segunda-feira, julho 27, 2009

sexta-feira, julho 24, 2009

Comendo na marisma

"Vosotros, que surgiréis del marasmo en el que nosotros nos hemos hundido, cuando habléis de vuestras debilidades, pensad también en los tiempos sombríos de los que os habéis escapado. Cambiábamos de país como de zapatos a través de las guerras de clases, y nos desesperábamos donde sólo había injusticia y nadie se alzaba contra ella. Y sin embargo, sabíamos que también el odio contra la bajeza desfigura la cara. También la ira contra la injusticia pone ronca la voz. Desgraciadamente, nosotros, que queríamos preparar el camino para la amabilidad no pudimos ser amables. Pero vosotros, cuando lleguen los tiempos en que el hombre sea amigo del hombre, pensad en nosotros con indulgencia."

Se não tivesse de Brecht lido nada mais que isto, poderia considerá-lo, como Lenine a Kautsky, "um revolucionário a crédito"!
Não querendo com isto suscitar qualquer tipo de confrontação, penso que legalmente se fica aquém do necessário, os organismos que deviam intervir, as associações, alguns partidos, colectivos, mantêm uma postura que considero amedrontada demais, parecendo mais interessados em não agitar a estructura de suporte que criar uma nova.

Ficam umas questões pertinentes, sem que por tal se lhe olhem os dentes (encontradas num artigo do "Xatoo" e, seguramente, publicadas por razões diferentes):

“…tenho umas perguntas a sugerir à nossa prestimosa comunicação social, que anda sempre com falta de assuntos e é muito distraída, sobretudo nesta altura em que o Sr Presidente da Républica resolveu ter assomos de ética pública :
1ª - A quem é que Cavaco e a filha compraram, em 2001, 254 mil acções da SLN, grupo detentor do BPN? o PR disse há tempos, em comunicado, que nunca tinha comprado nada ao BPN, mas «esqueceu-se» de mencionar a SLN, ou seja, o grupo que detinha o Banco. Como as acções da SLN não eram transaccionadas na bolsa, a quem é que Cavaco as comprou? À própria SLN? A algum accionista? Qual accionista? (Sobre este ponto, ver adiante.)

2 ª- Outra pergunta que não me sai da cachimónia: Como é que foi fixado o preço de 1 euro por acção? Atiraram moeda ao ar? Consultaram a bruxa? Recorreram a alguma firma especializada? Curiosamente, a transacção foi feita quando o BPN já cheirava a esturro, quando o Banco de Portugal já «andava em cima do BPN», ao ponto de Dias Loureiro (amigo dilecto de Cavaco e presidente do Congresso do PSD), ter ido, aliás desaconselhado por Oliveira e Costa, reclamar junto de António Marta, como este próprio afirmou e Oliveira e Costa confirmou.

3ª - Outra pergunta: Cavaco pagou? E se pagou, fê-lo por transferência bancária, por cheque ou em cash? É importante saber se há rasto disso. Passaram dois anos. Em carta de 2003 à SLN, Cavaco alegadamente «ordenou» a venda das suas acções, no que foi imitado pela filha. Da venda resultaram 72 mil contos de mais valias para ambos. Presumo que essas mais valias foram atempadamente declaradas ao fisco e que os respectivos impostos foram pagos. Tomo isso como certo, nem seria de esperar outra coisa. Uma coisa me faz aqui comichão nas meninges. Cavaco não podia «ordenar» a venda das acções (como disse atrás, não transaccionáveis na bolsa), mas apenas dizer que lhe apetecia vendê-las, se calhasse aparecer algum comprador para elas. A liquidez dessas «poupanças» de Cavaco era, com efeito, praticamente nula. Mas não é que apareceu prontamente um comprador, milagrosamente, disposto a pagar 1 euro e 40 cêntimos de mais valia por cada acção detida pela família Cavaco, quando as acções nem cotação tinham no mercado. E quem foi o benemérito comprador, quem foi? Com muito gosto esclareço, foi uma empresa chamada SLN Valor, o maior accionista da SLN.
Cita-se o Expresso online:
«Cavaco Silva e a filha deram ordem de venda das suas acções, em cartas separadas endereçadas ao então presidente da administração da SLN, José Oliveira Costa. Este determinou que as 255.018 acções detidas por ambos fossem vendidas à SLN Valor, a maior accionista da SLN, na qual participam os maiores accionistas individuais desta empresa, entre os quais o próprio Oliveira Costa.» Ou seja, Oliveira e Costa praticamente ofereceu de mão beijada 72 mil contos de mais-valias à família Cavaco. E se foi Oliveira e Costa também a fixar o preço inicial de compra por Cavaco, então a coisa é perfeitamente clara. Que terá acontecido entre 2001 e 2003 para as acções de uma empresa que andava a ser importunada pelo Banco de Portugal terem «valorizado» 40 %?

Falta, neste ponto, esclarecer várias coisas, a primeira das quais já vem de trás:
1. a quem comprou Cavaco e a filha as acções?
2. terá sido à própria SLN Valor, que depois as recomprou?
3. porque decidiu Cavaco vendê-las? Não tendo elas cotação no mercado, Cavaco não podia a priori esperar realizar mais-valias.
4. terá tido algum palpite, vindo do interior do universo SLN, só amigos e correligionários, para que vendesse, antes que a coisa fosse por água abaixo?
5. terá sido cheiro a esturro no nariz de Cavaco? Isso é que era bom saber!
6. porque quis a SLN Valor (re)comprar aquelas acções? Tinha poucas?
7. como fixou a SLN valor o preço de compra, com uma taxa de lucro bruto para o vendedor de 40% em dois anos, a lembrar as taxas praticadas pela banqueira do povo D. Branca?
Por hoje não tenho mais sugestões de perguntas à comunicação social."

quinta-feira, julho 23, 2009

Escárnios

Desatarei a fantasia em cauda de pavão num ciclo de matizes,
entregarei a alma ao poder do enxame das rimas imprevistas.
Ânsia de ouvir de novo como me calarão das colunas das revistas
esses que sob a árvore nutriz escavam com seus focinhos as raízes.

quarta-feira, julho 22, 2009

Assistindo ao definhar do capitalismo

P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.

Quando os homens se convençam
que a força nada faz,
serão felizes os que pensam
num mundo de amor e paz.

Não sou esperto nem bruto,
nem bem nem mal educado:
sou simplesmente o produto
do meio em que fui criado.

Quantas sedas aí vão,
quantos colarinhos,
são pedacinhos de pão
roubados aos pobrezinhos!

Quem nada tem, nada come;
e ao pé de quem tem de comer,
se alguém disser que tem fome,
comete um crime, sem querer

Vinho que vai para vinagre
não retrocede o caminho;
só por obra de milagre,
pode de novo ser vinho.

Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado;
O ribeirinho não morre
Vai correr por outro lado.

e com os receios espantados...

"Nunca soube se Carlos, o peruano, previu que a sua mão no meu ombro me atiraria para essa aventura. Lembro-me dele muitas vezes. E como não?! Se devo a esse quase desconhecido o grande salto que dei no tempo, antecipandome as dúvidas que iriam atormentar-me, por certo, durante mais uns anos!
Aprendiz no ofício, atirei-me de chapuz para dentro das dificuldades, com o gosto de lhe acrescentar mais algumas de minha conta. Não há como a juventude para espantar receios."

terça-feira, julho 21, 2009

¿Dúvidas?

Yuri Gagarin foi o primeiro cosmonauta que viajou ao espaço, o primeiro animal tinha sido a Laica. A primeira mentira espacial, para não destoar, pode ter sido americana.
Desde o desaparecimento, todos falecidos nas mais estranhas condições e a milhares de kilómetros de distancia, da equipa que gravou, sob a direcção de Stanley Kubrick - um projecto de Rumsfeld aceite por Nixon - um simulacro da alunizagem para "apresentar" à população caso a missão falhasse, muitas teorias se têm defendido.
Através deste vídeo podemos identificar diversas incoerências, contradicções, que impossibilitariam o mais crédulo de afirmar que o passeio luar foi um facto.
Contudo, e não será por acaso que a Fox - do Turner, mais um esbirrozito - se empenhou em apresentá-lo, no final do mesmo documentario podemos dar-nos conta de como se prepara, ainda, a população para perpetuar um dos maiores enganos de sempre.
Assim, afirma-se nesta peça que, o Japão, tinha em 2001, em projecto, a construcção de um foguetão com uma lente tão potente que rastrearia o sólo do nosso satélite milimétricamente. Porém, aconteceu que, esse projecto não viu a luz do dia, ou o "dark side of the moon".
Por outra parte, esta mesma noite, na TVE, canal privado da última aquisição imperialista, ouvi um jornalista, muito exaltado, descompensado até - se o conhecermos na sua função de pivôt dos serviços informativos, oferecendo adjectivos a todos aqueles que ainda não puderam acreditar em algo para o qual não têm provas abonatórias da sua veracidade senão contrárias. O que defendia o pseudo-manipulador era que, dentro de dois meses veremos imagens da lua, imagens de alta resolução, nas quais poderemos encontrar os despojos da diferentes missões Apollo.
Voltando à base, que não a Nevada, pregunto eu -Não caberia pensar que também essas imagens, se algum dia aparecerem, podem ter sido manipuladas, desta feita com apelo à moderna tecnologia actual?
Não seria possivel que, se algum despojo se encontrára, que o mesmo tivesse sido para a lua enviado, disparado?

Aqui fica um curioso trabalho:


A revolução é hoje!

domingo, julho 19, 2009

"A Imprensa e os Déspotas Alemães"

“Nossos leitores estão cientes do rápido progresso na Alemanha dos princípios republicanos e comunistas, que causaram terror incomum entre o bando coroado e seus assessores daquela grande confederação de nações [i.e. a Confederação Alemã]. Medidas adicionais de repressão estão, então, sendo postas em prática para investigar o crescimento dessas “doutrinas perigosas”, especialmente na "Prússia". Sabe-se que no ano de "1834", uma secreta Conferência de Plenipotenciários aconteceu em Viena, onde um Protocolo foi acordado, mas, apenas recentemente publicado, impondo as mais absolutas restrições à imprensa e proclamando e reforçando o “direito divino” dos Príncipes sobre todos os órgãos legislativos e populares de outra ordem. Assim, como um exemplo do princípio da “Sagrada Aliança” desse Protocolo atroz, podemos citar que o décimo-oitavo artigo afirma que:

Príncipes, que estão ameaçados em seus Estados por alguma infração das ordens protocoladas pelo decreto da Dieta de "1832", devem dissolver esses Estados e obter apoio militar do restante da Confederação.”

Nós devemos acrescentar, como prova de como a igualdade e a liberdade de imprensa é entendida na "Prússia", que ordens estritas foram dadas aos censores em Colónia, em Münster e outras cidades católicas, para não permitirem a republicação de qualquer parte dos julgamentos irlandeses que estão acontecendo. Um jornal alemão quis mandar um repórter ou correspondente para Dublin, mas, não havia esperança de autorização da publicação nem mesmo de sua carta. No entanto, a liberdade será triunfante, apesar das masmorras e baionetas deles.

E foi!

A revolução é hoje!

terça-feira, julho 14, 2009

A evolução de um inconformado?

Imaginas o motivo pelo qual esta canção foi proibida no 11/9?
Imaginas quem realmente assassinou e calou este Homem?
Imaginas quantas alvoradas provocou esta canção?
Imaginas um "today" não sendo a realidade?
Imaginas o comunismo de outra forma?




A revolução é hoje!

domingo, julho 12, 2009

Democracia??



A revolução é hoje!

quarta-feira, julho 01, 2009

Até já!

Por encontrar este o momento oportuno, vou suspender a actividade blogosférica.
Até voltar, e numa tentativa de deixar patente a posição deste blog, aqui ficam alguns exemplos de música erudita revolucionária, revolucionária enquanto retira o papel hegemónico de algumas notas à escala pentatónica ou, pelo menos, outorga um peso comum a todas elas:







A revolução é hoje!