quinta-feira, novembro 22, 2012
terça-feira, novembro 06, 2012
Com vistas ao mar
As áreas do
cérebro que se activam quando interagimos são as mesmas que brilham quando
realizamos qualquer actividade prazenteira. Porquê?
Dependendo
das janelas temporais anteriormente aproveitadas, o Homem distancia-se do
macaco, com quem nos afirmam tão próximos, enquanto continua o crescimento da
sua massa cerebral ficando-se o amigo pelas quatrocentas gramas, em média,
cinquenta mais que o peso que ambas espécies trazem à nascença.
A construção
da mente, a semântica cognitiva individual, são tão dispares quanto humanos
somos, ainda que, não sendo a alteração de factores senão os processos em cada
etapa do fluxo do pensamento que merecem ser olhados com vontade, sem amparar
mas antes: despertando.
(digo
eu...)
terça-feira, setembro 25, 2012
lá fora
O tempo é
lento para nós
Crescemos
arrastando o corpo desfalecente
Todas as
noites, toda a noite
Até ao
pequeno-almoço
Rápido
demais, o tempo lá fora
Para os
chacais
Abutres
Mitchourine
terça-feira, agosto 28, 2012
A parcela(zinha)
Quarta-feira
lá estou… provavelmente, ainda não sei.
Não sei,
não sei, não sei, tenho esse direito!
-e.. (?)
Não sei.
-está
tudo bem?
Eh pá, é
difícil, muito complicado.
...
-O quê?
A vida.
Só nos entalam.
-Quem?
O Estado,
esta gente...
-O
governo!?
Ou isso. é
a mesma merda.
-Então e
tu?
Eu nem digo nada, não vale a pena.
Mitchourine
sexta-feira, agosto 17, 2012
Hoy!
Isto de se tentar defender, defender, revela-se curioso em toda a parte. Depois de que por discordar de uma extorsão por abuso de poder e imposição por puro fascísmo, aqui, no Escorial, coloquei uma carta na caixinha de cada vizinho na qual, entre outras, mas depois e de maneira isolada, reclamava "NO AL FASCISMO!".
Hoje, depois de ouvir algumas canções, também alguma antifascista, foi a primeira vez que vi os dentes à vizinhança.
Isto de morrer em modo cebola
Amarelada
seca
po(db)re...
Hola!
Hoje, depois de ouvir algumas canções, também alguma antifascista, foi a primeira vez que vi os dentes à vizinhança.
Isto de morrer em modo cebola
Amarelada
seca
po(db)re...
Hola!
quinta-feira, agosto 02, 2012
agora mesmo, volta
Mijam, uns
mais iguais e outros mais diferentes
Ser diferente
é como ser igual
Igual não é
ser diferente.
Andar,
andar, andar
Parar,
parar, parar
Continua a
uivar
e berra,
berra, berra!
Nem para pássaros,
cantores
fêmeas,
cantoras
e nem aos
pardais me chego.
Berra...
segunda-feira, julho 23, 2012
O Joker
Neste pseudo-ensaio à luz do maçarico, companheiro em certa medida do assassino de Denver, escrevia sobre personagens cómic. Soube que dito perturbado, aparentemente elemento essencial do seu mapa esquizóide, tingiu o cabelo de modo a emular um dos vilões da saga batman, e, procurando a estreia do último lançamento em filme, projectar-se numa realidade que provavelmente considerou limitada ou com capacidade de o fazer.
A música é outra coisa.
A música é outra coisa.
sexta-feira, julho 20, 2012
O fusível
Depois de meses com um braço útil apenas, hoje, finalmente, o especialista considerou que poderei começar a movimentar os meus outros 50%.
Curiosamente, depois de incorporada a decisão de derivar a vontade, foi o baixo o primeiro instrumento ao qual me atirei depois de abraçar os meus filhos (ainda que o Mário a 650km). Porém, como quase sempre, apareceu um contra-tempo pouco previsível, o fusível.
É este, tal e como o vejo... mal
Curiosamente, depois de incorporada a decisão de derivar a vontade, foi o baixo o primeiro instrumento ao qual me atirei depois de abraçar os meus filhos (ainda que o Mário a 650km). Porém, como quase sempre, apareceu um contra-tempo pouco previsível, o fusível.
É este, tal e como o vejo... mal
quarta-feira, julho 04, 2012
quinta-feira, junho 21, 2012
quarta-feira, junho 20, 2012
A propósito da alteração do cabeçalho
"A arte não é um espelho para reflectir o mundo, mas um martelo para forjá-lo."
Vladimir Maiakovski
Vladimir Maiakovski
segunda-feira, junho 11, 2012
Éramos quatro, ainda num comboio, cantando, no caminho das empresas que nos foram buscar à escola para de nós se servirem como maquinistas cegos, putos. Jamais pensara que o mundo pudesse comportar tantas realidades quanto as que conheci nos 4 anos seguintes.
Esta canção ajudou a indexar esse momento:
quarta-feira, maio 09, 2012
Idolatrias
Depois de
reflectir sobre a questão, com a inestimável colaboração de alguns e algumas
amig@s, inquieta-nos concluir que o objectivo central do actual governo, em
linha com a estratégia encetada já pelo PS, é despedir todos os professores de
português no estrangeiro. Como:
A imposição inconstitucional, pelo PSD/CDS, de propinas aos filhos de portugueses emigrados, sobretudo em países nos quais se ensina “portugués” como licenciatura, idioma optativo ou actividade extra-escolar de modo gratuito, deixa sem função todos os professores de português na diáspora.
Não obstante, esta exibição de virtuosa usurpação dos direitos dos portugueses, atira as crianças para o limbo da massificação desde a diferença, coloca na sua mão a possibilidade de se tornar proprietário da especificidade; qualidade e abrangência da comunicação da sua família com o entorno ou da percepção ajustada deste. O ensino do português como língua materna revela-se essencial para o reforço de base da célula familiar, mas, de maneira superlativa, justamente, no momento de adquisição de dados, aprendizagem, composição de processos heurísticos.
Quer isto dizer: O troquelado parental pode ser danificado, impedido, distorcido; esta situação dificulta a coesão estrutural na e da formação.
O trespasse
da responsabilidade que nesta área deve (segundo a constituição) ter o Estado
foi levado a cabo pelo anterior governo, é certo, transferindo a competência
para o “Instituto Camões”, algo que, hoje, deriva numa porta aberta para que
cada vez mais os portugueses na diáspora percam a sua identificação e por
conseguinte, que a afirmação da sua personalidade num meio hostil se debilite em bastantes ocasiões.
A imposição inconstitucional, pelo PSD/CDS, de propinas aos filhos de portugueses emigrados, sobretudo em países nos quais se ensina “portugués” como licenciatura, idioma optativo ou actividade extra-escolar de modo gratuito, deixa sem função todos os professores de português na diáspora.
Não obstante, esta exibição de virtuosa usurpação dos direitos dos portugueses, atira as crianças para o limbo da massificação desde a diferença, coloca na sua mão a possibilidade de se tornar proprietário da especificidade; qualidade e abrangência da comunicação da sua família com o entorno ou da percepção ajustada deste. O ensino do português como língua materna revela-se essencial para o reforço de base da célula familiar, mas, de maneira superlativa, justamente, no momento de adquisição de dados, aprendizagem, composição de processos heurísticos.
Quer isto dizer: O troquelado parental pode ser danificado, impedido, distorcido; esta situação dificulta a coesão estrutural na e da formação.
Sem que o
ensino do português como língua materna se salvaguarde, provavelmente sejamos o
maior aviário de mão-de-obra barata e muda, aqui mesmo, nesta europa de
periferias, neste mundo de idolatrias.
domingo, abril 29, 2012
domingo, abril 15, 2012
Queja
“En España no nos podemos quejar”
Somos capaces de dios
no podemos quejarnos
El frío alumbra las calles soleadas
llenas del vacío de voluntad que quieres
Reino de deformes belicismos
1977, los suicidas conquistan las tumbas
Las fosas comunes
Siguen muriendo
niños. Dios
niños. Dios
Indicó el camino
No se puede ser
mejor que un español. En España,
no nos podemos quejar!
mejor que un español. En España,
no nos podemos quejar!
Mitchourine
sábado, março 10, 2012
Cantar
Ofegante,
havia gasto a mais-valia
O leque do
chuveiro mentia, pequeno
Dependente,
lá ia, qual padeiro
(Vêem-se
papo-secos verdadeiramente virtuosos)
Um rádio
marca e entoa,
O lugar
Os lugares
Seja pão, pão!
Que eu também
canto.
Mitchourine
quinta-feira, março 01, 2012
Outro olhar
Não
pretendendo seguir uma decisão que, de momento e pela sua própria importância,
o Partido no qual milito não adoptou (ainda que não por tal), quero escrever
sobre a minha visão relativa à adopção de crianças por casais, uniões, amantes
do mesmo sexo.
Partindo do princípio de que não assumo qualquer sesgo homófobo, coloco desde logo a criança como elemento fundamental desta discussão.
Sabemos que, além da declaração universal dos direitos humanos existe a declaração universal dos direitos da criança, creio que desde 1989. Nesse sentido, em ordem a que estes (direitos) prevaleçam sobre qualquer liberdade adulta, encontro fundamental alterar a forma de outorgar valor segundo a capacidade económica ou influência em certos ou determinados grupos daqueles que acreditam que dessa maneira podem espezinhar quem não forme parte desse endogrupo.
Partindo do princípio de que não assumo qualquer sesgo homófobo, coloco desde logo a criança como elemento fundamental desta discussão.
Sabemos que, além da declaração universal dos direitos humanos existe a declaração universal dos direitos da criança, creio que desde 1989. Nesse sentido, em ordem a que estes (direitos) prevaleçam sobre qualquer liberdade adulta, encontro fundamental alterar a forma de outorgar valor segundo a capacidade económica ou influência em certos ou determinados grupos daqueles que acreditam que dessa maneira podem espezinhar quem não forme parte desse endogrupo.
As crianças
adoptadas por dois indivíduos do mesmo sexo estarão expostas a um modelo que não
guarda qualquer possibilidade de resultar viável para a evolução ou manutenção da
espécie, espécie da qual o menor faz parte e que, tal e como codificado no seu
ADN, se reproduz com a união de ambos sexos. Seguindo esta linha, no caso de
que a criança seja troquelada ou adquira uma impronta que contrarie
cognitivamente a sua natureza, o que acontece essencialmente até aos oito anos,
poderá este tipo de condicionamento infligir uma neurose que, manifesta na
idade adulta resultará num comportamento socialmente desequilibrado ainda que
pouco ou dificilmente apreciável.
Assim,
concluo que a imposição da vontade de qualquer adulto sobre um menor, motivada
sobretudo pelo hedonismo, ainda que alguns confundam ou queiram confundir a
vontade com a necessidade, e geralmente devido à incapacidade ou negação de
quem não tem a necessária consciência de si, não deve de forma alguma ser
apoiada, antes rejeitada. A falta de coerência entre a conduta social e aquela
que, como a fome, a sede ou o sono, são fisiologicamente intrínsecas ao Homem,
não deve constituir uma condenação daqueles que, inocentes, estão nas mãos dos
cada dia mais reduzidos serviços sociais do Estado.
Em suma:
Não à adopção de menores por casais do mesmo sexo, sim à inclusão do conteúdo
da declaração universal dos direitos da criança no suposto legal português!
domingo, fevereiro 12, 2012
Verão
E o ar,
duro, estéril,
As brasas ardendo
E uma janela, que mostrando os dentes avisava.
A vida estava ali
ilusões,
sonhos e necessidades
E o braseiro
autofágico
As brasas ardendo
E uma janela, que mostrando os dentes avisava.
Era inverno
A neve, pálida,
deixava o sol fecundá-laA vida estava ali
Nomes e
nomes, apenas nomes
Rochas,
ilusões,
sonhos e necessidades
E o braseiro
autofágico
Mitchourine
terça-feira, janeiro 31, 2012
Na mira +
"Portugal está en el punto de mira. La rentabilidad exigida en el secundario a la deuda portuguesa hace inviable que el país luso pueda financiarse en el mercado secundario. El rendimiento superó ayer el 20% en todos los vencimientos de uno a ocho años y alcanzó el 17,4% en el bono a 10 años."
in, 5días
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