quinta-feira, agosto 02, 2012

agora mesmo, volta


Mijam, uns mais iguais e outros mais diferentes

Ser diferente é como ser igual

Igual não é ser diferente.



Andar, andar, andar

Parar, parar, parar



Continua a uivar

e berra, berra, berra!



Nem para pássaros, cantores

fêmeas, cantoras

e nem aos pardais me chego.



Berra...

segunda-feira, julho 23, 2012

O Joker

Neste pseudo-ensaio à luz do maçarico, companheiro em certa medida do assassino de Denver, escrevia sobre personagens cómic. Soube que dito perturbado, aparentemente elemento essencial do seu mapa esquizóide, tingiu o cabelo de modo a emular um dos vilões da saga batman, e, procurando a estreia do último lançamento em filme, projectar-se numa realidade que provavelmente considerou limitada ou com capacidade de o fazer.

A música é outra coisa.

sábado, julho 21, 2012

Cães de palha!

Depois de alvitrar "sugestões" como o postergar da idade da reforma para além dos 67, esta organização mafiosa, a OCDE, vem agora colocar como cacetada fundamental a obrigatoriedade da subscrição privada de um PPR*, com arsénico nas devidas proporções, para...


*- Elemento central do "Golpe"

sexta-feira, julho 20, 2012

O fusível

Depois de meses com um braço útil apenas, hoje, finalmente, o especialista considerou que poderei começar a movimentar os meus outros 50%.

Curiosamente, depois de incorporada a decisão de derivar a vontade, foi o baixo o primeiro instrumento ao qual me atirei depois de abraçar os meus filhos (ainda que o Mário a 650km). Porém, como quase sempre, apareceu um contra-tempo pouco previsível, o fusível.


É este, tal e como o vejo... mal

domingo, julho 15, 2012

Associativismo

Depois de superados pelo colectivo os escolhos burocráticos, desde a passada semana existe, com delegações na Galiza, Andaluzia, Catalunya e Madrid, uma nova associação:

sexta-feira, julho 13, 2012

Curiosidade...

... pode ser querer saber quantos trabalhadores serão despedidos, directa e indirectamente, se avançar a "fusão"; eliminação de freguesias?

quinta-feira, julho 12, 2012

Antes que o apaguem (como tempos atrás)

Sem esquecer os incêndios subterrâneos no parque ou reserva de "Doñana", devido ao cultivo exaustivo e tecnicamente inadequado na sua periferia:

quarta-feira, julho 04, 2012

quinta-feira, junho 21, 2012

O jogo

já não falta nada
 p'ro jogo.
Deus queira que a gente ganhe
(rezo por isso).


Semsol

quarta-feira, junho 20, 2012

A propósito da alteração do cabeçalho

"A arte não é um espelho para reflectir o mundo, mas um martelo para forjá-lo."

Vladimir Maiakovski

quarta-feira, junho 13, 2012

7 anos

Entre 97 e 2008 fui ver
como funcionava a banca. Inefável

segunda-feira, junho 11, 2012

Éramos quatro, ainda num comboio, cantando, no caminho das empresas que nos foram buscar à escola para de nós se servirem como maquinistas cegos, putos. Jamais pensara que o mundo pudesse comportar tantas realidades quanto as que conheci nos 4 anos seguintes. Esta canção ajudou a indexar esse momento:

domingo, junho 10, 2012

Saudades?

Entretanto, o capataz tirara do bolso o relógio e, depois de ver as horas, deu três apitos de sinal para o almoço. Os cabouqueiros saltaram das banquetas, como rebanho tangido, correram para o telheiro do minério, junto do qual as mulheres abriram cabazes e cestas. Ecoaram gritos de regozijo:
- Que cheirinho!
- Ena! Hoje calha-me pitéu de carne.
- Também a mim. Já era tempo de tirar a barriga de misérias - exclamou Chico Moleiro, a quem a leira e o moinho não deixaram saudades.

Excerto de "Engrenagem", Soeiro Pereira Gomes

segunda-feira, junho 04, 2012

transformando-me

Bom... não pensava escrever a confirmação da decisão mas, e como espero que o blogspot continue a servir dentro de quinze anos, terminarei psicobiologia este ano (se em Setembro puder mexer o braço direito), não coincidindo os exames com a Festa aproveitarei ainda estes créditos que me proporcionam as cadeiras que considero suficientes para a minha formação e, conservatório com ele! Não devo ir só...

terça-feira, maio 22, 2012

sábado, maio 12, 2012

Hoje

Bernardo Sasseti


Como nesta festa, há 41 anos estávamos seguramente em berços vizinhos.

quinta-feira, maio 10, 2012

quarta-feira, maio 09, 2012

Idolatrias

Depois de reflectir sobre a questão, com a inestimável colaboração de alguns e algumas amig@s, inquieta-nos concluir que o objectivo central do actual governo, em linha com a estratégia encetada já pelo PS, é despedir todos os professores de português no estrangeiro. Como:

 A imposição inconstitucional, pelo PSD/CDS, de propinas aos filhos de portugueses emigrados, sobretudo em países nos quais se ensina “portugués” como licenciatura, idioma optativo ou actividade extra-escolar de modo gratuito, deixa sem função todos os professores de português na diáspora.

 Não obstante, esta exibição de virtuosa usurpação dos direitos dos portugueses, atira as crianças para o limbo da massificação desde a diferença, coloca na sua mão a possibilidade de se tornar proprietário da especificidade; qualidade e abrangência da comunicação da sua família com o entorno ou da percepção ajustada deste. O ensino do português como língua materna revela-se essencial para o reforço de base da célula familiar, mas, de maneira superlativa, justamente, no momento de adquisição de dados, aprendizagem, composição de processos heurísticos.
Quer isto dizer: O troquelado parental pode ser danificado, impedido, distorcido; esta situação dificulta a coesão estrutural na e da formação.

O trespasse da responsabilidade que nesta área deve (segundo a constituição) ter o Estado foi levado a cabo pelo anterior governo, é certo, transferindo a competência para o “Instituto Camões”, algo que, hoje, deriva numa porta aberta para que cada vez mais os portugueses na diáspora percam a sua identificação e por conseguinte, que a afirmação da sua personalidade num meio hostil se debilite em bastantes ocasiões.  

Sem que o ensino do português como língua materna se salvaguarde, provavelmente sejamos o maior aviário de mão-de-obra barata e muda, aqui mesmo, nesta europa de periferias, neste mundo de idolatrias.