quinta-feira, maio 22, 2008

Alguém contamina a água!


Portugal foi hoje apontado em Bruxelas como o Estado-membro com maior disparidade na repartição dos rendimentos, ultrapassando mesmo os Estados Unidos nos indicadores de desigualdade.
O Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) em 2007 conclui que os rendimentos se repartem mais uniformemente nos Estados-membros do que nos Estados Unidos.
"Apenas Portugal apresenta um coeficiente superior ao dos Estados Unidos", sublinha ainda o documento.
O relatório é o principal instrumento que a Comissão Europeia utiliza para acompanhar as evoluções sociais nos diferentes países europeus.
Os indicadores de distribuição dos rendimentos mostram que os países mais igualitários na distribuição dos rendimentos são os nórdicos, nomeadamente a Suécia e Dinamarca.
"Portugal distingue-se como sendo o país onde a repartição é a mais desigual", salienta o documento que revela não haver qualquer correlação entre a igualdade de rendimentos e o nível de resultados económicos.
Mas se forem comparados os coeficientes de igualdade de rendimentos dos Estados-membros com o respectivo PIB (Produto Interno Bruto) por habitante constata-se que os países como um PIB mais elevado são, na sua generalidade, os mais igualitários.

domingo, maio 18, 2008

Lisboa, 18 Mai (Lusa) - O escritor português José Saramago rejeitou hoje que Espanha não encare Portugal como um Estado independente, ideia defendida pelo vice-presidente do Governo Autónomo da Catalunha, Josep-Lluís Carod Rovira, em declarações à Lusa.
"Discordo completamente. Tenho com Espanha uma relação que é conhecida e nunca me apercebi de qualquer irregularidade política ou estratégia de qualquer tipo, comercial ou financeiro, que indicasse que Espanha não reconhece a independência de Portugal", disse o Nobel da Literatura.
A residir na ilha espanhola de Lanzarote há vários anos, José Saramago afirmou que "Espanha tem mais coisas em que pensar" do que em estar a "alimentar qualquer tipo de rancor histórico".
"A pessoa que fez essas afirmações está a tentar defender os interesses da Catalunha, não acredito nada que esteja interessada em Portugal", sublinhou o escritor que visitou hoje em Lisboa a exposição "José Saramago. A Consistência dos Sonhos".
"Não há nada mais fácil do que afirmar, mas é necessário que se demonstre" o que se diz, disse o escritor, acrescentando que nesses casos "a imprensa fica com uma manchete e não tem mais nada para dizer do que isso. Não aparece a justificação de uma afirmação tão séria e grave como essa".
Numa entrevista à Agência Lusa, o vice-presidente do Governo Autónomo da Catalunha disse que Espanha ainda não assumiu que Portugal é um Estado independente e que Madrid pretende manter uma "tutela paternalista" e uma atitude de "imperialismo doméstico" sobre o Estado português.
O número dois do executivo catalão e responsável pelas relações externas da região com 7,5 milhões de habitantes, afirmou que pretende conseguir o apoio de Portugal para o projecto de independência que defende para a Região Autónoma, cujo referendo propõe que se realize em 2014.

sábado, maio 17, 2008

Portugal ou Portugáis????


A proposta de resolução do Segundo Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico foi aprovada esta sexta-feira no Parlamento, com os votos favoráveis da maioria dos deputados, apesar de alguns votos contra de registo, como o do deputado Manuel Alegre, do PS, o dos populares Nuno Melo e António Carlos Monteiro e ainda o da não inscrita Luísa Mesquita.
Quanto às abstenções, registaram-se as do líder do CDS, Paulo Portas, e dos deputados da sua bancada Abel Baptista e José Paulo Carvalho, assim como dos parlamentares do PCP e dos Verdes.
Antes da votação se iniciar, três deputados do PSD - Henrique Freitas, Regina bastos e Zita Seabra (invocou «conflito de interesses» por ser editora) abandonaram o hemiciclo antes da votação, tal como Matilde Sousa Franco, do PS.
Este protocolo abre a possibilidade de adesão de Timor ao Acordo Ortográfico, já que na data em que foi assinado ainda não era existia como Estado soberano.
O acordo assinado em São Tomé e Príncipe aponta ainda que o acordo «entrará em vigor no primeiro dia do mês seguinte à data em que três Estados membros da CPLP tenham depositado, junto da República Portuguesa, os respectivos instrumentos de ratificação ou documentos equivalentes que os vinculem ao Protocolo».
No hemiciclo do Palácio de São Bento esteve o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, que salientou a importância deste acordo, por «regular a forma de escrever de uma mesma língua usada por mais de 220 milhões de pessoas». «É preciso compreender que língua portuguesa é de todos os seus utilizadores», disse o governante.
Na defesa do Acordo Ortográfico, a deputada socialista Teresa Portugal realçou que «o português é a única das quatro línguas de relações internacionais que não têm um código ortográfico comum» e que por esta razão uma uniformização nesta matéria se impõe.
O líder da bancada do PSD, Pedro Santana Lopes, também sublinhou neste sentido: «Não podemos ser fixistas nem rigidistas». E disse ser uma «honra» poder votar favoravelmente este acordo.
Da parte do Bloco de Esquerda, o deputado Luís Fazenda, salientou que a aprovação é uma «obrigação», entendendo que é necessária uma «decisão política» nesta matéria, «para que o português tenha outra afirmação no mundo».
No registo da oposição a este acordo, o deputado do CDS, Nuno Melo salientou: «Não será pelo acordo, que por cá se vai usar o infinitivo menos, do que lá se usa o gerúndio. Ou que atacador deixará de ser cadarço, apelido, deixará de ser alcunha, assobio deixará de ser silvo, biberão deixará de ser mamadeira, imposto deixará de ser propina, cueca deixará de ser calcinha, ou que gira deixará de ter muita graça».
Quando ao PCP, que se absteve, o deputado deputado João Oliveira, referiu, relativamente a esta resolução, que ela «não pode ser desligada do conteúdo material do Acordo Ortográfico». E segundo os comunistas, este «continua a ser um mau acordo».

quinta-feira, maio 08, 2008

Os grandes só nos parecem grandes porque estamos de joelhos perante eles. Levantemo-nos!





Não, não vou abundar no modelo de comunismo de conselhos, ainda que, para os detractores do comunismo, este resulte, pelo menos, perturbador. A possibilidade de aplicar esta realidade organizativa e, seguramente, bastante mais democrática que a actual tendência de implementar uma encoberta ditadura "bipolar", resulta contrária à filosofia de Schopenhauer e à sua aposta na decadênte aceitação da vida como sufrimento permanente (não era essa a intenção do Budismo). Medos, afastamento de si e da vida ou da vontade de viver, desvalorização do individúo ou desvirtuação do impeto pela consecução de objectivos.
Sem vontade, ou reprimindo esta como regra, seria melhor não sonhar, esperar que nos fustiguem para receber comida, só comida, como salário, cumprindo a vontade de quem se julga mais livre com a contenção das liberdades de quem à sua submete, como se de um rebanho manso se tratara. Escreverei sobre a manipulação dos Portugueses pela oligarquia mundial, através dos "CEO" da filial Portugal, sobre a forma de conduzir, obrigando de forma implicita, os cidadãos do meu país à escravidão.

1º- Abandonamos o campo e a pesca, deixámos de ser auto-suficientes, no aspecto alimentar, uma questão de segurança nacional em qualquer estado não alinhado.
Sobre o pretexto da "querida europa", que não será seguramente aquela à qual cantava Fausto, imigrámos em massa para algum dos polos de servilismo instituidos e em franca expansão, neste país que não só se constitui por Lisboa ou Porto, e passámos a formar parte da vara de mão de obra barata e abnegada que procura o capital transnacional, passando a depender do mesmo até que aumente a segurança noutro país de terceiro mundo onde a vida valha ainda menos e assim os gastos com pessoal ou os impostos.
Ao abandonar a nossa terra deixamos o "terreno" adequado aos interesses dos especuladores, aqueles que criam estructuras para que os poucos que permanecem não encontrem outra forma de sobreviver senão servindo, com boa cara, boa aparência e 12º ano, os turistas de pé descalço que por uns patacos vêm ao nosso país descarregar a tensão acumulada durante o seu ano de trabalho, naturalmente mais bem pago, ainda que as funções, no seu país, sejam similares àquelas para as quais estudou o cidadão que por cá o limpa.
Ao reduzir, globalmente, as áreas de producção agricola, pesqueira, etc. Diminuimos a quantidade de alimentos nacionais no mercado, importamos de onde nos permitirem, aumentando consequentemente o preço dos productos e sendo culpados indirectos da fome que se anuncia, obrigando a aumentar ordenados, reduzir quadros, mais desemprego, menos consumo, mais desemprego, encerramento de pequenas e medias empresas, essas seguramente nacionais, mais impostos, menos direitos sociais, deslocalização das multinacionais, mais desemprego, mais fome, mais impostos, mais dependência do oligopólio.
2º- Tornar-nos-emos robôs, cada dia mais caros, sujeitos a critérios cada vez mais restrictivos, sobretudo e antes de mais nas oportunidades de trabalho, aumentando o fosso entre as camadas sociais mais favorecidas, que serão também as mais formadas (ou deformadas) académicamente, e a grande maioria do proprietário real -embora sem serventia- deste país, o cidadão comum ou seja todos nós, facilitando ainda mais o dominio do ser humano pelo capital e seus esbirros e aceitando pagar para trabalhar, algo que já se leva a cabo cada vez que entramos numa urgência ou vamos ao médico para que nos solucione problemas de saúde derivados, muitas vezes, do trabalho, problemas fisicos e psiquicos e que também se reflectem na vida familiar, para que possâmos voltar ao trabalho.
3º- Globalmente, ao votar governos como aqueles que, estilo capataz, no têm usado durante os 33 últimos anos, estamos a permitir a criação de latifúndios, latifúndios transnacionais, os quais nos obrigarão a perder a vontade, poderemos deixar de ser "O animal que fala", a tábua rasa dos nossos filhos será impressa no momento do parto e a noosfera com a qual sonhávamos, um sonho de criança antiga, daquelas que só se souberam escravas quando, ainda cândidas ("hay que madurar pero sin perder la candidez"), se deram conta que o seu valor está cotado no mercado e definido por quem, só por ser share-holder, se dá conta, no quarto de banho, que a rentabilidade da empresa que paga ordenados mais baixos é maior. Pensaremos que tudo não passou de idealismo juvenil e sem fundamentos, ainda que os nossos filhos nem sequer possam brincar dessa forma, como acontece hoje em muitos países, também no nosso.
Vamos votar fora do binómio, não podemos continuar a ser uma massa uniforme da qual se alimentam os corruptos!

"Os grandes só nos parecem grandes porque estamos de joelhos perante eles. Levantemo-nos!"

CRN