sexta-feira, janeiro 28, 2011

A Portugal

Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.

Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.

Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
eu te pertenço.
És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não


Jorge de Sena

Pela candidatura de Francisco Lopes

O número de portugueses registados no sistema da Segurança Social espanhol continua a cair, estando referenciados no final do ano passado 51.831 trabalhadores, quase menos mil do que em Agosto de 2010, indicam dados oficiais revelados hoje.
Os dados do Ministério do Trabalho espanhol confirmam, assim, uma tendência que se tem vindo a consolidar nos últimos anos.

Sede III

Depois de mais uma volta ao resultado eleitoral, vejo a obrigação de assumir o tremendo erro que cometi equacionando os mesmos e sacando as conclusões que incluí no post "A marisma". continuando...

quinta-feira, janeiro 27, 2011

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Sede I

Dia Internacional da Água

"Assinala-se a 1 de Outubro o Dia Internacional da Água, oportunidade para uma reflexão dos portugueses sobre a importância deste recurso para o nosso futuro colectivo e sobre qual deverá ser a política de gestão e utilização que sirva os interesses dos portugueses e do País. A crescente sensibilidade dos portugueses para a importância da água e o aumento de conhecimento desta problemática, se tem tido algum eco no discurso do Governo PS, não tem tido a mesma correspondência na sua política. O PCP manifesta a sua maior preocupação com a actual gestão da água e alerta para a irresponsabilidade com que o Governo, optando por favorecer outros interesses em detrimento de uma correcta política da água, está a pôr em causa o futuro dos portugueses. O Governo PS manteve formalmente o modelo institucional centralizado, burocratizado e dissociado do conceito de bacia hidrográfica, instalado pelo PSD, agravando as suas distorções por uma prática cada vez mais centralizadora, redutora da adequada participação dos cidadãos, das autarquias e dos utilizadores da água. O debate público foi sempre substituído pela apresentação pública de projectos. Os agentes económicos e sociais não são chamados nem ouvidos na definição da política da água. Os próprios Conselhos de Bacia têm sido utilizados como mero palco de apresentações esporádicas, deturpando a sua natureza de órgão consultivo estratégico na elaboração dos Planos de Bacia Hidrográfica. Continua adiada a promessa eleitoral da publicação de uma Lei da Água, assim como continua sucessivamente adiada a apresentação das propostas dos Planos de Bacia Hidrográfica e do Plano Nacional da Água. A administração da água consiste em intervenções casuísticas e centralizadoras, de carácter arbitrário, sem o suporte técnico e científico adequado, assim como num deficiente aproveitamento dos fundos destinados ao sector, a que acresceu a sua gestão desequilibrada e desarticulada. Tem vindo a crescer a pressão sobre as autarquias para o mesmo esvaziamento em proveito de entidades de direito privado sobre as quais não têm controlo, designadamente no que diz respeito às competências de abastecimento de água e saneamento. Mais de um milhão de pessoas residentes em Portugal continental estão privados do direito a abastecimento público de água. Segundo os dados do Ministério do Ambiente, 27% dos portugueses não usufruem de qualquer tipo de recolha de águas residuais, e apenas é tratado o esgoto de 55% da população. O modelo de gestão da água como recurso finito, móvel e reutilizável de propriedade comum, bem de primeira necessidade cujo acesso é um direito natural, como suporte de ecossistemas e elo de equilíbrio climático, reflecte o projecto de desenvolvimento do País e a forma de exercício da soberania e da democracia. A gestão da água tem de ser assumida como a gestão de um património comum, que não pode ser alvo de lógicas economicistas de curto prazo mas, ao contrário, terá de assumir-se como compromisso dinâmico de adequada relação entre o Homem e os recursos de que pode usufruir. No entender do PCP, muito mais que uma política sectorial, a política da água é uma componente estrutural do desenvolvimento humano integrado e sustentado, de equilíbrio com o espaço envolvente e de autonomia. O que exige que o ambiente seja encarado como um sistema dinâmico no qual o Homem, ocupando o lugar central, é o garante da preservação e equilíbrio ecológico, do respeito pela natureza e, simultaneamente, objecto da procura das condições que permitam a melhoria do seu nível de saúde e de bem-estar. Saudando a progressiva disponibilidade dos portugueses para a protecção e poupança deste recurso essencial, o PCP manifesta o seu empenhamento na resolução dos principais problemas que afectam este sector, exortando os portugueses a uma atitude cada vez mais atenta e participativa na exigência de uma política da água que sirva o interesse de Portugal."

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP - Setembro 2000

---o---

segunda-feira, janeiro 24, 2011

A marisma

Tendo sido as eleições que históricamente menos participadas se revelaram, todo um sinal de confiança na acção dos anteriores governos; sem que aqueles que necessitavam pedir emprestados os olhos da criança que foram para tentar descobrir a vontade que de tantos ataques se vai mascarando parecendo abandoná-los; os acontecimentos relacionados com a corrupção inimputada; a imagem tendenciosamente manipulada e transmitida pelos meios de comunicação que nos coloca como meros elementos de figuração numa história na qual somos e sempre seremos, os protagonistas; o aproveitamento da burocracia por parte de quem legisla para dificultar o exercicio de um direito conquistado pela luta e morte de tantas Mulheres e Homens que nos antecederam e acompanham ou, a opção das diferentes forças políticas no relativo à eleição dos seus candidatos, Portugal continua na senda da decadência.

Observando o resultado das várias candidaturas, numa análise "grosso modo", podemos perceber o valor real do esclarecimento da população. Dos três candidatos apoiados por partidos políticos, encontramos que, Francisco Lopes, apesar de que a sua base de apoio também se encontre exposta aos factores anteriormente mencionados e a outros que aqui não se expõem e que possibilitaram uma abstenção superior a 53%, foi a aquela que menos sustento perdeu, bastando para tal atender a que este reduziu a sua votação em 10%, enquanto Cavaco perdeu quase 14% e que, no caso de Manuel Alegre, aproximadamente 20% do seu eleitorado lhe retirou a confiança.

Em última impressão, não sendo, nem pretendendo, um ignorante equivocado sabe-tudo da política, encontrei que foi maioritariamente a juventude quem reinvindicou o seu direito, quem quis mudar a marisma e transformá-la, a mesma juventude da qual prescindem todos os governos que desde 1975 têm vindo a atrofiar o país, a mesma juventude víctima primeira desta mentira na qual 23% do eleitorado nos obriga a acompanhar quem chafurda como no líquido materno.


A luta deve continuar.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Este fim de semana...

... como opção (basta querer), podemos integrar a mesa eleitoral e/ou, votar, no Francisco Lopes, claro...

Até lá, e porque há muito trabalho no terreno, fica este post:

terça-feira, janeiro 18, 2011

Dorme

Não sonhando nunca necessitaremos contrariar o estabelecido, mas, mais importante, sem sonhos estaremos seguros de nunca criar realidades que quem nos governe não possa controlar.

Para sonhar há que dormir, bastam 90 minutos, para adormecer é necessário estar acordado.

"Não dar tréguas ao fascismo"

Uma das muitas estratégias para manipular as populações, além da coacção física ou da imprimação da solidão como realidade próxima, é também o potenciar da memória de experiências aversivas com o objectivo de condicionar pelo medo a sua vontade ou comportamento.
Além do debate a que o povo português pôde assistir num momento crítico para a sua emancipação, entre Álvaro Cunhal e Mário Soares, onde, reiteradamente, este último afirmou que o Partido Comunista o que pretendia era instaurar uma ditadura – conscientes todos do peso que uma palavra que havia determinado a vida do país durante 48 anos poderia ter, sem nos esquecermos que o desequilíbrio fisiológico que o vitimou, através da fome ou do amordaçar da sua voz, impedindo-o criar imagens passíveis de construir sonhos de outras realidades, fomentaria -; no qual se acusou este partido, sem qualquer legitimidade, de estar a conduzir o país para uma guerra civil; ainda depois da entrega da vida dos trabalhadores ao capitalismo apátrida, o condicionamento não parou. Analisemos o dramatismo desta peça teatral, onde se traz à cena uma comedida agitação a atribuir já se sabe a quem:

Hoje, fruto desse trabalho de base, a consciencialização relativa à assunção do resultado das opções de cada um, abrindo os olhos àquelas divergentes das propagandeadas pelos meios de comunicação propriedade dos grupos económico-políticos estabelecidos, aceites como únicas numa espécie de “neolinguísmo” cultural (Similar ao alemão da década de 30 do século passado) reduzido ao tamanho do ecrã, torna-se cada vez mais determinante para a preservação de Portugal, que somos todos, e, de dimensão similar, da espécie.
Filogeneticamente emparentados com as demais espécies, somos, contudo, possuidores de pelos menos uma característica muito singular, o pensamento abstracto (basta que consideremos conquistas históricas incontornáveis). Assim, ao contrário dos limitados animais que no vídeo* em baixo se revelam incapazes de se libertar, perpetuando por si sós os reflexos derivados da repressão, só justificando a liberdade conquistada em Abril poderemos expulsar a corja do governo.

Faltam 6 dias para, sem medo, protagonizarmos um enorme momento civilizacional, dos muitos que experimentaremos pelo caminho.


*- Este paradigma experimental é real.

domingo, janeiro 16, 2011

Neandertal e paciência

Na imagem seguinte, à esquerda um exemplo do crânio evoluído da espécie, com uma frente proeminente, à direita, uma cabeça de Neandertal.
Dedicado estes dias a conhecer matérias que consideram certos aspectos morfológicos da evolução, sem deixar de atender a que certas deformações encontradas em esqueletos se ficaram a dever apenas a influências culturais, encontrei no Neandertal determinadas características que se revelaram assobrosamente comuns a pelo menos um exemplar de, até agora aceite como tal, homo sapiens. Possivelmente a prova de uma continuidade genética paralela que contrariaria Darwin no que à variabilidade respeita, que, ao mesmo tempo, poderia explicar a razão da escolha deste exemplar para capataz do imperialismo no nosso país, considerando a sua proximidade ao tempo da prática inexistência do cortéx frontal, ou, à etapa embrionária do seu desenvolvimento, que o tornaria obediente e pouco capaz de articular qualquer linha de pensamento, razão pela qual apenas domina a sentença: "-Sobre isso... Não me pronuncio", aqui ficam alguns exemplos dessa semelhança, que, reitero, não passa de uma curiosidade.
Resumindo: na foto abaixo poderemos encontrar, à esquerda (como já sabiamos), um exemplo do Homem actual e, no extremo direito, uma simulação de como seria o Neandertal. Como se poderá observar, as diferenças são claras, a área mais importante e que nos diferencia de outras espécies, que na imagem da esquerda se apresenta desenvolvida, extremamente relacionada com a cognição, no indivíduo da direita revela-se ainda atrofiada.
Claro que, a tendência evolutiva é a de promover uma capacidade adaptativa síncrona e generalizada. Assim, sendo a paciência uma característica da inteligência, resistir na vanguarda - como faremos no dia 23 - é já vencer.

sábado, janeiro 15, 2011

Senta-te aí

Está na hora de ouvires o teu pai
Puxa para ti essa cadeira
Cada qual é que escolhe aonde vai
Hora-a-hora e durante a vida inteira

Podes ter uma luta que é só tua
Ou então ir e vir com as marés
Se perderes a direcção da Lua
Olha a sombra que tens colada aos pés

Estou cansado. Aceita o testemunho
Não tenho o teu caminho pra escrever
Tens de ser tu, com o teu próprio punho
Era isto o que te queria dizer

Sou uma metade do que era
Com mais outro tanto de cidade
Vou-me embora que o coração não espera
À procura da mais velha metade

João Monge

sexta-feira, janeiro 14, 2011

La Cantera

Hoje, muitas Mulheres e Homens, que sendo puto foram a madurez do despertar, feliz, para um sonho que era já o caminho, vieram saudar-me sem que nada de especial o tenha suscitado.
É certo que estamos num momento eleitoral e que, como habitualmente, aparecem mais vozes que noutras ocasiões. Porém, devido seguramente a esse efeito, tipo magnético, de atracção e repulsa, com que a mente estrutura a nossa idiossincrasia, equilibrando-nos fisiologicamente, favorecendo a coerência com a vontade, não encontro motivo aparente para tão inusitada visita.
Divagando, pela razão, pelos estímulos que actuam nesse eu que pensará que me assustaria se se revelara despido de contemplação, só aparece a esperança, mas, que esperança? Pois é, a esperança de que saibamos algum dia, todos (porque muitos o fazemos), respeitar o futuro, que nos olha desde baixo, às vezes com olhos de fuzil no momento do adeus.
Obrigado!

Vejam bem...

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Mania das grandezas

Pois bem, confesso:
fui eu quem destruiu as Babilônias
e descobriu a pólvora...
Acredite,
a estrela Sírius, de primeira grandeza,
(única no mercado)
deixou-me meu tio-avô em testamento.
No meu bolso esconde-se o segredo
das alquimias
e a metafísica das religiões
— tudo por inspiração!

Que querem?
Sou poeta
e tenho a mania das grandezas...

Talvez ainda venha a ser Presidente da República...

Joaquim Namorado

Comecemos aqui, soberanamente!

Mudar

"Cuba lidera o grupo de dez países emergentes com maior índice de desenvolvimento social, conclui um estudo feito por uma equipa de investigadores da ONU com base nos resultados do Relatório do Índice do Desenvolvimento Humano 2010 , divulgado em novembro do ano passado.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi proposto há cerca de 20 anos pela ONU como alternativa aos tradicionais indicadores de desenvolvimento dos países baseados no rendimento per capita, ao complementar esta informação com indicadores relacionados com a saúde e a educação das populações.

A partir do relatório de 2010, onde é calculado pela primeira vez um indicador sem a componente do rendimento, os investigadores das Nações Unidas chegaram a conclusões surpreendentes. Com efeito, nos países em desenvolvimento, o Top 10 é encabeçado por Cuba, seguida do Chile, Palau (Oceano Pacífico), Lituânia, Montenegro, Letónia, Argentina, Roménia, Uruguai e Geórgia.

17.º lugar no ranking mundial

Cuba encontra-se ainda em 17.º lugar no ranking mundial e o estudo da ONU sublinha que "foi o único país da América Latina no Top 10 do IDH sem a componente do rendimento, ao longo da última década".

Mesmo durante um período "marcado por carências económicas bem conhecidas, os indicadores sociais cubanos continuaram a melhorar, com a esperança de vida da população a aumentar dois anos e a escolaridade esperada a aumentar cinco anos", refere o estudo.

Quanto aos países desenvolvidos, a Noruega perde a liderança mundial para a Austrália, que se encontrava em segundo lugar, os EUA passam da quarta para a sétima posição e surgem quatro novos países no Top 10: Coreia do Sul, Japão, Islândia e Israel, que empurram o Canadá, Suécia, Holanda e Liechtenstein para fora do grupo dos dez melhores, onde figuram ainda a Nova Zelândia, Irlanda e Alemanha.

Como destaca o estudo, "o relatório de 2010 mostra que há uma reduzida correlação entre crescimento económico e melhoramentos na saúde e na educação, mesmo durante longos períodos de tempo"."

Mas, assim mesmo, num país socialista "sem liberdade de expressão" e com um bloqueio com 50 anos:

"Dentro em breve, o cancro do pulmão deixará de ser o mais letal de todos os tipos e entrar para a lista das doenças crónicas. A boa notícia vem de Cuba, que acaba de patentear a primeira vacina terapêutica contra a doença. Mais de 1 000 pacientes já estão a receber o novo tratamento.

A descoberta foi anunciada por Gisela González, responsável pelo projeto que desenvolveu a vacina. Em entrevista ao semanário cubano "Trabajadores" - publicada ontem por esse órgão de comunicação da Central de Trabalhadores de Cuba-, a investigadora disse que o objetivo da vacina é transformar o cancro do pulmão numa doença crónica controlável.

De acordo com a investigadora, a vacina foi desenvolvida a partir de "uma proteína que todos temos: o fator de crescimento epidérmico, relacionado com os processos de proliferação celular. Quando há cancro, essa proteína está descontrolada".

Gisela explicou que, como o organismo tolera "aquilo que é seu" e reage contra "o estranho", tendo sido preciso elaborar uma vacina que produzisse anticorpos contra essa proteína, que já é própria do organismo.

Outros tipos de cancro

Desde o início das investigações passaram-se já 15 anos. De acordo com a cientista cubana, a vacina foi patenteada após se ter testado a sua eficácia em mais de 1 000 pacientes sem que tenham ocorrido efeitos colaterais.

A patenteação em Cuba permitirá aplicar a vacina maciçamente no país, estando em curso o registo da CIMAVAX-EFG noutros países (a investigadora não avança quais).

Segundo Gisela González, a equipa de investigação avalia agora "a forma de empregar o mesmo princípio desta vacina noutros tumores sólidos (cancro da próstata, útero e mama), que podem receber este tipo de terapia. Obtivemos resultados importantes, mas é preciso esperar".

A CIMAX-EFG é indicada para os doentes que terminam o tratamento com radioterapia ou quimioterapia e que são considerados pacientes terminais sem alternativa terapêutica. É nesta fase, pós-tratamentos, que a vacina é aplicada para ajudar a controlar o crescimento do tumor, com a vantagem de não apresentar toxidade associada.

A vacina pode também ser usada como tratamento, como se de uma doença crónica se tratasse, já "que vai aumentar a expectativa e a qualidade de vida do paciente", afirmou a investigadora.

Só em Portugal, o cancro do pulmão mata pelo menos 3.000 pessoas anualmente."


Quanto a Portugal, a sua posição no "ranking" da ONU fica lá para a quadragésima, mas, não se fica por aí:

"Estruturar um texto encadeado, explicar um raciocínio com lógica, utilizar uma linguagem rigorosa ou articular diferentes conceitos da mesma disciplina são incapacidades que percorrem os alunos do 8.o ao 12.o ano de escolaridade, seja na Matemática, seja na Língua Portuguesa ou na Biologia. Mais que dominar a matéria, a grande dificuldade dos estudantes das escolas básicas e secundárias é expressar por escrito as suas ideias e os conhecimentos que adquiriram nas aulas. Esta é a principal conclusão do Relatório 2010 do Gabinete de Avaliação Educacional (Gave).

Poucas semanas depois de o estudo do PISA revelar que Portugal é o país da OCDE que mais progrediu na educação, chega agora o relatório do Gave que vem demonstrar que os alunos portugueses afinal estão ainda longe de conseguir desempenhar tarefas tão simples como, por exemplo, interpretar um texto poético, solucionar um exercício matemático com mais de duas etapas ou enfrentar um enunciado que não seja simples e curto.

A equipa do Ministério da Educação avaliou os conhecimentos dos alunos em 500 escolas secundárias e em 1200 estabelecimentos com o 3.o ciclo do ensino básico. Os testes intercalares do Gave, que começaram no ano lectivo de 2005/06, foram aplicados às disciplinas de Matemática e de Língua Portuguesa (no ensino básico) e ainda às cadeiras de Matemática A, Física e Química A e Biologia e Geologia do ensino secundário.

Nas disciplinas que envolveram contas (Matemática e Física/Química), os adolescentes só conseguiram completar correctamente os exercícios quando o desafio passou por resolver "cálculos elementares". O bom desempenho, aliás, está "fortemente associado" aos enunciados curtos e aos textos simples, conclui o relatório que o i consultou.

Na disciplina de Língua Portuguesa do 9.o ano, as maiores dificuldades estão em utilizar a língua de forma correcta. As lacunas são de ordem gramatical, mas também de construção de frases e textos que tenham lógica e coerência. A resolução de problemas na Matemática do 3.o ciclo é o ponto fraco dos alunos, mas as derrapagens também aconteceram quando foi preciso construir respostas com várias etapas de resolução. Definir estratégias para encontrar a solução de um determinado exercício matemático são dificuldades que se acentuam sempre que os enunciados são mais longos, avisam os técnicos do Ministério da Educação.

Secundário.

Escrever textos explicativos em que é necessário descrever raciocínios e explicar as estratégias adoptadas para justificar as respostas é uma das grandes deficiências que os especialistas do Gave encontraram em todas as disciplinas avaliadas no secundário. A falta de rigor científico e a linguagem desadequada foram falhas detectadas por todas as equipas que monitorizaram e avaliaram o desempenho dos alunos. Sempre que foi preciso seleccionar a informação e construir um texto que traduzisse um conjunto de ideias próprias, os alunos revelaram "grandes dificuldades".

Na Matemática A, do secundário, as fraquezas dos alunos tornaram-se mais evidentes quando tiveram de usar conceitos e estratégias menos treinados nas salas de aula ou então quando foram desafiados a interligar conceitos ou enfrentar enunciados longos. "Não deixam também de ser significativas as dificuldades detectadas nos problemas que envolvem maior número de cálculos e apresentação de raciocínios demonstrativos", alertam os especialistas no relatório de 2010.

Conseguir articular a informação fornecida nas provas e os conhecimentos necessários para responder a determinadas questões é igualmente uma tarefa a que poucos alunos conseguiram corresponder com êxito nos testes intermédios de Biologia e Geologia do 10.o e 11.o anos de escolaridade.

Nas disciplinas de Física e Química A, o desempenho dos alunos decresceu sempre que se exigiu uma avaliação crítica das informações contidas nas provas. Articular várias competências ou fazer cálculos que envolvam duas ou mais etapas são outras fragilidades dos alunos portugueses."

Com uma recessão esperada, por baixo, de 1,3%; um desemprego que se poderá aproximar ao milhão de trabalhadores ainda este ano; cortes na saúde, educação, apoio social, investigação; com direitos laborais usurpados; um grau de corrupção incontestável; sem justiça e com um governo e um presidente submetidos e subjugando o país e o povo aos desígnios do capitalismo transnacional, consciente da manipulação exercida sobre a população, pergunto:

Depois de nos trazerem a esta abjecta realidade, que argumentos apresentam os demais candidatos para esperar dos portugueses um apoio maior que aquele que se revela imperioso prestar ao Francisco Lopes?

terça-feira, janeiro 11, 2011

Com relação à vinda do FMI

Cavaco, que foi questionado no programa Grande Entrevista de Judite de Sousa, sugeriu que poderia haver outras soluções, nomeadamente a venda de activos ao estrangeiro, tal como aconteceu com a venda de parte da PT ou da Cimpor (que pareceu promovida por um corrupto).

Cavaco não entra em política, este triste sabujo do capital apenas protege os interesses dos especuladores quando sugere que, empresas públicas passem para a mão de privados, internacionais, marimbando-se para a soberania e para uma estructura empresarial nacional que permita o equilibrio orçamental do estado conservando os direitos da população. Depois de compradas estas empresas, até os impostos, que seria o único benefício a considerar, iriam pelo mesmo caminho que aqueles que ele próprio devia ter pago pela venda de umas acções com uma questionável rentabilidade ou para onde foram os da PT relativos à venda da "Vivo".

O lugar de Presidente está a muito usurpado por um, aparentemente potencial, criminoso contra a pátria, criminoso que só teria lugar onde manda a constituição (que os seus comparsas querem alterar mais uma vez, como cavaco fez no passado). Alguém que olha para os portugueses como algo alheio à sua responsabilidade, sequer à responsabilidade do próprio Estado, Estado que, este papa-reformas - basta atender a estas três: 4.152,00€-Banco de Portugal; 2.328,00€-Universidade Nova de Lisboa; 2.876,00 €-Por ter sido primeiro-ministro -, deve considerar propriedade de quem, como ele, o possa comprar. Ou senão, quando findar a música dos Xutos, ouçam lá esta resposta:

Todo um presidente, preocupado e solidário com aqueles são o próprio país.