correia, é o nome do ex-ministro da saúde que inaugurou a eliminação por fases do sistema de saúde nacional.
Maria, é o nome da ministra de educação que provocou a maior manifestação de sempre em Portugal por parte de um colectivo.
Podia abundar e extender o texto quase ao imperceptível, mas, estes exemplos permitem que percebamos o profundo desprezo e desrespeito pelo Povo, por parte dos partidos PS e PSD, hoje PSE e PPE.
Se atendermos à manipulação informativa, por exemplo, relativa aos incidentes com o avô cantigas durante a celebração do 1º de Maio, dia do trabalhador e que por tal não reserva lugar a quem defende o atentado constante aos seus direitos, podemos facilmente perceber que, da mesma forma que o PS coloca o BE como um apendice - mesmo que este último mantenha uma tónica pseudo-contestatária é um apoio claro do governo, basta olharmos para a camara de Lisboa - também o délio faz parte de um satélite pseudo-radical que serve indirectamente os interesses do PS e, directamente atenua a carência de protagonismo do BE.
No relativo ao PSD, outro tanto do mesmo, provado que está esse mesmo tipo de dependência por parte do CDS, também este último conserva este tipo de estratégia na sua relação com o PNR.

Assim, atendendo às bacoradas da corja nos últimos dias, penso que não estaria demais pensar que, ainda atirando-se argumentos teatrais reciprocamente, depois da possibilidade que nos trouxe o 25 de Abril, a possibilidade de VOTAR, com medidas repressivas similares às que, por exemplo e a titulo de amostra, se adoptaram no bairro da Bela Vista, provavelmente vejamos um novo "Estado Novo", a entrega total da soberania ao grande capital através do PE, ou, a venda dos nosso recursos, da vida do nosso povo, da cultura Portuguesa, aos grandes impérios globalistas.

Por outra parte, se considerarmos a existência do Estado como ditadura, a conjuntura actual, tanto no âmbito nacional como internacional e as alternativas possiveis, restam dois cenários plausíveis:

1º- Ditadura nacional-corporativista.

2º- Ditadura do proletariado.

No relativo à primeira, outorgando-lhe à partida a maior percentagem de possibilidades de ocorrer, teriamos um governo que defende o capital e a clivagem, concentrando em cada dia menos pessoas a dependência de um número cada vez maior de trabalhadores, com base na diminuição necessária do valor do trabalho, na redução de serviços à população e do consequente aumento das exigências ao povo e da repressão que amordaça o inconformismo, não existindo no seu horizonte perpétuo a intenção do eliminar do Estado, da ditadura.

No segundo caso, considerando que já vivemos, e sofremos, o capitalismo, encontramos a possibilidade de definir aproximadamente a duração necessária do Estado, tornando a liberdade algo tangível, ao contrário da primeira opção, sendo este último um tipo de regime transitório e que só por isso deve ser encarado de forma mais interessada, sem o tipico anti-comunismo primário de muitos amedrontados alienados e sem que por tal esqueçamos que desde o primeiro dia será o Povo quem governe.

Pelo exposto, só existe hoje um partido que nos sugere alternativa, que não alternância - uma vez que consolidado um novo bloco central nem estes partidos nos poderiam continuar a tentar manipular com essas demagógicas lutas, um partido que, reunido em coligação com quem realmente se preocupa pelo mundo no qual vivemos, defende a segunda possibilidade, incorpora a condição humana aos seus princípios, considera que a liberdade sim é possível, essa força chama-se CDU!

Porque é a tua consciência que te pede mudar de rumo, não permitas que te imponham o medo, vota em consciência no próximo dia 7!



A revolução é hoje!

sexta-feira, maio 08, 2009

País Vasco


Novo Lendakari.



É verdade, a lendakaritza tem um novo hóspede, o Socialista Patxi Alonzo.
Depois da ilegalização dos ideais de mais de meio milhão de trabalhadores, através de uma hiper-realista lei de partidos politicos, rectificada já este século, sem que esta alteração contasse com a aprovação da maioria Vasca; nem Herri-Batasuna, nem Euskal-Erritarrok, nem PCTV, nem PNV, ou mesmo Aralar, hoje, numa tentativa de uniformizar, descaracterizar, desvirtuar a vontade do Povo da Euskal-Herria, os partidos que aprovaram dita lei, no âmbito nacional, utilizando a mesma com base no perverso uso da demagogia da democracia, o PSOE e o PP legitimaram a defesa do respeito pela diversidade, pela idiossincrasia nunca contemplada pelos sucessivos governos da nação e pela qual lutam desde há mais de 30 anos os Gudari. Legitimaram essa luta quando, arrojando a vontade da maioria da Vascongada para as malvas, constituiram um governo de ideologías aparentemente profundamente antagónicas, adoptando cada partido um discurso com base na necessidade extraordinária de deslocar o poder para uma realidade mais ampla, ou seja, a necessidade de manter o capitalismo, o imperialismo, a escravatura, a subserviência aos designios dos apologistas e promotores da globalização. Com 25 assentos, o PSOE nunca governaria, com 13 assentos do PP y 1 da UPN – partido de rosa diez, uma cisão do PSOE, tipo BE – pode alcançar a maioria necessária para roubar, submeter, amordazar - da mesma forma que o fez com democracia3M, a qual, com 600.000 votantes, apoiava, na investura, o PNV – um País que só se integra em Espanha pela tirania feudal.

O significado desta inédita coligação, para nós, Portugueses, poderia não ser relevante, contudo, se atendermos à intenção do PS; PSE e do PSD; PPE, de formarem uma coligação para eliminar a possibilidade real de que a esquerda, a CDU, exerça de partido dobradiça na próxima legislatura, que o povo seja mais difícilmente espoliado, verificamos que a tendência à imposição do fascismo na dinâmica governativa é algo contra a qual os trabalhadores devem lutar de forma prioritária, incrementando a mobilização, o esclarecimento, sobretudo, o resultado da CDU nas eleições que se nos reservam.

Contra esta aberração, contra a retirada de serviços à população, contra a miséria, a fome, Bolonia, a favor do aumento dos salários, do investimento na formação académica, das verbas para o sistema de saúde pública, das reformas, pela ampliação da cobertura por desemprego, porque não nos esquecemos que a maioria dos desempregados não se inscreve no centro de emprego porque não vai dessa forma usufruir de nada mais que controle pelas autoridades ou de ser considerado um estorvo, a favor do investimento productivo, da adopção de medidas estructurantes, pelo abandono da economia de casino.


É fundamental votar em consciência, sem preconceitos, sem medo mas, com a certeza que, um futuro alcançado seguindo estes mesmos carris nunca será melhor que a realidade da qual muitos querem fugir, que na verdade, só mudando de rumo a poderemos evitar.


A revolução é hoje!

quinta-feira, maio 07, 2009

Agora sim..

Agora vai o resto...

"A oposição acusou o Governo, esta quinta-feira, no Parlamento, de querer «privatizar» e «fazer negócio» com o património comum. Em causa esteve alteração do regime geral dos bens de domínio público, cuja proposta de lei o PS aprovou sozinho na generalidade. A notícia é avançada pela Lusa, que dá conta da abstenção de duas deputadas socialistas, entre as quais Teresa Portugal, e dos votos contra de toda a oposição.

O diploma fixa as regras para a concessão e exploração comercial dos monumentos, das águas costeiras, dos bens ferroviários, aeroportuários, rodoviários e da área da Defesa. A mesma proposta de lei define também as regras para a afectação, desafectação e transferência daqueles bens de domínio público, para além de mudar o regime sancionatório.

PCP, BE e PEV insurgiram-se contra as alterações propostas pelo Governo. O PSD invocou a possível inconstitucionalidade da lei por prever regras sobre matérias que já estão definidas no Estatuto Político Administrativos das Regiões Autónomas.

O diploma vai agora ser discutido na especialidade, em comissão parlamentar."

A não ser que acordemos.


A revolução é hoje!

quarta-feira, maio 06, 2009

Lenine

"A revolução russa deve realizar esta reivindicação como parte integrante necessária da liberdade política. Neste aspecto a revolução russa está colocada numa posição particularmente vantajosa, porque a abominável burocracia da autocracia policial-feudal causou o descontentamento, a agitação e a indignação mesmo entre o clero. Por mais embrutecido, por mais ignorante que fosse o clero ortodoxo russo, até ele foi agora acordado pelo estrondo da queda da velha ordem medieval na Rússia. Até ele adere à reivindicação de liberdade, protesta contra a burocracia e o arbítrio dos funcionários, contra a fiscalização policial imposta aos “servidores de Deus”. Nós, socialistas, devemos apoiar este movimento, levando até o fim as reivindicações dos membros honestos e sinceros do clero, agarrando-lhes na palavra sobre a liberdade, exigindo deles que rompam decididamente todos os laços entre a religião e a política."


A revolução é hoje!

terça-feira, maio 05, 2009

PSE, PPE, os esbirros e a CDU...

Depois de mais uma tentativa de provocação, podemos neste video entender como se mente ao Povo Português.
Por outra parte, fica claro que, se a CDU e o PCP não existissem, dificilmente existiria PS.




A revolução é hoje!

sábado, maio 02, 2009

A luta continua!



A revolução é hoje!

sexta-feira, maio 01, 2009

1º de Maio



A revolução é hoje!

1º de Maio – Trabalhadores em luta!

"Por todo o país, o 1º de Maio foi comemorado por milhares de trabalhadores, reforçando o papel histórico da sua luta e a sua actualidade. Assim, muitas das acções de comemoração foram transformadas em verdadeiras acções de luta. Destacam –se as grandes manifestações realizadas em Lisboa, com a presença do Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e no Porto, com a presença de Ilda Figueiredo, candidata e deputada do Parlamento Europeu.

No ano de 1886, no primeiro dia de Maio, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, exigindo a redução do horário de trabalho para as oito horas. A manifestação teve repressão policial, para tentar dispersar os trabalhadores que lutavam por melhores condições de trabalho. Dezenas de operários foram mortos e feridos. Passados todos estes anos, os trabalhadores portugueses continuam a sair à rua para lutar pelas conquistas de Abril, que tanto são atacadas pela política de direita dos sucessivos Governos PS e PSD, com ou sem CDS.

A luta pelo horário de trabalho, continua actual, quando no Parlamento Europeu se pretende aumentar a jornada de trabalho para 65 horas.

Hoje, os trabalhadores dizem basta aos baixos salários, ao aumento do desemprego, à revisão para pior do Código do Trabalho e da Legislação Laboral da Administração Pública, à precariedade, ao aumento do horário de trabalho."

A revolução é hoje!

quinta-feira, abril 30, 2009

Portuguese hand made

"(...)Poderia parecer que, se o valor de uma mercadoria se determina pela quantidade de trabalho que se inverte na sua produção,quanto mais preguiçoso ou inábil seja um operário, mais valiosa será a mercadoria por ele produzida, pois que o tempo de trabalho necessário para produzi-Ia será proporcionalmente maior. Mas aquele que assim pensa incorre num lamentável erro. Lembrai-vos que eu empregava a expressão 'trabalho social" e nesta denominação de"social" cabem muitas coisas. Ao dizer que o valor de uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho incorporado ou cristalizado nela, queremos referir-nos à quantidade de trabalho necessário para produzir essa mercadoria num dado estado social e sob determinadas condições sociais médias de produção, com urna dada intensidade social média e com uma destreza média no trabalho que se emprega. Quando, na Inglaterra, o tear a vapor começou a competir com o tear manual, para converter uma determinada quantidade de fio numa jarda de tecido de algodão, ou pano, bastava a metade da duração de trabalho que anteriormente se invertia. Agora, o pobre tecelão manual tinha que trabalhar 17 ou 18 horas diárias, em vez das 9 ou 10 de antes. Não obstante, o produto de suas 20 horas de trabalho só representava 10 horas de trabalho social; isto é, as 10 horas de trabalho socialmente necessárias para converter uma determinada quantidade de fio em artigos têxteis. Portanto, seu produto de 20 horas não tinha mais valor,do que aquele que antes elaborava em 10.

Se então a quantidade de trabalho socialmente necessário, materializado nas mercadorias, é o que determina o valor de troca destas, ao crescer a quantidade de trabalho exigível para produzir uma mercadoria aumenta necessariamente o seu valor e, vice-versa, diminuindo aquela, baixa este.(...)"


A revolução é hoje!

(...e com esta gripe que nos obriga a ficar em casa no 1º de Maio)

quarta-feira, abril 29, 2009

Gripe??

Para opinar sobre esta questão, com maior credibilidade, devia conhecer mais aprofundadamente os objetivos da OMS. Não obstante, podemos sempre opinar com base na nossa capacidade de perceber os sinais derivados desta pseudo-pandemia, a expansão do virus H1-N1.
Nesse sentido, depois de entender o mapa de distribuição desta nova cepa e o impacto económico que causam as noticias sobre a mesma, sabemos que, só em Madrid, existem já 11 afectados, 32 em Espanha, falecidos no México, nos estados-unidos, na Nova Zelanda e que, na Suiça (curiosamente, e por culpa de um "lamentável" acidente), se rompeu uma série de recipientes que continham o virus desta gripe dos porcos. Ainda assim, mesmo assumindo que por má sorte, de forma inédita, juntaram-se numa célula deste animal a gripe suina e a gripe humana (ainda que já se ouve falar também da gripe aviária, o que extrema a dificuldade para entender o fenómeno). Assumindo que, esta não se transmitirá com facilidade em países com sistemas de saúde melhores que o nosso, que a mesma OMS já situou o seu nível de alerta em 4, a dois degraus da morte anunciada de milhões de seres humanos - num cenário similar, e assim o potencial resultado, do experimentado em 1918, aquando da gripe "española"(que de espanhola só tinha o nome da embarcação no qual chegou à península), a certeza com a qual podemos ficar é, sem dúvida, que quem pagará com a vida, mais uma vez - mais um efeito directo da globalização imperialista, é o Povo dos países periféricos, o mesmo que sofre a devastação provocada - em principio - pelo HIV, pela fome, pela usurpação dos seus recursos naturais, pela repressão; ou só por nascer no sitio menos favorável, os idosos e aqueles que por razões diferentes careçam das condições necessárias para manter o sistema imunológico minimamente funcional.
Por tudo isto, é extremamente difícil entender o motivo da histéria da OMS, não esquecendo que esta é também uma forma de amedrontar as populações e que, em conjunto com a falta de confiança que se verifica nos consumidores, o desemprego, o aumento generalizado dos défices nacionais ou a caída dos indices bursáteis durante os últimos dias, incrementa, por parte da opinião pública, a percepção de dependência das estructuras do capital, promovendo a assumpção da condição de ser humano de 2ª, potenciando a subserviência ao imperialismo, e o mais curioso, através de uma gripe com uma sintomatologia similar; e assim as terapias paliativas, àquelas que todos conhecemos.

A revolução é hoje!

segunda-feira, abril 27, 2009

E nós...



ocupamos o nosso lugar ou continuaremos a tentar, qual "parvos" ou amedrontados, ocupar outro?

Prefiro encher o meu lugar com a minha vontade que fugir para a frente e tropeçar numa cova cavada por algum engenheiro!


A revolução é hoje!

domingo, abril 26, 2009

Temas candentes

A Fox, cadeia de televisão generalista norte-americana, tem para a sua grelha um reality-show que revela, com bastante simplicidade, quão abjecta é a vida dos trabalhadores nos estados-unidos.

O referido programa, aberração, mostra o impacto que sofrem aqueles que, dentro da estratégia imperialista de reestruturação económica, são despedidos diariamente, num número concerteza maior, ainda que não mais importante, que os 535 Portugueses que todos os dias, desde Agosto passado, experimentam também essa mesma agonia.

Despedidos, despojados da sua condição, usados para o regozijo de uma plateia ávida de realidades piores que o quotidiano no qual sobrevivem, estas mulheres e homens, no seu entorno, seguramente - mais se tivermos presente o institucionalizado preconceito que caracteriza os debilitados alienados e carentes de esclarecimento apologistas da covardia resultante da clivagem que impede assumir a responsabilidade pelas suas decisões – encontrarão problemas de recolocação, mais um, só para que a Fox aumente a audiência, o share, mas, fundamentalmente, o profit do share-holders, accionistas.

Um dia depois do 35º aniversário do 25 de Abril, o pensamento com o qual me deparo é que, Abril, politicamente, economicamente, socialmente, nos âmbitos da educação, da liberdades, e, sobretudo – ainda que cada vez mais desvirtuada pelos capatazes dos mesmos accionistas supra-citados – na constituição, venceu, mas, querer resgatar Abril, olhando em frente, só pode acontecer quando a coerência entre a palavra e a acção se torne atributo essencial de todos os revolucionários. Aqueles que sofreram, pagaram com a vida, e com a morte, a liberdadezinha que hoje desfrutamos, foram heroicamente coerentes mesmo diante de um pide, um esbirro fascista, quando este os obrigava a permanecer de pé, acordados durante dias, submetidos a enormes pressões físicas e psicológicas, mantendo-se calados para que hoje possamos falar.

As formas a adoptar no sentido de promover de novo o esclarecimento, a agitação, o inconformismo, como não podia ser de outra maneira, devem ser reajustadas a este novo paradigma fascista, que não fascizante. Contudo, como desenvolvimento lógico do processo revolucionário de 74, também a firmeza ou a intransigência, devem, necessariamente, fazer parte da atitude revolucionária, sobretudo quando se observam atentados à liberdade, enaltecimento dos métodos repressivos, propaganda fascista, neo-colonialista, ou crimes políticos contra os Povos.

Assim, sabendo-me integrante de um partido que não anda por aí a tentar melhorar o capitalismo, consciente das repercussões que poderiam advir - ao contrário dos proletários americanos, aceitando qualquer consequência pessoal por integrar esse tipo de acções, não entendo, mas, já agora fica a ideia, como não se fretaram 2 ou 3 autocarros para, no dia de ontem, festejar, recordar, celebrar a revolução em Santa Comba-Dão.
Ainda assim, também me parece dificil compreênder porque não se ouviu falar da institucionalização do crime de corrupção, aceitando o governo essa practica, sempre que o criminoso pague 60% do pecúlio.

Na mesma linha, não posso aceitar, ainda que os motivos sejam claros, que os professores entreguem as suas auto-avaliações – mesmo que a aposta sindical se reveja na pretendida coesão sindical europeia, creio que essa identificação não é real, partindo do principio que cada país tem peculiaridades que divergem na definição das prioridades, que constituindo uma frente comum só estão a legitimar esta Europa sucursal - que não se promovam agora, justo agora, antes das eleições, greves, arruadas, eventos, concentrações, encontros, concertos, debates, sessões de esclarecimento, que, em suma, se incremente a luta, que se potencie a denúncia.

Fora do PCP, hoje, não existe resistência ao fascismo, à ditadura da demagogia e do obscurantismo neón, ao espólio do povo Português, ao enriquecimento de uns poucos através da miséria de outros muitos. Só um povo sem medo, unido, consciente, poderá mudar esta situação. Este ano teremos na mão a possibilidade de, apostando na alternativa real, expulsar a corja, recuperar a sanidade pública, o pão, o trabalho, a habitação, a educação, as reformas, a equidade, a ética, a liberdade, a solidariedade, a palavra, enfim, a condição de ser humano.



A revolução é hoje!

sábado, abril 25, 2009

quinta-feira, abril 23, 2009

Mudar!

Atendendo a vários factores, indicadores que nos mostram que depois de 35 anos, mesmo ao amparo de uma constituição que se pretendeu liberadora, o fascismo voltou ao nosso País.
Hoje, as prácticas utilizadas pelo governo, em lugar de apontar o dedo àqueles que lutam pela liberdade, considera toda a população dentro de um redil, no qual, alçar a voz, prevaricar no relativo à cultura uniformizadora, reclamar por direitos, pela fome, pelo desemprego, fica aí mesmo, no cercado, exercendo sobre o povo consideração que resulta numa mordaça enorme.
O Camarada Eugénio Rosa, através de um dos seus estudos, explica, de forma bastante acessível, como a realidade nos coloca em situação pior que em 1973:

"Numa altura em que se ouve com uma frequência crescente nos media novamente os defensores do neoliberalismo (engane-se quem pensou que o neoliberalismo estava definitivamente enterrado) a advogarem o congelamento dos salários nominais dos trabalhadores portugueses, e mesmo a sua redução, como “solução” para a grave crise provocada pela especulação financeira que dominou toda a globalização capitalista, interessa recordar alguns dados oficiais sobre a repartição da riqueza em Portugal. E isto porque se tal tese (a redução do poder de compra dos salários) vingasse a parte das remunerações no PIB, que já é reduzida, diminuiria ainda mais.

O PIB, ou seja, a riqueza criada em 2008 é cerca de 97,2 vezes superior ao PIB de 1973. O valor das remunerações, sem incluir as contribuições para a Segurança Social e CGA, de 2008 é apenas 69,8 vezes superior às remunerações, também sem contribuições, de 1973. Mesmo se consideramos as remunerações, incluindo as contribuições para a Segurança Social e a CGA, a situação não se altera significativamente. Entre 1973 e 2008, O PIB cresceu 97,2 vezes, como já se referiu, mas as remunerações, com contribuições, aumentaram apenas 89 vezes. Estes dados oficiais mostram duas coisas. Em primeiro lugar, que as condições de vida dos trabalhadores portugueses em 2008 são superiores às que tinham em 1973. Em segundo lugar, e apesar disso, estes dados oficiais também revelam uma situação preocupante que é a seguinte: a repartição da riqueza criada em Portugal tem-se agravado de uma forma continuada e significativa depois do período 1974-1976, sendo actualmente pior da que se verificava mesmo em 1973.

Mas não são apenas as entidades oficiais portuguesas que revelam a diminuição que se tem verificado em Portugal da parte das remunerações na riqueza criada no nosso País. Também o Eurostat, que é o organismo oficial de estatística da União Europeia, confirma a quebra acentuada da percentagem que as remunerações representam do PIB, e de uma mais pronunciada que a revelada pelos dados divulgados pelas entidades oficiais portuguesas. Se retirarmos as contribuições patronais para a Segurança Social e para a CGA, em 1998, segundo o Banco de Portugal e o INE as remunerações, sem contribuições patronais , representaram 35,3% do PIB, enquanto segundo o Eurostat corresponderam apenas a 31,8% do PIB. A partir de 1998 deixamos de se dispor, para Portugal, de dados sobre a percentagem que as remunerações, sem contribuições, representam em relação ao PIB, certamente por não serem favoráveis ao governo.

No entanto, o Eurostat tem divulgado as percentagens que as remunerações, com contribuições patronais , representam do PIB, as quais revelam, para Portugal, uma quebra de valor ainda maior do que a revelada por organismos oficiais portugueses. Assim, em 2006, segundo o INE e o Banco de Portugal, a percentagem correspondeu a 50,7% do PIB, enquanto segundo o Eurostat, foi 50% do PIB; em 2007, segundo o INE e o Banco de Portugal, representou 50% do PIB e, de acordo com o Eurostat, apenas 49,1% do PIB; e em 2008, a percentagem, segundo o INE, correspondeu a 50,3% do PIB e, de acordo com o Eurostat, foi de 50,1% do PIB. Para 2009, o Eurostat prevê que, em Portugal, as remunerações, com as contribuições patronais, representem 49,9% do PIB, uma percentagem bastante inferior à registada em 1973 (54,9% do PIB) e muito inferior à do período 1974/1976 (entre 61% e 68,4% do PIB); e, para 2010, prevê o valor de 49,7% do PIB. E isto sem congelamento ou redução dos salários nominais como defendem os neoliberais portugueses .

É neste contexto de diminuição da percentagem que as remunerações representam da riqueza criada no País, ou seja, do PIB, que os neoliberais, que surgem de novo com força nos media, defendem o congelamento e mesmo a redução dos salários nominais dos trabalhadores portugueses. É curioso e significativo que muitos dos que defendem tais posições são precisamente aqueles que têm sido acusados de auferirem vencimentos e bónus escandalosos que nunca negaram (mais um exemplo da teoria “faz o que eu digo, e não faças o que faço”). A redução do poder de compra das remunerações em Portugal, para além de determinar o agravamento das condições de vida da maioria dos portugueses, que já vivem com dificuldades, provocaria um agravamento da crise económica que enfrenta o País, pois determinaria a redução da procura, e a crise actual é também uma crise resultante da quebra da procura, o que está a impedir as empresas de venderem uma parte crescente do que produzem ou podem produzir. Eugénio Rosa"

Assim sendo, se as condições de vida dos Portugueses são hoje piores que em plena ditadura, só nos resta a opção de resgatar Abril, de agitar consciências, de terminar uma revolução inacabada.
Podendo começar hoje, como todos os dias, vamos voltar ao Socialismo pelas portas que Abril abriu. Dia 25 sempre, e, nesta ocasião, não deve parar, só no culminar de todos os processos eleitorais, que este ano nos trazem a oportunidade de expulsar a corja, poderemos consolidar a mudança que Portugal necessita, convictos de que sim é possivel uma vida melhor, que essa mudança só depende de nós.



A revolução é hoje!

quarta-feira, abril 22, 2009

terça-feira, abril 21, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - X

"O Banco de Inglaterra, o Banco Central Europeu (BCE), a Reserva Federal, o Banco do Japão e o banco central da Suíça anunciaram esta segunda-feira que acordaram a injecção de liquidez em moeda estrangeira pela Reserva Federal dos EUA nos bancos.

«O Bank of England, o Banco Central Europeu (BCE), a Reserva Federal, o Banco do Japão e o Swiss National Bank anunciam acordos de swap que permitem a cedência de liquidez em moeda estrangeira pela Reserva Federal a instituições financeiras dos Estados Unidos», informou o BCE, avançou a Lusa.

A mesma fonte informa que «caso seja necessário, serão cedidos euros, ienes, libras esterlinas e francos suíços à Reserva Federal por via destes acordos de swap adicionais com os bancos centrais relevantes»."

domingo, abril 19, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - IX

"A redução do poder de compra dos britânicos, principal mercado emissor de turistas para o Algarve, pode ter um efeito contrário ao esperado e ajudar a trazer mais turistas para a região, acredita um responsável do sector, citado pela Lusa.

A desvalorização da libra e a crise mundial estão a retrair os britânicos nas suas opções de férias e poderão levá-los a optar por destinos mais próximos, acredita Marc Sontag, director de Turismo Residencial do Grupo IMOCOM.

«Os ingleses fazem normalmente duas viagens por ano, uma de longa distância e outra de curta e nós achamos que se não fizerem a mais longa possam ficar mais perto e Portugal é o primeiro destino a tirar vantagem da situação», disse."

Outra forma de vender um País, pode ser:



A revolução é hoje!

sexta-feira, abril 17, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - VIII

O primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, durante uma visita à Rússia, elogiou esta quinta-feira o presidente eleito dos EUA, afirmando que Obama é «jovem, bonito e está bronzeado».
Se fosse esta a única bacorada do novo Mussolini, poderiamos, apelando à transigência, tolerar o seu discurso, mais, quando o visado aproveita isso mesmo, a cor da pele, para vigarizar, pelo menos, a população dos Países centrais.
Contudo, num alarde de actitudes fascistas, continua, no cenário do terremoto que ocorreu em Itália, em conversa com um padre africano, Berlusconi, àparte de lhe elogiar o «bronze», a outro funcionário da Cruz Vermelha Africana disse-lhe: «você também tem um excelente bronze, quem me dera ter tempo para ficar aqui ao sol e ficar tão bronzeado como vós». Não contente com o apoio mostrado aos colaboradores neste infortúnio, débil, ofuscado pela beleza de uma médica, que assistia os feridos, disse-lhe: «quem me dera ser ressuscitado por si!».
Assim mesmo, concluindo a visita ao local, agarrou um embaraçado voluntário e, no meio de um largo e plástico sorriso, disse-lhe: «Venha cá, abrace-me e chame-me Papa».

Estará este burgesso irremediávelmente a experimentar uma sintomatologia própria da esclerose cerebral ou, pelo contrário, a patologia social que poderemos observar no próximo capitulo desta série, lhe serve como reconstituinte, levando-o a proferir sentenças deste tipo por excesso de poder ou pelo desprezo absoluto pelo Povo?




A revolução é hoje!

quinta-feira, abril 16, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - VII

"É necessário que façamos tudo para que no mais breve prazo tenhamos muitos tecidos bons e que seu colorido seja mais belo; para que o calçado seja de boa qualidade e bonito, e para que se produzam em quantidade suficiente melhores coisas indispensáveis a embelezar a vida do homem soviético."

(Nikita Khrushchev)

Sem deixar de relativizar o discurso de quem nasceu há mais de 100 anos, continuará a critica primária do comunismo constituindo a defesa dos nécios ou cresceram o suficiente para olhar de frente uma realidade, fisica e temporal, cada dia mais cercana?



A revolução é hoje!

quarta-feira, abril 15, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - VI

No seguimento da série "O pesadelo de Darwin", depois de ler o seguinte fragmento do artigo do Jorge Cadima: "Para tornar claro ao mundo o significado dessa nova doutrina militarista, em Março de 1999, poucos dias após o alargamento da NATO à Polónia, Hungria e República Checa, os aviões da NATO atacaram a Jugoslávia, trazendo de novo a guerra para solo europeu. As bonitas palavras do Tratado fundador da NATO davam lugar aos mísseis cruzeiro, às armas com urânio empobrecido, às bombas de fragmentação sobre pessoas, casas, hospitais, pontes, combóios.
Debaixo dos escombros jazia também o Direito Internacional e a Carta da ONU. O imperialismo, sentindo-se liberto de uma correlação de forças mundial que, graças à existência da URSS e à força do movimento anti-imperialista, entravava os seus ímpetos agressivos, decidira passar ao ataque e impor pela força a sua hegemonia e a sua globalização económica e política. Os actores principais deste salto qualitativo de há dez anos não foram Bush e os neo-cons, mas Clinton e a social-democracia que então governava em quase todos os países europeus (incluíndo Portugal). O Vice-Presidente dos EUA, Al Gore, evidenciava as suas «preocupações ambientalistas» bombardeando Belgrado. E os objectivos mais vastos do imperialismo norte-americano – que então se sentia omnipotente e invencível – ficavam patentes no bombardeamento da Embaixada chinesa na capital jugoslava."
Sem necessidade de parar o reproductor, continuemos a aproximação essa, cada vez mais próxima, realidade.



A revolução é hoje

terça-feira, abril 14, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - V

Avante! - A cimeira da morte.

"Três dias antes do início da cimeira de Estrasburgo o professor afegão da província de Kost, Khasan Gul, referindo-se aos exércitos de ocupação estrangeira no Afeganistão, explicara no canal-TV Phönix como os comandos da NATO assaltam de noite as aldeias do seu país e assassinam famílias inteiras. As populações levam no dia seguinte os corpos de velhos, mulheres e crianças para Cabul para que todos vejam quem são «os terroristas» que a Aliança militar anda a matar. Khasan descreve as tropas da NATO como «selvagens que fazem o que querem» e conclui afirmando que «antigamente as pessoas eram contra os talibãs. Mas hoje, aquele tempo parece-lhes melhor comparado com a situação actual». Evidentemente que os media que fizeram a cobertura da cimeira de Estrasburgo esconderam estas atrocidades que o imperialismo vem celebrando há muito tempo. O diário alemão Die Welt (online. 03.04.09), porta-voz da ala mais direitista do partido da chanceler Ângela Merkel saúda a cimeira com um texto intitulado «A Europa concede a Obama mais soldados para o Afeganistão». O panegírico termina salientando que «o presidente Barack Obama incitou os europeus a aumentar a sua capacidade militar». «Ficaríamos muito satisfeitos de ver a Europa com uma capacidade de defesa muito mais reforçada», disse Obama numa conferência de imprensa com o presidente francês Sarkozy. O presidente norte-americano procurou mesmo instigar o pânico dizendo que «devido à situação geográfica a Europa é mais vulnerável ao terrorismo do que a América». As labaredas e as espirais de fumo irrompendo das torres gémeas de Nova Iorque no 11 de Setembro, do edifício da Televisão de Belgrado atacado pela aviação da NATO durante a agressão contra a Jugoslávia, ou ainda da Duma bombardeada pelos tanques de Ieltsin sob os aplausos unânimes das potências do capitalismo mundial, assemelham-se não só no dramatismo das imagens mas também no seu carácter criminoso e terrorista. Tais acontecimentos ilustram bem o método escolhido pelo imperialismo para tentar instaurar a sua nova ordem mundial exploradora e opressora. O documento da Comissão Política do PCP «Pela Dissolução da NATO» é a reposição da verdade dos factos e a análise perfeita do papel da aliança militar do capital monopolista desde a sua fundação até hoje. A ignorância histórica e a cegueira face à realidade demonstradas por Obama nesta encenação de Estrasburgo não nos devem fazer esquecer, a nós portugueses, o «dia da raça» ou «10 de Junho» dos tempos em que o fascismo procurava fazer crer que o exército colonial era um instrumento da «paz» e da defesa de uma «civilização superior», a chamada «civilização ocidental». A cimeira do militarismo fica marcada pelo esforço da nova administração norte-americana para reorganizar a hierarquia imperialista e integrar totalmente no festim da morte estados como a Alemanha e a França que devido às suas próprias ambições e por se sentirem secundarizados por George Bush no saque iraquiano têm mostrado alguma desconfiança em alinhar até aos mais ínfimos pormenores em tudo o que Washington decide. Já o governo de Sócrates não hesitou em anunciar o reforço da participação militar de Portugal na ocupação do Afeganistão. Mas os povos sabem que de ovos de crocodilo não nascem pombas da paz. Só a derrota definitiva do sistema imperialista permitirá repor a dignidade e a soberania dos povos e acabar definitivamente com o pesadelo belicista e as cimeiras da morte."



A revolução é hoje!

domingo, abril 12, 2009

1º Encontro "No caminho da mudança"

Em companhia de mais de 20 blogueres, a colaboração dos Camaradas do centro de trabalho "Joaquim Júlio", Sábado, 11 de Abril, 35 anos depois do 25 de Abril, realizou-se, na Costa da Caparica, o 1º Encontro blogosférico "No caminho da Mudança".

Num ambiente comum a um encontro de comunistas:


Um colectivo composto por apoiantes CDU com idades compreêndidas entre os 20 e os 81 anos, com inquietações desde a poesia, passando pelo powerpoint, a estética, o jornalismo ou a música, sempre com a necessidade de denunciar, transmitiu-me a certeza que a revolução está em marcha.

(Foto de Susete Evaristo)

Começando num ambiente de interesse pela diversidade, fomos abrindo o apetite com música e vontade de crescer, fortalecendo o estômago com umas carnes na brasa, com o tal tempero da Palmira.


(Foto Susete Evaristo)

Confraternizando por reiterar a nossa convicção em que sim é possivel uma vida melhor, ficou patente a necessidade de partilhar essa certeza com o Povo do nosso País, seguros de que a alienação nos retira a capacidade de afirmação, mas que, mudar de rumo será a única forma de resgatarmos, emanciparmos, a condição humana que nos nega a direita.





(Foto Luis Reis)

Depois de uma conversa bastante esclarecedora, de intervenções que compartiam a vontade de aportar conhecimentos ao colectivo, chegou o momento de estructurar toda essa informação, contando com a arte do Samuel e o cheiro da revolução.



Na hora do até já, com o "Avante Camarada" de fundo, muitas foram as manifestações de convencimento de encontrarnos "No caminho da mudança".


Mar chão, há que remar!


A revolução é hoje!

quinta-feira, abril 09, 2009

quarta-feira, abril 08, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - IV

"Para Sílvio Berlusconi, os desalojados pelo sismo em Itália enfrentam estes dias como «um acampamento de fim-de-semana». A declaração do primeiro-ministro italiano foi proferida ao canal alemão N-TV, num comentário às condições de auxílio às vítimas.
«Eles têm tudo o que precisam. Têm apoio medico, comida quente... Claro que o local onde estão é temporário, mas deviam encarar a situação como uma fim-de-semana de campismo», referiu, em entrevista."

Com esta tirada, o maior fascista na Europa, depois de Mussolini, o seu conterrâneo Berlusconi, mostra qual a real consideração da corja governante sobre o valor da vida humana. Assim mesmo, podemos também perspectivar qual o futuro que nos pretendem impôr, se continuar-mos neste imobilismo putrefacto.






Vamos saltar da linha, mudar de rumo!



A revolução é hoje!

Uma aproximação em 10 pasos - III

"Clientes de jactos executivos crescem 10% ao mês"

"O número de pedidos de potenciais clientes que estamos a receber está a aumentar a uma média de 10% por mês", revela Jonathan Breeze, administrador executivo da Jet Republic , uma companhia de jactos executivos recentemente criada com sede em Portugal.

"A Jet Republic concluiu que o cancelamento de rotas das maiores companhias aéreas está a afectar a organização das viagens dos altos executivos, "e muitos estão a recorrer a jactos privados devido à flexibilidade que os mesmos oferecem em termos da satisfação das suas necessidades individuais de viagem", acrescenta Jonathan Breeze.
De acordo com um estudo da Jet Republic , 15 das maiores transportadoras aéreas nacionais da Europa cancelaram um total de 132 rotas europeias, entre 25 de Março de 2008 e 29 de Março de 2009. Durante este período, as mesmas companhias lançaram apenas 59 novas rotas, o que significa um défice total de 73 rotas. Durante o último ano, as companhias aéreas europeias cancelaram 173 rotas para Londres, a mais alta taxa de cancelamento de todas as cidades da Europa, seguida pelas 91 rotas canceladas para Berlim e das 84 para Barcelona. "Embora as companhias aéreas tenham vindo a cancelar rotas, algumas também abriram novas, mas não a um ritmo suficiente para compensar a taxa de fecho. Por exemplo, das 15 companhias aéreas bandeira que analisámos, apenas quatro tinham aberto mais rotas do que fechado, no período dos últimos 12 meses. Esta tendência de fecho das rotas de aviação significa que aqueles que podem pagar para voar em jactos privados são cada vez mais, encarando-o como uma alternativa viável às companhias aéreas nacionais", referiu ainda responsável da Jet Republic ."

Com mais uma noticia que nos vem confirmar a clivagem social, o aumento do fosso entre ricos - cada vez menos - e remediados e pobres - uma população cada vez maior, encontro contudo que, ainda considerado o País mais pobre da Europa - seguramente por não aceitar as considerações capitalistas sobre a verdadeira riqueza, a Moldavia voltou a apostar pelo Comunismo. Um estado com metade da população do nosso País, é hoje, em plena Europa, capaz de prescindir dos poucos, mas efectivos, recursos do seu sub-solo e manter mais de 50% do seu povo dedicado à agricultura, garantindo assim a sua autonomia alimentar e mesmo com uma só saida para o mar, uma muito maior liberdade que aqueles que, parecendo livres, como nós, dependem da vontade do capitalismo imperialista sentado em casas-de-banho de 300m.

(depois de justificada a convicção de que sim é possivel uma vida melhor, sem deixar de pausar o reproductor)



É hora de mudar de rumo!


A revolução é hoje!

terça-feira, abril 07, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - II

"O Standard Bank vai investir 400 milhões de dólares (295 milhões de euros) no sector do comércio da África subsaariana, para aliviar o impacto da crise financeira internacional no continente.
Segundo o banco de capitais sul-africanos, o dinheiro será aplicado na expansão de empréstimos no comércio de consumíveis, produtos diversos e maquinaria, através de um crédito da Corporação Financeira Internacional (IFC), um organismo financeiro do Banco Mundial, escreve a Lusa.
A IFC assinou já um memorando com o Standard Bank, a primeira instituição financeira a juntar-se ao Programa Global de Liquidez e Comércio (GTLP), uma iniciativa anunciada na semana passada em Londres pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.
O novo programa de financiamento do Banco Mundial começa a funcionar em Maio e tem um fundo de cinco biliões de dólares (3,7 biliões de euros), destinados a reverter a queda do comércio devido à crise financeira internacional."

(Depois desta anedota e de desligares o reproductor)


Este ano, podemos mudar de rumo!


A revolução é hoje!

segunda-feira, abril 06, 2009

Uma aproximação em 10 pasos - I

Ainda que em Castelhano, nesta mini-serie poderemos observar uma realidade, a qual, se atentamente ponderada a sua base, permitirá vislumbrar o cenário nacional a médio prazo.
Respeitando o necessário relativismo, poderiamos incluso afirmar que o procedimento já está implementado, que a mesma politica de subjugação capitalista dos povos, o estado superior do capitalismo, é hoje uma realidade no nosso País, sabendo que, a dívida externa aumentou nos últimos anos além dos 97%, que os nossos recursos já não o são, que as nossas empresas se continuam entregando ao desbarato, que o povo está cada vez mais ciente da necessidade de mostrar subserviência e que esta passou a ser um valor em alça quando nos referimos a, por exemplo, processos de selecção profissional, ou que, os serviços públicos de compensação económica ou serviços à população vêm sendo gradualmente suprimidos.
Assim mesmo, permite baralhar possibilidades tais como, se esta "crise" se tornará perene, se de novo, e desta sem alcançar "propositadamente" uma recuperação, todos os meetings, summit's, etc. Não estarão apenas a servir para ir preparando o terreno para mais uma guerra mundial bastante mais destructiva que qualquer das anteriores, ou se, tal e como definiu o actual assessor militar de Obama quando servia Carter, 80% da população mundial se manterá entretida finando à nascença como exemplar da espécie.

(Depois de desligar o reproductor no fim da página)



Mas podemos mudar de rumo.

A revolução é hoje!

sábado, abril 04, 2009

Proletários do mundo, uni-vos, vamos para a rua!

75.000 efectivos, mais de €100 Milhões.
Este foi o preço que o fascismo pagou, com os impostos de todos o trabalhadores - esses aos quais se lhes retiram direitos dia sim, dia também - para, em Estrasburgo, reprimir, amordaçar, enclausurar, a voz do povo que prefere a paz, a cooperação e, fundamentalmente, o respeito pela diversidade nas necessidades concretas de cada realidade.
Hoje, às 19H, aqui em Madrid, veremos que medidas teremos que suportar, para transmitir, as outros trabalhadores, a necessidade de mudar de rumo!

A posição do povo na sua página: PCP


sexta-feira, abril 03, 2009

Reunião do G20 não dá resposta aos graves problemas com que o Mundo está confrontado

1 – As conclusões conhecidas até ao momento da reunião do G20 confirmam que esta Reunião não tomou decisões capazes de enfrentar os graves problemas económicos e sociais com que o Mundo está confrontado em resultado da profunda crise do capitalismo.

2 – É anunciada a disponibilização de somas astronómicas. Entretanto, a questão de fundo é para quê, para quem e com que orientação política. Pois como o revela o fracasso das chamadas medidas anti-crise, sem uma alteração das opções de fundo a aplicação de tais verbas por si só não resolverá os problemas económicos e sociais.

3 – A tão propalada reforma do sistema financeiro internacional resultou afinal num conjunto de medidas avulsas e de carácter cosmético.
Mantêm-se intocáveis e mesmo reforçadas as instituições centrais deste sistema cujas políticas são responsáveis pela actual crise, a começar pelo Fundo Monetário Internacional.
As questões de fundo da arquitectura financeira internacional que suporta a actual ordem económica mundial capitalista não são sequer afloradas, a começar pela manutenção da hegemonia do Dólar norte-americano.
É particularmente significativo que, confirmando a estratégia do “mudar o necessário para que tudo fique na mesma”, o G20 tenha acabado por decidir da manutenção dos off-shores/paraísos fiscais.

4 – Não são visíveis quaisquer medidas capazes de dar resposta aos gravíssimos problemas que se colocam no plano social, como o desemprego. Mesmo no plano do apoio ao desenvolvimento, as conclusões tornadas públicas apontam para as habituais promessas de ajuda – essencialmente de carácter assistencialista e acompanhadas de objectivos de dominação e exploração – ao mesmo tempo que se insiste na tentativa de imposição da liberalização do comércio mundial no interesse das grandes potências.

5 – Esta cimeira confirma a ideia, várias vezes afirmada pelo PCP, que só a luta dos trabalhadores e dos povos, só a ruptura com o actual sistema político e económico dominante podem pôr fim às crises como a que presentemente assola o mundo.

Salvêmos o capitalismo??

Como conclusão dos resultados da cimeira de Londres, reunião dos G20, poderiamos encontrar que a redução da qualidade de vida das populações, a efectiva diminuição do valor do trabalho enquanto mercadoria ou a manutenção das politicas fascistas

- que não fascizantes, considerando que a realidade apresenta, cada vez com maior tangibilidade, contornos fascistas insalváveis -

adquirem um papel básico na elaboração do novo paradigma imposto ao povo no contexto global.
Considerando a aportação anunciada pela UE, €850.000 milhões, assim como o número de habitantes da Europa a 27, 450 Milhões, resulta difícil explicar de onde surgirão €1888 por habitante/ano, ou €158 per capita/mês, para "salvar", durante mais uma temporada, esta economia de base esclavagista que nos vem retirando gradualmente direitos conquistados através da luta de várias gerações.

Contudo, mais grave se torna esta constatação de nos situarmos no contexto do nosso País, o qual, mesmo sem realizar uma aportação significativa, deve assumir o impacto de tal esforço financeiro Europeo, uma vez que é sócio dessa mesma, actualmente, mega-corporação.

Assim, sem deixar de recordar que, atendendo à inflação registada em Portugal durante 2008, o ordenado minimo para 2009 só foi realmente aumentado €12, que, a entrega de capitais públicos à banca supôs, só no caso BPP, uma diminuição das reservas nacionais na ordem dos €1.500 Milhões, €150 por habitante/ano, ou, €12,5 per capita/mês, a retirada de subsidio a metade da população desempregada - 250.000 Portugueses, o incremento das taxas moderadoras na saúde, o encarecimento do acesso ao ensino, através de mais um fascista business-plan como o tratado de Bolonha, a cada vez menor comparticipação do estado no preço dos medicamentos imprescindíveis, ou, o demagógico aumento das pensões, não podemos mais que antever um cenário ainda mais pauperizado, o acentuar da clivagem social, o aprofundar do fosso entre pobres e ricos, sem que estes últimos devam sequer contribuir fiscalmente para a compensar o seu lucro, quando nem sequer a sombra da ética se viu nesta cimeira, permanecendo inalterada a condição de paraiso fiscal de off-shores como o da Madeira.

Por tudo isto, nem a covardia de evitar aceitar as consequências das nossas decisões, nem o preconceito, nem o egoismo, poderão afastar a necessidade de consciencialização, a mesma que nos permitirá decidir mudar de rumo, acreditando que, agarrando o futuro pelas nossas mãos, sim é possivel uma vida melhor, basta querer.


A revolução é hoje!