-4,2%!
Esta foi a quebra do PIB (produto interior bruto) Espanhol no último trimestre, comparativamente com período homólogo do exercício anterior. Menos 1,1% na taxa intertrimestral, melhor (0,5%) que a pior previsão. Considerando a conjuntura internacional, não parece nada digno de registo. Sobretudo aos olhos daqueles que, por exemplo, investiram em warrants (opção de compra/venda) pela negativa, mesmo que ditos investidores (cada dia em menor número) representem apenas uma variante necrófaga da nossa espécie. Este dado, toma pois relevância se atendermos a que significa a maior quebra do sector produtivo Espanhol desde 1970. Relevância que, por seu lado, se magnifica se realizarmos um exercício simples de cruzamento, entre este e outros aspectos com representação quantitativa:
Observando o crescimento Alemão ou Francês do último trimestre (0,3%), poderíamos afirmar que Espanha continua mergulhada na recessão. Contudo, no conjunto da zona Euro, a diminuição do PIB é ainda mais significativa (-0.4%), revelando assim que, este país não tem capacidade de se destacar devido à sua política de subserviência e à falta de objectivos estratégicos, algo que nos recorda Portugal e a sua, bastante mais notável, dependência exterior. Situação que destaca, claramente, a consolidação da uniformização imperialista que fomenta os Estados Unidos. Resultado do abandono do tecido produtivo é também a perda da soberania nos mais diversos campos, a qual, quantitativamente, se poderia traduzir no resultado do IPC (inflação per capita), que, em Agosto, alerta sobre uma grave situação de deflação (-0,8%), o sexto pior resultado desde 1962.
Se, não obstante, tivermos em atenção as 1.118.300 famílias que provam hoje a amargura da falta de pão, famílias nas quais nenhum dos seus membros trabalha; o 17,92% da população activa que se tornaram peças de uma engrenagem caduca, do capitalismo insaciável. Se nos dermos conta de que existem já mais de 4,1 milhões de desempregados. Então, poderíamos afirmar, não obstante uma agonizante recuperação económica, dilatada no tempo e carente de viabilidade como sistema, Espanha não resulta hoje atractiva para os emigrantes. Prova disso poderiam ser os dados que apontam para, no ano 2008, só 720.000 trabalhadores romenos ou 800.000 mulheres e homens de nacionalidade marroquina, permanecerem no Reino do despótico Juan Carlos. Mais, quando comparamos a cifra com o total absoluto acumulado dos 8 últimos anos, mais de 4 milhões de estrangeiros.
Quanto aos europeus, excepto Roménia e Bulgária, referimo-nos a 288.000 trabalhadores residentes. É ainda importante mencionar que, no ano 2008, se verificou um decréscimo de 38% no global de solicitações e concessões de licença laborais (visados de trabalho). Porém, também para o círculo da Europa, excluindo Bulgária ou Roménia, se registaram e concederam, somente 122.000 solicitações de residência Estatística que, graficamente, se ilustraria como uma linha de evolução negativa de 135º.
Por outra parte, debruçando-nos necessariamente sobre as condições de trabalho neste país, resulta que, em empresas de empreitada com 1 a 5 trabalhadores (legais), o índice de acidentes mortais na média dos 4 sectores mais importantes: Industria; Agricultura; Construção e Serviços, foi de 12,77%. O que indica uma redução substancial na evolução do quinquénio, ainda que penalizando particularmente o sector da construção, no qual faleceram mais de 24% dos acidentados. Como tal, o resultado deixa todavia patente a exploração e as condições esclavagistas que experimentavam os trabalhadores no passado recente, sem deixar de considerar positiva a melhoria verificada. Este estudo apresenta ainda uma convergência entre o número de nacionais e estrangeiros no que aos acidentados se refere, sem que se tenha aplicado qualquer critério etário.
Definitivamente, este não é país de oportunidades!
Como conclusão, e desde uma óptica mais patriótica, no que diz respeito especificamente aos trabalhadores Portugueses emigrados. Tornam-se um reflexo da nossa realidade enquanto país e das políticas que o nosso povo sustenta à 34 anos, as condições nas quais, estes, se vêem implicitamente obrigados a entregar a vida para ganhar o pão, como mão-de-obra barata e muitas vezes escravizada. O número de emigrantes falecidos Um exemplo; Outro; Outro; e os motivos...; Outro ;Outro; Outro, por motivo da assumida precariedade nos diferentes âmbitos, mesmo sem sugerir uma impressão alarmante (ainda que a morte de um trabalhador não deva ser nunca escamoteada), se ponderada em conjunto com factores tais como, a quantidade de Portugueses que aqui trabalham e aos quais, o governo de Sócrates atribui a condição de emigrantes em “itinere”, 50.000 (tentando justificar o desemprego crescente e recorde desde 1974); que constituamos, hoje, numa economia extremamente debilitada, um dos principais recursos para que o capital continue a gerar mais-valias e representemos, em 2008, 40% da emigração europeia que recebeu Espanha; a - possivelmente abjecta - existência da qual procuram fugir os nossos conterrâneos, apesar de se depararem com as contrariedades da falta de identificação com o entorno ou a viabilidade, mas fundamentalmente a esperança, que os mesmos depositam no país vizinho (o qual, como exposto, apresenta moldes similares às épocas mais negativas da sua economia) para alcançarem condições mínimas de subsistência, espelha o desespero – sem querer estabelecer paralelismos com os Africanos que perecem no estreito - de várias gerações de Portugueses, e, fundamentalmente, quão sombrio se apresenta o futuro da nossa juventude. Factos; Outro; Outro.
Complexa de assimilar, a actual conjuntura social Portuguesa conserva fenómenos comuns àqueles que elevaram a vontade do povo até ao 25 de Abril. Um exemplo
Noutras áreas, porém, poderíamos ainda constatar contradições dos governos do chamado “bloco central” (PS/D), enquanto se apresentam à população como movidos pela melhoria das suas condições de vida e assim pela eliminação do conjunto de carências que padecemos pela aposta política na subserviência e pelo prescindir da soberania na maioria dos aspectos (mesmo para países que se proclamam em depressão). Um exemplo; Outro; Outro; O mais importante.
Finalmente, a verdade é que os trabalhadores Portugueses continuam a saltar para o vazio com a coragem que lhes engana o estômago. Deixando patente a desconfiança na nossa democracia. Vítimas da clivagem que promove o capital mas promotores finais desse mesmo classismo bacoco dentro de uma mesma classe. De recordar que, a arrogância, o despotismo, os muros que se levantam entre os homens, não são privilégio da direita. O hermetismo no relacionamento com os seus iguais acontece em todos os quadrantes políticos, alguns como apanágio da sua condição e como tal na sua grande maioria, outros como tentativa de distinção cultural; académica; intelectual; meritocrática ou estatutária, mas, soberbo hermetismo. É nesse sentido que se pode colocar a seguinte sugestão: A coerência com os princípios basilares do Socialismo é a única forma de aproximar a liberdade aos oprimidos, a única forma de compartir o caminho da revolução; a única forma de transmitir os motivos pelos quais é imprescindível mudar, que quem tem na mão o futuro; quem realmente pode mudar este paradigma, somos nós. Provável é também que surja uma questão em busca dessas novas alternativas, mas essa, essa é uma questão que pode devolver ao inquiridor.
Mário Pinto
terça-feira, setembro 08, 2009
quarta-feira, setembro 02, 2009
Vamos para a Festa!
A esta hora devo estar a sobrevoar a Península, a caminho da Festa do “Avante!”. Até voltar, depois da desmontagem do pavilhão da emigração, só se publicará um artigo de forma automática e por necessidade de atender outros compromissos.
Vou unir-me aos muitos, muitos mil, que lutam dia-a-dia para transformar o sonho em vida. Mesmo sabendo que outros não puderam este ano visitar a cidade sonhada, acredito que por donde passem levarão a “Festa” no horizonte.
Não obstante, fundamental será que mantenhamos presente que, com a luta de todos, este encontro legitimará sempre o nome de um espaço livre, uma Atalaia contra a injustiça!
"Ei tu!
Aí fora ao frio
Procurando a solidão, arrefecendo, sentes-me?
Ei tu!
Ao alto, no corredor
Com os pés meio descompostos e um sorriso sem viço, sentes-me?
Ei tu!
Não os ajudes a enterrar a luz
Não te entregues sem lutar.
Ei tu!
Aí fora ensimesmado
Sentado nu ao telefone, queres ligar-me?
Ei tu!
Com o ouvido na parede
Esperando alguém a quem chamar, queres ligar-me?
Ei tu!
Queres ajudar-me a carregar a pedra?
Abre o coração, vou a caminho de casa
Mas foi uma fantasia
O muro era demasiado alto, como podes ver
Não importou o que tentou, ele não pôde liberar-se
E os vermes comeram-lhe a razão
Ei tu!
Aí fora, na estrada
Defendendo a tua vontade, podes ajudar-me?
Ei tu!
Aí fora, além do muro
Partindo garrafas no saguão, podes ajudar-me?
Ei tu!
Não me digas que não existe esperança alguma
Unidos venceremos, divididos cairemos!"
A revolução é hoje!
Vou unir-me aos muitos, muitos mil, que lutam dia-a-dia para transformar o sonho em vida. Mesmo sabendo que outros não puderam este ano visitar a cidade sonhada, acredito que por donde passem levarão a “Festa” no horizonte.
Não obstante, fundamental será que mantenhamos presente que, com a luta de todos, este encontro legitimará sempre o nome de um espaço livre, uma Atalaia contra a injustiça!
"Ei tu!
Aí fora ao frio
Procurando a solidão, arrefecendo, sentes-me?
Ei tu!
Ao alto, no corredor
Com os pés meio descompostos e um sorriso sem viço, sentes-me?
Ei tu!
Não os ajudes a enterrar a luz
Não te entregues sem lutar.
Ei tu!
Aí fora ensimesmado
Sentado nu ao telefone, queres ligar-me?
Ei tu!
Com o ouvido na parede
Esperando alguém a quem chamar, queres ligar-me?
Ei tu!
Queres ajudar-me a carregar a pedra?
Abre o coração, vou a caminho de casa
Mas foi uma fantasia
O muro era demasiado alto, como podes ver
Não importou o que tentou, ele não pôde liberar-se
E os vermes comeram-lhe a razão
Ei tu!
Aí fora, na estrada
Defendendo a tua vontade, podes ajudar-me?
Ei tu!
Aí fora, além do muro
Partindo garrafas no saguão, podes ajudar-me?
Ei tu!
Não me digas que não existe esperança alguma
Unidos venceremos, divididos cairemos!"
A revolução é hoje!
terça-feira, setembro 01, 2009
Uribe, el "dealer"!
Através da leitura de um artigo do blog “Cravo de Abril”, um texto do Fernando Samuel, lembrei-me da dimensão que a penetração que os imperialistas norte-americanos estão neste momento a potenciar na Colômbia pode alcançar, sem dúvida, significa um obstáculo para o desenvolvimento do socialismo na América do sul, mas, revela-se fundamentalmente um factor de constrição na melhoria das condições das populações.
Hoje, visitando o blog “O Castendo”, numa transcrição do Camarada Vilarigues, encontrei um documento que rezava o seguinte:
“Alvaro Uribe Veléz, político e senador colombiano, dedicadou-se a colaborar com o “Cartel de Medellin” ao mais alto nível governamental.Uribe esteve relacionado com um negócio envolvido nas actividades do narcotráfico nos estados unidos da América.
Seu pai foi assassinado na Colômbia devido à sua ligação com traficantes de narcóticos.
Uribe trabalhou para o “Cartel de Medellin” e foi amigo íntimo de “Pablo Escobar Gaviria”, tendo participado na sua campanha política para assistente parlamentar de “Jorge Ortega”. Uribe foi também um dos políticos do Senado que mais variados ataques desferiu contra o tratado de extradição.”
Documento original
Com base no anterior post publicado neste nosso blog, “Farc-EP” (transcrito da página web do Partido Comunista da Venezuela), venho desta forma reiterar a necessidade que, desde a perspectiva pessoal, encontro, de apoiar as FARC-EP.
Consciente de quantas mentiras se alvitram contra este exército do povo, de alguma decisão menos feliz que o povo que as conforma possa no passado haver adoptado, acredito que estas constituem hoje a única plataforma capaz de evitar que a Colômbia de torne numa Palestina ocupada na América do sul.
Vivam as FARC!
Hoje, visitando o blog “O Castendo”, numa transcrição do Camarada Vilarigues, encontrei um documento que rezava o seguinte:
“Alvaro Uribe Veléz, político e senador colombiano, dedicadou-se a colaborar com o “Cartel de Medellin” ao mais alto nível governamental.Uribe esteve relacionado com um negócio envolvido nas actividades do narcotráfico nos estados unidos da América.
Seu pai foi assassinado na Colômbia devido à sua ligação com traficantes de narcóticos.
Uribe trabalhou para o “Cartel de Medellin” e foi amigo íntimo de “Pablo Escobar Gaviria”, tendo participado na sua campanha política para assistente parlamentar de “Jorge Ortega”. Uribe foi também um dos políticos do Senado que mais variados ataques desferiu contra o tratado de extradição.”
Documento original
Com base no anterior post publicado neste nosso blog, “Farc-EP” (transcrito da página web do Partido Comunista da Venezuela), venho desta forma reiterar a necessidade que, desde a perspectiva pessoal, encontro, de apoiar as FARC-EP.
Consciente de quantas mentiras se alvitram contra este exército do povo, de alguma decisão menos feliz que o povo que as conforma possa no passado haver adoptado, acredito que estas constituem hoje a única plataforma capaz de evitar que a Colômbia de torne numa Palestina ocupada na América do sul.
Vivam as FARC!
segunda-feira, agosto 31, 2009
FARC-EP

Las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia – Ejército del Pueblo (FARC-EP), presentaron a través de la senadora colombiana Piedad Córdoba, nueve pruebas de vida de retenidos de guerra en manos de la organización guerrilla para ser entregadas a sus familiares.
Esta iniciativa unilateral de las fuerzas insurgente colombiana, están enmarcada en sus esfuerzos por alcanzar un Acuerdo Humanitario con Justicia social que permita poner fin a la guerra que sufren el pueblo colombiano por más de cincuenta años y que el gobierno de Uribe se esfuerza por mantener y profundizar.
Las pruebas corresponden al sargento Arbey Delgado; el mayor Enrique Murillo Sánchez; el teniente William Donato; el general Luis Herlindo Mendieta Ovalle, el cabo primero Libio José Martínez; el intendente Álvaro Moreno; el sargento Luiz Alberto Erazo Maya; el teniente Elkin Hernández y el capitán Edgar Yesid Duarte, publicó Telesur en su sitio web.
En rueda de prensa desde Bogotá, la funcionaria envió un mensaje a todos los colombianos para que se "movilicen a favor de estas personas" y que se hagan llegar las voces de paz para lograr nuevas liberaciones. Recordamos que la guerrilla anuncio la liberación unilateral de 2 retenidos hace dos meses, lo que no ha sido posible por los obstáculo que ha presentado el gobierno colombiano.
La senadora anunció además, que en los próximos días las Farc-EP podrían hacer llegar a sus manos nuevas pruebas de vida, que sumadas a las ya presentadas, serían de 13 soldados y seis policías.
Córdova desmintió asimismo las versiones que afirman que los oficiales retenidos están encadenados y en condiciones infrahumanas. "No hay nadie encadenado, lo pueden ver", destacó la senadora.
En el video presentado figura el cabo Libio José Martínez, quien integraría un grupo de liberados unilateralmente por las Farc junto con Pablo Emilio Moncayo, y cuya liberación no se ha concretado por obstáculos impuestos por el Gobierno colombiano.
El oficial saludó a sus familiares y les aseguró que se encuentra bien y que pronto estará con ellos.
"Les cuento que dando gracias a Dios, me encuentro bien y con el poder de él, muy pronto estaremos juntos", dijo Martínez.
También apareció el sargento Arbey Delgado, quien permanece en cautiverio desde 1999, y que luego de saludar a su familia y agradecerle la espera, pidió al presidente de Colombia, Álvaro Uribe Vélez, que acceda al intercambio humanitario tal como lo anunció antes de la liberación de la ex candidata presidencial Ingrid Betancourt.
Delgado reclamó que, luego de la llamada operación Jaque "quedemos unos servidores de Colombia" que no han recibido de parte del Estado "la lealtad que una vez él juró".
"Qué pasa si ahorita las Farc ceden en la petición de no al despeje ¿qué pasa con nosotros" ¿no somos seres humanos" ¿acaso qué somos animales" (...) yo llevo 23 años al servicio del Estado y juré ante el Estado lealtad pero el Estado hacia nosotros no ha respondido", expresó Delgado, quien agregó que prefiere ser liberado y estar con su familia que ser ascendido por el gobierno.
Por su parte, el teniente William Donato, quien fuera retenido en 1998, aseguró sentirse con entusiasmo y firme para poder encontrarse con su familiares pronto y saludó las gestiones de la senadora Córdoba y el grupo de Colombianas y Colombianos por la Paz, por la lucha que han ido emprendiendo por el intercambio humanitario.
"Tengan la seguridad que seguiré firme para poderme encontrar con ustedes muy pronto (...) me encuentro bien; a pesar del tiempo que ha pasado sigo con el mismo entusiasmo, sigo porque ustedes son la razón de mi vida, y porque ustedes, padres, me enseñaron que un hombre de bien tiene dos vidas, una que sufre y otra que resiste", destacó Donato en su testimonio.
Otra de las pruebas presentadas por Córdoba, es la del general Luis Herlindo Mendieta Ovalle, retenido en 1998 durante la toma de Mitú, capital del departamento del Vaupes, y en la que desmintió las versiones de la prensa que aseguran que lo dicho en los testimonios es escrito por las Farc.
“Quiero también testimoniar que cuando han salido pruebas o cuando han salido los liberados inmediatamente se dice que están siendo presionados. No, en este momento estoy en plena libertad, me están grabando, nadie me está diciendo qué tengo que decir, nadie me está insinuando, nadie me está diciendo cosas. La vigilancia es la normal que se tiene en un establecimiento como estos en esta selva", explicó el retenido.
Asimismo, envió una felicitación a su hija Jenny Mendieta por su graduación. "Espero que esto ya haya sido una realidad, y que siga con sus estudios", dijo.
Por otra parte, Enrique Molina Sánchez dijo a su familia que no se preocupe porque su vida depende "de las Farc no tanto del gobierno. Yo sé que la situación ha sido dura; ustedes sigan adelante, sigan trabajando, sacando sus días adelante. Por mí no se preocupen ustedes, saben que mi vida depende es de la guerrilla, no tanto del gobierno".
Entretanto, el subintendente de la Policía, Álvaro Moreno, retenido desde el 9 de diciembre de 1999 en Curillo, Caquetá, dijo a su familia que muy pronto estará junto a ella para hacerle ver que su cautiverio "fue simplemente un sueño".
"Muy pronto, si Dios quiere, estaremos juntos y vamos a disfrutar momentos muy agradables juntos y ver que ésto fue simplemente un sueño", expresó en su declaración y pidió a su madre que siga adelante por su enfermedad.
Otra prueba muestra al sargento Luis Alberto Erazo, quien también fue retenido en Curillo el 9 de diciembre de 1999. En el video saluda a toda su familia y a sus vecinos, y confirmó que ha recibido todas sus cartas y fotografías.
"A mi mamá que la vi en una foto que me llegó hace poquitos días de unas cartas que ustedes me enviaron, están muy bonitas, espero que se sigan conservando así no se preocupen por mí, estoy bien", aseguró el oficial.
También el teniente Elkin Hernández Rivas, retenido desde el 21 de diciembre de 1997 en el ataque a la Base Militar de Patascoy, se muestra en un video agradeciéndole a familiares y amigos por la lucha que "han emprendido para lograr nuestra libertad".
"Estoy muy orgulloso de esa lucha que ustedes han emprendido para lograr nuestra libertad", dijo Hernández, quien aprovechó para pedirle a su madre "que se cuide de las piernas, por la enfermedad que padece".
En otra prueba de vida, el capitán Edgar Yesid Duarte, retenido el 14 de noviembre de 1998 en Paujil, asegura estar fortalecido y con un buen estado físico y espiritual en cautiverio.
"Como lo pueden ver sigo igual de fuerte, mi ánimo no ha decaído y no creo que vaya a decaer", declaró Duarte en la cinta.
Expresó su deseo de que esta prueba de vida de fuerzas a su madre quien se encuentra enferma. "A ti madrecita te voy a pedir que te fortalezcas mucho porque mi padre dice que estás muy decaídita. Ojalá que esta prueba de supervivencia te sirva para que te fortalezcas y que sepas que tu hijo te quiere y te ama mucho y que aguanta todo lo que ha aguantado es por volver a ti. Espero que tú también tengas esa fortalezca para aguantar mientras Dios quiera mi regreso", dijo.
Los nueve rehenes están incluidos en la lista de 23 policías y militares que las Farc buscan canjear por 500 guerrilleros presos, que no han tenido posibilidad de juicios justos y cuyos derechos humanos son violados sistemáticamente.
Esta iniciativa unilateral de las fuerzas insurgente colombiana, están enmarcada en sus esfuerzos por alcanzar un Acuerdo Humanitario con Justicia social que permita poner fin a la guerra que sufren el pueblo colombiano por más de cincuenta años y que el gobierno de Uribe se esfuerza por mantener y profundizar.
Las pruebas corresponden al sargento Arbey Delgado; el mayor Enrique Murillo Sánchez; el teniente William Donato; el general Luis Herlindo Mendieta Ovalle, el cabo primero Libio José Martínez; el intendente Álvaro Moreno; el sargento Luiz Alberto Erazo Maya; el teniente Elkin Hernández y el capitán Edgar Yesid Duarte, publicó Telesur en su sitio web.
En rueda de prensa desde Bogotá, la funcionaria envió un mensaje a todos los colombianos para que se "movilicen a favor de estas personas" y que se hagan llegar las voces de paz para lograr nuevas liberaciones. Recordamos que la guerrilla anuncio la liberación unilateral de 2 retenidos hace dos meses, lo que no ha sido posible por los obstáculo que ha presentado el gobierno colombiano.
La senadora anunció además, que en los próximos días las Farc-EP podrían hacer llegar a sus manos nuevas pruebas de vida, que sumadas a las ya presentadas, serían de 13 soldados y seis policías.
Córdova desmintió asimismo las versiones que afirman que los oficiales retenidos están encadenados y en condiciones infrahumanas. "No hay nadie encadenado, lo pueden ver", destacó la senadora.
En el video presentado figura el cabo Libio José Martínez, quien integraría un grupo de liberados unilateralmente por las Farc junto con Pablo Emilio Moncayo, y cuya liberación no se ha concretado por obstáculos impuestos por el Gobierno colombiano.
El oficial saludó a sus familiares y les aseguró que se encuentra bien y que pronto estará con ellos.
"Les cuento que dando gracias a Dios, me encuentro bien y con el poder de él, muy pronto estaremos juntos", dijo Martínez.
También apareció el sargento Arbey Delgado, quien permanece en cautiverio desde 1999, y que luego de saludar a su familia y agradecerle la espera, pidió al presidente de Colombia, Álvaro Uribe Vélez, que acceda al intercambio humanitario tal como lo anunció antes de la liberación de la ex candidata presidencial Ingrid Betancourt.
Delgado reclamó que, luego de la llamada operación Jaque "quedemos unos servidores de Colombia" que no han recibido de parte del Estado "la lealtad que una vez él juró".
"Qué pasa si ahorita las Farc ceden en la petición de no al despeje ¿qué pasa con nosotros" ¿no somos seres humanos" ¿acaso qué somos animales" (...) yo llevo 23 años al servicio del Estado y juré ante el Estado lealtad pero el Estado hacia nosotros no ha respondido", expresó Delgado, quien agregó que prefiere ser liberado y estar con su familia que ser ascendido por el gobierno.
Por su parte, el teniente William Donato, quien fuera retenido en 1998, aseguró sentirse con entusiasmo y firme para poder encontrarse con su familiares pronto y saludó las gestiones de la senadora Córdoba y el grupo de Colombianas y Colombianos por la Paz, por la lucha que han ido emprendiendo por el intercambio humanitario.
"Tengan la seguridad que seguiré firme para poderme encontrar con ustedes muy pronto (...) me encuentro bien; a pesar del tiempo que ha pasado sigo con el mismo entusiasmo, sigo porque ustedes son la razón de mi vida, y porque ustedes, padres, me enseñaron que un hombre de bien tiene dos vidas, una que sufre y otra que resiste", destacó Donato en su testimonio.
Otra de las pruebas presentadas por Córdoba, es la del general Luis Herlindo Mendieta Ovalle, retenido en 1998 durante la toma de Mitú, capital del departamento del Vaupes, y en la que desmintió las versiones de la prensa que aseguran que lo dicho en los testimonios es escrito por las Farc.
“Quiero también testimoniar que cuando han salido pruebas o cuando han salido los liberados inmediatamente se dice que están siendo presionados. No, en este momento estoy en plena libertad, me están grabando, nadie me está diciendo qué tengo que decir, nadie me está insinuando, nadie me está diciendo cosas. La vigilancia es la normal que se tiene en un establecimiento como estos en esta selva", explicó el retenido.
Asimismo, envió una felicitación a su hija Jenny Mendieta por su graduación. "Espero que esto ya haya sido una realidad, y que siga con sus estudios", dijo.
Por otra parte, Enrique Molina Sánchez dijo a su familia que no se preocupe porque su vida depende "de las Farc no tanto del gobierno. Yo sé que la situación ha sido dura; ustedes sigan adelante, sigan trabajando, sacando sus días adelante. Por mí no se preocupen ustedes, saben que mi vida depende es de la guerrilla, no tanto del gobierno".
Entretanto, el subintendente de la Policía, Álvaro Moreno, retenido desde el 9 de diciembre de 1999 en Curillo, Caquetá, dijo a su familia que muy pronto estará junto a ella para hacerle ver que su cautiverio "fue simplemente un sueño".
"Muy pronto, si Dios quiere, estaremos juntos y vamos a disfrutar momentos muy agradables juntos y ver que ésto fue simplemente un sueño", expresó en su declaración y pidió a su madre que siga adelante por su enfermedad.
Otra prueba muestra al sargento Luis Alberto Erazo, quien también fue retenido en Curillo el 9 de diciembre de 1999. En el video saluda a toda su familia y a sus vecinos, y confirmó que ha recibido todas sus cartas y fotografías.
"A mi mamá que la vi en una foto que me llegó hace poquitos días de unas cartas que ustedes me enviaron, están muy bonitas, espero que se sigan conservando así no se preocupen por mí, estoy bien", aseguró el oficial.
También el teniente Elkin Hernández Rivas, retenido desde el 21 de diciembre de 1997 en el ataque a la Base Militar de Patascoy, se muestra en un video agradeciéndole a familiares y amigos por la lucha que "han emprendido para lograr nuestra libertad".
"Estoy muy orgulloso de esa lucha que ustedes han emprendido para lograr nuestra libertad", dijo Hernández, quien aprovechó para pedirle a su madre "que se cuide de las piernas, por la enfermedad que padece".
En otra prueba de vida, el capitán Edgar Yesid Duarte, retenido el 14 de noviembre de 1998 en Paujil, asegura estar fortalecido y con un buen estado físico y espiritual en cautiverio.
"Como lo pueden ver sigo igual de fuerte, mi ánimo no ha decaído y no creo que vaya a decaer", declaró Duarte en la cinta.
Expresó su deseo de que esta prueba de vida de fuerzas a su madre quien se encuentra enferma. "A ti madrecita te voy a pedir que te fortalezcas mucho porque mi padre dice que estás muy decaídita. Ojalá que esta prueba de supervivencia te sirva para que te fortalezcas y que sepas que tu hijo te quiere y te ama mucho y que aguanta todo lo que ha aguantado es por volver a ti. Espero que tú también tengas esa fortalezca para aguantar mientras Dios quiera mi regreso", dijo.
Los nueve rehenes están incluidos en la lista de 23 policías y militares que las Farc buscan canjear por 500 guerrilleros presos, que no han tenido posibilidad de juicios justos y cuyos derechos humanos son violados sistemáticamente.

sábado, agosto 29, 2009
República Democrática Alemã (RDA)
57% daqueles que nela viveram assumem o erro de haver, alguma vez, preterido o "antigo sistema"!
Dedico-lhes esta canção dos Pink Floyd, lutando para que a imagem que aparece de fundo seja cada dia mais aquela que contemplemos pelo mundo fora.
"No dia em que o muro caiu
Eles atiraram as “fechaduras” ao chão
E com os copos ao alto elevamos um pranto pela liberdade que tinha chegado
No dia em que o muro caiu
Em que a nau do loucos finalmente, tomou terra
Promessas acenderam a noite como pombas de papel, voando
Sonhei que já não estavas a meu lado
Nem o entusiasmo, nem sequer o orgulho, permaneciam
E mesmo pensando que precisavas de mim
Estava claro, então, que nada podia fazer por ti
Agora, a vida desvaloriza-se de dia para dia
Amigos e vizinhos viram-se as costas
E essa é uma mudança que, mesmo com remorsos, não se pode anular
As fronteiras, agora, deslocam-se como desertos de areia
Enquanto nações lavam as suas mãos, ensanguentadas
De lealdade, de história, em sombras de cinzento
Acordei para o som dos tambores
A música tocou, o sol da manhã transmitiu-a
Eu girei-me e olhei para ti
E tudo menos o resíduo amargo escapou… escapuliu-se"
A revolução é hoje!
Dedico-lhes esta canção dos Pink Floyd, lutando para que a imagem que aparece de fundo seja cada dia mais aquela que contemplemos pelo mundo fora.
"No dia em que o muro caiu
Eles atiraram as “fechaduras” ao chão
E com os copos ao alto elevamos um pranto pela liberdade que tinha chegado
No dia em que o muro caiu
Em que a nau do loucos finalmente, tomou terra
Promessas acenderam a noite como pombas de papel, voando
Sonhei que já não estavas a meu lado
Nem o entusiasmo, nem sequer o orgulho, permaneciam
E mesmo pensando que precisavas de mim
Estava claro, então, que nada podia fazer por ti
Agora, a vida desvaloriza-se de dia para dia
Amigos e vizinhos viram-se as costas
E essa é uma mudança que, mesmo com remorsos, não se pode anular
As fronteiras, agora, deslocam-se como desertos de areia
Enquanto nações lavam as suas mãos, ensanguentadas
De lealdade, de história, em sombras de cinzento
Acordei para o som dos tambores
A música tocou, o sol da manhã transmitiu-a
Eu girei-me e olhei para ti
E tudo menos o resíduo amargo escapou… escapuliu-se"
A revolução é hoje!
sexta-feira, agosto 28, 2009
- Ó Zé, olha a fita!
Woody Guthrie, autor, intérprete, da canção que podemos escutar no final deste texto, foi um anarcossindicalista de princípios de século - à semelhança daqueles que há 88 anos fundaram essa semente de justiça que é o meu partido, o Partido Comunista Português, um crítico do fascismo e da exploração do homem pelo homem. Conhecido maioritariamente pelo tema “This land is your land”, não sendo esse, contudo, o conteúdo do vídeo.
Falamos neste compositor, chave, do folk norte-americano, por motivos que nos podem suscitar interesse sobre; a outros dar a conhecer, uma obra cinematográfica que retrata uma época com severas similitudes com aquela que experimentamos, e que, considerando que a história não se repete, mesmo com contornos distintos, nos poderá servir de suporte de inflexão, alertando-nos também sobre a necessidade de assumirmos como fundamental alterar substancialmente a nossa relação com o mundo. Referimo-nos às “Vinhas da Ira”, de Steinbeck, realizada por John Ford em 1940.
Neste filme, em primeira análise uma crónica da proletarização do campesinato norte-americano, no início da grande depressão de 1929, é-nos permitido analisar certas contradições, que, também hoje, depois de um sonho realizado, nos indicam que o mesmo não cristalizou, e assim, de quão importante se revela fomentar a luta e o nosso esclarecimento como povo.
Ao regressar a casa, depois de cumprir uma sentença por homicídio - mau começo para o credenciar, Thomas Joad, filho de uma família de pequenos agricultores arrendatários de Oklahoma, mulheres e homens que lavravam o pão regado com maresia, encontra que a sua família, e as vizinhas, tinham sido expulsas das terras que aravam.
Encontrando-se estas num momento de abandono; mais na moribunda fase após negação, inspirando a resignação suficiente no caminho da emigração para a Califórnia, para essa famigerada “Route 66”, Joad encontra-se numa encruzilhada, sem possibilidade de reencontrar a sua esfera sociocultural. Mais, quando figuras fulcrais desse tempo, e sobretudo desse espaço, como o suposto intelectual dessa estrutura, o pregador Casy, o qual, depois de informar que abandonara o seu próprio plano, responde à estupefacção de John: - não tenho mais sobre que pregar, só isso! Uma reacção, ou reflexo que, junto com a desoladora vastidão da sua pequena casa e com a identificação de objectos considerados supérfluos para os exulados, mas que memorizavam parte de uma vida, o afirma desgarrado do seu ser pelo capitalismo.
Num diálogo com Muley Graves, um autoproclamado louco, jazendo impotente abnegado e considerando-se um fantasma num cemitério abandonado, alguém que não abdicou do seu sonho mesmo desconhecendo que o capitalismo transforma os homens na sua própria sombra enquanto se dispõem a desmentir sozinhos essa correlação, coloca-lhe, desde a sua condição, a seguinte questão: - de quem é a culpa? Questão a qual, como era de esperar, encontrou o mutismo como resposta.
Concluindo, John e o pregador, assim como uma comunidade substituída por máquinas, tomam determinado caminho, que, ainda que diferente ao de Muley, os levará a viver a loucura de outros.
Desta obra, elaboramos então este relato analítico e, analogicamente, encontramos os sem-terra do Brasil (sem deparar, porém - seguramente pelo seu momento, distinto no desenvolvimento de classe, referências aos escravos sul-americanos que geram mil milhões de doláres como mercadoria e que alcançam já o milhão e trezentos mil seres humanos). Encontramos a urgência de uma reforma agrária para o nosso País, evitando que em poucos anos, àparte de uma Califórnia Europeia onde os Portugueses não sejam mais que vidas serventes, a nossa costa se limíte a permitir o acesso a quem o compre e os nossos campos se tornem num enorme e transgénico "Monsanto". Encontramos a legitimação do programa eleitoral do meu Partido, a sua aposta pelo fomentar do cooperativismo; pelo abandono desta Europa de povos subjugados aos desígnios imperialistas, através de uma corja governante subserviente. Mas, encontramos também o 25 de Abril. Encontramos o 25 de Abril como prova de que o capitalismo é o suficientemente imperfeito para criar as condições subjectivas necessárias para que os trabalhadores, aqueles que pisam em cada passo com toda a sua riqueza, alcancem a emancipação que requer a decisão de mudar de rumo. Para que, de uma vez por todas, acreditem que sim é possível. Para que conheçam no empirismo, ou num filme de 1976, de Ettore Scola, “Feios, porco e maus”, que existe o lumpemproletariado que não observa qualquer condição de classe, esse que vende o que não é para chegar a roubar o que não tem.
Prescindir do “medo de assumir as consequências das suas decisões” torna-se hoje vital. Um incontornável esforço para garantir a nossa liberdade, o futuro da espécie, o sorriso e a alegria da juventude que mesmo arrugada pela gelada neve respeita as nascentes dos rios onde bebemos a existência, só nos elevará enquanto Homens.
O desenvolvimento histórico do modo de produção capitalista, por outra parte, tem pois um objectivo composto por três factores que o tornam incompatível com o mundo do qual fazemos parte, exploração, acumulação, expropriação. Nessa linha, vale a pena frisar que, qualquer debilitar do agravamento da crise económica - que será sempre periódico, menos frequente e cada vez mais inconsistente, magnificado pelos manipuladores meios ao serviço deste sistema, só será possivel apropriando-se do resultado da entrega da força de trabalho de diferentes gerações de Mulheres e Homens, os quais, com base nessa (agora revelada) mentirosa promessa de garantias de subsistência por parte do Estado, entregaram parte de si para agora compensar os promotores deste paradigma. Este, onde cada vez existirão menos ricos e se multiplicarão os oprimidos.
Contra essa lacra, contra a precarização, a retirada de direitos às populações, pela vida:
Falamos neste compositor, chave, do folk norte-americano, por motivos que nos podem suscitar interesse sobre; a outros dar a conhecer, uma obra cinematográfica que retrata uma época com severas similitudes com aquela que experimentamos, e que, considerando que a história não se repete, mesmo com contornos distintos, nos poderá servir de suporte de inflexão, alertando-nos também sobre a necessidade de assumirmos como fundamental alterar substancialmente a nossa relação com o mundo. Referimo-nos às “Vinhas da Ira”, de Steinbeck, realizada por John Ford em 1940.
Neste filme, em primeira análise uma crónica da proletarização do campesinato norte-americano, no início da grande depressão de 1929, é-nos permitido analisar certas contradições, que, também hoje, depois de um sonho realizado, nos indicam que o mesmo não cristalizou, e assim, de quão importante se revela fomentar a luta e o nosso esclarecimento como povo.
Ao regressar a casa, depois de cumprir uma sentença por homicídio - mau começo para o credenciar, Thomas Joad, filho de uma família de pequenos agricultores arrendatários de Oklahoma, mulheres e homens que lavravam o pão regado com maresia, encontra que a sua família, e as vizinhas, tinham sido expulsas das terras que aravam.
Encontrando-se estas num momento de abandono; mais na moribunda fase após negação, inspirando a resignação suficiente no caminho da emigração para a Califórnia, para essa famigerada “Route 66”, Joad encontra-se numa encruzilhada, sem possibilidade de reencontrar a sua esfera sociocultural. Mais, quando figuras fulcrais desse tempo, e sobretudo desse espaço, como o suposto intelectual dessa estrutura, o pregador Casy, o qual, depois de informar que abandonara o seu próprio plano, responde à estupefacção de John: - não tenho mais sobre que pregar, só isso! Uma reacção, ou reflexo que, junto com a desoladora vastidão da sua pequena casa e com a identificação de objectos considerados supérfluos para os exulados, mas que memorizavam parte de uma vida, o afirma desgarrado do seu ser pelo capitalismo.
Num diálogo com Muley Graves, um autoproclamado louco, jazendo impotente abnegado e considerando-se um fantasma num cemitério abandonado, alguém que não abdicou do seu sonho mesmo desconhecendo que o capitalismo transforma os homens na sua própria sombra enquanto se dispõem a desmentir sozinhos essa correlação, coloca-lhe, desde a sua condição, a seguinte questão: - de quem é a culpa? Questão a qual, como era de esperar, encontrou o mutismo como resposta.
Concluindo, John e o pregador, assim como uma comunidade substituída por máquinas, tomam determinado caminho, que, ainda que diferente ao de Muley, os levará a viver a loucura de outros.
Desta obra, elaboramos então este relato analítico e, analogicamente, encontramos os sem-terra do Brasil (sem deparar, porém - seguramente pelo seu momento, distinto no desenvolvimento de classe, referências aos escravos sul-americanos que geram mil milhões de doláres como mercadoria e que alcançam já o milhão e trezentos mil seres humanos). Encontramos a urgência de uma reforma agrária para o nosso País, evitando que em poucos anos, àparte de uma Califórnia Europeia onde os Portugueses não sejam mais que vidas serventes, a nossa costa se limíte a permitir o acesso a quem o compre e os nossos campos se tornem num enorme e transgénico "Monsanto". Encontramos a legitimação do programa eleitoral do meu Partido, a sua aposta pelo fomentar do cooperativismo; pelo abandono desta Europa de povos subjugados aos desígnios imperialistas, através de uma corja governante subserviente. Mas, encontramos também o 25 de Abril. Encontramos o 25 de Abril como prova de que o capitalismo é o suficientemente imperfeito para criar as condições subjectivas necessárias para que os trabalhadores, aqueles que pisam em cada passo com toda a sua riqueza, alcancem a emancipação que requer a decisão de mudar de rumo. Para que, de uma vez por todas, acreditem que sim é possível. Para que conheçam no empirismo, ou num filme de 1976, de Ettore Scola, “Feios, porco e maus”, que existe o lumpemproletariado que não observa qualquer condição de classe, esse que vende o que não é para chegar a roubar o que não tem.
Prescindir do “medo de assumir as consequências das suas decisões” torna-se hoje vital. Um incontornável esforço para garantir a nossa liberdade, o futuro da espécie, o sorriso e a alegria da juventude que mesmo arrugada pela gelada neve respeita as nascentes dos rios onde bebemos a existência, só nos elevará enquanto Homens.
O desenvolvimento histórico do modo de produção capitalista, por outra parte, tem pois um objectivo composto por três factores que o tornam incompatível com o mundo do qual fazemos parte, exploração, acumulação, expropriação. Nessa linha, vale a pena frisar que, qualquer debilitar do agravamento da crise económica - que será sempre periódico, menos frequente e cada vez mais inconsistente, magnificado pelos manipuladores meios ao serviço deste sistema, só será possivel apropriando-se do resultado da entrega da força de trabalho de diferentes gerações de Mulheres e Homens, os quais, com base nessa (agora revelada) mentirosa promessa de garantias de subsistência por parte do Estado, entregaram parte de si para agora compensar os promotores deste paradigma. Este, onde cada vez existirão menos ricos e se multiplicarão os oprimidos.
Contra essa lacra, contra a precarização, a retirada de direitos às populações, pela vida:
quarta-feira, agosto 26, 2009
Tendência Histórica da Acumulação Capitalista
Em que é que vem a dar a acumulação original do capital, isto é, a sua génese histórica?
Enquanto não é transformação imediata de escravos e servos em operários assalariados e, portanto, uma simples mudança de forma, apenas significa a expropriação dos produtores imediatos, isto é, a dissolução da propriedade privada assente no trabalho próprio.
A propriedade privada, como oposição à propriedade social, colectiva, subsiste apenas ali onde os meios de trabalho e as condições exteriores do trabalho pertencem a pessoas privadas. Porém, consoante essas pessoas privadas são trabalhadores ou não trabalhadores, a propriedade privada tem também um outro carácter. Os infinitos matizes que ela à primeira vista oferece reflectem apenas as situações intermédias que ficam entre estes dois extremos.
A propriedade privada, como oposição à propriedade social, colectiva, subsiste apenas ali onde os meios de trabalho e as condições exteriores do trabalho pertencem a pessoas privadas. Porém, consoante essas pessoas privadas são trabalhadores ou não trabalhadores, a propriedade privada tem também um outro carácter. Os infinitos matizes que ela à primeira vista oferece reflectem apenas as situações intermédias que ficam entre estes dois extremos.
A propriedade privada do trabalhador sobre os seus meios de produção é a base da pequena empresa, a pequena empresa é uma condição necessária para o desenvolvimento da produção social e da individualidade livre do próprio trabalhador. Sem dúvida que este modo de produção também existe no interior da escravatura, da servidão e de outras relações de dependência. Mas ela só floresce, só lança toda a sua energia, só alcança a sua forma clássica adequada, ali onde o trabalhador é proprietário privado livre das suas condições de trabalho por ele próprio manejadas, o camponês do campo que ele amanha, o artesão do instrumento em que ele toca como um virtuoso.
Este modo de produção supõe a fragmentação da terra e dos restantes meios de produção. Assim como exclui a concentração destes últimos, exclui também a cooperação, a divisão do trabalho no interior do mesmo processo de produção, a dominação e regulação sociais da Natureza, o livre desenvolvimento das forças produtivas sociais. Só é compatível com limites naturais estreitos da produção e da sociedade. Querer eternizá-lo, significaria, como Pecqueur diz, com razão, «decretar a mediocridade em tudo». A partir de um certo grau superior, ele traz ao mundo os meios materiais do seu próprio aniquilamento. A partir desse momento, agitam-se, no seio da sociedade, forças e paixões que se sentiam presas por ele. Ele tem de ser aniquilado, ele será aniquilado. O seu aniquilamento, a transformação dos meios de produção individuais e fragmentados em [meios de produção] socialmente concentrados, portanto, [a transformação] da propriedade anã de muitos na propriedade maciça de poucos, portanto, a expropriação da terra, dos meios de vida e dos instrumentos de trabalho da grande massa do povo, esta terrível e difícil expropriação da massa do povo forma a pré-história do capital. Ela abrange uma série de métodos violentos, dos quais nós só passámos em revista como métodos da acumulação original do capital os que fizeram época. A expropriação dos produtores imediatos foi completada com o vandalismo mais sem piedade e sob o impulso das paixões mais infames, mais sórdidas e mais mesquinhamente odiosas. A propriedade privada adquirida pelo trabalho próprio, por assim dizer, assente na fusão do indivíduo trabalhador, isolado, independente, com as suas condições de trabalho, foi suplantada pela propriedade privada capitalista, que assenta na exploração de trabalho alheio, mas formalmente livre.
Logo que este processo de transformação decompôs de alto a baixo suficientemente a velha sociedade, logo que os trabalhadores foram transformados em proletários e as suas condições de trabalho em capital, logo que o modo de produção capitalista ficou de pé, a ulterior socialização do trabalho e a ulterior transformação da terra e outros meios de produção em [meios de produção] explorados socialmente, portanto, em meios de produção comunitários, e, assim, a ulterior expropriação dos proprietários privados, ganham uma forma nova. O que agora é de expropriar já não é mais o trabalhador trabalhando para si, mas o capitalista que explora muitos trabalhadores.
Esta expropriação completa-se pelo jogo das leis imanentes da própria produção capitalista, pela centralização dos capitais. Um capitalista mata sempre muitos. De braço dado com esta centralização ou com esta expropriação de muitos capitalistas por poucos, a forma cooperativa do processo de trabalho desenvolve-se numa escala sempre crescente; [desenvolve-se] a aplicação técnica consciente da ciência, a exploração planificada da terra, a transformação dos meios de trabalho em meios de trabalho utilizáveis apenas comunitariamente, a economia de todos os meios de produção através do seu uso como meios de produção de trabalho combinado, social, o entrelaçamento de todos os povos na rede do mercado mundial e, com isso, o carácter internacional do regime capitalista.
Com o número continuamente decrescente de magnatas do capital, que usurpam e monopolizam todas as vantagens deste processo de transformação, cresce a massa da miséria, da opressão, da servidão, da degeneração, da exploração, mas também a revolta da classe operária, sempre a engrossar e instruída, unida e organizada pelo mecanismo do próprio processo de produção capitalista. O monopólio do capital torna-se um entrave para o modo de produção que com ele e sob ele floresceu. A centralização dos meios de produção e a socialização do trabalho atingem um ponto em que se tornam incompatíveis com o seu invólucro capitalista. Este é rompido. Soa a hora da propriedade privada capitalista. Os expropriadores são expropriados.
O modo de apropriação capitalista, proveniente do modo de produção capitalista, portanto, a propriedade privada capitalista, é a primeira negação da propriedade privada individual, fundada em trabalho próprio. Mas a produção capitalista engendra com a necessidade de um processo natural a sua própria negação. É negação da negação. Esta não restabelece a propriedade privada, mas, sim, a propriedade individual na base das conquistas da era capitalista: da cooperação e da posse comum da terra e dos meios de produção produzidos pelo próprio trabalho.
A transformação da propriedade privada fragmentada assente em trabalho próprio do indivíduo em [propriedade privada] capitalista é, naturalmente, um processo incomparavelmente mais longo, duro e difícil do que a transformação da propriedade privada capitalista já efectivamente assente numa empresa de produção social em [propriedade] social. Tratava-se ali da expropriação da massa do povo por poucos usurpadores, aqui trata-se da expropriação de poucos usurpadores pela massa do povo.
Karl Marx

terça-feira, agosto 25, 2009
segunda-feira, agosto 24, 2009
domingo, agosto 23, 2009
sábado, agosto 22, 2009
A urgente nacionalização da terra; as cooperativas; a organização e a soberania alimentar
"No decurso da história, os conquistadores acharam conveniente dar aos seus direitos de posse originais, derivados da força bruta, uma espécie de estabilidade social por intermédio de leis impostas por eles próprios.
Por fim, vem o filósofo e demonstra que aquelas leis implicam e expressam o consentimento universal da humanidade. Se a propriedade privada da terra estivesse de facto fundada em semelhante consentimento universal, ficaria evidentemente extinta a partir do momento em que a maioria de uma sociedade discordasse de a autorizar.
No entanto, deixando de lado os chamados «direitos» de propriedade, assevero que o desenvolvimento económico da sociedade, o aumento e concentração de gente, as próprias circunstâncias que compelem o rendeiro capitalista a aplicar à agricultura trabalho colectivo e organizado e a recorrer a maquinaria e dispositivos similares, tornarão cada vez mais a nacionalização da terra uma «Necessidade Social», contra a qual nenhuma soma de conversa acerca dos direitos de propriedade poderá ter qualquer efeito. As carências imperativas da sociedade terão de ser e serão satisfeitas, mudanças ditadas pela necessidade social abrirão o seu próprio caminho e, mais cedo ou mais tarde, adoptarão legislação segundo os seus interesses.
Aquilo de que precisamos é de uma produção que aumente diariamente e as suas exigências não podem ser preenchidas consentindo que uns poucos indivíduos a regulem de acordo com os seus caprichos e interesses privados ou que ignorantemente esgotem as forças do solo. Todos os métodos modernos — tais como irrigação, drenagem, aradura a vapor, tratamento químico, etc. — devem ser aplicados à agricultura em grande. Mas, o conhecimento científico que possuímos e os meios técnicos de agricultura que dominamos, tais como maquinaria, etc, não podem ser aplicados com êxito senão cultivando a terra numa larga escala.
Se o cultivo em larga escala se revela (mesmo sob a sua presente forma capitalista, que degrada o próprio cultivador a mera besta de carga) tão superior, de um ponto de vista económico, à pequena e retalhada lavoura [husbandry], não daria ele um impulso acrescido à produção se aplicado às dimensões nacionais?
As carências sempre crescentes das pessoas, por um lado, os preços sempre a aumentar dos produtos agrícolas, por outro, fornecem a prova irrefutável de que a nacionalização da terra se tornou uma necessidade social.
Uma diminuição do produto agrícola, tal como resulta do mau uso individual, tornar-se-á, é claro, impossível sempre que o cultivo for prosseguido sob o controlo e para benefício da nação.
Todos os cidadãos que hoje aqui ouvi durante o decurso do debate, sobre esta questão, defenderam a nacionalização da terra, mas tomaram sobre isso perspectivas muito diferentes.
Aludiu-se frequentemente à França mas com o seu proprietariado camponês [peasant proprietorship] está mais distante da nacionalização da terra do que a Inglaterra com o seu sistema de senhores da terra [landlordism]. Em França, é certo, o solo está acessível a todos os que o podem comprar, mas precisamente esta facilidade trouxe consigo uma divisão em pequenos lotes cultivados por homens com meios muito pequenos e contando com a terra principalmente através de esforços deles próprios e das suas famílias. Esta forma de propriedade fundiária e o cultivo retalhado de que necessita uma vez que exclui todas as aplicações de melhoramentos agrícolas modernos — converte o próprio lavrador [tiller] no mais decidido inimigo do progresso social e, acima de tudo, da nacionalização da terra. Acorrentado ao solo sobre que tem de despender todas as suas energias vitais a fim de obter uma retribuição relativamente pequena, tendo de entregar a maior parte do seu produto ao Estado, sob a forma de impostos, à súcia do foro sob a forma de custos judiciais e ao usurário sob a forma de juros, completamente ignorante acerca dos movimentos sociais fora do seu campo restrito de actividade; não obstante, agarra-se na mesma com apego fanático ao seu pedaço de terra e à sua condição de proprietário meramente nominal. Por este caminho, o camponês francês foi atirado para o mais fatal antagonismo com a classe operária industrial.
Sendo a condição de proprietário camponês o maior obstáculo à nacionalização da terra, a França, no seu estado presente, não é certamente o lugar para onde temos de olhar em busca de uma solução para este grande problema.
Nacionalizar a terra em ordem a deixá-la em pequenos lotes a indivíduos ou a sociedades de operários apenas engendraria, com um governo da classe média, uma temerária concorrência entre eles próprios e resultaria, portanto, num aumento progressivo da «Renda» que, por seu turno, forneceria novas oportunidades aos apropriadores de se sustentarem dos produtores."
Karl Marx
Por fim, vem o filósofo e demonstra que aquelas leis implicam e expressam o consentimento universal da humanidade. Se a propriedade privada da terra estivesse de facto fundada em semelhante consentimento universal, ficaria evidentemente extinta a partir do momento em que a maioria de uma sociedade discordasse de a autorizar.
No entanto, deixando de lado os chamados «direitos» de propriedade, assevero que o desenvolvimento económico da sociedade, o aumento e concentração de gente, as próprias circunstâncias que compelem o rendeiro capitalista a aplicar à agricultura trabalho colectivo e organizado e a recorrer a maquinaria e dispositivos similares, tornarão cada vez mais a nacionalização da terra uma «Necessidade Social», contra a qual nenhuma soma de conversa acerca dos direitos de propriedade poderá ter qualquer efeito. As carências imperativas da sociedade terão de ser e serão satisfeitas, mudanças ditadas pela necessidade social abrirão o seu próprio caminho e, mais cedo ou mais tarde, adoptarão legislação segundo os seus interesses.
Aquilo de que precisamos é de uma produção que aumente diariamente e as suas exigências não podem ser preenchidas consentindo que uns poucos indivíduos a regulem de acordo com os seus caprichos e interesses privados ou que ignorantemente esgotem as forças do solo. Todos os métodos modernos — tais como irrigação, drenagem, aradura a vapor, tratamento químico, etc. — devem ser aplicados à agricultura em grande. Mas, o conhecimento científico que possuímos e os meios técnicos de agricultura que dominamos, tais como maquinaria, etc, não podem ser aplicados com êxito senão cultivando a terra numa larga escala.
Se o cultivo em larga escala se revela (mesmo sob a sua presente forma capitalista, que degrada o próprio cultivador a mera besta de carga) tão superior, de um ponto de vista económico, à pequena e retalhada lavoura [husbandry], não daria ele um impulso acrescido à produção se aplicado às dimensões nacionais?
As carências sempre crescentes das pessoas, por um lado, os preços sempre a aumentar dos produtos agrícolas, por outro, fornecem a prova irrefutável de que a nacionalização da terra se tornou uma necessidade social.
Uma diminuição do produto agrícola, tal como resulta do mau uso individual, tornar-se-á, é claro, impossível sempre que o cultivo for prosseguido sob o controlo e para benefício da nação.
Todos os cidadãos que hoje aqui ouvi durante o decurso do debate, sobre esta questão, defenderam a nacionalização da terra, mas tomaram sobre isso perspectivas muito diferentes.
Aludiu-se frequentemente à França mas com o seu proprietariado camponês [peasant proprietorship] está mais distante da nacionalização da terra do que a Inglaterra com o seu sistema de senhores da terra [landlordism]. Em França, é certo, o solo está acessível a todos os que o podem comprar, mas precisamente esta facilidade trouxe consigo uma divisão em pequenos lotes cultivados por homens com meios muito pequenos e contando com a terra principalmente através de esforços deles próprios e das suas famílias. Esta forma de propriedade fundiária e o cultivo retalhado de que necessita uma vez que exclui todas as aplicações de melhoramentos agrícolas modernos — converte o próprio lavrador [tiller] no mais decidido inimigo do progresso social e, acima de tudo, da nacionalização da terra. Acorrentado ao solo sobre que tem de despender todas as suas energias vitais a fim de obter uma retribuição relativamente pequena, tendo de entregar a maior parte do seu produto ao Estado, sob a forma de impostos, à súcia do foro sob a forma de custos judiciais e ao usurário sob a forma de juros, completamente ignorante acerca dos movimentos sociais fora do seu campo restrito de actividade; não obstante, agarra-se na mesma com apego fanático ao seu pedaço de terra e à sua condição de proprietário meramente nominal. Por este caminho, o camponês francês foi atirado para o mais fatal antagonismo com a classe operária industrial.
Sendo a condição de proprietário camponês o maior obstáculo à nacionalização da terra, a França, no seu estado presente, não é certamente o lugar para onde temos de olhar em busca de uma solução para este grande problema.
Nacionalizar a terra em ordem a deixá-la em pequenos lotes a indivíduos ou a sociedades de operários apenas engendraria, com um governo da classe média, uma temerária concorrência entre eles próprios e resultaria, portanto, num aumento progressivo da «Renda» que, por seu turno, forneceria novas oportunidades aos apropriadores de se sustentarem dos produtores."
Karl Marx
quinta-feira, agosto 20, 2009
18 Anos
Deveria ser hoje maior de idade a entrega da União Soviética por parte de Gorbatchov, não é!
A luta para a implementação de diferentes sistemas que conduzam a uma realidade Socialista, 18 anos depois da entrega de um Povo, de uma cultura, ao imperialismo, partidos comunistas em diferentes latitudes continuam a polarizar a vontade dos trabalhadores para transformar o sonho em vida.
Distintas sociedades transmitem hoje um exemplo de como mudar para melhorar. As populações que apostaram na inclusão de partidos comunistas na governação, ou confiaram nos Comunistas para organizar as suas relações enquanto Povo, experimentam progressos que nunca seriam possiveis num paradigma capitalista.
A revolução é hoje!
A luta para a implementação de diferentes sistemas que conduzam a uma realidade Socialista, 18 anos depois da entrega de um Povo, de uma cultura, ao imperialismo, partidos comunistas em diferentes latitudes continuam a polarizar a vontade dos trabalhadores para transformar o sonho em vida.
Distintas sociedades transmitem hoje um exemplo de como mudar para melhorar. As populações que apostaram na inclusão de partidos comunistas na governação, ou confiaram nos Comunistas para organizar as suas relações enquanto Povo, experimentam progressos que nunca seriam possiveis num paradigma capitalista.
A revolução é hoje!
quarta-feira, agosto 19, 2009
terça-feira, agosto 18, 2009
Las Hurdes, tierra sin pan - II
Verificando que muitos miúdos, que crescíam por essas terras, cresciam como que numa fábrica de força de trabalho.
Aqui fica a segunda de três partes deste documentário de Buñuel:
Aqui fica a segunda de três partes deste documentário de Buñuel:
sábado, agosto 15, 2009
Las Hurdes, tierra sin pan - I
Em 1932 Buñuel afasta-se da corrente especulativa do surrealismo, aproximando-se à ala comunista do movimento, colaborando com a Associação de Escritores e Artistas Revolucionários. Entre Abril e Maio roda o documentário "Las Hurdes, tierra sin pan", tendo o mesmo sido proibido pela censura por considerá-lo ultrajante para Espanha.
(Ver em ecrã completo)
(Ver em ecrã completo)
sexta-feira, agosto 14, 2009
BE
A este respeito é extremamente característico que todos os elementos intermédios acusem como causa de cada um desses movimentos ambas as forças determinadas de classe, tanto o proletariado como a burguesia. Vede os socialistas-revolucionários e os mencheviques: suando sangue, berram e gritam que os bolcheviques, com os seus extremismos, ajudam a contra-revolução, ao mesmo tempo que reconhecem repetidamente que os democratas-constitucionalistas (com os quais formam um bloco no governo) são contra-revolucionários. «Delimitarmo-nos — escrevia ontem o Delo Naroda — com um profundo fosso de todos os elementos de direita, incluindo o belicoso Edinstvo (com o qual, acrescentamos nós, os socialistas-revolucionários formaram um bloco nas eleições) — tal é a nossa tarefa mais urgente.»
Te tuve
Te tuve cuando eras dulce,
acariciado mundo.
Realidad casi nube,
¡cómo te me volaste de los brazos!
Ahora te siento nuevamente.
No por tu luz, sino por tu corteza,
percibo tu inequívoca presencia,
...agrios perfiles, duros meridianos,
¡áspero mundo para mis dos manos!
Todo amor es efímero
Ninguna era tan bella como tú
durante aquel fugaz momento en que te amaba...
mi vida entera.
Ángel González
Te tuve cuando eras dulce,
acariciado mundo.
Realidad casi nube,
¡cómo te me volaste de los brazos!
Ahora te siento nuevamente.
No por tu luz, sino por tu corteza,
percibo tu inequívoca presencia,
...agrios perfiles, duros meridianos,
¡áspero mundo para mis dos manos!
Todo amor es efímero
Ninguna era tan bella como tú
durante aquel fugaz momento en que te amaba...
mi vida entera.
Ángel González
IV Uma política para a igualdade, dignidade e bem-estar dos portugueses
Décadas de política de direita acentuaram desigualdades entre os portugueses, desguarnecendo o apoio às camadas mais desfavorecidas. A degradação de serviços públicos essenciais, a sua progressiva elitização e o crescente condicionamento económico no seu acesso retiram a vastas camadas da população a possibilidade de concretizarem em igualdade direitos essenciais previstos na Constituição.
Impõe-se assim uma política de revalorização e democratização na política de saúde e educação, incluindo o ensino superior, de reforço e alargamento da acção da segurança social, de desenvolvimento do sistema científico e tecnológico e de garantia do direito à habitação, à mobilidade e a uma rede de proximidade nos serviços públicos essenciais.
Impõe-se assim uma política de revalorização e democratização na política de saúde e educação, incluindo o ensino superior, de reforço e alargamento da acção da segurança social, de desenvolvimento do sistema científico e tecnológico e de garantia do direito à habitação, à mobilidade e a uma rede de proximidade nos serviços públicos essenciais.
quinta-feira, agosto 13, 2009
terça-feira, agosto 11, 2009
Manipulando??
Será, manipulação, formatação, amedrontamento do Povo, prácticas ditatoriais, que um pasquim de ampla difusão se utilize por parte do governo para justificar a compra massiva de Tamiflu??
Num jornal utilizado pelo PS/D para baralhar a população:
“Em declarações à agência Lusa, Pinto Monteiro, que se encontra de férias, afirma que à tarde vai comunicar com o vice-procurador-geral da República para analisar as denúncias da ministra. "Todos os dias a Procuradoria-Geral da República analisa os casos em que pode estar em causa um crime público, pelo que esta situação, denunciada pela ministra, será também alvo de análise quando falar com o vice-PGR", explica Pinto Monteiro.
A ministra da Saúde referiu segunda-feira que foram identificados "comportamentos anti-sociais" de pessoas que se recusam a cumprir as medidas de controlo da gripe A (H1N1) ou declaram mesmo a intenção de propagar a doença.
Em conferência de imprensa de balanço da progressão da epidemia em Portugal, Ana Jorge afirmou que o Estado "não pode ser Polícia nem prender as pessoas", mas garantiu que os casos a que se refere "estão identificados".
A ministra referia-se concretamente a adultos que, nos centros de atendimento, se recusaram a pôr a máscara de protecção e a mães que declararam que levariam os filhos às urgências dos hospitais para contagiar outras pessoas, uma vez que as suas crianças também tinham sido infectadas.
Em causa pode estar o crime de propagação de doença contagiosa, punida com prisão entre 1 a 8 anos se for de forma deliberada, e até cinco anos em caso de negligência.”
Horas depois, no mesmo institucionalizado pasquim Português:
Em nota divulgada ao fim da tarde, a Procuradoria-geral da República refere que "a propagação de doença contagiosa é um crime público que pode ser praticado com dolo (intenção) ou por negligência. Todos os que exercem funções públicas (nos hospitais, centros de saúde, etc...) estão obrigados por lei a denunciar factos de que tenham conhecimento relacionados com a propagação de doença contagiosa. O Ministério Público investigará todas as denúncias que forem apresentadas. Aguarda-se que sejam comunicados factos concretos".
Lá fora:
“Um estudo hoje publicado na edição online do "British Medical Journal" revela que os medicamentos antivirais como o Tamiflu não devem ser prescritos a crianças, uma vez que a incidência dos efeitos secundários destes fármacos é mais intensa. A ministra da Saúde, Ana Jorge, garante que as conclusões "não se aplicam" em Portugal.”
Cada vez se torna mais dificil apostar pela credibilidade do centrão, sobretudo depois de ver este vídeo:
Num jornal utilizado pelo PS/D para baralhar a população:
“Em declarações à agência Lusa, Pinto Monteiro, que se encontra de férias, afirma que à tarde vai comunicar com o vice-procurador-geral da República para analisar as denúncias da ministra. "Todos os dias a Procuradoria-Geral da República analisa os casos em que pode estar em causa um crime público, pelo que esta situação, denunciada pela ministra, será também alvo de análise quando falar com o vice-PGR", explica Pinto Monteiro.
A ministra da Saúde referiu segunda-feira que foram identificados "comportamentos anti-sociais" de pessoas que se recusam a cumprir as medidas de controlo da gripe A (H1N1) ou declaram mesmo a intenção de propagar a doença.
Em conferência de imprensa de balanço da progressão da epidemia em Portugal, Ana Jorge afirmou que o Estado "não pode ser Polícia nem prender as pessoas", mas garantiu que os casos a que se refere "estão identificados".
A ministra referia-se concretamente a adultos que, nos centros de atendimento, se recusaram a pôr a máscara de protecção e a mães que declararam que levariam os filhos às urgências dos hospitais para contagiar outras pessoas, uma vez que as suas crianças também tinham sido infectadas.
Em causa pode estar o crime de propagação de doença contagiosa, punida com prisão entre 1 a 8 anos se for de forma deliberada, e até cinco anos em caso de negligência.”
Horas depois, no mesmo institucionalizado pasquim Português:
Em nota divulgada ao fim da tarde, a Procuradoria-geral da República refere que "a propagação de doença contagiosa é um crime público que pode ser praticado com dolo (intenção) ou por negligência. Todos os que exercem funções públicas (nos hospitais, centros de saúde, etc...) estão obrigados por lei a denunciar factos de que tenham conhecimento relacionados com a propagação de doença contagiosa. O Ministério Público investigará todas as denúncias que forem apresentadas. Aguarda-se que sejam comunicados factos concretos".
Lá fora:
“Um estudo hoje publicado na edição online do "British Medical Journal" revela que os medicamentos antivirais como o Tamiflu não devem ser prescritos a crianças, uma vez que a incidência dos efeitos secundários destes fármacos é mais intensa. A ministra da Saúde, Ana Jorge, garante que as conclusões "não se aplicam" em Portugal.”
Cada vez se torna mais dificil apostar pela credibilidade do centrão, sobretudo depois de ver este vídeo:
segunda-feira, agosto 10, 2009
sexta-feira, agosto 07, 2009
Hora da bóia... ou do tacho!
Quatro anos e meio depois do início da legislatura, 49 deputados renunciaram ao mandato. Muitos trocaram o Parlamento por lugares na direcção ou administração de empresas. Pina Moura, Fernando Gomes, João Cravinho e António Pires de Lima são alguns deles.
Do PS, Pina Moura já era administrador da Iberdrola, mas deixou o Parlamento quando assumiu o cargo de administrador da Media Capital. Fernando Gomes também trocou a cadeira no Parlamento por um lugar na administração da Galp.
Já Jorge Coelho saiu para a presidência da Mota-Engil e João Cravinho saiu de São Bento para o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, em Londres.
Da bancada do PSD, renunciaram ao mandato nomes como Marques Mendes ou Nuno Morais Sarmento.
No CDS, António Pires de Lima saiu de São Bento para a liderança da Unicer.
Só do Partido Socialista saíram 24 deputados. Do PSD foram 17. Mas, proporcionalmente, o CDS foi o partido com mais renúncias, já que elegeu 12 deputados, dos quais cinco renunciaram.
A revolução é hoje!
Do PS, Pina Moura já era administrador da Iberdrola, mas deixou o Parlamento quando assumiu o cargo de administrador da Media Capital. Fernando Gomes também trocou a cadeira no Parlamento por um lugar na administração da Galp.
Já Jorge Coelho saiu para a presidência da Mota-Engil e João Cravinho saiu de São Bento para o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, em Londres.
Da bancada do PSD, renunciaram ao mandato nomes como Marques Mendes ou Nuno Morais Sarmento.
No CDS, António Pires de Lima saiu de São Bento para a liderança da Unicer.
Só do Partido Socialista saíram 24 deputados. Do PSD foram 17. Mas, proporcionalmente, o CDS foi o partido com mais renúncias, já que elegeu 12 deputados, dos quais cinco renunciaram.
A revolução é hoje!
terça-feira, agosto 04, 2009
Votar CDU
É isto que a corja teme:

Mas também teme quem lhe responda à letra, teme que quando anunciam reduções no imposto por parte dos empresários, relativos à segurança social dos trabalhadores, lhes digam que, 1%, 3%, ou 11%, resulta igual ao litro, isto é: INTANGÍVEL!
Teme quem denuncia que os demagogos aumentos, nas poucas prestações que usufruem os trabalhadores, são aumentos com base na vergonhosa realidade deste país. Sendo que, se um estudante "milagrosamente" recebe apoio do estado, subir (por exemplo) 6% a 50 Euros são 3 Euros, nada, nada se compararmos o aumento, ou mesmo a prestação, com o preço do passe-social. Não nos refiramos então à bibliografia "básica", essa que, por necessidades pouco compreensiveis, deve ser alterada anualmente.
Teme ainda, quem reclama soluções para muitas outras questões e realidades bastante mais cruciantes, os reformados; os desempregados; os doentes; os esfomeados; mas teme, fundamentalmente, que o Povo exerça sua soberania e deixe de reclamar qual mendigo.
Teme que o Povo decida mudar, que decida utilizar o seu voto para implementar as soluções por ele encontradas.
Teme o voto na CDU!
Por outra parte, eu também temo, temo que, mais uma vez, quem trabalha, se deixe ludibriar pelas falinhas mansas da corja, que descanse com o veneno dos vampiros que ao morderem nos anestesia, temo que o ruido dos estômagos famintos emudeça os gritos de desespero que nem as paredes impediriam propagar. Mas, necessáriamente temo, que a mentira espelhe sombras lá fora, na vida, na vontade, na liberdade de caminhar plenos, olhando em frente, ladeados de ombros numa estrada em contrução. E, porque temo, hei-de lutar!

Mas também teme quem lhe responda à letra, teme que quando anunciam reduções no imposto por parte dos empresários, relativos à segurança social dos trabalhadores, lhes digam que, 1%, 3%, ou 11%, resulta igual ao litro, isto é: INTANGÍVEL!
Teme quem denuncia que os demagogos aumentos, nas poucas prestações que usufruem os trabalhadores, são aumentos com base na vergonhosa realidade deste país. Sendo que, se um estudante "milagrosamente" recebe apoio do estado, subir (por exemplo) 6% a 50 Euros são 3 Euros, nada, nada se compararmos o aumento, ou mesmo a prestação, com o preço do passe-social. Não nos refiramos então à bibliografia "básica", essa que, por necessidades pouco compreensiveis, deve ser alterada anualmente.
Teme ainda, quem reclama soluções para muitas outras questões e realidades bastante mais cruciantes, os reformados; os desempregados; os doentes; os esfomeados; mas teme, fundamentalmente, que o Povo exerça sua soberania e deixe de reclamar qual mendigo.
Teme que o Povo decida mudar, que decida utilizar o seu voto para implementar as soluções por ele encontradas.
Teme o voto na CDU!
Por outra parte, eu também temo, temo que, mais uma vez, quem trabalha, se deixe ludibriar pelas falinhas mansas da corja, que descanse com o veneno dos vampiros que ao morderem nos anestesia, temo que o ruido dos estômagos famintos emudeça os gritos de desespero que nem as paredes impediriam propagar. Mas, necessáriamente temo, que a mentira espelhe sombras lá fora, na vida, na vontade, na liberdade de caminhar plenos, olhando em frente, ladeados de ombros numa estrada em contrução. E, porque temo, hei-de lutar!
segunda-feira, agosto 03, 2009
domingo, agosto 02, 2009
Acesso a Tróia condicionado
Só unidos poderemos evitar o roubo do nosso País, só unidos expulsaremos a corja que prescinde da constituição de Abril.
Depois de receber por email, em Espanha, uma oferta promocional para visitar um complexo em Tróia, uma urbanização na qual se pagavam os "T2" por seiscentos mil euros, pus-me a imaginar o que hoje, uma vez mais através do "Avante!", se constata como realidade, como Portugal e o património de todos nós, se vende ao capital.
Ler esta noticia é mobilizar:
A Sonae quer... O governo obedece
O PCP considera inaceitável o que se passa com a travessia fluvial do Sado entre Setúbal e Tróia. Em comunicado da Comissão Concelhia de Setúbal, de 19 de Julho, distribuído massivamente aos utentes dos barcos, os comunistas denunciam o aumento brutal dos preços daquele transporte: as viaturas ligeiras, pelas quais se pagava 5,70 euros, custam agora 9,50 euros; a tarifa dos passageiros aumentou de 1,30 para 2 euros. Ou seja, uma família de quatro pessoas, sem qualquer viatura, tem que pagar 16 euros para ir à praia. E só para passar o rio. Também as bicicletas, que antes não eram cobradas, passaram a sê-lo. A tudo isto acresce o facto de a localização do terminal do barco, em Tróia, ter sido alterada, passando para junto da base militar. O novo terminal, denuncia o PCP, dista cerca de quatro quilómetros e meio da praia, o que obriga os utentes a uma de duas soluções: ou levar viatura própria ou utilizar um autocarro, com o consequente aumento de custos. O novo trajecto fluvial tem também elevadas consequências ambientais, realçam os comunistas: não só a distância percorrida pelos barcos duplica, como no seu trajecto atravessam as zonas de alimentação e reprodução dos roazes, pondo em risco a sobrevivência desta comunidade de golfinhos no Sado, única no País.Na opinião dos comunistas, por trás destas alterações está a intenção da Sonae, proprietária do Tróia Resort, de «impedir o acesso a Tróia por parte daqueles que durante anos foram os seus utilizadores, as populações da península e do concelho de Setúbal». O objectivo do grupo de Belmiro de Azevedo será tornar «um recurso que é de todos num local privado e reservado às elites». Os comunistas lembram ainda que, ao contrário do que a Sonae se tinha comprometido, ainda não está em funcionamento o antigo ferry-boat que permitia o acesso directo às praias. Se é este o objectivo da Sonae, o que parece cada vez mais claro, não é menos grave, para o PCP, a conivência do Governo em todo este processo, permitindo o aumento dos preços da travessia fluvial e nada fazendo para que seja reposto o antigo trajecto. O PCP, que desde sempre manifestou as suas preocupações acerca da instalação do complexo turístico Tróia Resort¸ reafirma, no comunicado distribuído, as suas dúvidas acerca da legalidade das operações urbanísticas. Que se avolumam, garante, quando é a «própria promotora do empreendimento a anunciar que grande parte das construções se encontram implantadas sobre sistemas dunares e areias não consolidadas». Bem como em zonas balneares que eram, há poucos anos, de livre utilização e circulação públicas.
Depois de receber por email, em Espanha, uma oferta promocional para visitar um complexo em Tróia, uma urbanização na qual se pagavam os "T2" por seiscentos mil euros, pus-me a imaginar o que hoje, uma vez mais através do "Avante!", se constata como realidade, como Portugal e o património de todos nós, se vende ao capital.
Ler esta noticia é mobilizar:
A Sonae quer... O governo obedece
O PCP considera inaceitável o que se passa com a travessia fluvial do Sado entre Setúbal e Tróia. Em comunicado da Comissão Concelhia de Setúbal, de 19 de Julho, distribuído massivamente aos utentes dos barcos, os comunistas denunciam o aumento brutal dos preços daquele transporte: as viaturas ligeiras, pelas quais se pagava 5,70 euros, custam agora 9,50 euros; a tarifa dos passageiros aumentou de 1,30 para 2 euros. Ou seja, uma família de quatro pessoas, sem qualquer viatura, tem que pagar 16 euros para ir à praia. E só para passar o rio. Também as bicicletas, que antes não eram cobradas, passaram a sê-lo. A tudo isto acresce o facto de a localização do terminal do barco, em Tróia, ter sido alterada, passando para junto da base militar. O novo terminal, denuncia o PCP, dista cerca de quatro quilómetros e meio da praia, o que obriga os utentes a uma de duas soluções: ou levar viatura própria ou utilizar um autocarro, com o consequente aumento de custos. O novo trajecto fluvial tem também elevadas consequências ambientais, realçam os comunistas: não só a distância percorrida pelos barcos duplica, como no seu trajecto atravessam as zonas de alimentação e reprodução dos roazes, pondo em risco a sobrevivência desta comunidade de golfinhos no Sado, única no País.Na opinião dos comunistas, por trás destas alterações está a intenção da Sonae, proprietária do Tróia Resort, de «impedir o acesso a Tróia por parte daqueles que durante anos foram os seus utilizadores, as populações da península e do concelho de Setúbal». O objectivo do grupo de Belmiro de Azevedo será tornar «um recurso que é de todos num local privado e reservado às elites». Os comunistas lembram ainda que, ao contrário do que a Sonae se tinha comprometido, ainda não está em funcionamento o antigo ferry-boat que permitia o acesso directo às praias. Se é este o objectivo da Sonae, o que parece cada vez mais claro, não é menos grave, para o PCP, a conivência do Governo em todo este processo, permitindo o aumento dos preços da travessia fluvial e nada fazendo para que seja reposto o antigo trajecto. O PCP, que desde sempre manifestou as suas preocupações acerca da instalação do complexo turístico Tróia Resort¸ reafirma, no comunicado distribuído, as suas dúvidas acerca da legalidade das operações urbanísticas. Que se avolumam, garante, quando é a «própria promotora do empreendimento a anunciar que grande parte das construções se encontram implantadas sobre sistemas dunares e areias não consolidadas». Bem como em zonas balneares que eram, há poucos anos, de livre utilização e circulação públicas.
sexta-feira, julho 31, 2009
Em luta!
Jerónimo de Sousa saúda emigrantes portugueses
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O monumento de homenagem ao Emigrante, junto à estação de Santa Apolónia, em Lisboa, foi o local escolhido pelo PCP, para prestar contas do trabalho desenvolvido na Legislatura que chegou agora ao fim. Como afirmou o deputado Jorge Machado, "não obstante não termos nenhum deputado eleito pela emigração, a CDU desenvolveu um trabalho intenso e intimamente ligado aos emigrantes e seus problemas". Nesta acção participaram activistas da CDU que se encontram de férias em Portugal, as candidatas pela Europa, São Belo e Vera Pontes, os mandatários da CDU pelos dois círculos da Emigração, Luciano Caetano da Rosa (Europa) e Julio Rosado (Fora da Europa).

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O monumento de homenagem ao Emigrante, junto à estação de Santa Apolónia, em Lisboa, foi o local escolhido pelo PCP, para prestar contas do trabalho desenvolvido na Legislatura que chegou agora ao fim. Como afirmou o deputado Jorge Machado, "não obstante não termos nenhum deputado eleito pela emigração, a CDU desenvolveu um trabalho intenso e intimamente ligado aos emigrantes e seus problemas". Nesta acção participaram activistas da CDU que se encontram de férias em Portugal, as candidatas pela Europa, São Belo e Vera Pontes, os mandatários da CDU pelos dois círculos da Emigração, Luciano Caetano da Rosa (Europa) e Julio Rosado (Fora da Europa).
segunda-feira, julho 27, 2009
domingo, julho 26, 2009
Objetivo central: uma viragem democrática
Em Portugal não só se atravessa uma situação particularmente grave como poderá ter desenvolvimentos ainda mais agravantes, se o povo português não puser fim à política da direita desenvolvida pelo governo do PS e PSD em conjunto preparam contra o povo, contra o país, contra a democracia, contra os interesses nacionais.
Já ninguém contesta que o voto no PS traduziu a esperança numa mudança. O PS enganou o eleitorado, e o eleitorado que tinha tal esperança enganou-se de votar no PS.
Têm razão aqueles que dizem que a política de direita com o Governo PS é ainda mais perigosa do que a do Governo PSD com Cavaco. Primeiro pelo fato do PS se afirmar um partido de esquerda. Depois pelo “novo estilo”do Primeiro Ministro que sorridente e mediático convida ao diálogo. . . Embora tapando previamente os ouvidos.
PS e PSD oferecem o carnavalesco espetáculo de exaltadas batalhas verbais, de desacordos, de ultimatos de fim de semana como o dedo no gatilho de pistolas de alarme. Com o estrondo imediático da farsa, procuram esconder a real identidade das suas políticas e os entendimentos já estabelecidos ou em vias de se estabelecerem.
Um e outro estão a serviço dos grandes grupos econômicos. Um e outro defendem a liquidação de direitos vitais dos trabalhadores. Um e ouro fomentam a acumulação de riqueza para uns e o alastramento de desemprego e da miséria.
Um e outro são responsáveis pela destruição da nossa agricultura, da nossa indústria, das nossas pescas.
Um e outro defendem a irresponsável corrida para a Moeda Única que, longe de evitar a marginalização de Portugal agravará ainda mais a posição de Portugal como país periférico, marginalizado, submetido e submisso às imposições da União Européia e dos Estados Unidos.
É, porque são cúmplices na política, são também cúmplices na proteção recíproca dos abusos, das ilegalidades, da corrupção nas mais altas esferas do poder, procurando paralisar e desautorizar o Ministério Público, os Tribunais, e a sua independência.
E um novo perigo aí está. A “reforma do regime político”com o qual o PS e PSD visam institucionalizar, através da revisão da Constituição e de leis eleitorais antidemocrática, a partilha do poder entre os dois partidos num sistema de alternância, ora um, ora outro, disputando o poder mas, qualquer deles, a serviço do grande capital.
Esta política não serve nem ao povo nem ao país. Prosseguindo conduzirá a um verdadeiro desastre nacional. É imperioso lutar para pôr-lhe fim e assegurar um Novo Rumo para Portugal.
Os trabalhadores, o povo, a democracia e Portugal precisam de um governo democrático com uma política democrática, precisam de um governo patriótico que, ao contrário do atual, que se põe de joelhos ou de cócoras na União Européia e nas relações com os Estados Unidos, esteja de pé na cena internacional defendendo com brio, dignidade e coragem os interesses portugueses.
Mentem os que propagandeiam que não existe qualquer política capaz de resolver os problemas do povo e do país.
Por mais que PS e PSD queiram impedir que o povo a conheça, tal política existe. O nosso XV Congresso aqui está para confirmá-la. E a política que o PCP propõe ao povo português e da qual os documentos do Congresso indicam as linhas fundamentais.
A vida tem demonstrado e setores cada vez mais amplos da população reconhecem que mesmo na oposição o PCP é um partido insubstituível, necessário, indispensável ao povo, à democracia, a Portugal. E a vida tem mostrado mais. Tem mostrado ano após ano que, sem o PCP, e muito menos contra o PCP não é possível pôr fim à política de direita e alcançar uma viragem democrática na política nacional.
E cabe acrescentar ainda algumas palavras sobre essa matéria.
Tal como nas autarquias, os comunistas têm demonstrado sua superior capacidade de dirigir o poder local democrático, tal como na Assembléia da República e no Parlamento Europeu, os comunistas têm mostrado a sua superior competência para apresentar soluções para problemas. Também no que respeita ao governo, no dia em que o povo o quiser, repito, no dia em que o povo quiser, e esse dia chegará, os comunistas estarão preparados e inteiramente capazes de assumir as mais altas responsabilidades.
Já ninguém contesta que o voto no PS traduziu a esperança numa mudança. O PS enganou o eleitorado, e o eleitorado que tinha tal esperança enganou-se de votar no PS.
Têm razão aqueles que dizem que a política de direita com o Governo PS é ainda mais perigosa do que a do Governo PSD com Cavaco. Primeiro pelo fato do PS se afirmar um partido de esquerda. Depois pelo “novo estilo”do Primeiro Ministro que sorridente e mediático convida ao diálogo. . . Embora tapando previamente os ouvidos.
PS e PSD oferecem o carnavalesco espetáculo de exaltadas batalhas verbais, de desacordos, de ultimatos de fim de semana como o dedo no gatilho de pistolas de alarme. Com o estrondo imediático da farsa, procuram esconder a real identidade das suas políticas e os entendimentos já estabelecidos ou em vias de se estabelecerem.
Um e outro estão a serviço dos grandes grupos econômicos. Um e outro defendem a liquidação de direitos vitais dos trabalhadores. Um e ouro fomentam a acumulação de riqueza para uns e o alastramento de desemprego e da miséria.
Um e outro são responsáveis pela destruição da nossa agricultura, da nossa indústria, das nossas pescas.
Um e outro defendem a irresponsável corrida para a Moeda Única que, longe de evitar a marginalização de Portugal agravará ainda mais a posição de Portugal como país periférico, marginalizado, submetido e submisso às imposições da União Européia e dos Estados Unidos.
É, porque são cúmplices na política, são também cúmplices na proteção recíproca dos abusos, das ilegalidades, da corrupção nas mais altas esferas do poder, procurando paralisar e desautorizar o Ministério Público, os Tribunais, e a sua independência.
E um novo perigo aí está. A “reforma do regime político”com o qual o PS e PSD visam institucionalizar, através da revisão da Constituição e de leis eleitorais antidemocrática, a partilha do poder entre os dois partidos num sistema de alternância, ora um, ora outro, disputando o poder mas, qualquer deles, a serviço do grande capital.
Esta política não serve nem ao povo nem ao país. Prosseguindo conduzirá a um verdadeiro desastre nacional. É imperioso lutar para pôr-lhe fim e assegurar um Novo Rumo para Portugal.
Os trabalhadores, o povo, a democracia e Portugal precisam de um governo democrático com uma política democrática, precisam de um governo patriótico que, ao contrário do atual, que se põe de joelhos ou de cócoras na União Européia e nas relações com os Estados Unidos, esteja de pé na cena internacional defendendo com brio, dignidade e coragem os interesses portugueses.
Mentem os que propagandeiam que não existe qualquer política capaz de resolver os problemas do povo e do país.
Por mais que PS e PSD queiram impedir que o povo a conheça, tal política existe. O nosso XV Congresso aqui está para confirmá-la. E a política que o PCP propõe ao povo português e da qual os documentos do Congresso indicam as linhas fundamentais.
A vida tem demonstrado e setores cada vez mais amplos da população reconhecem que mesmo na oposição o PCP é um partido insubstituível, necessário, indispensável ao povo, à democracia, a Portugal. E a vida tem mostrado mais. Tem mostrado ano após ano que, sem o PCP, e muito menos contra o PCP não é possível pôr fim à política de direita e alcançar uma viragem democrática na política nacional.
E cabe acrescentar ainda algumas palavras sobre essa matéria.
Tal como nas autarquias, os comunistas têm demonstrado sua superior capacidade de dirigir o poder local democrático, tal como na Assembléia da República e no Parlamento Europeu, os comunistas têm mostrado a sua superior competência para apresentar soluções para problemas. Também no que respeita ao governo, no dia em que o povo o quiser, repito, no dia em que o povo quiser, e esse dia chegará, os comunistas estarão preparados e inteiramente capazes de assumir as mais altas responsabilidades.
sexta-feira, julho 24, 2009
Comendo na marisma
"Vosotros, que surgiréis del marasmo en el que nosotros nos hemos hundido, cuando habléis de vuestras debilidades, pensad también en los tiempos sombríos de los que os habéis escapado. Cambiábamos de país como de zapatos a través de las guerras de clases, y nos desesperábamos donde sólo había injusticia y nadie se alzaba contra ella. Y sin embargo, sabíamos que también el odio contra la bajeza desfigura la cara. También la ira contra la injusticia pone ronca la voz. Desgraciadamente, nosotros, que queríamos preparar el camino para la amabilidad no pudimos ser amables. Pero vosotros, cuando lleguen los tiempos en que el hombre sea amigo del hombre, pensad en nosotros con indulgencia."
Se não tivesse de Brecht lido nada mais que isto, poderia considerá-lo, como Lenine a Kautsky, "um revolucionário a crédito"!
Não querendo com isto suscitar qualquer tipo de confrontação, penso que legalmente se fica aquém do necessário, os organismos que deviam intervir, as associações, alguns partidos, colectivos, mantêm uma postura que considero amedrontada demais, parecendo mais interessados em não agitar a estructura de suporte que criar uma nova.
Ficam umas questões pertinentes, sem que por tal se lhe olhem os dentes (encontradas num artigo do "Xatoo" e, seguramente, publicadas por razões diferentes):
“…tenho umas perguntas a sugerir à nossa prestimosa comunicação social, que anda sempre com falta de assuntos e é muito distraída, sobretudo nesta altura em que o Sr Presidente da Républica resolveu ter assomos de ética pública :
1ª - A quem é que Cavaco e a filha compraram, em 2001, 254 mil acções da SLN, grupo detentor do BPN? o PR disse há tempos, em comunicado, que nunca tinha comprado nada ao BPN, mas «esqueceu-se» de mencionar a SLN, ou seja, o grupo que detinha o Banco. Como as acções da SLN não eram transaccionadas na bolsa, a quem é que Cavaco as comprou? À própria SLN? A algum accionista? Qual accionista? (Sobre este ponto, ver adiante.)
2 ª- Outra pergunta que não me sai da cachimónia: Como é que foi fixado o preço de 1 euro por acção? Atiraram moeda ao ar? Consultaram a bruxa? Recorreram a alguma firma especializada? Curiosamente, a transacção foi feita quando o BPN já cheirava a esturro, quando o Banco de Portugal já «andava em cima do BPN», ao ponto de Dias Loureiro (amigo dilecto de Cavaco e presidente do Congresso do PSD), ter ido, aliás desaconselhado por Oliveira e Costa, reclamar junto de António Marta, como este próprio afirmou e Oliveira e Costa confirmou.
3ª - Outra pergunta: Cavaco pagou? E se pagou, fê-lo por transferência bancária, por cheque ou em cash? É importante saber se há rasto disso. Passaram dois anos. Em carta de 2003 à SLN, Cavaco alegadamente «ordenou» a venda das suas acções, no que foi imitado pela filha. Da venda resultaram 72 mil contos de mais valias para ambos. Presumo que essas mais valias foram atempadamente declaradas ao fisco e que os respectivos impostos foram pagos. Tomo isso como certo, nem seria de esperar outra coisa. Uma coisa me faz aqui comichão nas meninges. Cavaco não podia «ordenar» a venda das acções (como disse atrás, não transaccionáveis na bolsa), mas apenas dizer que lhe apetecia vendê-las, se calhasse aparecer algum comprador para elas. A liquidez dessas «poupanças» de Cavaco era, com efeito, praticamente nula. Mas não é que apareceu prontamente um comprador, milagrosamente, disposto a pagar 1 euro e 40 cêntimos de mais valia por cada acção detida pela família Cavaco, quando as acções nem cotação tinham no mercado. E quem foi o benemérito comprador, quem foi? Com muito gosto esclareço, foi uma empresa chamada SLN Valor, o maior accionista da SLN.
Cita-se o Expresso online:
«Cavaco Silva e a filha deram ordem de venda das suas acções, em cartas separadas endereçadas ao então presidente da administração da SLN, José Oliveira Costa. Este determinou que as 255.018 acções detidas por ambos fossem vendidas à SLN Valor, a maior accionista da SLN, na qual participam os maiores accionistas individuais desta empresa, entre os quais o próprio Oliveira Costa.» Ou seja, Oliveira e Costa praticamente ofereceu de mão beijada 72 mil contos de mais-valias à família Cavaco. E se foi Oliveira e Costa também a fixar o preço inicial de compra por Cavaco, então a coisa é perfeitamente clara. Que terá acontecido entre 2001 e 2003 para as acções de uma empresa que andava a ser importunada pelo Banco de Portugal terem «valorizado» 40 %?
Falta, neste ponto, esclarecer várias coisas, a primeira das quais já vem de trás:
1. a quem comprou Cavaco e a filha as acções?
2. terá sido à própria SLN Valor, que depois as recomprou?
3. porque decidiu Cavaco vendê-las? Não tendo elas cotação no mercado, Cavaco não podia a priori esperar realizar mais-valias.
4. terá tido algum palpite, vindo do interior do universo SLN, só amigos e correligionários, para que vendesse, antes que a coisa fosse por água abaixo?
5. terá sido cheiro a esturro no nariz de Cavaco? Isso é que era bom saber!
6. porque quis a SLN Valor (re)comprar aquelas acções? Tinha poucas?
7. como fixou a SLN valor o preço de compra, com uma taxa de lucro bruto para o vendedor de 40% em dois anos, a lembrar as taxas praticadas pela banqueira do povo D. Branca?
Por hoje não tenho mais sugestões de perguntas à comunicação social."
Se não tivesse de Brecht lido nada mais que isto, poderia considerá-lo, como Lenine a Kautsky, "um revolucionário a crédito"!
Não querendo com isto suscitar qualquer tipo de confrontação, penso que legalmente se fica aquém do necessário, os organismos que deviam intervir, as associações, alguns partidos, colectivos, mantêm uma postura que considero amedrontada demais, parecendo mais interessados em não agitar a estructura de suporte que criar uma nova.
Ficam umas questões pertinentes, sem que por tal se lhe olhem os dentes (encontradas num artigo do "Xatoo" e, seguramente, publicadas por razões diferentes):
“…tenho umas perguntas a sugerir à nossa prestimosa comunicação social, que anda sempre com falta de assuntos e é muito distraída, sobretudo nesta altura em que o Sr Presidente da Républica resolveu ter assomos de ética pública :
1ª - A quem é que Cavaco e a filha compraram, em 2001, 254 mil acções da SLN, grupo detentor do BPN? o PR disse há tempos, em comunicado, que nunca tinha comprado nada ao BPN, mas «esqueceu-se» de mencionar a SLN, ou seja, o grupo que detinha o Banco. Como as acções da SLN não eram transaccionadas na bolsa, a quem é que Cavaco as comprou? À própria SLN? A algum accionista? Qual accionista? (Sobre este ponto, ver adiante.)
2 ª- Outra pergunta que não me sai da cachimónia: Como é que foi fixado o preço de 1 euro por acção? Atiraram moeda ao ar? Consultaram a bruxa? Recorreram a alguma firma especializada? Curiosamente, a transacção foi feita quando o BPN já cheirava a esturro, quando o Banco de Portugal já «andava em cima do BPN», ao ponto de Dias Loureiro (amigo dilecto de Cavaco e presidente do Congresso do PSD), ter ido, aliás desaconselhado por Oliveira e Costa, reclamar junto de António Marta, como este próprio afirmou e Oliveira e Costa confirmou.
3ª - Outra pergunta: Cavaco pagou? E se pagou, fê-lo por transferência bancária, por cheque ou em cash? É importante saber se há rasto disso. Passaram dois anos. Em carta de 2003 à SLN, Cavaco alegadamente «ordenou» a venda das suas acções, no que foi imitado pela filha. Da venda resultaram 72 mil contos de mais valias para ambos. Presumo que essas mais valias foram atempadamente declaradas ao fisco e que os respectivos impostos foram pagos. Tomo isso como certo, nem seria de esperar outra coisa. Uma coisa me faz aqui comichão nas meninges. Cavaco não podia «ordenar» a venda das acções (como disse atrás, não transaccionáveis na bolsa), mas apenas dizer que lhe apetecia vendê-las, se calhasse aparecer algum comprador para elas. A liquidez dessas «poupanças» de Cavaco era, com efeito, praticamente nula. Mas não é que apareceu prontamente um comprador, milagrosamente, disposto a pagar 1 euro e 40 cêntimos de mais valia por cada acção detida pela família Cavaco, quando as acções nem cotação tinham no mercado. E quem foi o benemérito comprador, quem foi? Com muito gosto esclareço, foi uma empresa chamada SLN Valor, o maior accionista da SLN.
Cita-se o Expresso online:
«Cavaco Silva e a filha deram ordem de venda das suas acções, em cartas separadas endereçadas ao então presidente da administração da SLN, José Oliveira Costa. Este determinou que as 255.018 acções detidas por ambos fossem vendidas à SLN Valor, a maior accionista da SLN, na qual participam os maiores accionistas individuais desta empresa, entre os quais o próprio Oliveira Costa.» Ou seja, Oliveira e Costa praticamente ofereceu de mão beijada 72 mil contos de mais-valias à família Cavaco. E se foi Oliveira e Costa também a fixar o preço inicial de compra por Cavaco, então a coisa é perfeitamente clara. Que terá acontecido entre 2001 e 2003 para as acções de uma empresa que andava a ser importunada pelo Banco de Portugal terem «valorizado» 40 %?
Falta, neste ponto, esclarecer várias coisas, a primeira das quais já vem de trás:
1. a quem comprou Cavaco e a filha as acções?
2. terá sido à própria SLN Valor, que depois as recomprou?
3. porque decidiu Cavaco vendê-las? Não tendo elas cotação no mercado, Cavaco não podia a priori esperar realizar mais-valias.
4. terá tido algum palpite, vindo do interior do universo SLN, só amigos e correligionários, para que vendesse, antes que a coisa fosse por água abaixo?
5. terá sido cheiro a esturro no nariz de Cavaco? Isso é que era bom saber!
6. porque quis a SLN Valor (re)comprar aquelas acções? Tinha poucas?
7. como fixou a SLN valor o preço de compra, com uma taxa de lucro bruto para o vendedor de 40% em dois anos, a lembrar as taxas praticadas pela banqueira do povo D. Branca?
Por hoje não tenho mais sugestões de perguntas à comunicação social."
O Lugar do Imperialismo na História
Como vimos, o imperialismo é, pela sua essência econômica, o capitalismo monopolista. Isto determina já o lugar histórico do imperialismo, pois o monopólio, que nasce única e precisamente da livre concorrência, é a transição do capitalismo para uma estrutura econômica e social mais elevada. Há que assinalar particularmente quatro variedades essenciais do monopólio, ou manifestações principais do capitalismo monopolista, características do período que nos ocupa.
Primeiro: o monopólio é um produto da concentração da produção num grau muito elevado do seu desenvolvimento. Formam-no as associações monopolistas dos capitalistas, os cartéis, os sindicatos e os trusts. Vimos o seu enorme papel na vida econômica contemporânea. Nos princípios do século XX atingiram completo predomínio nos países avançados, e se os primeiros passos no sentido da cartelização foram dados anteriormente pelos países de tarifas alfandegárias protecionistas elevadas (a Alemanha, os Estados Unidos), a Inglaterra, com o seu sistema de livre-câmbio, mostrou, embora um pouco mais tarde, esse mesmo facto fundamental: o nascimento de monopólio como conseqüência da concentração da produção.
Segundo: os monopólios vieram agudizar a luta pela conquista das mais importantes fontes de matérias-primas, particularmente para a indústria fundamental e mais cartelizada da sociedade capitalista: a hulheira e a siderúrgica. A posse monopolista das fontes mais importantes de matérias-primas aumentou enormemente o poderio do grande capital e agudizou as contradições entre a indústria cartelizada e a não cartelizada.
Terceiro: o monopólio surgiu dos bancos, os quais, de modestas empresas intermediárias que eram antes, se transformaram em monopolistas do capital financeiro. Três ou cinco grandes bancos de cada uma das nações capitalistas mais avançadas realizaram a "união pessoal" do capital industrial e bancário, e concentraram nas suas mãos somas de milhares e milhares de milhões, que constituem a maior parte dos capitais e dos rendimentos em dinheiro de todo o país. A oligarquia financeira, que tece uma densa rede de relações de dependência entre todas as instituições econômicas e políticas da sociedade burguesa contemporânea sem excepção: tal é a manifestação mais evidente deste monopólio.
Quarto: o monopólio nasceu da política colonial. Aos numerosos "velhos" motivos da política colonial, o capital financeiro acrescentou a luta pelas fontes de matérias-primas, pela exportação de capitais, pelas "esferas de influência", isto é, as esferas de transações lucrativas, de concessões, de lucros monopolistas, etc., e, finalmente, pelo território econômico em geral. Quando as colônias das potências européias em África, por exemplo, representavam a décima parte desse continente, como acontecia ainda em 1876, a política colonial podia desenvolver-se de uma forma não monopolista, pela "livre conquista", poder-se-ia dizer, de territórios. Mas quando 9/10 da África estavam já ocupados (por volta de 1900), quando todo o mundo estava já repartido, começou inevitavelmente a era da posse monopolista das colónias e, por conseguinte, de luta particularmente aguda pela divisão e pela nova partilha do mundo.
É geralmente conhecido até que ponto o capitalismo monopolista agudizou todas as contradições do capitalismo. Basta indicar a carestia da vida e a opressão dos cartéis. Esta agudização das contradições é a força motriz mais poderosa do período histórico de transição iniciado com a vitória definitiva do capital financeiro mundial.
Os monopólios, a oligarquia, a tendência para a dominação em vez da tendência para a liberdade, a exploração de um número cada vez maior de nações pequenas ou fracas por um punhado de nações riquíssimas ou muito fortes: tudo isto originou os traços distintivos do imperialismo, que obrigam a qualificá-lo de capitalismo parasitário, ou em estado de decomposição. Cada vez se manifesta com maior relevo, como urna das tendências do imperialismo, a formação de "Estados" rentiers, de Estados usurários, cuja burguesia vive cada vez mais à custa da exportação de capitais e do "corte de cupões". Seria um erro pensar que esta tendência para a decomposição exclui o rápido crescimento do capitalismo. Não; certos ramos industriais, certos sectores da burguesia, certos países, manifestam, na época do imperialismo, com maior ou menor intensidade, quer uma quer outra dessas tendências. No seu conjunto, o capitalismo cresce corri uma rapidez incomparavelmente maior do que antes, mas este crescimento não só é cada vez mais desigual como a desigualdade se manifesta também, de modo particular, na decomposição dos países mais ricos em capital (Inglaterra).
No que se refere à rapidez do desenvolvimento econômico da Alemanha, Riesser, autor de uma investigação sobre os grandes bancos alemães, diz: "O progresso, não demasiado lento, da época precedente (1848 a 1870) está, relativamente ao rápido desenvolvimento de toda a economia na Alemanha, e particularmente dos seus bancos na época actual (1870 a 1905), na mesma proporção aproximadamente que as diligências dos bons velhos tempos relativamente ao automóvel moderno, o qual se desloca a tal velocidade que representa um perigo para o transeunte despreocupado e para as próprias pessoas que vão no automóvel". Por sua vez, esse capital financeiro que cresceu com uma rapidez tão extraordinária, precisamente porque cresceu desse modo, não tem qualquer inconveniente em passar a uma posse mais "tranquila" das colónias, as quais devem ser conquistadas, não só por meios pacíficos, às nações mais ricas. E nos Estados Unidos, o desenvolvimento econômico tem sido, nestes últimos decenios, ainda mais rápido do que na Alemanha, e é precisamente graças a esta circunstância que os traços parasitários do capitalismo americano contemporâneo ressaltam com particular relevo. Por outro lado, a comparação, por exemplo, entre a burguesia republicana americana e a burguesia monárquica japonesa ou alemã, mostra que as maiores diferenças políticas se atenuam ao máximo na época do imperialismo; e não porque essa diferença não seja importante em geral, mas porque em todos esses casos se trata de uma burguesia com traços definidos de parasitismo.
A obtenção de elevados lucros monopolistas pelos capitalistas de um entre muitos ramos da indústria, de um entre muitos países, etc., oferece-lhes a possibilidade econômica de subornarem certos setores operários e, temporariamente, uma minoria bastante considerável destes últimos, atraindo-os para o "lado" da burguesia desse ramo ou dessa nação, contra todos os outros. O acentuado antagonismo das nações imperialistas pela partilha do mundo aprofunda essa tendência. Assim se cria a ligação. entre o imperialismo e o oportunismo, ligação que se manifestou, antes que em qualquer outro lado e de uma forma mais clara, na Inglaterra, devido ao fato de vários dos traços imperialistas de desenvolvimento aparecerem nesse país muito antes de aparecerem noutros. Alguns escritores, por exemplo L. Mártov, comprazem-se em negar a ligação entre o imperialismo e o oportunismo no movimento operário - fato que salta agora aos olhos com particular evidência - por meio de argumentos impregnados de "optimismo oficial" (à Kautsky e Huysmans) do género do seguinte: a causa dos adversários do capitalismo seria uma causa perdida se o capitalismo avançado conduzisse ao reforço do oportunismo, ou se os operários mais bem remunerados mostrassem inclinação para o oportunismo, etc. Não nos deixemos enganar quanto à significação desse "optimismo"; é um optimismo em relação ao oportunismo, é um otimismo que serve de capa ao oportunismo. Na realidade, a particular rapidez e o caráter singularmente repulsivo do desenvolvimento do oportunismo não lhe garantem de modo nenhum uma vitória sólida, do mesmo modo que a rapidez de desenvolvimento de um tumor maligno num corpo são só pode contribuir para que o referido tumor rebente mais cedo, livrando assim dele o organismo. O maior perigo, neste sentido, são as pessoas que não querem compreender que a luta contra o imperialismo é uma frase oca e falsa se não for indissoluvelmente ligada à luta contra o oportunismo.
De tudo o que dissemos sobre a essência econômica do- imperialismo deduz-se que se deve qualificá-lo de capitalismo de transição ou, mais propriamente, de capitalismo agonizante. Neste sentido é extremamente instrutiva a circunstância de os termos mais usuais que os economistas burgueses empregam ao descrever o capitalismo moderno serem "entrelaçamento", "ausência de isolamento", etc., os bancos são "empresas que, pelos seus fins e pelo seu desenvolvimento, não têm um caráter de economia privada pura, mas cada vez mais vão saindo da esfera da regulação da economia puramente privada". E esse mesmo Riesser, a quem pertencem estas últimas palavras, declara, com a maior seriedade do mundo, que as "profecias" dos marxistas a respeito da "socialização" "não se cumpriram"!
Que significa então a palavra "entrelaçamento"? Exprime unicamente o traço que mais salta aos olhos do processo que se está desenvolvendo diante de nós; mostra que o observador conta as árvores e não vê o bosque, que copia servilmente o exterior, o acidental, o caótico; indica que o observador é um homem esmagado pelos materiais em bruto e que não compreende nada do seu sentido e significação. "Entrelaçam-se acidentalmente" a posse de ações, as relações entre os proprietários particulares. Mas o que constitui o fundo desse entrelaçamento, o que se encontra por detrás dele, são as relações sociais de produção que mudam continuamente. Quando uma grande empresa se transforma em empresa gigante e organiza sistematicamente, apoiando-se num cálculo exacto duma grande massa de dados, o abastecimento de 2/3 ou 3/4 das matérias-primas necessárias a uma população de várias dezenas de milhões; quando se organiza sistematicamente o transporte dessas matérias-primas para os pontos de produção mais cômodos, que se encontram por vezes separados por centenas e milhares de quilometros; quando, a partir de um centro, se dirige a transformação sucessiva do material, em todas as suas diversas fases, até obter as numerosas espécies de produtos manufaturados; quando a distribuição desses produtos se efetua segundo um plano único a dezenas e centenas de milhões de consumidores (venda de petróleo na América e na Alemanha pelo trust do petróleo americano), então percebe-se com evidência que nos encontramos perante uma socialização de produção, e não perante um simples "entrelaçamento", percebe-se que as relações de economia e de propriedade privadas constituem um invólucro que não corresponde já ao conteúdo, que esse invólucro deve inevitavelmente decompor-se se a sua supressão for adiada artificialmente, que pode permanecer em estado de decomposição durante um período relativamente longo (no pior dos casos, se a cura do tumor oportunista se prolongar demasiado), mas que, de qualquer modo, será inelutavelmente suprimida.
Schulze-Gaevernitz, admirador entusiasta do imperialismo alemão, exclama:
"Se, no fim de contas, a direção dos bancos alemães se encontra nas mãos de uma dúzia de pessoas, a sua atividade é já, atualmente, mais importante para o bem público do que a atividade da maioria dos ministros" (neste caso é mais vantajoso esquecer o "entrelaçamento" existente entre banqueiros, ministros, industriais, rentiers, etc.). "... Se refletirmos até ao fim sobre o desenvolvimento das tendências que apontamos, chegamos à seguinte conclusão: o capital-dinheiro da nação está unido nos bancos; os bancos estão unidos entre si no cartel; o capital da nação, que procura a maneira de ser aplicado, tomou a forma de títulos de valor. Então cumprem-se as palavras geniais de Saint-Simon: "A anarquia actual da produção, conseqüência do fato de as relações econômicas se desenvolverem sem uma regulação uniforme, deve dar lugar à organização da produção. A produção não será dirigida por empresários isolados, independentes uns dos outros, que ignoram as necessidades económicas dos homens; a produção encontrar-se-á nas mãos de uma instituição social determinada. O comitê central de administração, que terá a possibilidade de observar a vasta esfera da economia social de um ponto de vista mais elevado, regulá-la-á da maneira mais útil para toda a sociedade, entregará os meios de produção nas mãos apropriadas para isso, e preocupar-se-á, sobretudo, com a existência de uma harmonia constante entre a produção e o consumo. Existem instituições que incluíram entre os seus fins uma determinada organização da atividade econômica: os bancos. Estamos ainda longe do cumprimento destas palavras de Saint-Simon, mas encontramo-nos já em vias de o conseguir: será um marxismo diferente do que Marx imaginava, mas diferente apenas na forma."
Não há dúvida: excelente "refutação" de Marx, que dá um passo atrás, que retrocede da análise científica exacta de Marx para a conjectura - genial, mas mesmo assim conjectura - de Saint-Simon.
Primeiro: o monopólio é um produto da concentração da produção num grau muito elevado do seu desenvolvimento. Formam-no as associações monopolistas dos capitalistas, os cartéis, os sindicatos e os trusts. Vimos o seu enorme papel na vida econômica contemporânea. Nos princípios do século XX atingiram completo predomínio nos países avançados, e se os primeiros passos no sentido da cartelização foram dados anteriormente pelos países de tarifas alfandegárias protecionistas elevadas (a Alemanha, os Estados Unidos), a Inglaterra, com o seu sistema de livre-câmbio, mostrou, embora um pouco mais tarde, esse mesmo facto fundamental: o nascimento de monopólio como conseqüência da concentração da produção.
Segundo: os monopólios vieram agudizar a luta pela conquista das mais importantes fontes de matérias-primas, particularmente para a indústria fundamental e mais cartelizada da sociedade capitalista: a hulheira e a siderúrgica. A posse monopolista das fontes mais importantes de matérias-primas aumentou enormemente o poderio do grande capital e agudizou as contradições entre a indústria cartelizada e a não cartelizada.
Terceiro: o monopólio surgiu dos bancos, os quais, de modestas empresas intermediárias que eram antes, se transformaram em monopolistas do capital financeiro. Três ou cinco grandes bancos de cada uma das nações capitalistas mais avançadas realizaram a "união pessoal" do capital industrial e bancário, e concentraram nas suas mãos somas de milhares e milhares de milhões, que constituem a maior parte dos capitais e dos rendimentos em dinheiro de todo o país. A oligarquia financeira, que tece uma densa rede de relações de dependência entre todas as instituições econômicas e políticas da sociedade burguesa contemporânea sem excepção: tal é a manifestação mais evidente deste monopólio.
Quarto: o monopólio nasceu da política colonial. Aos numerosos "velhos" motivos da política colonial, o capital financeiro acrescentou a luta pelas fontes de matérias-primas, pela exportação de capitais, pelas "esferas de influência", isto é, as esferas de transações lucrativas, de concessões, de lucros monopolistas, etc., e, finalmente, pelo território econômico em geral. Quando as colônias das potências européias em África, por exemplo, representavam a décima parte desse continente, como acontecia ainda em 1876, a política colonial podia desenvolver-se de uma forma não monopolista, pela "livre conquista", poder-se-ia dizer, de territórios. Mas quando 9/10 da África estavam já ocupados (por volta de 1900), quando todo o mundo estava já repartido, começou inevitavelmente a era da posse monopolista das colónias e, por conseguinte, de luta particularmente aguda pela divisão e pela nova partilha do mundo.
É geralmente conhecido até que ponto o capitalismo monopolista agudizou todas as contradições do capitalismo. Basta indicar a carestia da vida e a opressão dos cartéis. Esta agudização das contradições é a força motriz mais poderosa do período histórico de transição iniciado com a vitória definitiva do capital financeiro mundial.
Os monopólios, a oligarquia, a tendência para a dominação em vez da tendência para a liberdade, a exploração de um número cada vez maior de nações pequenas ou fracas por um punhado de nações riquíssimas ou muito fortes: tudo isto originou os traços distintivos do imperialismo, que obrigam a qualificá-lo de capitalismo parasitário, ou em estado de decomposição. Cada vez se manifesta com maior relevo, como urna das tendências do imperialismo, a formação de "Estados" rentiers, de Estados usurários, cuja burguesia vive cada vez mais à custa da exportação de capitais e do "corte de cupões". Seria um erro pensar que esta tendência para a decomposição exclui o rápido crescimento do capitalismo. Não; certos ramos industriais, certos sectores da burguesia, certos países, manifestam, na época do imperialismo, com maior ou menor intensidade, quer uma quer outra dessas tendências. No seu conjunto, o capitalismo cresce corri uma rapidez incomparavelmente maior do que antes, mas este crescimento não só é cada vez mais desigual como a desigualdade se manifesta também, de modo particular, na decomposição dos países mais ricos em capital (Inglaterra).
No que se refere à rapidez do desenvolvimento econômico da Alemanha, Riesser, autor de uma investigação sobre os grandes bancos alemães, diz: "O progresso, não demasiado lento, da época precedente (1848 a 1870) está, relativamente ao rápido desenvolvimento de toda a economia na Alemanha, e particularmente dos seus bancos na época actual (1870 a 1905), na mesma proporção aproximadamente que as diligências dos bons velhos tempos relativamente ao automóvel moderno, o qual se desloca a tal velocidade que representa um perigo para o transeunte despreocupado e para as próprias pessoas que vão no automóvel". Por sua vez, esse capital financeiro que cresceu com uma rapidez tão extraordinária, precisamente porque cresceu desse modo, não tem qualquer inconveniente em passar a uma posse mais "tranquila" das colónias, as quais devem ser conquistadas, não só por meios pacíficos, às nações mais ricas. E nos Estados Unidos, o desenvolvimento econômico tem sido, nestes últimos decenios, ainda mais rápido do que na Alemanha, e é precisamente graças a esta circunstância que os traços parasitários do capitalismo americano contemporâneo ressaltam com particular relevo. Por outro lado, a comparação, por exemplo, entre a burguesia republicana americana e a burguesia monárquica japonesa ou alemã, mostra que as maiores diferenças políticas se atenuam ao máximo na época do imperialismo; e não porque essa diferença não seja importante em geral, mas porque em todos esses casos se trata de uma burguesia com traços definidos de parasitismo.
A obtenção de elevados lucros monopolistas pelos capitalistas de um entre muitos ramos da indústria, de um entre muitos países, etc., oferece-lhes a possibilidade econômica de subornarem certos setores operários e, temporariamente, uma minoria bastante considerável destes últimos, atraindo-os para o "lado" da burguesia desse ramo ou dessa nação, contra todos os outros. O acentuado antagonismo das nações imperialistas pela partilha do mundo aprofunda essa tendência. Assim se cria a ligação. entre o imperialismo e o oportunismo, ligação que se manifestou, antes que em qualquer outro lado e de uma forma mais clara, na Inglaterra, devido ao fato de vários dos traços imperialistas de desenvolvimento aparecerem nesse país muito antes de aparecerem noutros. Alguns escritores, por exemplo L. Mártov, comprazem-se em negar a ligação entre o imperialismo e o oportunismo no movimento operário - fato que salta agora aos olhos com particular evidência - por meio de argumentos impregnados de "optimismo oficial" (à Kautsky e Huysmans) do género do seguinte: a causa dos adversários do capitalismo seria uma causa perdida se o capitalismo avançado conduzisse ao reforço do oportunismo, ou se os operários mais bem remunerados mostrassem inclinação para o oportunismo, etc. Não nos deixemos enganar quanto à significação desse "optimismo"; é um optimismo em relação ao oportunismo, é um otimismo que serve de capa ao oportunismo. Na realidade, a particular rapidez e o caráter singularmente repulsivo do desenvolvimento do oportunismo não lhe garantem de modo nenhum uma vitória sólida, do mesmo modo que a rapidez de desenvolvimento de um tumor maligno num corpo são só pode contribuir para que o referido tumor rebente mais cedo, livrando assim dele o organismo. O maior perigo, neste sentido, são as pessoas que não querem compreender que a luta contra o imperialismo é uma frase oca e falsa se não for indissoluvelmente ligada à luta contra o oportunismo.
De tudo o que dissemos sobre a essência econômica do- imperialismo deduz-se que se deve qualificá-lo de capitalismo de transição ou, mais propriamente, de capitalismo agonizante. Neste sentido é extremamente instrutiva a circunstância de os termos mais usuais que os economistas burgueses empregam ao descrever o capitalismo moderno serem "entrelaçamento", "ausência de isolamento", etc., os bancos são "empresas que, pelos seus fins e pelo seu desenvolvimento, não têm um caráter de economia privada pura, mas cada vez mais vão saindo da esfera da regulação da economia puramente privada". E esse mesmo Riesser, a quem pertencem estas últimas palavras, declara, com a maior seriedade do mundo, que as "profecias" dos marxistas a respeito da "socialização" "não se cumpriram"!
Que significa então a palavra "entrelaçamento"? Exprime unicamente o traço que mais salta aos olhos do processo que se está desenvolvendo diante de nós; mostra que o observador conta as árvores e não vê o bosque, que copia servilmente o exterior, o acidental, o caótico; indica que o observador é um homem esmagado pelos materiais em bruto e que não compreende nada do seu sentido e significação. "Entrelaçam-se acidentalmente" a posse de ações, as relações entre os proprietários particulares. Mas o que constitui o fundo desse entrelaçamento, o que se encontra por detrás dele, são as relações sociais de produção que mudam continuamente. Quando uma grande empresa se transforma em empresa gigante e organiza sistematicamente, apoiando-se num cálculo exacto duma grande massa de dados, o abastecimento de 2/3 ou 3/4 das matérias-primas necessárias a uma população de várias dezenas de milhões; quando se organiza sistematicamente o transporte dessas matérias-primas para os pontos de produção mais cômodos, que se encontram por vezes separados por centenas e milhares de quilometros; quando, a partir de um centro, se dirige a transformação sucessiva do material, em todas as suas diversas fases, até obter as numerosas espécies de produtos manufaturados; quando a distribuição desses produtos se efetua segundo um plano único a dezenas e centenas de milhões de consumidores (venda de petróleo na América e na Alemanha pelo trust do petróleo americano), então percebe-se com evidência que nos encontramos perante uma socialização de produção, e não perante um simples "entrelaçamento", percebe-se que as relações de economia e de propriedade privadas constituem um invólucro que não corresponde já ao conteúdo, que esse invólucro deve inevitavelmente decompor-se se a sua supressão for adiada artificialmente, que pode permanecer em estado de decomposição durante um período relativamente longo (no pior dos casos, se a cura do tumor oportunista se prolongar demasiado), mas que, de qualquer modo, será inelutavelmente suprimida.
Schulze-Gaevernitz, admirador entusiasta do imperialismo alemão, exclama:
"Se, no fim de contas, a direção dos bancos alemães se encontra nas mãos de uma dúzia de pessoas, a sua atividade é já, atualmente, mais importante para o bem público do que a atividade da maioria dos ministros" (neste caso é mais vantajoso esquecer o "entrelaçamento" existente entre banqueiros, ministros, industriais, rentiers, etc.). "... Se refletirmos até ao fim sobre o desenvolvimento das tendências que apontamos, chegamos à seguinte conclusão: o capital-dinheiro da nação está unido nos bancos; os bancos estão unidos entre si no cartel; o capital da nação, que procura a maneira de ser aplicado, tomou a forma de títulos de valor. Então cumprem-se as palavras geniais de Saint-Simon: "A anarquia actual da produção, conseqüência do fato de as relações econômicas se desenvolverem sem uma regulação uniforme, deve dar lugar à organização da produção. A produção não será dirigida por empresários isolados, independentes uns dos outros, que ignoram as necessidades económicas dos homens; a produção encontrar-se-á nas mãos de uma instituição social determinada. O comitê central de administração, que terá a possibilidade de observar a vasta esfera da economia social de um ponto de vista mais elevado, regulá-la-á da maneira mais útil para toda a sociedade, entregará os meios de produção nas mãos apropriadas para isso, e preocupar-se-á, sobretudo, com a existência de uma harmonia constante entre a produção e o consumo. Existem instituições que incluíram entre os seus fins uma determinada organização da atividade econômica: os bancos. Estamos ainda longe do cumprimento destas palavras de Saint-Simon, mas encontramo-nos já em vias de o conseguir: será um marxismo diferente do que Marx imaginava, mas diferente apenas na forma."
Não há dúvida: excelente "refutação" de Marx, que dá um passo atrás, que retrocede da análise científica exacta de Marx para a conjectura - genial, mas mesmo assim conjectura - de Saint-Simon.
quinta-feira, julho 23, 2009
Escárnios
Desatarei a fantasia em cauda de pavão num ciclo de matizes,
entregarei a alma ao poder do enxame das rimas imprevistas.
Ânsia de ouvir de novo como me calarão das colunas das revistas
esses que sob a árvore nutriz escavam com seus focinhos as raízes.
entregarei a alma ao poder do enxame das rimas imprevistas.
Ânsia de ouvir de novo como me calarão das colunas das revistas
esses que sob a árvore nutriz escavam com seus focinhos as raízes.
Obama
Suspensão da Helms-Burton durante seis meses?? Éna pá, "porreiro", quando é que entra em vigor?
Suspensão de um parágrafo da Lei Torricelli? Mas essa suspensão não tinha sido aprovada há décadas?
Eliminação da base de Guantanamo? Mas não tinha sido já?
Criação de estructura sanitária pública? Assim, pelo menos, a minha prima, a quem as seguradoras já não admitem por ter tido um câncro, poderá ser assistida. Para quando(porque eu também perdi o emprego)?
Retirada das tropas no Iraque? Até que enfim... E no Afganistão, Alemanha, Espanha, Geórgia, Paquistão, Kosovo, etc. Etc.
Um presidente veraz? Na América? E em Portugal, sabes alguma coisa??
Suspensão de um parágrafo da Lei Torricelli? Mas essa suspensão não tinha sido aprovada há décadas?
Eliminação da base de Guantanamo? Mas não tinha sido já?
Criação de estructura sanitária pública? Assim, pelo menos, a minha prima, a quem as seguradoras já não admitem por ter tido um câncro, poderá ser assistida. Para quando(porque eu também perdi o emprego)?
Retirada das tropas no Iraque? Até que enfim... E no Afganistão, Alemanha, Espanha, Geórgia, Paquistão, Kosovo, etc. Etc.
Um presidente veraz? Na América? E em Portugal, sabes alguma coisa??
quarta-feira, julho 22, 2009
Assistindo ao definhar do capitalismo
P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.
Quando os homens se convençam
que a força nada faz,
serão felizes os que pensam
num mundo de amor e paz.
Não sou esperto nem bruto,
nem bem nem mal educado:
sou simplesmente o produto
do meio em que fui criado.
Quantas sedas aí vão,
quantos colarinhos,
são pedacinhos de pão
roubados aos pobrezinhos!
Quem nada tem, nada come;
e ao pé de quem tem de comer,
se alguém disser que tem fome,
comete um crime, sem querer
Vinho que vai para vinagre
não retrocede o caminho;
só por obra de milagre,
pode de novo ser vinho.
Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado;
O ribeirinho não morre
Vai correr por outro lado.
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.
Quando os homens se convençam
que a força nada faz,
serão felizes os que pensam
num mundo de amor e paz.
Não sou esperto nem bruto,
nem bem nem mal educado:
sou simplesmente o produto
do meio em que fui criado.
Quantas sedas aí vão,
quantos colarinhos,
são pedacinhos de pão
roubados aos pobrezinhos!
Quem nada tem, nada come;
e ao pé de quem tem de comer,
se alguém disser que tem fome,
comete um crime, sem querer
Vinho que vai para vinagre
não retrocede o caminho;
só por obra de milagre,
pode de novo ser vinho.
Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado;
O ribeirinho não morre
Vai correr por outro lado.
e com os receios espantados...
"Nunca soube se Carlos, o peruano, previu que a sua mão no meu ombro me atiraria para essa aventura. Lembro-me dele muitas vezes. E como não?! Se devo a esse quase desconhecido o grande salto que dei no tempo, antecipandome as dúvidas que iriam atormentar-me, por certo, durante mais uns anos!
Aprendiz no ofício, atirei-me de chapuz para dentro das dificuldades, com o gosto de lhe acrescentar mais algumas de minha conta. Não há como a juventude para espantar receios."
Aprendiz no ofício, atirei-me de chapuz para dentro das dificuldades, com o gosto de lhe acrescentar mais algumas de minha conta. Não há como a juventude para espantar receios."
terça-feira, julho 21, 2009
¿Dúvidas?
Yuri Gagarin foi o primeiro cosmonauta que viajou ao espaço, o primeiro animal tinha sido a Laica. A primeira mentira espacial, para não destoar, pode ter sido americana.
Desde o desaparecimento, todos falecidos nas mais estranhas condições e a milhares de kilómetros de distancia, da equipa que gravou, sob a direcção de Stanley Kubrick - um projecto de Rumsfeld aceite por Nixon - um simulacro da alunizagem para "apresentar" à população caso a missão falhasse, muitas teorias se têm defendido.
Através deste vídeo podemos identificar diversas incoerências, contradicções, que impossibilitariam o mais crédulo de afirmar que o passeio luar foi um facto.
Contudo, e não será por acaso que a Fox - do Turner, mais um esbirrozito - se empenhou em apresentá-lo, no final do mesmo documentario podemos dar-nos conta de como se prepara, ainda, a população para perpetuar um dos maiores enganos de sempre.
Assim, afirma-se nesta peça que, o Japão, tinha em 2001, em projecto, a construcção de um foguetão com uma lente tão potente que rastrearia o sólo do nosso satélite milimétricamente. Porém, aconteceu que, esse projecto não viu a luz do dia, ou o "dark side of the moon".
Por outra parte, esta mesma noite, na TVE, canal privado da última aquisição imperialista, ouvi um jornalista, muito exaltado, descompensado até - se o conhecermos na sua função de pivôt dos serviços informativos, oferecendo adjectivos a todos aqueles que ainda não puderam acreditar em algo para o qual não têm provas abonatórias da sua veracidade senão contrárias. O que defendia o pseudo-manipulador era que, dentro de dois meses veremos imagens da lua, imagens de alta resolução, nas quais poderemos encontrar os despojos da diferentes missões Apollo.
Voltando à base, que não a Nevada, pregunto eu -Não caberia pensar que também essas imagens, se algum dia aparecerem, podem ter sido manipuladas, desta feita com apelo à moderna tecnologia actual?
Não seria possivel que, se algum despojo se encontrára, que o mesmo tivesse sido para a lua enviado, disparado?
Aqui fica um curioso trabalho:
A revolução é hoje!
Desde o desaparecimento, todos falecidos nas mais estranhas condições e a milhares de kilómetros de distancia, da equipa que gravou, sob a direcção de Stanley Kubrick - um projecto de Rumsfeld aceite por Nixon - um simulacro da alunizagem para "apresentar" à população caso a missão falhasse, muitas teorias se têm defendido.
Através deste vídeo podemos identificar diversas incoerências, contradicções, que impossibilitariam o mais crédulo de afirmar que o passeio luar foi um facto.
Contudo, e não será por acaso que a Fox - do Turner, mais um esbirrozito - se empenhou em apresentá-lo, no final do mesmo documentario podemos dar-nos conta de como se prepara, ainda, a população para perpetuar um dos maiores enganos de sempre.
Assim, afirma-se nesta peça que, o Japão, tinha em 2001, em projecto, a construcção de um foguetão com uma lente tão potente que rastrearia o sólo do nosso satélite milimétricamente. Porém, aconteceu que, esse projecto não viu a luz do dia, ou o "dark side of the moon".
Por outra parte, esta mesma noite, na TVE, canal privado da última aquisição imperialista, ouvi um jornalista, muito exaltado, descompensado até - se o conhecermos na sua função de pivôt dos serviços informativos, oferecendo adjectivos a todos aqueles que ainda não puderam acreditar em algo para o qual não têm provas abonatórias da sua veracidade senão contrárias. O que defendia o pseudo-manipulador era que, dentro de dois meses veremos imagens da lua, imagens de alta resolução, nas quais poderemos encontrar os despojos da diferentes missões Apollo.
Voltando à base, que não a Nevada, pregunto eu -Não caberia pensar que também essas imagens, se algum dia aparecerem, podem ter sido manipuladas, desta feita com apelo à moderna tecnologia actual?
Não seria possivel que, se algum despojo se encontrára, que o mesmo tivesse sido para a lua enviado, disparado?
Aqui fica um curioso trabalho:
A revolução é hoje!
domingo, julho 19, 2009
"A Imprensa e os Déspotas Alemães"
“Nossos leitores estão cientes do rápido progresso na Alemanha dos princípios republicanos e comunistas, que causaram terror incomum entre o bando coroado e seus assessores daquela grande confederação de nações [i.e. a Confederação Alemã]. Medidas adicionais de repressão estão, então, sendo postas em prática para investigar o crescimento dessas “doutrinas perigosas”, especialmente na "Prússia". Sabe-se que no ano de "1834", uma secreta Conferência de Plenipotenciários aconteceu em Viena, onde um Protocolo foi acordado, mas, apenas recentemente publicado, impondo as mais absolutas restrições à imprensa e proclamando e reforçando o “direito divino” dos Príncipes sobre todos os órgãos legislativos e populares de outra ordem. Assim, como um exemplo do princípio da “Sagrada Aliança” desse Protocolo atroz, podemos citar que o décimo-oitavo artigo afirma que:
“Príncipes, que estão ameaçados em seus Estados por alguma infração das ordens protocoladas pelo decreto da Dieta de "1832", devem dissolver esses Estados e obter apoio militar do restante da Confederação.”
Nós devemos acrescentar, como prova de como a igualdade e a liberdade de imprensa é entendida na "Prússia", que ordens estritas foram dadas aos censores em Colónia, em Münster e outras cidades católicas, para não permitirem a republicação de qualquer parte dos julgamentos irlandeses que estão acontecendo. Um jornal alemão quis mandar um repórter ou correspondente para Dublin, mas, não havia esperança de autorização da publicação nem mesmo de sua carta. No entanto, a liberdade será triunfante, apesar das masmorras e baionetas deles.”
E foi!
A revolução é hoje!
“Príncipes, que estão ameaçados em seus Estados por alguma infração das ordens protocoladas pelo decreto da Dieta de "1832", devem dissolver esses Estados e obter apoio militar do restante da Confederação.”
Nós devemos acrescentar, como prova de como a igualdade e a liberdade de imprensa é entendida na "Prússia", que ordens estritas foram dadas aos censores em Colónia, em Münster e outras cidades católicas, para não permitirem a republicação de qualquer parte dos julgamentos irlandeses que estão acontecendo. Um jornal alemão quis mandar um repórter ou correspondente para Dublin, mas, não havia esperança de autorização da publicação nem mesmo de sua carta. No entanto, a liberdade será triunfante, apesar das masmorras e baionetas deles.”
E foi!
A revolução é hoje!
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Friedrich Engels - 3 de Fevereiro de 1844
quarta-feira, julho 15, 2009
O futuro: o socialismo
"A tarefa política central na situação presente é a luta por uma viragem democrática. Mas o nosso horizonte e a nossa perspectiva são mais largos. A luta por soluções a curto prazo e a médio prazo não contradiz, antes, é um elemento constitutivo da luta por uma sociedade libertada da exploração do homem pelo homem, das grandes desigualdades e injustiças sociais dos terríveis flagelos do capitalismo.
Combatemos as concepções, campanhas, tendência e teorizações que visam criar a idéia de que o capitalismo é um sistema superior e final, de que a desagregação da União Soviética mostra o fim de uma utopia e o fracasso e a inviabilidade do socialismo.
A realidade mundial e a realidade nos países capitalistas está mostrando que o capitalismo, pela sua própria natureza exploradora, opressora e agressiva, não só se mostra incapaz de resolver os mais graves problemas da humanidade, como está agravando, no quadro das insanáveis contradições que se aprofundam na crise geral do sistema.
É inevitável um recrudescimento da luta dos trabalhadores, um novo ascenso das lutas revolucionárias, novos movimentos de libertação social, política, cultural e nacional, revigoramento do movimento comunista e revolucionário mundial, novas revoluções socialistas, tendo como objetivo fundamental a construção de uma sociedade melhor, uma sociedade socialista.
Em todo o mundo, a luta por tal objetivo recebeu inspiração, força e confiança na Revolução de Outubro de 1917 na Rússia, cujas realizações, conquistas e experiências, e cuja influência no desenvolvimento e vitórias da luta libertadora dos trabalhadores e dos povos de todo o mundo, é incontestável. Continuamos a considerar a Revolução de Outubro e a construção do socialismo na União Soviética como fazendo parte do patrimônio e experiência histórica de valor universal.
Ao longo do século XX multiplicaram-se revoluções socialistas e nacional-libertadoras. As experiências diversificaram-se. Alcançando grandes vitórias e grandes conquistas para os trabalhadores e para os povos. Ruiu o sistema colonial. Mas o processo universal, que parecia progressivo e ininterrupto, sofreu grandes derrotas e foi obrigado a consideráveis recuos. Por um lado porque o capitalismo mostrou potencialidades que haviam sido menosprezadas. Por outro lado, porque se verificaram fenômenos e evoluções em países socialistas, contrariando objetivos fundamentais sempre proclamados pelos comunistas.
Aprendendo com a experiência, o nosso Partido definiu o seu próprio projeto de uma sociedade socialista para Portugal cujas linhas gerais o nosso Congresso confirma.
A nossa própria experiência das conquistas de Abril mostra, porém, que num processo revolucionário, a intervenção determinante e criativa das massas populares introduz elementos novos e corretos de projeto inicial.
Seria absurdo pensar para a superação do sistema sócio-econômico do capitalismo existe um “modelo” de processo revolucionário e um “modelo” de sociedade socialista de aplicação e validade universal.
O capitalismo demorou séculos para tornar-se um sistema mundial e teve pelo mundo as mais variadas formas de economia mista e as mais variadas formas de regimes políticos. É imprevisível (as experiências do XX reforçam a previsão) que o socialismo e o comunismo venham a ter um percurso histórico igualmente irregular e desigual nos caminhos e nas soluções.
Esta visão da história é, a nosso ver, necessária para a compreensão das experiências passadas e para melhor ajuizar das experiências presentes e das revoluções socialistas do futuro.
Um dos traços da situação mundial presente é violenta e brutal ofensiva do imperialismo (intervenções militares, guerras declaradas e não declaradas, bloqueios econômicos, pressões diplomáticas, estrangulamentos financeiros, ações de terrorismo de Estado) para restabelecer e conseguir estabilizar sua hegemonia mundial e impedir o novo surto que consideramos inevitável na luta revolucionária dos trabalhadores e do povo.
O imperialismo apóia ferozes ditaduras e regimes autoritários, tudo faz para sufocar e dividir o movimento operário, liquidar os movimentos sindicais de classe, dividir e abafar as forças progressistas, liquidar, perverter ou reduzir a uma insignificante influência os partidos comunistas, colocando fim, se pudessem, ao movimento comunista internacional e a perspectiva do seu novo desenvolvimento co outras forças revolucionárias.
E também, com caráter estratégico tentar cercar, abafar, criar condições para restaurar o capitalismo e impor com seu domínio em países que (com soluções diversas) insistem em definir com sua orientação e seu projeto a construção de uma sociedade socialista.
As forças do imperialismo atingem um cinismo sem limites. Ao mesmo tempo que apóiam os mais sanguinários governos facetas e autocráticos e que nos seus países abafam as liberdades e a democracia e desrespeitam elementares direitos humanos, invocam a democracia e os direitos humanos para desencadear colossais campanhas e agressões contra outros paises.
O projeto e proposta de nosso Partido de uma sociedade socialista para Portugal diferencia-se em muitos aspectos da construção do socialismo proposto ou em curso em outros países.
O XV Congresso confirma, porém, a nossa frontal recusa em participar nas campanhas do imperialismo e a nossa determinação em aprofundar e reforçar os laços de cooperação, solidariedade recíproca e amizade com os partidos comunistas e revolucionários, com os trabalhadores e com o movimento operário, com as forças progressistas, com os partidos no poder que insistem no objetivo de construir o socialismo nos seus países.
Eles aqui estão representados no nosso Congresso, e aqui os saudamos fraternalmente, assim como saudamos as delegações de partido comunistas, de outros partidos revolucionários e progressistas, e de organizações e movimentos sociais.
A situação mundial impõe cada vez mais a compreensão, a solidariedade recíproca, ações comuns ou convergentes na luta contra o imperialismo.
O nosso XV Congresso confirma que o PCP continuará a dar a sua contribuição com esses tão imperiosos objetivos."
Combatemos as concepções, campanhas, tendência e teorizações que visam criar a idéia de que o capitalismo é um sistema superior e final, de que a desagregação da União Soviética mostra o fim de uma utopia e o fracasso e a inviabilidade do socialismo.
A realidade mundial e a realidade nos países capitalistas está mostrando que o capitalismo, pela sua própria natureza exploradora, opressora e agressiva, não só se mostra incapaz de resolver os mais graves problemas da humanidade, como está agravando, no quadro das insanáveis contradições que se aprofundam na crise geral do sistema.
É inevitável um recrudescimento da luta dos trabalhadores, um novo ascenso das lutas revolucionárias, novos movimentos de libertação social, política, cultural e nacional, revigoramento do movimento comunista e revolucionário mundial, novas revoluções socialistas, tendo como objetivo fundamental a construção de uma sociedade melhor, uma sociedade socialista.
Em todo o mundo, a luta por tal objetivo recebeu inspiração, força e confiança na Revolução de Outubro de 1917 na Rússia, cujas realizações, conquistas e experiências, e cuja influência no desenvolvimento e vitórias da luta libertadora dos trabalhadores e dos povos de todo o mundo, é incontestável. Continuamos a considerar a Revolução de Outubro e a construção do socialismo na União Soviética como fazendo parte do patrimônio e experiência histórica de valor universal.
Ao longo do século XX multiplicaram-se revoluções socialistas e nacional-libertadoras. As experiências diversificaram-se. Alcançando grandes vitórias e grandes conquistas para os trabalhadores e para os povos. Ruiu o sistema colonial. Mas o processo universal, que parecia progressivo e ininterrupto, sofreu grandes derrotas e foi obrigado a consideráveis recuos. Por um lado porque o capitalismo mostrou potencialidades que haviam sido menosprezadas. Por outro lado, porque se verificaram fenômenos e evoluções em países socialistas, contrariando objetivos fundamentais sempre proclamados pelos comunistas.
Aprendendo com a experiência, o nosso Partido definiu o seu próprio projeto de uma sociedade socialista para Portugal cujas linhas gerais o nosso Congresso confirma.
A nossa própria experiência das conquistas de Abril mostra, porém, que num processo revolucionário, a intervenção determinante e criativa das massas populares introduz elementos novos e corretos de projeto inicial.
Seria absurdo pensar para a superação do sistema sócio-econômico do capitalismo existe um “modelo” de processo revolucionário e um “modelo” de sociedade socialista de aplicação e validade universal.
O capitalismo demorou séculos para tornar-se um sistema mundial e teve pelo mundo as mais variadas formas de economia mista e as mais variadas formas de regimes políticos. É imprevisível (as experiências do XX reforçam a previsão) que o socialismo e o comunismo venham a ter um percurso histórico igualmente irregular e desigual nos caminhos e nas soluções.
Esta visão da história é, a nosso ver, necessária para a compreensão das experiências passadas e para melhor ajuizar das experiências presentes e das revoluções socialistas do futuro.
Um dos traços da situação mundial presente é violenta e brutal ofensiva do imperialismo (intervenções militares, guerras declaradas e não declaradas, bloqueios econômicos, pressões diplomáticas, estrangulamentos financeiros, ações de terrorismo de Estado) para restabelecer e conseguir estabilizar sua hegemonia mundial e impedir o novo surto que consideramos inevitável na luta revolucionária dos trabalhadores e do povo.
O imperialismo apóia ferozes ditaduras e regimes autoritários, tudo faz para sufocar e dividir o movimento operário, liquidar os movimentos sindicais de classe, dividir e abafar as forças progressistas, liquidar, perverter ou reduzir a uma insignificante influência os partidos comunistas, colocando fim, se pudessem, ao movimento comunista internacional e a perspectiva do seu novo desenvolvimento co outras forças revolucionárias.
E também, com caráter estratégico tentar cercar, abafar, criar condições para restaurar o capitalismo e impor com seu domínio em países que (com soluções diversas) insistem em definir com sua orientação e seu projeto a construção de uma sociedade socialista.
As forças do imperialismo atingem um cinismo sem limites. Ao mesmo tempo que apóiam os mais sanguinários governos facetas e autocráticos e que nos seus países abafam as liberdades e a democracia e desrespeitam elementares direitos humanos, invocam a democracia e os direitos humanos para desencadear colossais campanhas e agressões contra outros paises.
O projeto e proposta de nosso Partido de uma sociedade socialista para Portugal diferencia-se em muitos aspectos da construção do socialismo proposto ou em curso em outros países.
O XV Congresso confirma, porém, a nossa frontal recusa em participar nas campanhas do imperialismo e a nossa determinação em aprofundar e reforçar os laços de cooperação, solidariedade recíproca e amizade com os partidos comunistas e revolucionários, com os trabalhadores e com o movimento operário, com as forças progressistas, com os partidos no poder que insistem no objetivo de construir o socialismo nos seus países.
Eles aqui estão representados no nosso Congresso, e aqui os saudamos fraternalmente, assim como saudamos as delegações de partido comunistas, de outros partidos revolucionários e progressistas, e de organizações e movimentos sociais.
A situação mundial impõe cada vez mais a compreensão, a solidariedade recíproca, ações comuns ou convergentes na luta contra o imperialismo.
O nosso XV Congresso confirma que o PCP continuará a dar a sua contribuição com esses tão imperiosos objetivos."
terça-feira, julho 14, 2009
A evolução de um inconformado?
Imaginas o motivo pelo qual esta canção foi proibida no 11/9?
Imaginas quem realmente assassinou e calou este Homem?
Imaginas quantas alvoradas provocou esta canção?
Imaginas um "today" não sendo a realidade?
Imaginas o comunismo de outra forma?
A revolução é hoje!
Imaginas quem realmente assassinou e calou este Homem?
Imaginas quantas alvoradas provocou esta canção?
Imaginas um "today" não sendo a realidade?
Imaginas o comunismo de outra forma?
A revolução é hoje!
domingo, julho 12, 2009
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