domingo, outubro 04, 2009

O Que Fazer Para Aprender o Comunismo? (III)


A velha escola
Nos é apresentada a questão de como coordenar todos estes aspectos para aprender o comunismo. Que devemos extrair da velha escola e da velha ciência? A velha escola declarava que queria criar homens instruídos em todos os domínios e que ensinava as ciências em geral. Já sabemos que era pura mentira, posto que toda a sociedade se baseava e se cimentava na divisão dos homens em classes, em exploradores e explorados. Como é natural, toda a velha escola, imbuída do espírito de classe, não transmitia conhecimentos a não ser aos filhos da burguesia. Cada uma das suas palavras estava adaptada aos interesses da burguesia.
Nestas escolas, em vez de educar os jovens operários e camponeses, preparavam-nos para dar maior rendimento a essa burguesia. Educavam-nos com a finalidade de formar servidores úteis, capazes de aumentar os benefícios da burguesia, sem perturbar a sua ociosidade e sossego. Por isso, ao condenar a antiga escola, propusemo-nos extrair dela unicamente o que nos é necessário para alcançar uma verdadeira educação comunista.
E agora vou tratar das censuras, das acusações que se dirigem comumente à escola antiga e que levam muitas vezes a interpretações inteiramente falsas.
Diz-se que a velha escola era uma escola livresca, uma escola de adestramento autoritário, uma escola de ensino memorizador. É verdade, mas tem que se saber distinguir, na velha escola, o que é mau do que é útil, há o que saber escolher o indispensável para o comunismo.
A velha escola era livresca, obrigada a armazenar uma quantidade de conhecimentos inúteis, supérfluos, mortos, que obstruíam o raciocínio e transformavam a geração jovem num exército de funcionários talhados todos pelo mesmo padrão. Mas concluir daí que se pode ser comunista sem haver assimilado o tesouro de conhecimentos acumulados pela humanidade, seria cometer um erro. Enganar-nos-íamos se pensássemos que basta saber os lemas comunistas, as conclusões da ciência comunista, sem ter assimilado a soma de conhecimentos que deram origem à teoria do comunismo.
O marxismo é um exemplo de como o comunismo se enraíza da soma de conhecimentos adquiridos pela humanidade.
Já terão lido e ouvido que a teoria comunista, a ciência comunista, criada principalmente por Marx, que esta doutrina do marxismo deixou de ser obra de um só socialista do século 21 realmente genial, para transformar-se na doutrina de milhões e dezenas de milhões de proletários do mundo inteiro, que se inspiram nessa teoria como base da sua luta contra o capitalismo. E se perguntarem por que é que a doutrina de Marx conquistou milhões e dezenas de milhões de adeptos na classe mais revolucionária, terão uma só resposta: é porque Marx se apoiava numa sólida base de conhecimentos humanos, adquiridos sob o capitalismo. Ao estudar as leis do desenvolvimento da sociedade humana, Marx compreendeu o caráter inevitável do desenvolvimento do capitalismo que conduz ao comunismo, e – o que é essencial – baseando-se exclusivamente no estudo mais exato, mais detalhado e mais profundo dessa mesma sociedade capitalista, assimilando plenamente tudo o que a ciência alcançara até então.
Marx analisou tudo o que havia criado a sociedade humana, com espírito crítico, sem desprezar um só ponto. Analisou tudo o que havia criado o pensamento humano, submetendo-o a crítica, e comprovando-o na prática por intermédio do movimento operário; formulou a seguir conclusões que os homens que se encontravam encerrados nos limites estreitos da estrutura burguesa, ou encadeados pelos preconceitos burgueses não podiam extrair.
Há que recordá-lo quando falamos, por exemplo, da cultura proletária. Se não nos apercebemos de que só se pode conceber essa cultura proletária conhecendo exatamente a cultura que a humanidade criou no decurso da sua evolução e que foi elaborando gradualmente, se não tivermos consciência desse fato, não poderemos esquecer esse problema.
A cultura proletária não surge de fonte desconhecida, não brota do cérebro dos que se chamam especialistas na matéria. Seria absurdo pensá-lo. A cultura proletária origina-se, forçosamente, a partir do desenvolvimento lógico do conjunto de conhecimentos conquistados pela humanidade sob o jugo da sociedade capitalista, da sociedade dos latifundiários e dos burocratas.
Estes são caminhos e os atalhos que encaminharam e continuam encaminhando em direção à cultura proletária, do mesmo modo que a economia política, transformada por Marx, nos mostrou aonde haverá de chegar a sociedade humana, indicou-nos o rumo da luta de classes, do desabrochar da revolução proletária.
É freqüente ouvirmos, tanto a representantes da juventude como a certos defensores dos novos métodos de ensino, atacar a velha escola, dizendo que somente fazia aprender de cor os textos e, então, a isto lhes respondemos que, apesar disso, é preciso tirar dessa velha escola tudo o que tinha de bom.
Não há que imitá-la sobrecarregando a memória dos jovens com um peso desmedido de conhecimentos (90% inúteis) e, aliás, alienados do seu contexto; mas daí não se infere, de modo algum, que possamos contentar-nos com conclusões comunistas e limitar-nos a aprender de memória os lemas respectivos. Deste modo não chegaríamos jamais ao comunismo. Para se chegar a ser comunista, tem que se enriquecer a memória com os conhecimentos de todas as riquezas criadas pela humanidade.

sábado, outubro 03, 2009

Autarcas CDU (IV)


Palmela:

O Arquitecto Paisagista Rui Farinha, da Câmara Municipal de Palmela, foi distinguido com o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista 2009, na categoria Espaços Públicos Urbanos, com o projecto de Requalificação do Largo de S. João, Quinta da Cerca e Largo Engº Jacinto Augusto Pereira, na vila de Palmela.


A revolução é hoje!

sexta-feira, outubro 02, 2009

O Que Fazer Para Aprender o Comunismo? (II)

A divisão entre teoria e prática
Um dos piores defeitos, uma das piores calamidades que nos deixou como herança a antiga sociedade capitalista, é um completo divórcio entre o livro e a vida prática, pois tínhamos livros nos quais tudo estava exposto de forma perfeita, mas na maioria dos casos não eram senão uma repugnante e hipócrita mentira, que nos pintava um quadro falso da sociedade comunista. Por isso seria um grande erro limitar-se a aprender o comunismo simplesmente a partir do que dizem os livros.

Os nossos discursos e artigos de agora não são simples repetição do que antes se disse sobre o comunismo, porque estão ligados ao nosso trabalho cotidiano, sob todos os aspectos. Sem trabalho, sem luta, o conhecimento livresco do comunismo (adquirido em folhetos e obras comunistas) não tem absolutamente nenhum valor, porque não faria mais que continuar o antigo divórcio entre a teoria e a prática, que era a característica mais repugnante da velha sociedade burguesa.

O perigo seria muito maior, todavia, se quiséssemos aprender somente as consignas comunistas. Se não compreendermos a tempo a importância deste perigo, se não fizermos toda espécie de esforços para evitá-lo, a existência de meio milhão ou de um milhão de jovens de ambos os sexos, que depois de semelhante estudo do comunismo se intitulassem comunistas, causaria um considerável prejuízo à causa do comunismo.

Autarcas CDU (III)


Carnide:

A freguesia lisboeta de Carnide recebeu um Premio Internacional sobre Boas Práticas em Participação Cidadã.

O projecto de Carnide competiu com outras 26 experiências internacionais de países tão distintos como seja a Argentina, o Peru, a Espanha, o México, o Brasil, a Itália, a França ou o Canadá.

A avaliação ficou a cargo de um comité que reúne representantes de autarquias locais e de universidades internacionais.

Participam mais pessoas no Orçamento Participativo da Freguesia de Carnide, do que no orçamento participativo da CM de Lisboa.


A revolução é hoje!

quinta-feira, outubro 01, 2009

O Que Fazer Para Aprender o Comunismo? (I)

Camaradas, quero falar-lhes hoje das tarefas fundamentais da União das Juventudes Comunistas e, por esse motivo, do que devem ser as organizações da juventude numa república socialista, de um modo geral.

Este problema merece tanto mais a nossa atenção quanto é certo, em determinado sentido, poder-se afirmar que é precisamente à juventude a quem incumbe a verdadeira tarefa de criar a sociedade comunista. Pois é evidente que a geração de militantes educada sob o regime capitalista pode, na melhor das hipóteses, resolver o trabalho de destruir os alicerces da velha sociedade capitalista baseada na exploração. O máximo que poderá fazer será levar a cabo a tarefa de organizar um regime social que concorra para que o proletariado e as classes trabalhadoras conservem o poder nas suas mãos e para criar uma base sólida, sobre a qual poderá vir a edificar unicamente a geração que começa agora a trabalhar já em novas condições, numa situação em que não se observa a exploração entre os homens.

Pois bem, ao abordar, sob este ponto de vista, o problema das tarefas da juventude, devo dizer que essas tarefas de um modo geral e da União das Juventudes Comunistas, assim como de outras organizações semelhantes, poderiam definir-se numa só palavra: aprender.

Está claro que isto não passa de “uma palavra”, que não corresponde às interrogações mais essenciais: aprender o quê e como? E neste problema o essencial é que, com a transformação da velha sociedade comunista, não podem continuar a ser o que eram. Ora bem, o ensino, a educação e a instrução da juventude devem partir dos materiais que nos legou a antiga sociedade.

Não podemos edificar o comunismo senão a partir da sociedade de conhecimentos, organizações e instituições, do acervo de meios e forças humanas que herdamos da velha sociedade. Só transformando o ensino radicalmente, a organização e a educação da juventude, conseguiremos que o resultado dos esforços da jovem geração seja a criação de uma sociedade que não se pareça com a antiga: isto é, a sociedade comunista.

Devido a esse fato, devemos examinar detalhadamente aquilo que devemos ensinar à juventude e como esta deve aprender se quer realmente merecer o nome de juventude comunista, de que modo haverá que prepará-la para que saiba terminar e coroar a obra que nós começamos.

Devo dizer que a primeira resposta, e a mais natural, parece ser a de que a união das juventudes, e em geral toda a juventude que queira o advento do comunismo, tem que entendê-lo.

Mas esta resposta, “entender o comunismo”, é demasiado geral. Que haverá de fazer para aprender o comunismo? Dentre a soma dos conhecimentos gerais, que se deverá escolher para adquirir a ciência do comunismo? Ameaça-nos, neste ponto, uma série de perigos, que surgem por toda a parte cada vez que se planeja mal o trabalho de aprender o comunismo quando se entenda de uma maneira demasiado unilateral.

À primeira vista, naturalmente, parece que aprender o comunismo é assimilar o conjunto dos conhecimentos expostos nos manuais, folhetos e trabalhos comunistas. Mas esta definição seria demasiado tosca e insuficiente.

Se o estudo do comunismo consistisse unicamente em saber o que dizem os trabalhos, livros e folhetos comunistas, isto originaria facilmente comunistas fanfarrões, o que muitas vezes nos causaria danos e prejuízos, já que estes homens, depois de haverem lido e muito aprendido o que se expõe nos livros e folhetos comunistas, seriam incapazes de coordenar todos esses conhecimentos e de atuar como realmente exige o comunismo.

Adaptação



Os governos, ao haverem perdido o seu equilibrio, estão assustados, intimidados e sumidos na confusão pelos gritos das classes intermedias da sociedade, que, colocadas entre os reis e seus súbditos, rompem o ceptro dos monarcas e usurpam a voz do povo.

Adaptação da carta de METTERNICH ao Czar, 1820




A revolução é hoje!

quarta-feira, setembro 30, 2009

Autarcas CDU (II)

Serpa:

Em 2oo7 a Rádio Clube reconheceu o comunista João Rocha como o autarca do ano no nosso país.
João Rocha reconheceu que o prémio era dos trabalhadores de Serpa, dos seus colegas de executivo e do seu Partido.
Depois de que a cultura se tenha enraizado como Oliveira, podendo os seus habitantes disfrutá-la todo o ano, em Serpa não se seguiu a tendência de construir, construir, rebentar com a cultura urbana, paisagística, obrigando a sua população a vender a vida à banca.


A revolução é hoje!

terça-feira, setembro 29, 2009

Marxismo/Leninismo

"A sociedade capitalista, considerada nas suas mais favoráveis condições de desenvolvimento, oferece-nos hoje uma democracia mais ou menos completa na República democrática. Contudo, essa democracia é sempre comprimida no quadro estreito da exploração capitalista, no fundo ela não passa da democracia de uma minoria, das classes possuidoras, dos ricos. A liberdade na sociedade capitalista continua a ser o que foi nas Repúblicas da Grécia antiga: uma liberdade de senhores fundada na escravidão. Os escravos assalariados de hoje, como consequência da exploração capitalista, vivem de tal forma alienados pelas necessidades e pela miséria, que nem tempo têm para se ocupar de "democracia" ou de "política". No curso normal e pacífico das coisas, a maioria da população encontra-se afastada da vida política e das questões que a influenciam."

A revolução é hoje!

segunda-feira, setembro 28, 2009

Autarquias CDU (I)

No caminho de evitar, desde a assunção do real alcance destas palavras, que mais uma vez os média alcancem os objectivos dos seus donos, deturpem a realidade, durante os próximos dias este espaço dedicar-se-á a informar quem o leia, hoje e no futuro, sobre o grau de responsabilidade e compromisso com que os autarcas CDU desenvolvem o seu trabalho ao serviço das populações. Contudo, de recordar os sucessivos recortes orçamentais para os municípios que o actual e anteriores governos têm promulgado na Assembleia da República



1º- Seixal:


Prémio autarquias 2006 pelo desenvolvimento do desporto escolar público.


1º lugar nacional dos prémios europeus de iniciativa empresarial, município pioneiro na simplificação administrativa.


Prémio das Melhores Práticas de Acolhimento e Integração, um prémio atribuído por várias fundações e outras instituições e organizações da Sociedade Civil.


Apresentado como um exemplo no aproveitamento das novas tecnologias, o "Seixal Digital" tornou-se um exemplo de criação serviços de valor acrescido para as populações.





A revolução é hoje!

Como em 1929, esperavam a direita, mas...

Ainda em fase de rescaldo, a conclusão primeira que podemos retirar do acto eleitoral vivido no passado dia 27 é que, indubitavelmente, somos um país decididamente de esquerda.
Numa segunda análise, concluir que, não no sentido que se entende no poema, somos ainda vítimas de certo analfabetismo político.
Em terceiro lugar, a perda de confiança na democracia é, de forma cada vez mais preocupante, um sinal que se pode entender como uma abjecta mas tangível realidade.

Em primeiro lugar, no relativo à polarização da vontade dos Portugueses na “esquerda”, se atendermos à vitória do partido pseudo-socialista, tornar-se-á simples entender que, mesmo atacados nos seus direitos; espoliados das suas conquistas, o alarde do “el dorado”; da opulência a crédito com a qual se tem nublado a perspectiva de muitos cidadãos, se desvaneceu.
Assim mesmo, não está demais observar que, a polarização de uma imensa parte do eleitorado da alternância sem alternativa - esse sim o verdadeiro analfabeto político - num partido como o cds, revela o sentimento de decepção e o castigo que este pretende propinar à sua anterior opção de ilusório dualismo, o psd.
Não devemos contudo, escamoteá-los seria grave, deixar de perceber os motivos que estão na base do incremento da base de apoio do be, algo já patente nas eleições europeias. O be, por radicalizar o discurso do ps, pela natureza social do seu colectivo, por prescindir de ideologia, mas, sobretudo, por se autoproclamar um partido revolucionário que nunca foi, assimila ou absorve o voto dos socialistas que, à semelhança dos votantes do cds nestas eleições, pretendem punir o seu partido pelas políticas profundamente anti-sociais e fascizantes que veio praticando

Destas constatações podemos reiterar as conclusões do início deste texto, enquanto verificamos que a falta de confiança na nossa vontade não é mais que um reflexo do medo que impediria um recém-nascido aprender a andar, que a manipulação informativa ainda faz da mentira a balaustrada da nossa existência e assim do horizonte da temida liberdade.

Finalmente, e referindo-me ao nosso partido e à sua coligação... Cresceu, reafirmou-se, afirmou uma vez mais que o Socialismo no caminho do Comunismo é uma luta que se quer exaltada; potenciada, asseverando que, só com o esforço de todos nós, no esclarecimento; na fraternidade; na solidariedade com os oprimidos desta sociedade, poderemos congregar as mãos necessárias para agarrar o nosso futuro enquanto povo soberano da sua vontade.

A revolução é hoje!

Sustentadamente

Cada dia somos mais, com maior representação.

A luta continua!

sábado, setembro 26, 2009

Reflexão

"- A gente anda pr'aqui a tinir, e, no Norte, há dinheiro aos pontapés - sentenciou Catita aos companheiros.
- Cada pedra de volfrâmio é uma fortuna. Eu, mais dia menos dia, tento a sorte.
Outros puseram-se a imaginar riquezas fáceis.
- Quem sabe se ali na mina haverá disso? - lembrou um deles.
- O francês Henri disse que não...
- Pois eu - afiançou Robalo -, se a fábrica parar de vez, vou à procura de comer onde houver. A pedir esmola não me ajeito; e pra morrer de fome inda sou novo."



A revolução é hoje!

A saque?

A saque, poderemos ficar se insistirmos em dar credibilidade ao centrão que nos vem preterindo em favor dos interesses pessoais de todos, todos, os seus integrantes, entregando Portugal a terceiros e, assim, a existência do seu povo.

Já sabíamos que não existia plano de desenvolvimento para o nosso país, que o pacto de estabilidade só serve para nos manter no marasmo da estagnação, bem comportados e ciosos dos nossos chorudos ordenados ou das magnânimas garantias sociais que temos.

Uma conjuntura que se manipula até parecer com poucas probabilidades de gerar um entorno favorável a um comportamento somático, motivo pelo qual se manifestam os “calões”, contribuindo para a poupança em dispendiosos hospitais que mais não são que focos de infecções, às moscas, promovendo que os trabalhadores, mulheres e homens, acreditem que podem contar com o apoio necessário no desemprego; na doença; no inverno da reforma, contra a precariedade; contra a falta de qualidade na educação, com uma rede de transportes de ampla cobertura, uma planificação urbanística de vanguarda, facilidades para a promoção do desporto; do desenvolvimento tecnológico, com a soberania de um estado independente, capaz de mostrar novos mundos ao mundo. Ponto de partida imprescindível para nos encontrarmos culturalmente e evoluir no sentido de nos salvaguardarmos da deriva que nos torna a vida fútil. Depois dos caciques da direita terem subvertido as organizações cooperativas criadas no período do PREC, momento histórico fundamental para a nossa emancipação. De, paulatinamente, os sucessivos governos dos 33 últimos anos nos terem retirado os direitos conquistados a 48 anos de ditadura, é vital uma ruptura com esta aberração.

Provas tangíveis desta realidade é, a título de exemplo, a nossa relação com os estados vizinhos, neste caso com a dinâmica Espanha, onde cerca de 300 empresas nacionais integram o seu mercado, enquanto no nosso país são já 1200 Espanholas que mantêm actividade. Nos grandes investimentos nacionais, como o caso do Alqueva, o Castelhano passou a ser o 2º idioma da região. Na nossa excelsa política de meio-ambiente, que esquece a sustentabilidade do ecossistema fluvial, com rios cada vez mais poluídos, sobretudo pelo seu menor caudal devido à retenção além fronteiras, tornando mais competitivo o preço da sua produção, sem capacidade para pressionar o governo socialista de Madrid no sentido da implementação de sistemas de tratamento e, proporcionando mão-de-obra mais barata que aquela procedente de países do extinto pacto de Varsóvia.
Ainda assim, considerando que a população desse país não alcança a média europeia de nascimentos, mandamos as nossas mulheres parir do lado de lá, como por exemplo em Badajoz, onde o maior número de recém-nascidos durante 2008 foi de origem Portuguesa.

Contudo, o mais interessante, do ponto de vista económico, é que nos transformámos num país tão débil que até a banca do Reino nos abraça, demonstrado que ficou que os nossos bancos contam com o estado como companhia seguradora enquanto criamos produtos (empresas) de investimento para a banca pública estrangeira, como é o caso das “Cajas de ahorro y montepios” do resto da península.
Um exemplo desta entrega do país, para não nos referirmos à nossa zona económica exclusiva, é a seguinte história de um grupo empresarial chamado “Europac”, do qual o CEO para Portugal é o Sr. Fernando Padrón:

“Historia
Europac surge en diciembre de 1995 tras la fusión de Papelera de Castilla S.A. y Papeles y Cartones de Cataluña S.A. Se trata por tanto de un grupo joven pero con un saber hacer de más de 100 años y a los que se remonta el comienzo de sus actividades con la constitución de una fábrica de cartón.
Los acontecimientos más relevantes en la historia de Europac, de ayer a hoy han sido:
1995. Nace Europac bajo la denominación social de Papeles y Cartones de Europa, S.A. como resultado de la fusión de las empresas Papeles y Cartonajes de Cataluña y Papelera de Castilla. La nueva sociedad implanta una segunda línea de fabricación de papel y pone en marcha dos plantas de cogeneración orientadas a la producción de energía eléctrica y vapor para el autoconsumo.
1999. El grupo japonés Rengo Co. Ltd. entra en el capital de Europac como nuevo socio y tras adquirir Settu Corporation.
2000. Imocapital, sociedad portuguesa de Inversión, participada al 50% por Europac y Sonae Industria, adquiere el 65% del Grupo Público Gescartao S.G.P.S., S.A. Asimismo, en Portugal es adquirido el 100% del capital de la fabricante de embalaje de cartón F.P. Do Ave. Adquisición en España del 100% de las compañías de fabricación de embalaje Trasloga, Torrespack 2000 y Embalatges Sentelles.
2001. Adquiere el 40% de la empresa portuguesa Marimbal, dedicada a la transformación de cartón ondulado.
2003. Las sociedades Zoco Inversiones (formada por las cajas de ahorro Sa Nostra, Caja Canarias, Caja Sur y Caja Extremadura) junto con Carisa (en la que participan Caja de Ahorros El Monte, Caja San Fernando y Unicaja) entran en el capital de Europac como consecuencia de la salida ordenada del grupo japonés Rengo Co Ltd. donde participaba hasta la fecha con un 19,02%.
2004. Grupo Europac presenta el nuevo Plan de Organización elaborado con la colaboración de la consultora PriceWaterhouseCoopers (PwC). La actual organización responde a la nueva legislación en materia de Gobierno Corporativo y supone la separación de funciones entre el Presidente y el Consejero Delegado del grupo, asumiendo todas las funciones ejecutivas este último. En este año también se pone en marcha Sulpac, nueva fábrica en el sur de Portugal, para la producción de cajas de embalaje de cartón ondulado de alta calidad especializada en el sector agrícola. El importe de la inversión asciende a 10 millones de euros.
2005. Europac compra a Sonae el 50% de Imocapital elevando su participación en la filial Gescartao, SGPS, SA hasta el 81,66%. Para financiar parte de la citada operación, se lleva a cabo una ampliación de capital por 33 millones de euros que es suscrita al 100%.
2006: Europac culmina el proceso de fusión con sus filiales en España con efecto 1 de enero de 2006 y anuncia el lanzamiento de una Oferta de Adquisición por canje de acciones sobre el 15,3% del capital de Gescartao que todavía no poseía. La Junta General de Europac aprueba la ampliación de capital necesaria, por valor máximo de 65,4 millones de euros, para la compra de Gescartao. Asimismo, la Junta General de Accionistas de Europac aprobó poner en marcha un Plan de Acciones para Empleados (PAE) y elevar la retribución a los accionistas un 29,5% respecto al ejercicio anterior.

Por otra parte, el Grupo amplia sus negocios al sector de la recuperación de papel en Portugal con la compra de la empresa Manuel Rodrigues de Almeida & Filhos (MRA) a través de Gescartao, que adquiere el 51% de la sociedad. Además, en el centro de Europac situado en Viana do Castelo (Portugal) se inicia un proyecto para aumentar la capacidad productiva de la Máquina de Papel Nº4 (MP4) y que en esta primera fase aumentará su capacidad desde 270.000 t./año hasta 320.000 t./año en mayo 2007, mientras que la reforma de la Máquina de Papel MP3 de la fábrica situada en Alcolea de Cinca (Huesca) aumenta la capacidad de producción en un 30% y mejora la calidad del papel.
2007: El 5 de febrero Europac comienza a cotizar en el mercado portugués tras la oferta pública general y voluntaria de adquisición de acciones lanzada sobre el capital social de Gescartão (Gescartão SGPS, SA) y una semana después comienza el plazo de asignación de una ampliación de capital liberada en la que Europac asigna una acción nueva por cada doce acciones antiguas.

Tras la celebración de la Junta General de Accionistas de Europac volvió a arrancar la máquina de papel kraftliner de Viana do Castelo tras la parada que permitió aumentar su capacidad de producción a 320.000 toneladas anuales y en agosto la compañía comunica a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) y a la Comissaão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM) la venta de acciones de Gescartão de las que era titular a su sociedad participada Imocapital (Imocapital SGPS, SA), que pasó a controlar el 95,117% del capital y el 99,866% de los derechos de voto. Asimismo, se comunicó que Imocapital iniciaría un proceso de squeeze out para adquirir el control del 100% del capital de Gescartão.

Principales hechos en 2008

8 de enero
Europac adquiere la empresa portuguesa de recuperación de residuos NorGompapel (Comérçio de Desperdícios de Papel, S.A.) por un importe de 5,15 millones de euros. La operación, que se cerró a través de su filial portuguesa Gescartao SGPS, S.A. supuso duplicar la capacidad de recuperación de papel pasando de 50.000 toneladas anuales a 100.000 toneladas después de la adquisición.

20 de febrero
Europac presenta los resultados correspondientes al ejercicio 2007, los mejores desde que la compañía cotiza en Bolsa. El beneficio neto ascendió a 31,97 millones de euros, un 189% más que en el mismo periodo de 2006. Por otra parte, el Ebitda fue de 81,93 millones de euros, un 40% más que en el año anterior, mientras que las ventas agregadas se incrementaron un 12% tras registrar 525,67 millones de euros.
8 de agosto
El grupo papelero anuncia una subida del precio del papel kraftliner de 50 euros por tonelada que afecta a todos los clientes de los distintos mercados en los que opera. La capacidad de producción de papel de fibra virgen de la compañía es de 320.000 toneladas al año.
18 de agosto
Europac incrementa los precios del papel reciclado en 60 euros por tonelada para los clientes de la compañía en todos los mercados europeos excepto España y Portugal. Tras la adquisición de OPR, Europac tiene una capacidad de producción de papel reciclado de 540.000 toneladas al año."

Conhece aqui a sua estratégia

Continuaremos apoiando esta aberração, ignaros de coragem, de vontade?
Depois de amanhã serás tu a decidir, existe uma solução viável para o nosso país, aquela que nos furtaram durante tanto tempo, mudança, ruptura, a possibilidade de votar com determinação!

quinta-feira, setembro 24, 2009

O CDS e a sua corja de afanadores...

-A afanar palha? Isso deve ser para uma festa, não??
-Não. É para os mansos que lá temos.
-Mansos? Mas não eram porcos?
-Esses foram para Santa Comba.

Culminando este intróito, aparecem as autoridades... Depois do auto levantado, argumenta a defesa:

-"Meia dúzia de fardos de palha, não representa nada comparado com os casos Freeport, Felgueiras e Apito Dourado!"

Vota CDU!


(Dramatização de acontecimentos ocorridos em Moura, Alentejo, com julgamento a 11 de Outubro 2009. Notícia JN/Luís Reis)

Continuar a mentira ou mudar?

Fundamental será agora assumir o destino nas nossas mãos!

A primeira canção que ouvem é própria do momento histórico que se experimentou no berço da barbárie na época da guerra do Vietname. Constituindo só por si o legitimar de uma sentença similar à aplicada a Kennedy, o Camarada Lennon – tal como ele próprio se refere aos que acompanha – foi ainda mais longe, além de se negar a ser soldado, e apoiar quem a tal designio se escusava, escreveu e cantou por todo o mundo o texto da segunda música, “Poder ao Povo”, tendo “encontrado” um “fanático” que o amordaçou.

Ontem assistimos a mais um acto de propaganda do governo americano, utilizando o massacre dos Palestinianos para vender uma imagem de bom-samaritano pacifista, nada novo no horizonte. Será que nem com a externalização de serviços militares a empresas colonizadoras – como por exemplo o as forças armadas Portuguesas, poderá o mundo focalizar nesta nova cimeira de “boas intenções” para a preservação do meio-ambiente e mostrar que, da mesma forma que os norte-americanos não levaram qualquer tipo de medida para a proporcionar, do que se trata realmente é de promover mais um factor que visa amedrontar as populações, encarando-o como o “metabolismo” normal do planeta (outra coisa é a degradação ambiental, não a mudança climática)?

Aproximar-se-á aos povos a realidade em matéria energética, o conhecimento hoje, de que o petróleo é uma substância inesgotável, que o problema com o qual se deparam os monopólios é a insuficiente capacidade do planeta na reposição de jazidas, sobretudo devído ao consumo do retalho, e que é para este, que se exploram novas vías de producção como a energia solar, sem nos esquecermos que para extrair materiais em entornos similares aos Siberiano, Centro Africano, Polar ou Oceânico, torna-se imprescindível a utilização de uma fonte de energia transportável, algo que ainda possivel com recurso à producção nuclear, aumentaria os custos e se revelaria inviável a curto prazo pela escassez do minério e assim pela dificuldade de armazenamento dos resíduos?

Teremos a possibilidade de alcançar a informação necessária para entender que é o modelo productivo e a sua necessidade permanente de incrementar exponencialmente o consumo, o factor mais importante no que à poluição ou contaminação respeita, utilizando como matéria prima essencial derivados de hidrocarbonetos com baixa capacidade de biodegradabilidade?

Deixaremos algum dia de constituir o activo fundamental dos impérios monopolistas transnacionais, como prova o recente espolio que, de forma extraordináriamente aceite pela humanidade, permitiu aos governos centrais anunciar o aparente fim da “crise mundial”, o fim de um sinal que não passou de uma aproximação à imposta realidade imperialista, pagando com as nossas garantías socias os fictícios rebentos verdes que mais não são que o protelar do colapso de todo um sistema caduco, reductor, o qual, cada vez com maior frequência, requerirá colossais injecções de recursos públicos para manter a actividade económica e assim o “profit” ou “R.O.I.” do grande capital?

Será algum governo capaz, olhando para o milhares de seres que perecem diariamente devído a este sistema de saqueio capitalista, de se posicionar contra a estratégia de enriquecimento dos porcos de Manhatan ou de denunciar a manipulação da espécie através dos elaborados planos e maquiavélicas fórmulas de Tavistock; não haverá ninguém com coragem para alertar a juventude que, o “Sr. Skinner” (o director do colégio da série Simpsons), não é mais que uma metáfora grotesca do verdadeiro Burrhus Skinner, esse que se alvitrou (com apoio da inteligencia americana e britanica) como pai da engenharia social, com o seu “condicionamento operante”, que nos tenta submeter cada vez que respiramos?

Sim, existe esse governo, essa possibilidade! Nas nossas mãos, na nossa vontade, na vontade do povo, dos trabalhadores, das populações, podemos começar exercendo-a no dia 27, votando!
Vamos mudar por uma vida melhor, apostando na ruptura, apostando na CDU!

A revolução é hoje!

terça-feira, setembro 22, 2009

Gota a gota



A revolução é hoje!

Cegueira social?

"A história de toda a sociedade até agora existente e a história de lutas de classes.
O homem livre e o escravo, o patrício e o plebeu, o barão feudal e o servo, o mestre de uma corporação e o oficial, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em constante antagonismo entre si, travaram uma luta ininterrupta, umas vezes oculta, aberta outras, que acabou sempre com uma transformação revolucionária de toda a sociedade ou com o declínio comum das classes em conflito... A moderna sociedade burguesa, saída do declínio da sociedade feudal, não acabou com os antagonismos de classe. Não fez mais do que colocar novas classes, novas condições de opressão, novos aspectos da luta no lugar dos anteriores. A nossa época, a época da burguesia, distingue-se, contudo, por ter simplificado os antagonismos de classe.
Toda a sociedade está a cindir-se cada vez mais em dois grandes campos hostis, em duas grandes classes em confronto direto: a burguesia e o proletariado."

Manifesto do Partido Comunista (exceptuado" a história da comunidade primitiva", mais tarde acrescentado por Engels)

segunda-feira, setembro 21, 2009

Votei hoje!

Do Prolekult ou da Vapp, entre outros escritores proletários puros, daquelas que não misturavam a métrica; o léxico ou a estética burguesa na sua literatura; ao contrário do que defendia Trotsky, escrevia também Demian. Por questões seguramente comerciais, não encontro deste nem um verso em formato electrónico, nem a frase de um cartaz, nem 1 poema.
Nessa época, ainda que vindas de outra base; por quem, por exemplo, considerava Shostakovich optimista, escreviam-se coisas assim:

"Na primeira noite, eles aproximam-se e colhem uma flor de nosso jardim.
Não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam-nos o cão.
Não dizemos nada.
Até que um dia, de entre eles o mais frágil, entra-nos sozinho em casa, rouba-nos a lua e, conhecendo-nos o medo, arranca-nos a voz da garganta.

Porque nada dissemos, já nada podemos dizer."

Maiakovski

domingo, setembro 20, 2009

S&L - Sales Force

"Quase à mesma hora a que Manuel Alegre se juntava(?) a José Sócrates na campanha do PS em Coimbra, Louçã lia o prefácio do socialista no livro de António Arnaut sobre o Serviço Nacional de Saúde. Frase a frase, o coordenador do BE completava as palavras de Alegre: «Tem razão.»"

Criticando os benefícios fiscais nos planos de poupança, o ex-apresentador da RTP, Francisco Louçã, não afirma porém que um PPR de 30.000€ é um privilégio só ao alcance da alta-burguesia, asseverando a velha máxima, como fez Sá Fernandes (recordas?), que nunca está demais acautelar a velhice, a própria, a sua. O cúmulo do populismo é defender um sistema no qual não são necessários productos deste tipo, um estado social e, por outro lado, ajudar a banca a legitimar os mesmos. Esquerdismo ou socialismo de fachada, para a fotografia, como esta: É caso para afirmar: -Ele lá saberá de suas razões, afinal o cunhado de Correia de Campos (o ministro do PS que acabou com o atendimento sanitário em tantos pontos da nossa geografia) deve estar mais informado que a generalidade dos povo trabalhador. Razões que, por outra parte, não serão a forma que encontrou de salvaguardar o pecúlio de toda uma vida de "trabalho", como afirma nesta outra manipuladora reportagem, e menos quando se é professor universitário de economia, sendo a não concentração do risco uma das primeiras lições desta carreira.
Assim mesmo, deve ter a sua explicação, da mesma forma que a encontrou para justificar a sua negativa em visitar as peixeiras do mesmo mercado do qual extracto esta fotografia, não vá com essa actitude demonstrar que num Portugal por si governado só se considerariam Portugueses aqueles que vestissem Armani - ou Boss, como o seu amigo Sócrates - e utilizassem perfume em lugar de sabão azul e branco.

Da mesma forma que em 1979 "Serto PS" o fez (o mesmo no qual continua o Alegre apoiante do Bloco e que há 33 anos insiste em ludibriar o povo), com a criação do PSR, o tal Partido Socialista Reconstruido - o mesmo que por motivos inescrutáveis absorveu a UDP, esta com uma massa apoiante bastante mais significativa - fundado por um então jovem estudante, hoje professor e orador em "meetings" pagos na capital do Imperialismo, antever certos cenários pode resultar uma estratégia certeira, contudo, improvável.

A revolução é hoje!

sábado, setembro 19, 2009

E votar??

EL NIÑO BUENO

No sabré desatarme los zapatos y dejar que la ciudad me muerda los pies
no me emborracharé bajo los puentes, no cometeré faltas de estilo.
Acepto este destino de camisas planchadas,
llego a tiempo a los cines, cedo mi asiento a las señoras.
El largo desarreglo de los sentidos me va mal. Opto
por el dentífrico y las toallas. Me vacuno.
Mira qué pobre amante, incapaz de meterse en una fuente
para traerte un pescadito rojo
bajo la rabia de gendarmes y niñeras.

Julio Cortázar

sexta-feira, setembro 18, 2009

Uma aspirina?

Gripe, o anti-vírus da crise do capitalismo? É pouco provável!
Contudo, é possivel que o efeito que causa no ser humano encontre na revitalização da economia o seu impacto antagonico, ainda que na medida da sua sintomatologia nas populações.

Senão vejamos:

1- O H1N1 obrigou os estados a dispender recursos na compra de paliativos que, como sabemos, incrementaram o preço das acções de uma empresa que já nas mãos do seu anterior proprietário maioritário, o responsável do governo Bush pela guerra quimica, nuclear e bacteriológica, Rumsfeld, estava à beira da falência (ao contrário da actual situação).

2- Sabemos também, e este é um dado dificil de rebater, que, na actual conjuntura económica lógico seria que aumentasse o número de utilizadores dos tranportes públicos.

3- Por outra parte, não obstante o brutal crescimento do desemprego que sofreu o nosso país, dificilmente justificaria um decréscimo tão acentuado de usuários de transporte colectivo.

4- Finalmente, o acréscimo de tráfico rodado privado tornou-se também uma realidade, e, curiosamente, em tempos de crise.

Assim, poderiamos considerar despropositado inferir que esta “pseudo-pandemia” vem uma vez mais beneficiar o grande capital? Que a evolução positiva no consumo de carburantes se torna numa outra via de retirar o pão a quem a ele já com dificuldade acede? Que a necessidade estimular a venda de automóveis encontra desta forma um estupendo coadjuvante? Que o motivo pelo qual o PS já prometeu a proliferação de portagens depois das eleições não é de todo imprevisto? Que a anunciada retirada de comparticipações do estado nos medicamentos, depois da eleições, tem razões bem mais inóspitas que o mero cuidado pelo déficit? Não será, finalmente, o medo, o factor de condicionamento de massas que, utilizado com exito nos estados-unidos, vêm implementado os governos dos 33 últimos anos, PS/PSD/CDS, em ordem a garantir e em vão tentar perpetuar os benefícios grotescos dos grandes grupos?

A revolução é hoje!

quarta-feira, setembro 16, 2009

O Golpe

Há uns tempos, o tal bombardeio manipulador que prolifera na imprensa nacional deixou cair esta mentira a modo de bomba.

Hoje, contráriamente ao que (aparentemente - como sabiamos) defendia o Sr. Louçã, uma Jornalista atirou-nos esta flor.

Só faltou esclarecer que, o que realmente está acontecendo é um apoio do BE à direita, que o golpe do qual muitos desconfiavam e que por tal eram exulcerados, teve a sua génese em 1999.

Por outra parte, a conclusão a que me permito chegar é só uma, e, mesmo tornando-me reiterativo, devo partilhá-la: A CDU é a única Alternativa real para o nosso País, para nós, enquanto Povo!

A revolução é hoje!

Onde é que eu li isto??

"Vimos muitas miragens no deserto, talvez porque a sede da desafronta nos secasse a lucidez. Precisávamos de ter um povo, criarmo-nos com ele, e caminhámos ao seu encontro sobre nuvens de ilusões, supondo que pisávamos terra firme. E julgámos muitas vezes o País pelo que desejávamos, desconhecendo que as alienações divergem."

terça-feira, setembro 15, 2009

Rosa de furias

Como el cisne de la laguna
iba mi barca de marfil,
en el plenilunio de Abril
sobre la estela de la Luna.

Bogando en ondas de fortuna
hiló mi ensueño juvenil,
el hilo de plata sutil
de un cuento de las Mil y Una.

Y era el Abril, cuando ululante
por mi vida pasó un ciclón,
y adelante, siempre adelante,

violento como un león,
estrujé en la garra rampante,
humeante, mi corazón.


Valle Inclán

Dia 27, vamos transformar o país numa Atalaia contra a exploração!



A revolução é hoje!

segunda-feira, setembro 14, 2009

Então?

Arrogância?
Despotismo?
Medo?
Desprezo?
Covardia?
Desistência?
Egoísmo?
Complexo de inferioridade?
Outros e muitos, podem ser os motivos pelos quais a população do nosso país não vota. Contudo, sabemos que todos os motivos que se propõem acima podem derivar num resultado comum, o mutismo, como resposta a determinado estímulo. Mutismo que criticamos, mutismo contra o qual “dizemos” lutar.
Sabemos assim mesmo, que, todos continuamos ajustando o nosso comportamento a frases batidas que mais não são que o plasmar de conclusões de uma análise que não nos lembramos relativizar, tipo: - Quem cala outorga; - De Espanha, nem bons ventos, nem bons casamentos; - Quem jamais amou, vê com maus olhos as coisas do amor; - mais vale mal conhecido que bem por conhecer. Frases que servem para manter convencionalismos redutores, que obstam para concluirmos essa equação que determina o caminho da felicidade, a liberdade. Frases impostas quanto impostoras da nossa verdadeira essência, que nos impedem acompanhar as transformações da matéria, resolver a contradição. Como seria se olhássemos cada um dentro de um mesmo universo, num permanente ensaio que se aproxima à sua explicação desde um raciocínio plural?
Que tal se fosse a humildade a base da nossa percepção do mundo, e como tal de nós próprios?
Que ocorreria se nos atrevêssemos a tentar compreender diferentes concepções do relacionamento humano?
Poderíamos afirmar que, em diferentes medidas, qualquer experiencia pode contribuir para a nossa evolução?
Não será o arrojo uma viagem emancipadora?
Será possível desistir de nós?
Não será mais produtivo, e gratificante, a união dos esforços, das vontades, que viver num castelo de nuvens que ninguém recordará; uma mansão sem acessos nem sequer para nos despedirmos?
Afinal, não somos todos ignorantes (depende em quê)?

A revolução é hoje!

domingo, setembro 13, 2009

De mansinho...

"O ministro das Obras Públicas reafirmou esta sexta-feira a intenção do Governo de introduzir portagens na A28, A29 e A17, que fazem parte das sete vias ainda não pagas pelo utilizador, no entanto, só depois das eleições este processo ficará concluído, noticia a Lusa.Mário Lino adiantou que falta fazer «algumas portarias» e tratar de questões como «a isenção de todas as situações em que não há alternativas e aquilo que tem a ver com o transporte local» durante a visita ao último lanço da concessão rodoviária Costa de Prata, na A29, entre Estarreja e Angeja, que abriu ao tráfego à meia-noite.Sem avançar com datas, o ministro revelou que depois da «tomada de posse do novo Governo» a questão da introdução de portagens nas três vias reunirá as condições para ser concluída."

Da mesma forma que a avaliação de professores, a privatização dos recursos hídricos, ou outras tantas retiradas de direitos à população, sendo que uma alternativa só o é quando é grátis, o governo de Sócrates espera o culminar do processo eleitoral para assestar mais uma machadada aos Portugueses.
As portagens nesta estrada são só o começo da imposição de uma tarifa para circular pelo nosso país, da mesma forma que em países sub-desenvolvidos, onde para andar na rua a partir das 20.00h é necessário ter um cartão com a devida taxa paga, cada vez mais os Portugueses vêm a sua liberdade limitada pela capacidade económica.

A revolução é hoje!

sábado, setembro 12, 2009

"Sendo de procura quase inelástica, a água é um negócio altamente apetecível e, porque ninguém pode viver sem água, uma responsabilidade social elementar de que o Estado não pode demitir-se".
Manuel António Pina, "Jornal de Notícias", 11-09-2009

Vem assim este "vampiro" anunciar a exploração de um bem, que é de todos, pelo capital. A entrega de um recurso natural, a venda da chuva que cai no nosso país, do lençois de água sobre os quais cresceu a nossa cultura, ao imperialismo.
Declara-se assim aberto o prazo de licitação para controlar mais uma parcela de soberania nacional, para quem quiser determinar a vida, a economia, a saúde e até a geografia no nosso Portugal.
A água é um bem de todos, todos devemos defendê-lo, e para aqueles que, submetidos à manipulação dos meios de informação dos grandes grupos económicos, se amedrontam com a propagandeada escassez deste elemento, sugiro o seguinte: Ponderem o motivo pelo qual, cada vez com maior frequência, este precioso liquido é elevado à condição de privilégio, considerando que não vivemos numa conjuntura similar àquela que experimentam as populações da India ou dos países da África Central, e que, a nossa reserva aquífera não apresenta problemas além da falta de patriotismo.
Não deve resultar difícil concluir que é o aumento do seu preço o motivo primeiro desta mentira. A preparação da venda a retalho de mais uma parte da riqueza natural do nosso povo, com o fim último de gerar o maior benefício possivel à corja que nesse momento nos governe.

A revolução é hoje, vota CDU!

Marxismo, revisionismo e a cooperativização.

A luta contra os revisionistas, em torno destas questões, serviu para reavivar fecundamente o pensamento teórico do socialismo internacional, tal qual, vinte anos antes, havia ocorrido com a polêmica de Engels contra Dühring.
Os argumentos dos revisionistas foram analisados com factos e cifras nas mãos. Demonstrou-se que os revisionistas sistematicamente embelezavam a pequena produção actual. O facto da superioridade técnica e comercial da grande produção sobre a pequena, não só na indústria, mas também na agricultura, está demonstrado com dados irrefutáveis. Porém, na agricultura, a produção mercantil está muito menos desenvolvida, e os estatísticos e economistas actuais não sabem, no geral, destacar aqueles ramos (e às vezes, inclusive, as operações) especiais da agricultura que demonstram como esta se vê envolvida, progressivamente, no intercambio da economia mundial. A pequena produção sustenta-se sobre as ruínas da economia natural, graças à deterioração infinita da alimentação, à fome crônica, ou à prolongação da jornada de trabalho, à queda na qualidade do gado e nos cuidados com o mesmo; em uma palavra, graças àqueles mesmos meios com que se sustentou, também, a produção artesanal contra a manufactura capitalista.
Cada avanço da ciência e da técnica mina, inevitável e inexoravelmente os alicerces da pequena produção na sociedade capitalista. A tarefa da economia socialista consiste em investigar este processo em todas as suas formas, não poucas vezes complexas e intrincadas, e demonstrar, ao pequeno produtor: a impossibilidade de sustentar-se sob o capitalismo; a situação desesperada das fazendas camponesas no regime capitalista e a necessidade de que o campesinato aceite o ponto de vista do proletariado.
Frente ao problema de que tratamos, os revisionistas cometeram, no aspecto científico, o pecado de incorrer em uma superficial generalização de alguns factos, separados unilateralmente, à margem de suas conexões com todo o regime do capitalismo, e, no sentido político, cometeram o pecado de conclamar ou empurrar o camponês, inevitavelmente, de modo voluntário ou involuntário, para o ponto de vista do proprietário (ou seja, ao ponto de vista da burguesia), em vez de empurrá-lo ao ponto de vista do proletariado revolucionário.
O revisionismo saiu ainda pior em relação à teoria das crises e a teoria do colapso. Somente durante um tempo muito curto, e unicamente os muito míopes, puderam pensar em modificar os fundamentos da doutrina de Marx em função de alguns anos de auge e prosperidade industrial. Logo, a realidade se encarregou de demonstrar ao revisionistas que as crises não haviam fenecido: após a prosperidade sucediam-se as crises. Modificaram-se, as formas, o encadeamento, o quadro das diversas crises, entretanto estas continuavam sendo parte integrante, inevitável, do regime capitalista. Os cartéis e os trustes, unificando a produção, reforçaram ao mesmo tempo, à vista de todos, a anarquia da produção, a insegurança econômica do proletariado e a opressão do capital, aprofundando deste modo, em um grau nunca visto, as contradições de classe.
Que o capitalismo marcha para o colapso – tanto no sentido das crises políticas e econômicas isoladas, como no sentido da completa demolição de todo o regime capitalista – demonstram, de modo bem palpável e em proporções particularmente extensas, os modernos e gigantescos trustes.

A recente crise financeira na América do Norte, o espantoso desemprego em toda a Europa, sem falar da próxima crise industrial, cujos sintomas não são poucos, tudo isto fez com que as recentes "teorias" dos revisionistas tenham sido esquecidas por todos, inclusive, ao que parece, por muitos dos próprios revisionistas. O que não se pode esquecer são os ensinamentos que esta instabilidade dos intelectuais deu à classe trabalhadora.

Em relação à teoria do valor, só é necessário dizer que, excluindo alusões e sussurros muito vagos, ao modo de Böhm-Bawerk, os revisionistas não acrescentaram absolutamente nada nem deixaram, portanto, nenhuma contribuição ao desenvolvimento do pensamento científico.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Mientras tú existas...

Mientras tú existas,
mientras mi mirada te busque más allá de las colinas,
mientras nada me llene el corazón,
si no es tu imagen,
y haya una remota posibilidad de que estés viva en algún sitio,
iluminada por una luz cualquiera...
Mientras yo presienta que eres y te llamas así,
con ese nombre tuyo tan pequeño,
seguiré como ahora,
amada mía,
transido de distancia,
bajo ese amor que crece y no se muere,
bajo ese amor que sigue y nunca acaba.

Ángel González

Outra mentira!

"A Qimonda Solar, empresa criada sob patrocínio do Governo Sócrates há menos de dois meses para «ultrapassar» a falência decretada pela Qimonda Portugal, apresenta também um processo de falência no tribunal de Vila Nova de Gaia."

Vamos continuar a escutar a propostas do patrões ou vamos nós, productores, assumir a nossa vida?

A revolução é hoje!

quinta-feira, setembro 10, 2009

A nossa Festa

A Idoya e eu olhámos a Festa nos olhos de milhares de camaradas. Porém, também utilizámos artefactos que nos permitiram olhar o País desde a cidade sonhada, e esse, esse disse-nos que cada vez mais é fundamental lutar.


¿Qué quiere el viento de encono
que baja por el barranco
y violenta las ventanas
mientras te visto de abrazos?
Derribarnos, arrastrarnos.
Derribadas, arrastradas, las dos sangres se alejaron.
¿Qué sigue queriendo el viento cada vez más enconado?
Separarnos.

Miguel Hernández

terça-feira, setembro 08, 2009

Olha cá para dentro...

-4,2%!
Esta foi a quebra do PIB (produto interior bruto) Espanhol no último trimestre, comparativamente com período homólogo do exercício anterior. Menos 1,1% na taxa intertrimestral, melhor (0,5%) que a pior previsão. Considerando a conjuntura internacional, não parece nada digno de registo. Sobretudo aos olhos daqueles que, por exemplo, investiram em warrants (opção de compra/venda) pela negativa, mesmo que ditos investidores (cada dia em menor número) representem apenas uma variante necrófaga da nossa espécie. Este dado, toma pois relevância se atendermos a que significa a maior quebra do sector produtivo Espanhol desde 1970. Relevância que, por seu lado, se magnifica se realizarmos um exercício simples de cruzamento, entre este e outros aspectos com representação quantitativa:
Observando o crescimento Alemão ou Francês do último trimestre (0,3%), poderíamos afirmar que Espanha continua mergulhada na recessão. Contudo, no conjunto da zona Euro, a diminuição do PIB é ainda mais significativa (-0.4%), revelando assim que, este país não tem capacidade de se destacar devido à sua política de subserviência e à falta de objectivos estratégicos, algo que nos recorda Portugal e a sua, bastante mais notável, dependência exterior. Situação que destaca, claramente, a consolidação da uniformização imperialista que fomenta os Estados Unidos. Resultado do abandono do tecido produtivo é também a perda da soberania nos mais diversos campos, a qual, quantitativamente, se poderia traduzir no resultado do IPC (inflação per capita), que, em Agosto, alerta sobre uma grave situação de deflação (-0,8%), o sexto pior resultado desde 1962.

Se, não obstante, tivermos em atenção as 1.118.300 famílias que provam hoje a amargura da falta de pão, famílias nas quais nenhum dos seus membros trabalha; o 17,92% da população activa que se tornaram peças de uma engrenagem caduca, do capitalismo insaciável. Se nos dermos conta de que existem já mais de 4,1 milhões de desempregados. Então, poderíamos afirmar, não obstante uma agonizante recuperação económica, dilatada no tempo e carente de viabilidade como sistema, Espanha não resulta hoje atractiva para os emigrantes. Prova disso poderiam ser os dados que apontam para, no ano 2008, só 720.000 trabalhadores romenos ou 800.000 mulheres e homens de nacionalidade marroquina, permanecerem no Reino do despótico Juan Carlos. Mais, quando comparamos a cifra com o total absoluto acumulado dos 8 últimos anos, mais de 4 milhões de estrangeiros.

Quanto aos europeus, excepto Roménia e Bulgária, referimo-nos a 288.000 trabalhadores residentes. É ainda importante mencionar que, no ano 2008, se verificou um decréscimo de 38% no global de solicitações e concessões de licença laborais (visados de trabalho). Porém, também para o círculo da Europa, excluindo Bulgária ou Roménia, se registaram e concederam, somente 122.000 solicitações de residência Estatística que, graficamente, se ilustraria como uma linha de evolução negativa de 135º.

Por outra parte, debruçando-nos necessariamente sobre as condições de trabalho neste país, resulta que, em empresas de empreitada com 1 a 5 trabalhadores (legais), o índice de acidentes mortais na média dos 4 sectores mais importantes: Industria; Agricultura; Construção e Serviços, foi de 12,77%. O que indica uma redução substancial na evolução do quinquénio, ainda que penalizando particularmente o sector da construção, no qual faleceram mais de 24% dos acidentados. Como tal, o resultado deixa todavia patente a exploração e as condições esclavagistas que experimentavam os trabalhadores no passado recente, sem deixar de considerar positiva a melhoria verificada. Este estudo apresenta ainda uma convergência entre o número de nacionais e estrangeiros no que aos acidentados se refere, sem que se tenha aplicado qualquer critério etário.

Definitivamente, este não é país de oportunidades!

Como conclusão, e desde uma óptica mais patriótica, no que diz respeito especificamente aos trabalhadores Portugueses emigrados. Tornam-se um reflexo da nossa realidade enquanto país e das políticas que o nosso povo sustenta à 34 anos, as condições nas quais, estes, se vêem implicitamente obrigados a entregar a vida para ganhar o pão, como mão-de-obra barata e muitas vezes escravizada. O número de emigrantes falecidos Um exemplo; Outro; Outro; e os motivos...; Outro ;Outro; Outro, por motivo da assumida precariedade nos diferentes âmbitos, mesmo sem sugerir uma impressão alarmante (ainda que a morte de um trabalhador não deva ser nunca escamoteada), se ponderada em conjunto com factores tais como, a quantidade de Portugueses que aqui trabalham e aos quais, o governo de Sócrates atribui a condição de emigrantes em “itinere”, 50.000 (tentando justificar o desemprego crescente e recorde desde 1974); que constituamos, hoje, numa economia extremamente debilitada, um dos principais recursos para que o capital continue a gerar mais-valias e representemos, em 2008, 40% da emigração europeia que recebeu Espanha; a - possivelmente abjecta - existência da qual procuram fugir os nossos conterrâneos, apesar de se depararem com as contrariedades da falta de identificação com o entorno ou a viabilidade, mas fundamentalmente a esperança, que os mesmos depositam no país vizinho (o qual, como exposto, apresenta moldes similares às épocas mais negativas da sua economia) para alcançarem condições mínimas de subsistência, espelha o desespero – sem querer estabelecer paralelismos com os Africanos que perecem no estreito - de várias gerações de Portugueses, e, fundamentalmente, quão sombrio se apresenta o futuro da nossa juventude. Factos; Outro; Outro.

Complexa de assimilar, a actual conjuntura social Portuguesa conserva fenómenos comuns àqueles que elevaram a vontade do povo até ao 25 de Abril. Um exemplo

Noutras áreas, porém, poderíamos ainda constatar contradições dos governos do chamado “bloco central” (PS/D), enquanto se apresentam à população como movidos pela melhoria das suas condições de vida e assim pela eliminação do conjunto de carências que padecemos pela aposta política na subserviência e pelo prescindir da soberania na maioria dos aspectos (mesmo para países que se proclamam em depressão). Um exemplo; Outro; Outro; O mais importante.

Finalmente, a verdade é que os trabalhadores Portugueses continuam a saltar para o vazio com a coragem que lhes engana o estômago. Deixando patente a desconfiança na nossa democracia. Vítimas da clivagem que promove o capital mas promotores finais desse mesmo classismo bacoco dentro de uma mesma classe. De recordar que, a arrogância, o despotismo, os muros que se levantam entre os homens, não são privilégio da direita. O hermetismo no relacionamento com os seus iguais acontece em todos os quadrantes políticos, alguns como apanágio da sua condição e como tal na sua grande maioria, outros como tentativa de distinção cultural; académica; intelectual; meritocrática ou estatutária, mas, soberbo hermetismo. É nesse sentido que se pode colocar a seguinte sugestão: A coerência com os princípios basilares do Socialismo é a única forma de aproximar a liberdade aos oprimidos, a única forma de compartir o caminho da revolução; a única forma de transmitir os motivos pelos quais é imprescindível mudar, que quem tem na mão o futuro; quem realmente pode mudar este paradigma, somos nós. Provável é também que surja uma questão em busca dessas novas alternativas, mas essa, essa é uma questão que pode devolver ao inquiridor.

Mário Pinto

quarta-feira, setembro 02, 2009

Vamos para a Festa!

A esta hora devo estar a sobrevoar a Península, a caminho da Festa do “Avante!”. Até voltar, depois da desmontagem do pavilhão da emigração, só se publicará um artigo de forma automática e por necessidade de atender outros compromissos.
Vou unir-me aos muitos, muitos mil, que lutam dia-a-dia para transformar o sonho em vida. Mesmo sabendo que outros não puderam este ano visitar a cidade sonhada, acredito que por donde passem levarão a “Festa” no horizonte.
Não obstante, fundamental será que mantenhamos presente que, com a luta de todos, este encontro legitimará sempre o nome de um espaço livre, uma Atalaia contra a injustiça!



"Ei tu!
Aí fora ao frio
Procurando a solidão, arrefecendo, sentes-me?
Ei tu!
Ao alto, no corredor
Com os pés meio descompostos e um sorriso sem viço, sentes-me?
Ei tu!
Não os ajudes a enterrar a luz
Não te entregues sem lutar.
Ei tu!
Aí fora ensimesmado
Sentado nu ao telefone, queres ligar-me?
Ei tu!
Com o ouvido na parede
Esperando alguém a quem chamar, queres ligar-me?
Ei tu!
Queres ajudar-me a carregar a pedra?
Abre o coração, vou a caminho de casa
Mas foi uma fantasia
O muro era demasiado alto, como podes ver
Não importou o que tentou, ele não pôde liberar-se
E os vermes comeram-lhe a razão
Ei tu!
Aí fora, na estrada
Defendendo a tua vontade, podes ajudar-me?
Ei tu!
Aí fora, além do muro
Partindo garrafas no saguão, podes ajudar-me?
Ei tu!
Não me digas que não existe esperança alguma

Unidos venceremos, divididos cairemos!"



A revolução é hoje!

terça-feira, setembro 01, 2009

Uribe, el "dealer"!

Através da leitura de um artigo do blog “Cravo de Abril”, um texto do Fernando Samuel, lembrei-me da dimensão que a penetração que os imperialistas norte-americanos estão neste momento a potenciar na Colômbia pode alcançar, sem dúvida, significa um obstáculo para o desenvolvimento do socialismo na América do sul, mas, revela-se fundamentalmente um factor de constrição na melhoria das condições das populações.

Hoje, visitando o blog “O Castendo”, numa transcrição do Camarada Vilarigues, encontrei um documento que rezava o seguinte:
Alvaro Uribe Veléz, político e senador colombiano, dedicadou-se a colaborar com o “Cartel de Medellin” ao mais alto nível governamental.Uribe esteve relacionado com um negócio envolvido nas actividades do narcotráfico nos estados unidos da América.
Seu pai foi assassinado na Colômbia devido à sua ligação com traficantes de narcóticos.
Uribe trabalhou para o “Cartel de Medellin” e foi amigo íntimo de “Pablo Escobar Gaviria”, tendo participado na sua campanha política para assistente parlamentar de “Jorge Ortega”. Uribe foi também um dos políticos do Senado que mais variados ataques desferiu contra o tratado de extradição
.”

Documento original

Com base no anterior post publicado neste nosso blog, “Farc-EP” (transcrito da página web do Partido Comunista da Venezuela), venho desta forma reiterar a necessidade que, desde a perspectiva pessoal, encontro, de apoiar as FARC-EP.
Consciente de quantas mentiras se alvitram contra este exército do povo, de alguma decisão menos feliz que o povo que as conforma possa no passado haver adoptado, acredito que estas constituem hoje a única plataforma capaz de evitar que a Colômbia de torne numa Palestina ocupada na América do sul.

Vivam as FARC!

segunda-feira, agosto 31, 2009

FARC-EP



Las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia – Ejército del Pueblo (FARC-EP), presentaron a través de la senadora colombiana Piedad Córdoba, nueve pruebas de vida de retenidos de guerra en manos de la organización guerrilla para ser entregadas a sus familiares.
Esta iniciativa unilateral de las fuerzas insurgente colombiana, están enmarcada en sus esfuerzos por alcanzar un Acuerdo Humanitario con Justicia social que permita poner fin a la guerra que sufren el pueblo colombiano por más de cincuenta años y que el gobierno de Uribe se esfuerza por mantener y profundizar.
Las pruebas corresponden al sargento Arbey Delgado; el mayor Enrique Murillo Sánchez; el teniente William Donato; el general Luis Herlindo Mendieta Ovalle, el cabo primero Libio José Martínez; el intendente Álvaro Moreno; el sargento Luiz Alberto Erazo Maya; el teniente Elkin Hernández y el capitán Edgar Yesid Duarte, publicó Telesur en su sitio web.
En rueda de prensa desde Bogotá, la funcionaria envió un mensaje a todos los colombianos para que se "movilicen a favor de estas personas" y que se hagan llegar las voces de paz para lograr nuevas liberaciones. Recordamos que la guerrilla anuncio la liberación unilateral de 2 retenidos hace dos meses, lo que no ha sido posible por los obstáculo que ha presentado el gobierno colombiano.
La senadora anunció además, que en los próximos días las Farc-EP podrían hacer llegar a sus manos nuevas pruebas de vida, que sumadas a las ya presentadas, serían de 13 soldados y seis policías.
Córdova desmintió asimismo las versiones que afirman que los oficiales retenidos están encadenados y en condiciones infrahumanas. "No hay nadie encadenado, lo pueden ver", destacó la senadora.
En el video presentado figura el cabo Libio José Martínez, quien integraría un grupo de liberados unilateralmente por las Farc junto con Pablo Emilio Moncayo, y cuya liberación no se ha concretado por obstáculos impuestos por el Gobierno colombiano.
El oficial saludó a sus familiares y les aseguró que se encuentra bien y que pronto estará con ellos.
"Les cuento que dando gracias a Dios, me encuentro bien y con el poder de él, muy pronto estaremos juntos", dijo Martínez.
También apareció el sargento Arbey Delgado, quien permanece en cautiverio desde 1999, y que luego de saludar a su familia y agradecerle la espera, pidió al presidente de Colombia, Álvaro Uribe Vélez, que acceda al intercambio humanitario tal como lo anunció antes de la liberación de la ex candidata presidencial Ingrid Betancourt.
Delgado reclamó que, luego de la llamada operación Jaque "quedemos unos servidores de Colombia" que no han recibido de parte del Estado "la lealtad que una vez él juró".
"Qué pasa si ahorita las Farc ceden en la petición de no al despeje ¿qué pasa con nosotros" ¿no somos seres humanos" ¿acaso qué somos animales" (...) yo llevo 23 años al servicio del Estado y juré ante el Estado lealtad pero el Estado hacia nosotros no ha respondido", expresó Delgado, quien agregó que prefiere ser liberado y estar con su familia que ser ascendido por el gobierno.
Por su parte, el teniente William Donato, quien fuera retenido en 1998, aseguró sentirse con entusiasmo y firme para poder encontrarse con su familiares pronto y saludó las gestiones de la senadora Córdoba y el grupo de Colombianas y Colombianos por la Paz, por la lucha que han ido emprendiendo por el intercambio humanitario.
"Tengan la seguridad que seguiré firme para poderme encontrar con ustedes muy pronto (...) me encuentro bien; a pesar del tiempo que ha pasado sigo con el mismo entusiasmo, sigo porque ustedes son la razón de mi vida, y porque ustedes, padres, me enseñaron que un hombre de bien tiene dos vidas, una que sufre y otra que resiste", destacó Donato en su testimonio.
Otra de las pruebas presentadas por Córdoba, es la del general Luis Herlindo Mendieta Ovalle, retenido en 1998 durante la toma de Mitú, capital del departamento del Vaupes, y en la que desmintió las versiones de la prensa que aseguran que lo dicho en los testimonios es escrito por las Farc.
“Quiero también testimoniar que cuando han salido pruebas o cuando han salido los liberados inmediatamente se dice que están siendo presionados. No, en este momento estoy en plena libertad, me están grabando, nadie me está diciendo qué tengo que decir, nadie me está insinuando, nadie me está diciendo cosas. La vigilancia es la normal que se tiene en un establecimiento como estos en esta selva", explicó el retenido.
Asimismo, envió una felicitación a su hija Jenny Mendieta por su graduación. "Espero que esto ya haya sido una realidad, y que siga con sus estudios", dijo.
Por otra parte, Enrique Molina Sánchez dijo a su familia que no se preocupe porque su vida depende "de las Farc no tanto del gobierno. Yo sé que la situación ha sido dura; ustedes sigan adelante, sigan trabajando, sacando sus días adelante. Por mí no se preocupen ustedes, saben que mi vida depende es de la guerrilla, no tanto del gobierno".
Entretanto, el subintendente de la Policía, Álvaro Moreno, retenido desde el 9 de diciembre de 1999 en Curillo, Caquetá, dijo a su familia que muy pronto estará junto a ella para hacerle ver que su cautiverio "fue simplemente un sueño".
"Muy pronto, si Dios quiere, estaremos juntos y vamos a disfrutar momentos muy agradables juntos y ver que ésto fue simplemente un sueño", expresó en su declaración y pidió a su madre que siga adelante por su enfermedad.
Otra prueba muestra al sargento Luis Alberto Erazo, quien también fue retenido en Curillo el 9 de diciembre de 1999. En el video saluda a toda su familia y a sus vecinos, y confirmó que ha recibido todas sus cartas y fotografías.
"A mi mamá que la vi en una foto que me llegó hace poquitos días de unas cartas que ustedes me enviaron, están muy bonitas, espero que se sigan conservando así no se preocupen por mí, estoy bien", aseguró el oficial.
También el teniente Elkin Hernández Rivas, retenido desde el 21 de diciembre de 1997 en el ataque a la Base Militar de Patascoy, se muestra en un video agradeciéndole a familiares y amigos por la lucha que "han emprendido para lograr nuestra libertad".
"Estoy muy orgulloso de esa lucha que ustedes han emprendido para lograr nuestra libertad", dijo Hernández, quien aprovechó para pedirle a su madre "que se cuide de las piernas, por la enfermedad que padece".
En otra prueba de vida, el capitán Edgar Yesid Duarte, retenido el 14 de noviembre de 1998 en Paujil, asegura estar fortalecido y con un buen estado físico y espiritual en cautiverio.
"Como lo pueden ver sigo igual de fuerte, mi ánimo no ha decaído y no creo que vaya a decaer", declaró Duarte en la cinta.
Expresó su deseo de que esta prueba de vida de fuerzas a su madre quien se encuentra enferma. "A ti madrecita te voy a pedir que te fortalezcas mucho porque mi padre dice que estás muy decaídita. Ojalá que esta prueba de supervivencia te sirva para que te fortalezcas y que sepas que tu hijo te quiere y te ama mucho y que aguanta todo lo que ha aguantado es por volver a ti. Espero que tú también tengas esa fortalezca para aguantar mientras Dios quiera mi regreso", dijo.
Los nueve rehenes están incluidos en la lista de 23 policías y militares que las Farc buscan canjear por 500 guerrilleros presos, que no han tenido posibilidad de juicios justos y cuyos derechos humanos son violados sistemáticamente.

sábado, agosto 29, 2009

República Democrática Alemã (RDA)

57% daqueles que nela viveram assumem o erro de haver, alguma vez, preterido o "antigo sistema"!

Dedico-lhes esta canção dos Pink Floyd, lutando para que a imagem que aparece de fundo seja cada dia mais aquela que contemplemos pelo mundo fora.



"No dia em que o muro caiu
Eles atiraram as “fechaduras” ao chão
E com os copos ao alto elevamos um pranto pela liberdade que tinha chegado

No dia em que o muro caiu
Em que a nau do loucos finalmente, tomou terra
Promessas acenderam a noite como pombas de papel, voando

Sonhei que já não estavas a meu lado
Nem o entusiasmo, nem sequer o orgulho, permaneciam
E mesmo pensando que precisavas de mim
Estava claro, então, que nada podia fazer por ti

Agora, a vida desvaloriza-se de dia para dia
Amigos e vizinhos viram-se as costas
E essa é uma mudança que, mesmo com remorsos, não se pode anular

As fronteiras, agora, deslocam-se como desertos de areia
Enquanto nações lavam as suas mãos, ensanguentadas
De lealdade, de história, em sombras de cinzento

Acordei para o som dos tambores
A música tocou, o sol da manhã transmitiu-a
Eu girei-me e olhei para ti
E tudo menos o resíduo amargo escapou… escapuliu-se"


A revolução é hoje!

sexta-feira, agosto 28, 2009

- Ó Zé, olha a fita!

Woody Guthrie, autor, intérprete, da canção que podemos escutar no final deste texto, foi um anarcossindicalista de princípios de século - à semelhança daqueles que há 88 anos fundaram essa semente de justiça que é o meu partido, o Partido Comunista Português, um crítico do fascismo e da exploração do homem pelo homem. Conhecido maioritariamente pelo tema “This land is your land”, não sendo esse, contudo, o conteúdo do vídeo.
Falamos neste compositor, chave, do folk norte-americano, por motivos que nos podem suscitar interesse sobre; a outros dar a conhecer, uma obra cinematográfica que retrata uma época com severas similitudes com aquela que experimentamos, e que, considerando que a história não se repete, mesmo com contornos distintos, nos poderá servir de suporte de inflexão, alertando-nos também sobre a necessidade de assumirmos como fundamental alterar substancialmente a nossa relação com o mundo. Referimo-nos às “Vinhas da Ira”, de Steinbeck, realizada por John Ford em 1940.
Neste filme, em primeira análise uma crónica da proletarização do campesinato norte-americano, no início da grande depressão de 1929, é-nos permitido analisar certas contradições, que, também hoje, depois de um sonho realizado, nos indicam que o mesmo não cristalizou, e assim, de quão importante se revela fomentar a luta e o nosso esclarecimento como povo.
Ao regressar a casa, depois de cumprir uma sentença por homicídio - mau começo para o credenciar, Thomas Joad, filho de uma família de pequenos agricultores arrendatários de Oklahoma, mulheres e homens que lavravam o pão regado com maresia, encontra que a sua família, e as vizinhas, tinham sido expulsas das terras que aravam.
Encontrando-se estas num momento de abandono; mais na moribunda fase após negação, inspirando a resignação suficiente no caminho da emigração para a Califórnia, para essa famigerada “Route 66”, Joad encontra-se numa encruzilhada, sem possibilidade de reencontrar a sua esfera sociocultural. Mais, quando figuras fulcrais desse tempo, e sobretudo desse espaço, como o suposto intelectual dessa estrutura, o pregador Casy, o qual, depois de informar que abandonara o seu próprio plano, responde à estupefacção de John: - não tenho mais sobre que pregar, só isso! Uma reacção, ou reflexo que, junto com a desoladora vastidão da sua pequena casa e com a identificação de objectos considerados supérfluos para os exulados, mas que memorizavam parte de uma vida, o afirma desgarrado do seu ser pelo capitalismo.
Num diálogo com Muley Graves, um autoproclamado louco, jazendo impotente abnegado e considerando-se um fantasma num cemitério abandonado, alguém que não abdicou do seu sonho mesmo desconhecendo que o capitalismo transforma os homens na sua própria sombra enquanto se dispõem a desmentir sozinhos essa correlação, coloca-lhe, desde a sua condição, a seguinte questão: - de quem é a culpa? Questão a qual, como era de esperar, encontrou o mutismo como resposta.
Concluindo, John e o pregador, assim como uma comunidade substituída por máquinas, tomam determinado caminho, que, ainda que diferente ao de Muley, os levará a viver a loucura de outros.
Desta obra, elaboramos então este relato analítico e, analogicamente, encontramos os sem-terra do Brasil (sem deparar, porém - seguramente pelo seu momento, distinto no desenvolvimento de classe, referências aos escravos sul-americanos que geram mil milhões de doláres como mercadoria e que alcançam já o milhão e trezentos mil seres humanos). Encontramos a urgência de uma reforma agrária para o nosso País, evitando que em poucos anos, àparte de uma Califórnia Europeia onde os Portugueses não sejam mais que vidas serventes, a nossa costa se limíte a permitir o acesso a quem o compre e os nossos campos se tornem num enorme e transgénico "Monsanto". Encontramos a legitimação do programa eleitoral do meu Partido, a sua aposta pelo fomentar do cooperativismo; pelo abandono desta Europa de povos subjugados aos desígnios imperialistas, através de uma corja governante subserviente. Mas, encontramos também o 25 de Abril. Encontramos o 25 de Abril como prova de que o capitalismo é o suficientemente imperfeito para criar as condições subjectivas necessárias para que os trabalhadores, aqueles que pisam em cada passo com toda a sua riqueza, alcancem a emancipação que requer a decisão de mudar de rumo. Para que, de uma vez por todas, acreditem que sim é possível. Para que conheçam no empirismo, ou num filme de 1976, de Ettore Scola, “Feios, porco e maus”, que existe o lumpemproletariado que não observa qualquer condição de classe, esse que vende o que não é para chegar a roubar o que não tem.
Prescindir do “medo de assumir as consequências das suas decisões” torna-se hoje vital. Um incontornável esforço para garantir a nossa liberdade, o futuro da espécie, o sorriso e a alegria da juventude que mesmo arrugada pela gelada neve respeita as nascentes dos rios onde bebemos a existência, só nos elevará enquanto Homens.
O desenvolvimento histórico do modo de produção capitalista, por outra parte, tem pois um objectivo composto por três factores que o tornam incompatível com o mundo do qual fazemos parte, exploração, acumulação, expropriação. Nessa linha, vale a pena frisar que, qualquer debilitar do agravamento da crise económica - que será sempre periódico, menos frequente e cada vez mais inconsistente, magnificado pelos manipuladores meios ao serviço deste sistema, só será possivel apropriando-se do resultado da entrega da força de trabalho de diferentes gerações de Mulheres e Homens, os quais, com base nessa (agora revelada) mentirosa promessa de garantias de subsistência por parte do Estado, entregaram parte de si para agora compensar os promotores deste paradigma. Este, onde cada vez existirão menos ricos e se multiplicarão os oprimidos.
Contra essa lacra, contra a precarização, a retirada de direitos às populações, pela vida:

quarta-feira, agosto 26, 2009

Tendência Histórica da Acumulação Capitalista

Em que é que vem a dar a acumulação original do capital, isto é, a sua génese histórica?
Enquanto não é transformação imediata de escravos e servos em operários assalariados e, portanto, uma simples mudança de forma, apenas significa a expropriação dos produtores imediatos, isto é, a dissolução da propriedade privada assente no trabalho próprio.
A propriedade privada, como oposição à propriedade social, colectiva, subsiste apenas ali onde os meios de trabalho e as condições exteriores do trabalho pertencem a pessoas privadas. Porém, consoante essas pessoas privadas são trabalhadores ou não trabalhadores, a propriedade privada tem também um outro carácter. Os infinitos matizes que ela à primeira vista oferece reflectem apenas as situações intermédias que ficam entre estes dois extremos.

A propriedade privada do trabalhador sobre os seus meios de produção é a base da pequena empresa, a pequena empresa é uma condição necessária para o desenvolvimento da produção social e da individualidade livre do próprio trabalhador. Sem dúvida que este modo de produção também existe no interior da escravatura, da servidão e de outras relações de dependência. Mas ela só floresce, só lança toda a sua energia, só alcança a sua forma clássica adequada, ali onde o trabalhador é proprietário privado livre das suas condições de trabalho por ele próprio manejadas, o camponês do campo que ele amanha, o artesão do instrumento em que ele toca como um virtuoso.

Este modo de produção supõe a fragmentação da terra e dos restantes meios de produção. Assim como exclui a concentração destes últimos, exclui também a cooperação, a divisão do trabalho no interior do mesmo processo de produção, a dominação e regulação sociais da Natureza, o livre desenvolvimento das forças produtivas sociais. Só é compatível com limites naturais estreitos da produção e da sociedade. Querer eternizá-lo, significaria, como Pecqueur diz, com razão, «decretar a mediocridade em tudo». A partir de um certo grau superior, ele traz ao mundo os meios materiais do seu próprio aniquilamento. A partir desse momento, agitam-se, no seio da sociedade, forças e paixões que se sentiam presas por ele. Ele tem de ser aniquilado, ele será aniquilado. O seu aniquilamento, a transformação dos meios de produção individuais e fragmentados em [meios de produção] socialmente concentrados, portanto, [a transformação] da propriedade anã de muitos na propriedade maciça de poucos, portanto, a expropriação da terra, dos meios de vida e dos instrumentos de trabalho da grande massa do povo, esta terrível e difícil expropriação da massa do povo forma a pré-história do capital. Ela abrange uma série de métodos violentos, dos quais nós só passámos em revista como métodos da acumulação original do capital os que fizeram época. A expropriação dos produtores imediatos foi completada com o vandalismo mais sem piedade e sob o impulso das paixões mais infames, mais sórdidas e mais mesquinhamente odiosas. A propriedade privada adquirida pelo trabalho próprio, por assim dizer, assente na fusão do indivíduo trabalhador, isolado, independente, com as suas condições de trabalho, foi suplantada pela propriedade privada capitalista, que assenta na exploração de trabalho alheio, mas formalmente livre.

Logo que este processo de transformação decompôs de alto a baixo suficientemente a velha sociedade, logo que os trabalhadores foram transformados em proletários e as suas condições de trabalho em capital, logo que o modo de produção capitalista ficou de pé, a ulterior socialização do trabalho e a ulterior transformação da terra e outros meios de produção em [meios de produção] explorados socialmente, portanto, em meios de produção comunitários, e, assim, a ulterior expropriação dos proprietários privados, ganham uma forma nova. O que agora é de expropriar já não é mais o trabalhador trabalhando para si, mas o capitalista que explora muitos trabalhadores.

Esta expropriação completa-se pelo jogo das leis imanentes da própria produção capitalista, pela centralização dos capitais. Um capitalista mata sempre muitos. De braço dado com esta centralização ou com esta expropriação de muitos capitalistas por poucos, a forma cooperativa do processo de trabalho desenvolve-se numa escala sempre crescente; [desenvolve-se] a aplicação técnica consciente da ciência, a exploração planificada da terra, a transformação dos meios de trabalho em meios de trabalho utilizáveis apenas comunitariamente, a economia de todos os meios de produção através do seu uso como meios de produção de trabalho combinado, social, o entrelaçamento de todos os povos na rede do mercado mundial e, com isso, o carácter internacional do regime capitalista.

Com o número continuamente decrescente de magnatas do capital, que usurpam e monopolizam todas as vantagens deste processo de transformação, cresce a massa da miséria, da opressão, da servidão, da degeneração, da exploração, mas também a revolta da classe operária, sempre a engrossar e instruída, unida e organizada pelo mecanismo do próprio processo de produção capitalista. O monopólio do capital torna-se um entrave para o modo de produção que com ele e sob ele floresceu. A centralização dos meios de produção e a socialização do trabalho atingem um ponto em que se tornam incompatíveis com o seu invólucro capitalista. Este é rompido. Soa a hora da propriedade privada capitalista. Os expropriadores são expropriados.

O modo de apropriação capitalista, proveniente do modo de produção capitalista, portanto, a propriedade privada capitalista, é a primeira negação da propriedade privada individual, fundada em trabalho próprio. Mas a produção capitalista engendra com a necessidade de um processo natural a sua própria negação. É negação da negação. Esta não restabelece a propriedade privada, mas, sim, a propriedade individual na base das conquistas da era capitalista: da cooperação e da posse comum da terra e dos meios de produção produzidos pelo próprio trabalho.

A transformação da propriedade privada fragmentada assente em trabalho próprio do indivíduo em [propriedade privada] capitalista é, naturalmente, um processo incomparavelmente mais longo, duro e difícil do que a transformação da propriedade privada capitalista já efectivamente assente numa empresa de produção social em [propriedade] social. Tratava-se ali da expropriação da massa do povo por poucos usurpadores, aqui trata-se da expropriação de poucos usurpadores pela massa do povo.


Karl Marx




terça-feira, agosto 25, 2009

segunda-feira, agosto 24, 2009