Europa acidental Aqui nem, mal nem bem Aqui nem bem nem mal.
Aqui se alguém não é ninguém É porque a gente nasce De um modo ocidental: Vivem uns bem e outros mal.
E afinal É natural (naturalmente) Que haja gente também Gente que é gente de bem E gente que é apenas gente.
Europa acidental.
O mal É Ter na nossa frente Um mar de sal. Um mar de gente Que de repente (é assim mesmo: de repente) fica vazio e sem ninguém se um dia alguém por mal ou bem quiser ser gente.
Mesmo depois de que o governo norte-americano o assassinasse, durante o 11/9 bush foi capaz de proibir alguma das canções que aqui ficam. Depois de as ouvir (12), não será dificil imaginar o que pensaria o povo e assim os fascistas que o assassinaram.
Depois de entender que o paradigma anterior se desenvolveu com sujeitos "aburguesados", sem fome, oprimidos e assim atribuindo ao hedonismo experimentado o protagonismo numa existência imposta. Neste caso, podemos observar e reiterar, como as necessidades básicas condicionam o comportamento e as eleições animais. Estas necessidades básicas, como outras, sobrepõem-se a qualquer grau de capacidade cognitiva:
Sobre a possibilidade de condicionar a aceitação de propriedade do resultado de todas as nossas acções por parte de uma oligarquia: A evocação, pelo condicionamento, promove a inserção do comportamento dentro de um paradigma auto-imposto pela indefensão aprendida.
O motivos são inúmeros, os fantasmas não existem, mas, humanos, como quando a uma criança informamos sobre a natureza fictícia de personagens de uma série animada, conseguindo assim que esta se coloque fora do contexto, só o exaustivo esclarecimento poderá trazer uma nova realidade para a maioria.
A predisposição, para atender esquemas diferentes aos utilizados como heurísticos; combater internamente estereótipos; questionar ou afirmar uma assumida ou desconhecida pertença ou desvinculação a determinado endogrupo, também existe, na contradição, na adaptação, na evolução, no Homem.
Desta foi mesmo. Ao invés de outras ocasiões, onde por determinado comportamento, preponderando o rendimento dos demais dias de trabalho; a avaliação do custo/recompensa, proporcionaram a vitoriosa aceitação de um aspecto concreto do empregado ainda que sustentando um potencial de conflicto laboral para a empresa, depois de opções assumidas e compromissos tomados com limítes auto-impostos, éramos dezenas, na fila do centro de emprego.
Podia ser um problema pessoal, mas, terá que ser uma questão a solucionar por parte das empresas, neste tempo que inspiramos.
Mesquinho houvera sido que, por mencionar Marx e Lénine quando referindo-nos ao Comunismo, esquecendo ou omitindo por inércia ou condicionamento social, e de classe, o trabalho de Engels, nos colocassem como proletário de segunda, ou que, por um aspecto da acção ou do discurso em determinado momento se extrapolara de tal para determinar a qualidade de toda uma condição. Ainda que, por essa mesma condição, porque o grupo com o qual nos identificamos preserva os aspectos comuns que promovem dita familiaridade, a identificação da crítica, a sua tomada desde a óptica constructiva da aprendizagem ou do mero conhecimento, tomaria fundamento no altruísmo/colectivismo e seguramente, na sinceridade, séria, que sem temores obscurantistas acicataria a contradição e que no fim, sempre, contribuiria para a evolução. Num meio reaccionário só se poderá considerar mesquinho se impúberes nos mantivermos, pelo menos incorporando certa aversão à emancipação, e pugnar-mos, em (in)consciência, pela assunção da diferença; pelo usufructo e pela conquista e defesa dos direitos laborais, confiando permanecer "impúnes" enquanto seja o valor da mais-valia superior ao impacto corporativo da postura preconizada. Outra coisa seria, não ter, ou não querer expressar, uma opinião.
Pois sim, mais que nunca, hoje, somos, qual arquipélago, que não constelação (por humildade? Por ser parte do Universo!).
Não é de poesia que precisa o mundo. Aliás, nunca precisou. Foi sempre uma excrescência escandalosa que se lhe dissesse como é infame a vida que não vivamos para outrem nele. E nunca, só de ser, disse a poesia uma outra coisa, ainda quando finge que de sobreviver se faz a vida. O mundo precisa de morte. Não da morte com que assassina diariamente quantos teimam em dizer-lhe da grandeza de estar vivo. Nem da morte que o mata pouco a pouco, e de que todos se livram no enterro dos outros. Mas sim da morte que o mate como um percevejo, uma pulga, um piolho, uma barata, um rato. Ou que a bomba venha para estas culpas, se foi para isso que fizemos filhos. Há que fazer voltar à massa primitiva esta imundície. E que, na torpitude de existir-se, ao menos possa haver as alegrias ingénuas de todo o recomeço. Que os sóis desabem. Que as estrelas morram. Que tudo recomece desde quando a luz não fora ainda separada às trevas do espaço sem matéria. Nem havia um espírito flanando ocioso sobre as águas quietas, que pudesse mentir-se olhando a criação. (O mais seguro, porém, é não recomeçar.)
Onde estavas tu quando fiz vinte anos E tinha uma boca de anjo pálido? Em que sítio estavas quando o Che foi estampado Nas camisolas das teenagers de todos os estados da América? Em que covil ou gruta esconderam as suas armas Para com elas fazer posters cinzeiros e emblemas? Onde te encontravas quando lançaram mão a isto? E atrás de quê te ocultavas quando Mataram Luther King para justificar sei lá que agressões Ao mesmo tempo que víamos Música no Coração Mastigando chiclets numa matinée do cinema Condes? Por onde andavas que não viste os corações brancos Retalhados na Coreia e no Vietname Nem ouviste nenhuma das canções de Bob Dylon Virando também as costas quando arrasaram Wiriammu E enterraram vivas Mulheres e crianças em nome De uma pátria una e indivisível? Que caminho escolheram os teus passos no momento em que Foram enforcados os guerrilheiros negros da África do Sul Ou Allende terminou o seu último discurso? Ainda estavas presente quando Victor Jara Pronunciou as últimas palavras? E nem uma vez por acaso assististe Às chacinas do Esquadrão da Morte? Fugiste de Dachau e Estalinegrado?
Os trabalhadores comunistas no município de Beja estão indignados com as declarações do presidente da Câmara a uma rádio local sobre a sua conduta profissional. Numa entrevista à Rádio Pax no dia 21, o autarca proferiu «afirmações atentatórias ao comportamento ético-profissional dos trabalhadores do município em geral e, particularmente, dos trabalhadores com opções políticas claras e identificadas», lembram os comunistas num comunicado emitido no dia seguinte.
A organização do PCP dos trabalhadores do município de Beja interpreta estas declarações como o «prenúncio de uma perseguição que o executivo chefiado por Jorge Pulido Valente pode estar a preparar contra os trabalhadores comunistas do município». Para os comunistas, o autarca poderá estar a lançar publicamente campanhas «difamatórias e falsas, com o objectivo de ir influenciando a opinião pública para preparar terreno e melhor justificar essas perseguições». Que, lembram, podem culminar com o despedimento ao abrigo das novas regras de avaliação de desempenho.
Face a este possível cenário, os comunistas afirmam que «não se deixarão intimidar por ameaças ou chantagens» pelo que não deixarão de exercer os seus direitos de cidadania e de defender os direitos dos trabalhadores e um serviço público subordinado aos interesses das populações.
No comunicado, os comunistas esclarecem que, entre eles, «nunca houve uma recusa no exercício das suas funções nem qualquer processo disciplinar que confirme a falta de zelo e, muito menos, que indicie práticas que presumam posturas sabotadoras, como foi insinuado nas declarações do presidente». Aliás, em reuniões do colectivo partidário, «sempre a postura militante foi de apelo a um desempenho profissional que melhor sirva os interesses da comunidade».
Com o objectivo de acabar com especulações, a organização partidária no município recorda não haver – nem no actual mandato nem nos anteriores – militantes do Partido em cargos de chefia e que sempre teve como orientação o respeito pelos dirigentes «independentemente das respectivas opções políticas». A prová-lo está o facto de nunca se terem registado conflitos por razões desta natureza.
Os comunistas consideram ainda que as declarações do presidente da Câmara indiciam desrespeito pelos restantes trabalhadores, ao deixar implícita a ideia de que se trata de «seres autómatos e não pensantes, que se deixam influenciar facilmente por ideias “conspirativas”».
Foi a greve, a greve em Espanha permitiu-me participar no desfile até à assembleia da república que tomou para seu início a rotunda do marquês do pombal.
Ainda a caminho do vitória, fui saudando e cumprimentando camaradas que de antemão confiava encontrar completando o impressionante quadro que de pé também quis pintar. A muitos efusivamente e a outros com um “embalo” que não compreendia contemplar certos formalismos que o meu eu, mínimo, despreza, minuto a minuto, cheguei tarde. No centro de trabalho poucos eram aqueles que permaneciam, mesmo assim, tomando o caminho de engrossar as fileiras do combate às injustiças.
De cabeça jovem(inter), o corpo daquela massa de trabalhadores que conquistava a cada passo as avenidas, o silencio, a luz de um radiante e caro sol que pela frente nos estendia um tapete que cada um pintava de sombra, era a liberdade contoneando-se como tensando e relaxando os músculos, que firmes, como milhares de vontades unidas, erguidas, mais adiante reclamariam justiça. É certo que, para a generalidade dos Homens, tudo o que não entre nos 1400cm cúbicos do seu mundo se considera zona hostíl. Pois bem, ontem reforcei a certeza que os tais 1400cm são só parte do organismo que é a espécie, essa sim, enorme continente de felicidade. E afinal, que mais queremos? Esta é uma questão complexa.
Assim, na estrada de volta a Madrid, fazendo-me acompanhar de uma cadeia de rádio que penetra quase 300 km. Em território magnético Espanhol, fui ouvindo o sabujo que nos rouba e um dos seus acólitos, que o imitava nessa forma de, algo como regurjalar, discursar que nos agonia. Vinham dizer à população que manifestações como as de hoje eram meras excentricidades, folclore; que agora é que seriamos maiores que Espanha, começando com um IVA 6% mais alto; um corte de 5% em salários que não lembram nem ao, deles, menino jesus, e que, somos o suficientemente valentes e solidários para fiscalmente contribuir com mais uma parte dos nossos salários para o governo (que não estado), sem necessidade de progredir na carreira; que não necessitamos de ajudas de ninguém, nem de luxos, e que por tal se congelam todos os investimentos públicos; que a educação ou a saúde podem muito bem sofrer uns cortezitos devido à já de si esbanjadora garantia que auferimos nesses âmbitos, mas, curiosamente, sem ter escutado qualquer menção à esperada política de reposição dessas mesmas garantias. (Para quê?) Não obstante, fiquei ainda mais preocupado com a velada solução para cumprir as previsões do défice para 2010, tomando conhecimento que, o encaixe 2.400 milhões do fundo de pensões da PT não é mais que outra forma de hipotecar o nosso futuro e o daqueles que virão.
Continuando, depois de duas ou três voltas ao dial, aceitei que era essa, sem conteúdo, a música que devia ouvir até chegar a casa; era a música Espanhola que se impunha em todas as estações, essas que silenciavam a greve que segundo o governo foi apenas secundada por 7% dos trabalhadores. Pensando já em castelhano, vieram-me à memória algumas perguntas que me fazia, como parte que sou do organismo, quando era ainda um jovem, como esses que encabeçavam e acompanhavam a manifestação de Lisboa, como pode a sociedade levar um indivíduo a hipotecar o futuro dos seus filhos (também o seu e o dos seus iguais, mas fundamentalmente, dos seus filhos); como pode alguém ficar em casa numa greve, numa manifestação; como pode alguém tapar os olhos e aceitar, como um borrego, que os sabujos que ocupam o poder os utilizem, oprimam, roubem, gozem, ceifem os direitos e determinem, a anos de distancia, a vida que trazemos ao mundo?
Será tão dificil assumir que os nossos filhos, amanhã, quando adultos, vão sofrer mais cortes sobre os cortes que os muitos papás amedrontados aceitaram por uma moeda que recolheram do chão dos “senhores” que a atiraram?
Sem a luta de todos, também desses que pensam que outros de tal penumbra os livrarão; com a política educativa que se implementou e permitimos, sem exigencia académica; com o demonstrado desprezo pela vida que se traduz no paradigma sanitário que sofremos; sem emprego, não estaremos a contribuir para que os nossos descendentes se tornem dóceis “faxineiros” com 12º ano, num país-praia destes estados unidos da europa, que, como a califórnia, só existirá porque (àparte da irrelevante participação política) será uma forma de que a banca e outros estados, tenham uma colónia onde despejar um ano de frustrações. ------------------------------------------------------------------
"Num jornal de 30/09
"A receita por quarto disponível para o conjunto dos hotéis da cidade de Lisboa subiu 24,4% em agosto face a igual mês de 2009, para os €53,3. Uma evolução positiva que se ficou a dever, segundo Vítor Costa, diretor-geral do Turismo de Lisboa, a um incremento do turismo de lazer. "As taxas de ocupação subiram, tal como os preços".
Por classes, o crescimento mais significativo ocorreu nos hotéis de cinco estrelas, onde este indicador trepou 53,4%, para €67,8. "Ainda se verificou uma pequena descida dos preços neste segmento, cerca de 2%, mas a ocupação subiu 56%, o que explica esta evolução", afirma Vítor Costa. Um sinal positivo, já que é a taxa de ocupação que explica a diferença entre este indicador e os preços praticados pelos hotéis.
A receita por quarto disponível é uma das principais medidas para avaliar o desempenho das empresas no sector do turismo, traduzindo as receitas por unidade de capacidade disponível, neste caso, por quarto disponível (seja ou não ocupado). Este rácio depende, assim, de duas variáveis: o nível de ocupação dos hotéis e os preços praticados."
O escravo está vendido de uma vez para sempre; o proletário tem de se vender a si próprio diariamente e hora a hora. O indivíduo escravo, propriedade de um senhor, tem uma existência assegurada, por muito miserável que seja, em virtude do interesse do senhor; o indivíduo proletário – propriedade, por assim dizer, de toda a classe burguesa -, a quem o trabalho só é comprado quando alguém dele precisa, não tem a existência assegurada. Esta existência está apenas assegurada a toda a classe dos proletários. O escravo está fora da concorrência, o proletário está dentro dela e sente todas as suas flutuações. O escravo vale como uma coisa, não como um membro da sociedade civil; o proletário é reconhecido como pessoa, como membro da sociedade civil. O escravo pode, portanto, levar uma existência melhor do que a do proletário, mas o proletário pertence a uma etapa superior do desenvolvimento da sociedade e está ele próprio numa etapa superior à do escravo. O escravo liberta-se ao abolir, de entre todas as relações de propriedade privada, apenas a relação de escravatura e ao tornar-se, assim, ele próprio proletário; o proletário só pode libertar-se ao abolir a propriedade privada em geral.
Trocámos o nosso, outros futuros; a alegria de quem será, que não somos. Alcunhámos de vida o lamento, sobrevivendo nas migalhas dos pães, inteiros que fomos
Arrotam os porcos lá fora rebolando no seu próprio excremento, sustento da muralha que nos obriga o horizonte sonhar. Fétida Nauseabunda, Cercada pelo mar
Depois de ouvir esta intervenção, grande, brilhante, daquele que considero, agora mais (se cabe), a única opção que como povo temos de melhorar as nossas condições de vida, "veio-me" à lembrança um momento que passou à 26 anos, na Costa da Caparica. Depois de um comicio, numa colectividade que frequentava, onde me abastecia em terra para depois ir para o mar, tendo na altura a responsabilidade sobre a informação e propaganda (penso que era isto...) da JCP para essa freguesia, virei-me para o Camarada Álvaro Cunhal e disse-lhe: -Camarada, a juventude está presente! A reacção desse camarada foi, para meu espanto, olhar para mim, aproximar-se e, dar-me um abraço. Depois desse episódio, durante todo o tempo que passou (que não foi nenhum), fui tentando perceber a motivação dessa atitude, e consegui. Hoje, começam a equilibrar-se as novidades com as memórias, algo que podia, só, ser decadente. Porém, sem que a minha concepção da existência reserve espaço para esse tipo de fenómeno, estas oportunidades são assim mesmo revitalizantes, ou até, capazes de criar a necessidade de exercer um esforço suplementário controlar o corpo. O Francisco Lopes, nesta ocasião, no meu caso concreto, veio reforçar a certeza do quão correctas foram as conclusões às quais cheguei há alguns anos e, por conseguinte, "Francisco, avança, com toda a confiança!"
ESTOCOLMO — As eleições legislativas de domingo na Suécia provocaram incerteza política no país, com uma coalizão de centro-direita minoritária que se vê obrigada a negociar com a esquerda para evitar uma aliança com a extrema-direita, que conseguiu entrar no Parlamento.
Após o anúncio do resultado, o primeiro-ministro Fredrik Reinfeldt, cuja coalizão perdeu a maioria absoluta por três cadeiras, repetiu que não negociará uma aliança com os Democratas da Suécia (SD), o partido com uma plataforma anti-imigração que entrou no Parlamento.
"Fui claro. Não vamos cooperar ou ser dependentes dos Democratas da Suécia", afirmou aos seguidores o político de 45 anos.
"Vou procurar os Verdes (membros da coalizão de esquerda) para obter um apoio mais amplo", completou.
Diante da primeira reeleição da direita à frente do país, da queda histórica da social-democracia e sobretudo do choque causado pelo aumento da votação da extrema-direita, a imprensa sueca destaca o "fim de uma época".
Com seu pior resultado desde 1914, os social-democratas, que passaram boa parte do tempo no poder desde 1932, perderam o encanto sobre os eleitores.
A líder social-democrata Mona Sahlin, de 53 anos, desejava ser a primeira mulher a assumir o posto de chefe de Governo da Suécia, mas obteve apenas 30,9% dos votos.
"A época em que um partido estava aferrado ao poder e podia decidir tudo, felizmente acabou", afirma um editorial do jornal Dagens Nyheter.
"Perdemos. Não fomos capazes de recuperar a confiança", declarou Sahlin no domingos aos simpatizantes.
Mas o terremoto político no país, lembram os analistas, foi completado com a entrada no Parlamento dos Democratas da Suécia, liderados por Jimmie Aakesson, de 31 anos.
Com 5,7% dos votos, o partido conseguiu 20 cadeiras das 349 do Parlamento sueco e está em uma situação ideal para oferecer a maioria absoluta à coalizão, apesar de Reinfeldt ter descartado a hipótese.
"Não criaremos problemas. Assumiremos nossas responsabilidades. Prometo ao povo sueco", afirmou Aakesson no domingo à noite.
Toda a imprensa sueca lamenta nesta segunda-feira o avanço da ultradireita, que deseja acabar com a forte imigração (mais de 100.000 pessoas ao ano) no país, uma das poucas nações europeias flexíveis no tema.
"Caiu o estandarte da "tolerância" e as forças obscuras acabaram mantendo também como refém a democracia sueca", lamenta um editorial do jornal Expressen, que pede Fredrik Reinfeldt uma aliança com os Verdes.
"Se o preço a pagar é um posto de ministro do Meio Ambiente e impostos sobre a gasolina, não se deve hesitar por um segundo", completa.
Mas conseguir o apoio dos 25 deputados Verdes parece complicado, já que os ecologistas fizeram campanha com os social-democratas e contra o governo Reinfeldt.
Na noite de domingo, uma das principais figuras dos Verdes, Maria Wetterstrand, deixou claro que os planos do premier serão difíceis de ser concretizados.
"Vai ser muito difícil para nós, depois desta campanha, olhar para nossos eleitores nos olhos e dizer que vamos cooperar com este governo", disse.
A coalizão de quatro partidos de Reinfeldt recebeu 49,3% dos votos, o que representa 172 cadeiras, três menos que a maioria absoluta de 175. A coalizão de três partidos de esquerda conseguiu 157 deputados.
Trocámos o nosso, outros futuros; a alegria de quem será, que não somos. Alcunhámos de vida o lamento, sobrevivendo nas migalhas dos pães, inteiros que fomos
Arrotam os porcos lá fora rebolando no seu próprio excremento, sustento da muralha que nos obriga o horizonte sonhar. Fétida Nauseabunda, Cercada pelo mar
4.530.000 - Esta era a dimensão da diáspora portuguesa em meados de 2009. Por quê?
Se nos encontrassemos na década de 60, quando chegaram a “saltar” 120.000 portugueses por ano; submetidos ao mais feroz fascismo que o nosso país pôde experimentar... Mas a realidade é esta, mais de 4,5 milhões de portugueses continuam cá fora.
Observando as preocupações dos governos portugueses que, desde Novembro de 1975, foram tentando fechar as portas que em Abril do ano anterior se haviam aberto, poderiamos dar-nos conta dos motivos. Pensar que estes eram só a preservação do controlo obscurantista sobre a população, demagógico desta feita, com o intúito de entregar aos substitutos, e a alguns anteriores, exploradores, um país e um povo que lhes permitissem alimentar os cães com bife do lombo. Mas isso é acreditar em conspirações.
Assim, já em 1978, três anos depois, se tinham definido políticas que contemplavam muitos daqueles que eventualmente poderiam querer passar férias lá fora com as riquezas que se adivinhavam.
Em 1990, depois de um período de consolidação, começamos a perceber quão bem se vivia na diáspora deste novo paradigma. As noticias eram várias, começando pelos novos destinos, como o Reino-Unido, onde se assistia a casos de tuberculose que, sem dúvida, se arrastavam ainda do tempo do fascismo, na França, onde hoje o governo já adopta tintes neo-nazis, ou, sem parar, na Suiça, onde iam trabalhar para a banca.
Porém, a situação não se revelava apenas por motivos como aqueles que numa primeira impressão podemos imaginar. O contacto com outro tipo de dimensões denota outras, e claramente indicadoras da condição dos portugueses, importantes variáveis. A emigração de periferia. Neste contexto, como membros de pleno direito da UE, como os ciganos romenos, também nós assumíamos (e hoje também) a consideração de iguais.
Finalizando esta parte, depois de uns poucos anos de direita em portugal, já os novos emigrantes tinham ampla consideração: valha este exemplo.
Dessa forma, também os mais temerosos aceitavam um novo estereótipo, basta perceber este titulo, a opinião de um blog qualquer e dos seus mais de 70 comentários: subtilmente amistosos. Esta consideração, como era de esperar, veio gerar ainda mais noticias, como esta.
Tudo isto, como referido no início do texto, para conseguirmos alcançar o 1º lugar em igualdade, algo que Sócrates quase conseguiu, colocando-nos em 5º lugar, mesmo que, o PSD, coo protagonista desta farsa, prometa.
Entretanto, cá fora, vamos assistindo a isto, isto, isto, isto. Nós, e aqueles que no segundo bloco desta página escrevem o que já na alegoria fica explicito. Por outra parte e, curiosamente, não por assumirmos uma emigração itinerante, mas, preocupados com a imigração que suportamos dos países mais pobres, somos também capazes de investir para melhorar as condições de vida desse colectivo.
Assim, não deixa de resultar lógico que os portugueses, cada dia mais, optem pela diáspora para viverem, considerando as facilidades que cá fora encontram para quem vem de um país com umas condições tão favoráveis; com tais liberdades e garantias. Como tal, metade da população e mais de metade dos potenciais eleitores, enquanto aceitamos a média de idades daqueles que por cá andam, desmentem assim aqueles que explicam a emigração apenas como uma espécie de ânsia de fuga, ou não?
Não é já de Natal esta poesia. E, se a teus pés deponho algo que encerra e não algo que cria, é porque em ti confio: como a terra, por sobre ti os anos passarão, a mesma serás sempre, e o coração, como esse interior da terra nunca visto, a primavera eterna de que existo, o reflorir de sempre, o dia a dia, o novo tempo e os outros que hão-de vir.
De vez em quando a insónia vibra com a nitidez dos sinos, dos cristais. E então, das duas uma: partem-se ou não se partem as cordas tensas da sua harpa insuportável.
No segundo caso, o homem que não dorme pensa: "o melhor é voltar-me para o lado esquerdo e assim, deslocando todo o peso do sangue sobre a metade mais gasta do meu corpo, esmagar o coração."