domingo, março 28, 2010

Nascido há 100 anos, ferido há 68

EL HERIDO

Para el muro de un hospital de sangre.


I

Por los campos luchados se extienden los heridos.
Y de aquella extensión de cuerpos luchadores
salta un trigal de chorros calientes, extendidos
en roncos surtidores.

La sangre llueve siempre boca arriba, hacia el cielo.
Y las heridas suenan, igual que caracolas,
cuando hay en las heridas celeridad de vuelo,
esencia de las olas.

La sangre huele a mar, sabe a mar y a bodega.
La bodega del mar, del vino bravo, estalla
allí donde el herido palpitante se anega,
y florece, y se halla.

Herido estoy, miradme: necesito más vidas.
La que contengo es poca para el gran cometido
de sangre que quisiera perder por las heridas.
Decid quién no fue herido.

Mi vida es una herida de juventud dichosa.
¡Ay de quien no esté herido, de quien jamás se siente
herido por la vida, ni en la vida reposa
herido alegremente!

Si hasta a los hospitales se va con alegría,
se convierten en huertos de heridas entreabiertas,
de adelfos florecidos ante la cirugía.
de ensangrentadas puertas.

II

Para la libertad sangro, lucho, pervivo.
Para la libertad, mis ojos y mis manos,
como un árbol carnal, generoso y cautivo,
doy a los cirujanos.

Para la libertad siento más corazones
que arenas en mi pecho: dan espumas mis venas,
y entro en los hospitales, y entro en los algodones
como en las azucenas.

Para la libertad me desprendo a balazos
de los que han revolcado su estatua por el lodo.
Y me desprendo a golpes de mis pies, de mis brazos,
de mi casa, de todo.

Porque donde unas cuencas vacías amanezcan,
ella pondrá dos piedras de futura mirada
y hará que nuevos brazos y nuevas piernas crezcan
en la carne talada.

Retoñarán aladas de savia sin otoño
reliquias de mi cuerpo que pierdo en cada herida.
Porque soy como el árbol talado, que retoño:
porque aún tengo la vida.



Miguel Hernández

quarta-feira, março 17, 2010



Enviado por "Zé Povinho"

quarta-feira, março 10, 2010

terça-feira, março 09, 2010

O hitlerzinho de valladolid



Mais uma história do clã O'bush: Acusar a Venezuela; Chávez, de apoiar a Eta no seu relacionamento com as Farc, promovendo o "terrorismo" na Colômbia e assim no feudo do manso de franco.

De novo, a velha estratégia de preparação da opinião pública para acometer contra um país livre, a Venezuela, uma era de repressão já conhecida pelo mundo fora, sobretudo em Cuba. Sob o pretexto de que "Chávez é o Bin Laden da América do Sul", sem que de tal sustentem a mais mínima prova (e mesmo que ninguém saiba ainda - digo eu - o papel e o fundamento que tal figura, membro da familia que detém grande parte da economia yanquee, se reserva), polarizando neste a razão de qualquer movimento discordante com o pensamento único que o imperialismo pretende impor, os porcos mafiosos do governo norte americano preparam-se a assim para reprimir uma vez mais a liberdade de muitos milhões de seres humanos.

Torna-se cada vez mais difícil entender como um punhado de cães consegue manter no cercado tanta liberdade.



P.D.- Curiosamente, cada vez que menciono o conquistador de "Perejil", recordo o atentado de Atocha...

domingo, março 07, 2010

Desemprego

Esse Desemprego
Meus senhores, é mesmo um problema
Esse desemprego!
Com satisfação acolhemos
Toda oportunidade
De discutir a questão.
Quando queiram os senhores! A todo momento!
Pois o desemprego é para o povo
Um enfraquecimento.
Para nós é inexplicável
Tanto desemprego.
Algo realmente lamentável
Que só traz desassossego.
Mas não se deve na verdade
Dizer que é inexplicável
Pois pode ser fatal
Dificilmente nos pode trazer
A confiança das massas
Para nós imprescindível.
É preciso que nos deixem valer
Pois seria mais que temível
Permitir ao caos vencer
Num tempo tão pouco esclarecido!
Algo assim não se pode conceber
Com esse desemprego!
Ou qual a sua opinião?
Só nos pode convir
Esta opinião: o problema
Assim como veio, deve sumir.

Mas a questão é: nosso desemprego
Não será solucionado
Enquanto os senhores não
Ficarem desempregados!

Bertold Brecht

Confiança

O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...

Miguel Torga

quinta-feira, março 04, 2010



Como podemos observar, este test é um desenvolvimento do condicionamento skineriano.
Se apenas atendermos ao autocontrolo, verificamos como alguns dos estudados já apresentam sérias desestabilizações, descompensações, e, da mesma forma que um dependente de qualquer substância aditiva, preferem a estabilização homeostática hedónica do soma (valha a aparente redundância) à valorização do reforço, à determinação em alcançar uma meta mesmo com um incentivo bastante interessante. Aqui já existe ansiedade, inestabilidade, relação parental inadequada, exposição cognitiva descontrolada, gestações e partos traumáticos, e, de forma pouco relevante, morfologia em evolução (porque devemos situar-nos longe do determinismo). Porém, existe, sem dúvida, capitalismo.

oncluindo, desde que nascemos nos encontramos num processo de aprendizagem, aprendendo, apreendendo, crescendo, e, cada vez que interactuamos, transformando(-nos), algo que resulta fundamental.
A questão será mesmo essa: Aprender, aprender sempre!

quarta-feira, março 03, 2010

Escutas?


A audição ou acção de ouvir, podemos considerá-la desde um foco psicofisiológico, como o resultado de uma excitação produzida por ondas sonoras sobre as terminações do nervo auditivo, que se transmite ao centro auditivo do cérebro e, dá lugar a uma sensação aural (ou auditiva).
Hoje, confirma-se que o ouvido é o mais qualificado dos
estímulos sensoriais cerebrais. Desses:
20% correspondem à visão
30% correspondem ao paladar, olfacto e tacto
50% correspondem ao ouvido, que desperta e impulsa o cérebro, àparte de protegê-lo contra o deterioro.