quinta-feira, novembro 12, 2009

Pórtico

(Diego Rivera)

Outros serão
os poetas da força e da ousadia.
Para mim
— ficará a delicadeza dos instantes que fogem
a inutilidade das lágrimas que rolam
a alegria sem motivo duma manhã de sol
o encantamento das tardes mornas
a calma dos beijos longos.
(Um ócio grande. Morre tudo
dum morrer suave e brando...

Que os outros fiquem com o seu fel
as suas imprecações
o seu sarcasmo.
Para mim
será esta melancolia mansa
que me é dada pela certeza de saber
que a culpa é sempre minha
se as lágrimas correm ...

João José Cochofel

domingo, novembro 08, 2009

Outubro

Rebanho??

Sobre a questão dos chip que o governo pretende obrigar os Portugueses a instalar nos seus automóveis.
Depois das diversas considerações publicitadas pelos distintos partidos, é sem dúvida a do PCP aquela que mais se aproxima à realidade. Contudo, atribuir o motivo da promulgação de mais esta medida de repressão governativa ao objectivo único de cobrar portagens com mais facilidade resulta algo superficial, lembrando quase um bitoque sem ovo.
Além da efectiva possibilidade de tornar mais efectiva e menos dispendiosa, a cobrança dessa dupla tributação que deriva da passagem pelas diversas portagens que cada dia mais proliferam pela nossa paisagem, como que substituindo as oliveiras que a “querida” Europa nos obrigou a arrancar impondo assim mais uma medida no sentido da destruição da nossa agricultura, a incorporação de um artefacto desse tipo naquilo que muitos consideram uma prolongação da sua casa pode interpretar-se de muitas outras formas, sem que que por tal tropecemos em qualquer espécie de teoria conspirativa.
Como questões alarmantes, àparte da mesma lei, poderiamos encontrar mais uma violação da constituição de Abril, enquanto o Povo se estima inocente até prova contrária. Ampliando a perspectiva sobre as múltiples possibilidades de control que um chip pode proporcionar, poderiamos imaginar como seria um país com leitores electrónicos em cada esquina – quando não por satélite -, permitindo perseguir os movimentos de todos aqueles cidadãos que por qualquer motivo se mostrassem contrários à ideologia imperante, daqueles que se negam a negar a sua existencia ou que preterem situar-se dentro do redil imposto pelo imperialismo cada vez mais opressor, e, sem descurar que com essa possibilidade de control, também a efectivação da aplicação de acções repressivas estaria demagógicamente legitimada. Basta supôr que, depois de identificados como subversivos, o seguimento dos Portugueses e a sua interpelação para, através das mais diversas razões, exercer uma coacção legal que poderia até acabar na privação efectiva da liberdade, seria extremamente simples, bastando implementar um sistema de informação similar ao norte-americano.
Por outra parte, temos aspecto económico, o investimento público brutal que mais não serve, e isto segundo a versão oficial do governo, que para permitir aos consórcios que exploram as nossas estradas aumentar a capacidade de espólio dos trabalhadores, mostra como o PS, mais uma vez, assume uma política de “maria vai com as outras”, apostando pelo anti-ambientalista uso do transporte privado em lugar de aplicar estes recursos ao melhoramento da rede de transportes públicos e melhorando a qualidade de vida no nosso país. Em suma, aproveitando mais uma vez os nossos impostos para beneficiar o privado, mesmo em detrimento da população, como “business-as-usual” do nacional corporativismo.
Poderiamos, ainda assim, contrapôr a esta crítica a “magnifica” construção do “RAVE”, que, não sendo “party”, resulta divertida se observarmos com algum cuidado a globalidade do projecto, aceite parcialmente como necessário, dificilmente se justifica em determinados trajectos internos e menos quando o modelo pendular permite poupar vários milhões de euros tão necessários ao desenvolvimento real do nosso caduco, mermado e agonizante tecido productivo, à manutenção da rede sanitária ou à solvência do sistema de cobertura social.
A juntar à vergonhosa aplicação da receita fiscal em prol do privado que efectivamente conduz a política no nosso Portugal, o actual governo, mesmo fomentando o despedimento colectivo assim como destruindo qualquer direito conquistado depois de 48 anos de escravatura, obriga-nos agora a pagar também, dos míseros salários/esmola que trocamos pela vida, o negócio imposto pelos seus patrões.
Contra esta ignominia, é vital potenciar o esclarecimento através da células de trabalhadores nas empresas, incrementar a acção sindical, reafirmando que é possivel mudar, e que hoje, como desde há quase 90 anos, existe a força capaz de o fazer, a nossa força, o Partido Comunista Português.

Vitória após seis anos de duro combate

Resistir compensa!

Ao fim de seis anos de luta e resistência, os trabalhadores da CP receberam finalmente o dinheiro que lhes era devido desde 2003 – nesse ano, o Conselho de Gerência da empresa marcou faltas injustificadas aos trabalhadores que aderiram a uma greve. Esta devolução resulta do protocolo assinado, no início deste ano, entre o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, da CGTP-IN e o Conselho de Gerência da CP.
Num comunicado da célula do PCP no Sector Ferroviário de Lisboa, os comunistas retiram desta vitória algumas lições. Uma primeira, a convicção de que «vale a pena lutar». Perante o «comportamento ilegal» da empresa, os ferroviários empreenderam várias formas de luta. Entre as quais se destaca a continuação da adesão massiva às greves que desde então se realizaram, «enfrentando as ilegais sanções que desde 2003 lhes caíam em cima». Casos houve, recorda-se no documento, em que trabalhadores perderam entre três e quatro dias de remuneração por um dia de greve – pela via de «encostar» a falta «injustificada» às folgas.
Mas esta luta foi mais longe, transpondo os portões da empresa até junto do Ministério dos Transportes, do Provedor de Justiça, dos tribunais.
Uma outra «lição» prende-se com o estado da democracia em Portugal. Concluindo que esta «está doente», a célula comunista acrescenta que os «direitos constitucionais – como o direito à greve – são cada vez menos respeitados nas empresas e locais de trabalho». O facto de esta situação se ter passado numa empresa pública e de terem sido necessários seis anos de luta para que finalmente se resolvesse de forma justa é bastante revelador, considera o PCP.
Avante! - 1875

sábado, novembro 07, 2009

Trepanação

Doente, o médico.
Diferente, a sociedade.
Infantil, os cordeiros.
Feliz, a verdade.

Molde, uma moeda.
Criminoso, o metal.
Perversa, a solidão.
Vital, a identidade.

Mentira, a opulência.
Rebelde, a vontade.
Terapia, o abandono.
Essência, a liberdade.

Inconsciência, a cura.
Amor, o futuro.
Covardia, a luta.
25 anos, a necessaria realidade.

(Anónimo)

Pintas?

(Pipas - Cândido Portinari)

As Solicitações e Emboscadas
Pode-se pintar com óleo
com petróleo
ou aguarrás

Mas pode-se também pintar com lágrimas
silenciosas

No desprezo das horas odiosas
tanto faz


Mário Dionísio

segunda-feira, novembro 02, 2009

Parcial?

"O Homem é sempre parcial e tem muita razão. A própria imparcialidade é parcial, pertence ao partido dos imparciais."

Lichtenberg



Citação de José Manuel Jara, in "O render dos ideais - Políticas do discurso"

domingo, novembro 01, 2009

Pão para a boca

Quando levada a um grau extremo, a pauperização, diminuindo a capacidade de trabalho e pondo em perigo a reprodução da força de trabalho, compromete a continuidade da produção. Daí preocupações e investigações da burguesia e dos seus estadistas, economistas, higienistas e técnicos. Daí estudarem a situação alimentar, fixarem as despesas mínimas que podem permitir às famílias de trabalhadores "manterem as suas condições de saúde e de capacidade de trabalho", organizarem "dietas satisfatórias" — ou seja, em resumo, estabelecerem as rações adequadas à conservação e reprodução de uma mercadoria indispensável no processo de produção.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Acerca do Infantilismo "de Esquerda" e do Espírito Pequeno-Burguês


«No decurso da Primavera e Verão próximos — escrevem os 'esquerdas' nas suas teses — deve começar a derrocada do sistema imperialista que, no caso de vitória do imperialismo alemão na actual fase da guerra, só poderá ser adiada e se exprimirá então em formas ainda mais agudas.»

A formulação é aqui ainda mais infantilmente imprecisa, não obstante todo o jogo ao científico. É próprio de crianças «compreender» a ciência como se ela pudesse determinar em que ano, na Primavera e no Verão ou no Outono e no Inverno, «deve» «começar a derrocada».

São esforços ridículos para saber o que não se pode saber. Nenhum político sério dirá alguma vez quando «deve começar» esta ou aquela derrocada do «sistema» (tanto mais que a derrocada do sistema já começou, e do que se trata é do momento da explosão nos diferentes países). Mas através da impotência infantil da formulação abre caminho uma verdade indiscutível: as explosões da revolução noutros países mais avançados estão mais perto de nós agora, um mês depois da «trégua» iniciada com a conclusão da paz, do que estavam há um mês ou mês e meio.

E então?

Então tinham inteira razão e foram já justificados pela história os partidários da paz, os que tentaram meter na cabeça dos que gostam de atitudes espectaculares que é necessário saber calcular a correlação de forças e não ajudar os imperialistas, facilitando-lhes o combate contra o socialismo quando o socialismo é ainda fraco e as probabilidades de êxito do combate são evidentemente desfavoráveis para o socialismo.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Irracionalidade económica contra os trabalhadores e a soberania nacional

O nosso comércio externo

Em artigo anterior, em 8/10, nas páginas do jornal Avante!, analisámos a exagerada dimensão das nossas importações, salientando, entre outros aspectos, as consequências da desindustrialização e o criminoso défice alimentar imposto ao País. No presente artigo vamos analisar, em termos genéricos, as nossas exportações, bem como o diferencial entre aquilo que, relativamente ao estrangeiro, compramos e vendemos.

Em 2008 exportámos bens e serviços na ordem dos 37 949 milhões de euros.
Este valor, comparativamente às importações, representa uma taxa de cobertura de 62%, ou seja, no binómio «importação-exportação» somos deficitários em cerca de 23 225 milhões de euros, valor que, em tese, a ser totalmente suprido pela nossa produção, daria emprego à totalidade dos nossos desempregados.
O valor do défice da balança comercial, traduzido em mão-de-obra, supera, pois, o valor do desemprego.
É evidente que, na prática, isso não será totalmente viável, porque não dispomos de poços de petróleo, porque a dimensão de um mercado interno com cerca de 10 milhões de habitantes obriga a uma certa complementaridade na troca de bens e mercadorias e porque nuns produtos temos excedentes e noutros temos falta.
Portugal, tal como generalidade dos países, não reunindo condições para ser auto-suficiente, reúne, porém, condições, na base de um outro modelo de desenvolvimento económico, para resolver uma parte significativa dos estrangulamentos que a direita e as políticas de direita, em nome da economia de mercado, impuseram ao País.
Para se perceber a dimensão da gravidade da nossa situação económica vejamos alguns indicadores.
A pergunta que se faz, desde já, é a seguinte: o que é que exportamos?
No topo da lista surgem as máquinas, aparelhos e material eléctrico, no valor de 6855 milhões de euros, logo seguido do material de transporte no valor de 4603 milhões de euros, o que, em conjunto, representam cerca de 30% do total das nossas exportações.
Este valor, aparentemente positivo, esconde um facto importante, ou seja, a importância do capital estrangeiro no nosso comércio internacional, tendo em conta que muitos dos produtos exportados integram pouca ou reduzida incorporação de matérias-primas, produtos intermédios e produtos acabados de origem portuguesa.
Retenhamos, a este propósito, o caso clássico da Quimonda que importava, praticamente, a totalidade da matéria-prima de que necessitava a qual, sujeita à laboração da nossa mão-de-obra, era, posteriormente, totalmente exportada.
O Governo, recentemente, valorizou a alteração havida na composição da exportação para sublinhar que o têxtil, o vestuário, a madeira, a cortiça e o calçado já não ocupam os lugares cimeiros no ranking da exportação, embora, globalmente, tais sectores tradicionais, tendo exportado 6257 milhões de euros, representem cerca de 16% do total das exportações.
O que o Governo não nos disse foi, insistimos, o valor da incorporação da indústria nacional e os respectivos défices. Quanto a estes últimos vejamos.

Défice da balança comercial

Como já atrás foi referido o nosso défice rondou, em 2008, os 23 225 milhões de euros.
Tal défice é, predominantemente, explicado por:
- 7550 milhões de euros em produtos minerais, de onde sobressaem os combustíveis, óleos minerais e materiais betuminosos;
- 4217 milhões de euros em máquinas, aparelhos e material eléctrico;
- 3337 milhões de euros em produtos das indústrias químicas;
- 2328 milhões de euros em metais comuns e suas obras;
- 2155 milhões de euros em material de transporte;
- 1847 milhões de euros em produtos do reino vegetal;
- 1763 milhões de euros em animais vivos e produtos do reino animal.
Bastaria haver, da parte do Governo, um investimento na área da investigação científica aplicada à racionalização do uso da energia para baixar significativamente a importação de petróleo e, assim, evitar a hemorragia de divisas.
Bastaria haver, da parte do Governo, quer um investimento na área industrial quer uma empenhada política de contrapartidas tendentes a substituir uma parte significativa das compras em maquinaria, aparelhos, equipamentos, material de transporte e de produtos químicos, para, assim, aumentar a nossa produção e os postos de trabalho.
Bastaria haver, da parte do Governo, uma especial atenção quanto ao défice alimentar na perspectiva de produzirmos aquilo que compramos no estrangeiro para, assim, não só disponibilizarmos os produtos de que carecemos como, igualmente, fixar a população no interior do País, evitando a macrocefalia do litoral e todas as consequências negativas a ela associadas.

Superavit da balança comercial

Na relação «importação/exportação» não há apenas sectores deficitários.
Há, também, convém esclarecer, sectores com saldos positivos, designadamente os seguintes:
- 770 milhões de euros no calçado;
- 723 milhões de euros em matérias têxteis e suas obras;
- 708 milhões de euros em madeira, cortiça e suas obras;
- 684 milhões de euros em produtos cerâmicos, vidros e suas obras;
- 4 milhões de euros em armas, munições e acessórios.
Estamos a falar de sectores muito influenciados por mão-de-obra intensiva e muitíssimo influenciados pelos baixos salários.
Tais sectores, não obstante as suas limitações, são importantes para o País e para a manutenção do actual emprego embora haja uma exigência a fazer quanto à necessidade de se eliminar o efeito corrosivo da subcontratação, a par do investimento em design e marcas próprias, retirando às grandes marcas internacionais as obscenas margens de lucro pela simples colagem de uma etiqueta num produto, simultaneamente caro para quem o compra e mal pago para quem o produz.
Este é o preço consentido pela subserviência do bloco central à estratégia da divisão internacional do trabalho, modelo que impôs a Portugal e aos países pobres a produção intensiva de produtos baratos e aos países ricos a produção selectiva de produtos caros, dicotomia que tem servido de arenga às «vozes do dono» para estigmatizarem os trabalhadores, invocando, para o efeito, conceitos como produtividade e competitividade, como se um país especializado na mono produção de camisas e sapatos pudesse ser produtivo e competitivo, em confronto com outro especializado na produção de telemóveis e aviões da última geração.

O destino das nossas exportações

Em 2008 vendemos produtos para 208 estados, incluindo alguns territórios autónomos e vários territórios sob administração de antigas potências coloniais.
À primeira vista pode parecer uma grande diversidade.
Não é bem assim, na medida em que 80% das nossas exportações estão circunscritas a apenas 17 países, a saber:
- Espanha, Alemanha, França, Angola, Reino Unido, Itália, EUA, Holanda, Bélgica, Singapura, Suécia, Malásia, Brasil, Suíça, Polónia, Marrocos e Cabo Verde.
De todos os 208 países e territórios assume especial relevância a Espanha.
Com efeito, em 2008, exportámos para a Espanha bens e serviços no valor de 9579 milhões de euros, o que representa cerca de 25% do total das nossas vendas ao estrangeiro, valor que contradiz os modestos valores registados no início da década de 90.
Isto significa que o chamado mercado ibérico não é uma frase oca, sem sentido.
Esta interdependência tem, naturalmente, aspectos positivos, na medida em que se trata de negócios de proximidade os quais evitam os custos desnecessários das longas viagens em aviões, barcos e camiões TIR, autênticos sorvedouros de recursos finitos, nomeadamente do petróleo, e que por isso determinam gravíssimos problemas à sustentabilidade ambiental do nosso planeta.
Contudo, esta interdependência tem, por outro lado, aspectos potencialmente negativos, derivados de estamos dependentes de um comprador que, sozinho, representa ¼ do total das nossas exportações.
É caso para dizer que se a Espanha se constipar é certo e seguro que não nos livraremos de um resfriamento.
Há que evitar tal patologia, pelo que a diversificação das nossas exportações é uma obrigação estratégica em nome do interesse nacional, mas sem esquecer que a opção verdadeiramente estratégica, essa, passa pela defesa do nosso aparelho produtivo e pelo desenvolvimento do nosso mercado interno.
Eis, pois, um tema que deve merecer a reflexão dos portugueses.
Eis, pois, um tema que, pela divisão de classes, não sendo transversal a toda a sociedade, tem como principais destinatários os trabalhadores portugueses.

Anselmo Dias (Direcção da Organização na Emigração do PCP), in "Avante!"

sábado, outubro 24, 2009

Uma questão de classe

Com a cordialidade que todos merecemos, até prova contrária, este post reserva-se a determinada classe.
SINDICATO DAS INDÚSTRIAS ELÉCTRICAS
DO SUL E ILHAS
Av. Almirante Reis, 74 G, 4º, 5º,7º-1150 - 020 Lisboa
Telefone: 21 816 15 90 - Fax: 21 816 16 39

Pela revogação do Artº 161º da Lei nº 98/2009 Reuniões com portadores de doença profissional, em situação de baixa

  • Dia 29 de Outubro, às 11 e 17 horas – União dos Sindicatos de Setúbal
  • A Direcção do SIESI vai realizar, no próximo dia 29 de Outubro, reuniões com trabalhadores portadores de doença profissional em situação de baixa médica com o objectivo de os informar dos efeitos da entrada em vigor, em 1 de Janeiro de 2010, da Lei 98/2009, designadamente da possibilidade de os patrões recusarem a prestação do trabalho e accionarem um mecanismo que pode conduzir à cessação dos contratos de trabalho, sem quaisquer direitos. As reuniões decorrem nas instalações da União dos Sindicatos de Setúbal, sitas na Rua Silva Porto, nº6, em Setúbal.

A Lei 98/2009 foi publicada no dia 4 de Setembro. Este diploma (que regulamenta o Código do Trabalho em matéria de acidentes de trabalho e doenças profissionais) prevê, no seu Artº 161º, a “impossibilidade patronal de assegurar ocupação ou função compatível” aos sinistrados e portadores de doenças profissionais, o que conduziria a que os trabalhadores ficassem a cargo do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e dos Centros de Emprego para serem “apoiados” na procura de soluções alternativas de reintegração profissional.


Na prática isto quer dizer que os trabalhadores poderiam ficar desvinculados das empresas onde contraíram as lesões e incapacidades para o trabalho, sem qualquer indemnização, ficando a cargo do IEFP, sem que a lei defina por quanto tempo nem a fazer o quê, até serem reintegrados profissionalmente, o que, diga-se, a lei também não define o que é.

Na verdade, os patrões poderão passar a dispor, a partir de 1 de Janeiro, do mecanismo que sempre reclamaram que é o depois de estropiarem os trabalhadores poderem mandá-los embora e substituí-los por outros que, por falta de medidas de prevenção, irão ser novos portadores de doença profissional.

O SIESI opõe-se firmemente a esta lei e, através de audiências pedidas aos grupos parlamentares e ao governo, vai exigir a revogação do Artº 161º da Lei, que estabelece aquele mecanismo. Aos trabalhadores, sinistrados ou portadores de doença profissional e a todos os outros, compete dar corpo às iniciativas do nosso sindicato e ampliar o protesto e a exigência da revogação daquela norma.

Daí que, nesta primeira etapa, seja necessário que difundas esta informação e participes nas reuniões de 29 de Outubro. E que contactes outros trabalhadores, na mesma situação, convidando-os também a participar. Impedimos, antes, a criação deste mecanismo de despedimento. Vamos impedir, agora, que este entre em vigor.



21 de Outubro de 2009

A Direcção

sexta-feira, outubro 23, 2009

Começa o extermínio!



É muito importante ver o vídeo com atenção e, já agora, dar uma vista de olhos por aqui: Crimes de farmacêuticas!

quinta-feira, outubro 22, 2009

Resultado da aposta pela continuidade

"A Delphi vai cortar 500 postos de trabalho efectivos num total de 930, na unidade da Guarda, até Março do próximo ano. A informação foi transmitida esta quarta-feira aos funcionários da empresa de cablagens, confirmou o «SOL» junto da administração.
A redução de actividade foi o argumento apresentado pela Delphi para justificar o corte na força laboral da fábrica da Guarda.
A saída dos trabalhadores da empresa de componentes para o sector automóvel, um dos maiores empregadores do distrito da Guarda, será faseada. A primeira leva será de 300 trabalhadores, até ao final deste ano. Os restantes 200 funcionários irão sair até ao fim de Março de 2010.
Quanto a eventuais dispensas em outras unidades, a empresa escusou-se a fazer qualquer comentário."

Por outra parte, no "Avante!":

"No dia a seguir às eleições autárquicas, a administração da Qimonda Portugal, em conjunto com o administrador de insolvência, anunciou o despedimento de 590 trabalhadores que estavam em regime de lay-off.

Este número, que no dia seguinte foi «corrigido» para 490, é, ainda assim, muito superior aos 230 anunciados na assembleia de credores realizada no dia 29 – ou seja, apenas dois dias depois das eleições legislativas. Neste momento, trabalham na Qimonda cerca de 200 operários, sendo que os restantes – já menos de 800 – estão em lay-off.
No mesmo dia, o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Basílio Horta, considerou este despedimento como já estando previsto no plano de viabilização da empresa, não explicando, porém, a diferença de número de trabalhadores abrangidos pelo despedimento. Em declarações à TSF, este responsável voltou a garantir que a empresa não fechará.
Num comunicado de dia 13, a Comissão Sindical do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do Norte e Centro (STIENC/CGTP-IN) questiona a «boa-fé do processo em curso, que, a nosso ver, foi travado propositadamente para que esta decisão de continuar a despedir trabalhadores da Qimonda não fosse coincidente com o período eleitoral, respondendo a incompreensíveis interesses político-partidários». A comissão sindical lamenta que o ministro da Economia não tenha respondido ainda ao pedido de reunião feito pelo sindicato.
Considerando que o processo de despedimento agora apresentado «ultrapassa em muito o que era sugerido no plano de insolvência», a Comissão Sindical exige que o Governo intervenha no sentido de evitar os despedimentos e salvaguardar os interesses do País.
No comunicado sindical, a Comissão Sindical lembra a evolução dos despedimentos na Qimonda, desde que se abriu o processo de insolvência, em Janeiro deste ano – empregava então 2 mil trabalhadores. O primeiro passo, lembra-se, foi o despedimento de 400 trabalhadores contratados a prazo. A seguir, foram mais 600, entre os quais os restantes trabalhadores precários.
Dos mil que ficaram, 810 passaram para a situação de lay-off e 190 ficaram a fazer a manutenção técnica dos equipamentos. Tarefa para a qual foram chamados, mais tarde, 40 trabalhadores. Ficaram, assim, 230 nesta situação.
Durante o Verão, mais 180 trabalhadores da Qimonda foram para o desemprego, através das chamadas «rescisões por mútuo acordo». Com o despedimento anunciado na segunda-feira, vão embora os «restantes», ficando a empresa com apenas 230 trabalhadores, «porque precisa deles para fazerem a manutenção dos equipamentos»."

Menos de 1 mês depois das eleições, mais de 1000 trabalhadores para o desemprego. Continua resultando alheio ao nosso micro-cosmos?

quarta-feira, outubro 21, 2009

terça-feira, outubro 20, 2009

Operação de Publicidade???

Segundo a conferência episcopal, o novo livro de Saramago não passa disso mesmo, uma mera operação de publicidade. Vendo o seguinte vídeo, poderiamos então afirmar que, mais que um escritor, Saramago sempre foi um publicitário, ou não?

Não obstante, poderiam porém, outro tipo de afirmações, colocá-lo como elemento publicitário, tipo placard de campanha?


A revolução é hoje!

domingo, outubro 18, 2009

Cresce o desemprego e o nº de desempregados sem direito a subsídio

" O almoço do trolha - Júlio Pomar"

"Rodas paradas de uma engrenagem caduca"

"O chamado desemprego registado, ou seja, o total dos desempregados inscritos nos Centros de Emprego, é apenas uma parte dos desempregados que existem no nosso país (os que não se inscrevem nos centros de emprego não são considerados). Mas mesmo sendo uma parte dos desempregados existentes, entre Agosto de 2008 e Agosto de 2009, o seu número passou de 389.944 para 501.663 empregados, ou seja, aumentou num ano em 111.719 (+28,7%). Neste número não estão incluídos nem os "ocupados" (25.246 em Agosto de 2009), que são "trabalhadores ocupados em programas especiais de emprego", portanto na sua maioria de emprego de curta duração, nem os desempregados em formação, nem os "indisponíveis temporariamente" (14.584 em Agosto de 2009), que incluem também "desempregados que não reúnem condições imediatas para o trabalho por motivos de saúde". E mesmo assim, para que o aumento não fosse ainda maior, foram eliminados 535.217 desempregados (em média, 44.601 desempregado por mês dos ficheiros dos Centros de Emprego no período Setembro/2008 a Agosto/2009.

Enquanto o desemprego registado aumentou 111.719 entre Agosto/2008 a Agosto/2009, o numero de desempregados a receber subsidio de desemprego cresceu apenas 62.017 no mesmo período, o que determinou que, em Agosto de 2009, apenas 46% dos desempregados inscritos nos Centros de Emprego recebessem subsidio de desemprego. Por outro lado, o número de desempregados a receber subsidio social de desemprego, que é atribuído quando o desempregado não tem direito a receber subsidio de desemprego e não tenha recursos para viver, e cujo valor é significativamente inferior ao subsidio de desemprego, aumentou, entre Agosto de 2008 e Agosto de 2009, em 42% abrangendo neste último mês já 107.412 desempregados.

De acordo com dados divulgados no "site" do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, em 2009, o valor médio do subsidio de desemprego é de 519,56 euros, o do subsidio social de desemprego inicial de 322,41 euros (62% do subsidio de desemprego), o do subsidio social de desemprego subsequente de 344,45 euros (66,3% do subsidio de desemprego) e o do subsidio social de desemprego - prolongamento (6 meses nos termos do DL 6872009) é de 290,79 euros (56% do subsidio de desemprego). Portanto, o valor do subsidio social de desemprego é significativamente inferior ao valor do subsidio de desemprego, e mesmo inferior ao limiar de pobreza. O governo de "Sócrates I" , ao procurar substituir o subsidio de desemprego pelo subsidio social de desemprego, como prova o Decreto-Lei 68/2009, atirou milhares de desempregados (actualmente mais de 107.000) para uma situação de pobreza.

Face à exclusão de um elevado numero de desempregados do acesso ao subsidio de desemprego, e devido também ao crescimento do desemprego e, consequentemente, também da pobreza (segundo o INE, em 2008, já 35% dos desempregados tinham um rendimento inferior ao limiar da pobreza) é urgente alterar a actual lei do subsidio de desemprego (Decreto-Lei 220/2006, publicada pelo governo "Sócrates I"), reduzindo, mesmo que seja temporariamente durante a crise, o período de garantia para que mais desempregados tenham acesso ao subsidio de desemprego, nomeadamente os trabalhadores atingidos pela precariedade crescente, sendo também necessário aumentar o período de tempo em que o desempregados tem direito a receber o subsidio de desemprego nomeadamente os trabalhadores mais velhos e os com família. O apoio aos jovens, cuja pobreza está a aumentar, nomeadamente os dos grupos populacionais com mais baixos rendimentos terá de ser também analisado e encontradas formas adequadas de apoio. É uma obrigação para o novo governo corrigir a grave injustiça que se verifica neste campo, em que centenas de milhares de famílias enfrentam já dificuldades crescentes para sobreviver.

Eugénio Rosa"

Quantas liberdades, vidas, devem submeter-se pela fome, para que outros, exploradores, troquem por estas, milhões, as suas varridas migalhas de kilo?

quinta-feira, outubro 15, 2009

Somos muitos, muitos mil...

"O português está em Itália para apresentar o livro "O Caderno", que compila os textos que escreveu entre Setembro de 2008 e Março deste ano no seu blogue, sobre temas da actualidade, entre outros. E sobre isso Saramago reconheceu que a crise da democracia pode dever-se à ausência de empenhamento de escritores e intelectuais.

O escritor alertou ainda que «está a crescer o fascismo» na Europa e está convencido de que nos próximos anos «atacará com força». «Temos de preparar-nos para enfrentar o ódio e a sede de vingança que os fascistas estão a alimentar», recomendou. «Apesar de ser claro que se apresentarão com máscaras pseudo-democráticas, algumas das quais circulam já entre nós, não devemos deixar-nos enganar», concluiu."

José Saramago - Roma - 14-10-2009 - 21:30

quarta-feira, outubro 14, 2009

Depois de 1929, veio o fascismo...

Privatização da companhia nacional de enriquecimento de urânio; exploração do túnel do canal da mancha; ponte de dartford; student loan company, são, entre outras, as medidas adoptadas pelo governo britânico para eliminar ou constranger o déficit, gerado pelos motivos que sabemos, nos quais a salvação da banca.

Zapatero, recebeu a bênção do imperialismo, depois de entregar públicamente a vida das suas tropas, as quais, obrigados por missão humanitária, estão agora à disposição dos estados unidos para morrer no afeganistão. Enquanto o seu presidente viaja, espanha sofre um aumento de outros 2% de desemprego e uma reconsideração da moodys devido à exposição real que a inflaccionária borbulha imobiliária gerou, na pior das hipóteses perto de 240 mil milhões de euros.

Brasil, são já 4 os incêndios acontecidos nas favelas durante este ano, algo insólito desde há décadas. Seguramente veremos umas olimpíadas muito divertidas, com cidades sem favelas e devidamente urbanizadas, nada comparado com as barracas de palha dos escravos da região norte do país.

Sem deixar de entender que o número de emigrantes recenseados é sempre uma amostra da emigração real, entre 2005 e 2009 aumentou em 20.000 cidadãos o recenseamento de Portugueses nos circulos da emigração.

Acabou-se a "cartilla de racionamiento" em Cuba!

terça-feira, outubro 13, 2009

Finalmente..

Soares assume-se e considera, por exclusão, que o PS nunca foi um partido de esquerda: «outro facto importante é que as autárquicas mostraram que o partido de esquerda mais sólido é o Partido Comunista e não o Bloco de Esquerda»

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segunda-feira, outubro 12, 2009

domingo, outubro 11, 2009

quinta-feira, outubro 08, 2009

Autarcas CDU (VI)



Moura:



Membro do comité central do Partido Comunista Português e presidente da Câmara Municipal de Moura, José Pós-de-Mina, foi eleito "Personagem do Ano" pelo projecto "OneWorld".

Se considerarmos a dimensão da iniciativa e a credibilidade que podem ter os seus contribuidores no âmbito internacional, podemos afirmar que: -É obra!

O facto mais inusitado na designação do nosso camarada com o beneplácito de todos estes gigantes transnacionais, é, justamente, a "obra", uma obra comunista e, a transcendência da mesma enquanto nos referimos a uma região de relevância moderada se atendermos à composição da lista de aspirantes ao prémio.

Assim, entre outros, como critérios fundamentais para esta nomeação podemos salientar os seguintes:

1º- Defesa dos direitos humanos.

2º- Justiça na distribuição dos recursos naturais e económicos.

3º- Liberdade de informação e acesso à mesma.

Como curiosidade, recordar que, se o Sr. Costa, o Sr. Menezes, ou tantos outros, usufruissem eventualmente desta capacidade, e assim do galardão, os média do capital teriam provavelmente oferecido um foguete no suplemento extraordinário que publicariam para levar à população esta noticia, mas, como já é hábito, nem sequer a deontologia relega essa permanente campanha anti-comunista para os restantes dias do ano.


Só com a CDU, Portugal avança com toda a confiança!

terça-feira, outubro 06, 2009

O Que Fazer Para Aprender o Comunismo? (IV)


A disciplina consciente

Não queremos um ensino mecânico, mas necessitamos desenvolver e aperfeiçoar a memória de cada estudante dando-lhe fatos essenciais, pois de outra forma o comunismo seria uma extravagância e ficaria reduzido a uma fachada vazia; o comunista seria apenas um fanfarrão, se não compreendesse e assimilasse todos os conhecimentos adquiridos. Não só vocês devem assimilá-los, como fazê-lo em forma crítica, com o fim de não amontoar no cérebro um fardo inútil, mas de enriquecê-lo com o conhecimento de todos os fatos, sem os quais não é possível ser um homem culto na época em que vivemos.
O comunista que se vangloria de o ser, somente por ter recebido conclusões já estabelecidas, sem haver realizado um trabalho muito sério, árduo, e extenso, sem analisar os fatos perante os quais deve adotar uma atitude crítica, seria um comunista lamentável. Nada poderia ser tão funesto como uma atitude superficial. Se compreendi que sei pouco, passarei a esforçar-me por saber mais, mas se um homem diz que é comunista e que não tem necessidade de conhecimentos sólidos, jamais se transformará em nada que se pareça com um comunista.
A velha escola forjava os servidores necessários para os capitalistas; dos homens de ciência fazia pessoas obrigadas a escrever e falar ao jeito dos capitalistas. Isto significa que devemos suprimi-la. Mas se devemos suprimi-la, destruí-la, quer isso dizer que não devemos aproveitar todas as coisas necessárias que acumulou a humanidade? Significa que não devemos saber distinguir entre o que necessitava o capitalismo e o que necessita o comunismo?
Em lugar do adestramento imposto pela sociedade burguesa contra a vontade da maioria, colocamos a disciplina consciente dos operários e camponeses, que aliam seu ódio contra a velha sociedade, a decisão, a capacidade e o desejo de unificar e organizar as suas forças para esta luta, com o fim de criar, com milhões e dezenas de milhões de vontades isoladas, divididas, dispersas na imensa extensão do nosso país, uma vontade única, porque sem ela seremos inevitavelmente vencidos. Sem esta coesão, sem esta disciplina consciente dos operários e dos camponeses, a nossa causa é uma causa perdida. Sem ela seremos incapazes de derrotar os capitalistas e latifundiários do mundo inteiro. Não só não chegaríamos a construir a nova sociedade comunista, mas nem chegaríamos sequer a assentar solidamente os seus alicerces.
Assim, apesar de condenar a velha escola, apesar de alimentar contra ela um ódio absolutamente legítimo e necessário, apesar de apreciar o desejo de a destruir, devemos compreender que há que substituir a antiga escola livresca (a do ensino mnemônico) e o anterior adestramento autoritário, pela arte de assimilar toda a súmula dos conhecimentos humanos e de assimilá-los de modo que o comunismo seja, para vocês, não algo aprendido de cor, mas sim algo pensado por vocês próprios e cujas conclusões se impõem sobre o ponto de vista da educação moderna.
Deste modo se devem expor as tarefas fundamentais, quando se fala de aprender o comunismo.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Autarcas CDU (V)

Almeida:

A Câmara Municipal de Almeida anunciou, este domingo, que entregou este mês, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, o dossier de candidatura da antiga praça-forte da vila fronteiriça a Património Mundial.

Segundo o presidente da autarquia, António Baptista Ribeiro, a candidatura está integrada num processo que envolve outras fortificações abaluartadas da raia luso-espanhola, nomeadamente Elvas, Valença, Estremoz e Mação (Portugal), Ciudad Rodrigo, Olivença e Badajoz (Espanha).

Na sessão de apresentação pública do projecto, o autarca referiu que a candidatura foi iniciada em Maio e concluída em Julho deste ano, admitindo que «não foi um trabalho fácil».

António Baptista Ribeiro disse à agência Lusa acreditar que a antiga praça-forte receberá o galardão de Património da Humanidade, a atribuir pela UNESCO, por considerar que a vila possui «muralhas que são consideradas das melhores conservadas da Europa e umas “Casamatas” (construções subterrâneas à prova de bomba) únicas no Mundo».

«Temos um caminho longo a percorrer. Hoje demos o sinal de partida e vamos ter que ultrapassar muitas etapas até chegarmos ao final», afirmou, dizendo esperar que no próximo ano, por esta altura, «esse desígnio» já esteja alcançado.

Para o autarca, a vila fronteiriça possui um vasto património histórico, daí que considere que, finalmente, Almeida, poderá «brilhar no património universal».


A revolução é hoje!

domingo, outubro 04, 2009

O Que Fazer Para Aprender o Comunismo? (III)


A velha escola
Nos é apresentada a questão de como coordenar todos estes aspectos para aprender o comunismo. Que devemos extrair da velha escola e da velha ciência? A velha escola declarava que queria criar homens instruídos em todos os domínios e que ensinava as ciências em geral. Já sabemos que era pura mentira, posto que toda a sociedade se baseava e se cimentava na divisão dos homens em classes, em exploradores e explorados. Como é natural, toda a velha escola, imbuída do espírito de classe, não transmitia conhecimentos a não ser aos filhos da burguesia. Cada uma das suas palavras estava adaptada aos interesses da burguesia.
Nestas escolas, em vez de educar os jovens operários e camponeses, preparavam-nos para dar maior rendimento a essa burguesia. Educavam-nos com a finalidade de formar servidores úteis, capazes de aumentar os benefícios da burguesia, sem perturbar a sua ociosidade e sossego. Por isso, ao condenar a antiga escola, propusemo-nos extrair dela unicamente o que nos é necessário para alcançar uma verdadeira educação comunista.
E agora vou tratar das censuras, das acusações que se dirigem comumente à escola antiga e que levam muitas vezes a interpretações inteiramente falsas.
Diz-se que a velha escola era uma escola livresca, uma escola de adestramento autoritário, uma escola de ensino memorizador. É verdade, mas tem que se saber distinguir, na velha escola, o que é mau do que é útil, há o que saber escolher o indispensável para o comunismo.
A velha escola era livresca, obrigada a armazenar uma quantidade de conhecimentos inúteis, supérfluos, mortos, que obstruíam o raciocínio e transformavam a geração jovem num exército de funcionários talhados todos pelo mesmo padrão. Mas concluir daí que se pode ser comunista sem haver assimilado o tesouro de conhecimentos acumulados pela humanidade, seria cometer um erro. Enganar-nos-íamos se pensássemos que basta saber os lemas comunistas, as conclusões da ciência comunista, sem ter assimilado a soma de conhecimentos que deram origem à teoria do comunismo.
O marxismo é um exemplo de como o comunismo se enraíza da soma de conhecimentos adquiridos pela humanidade.
Já terão lido e ouvido que a teoria comunista, a ciência comunista, criada principalmente por Marx, que esta doutrina do marxismo deixou de ser obra de um só socialista do século 21 realmente genial, para transformar-se na doutrina de milhões e dezenas de milhões de proletários do mundo inteiro, que se inspiram nessa teoria como base da sua luta contra o capitalismo. E se perguntarem por que é que a doutrina de Marx conquistou milhões e dezenas de milhões de adeptos na classe mais revolucionária, terão uma só resposta: é porque Marx se apoiava numa sólida base de conhecimentos humanos, adquiridos sob o capitalismo. Ao estudar as leis do desenvolvimento da sociedade humana, Marx compreendeu o caráter inevitável do desenvolvimento do capitalismo que conduz ao comunismo, e – o que é essencial – baseando-se exclusivamente no estudo mais exato, mais detalhado e mais profundo dessa mesma sociedade capitalista, assimilando plenamente tudo o que a ciência alcançara até então.
Marx analisou tudo o que havia criado a sociedade humana, com espírito crítico, sem desprezar um só ponto. Analisou tudo o que havia criado o pensamento humano, submetendo-o a crítica, e comprovando-o na prática por intermédio do movimento operário; formulou a seguir conclusões que os homens que se encontravam encerrados nos limites estreitos da estrutura burguesa, ou encadeados pelos preconceitos burgueses não podiam extrair.
Há que recordá-lo quando falamos, por exemplo, da cultura proletária. Se não nos apercebemos de que só se pode conceber essa cultura proletária conhecendo exatamente a cultura que a humanidade criou no decurso da sua evolução e que foi elaborando gradualmente, se não tivermos consciência desse fato, não poderemos esquecer esse problema.
A cultura proletária não surge de fonte desconhecida, não brota do cérebro dos que se chamam especialistas na matéria. Seria absurdo pensá-lo. A cultura proletária origina-se, forçosamente, a partir do desenvolvimento lógico do conjunto de conhecimentos conquistados pela humanidade sob o jugo da sociedade capitalista, da sociedade dos latifundiários e dos burocratas.
Estes são caminhos e os atalhos que encaminharam e continuam encaminhando em direção à cultura proletária, do mesmo modo que a economia política, transformada por Marx, nos mostrou aonde haverá de chegar a sociedade humana, indicou-nos o rumo da luta de classes, do desabrochar da revolução proletária.
É freqüente ouvirmos, tanto a representantes da juventude como a certos defensores dos novos métodos de ensino, atacar a velha escola, dizendo que somente fazia aprender de cor os textos e, então, a isto lhes respondemos que, apesar disso, é preciso tirar dessa velha escola tudo o que tinha de bom.
Não há que imitá-la sobrecarregando a memória dos jovens com um peso desmedido de conhecimentos (90% inúteis) e, aliás, alienados do seu contexto; mas daí não se infere, de modo algum, que possamos contentar-nos com conclusões comunistas e limitar-nos a aprender de memória os lemas respectivos. Deste modo não chegaríamos jamais ao comunismo. Para se chegar a ser comunista, tem que se enriquecer a memória com os conhecimentos de todas as riquezas criadas pela humanidade.

sábado, outubro 03, 2009

Autarcas CDU (IV)


Palmela:

O Arquitecto Paisagista Rui Farinha, da Câmara Municipal de Palmela, foi distinguido com o Prémio Nacional de Arquitectura Paisagista 2009, na categoria Espaços Públicos Urbanos, com o projecto de Requalificação do Largo de S. João, Quinta da Cerca e Largo Engº Jacinto Augusto Pereira, na vila de Palmela.


A revolução é hoje!

sexta-feira, outubro 02, 2009

O Que Fazer Para Aprender o Comunismo? (II)

A divisão entre teoria e prática
Um dos piores defeitos, uma das piores calamidades que nos deixou como herança a antiga sociedade capitalista, é um completo divórcio entre o livro e a vida prática, pois tínhamos livros nos quais tudo estava exposto de forma perfeita, mas na maioria dos casos não eram senão uma repugnante e hipócrita mentira, que nos pintava um quadro falso da sociedade comunista. Por isso seria um grande erro limitar-se a aprender o comunismo simplesmente a partir do que dizem os livros.

Os nossos discursos e artigos de agora não são simples repetição do que antes se disse sobre o comunismo, porque estão ligados ao nosso trabalho cotidiano, sob todos os aspectos. Sem trabalho, sem luta, o conhecimento livresco do comunismo (adquirido em folhetos e obras comunistas) não tem absolutamente nenhum valor, porque não faria mais que continuar o antigo divórcio entre a teoria e a prática, que era a característica mais repugnante da velha sociedade burguesa.

O perigo seria muito maior, todavia, se quiséssemos aprender somente as consignas comunistas. Se não compreendermos a tempo a importância deste perigo, se não fizermos toda espécie de esforços para evitá-lo, a existência de meio milhão ou de um milhão de jovens de ambos os sexos, que depois de semelhante estudo do comunismo se intitulassem comunistas, causaria um considerável prejuízo à causa do comunismo.

Autarcas CDU (III)


Carnide:

A freguesia lisboeta de Carnide recebeu um Premio Internacional sobre Boas Práticas em Participação Cidadã.

O projecto de Carnide competiu com outras 26 experiências internacionais de países tão distintos como seja a Argentina, o Peru, a Espanha, o México, o Brasil, a Itália, a França ou o Canadá.

A avaliação ficou a cargo de um comité que reúne representantes de autarquias locais e de universidades internacionais.

Participam mais pessoas no Orçamento Participativo da Freguesia de Carnide, do que no orçamento participativo da CM de Lisboa.


A revolução é hoje!

quinta-feira, outubro 01, 2009

O Que Fazer Para Aprender o Comunismo? (I)

Camaradas, quero falar-lhes hoje das tarefas fundamentais da União das Juventudes Comunistas e, por esse motivo, do que devem ser as organizações da juventude numa república socialista, de um modo geral.

Este problema merece tanto mais a nossa atenção quanto é certo, em determinado sentido, poder-se afirmar que é precisamente à juventude a quem incumbe a verdadeira tarefa de criar a sociedade comunista. Pois é evidente que a geração de militantes educada sob o regime capitalista pode, na melhor das hipóteses, resolver o trabalho de destruir os alicerces da velha sociedade capitalista baseada na exploração. O máximo que poderá fazer será levar a cabo a tarefa de organizar um regime social que concorra para que o proletariado e as classes trabalhadoras conservem o poder nas suas mãos e para criar uma base sólida, sobre a qual poderá vir a edificar unicamente a geração que começa agora a trabalhar já em novas condições, numa situação em que não se observa a exploração entre os homens.

Pois bem, ao abordar, sob este ponto de vista, o problema das tarefas da juventude, devo dizer que essas tarefas de um modo geral e da União das Juventudes Comunistas, assim como de outras organizações semelhantes, poderiam definir-se numa só palavra: aprender.

Está claro que isto não passa de “uma palavra”, que não corresponde às interrogações mais essenciais: aprender o quê e como? E neste problema o essencial é que, com a transformação da velha sociedade comunista, não podem continuar a ser o que eram. Ora bem, o ensino, a educação e a instrução da juventude devem partir dos materiais que nos legou a antiga sociedade.

Não podemos edificar o comunismo senão a partir da sociedade de conhecimentos, organizações e instituições, do acervo de meios e forças humanas que herdamos da velha sociedade. Só transformando o ensino radicalmente, a organização e a educação da juventude, conseguiremos que o resultado dos esforços da jovem geração seja a criação de uma sociedade que não se pareça com a antiga: isto é, a sociedade comunista.

Devido a esse fato, devemos examinar detalhadamente aquilo que devemos ensinar à juventude e como esta deve aprender se quer realmente merecer o nome de juventude comunista, de que modo haverá que prepará-la para que saiba terminar e coroar a obra que nós começamos.

Devo dizer que a primeira resposta, e a mais natural, parece ser a de que a união das juventudes, e em geral toda a juventude que queira o advento do comunismo, tem que entendê-lo.

Mas esta resposta, “entender o comunismo”, é demasiado geral. Que haverá de fazer para aprender o comunismo? Dentre a soma dos conhecimentos gerais, que se deverá escolher para adquirir a ciência do comunismo? Ameaça-nos, neste ponto, uma série de perigos, que surgem por toda a parte cada vez que se planeja mal o trabalho de aprender o comunismo quando se entenda de uma maneira demasiado unilateral.

À primeira vista, naturalmente, parece que aprender o comunismo é assimilar o conjunto dos conhecimentos expostos nos manuais, folhetos e trabalhos comunistas. Mas esta definição seria demasiado tosca e insuficiente.

Se o estudo do comunismo consistisse unicamente em saber o que dizem os trabalhos, livros e folhetos comunistas, isto originaria facilmente comunistas fanfarrões, o que muitas vezes nos causaria danos e prejuízos, já que estes homens, depois de haverem lido e muito aprendido o que se expõe nos livros e folhetos comunistas, seriam incapazes de coordenar todos esses conhecimentos e de atuar como realmente exige o comunismo.

Adaptação



Os governos, ao haverem perdido o seu equilibrio, estão assustados, intimidados e sumidos na confusão pelos gritos das classes intermedias da sociedade, que, colocadas entre os reis e seus súbditos, rompem o ceptro dos monarcas e usurpam a voz do povo.

Adaptação da carta de METTERNICH ao Czar, 1820




A revolução é hoje!

quarta-feira, setembro 30, 2009

Autarcas CDU (II)

Serpa:

Em 2oo7 a Rádio Clube reconheceu o comunista João Rocha como o autarca do ano no nosso país.
João Rocha reconheceu que o prémio era dos trabalhadores de Serpa, dos seus colegas de executivo e do seu Partido.
Depois de que a cultura se tenha enraizado como Oliveira, podendo os seus habitantes disfrutá-la todo o ano, em Serpa não se seguiu a tendência de construir, construir, rebentar com a cultura urbana, paisagística, obrigando a sua população a vender a vida à banca.


A revolução é hoje!

terça-feira, setembro 29, 2009

Marxismo/Leninismo

"A sociedade capitalista, considerada nas suas mais favoráveis condições de desenvolvimento, oferece-nos hoje uma democracia mais ou menos completa na República democrática. Contudo, essa democracia é sempre comprimida no quadro estreito da exploração capitalista, no fundo ela não passa da democracia de uma minoria, das classes possuidoras, dos ricos. A liberdade na sociedade capitalista continua a ser o que foi nas Repúblicas da Grécia antiga: uma liberdade de senhores fundada na escravidão. Os escravos assalariados de hoje, como consequência da exploração capitalista, vivem de tal forma alienados pelas necessidades e pela miséria, que nem tempo têm para se ocupar de "democracia" ou de "política". No curso normal e pacífico das coisas, a maioria da população encontra-se afastada da vida política e das questões que a influenciam."

A revolução é hoje!

segunda-feira, setembro 28, 2009

Autarquias CDU (I)

No caminho de evitar, desde a assunção do real alcance destas palavras, que mais uma vez os média alcancem os objectivos dos seus donos, deturpem a realidade, durante os próximos dias este espaço dedicar-se-á a informar quem o leia, hoje e no futuro, sobre o grau de responsabilidade e compromisso com que os autarcas CDU desenvolvem o seu trabalho ao serviço das populações. Contudo, de recordar os sucessivos recortes orçamentais para os municípios que o actual e anteriores governos têm promulgado na Assembleia da República



1º- Seixal:


Prémio autarquias 2006 pelo desenvolvimento do desporto escolar público.


1º lugar nacional dos prémios europeus de iniciativa empresarial, município pioneiro na simplificação administrativa.


Prémio das Melhores Práticas de Acolhimento e Integração, um prémio atribuído por várias fundações e outras instituições e organizações da Sociedade Civil.


Apresentado como um exemplo no aproveitamento das novas tecnologias, o "Seixal Digital" tornou-se um exemplo de criação serviços de valor acrescido para as populações.





A revolução é hoje!

Como em 1929, esperavam a direita, mas...

Ainda em fase de rescaldo, a conclusão primeira que podemos retirar do acto eleitoral vivido no passado dia 27 é que, indubitavelmente, somos um país decididamente de esquerda.
Numa segunda análise, concluir que, não no sentido que se entende no poema, somos ainda vítimas de certo analfabetismo político.
Em terceiro lugar, a perda de confiança na democracia é, de forma cada vez mais preocupante, um sinal que se pode entender como uma abjecta mas tangível realidade.

Em primeiro lugar, no relativo à polarização da vontade dos Portugueses na “esquerda”, se atendermos à vitória do partido pseudo-socialista, tornar-se-á simples entender que, mesmo atacados nos seus direitos; espoliados das suas conquistas, o alarde do “el dorado”; da opulência a crédito com a qual se tem nublado a perspectiva de muitos cidadãos, se desvaneceu.
Assim mesmo, não está demais observar que, a polarização de uma imensa parte do eleitorado da alternância sem alternativa - esse sim o verdadeiro analfabeto político - num partido como o cds, revela o sentimento de decepção e o castigo que este pretende propinar à sua anterior opção de ilusório dualismo, o psd.
Não devemos contudo, escamoteá-los seria grave, deixar de perceber os motivos que estão na base do incremento da base de apoio do be, algo já patente nas eleições europeias. O be, por radicalizar o discurso do ps, pela natureza social do seu colectivo, por prescindir de ideologia, mas, sobretudo, por se autoproclamar um partido revolucionário que nunca foi, assimila ou absorve o voto dos socialistas que, à semelhança dos votantes do cds nestas eleições, pretendem punir o seu partido pelas políticas profundamente anti-sociais e fascizantes que veio praticando

Destas constatações podemos reiterar as conclusões do início deste texto, enquanto verificamos que a falta de confiança na nossa vontade não é mais que um reflexo do medo que impediria um recém-nascido aprender a andar, que a manipulação informativa ainda faz da mentira a balaustrada da nossa existência e assim do horizonte da temida liberdade.

Finalmente, e referindo-me ao nosso partido e à sua coligação... Cresceu, reafirmou-se, afirmou uma vez mais que o Socialismo no caminho do Comunismo é uma luta que se quer exaltada; potenciada, asseverando que, só com o esforço de todos nós, no esclarecimento; na fraternidade; na solidariedade com os oprimidos desta sociedade, poderemos congregar as mãos necessárias para agarrar o nosso futuro enquanto povo soberano da sua vontade.

A revolução é hoje!

Sustentadamente

Cada dia somos mais, com maior representação.

A luta continua!

sábado, setembro 26, 2009

Reflexão

"- A gente anda pr'aqui a tinir, e, no Norte, há dinheiro aos pontapés - sentenciou Catita aos companheiros.
- Cada pedra de volfrâmio é uma fortuna. Eu, mais dia menos dia, tento a sorte.
Outros puseram-se a imaginar riquezas fáceis.
- Quem sabe se ali na mina haverá disso? - lembrou um deles.
- O francês Henri disse que não...
- Pois eu - afiançou Robalo -, se a fábrica parar de vez, vou à procura de comer onde houver. A pedir esmola não me ajeito; e pra morrer de fome inda sou novo."



A revolução é hoje!

A saque?

A saque, poderemos ficar se insistirmos em dar credibilidade ao centrão que nos vem preterindo em favor dos interesses pessoais de todos, todos, os seus integrantes, entregando Portugal a terceiros e, assim, a existência do seu povo.

Já sabíamos que não existia plano de desenvolvimento para o nosso país, que o pacto de estabilidade só serve para nos manter no marasmo da estagnação, bem comportados e ciosos dos nossos chorudos ordenados ou das magnânimas garantias sociais que temos.

Uma conjuntura que se manipula até parecer com poucas probabilidades de gerar um entorno favorável a um comportamento somático, motivo pelo qual se manifestam os “calões”, contribuindo para a poupança em dispendiosos hospitais que mais não são que focos de infecções, às moscas, promovendo que os trabalhadores, mulheres e homens, acreditem que podem contar com o apoio necessário no desemprego; na doença; no inverno da reforma, contra a precariedade; contra a falta de qualidade na educação, com uma rede de transportes de ampla cobertura, uma planificação urbanística de vanguarda, facilidades para a promoção do desporto; do desenvolvimento tecnológico, com a soberania de um estado independente, capaz de mostrar novos mundos ao mundo. Ponto de partida imprescindível para nos encontrarmos culturalmente e evoluir no sentido de nos salvaguardarmos da deriva que nos torna a vida fútil. Depois dos caciques da direita terem subvertido as organizações cooperativas criadas no período do PREC, momento histórico fundamental para a nossa emancipação. De, paulatinamente, os sucessivos governos dos 33 últimos anos nos terem retirado os direitos conquistados a 48 anos de ditadura, é vital uma ruptura com esta aberração.

Provas tangíveis desta realidade é, a título de exemplo, a nossa relação com os estados vizinhos, neste caso com a dinâmica Espanha, onde cerca de 300 empresas nacionais integram o seu mercado, enquanto no nosso país são já 1200 Espanholas que mantêm actividade. Nos grandes investimentos nacionais, como o caso do Alqueva, o Castelhano passou a ser o 2º idioma da região. Na nossa excelsa política de meio-ambiente, que esquece a sustentabilidade do ecossistema fluvial, com rios cada vez mais poluídos, sobretudo pelo seu menor caudal devido à retenção além fronteiras, tornando mais competitivo o preço da sua produção, sem capacidade para pressionar o governo socialista de Madrid no sentido da implementação de sistemas de tratamento e, proporcionando mão-de-obra mais barata que aquela procedente de países do extinto pacto de Varsóvia.
Ainda assim, considerando que a população desse país não alcança a média europeia de nascimentos, mandamos as nossas mulheres parir do lado de lá, como por exemplo em Badajoz, onde o maior número de recém-nascidos durante 2008 foi de origem Portuguesa.

Contudo, o mais interessante, do ponto de vista económico, é que nos transformámos num país tão débil que até a banca do Reino nos abraça, demonstrado que ficou que os nossos bancos contam com o estado como companhia seguradora enquanto criamos produtos (empresas) de investimento para a banca pública estrangeira, como é o caso das “Cajas de ahorro y montepios” do resto da península.
Um exemplo desta entrega do país, para não nos referirmos à nossa zona económica exclusiva, é a seguinte história de um grupo empresarial chamado “Europac”, do qual o CEO para Portugal é o Sr. Fernando Padrón:

“Historia
Europac surge en diciembre de 1995 tras la fusión de Papelera de Castilla S.A. y Papeles y Cartones de Cataluña S.A. Se trata por tanto de un grupo joven pero con un saber hacer de más de 100 años y a los que se remonta el comienzo de sus actividades con la constitución de una fábrica de cartón.
Los acontecimientos más relevantes en la historia de Europac, de ayer a hoy han sido:
1995. Nace Europac bajo la denominación social de Papeles y Cartones de Europa, S.A. como resultado de la fusión de las empresas Papeles y Cartonajes de Cataluña y Papelera de Castilla. La nueva sociedad implanta una segunda línea de fabricación de papel y pone en marcha dos plantas de cogeneración orientadas a la producción de energía eléctrica y vapor para el autoconsumo.
1999. El grupo japonés Rengo Co. Ltd. entra en el capital de Europac como nuevo socio y tras adquirir Settu Corporation.
2000. Imocapital, sociedad portuguesa de Inversión, participada al 50% por Europac y Sonae Industria, adquiere el 65% del Grupo Público Gescartao S.G.P.S., S.A. Asimismo, en Portugal es adquirido el 100% del capital de la fabricante de embalaje de cartón F.P. Do Ave. Adquisición en España del 100% de las compañías de fabricación de embalaje Trasloga, Torrespack 2000 y Embalatges Sentelles.
2001. Adquiere el 40% de la empresa portuguesa Marimbal, dedicada a la transformación de cartón ondulado.
2003. Las sociedades Zoco Inversiones (formada por las cajas de ahorro Sa Nostra, Caja Canarias, Caja Sur y Caja Extremadura) junto con Carisa (en la que participan Caja de Ahorros El Monte, Caja San Fernando y Unicaja) entran en el capital de Europac como consecuencia de la salida ordenada del grupo japonés Rengo Co Ltd. donde participaba hasta la fecha con un 19,02%.
2004. Grupo Europac presenta el nuevo Plan de Organización elaborado con la colaboración de la consultora PriceWaterhouseCoopers (PwC). La actual organización responde a la nueva legislación en materia de Gobierno Corporativo y supone la separación de funciones entre el Presidente y el Consejero Delegado del grupo, asumiendo todas las funciones ejecutivas este último. En este año también se pone en marcha Sulpac, nueva fábrica en el sur de Portugal, para la producción de cajas de embalaje de cartón ondulado de alta calidad especializada en el sector agrícola. El importe de la inversión asciende a 10 millones de euros.
2005. Europac compra a Sonae el 50% de Imocapital elevando su participación en la filial Gescartao, SGPS, SA hasta el 81,66%. Para financiar parte de la citada operación, se lleva a cabo una ampliación de capital por 33 millones de euros que es suscrita al 100%.
2006: Europac culmina el proceso de fusión con sus filiales en España con efecto 1 de enero de 2006 y anuncia el lanzamiento de una Oferta de Adquisición por canje de acciones sobre el 15,3% del capital de Gescartao que todavía no poseía. La Junta General de Europac aprueba la ampliación de capital necesaria, por valor máximo de 65,4 millones de euros, para la compra de Gescartao. Asimismo, la Junta General de Accionistas de Europac aprobó poner en marcha un Plan de Acciones para Empleados (PAE) y elevar la retribución a los accionistas un 29,5% respecto al ejercicio anterior.

Por otra parte, el Grupo amplia sus negocios al sector de la recuperación de papel en Portugal con la compra de la empresa Manuel Rodrigues de Almeida & Filhos (MRA) a través de Gescartao, que adquiere el 51% de la sociedad. Además, en el centro de Europac situado en Viana do Castelo (Portugal) se inicia un proyecto para aumentar la capacidad productiva de la Máquina de Papel Nº4 (MP4) y que en esta primera fase aumentará su capacidad desde 270.000 t./año hasta 320.000 t./año en mayo 2007, mientras que la reforma de la Máquina de Papel MP3 de la fábrica situada en Alcolea de Cinca (Huesca) aumenta la capacidad de producción en un 30% y mejora la calidad del papel.
2007: El 5 de febrero Europac comienza a cotizar en el mercado portugués tras la oferta pública general y voluntaria de adquisición de acciones lanzada sobre el capital social de Gescartão (Gescartão SGPS, SA) y una semana después comienza el plazo de asignación de una ampliación de capital liberada en la que Europac asigna una acción nueva por cada doce acciones antiguas.

Tras la celebración de la Junta General de Accionistas de Europac volvió a arrancar la máquina de papel kraftliner de Viana do Castelo tras la parada que permitió aumentar su capacidad de producción a 320.000 toneladas anuales y en agosto la compañía comunica a la Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV) y a la Comissaão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM) la venta de acciones de Gescartão de las que era titular a su sociedad participada Imocapital (Imocapital SGPS, SA), que pasó a controlar el 95,117% del capital y el 99,866% de los derechos de voto. Asimismo, se comunicó que Imocapital iniciaría un proceso de squeeze out para adquirir el control del 100% del capital de Gescartão.

Principales hechos en 2008

8 de enero
Europac adquiere la empresa portuguesa de recuperación de residuos NorGompapel (Comérçio de Desperdícios de Papel, S.A.) por un importe de 5,15 millones de euros. La operación, que se cerró a través de su filial portuguesa Gescartao SGPS, S.A. supuso duplicar la capacidad de recuperación de papel pasando de 50.000 toneladas anuales a 100.000 toneladas después de la adquisición.

20 de febrero
Europac presenta los resultados correspondientes al ejercicio 2007, los mejores desde que la compañía cotiza en Bolsa. El beneficio neto ascendió a 31,97 millones de euros, un 189% más que en el mismo periodo de 2006. Por otra parte, el Ebitda fue de 81,93 millones de euros, un 40% más que en el año anterior, mientras que las ventas agregadas se incrementaron un 12% tras registrar 525,67 millones de euros.
8 de agosto
El grupo papelero anuncia una subida del precio del papel kraftliner de 50 euros por tonelada que afecta a todos los clientes de los distintos mercados en los que opera. La capacidad de producción de papel de fibra virgen de la compañía es de 320.000 toneladas al año.
18 de agosto
Europac incrementa los precios del papel reciclado en 60 euros por tonelada para los clientes de la compañía en todos los mercados europeos excepto España y Portugal. Tras la adquisición de OPR, Europac tiene una capacidad de producción de papel reciclado de 540.000 toneladas al año."

Conhece aqui a sua estratégia

Continuaremos apoiando esta aberração, ignaros de coragem, de vontade?
Depois de amanhã serás tu a decidir, existe uma solução viável para o nosso país, aquela que nos furtaram durante tanto tempo, mudança, ruptura, a possibilidade de votar com determinação!

quinta-feira, setembro 24, 2009

O CDS e a sua corja de afanadores...

-A afanar palha? Isso deve ser para uma festa, não??
-Não. É para os mansos que lá temos.
-Mansos? Mas não eram porcos?
-Esses foram para Santa Comba.

Culminando este intróito, aparecem as autoridades... Depois do auto levantado, argumenta a defesa:

-"Meia dúzia de fardos de palha, não representa nada comparado com os casos Freeport, Felgueiras e Apito Dourado!"

Vota CDU!


(Dramatização de acontecimentos ocorridos em Moura, Alentejo, com julgamento a 11 de Outubro 2009. Notícia JN/Luís Reis)

Continuar a mentira ou mudar?

Fundamental será agora assumir o destino nas nossas mãos!

A primeira canção que ouvem é própria do momento histórico que se experimentou no berço da barbárie na época da guerra do Vietname. Constituindo só por si o legitimar de uma sentença similar à aplicada a Kennedy, o Camarada Lennon – tal como ele próprio se refere aos que acompanha – foi ainda mais longe, além de se negar a ser soldado, e apoiar quem a tal designio se escusava, escreveu e cantou por todo o mundo o texto da segunda música, “Poder ao Povo”, tendo “encontrado” um “fanático” que o amordaçou.

Ontem assistimos a mais um acto de propaganda do governo americano, utilizando o massacre dos Palestinianos para vender uma imagem de bom-samaritano pacifista, nada novo no horizonte. Será que nem com a externalização de serviços militares a empresas colonizadoras – como por exemplo o as forças armadas Portuguesas, poderá o mundo focalizar nesta nova cimeira de “boas intenções” para a preservação do meio-ambiente e mostrar que, da mesma forma que os norte-americanos não levaram qualquer tipo de medida para a proporcionar, do que se trata realmente é de promover mais um factor que visa amedrontar as populações, encarando-o como o “metabolismo” normal do planeta (outra coisa é a degradação ambiental, não a mudança climática)?

Aproximar-se-á aos povos a realidade em matéria energética, o conhecimento hoje, de que o petróleo é uma substância inesgotável, que o problema com o qual se deparam os monopólios é a insuficiente capacidade do planeta na reposição de jazidas, sobretudo devído ao consumo do retalho, e que é para este, que se exploram novas vías de producção como a energia solar, sem nos esquecermos que para extrair materiais em entornos similares aos Siberiano, Centro Africano, Polar ou Oceânico, torna-se imprescindível a utilização de uma fonte de energia transportável, algo que ainda possivel com recurso à producção nuclear, aumentaria os custos e se revelaria inviável a curto prazo pela escassez do minério e assim pela dificuldade de armazenamento dos resíduos?

Teremos a possibilidade de alcançar a informação necessária para entender que é o modelo productivo e a sua necessidade permanente de incrementar exponencialmente o consumo, o factor mais importante no que à poluição ou contaminação respeita, utilizando como matéria prima essencial derivados de hidrocarbonetos com baixa capacidade de biodegradabilidade?

Deixaremos algum dia de constituir o activo fundamental dos impérios monopolistas transnacionais, como prova o recente espolio que, de forma extraordináriamente aceite pela humanidade, permitiu aos governos centrais anunciar o aparente fim da “crise mundial”, o fim de um sinal que não passou de uma aproximação à imposta realidade imperialista, pagando com as nossas garantías socias os fictícios rebentos verdes que mais não são que o protelar do colapso de todo um sistema caduco, reductor, o qual, cada vez com maior frequência, requerirá colossais injecções de recursos públicos para manter a actividade económica e assim o “profit” ou “R.O.I.” do grande capital?

Será algum governo capaz, olhando para o milhares de seres que perecem diariamente devído a este sistema de saqueio capitalista, de se posicionar contra a estratégia de enriquecimento dos porcos de Manhatan ou de denunciar a manipulação da espécie através dos elaborados planos e maquiavélicas fórmulas de Tavistock; não haverá ninguém com coragem para alertar a juventude que, o “Sr. Skinner” (o director do colégio da série Simpsons), não é mais que uma metáfora grotesca do verdadeiro Burrhus Skinner, esse que se alvitrou (com apoio da inteligencia americana e britanica) como pai da engenharia social, com o seu “condicionamento operante”, que nos tenta submeter cada vez que respiramos?

Sim, existe esse governo, essa possibilidade! Nas nossas mãos, na nossa vontade, na vontade do povo, dos trabalhadores, das populações, podemos começar exercendo-a no dia 27, votando!
Vamos mudar por uma vida melhor, apostando na ruptura, apostando na CDU!

A revolução é hoje!

terça-feira, setembro 22, 2009

Gota a gota



A revolução é hoje!

Cegueira social?

"A história de toda a sociedade até agora existente e a história de lutas de classes.
O homem livre e o escravo, o patrício e o plebeu, o barão feudal e o servo, o mestre de uma corporação e o oficial, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em constante antagonismo entre si, travaram uma luta ininterrupta, umas vezes oculta, aberta outras, que acabou sempre com uma transformação revolucionária de toda a sociedade ou com o declínio comum das classes em conflito... A moderna sociedade burguesa, saída do declínio da sociedade feudal, não acabou com os antagonismos de classe. Não fez mais do que colocar novas classes, novas condições de opressão, novos aspectos da luta no lugar dos anteriores. A nossa época, a época da burguesia, distingue-se, contudo, por ter simplificado os antagonismos de classe.
Toda a sociedade está a cindir-se cada vez mais em dois grandes campos hostis, em duas grandes classes em confronto direto: a burguesia e o proletariado."

Manifesto do Partido Comunista (exceptuado" a história da comunidade primitiva", mais tarde acrescentado por Engels)

segunda-feira, setembro 21, 2009

Votei hoje!

Do Prolekult ou da Vapp, entre outros escritores proletários puros, daquelas que não misturavam a métrica; o léxico ou a estética burguesa na sua literatura; ao contrário do que defendia Trotsky, escrevia também Demian. Por questões seguramente comerciais, não encontro deste nem um verso em formato electrónico, nem a frase de um cartaz, nem 1 poema.
Nessa época, ainda que vindas de outra base; por quem, por exemplo, considerava Shostakovich optimista, escreviam-se coisas assim:

"Na primeira noite, eles aproximam-se e colhem uma flor de nosso jardim.
Não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam-nos o cão.
Não dizemos nada.
Até que um dia, de entre eles o mais frágil, entra-nos sozinho em casa, rouba-nos a lua e, conhecendo-nos o medo, arranca-nos a voz da garganta.

Porque nada dissemos, já nada podemos dizer."

Maiakovski

domingo, setembro 20, 2009

S&L - Sales Force

"Quase à mesma hora a que Manuel Alegre se juntava(?) a José Sócrates na campanha do PS em Coimbra, Louçã lia o prefácio do socialista no livro de António Arnaut sobre o Serviço Nacional de Saúde. Frase a frase, o coordenador do BE completava as palavras de Alegre: «Tem razão.»"

Criticando os benefícios fiscais nos planos de poupança, o ex-apresentador da RTP, Francisco Louçã, não afirma porém que um PPR de 30.000€ é um privilégio só ao alcance da alta-burguesia, asseverando a velha máxima, como fez Sá Fernandes (recordas?), que nunca está demais acautelar a velhice, a própria, a sua. O cúmulo do populismo é defender um sistema no qual não são necessários productos deste tipo, um estado social e, por outro lado, ajudar a banca a legitimar os mesmos. Esquerdismo ou socialismo de fachada, para a fotografia, como esta: É caso para afirmar: -Ele lá saberá de suas razões, afinal o cunhado de Correia de Campos (o ministro do PS que acabou com o atendimento sanitário em tantos pontos da nossa geografia) deve estar mais informado que a generalidade dos povo trabalhador. Razões que, por outra parte, não serão a forma que encontrou de salvaguardar o pecúlio de toda uma vida de "trabalho", como afirma nesta outra manipuladora reportagem, e menos quando se é professor universitário de economia, sendo a não concentração do risco uma das primeiras lições desta carreira.
Assim mesmo, deve ter a sua explicação, da mesma forma que a encontrou para justificar a sua negativa em visitar as peixeiras do mesmo mercado do qual extracto esta fotografia, não vá com essa actitude demonstrar que num Portugal por si governado só se considerariam Portugueses aqueles que vestissem Armani - ou Boss, como o seu amigo Sócrates - e utilizassem perfume em lugar de sabão azul e branco.

Da mesma forma que em 1979 "Serto PS" o fez (o mesmo no qual continua o Alegre apoiante do Bloco e que há 33 anos insiste em ludibriar o povo), com a criação do PSR, o tal Partido Socialista Reconstruido - o mesmo que por motivos inescrutáveis absorveu a UDP, esta com uma massa apoiante bastante mais significativa - fundado por um então jovem estudante, hoje professor e orador em "meetings" pagos na capital do Imperialismo, antever certos cenários pode resultar uma estratégia certeira, contudo, improvável.

A revolução é hoje!

sábado, setembro 19, 2009

E votar??

EL NIÑO BUENO

No sabré desatarme los zapatos y dejar que la ciudad me muerda los pies
no me emborracharé bajo los puentes, no cometeré faltas de estilo.
Acepto este destino de camisas planchadas,
llego a tiempo a los cines, cedo mi asiento a las señoras.
El largo desarreglo de los sentidos me va mal. Opto
por el dentífrico y las toallas. Me vacuno.
Mira qué pobre amante, incapaz de meterse en una fuente
para traerte un pescadito rojo
bajo la rabia de gendarmes y niñeras.

Julio Cortázar

sexta-feira, setembro 18, 2009

Uma aspirina?

Gripe, o anti-vírus da crise do capitalismo? É pouco provável!
Contudo, é possivel que o efeito que causa no ser humano encontre na revitalização da economia o seu impacto antagonico, ainda que na medida da sua sintomatologia nas populações.

Senão vejamos:

1- O H1N1 obrigou os estados a dispender recursos na compra de paliativos que, como sabemos, incrementaram o preço das acções de uma empresa que já nas mãos do seu anterior proprietário maioritário, o responsável do governo Bush pela guerra quimica, nuclear e bacteriológica, Rumsfeld, estava à beira da falência (ao contrário da actual situação).

2- Sabemos também, e este é um dado dificil de rebater, que, na actual conjuntura económica lógico seria que aumentasse o número de utilizadores dos tranportes públicos.

3- Por outra parte, não obstante o brutal crescimento do desemprego que sofreu o nosso país, dificilmente justificaria um decréscimo tão acentuado de usuários de transporte colectivo.

4- Finalmente, o acréscimo de tráfico rodado privado tornou-se também uma realidade, e, curiosamente, em tempos de crise.

Assim, poderiamos considerar despropositado inferir que esta “pseudo-pandemia” vem uma vez mais beneficiar o grande capital? Que a evolução positiva no consumo de carburantes se torna numa outra via de retirar o pão a quem a ele já com dificuldade acede? Que a necessidade estimular a venda de automóveis encontra desta forma um estupendo coadjuvante? Que o motivo pelo qual o PS já prometeu a proliferação de portagens depois das eleições não é de todo imprevisto? Que a anunciada retirada de comparticipações do estado nos medicamentos, depois da eleições, tem razões bem mais inóspitas que o mero cuidado pelo déficit? Não será, finalmente, o medo, o factor de condicionamento de massas que, utilizado com exito nos estados-unidos, vêm implementado os governos dos 33 últimos anos, PS/PSD/CDS, em ordem a garantir e em vão tentar perpetuar os benefícios grotescos dos grandes grupos?

A revolução é hoje!

quarta-feira, setembro 16, 2009

O Golpe

Há uns tempos, o tal bombardeio manipulador que prolifera na imprensa nacional deixou cair esta mentira a modo de bomba.

Hoje, contráriamente ao que (aparentemente - como sabiamos) defendia o Sr. Louçã, uma Jornalista atirou-nos esta flor.

Só faltou esclarecer que, o que realmente está acontecendo é um apoio do BE à direita, que o golpe do qual muitos desconfiavam e que por tal eram exulcerados, teve a sua génese em 1999.

Por outra parte, a conclusão a que me permito chegar é só uma, e, mesmo tornando-me reiterativo, devo partilhá-la: A CDU é a única Alternativa real para o nosso País, para nós, enquanto Povo!

A revolução é hoje!

Onde é que eu li isto??

"Vimos muitas miragens no deserto, talvez porque a sede da desafronta nos secasse a lucidez. Precisávamos de ter um povo, criarmo-nos com ele, e caminhámos ao seu encontro sobre nuvens de ilusões, supondo que pisávamos terra firme. E julgámos muitas vezes o País pelo que desejávamos, desconhecendo que as alienações divergem."

terça-feira, setembro 15, 2009

Rosa de furias

Como el cisne de la laguna
iba mi barca de marfil,
en el plenilunio de Abril
sobre la estela de la Luna.

Bogando en ondas de fortuna
hiló mi ensueño juvenil,
el hilo de plata sutil
de un cuento de las Mil y Una.

Y era el Abril, cuando ululante
por mi vida pasó un ciclón,
y adelante, siempre adelante,

violento como un león,
estrujé en la garra rampante,
humeante, mi corazón.


Valle Inclán

Dia 27, vamos transformar o país numa Atalaia contra a exploração!



A revolução é hoje!

segunda-feira, setembro 14, 2009

Então?

Arrogância?
Despotismo?
Medo?
Desprezo?
Covardia?
Desistência?
Egoísmo?
Complexo de inferioridade?
Outros e muitos, podem ser os motivos pelos quais a população do nosso país não vota. Contudo, sabemos que todos os motivos que se propõem acima podem derivar num resultado comum, o mutismo, como resposta a determinado estímulo. Mutismo que criticamos, mutismo contra o qual “dizemos” lutar.
Sabemos assim mesmo, que, todos continuamos ajustando o nosso comportamento a frases batidas que mais não são que o plasmar de conclusões de uma análise que não nos lembramos relativizar, tipo: - Quem cala outorga; - De Espanha, nem bons ventos, nem bons casamentos; - Quem jamais amou, vê com maus olhos as coisas do amor; - mais vale mal conhecido que bem por conhecer. Frases que servem para manter convencionalismos redutores, que obstam para concluirmos essa equação que determina o caminho da felicidade, a liberdade. Frases impostas quanto impostoras da nossa verdadeira essência, que nos impedem acompanhar as transformações da matéria, resolver a contradição. Como seria se olhássemos cada um dentro de um mesmo universo, num permanente ensaio que se aproxima à sua explicação desde um raciocínio plural?
Que tal se fosse a humildade a base da nossa percepção do mundo, e como tal de nós próprios?
Que ocorreria se nos atrevêssemos a tentar compreender diferentes concepções do relacionamento humano?
Poderíamos afirmar que, em diferentes medidas, qualquer experiencia pode contribuir para a nossa evolução?
Não será o arrojo uma viagem emancipadora?
Será possível desistir de nós?
Não será mais produtivo, e gratificante, a união dos esforços, das vontades, que viver num castelo de nuvens que ninguém recordará; uma mansão sem acessos nem sequer para nos despedirmos?
Afinal, não somos todos ignorantes (depende em quê)?

A revolução é hoje!