quarta-feira, agosto 27, 2008

Como se define e como se definirá "Crime"?

Portugal Diário - A Associação Sindical dos Juízes Portugueses critica as Leis de Organização e Investigação Criminal e de Segurança Interna mas não comenta a sua promulgação pelo Presidente da Republica, afirmou esta segunda-feira à agência Lusa o presidente daquela organização.
A Associação Sindical dos Juízes Portugueses entende que «pode ser colocada em causa a autonomia do Ministério Público», afirmou à agência Lusa o representante da organização, António Martins.
O magistrado explicou que com a aprovação destas leis «o executivo político pode ter acesso a informações constantes em processos de investigação criminal», dando como exemplo, escutas telefónicas, informação bancária, informações das forças e serviços de segurança além de dados considerados classificados.
Cavaco promulga Lei de Segurança Interna
O juiz entende que a criação do cargo de secretário-geral do Sistema de Segurança Interna representa um «excesso de concentração de poderes, num Estado de direito».
António Martins afirmou ainda que «o princípio de interdependência de poderes pode estar em causa» e que é um «risco grande, os poderes delegados», pelo primeiro-ministro, na figura do secretário-geral do Sistema de Segurança Interna.
Magistrados do Ministério Público não comentam
Por seu lado, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público «não se pronuncia sobre a promulgação das Leis», afirmou hoje à agência Lusa o representante da organização, António Cluny.
«Não compete ao Sindicato pronunciar-se sobre as decisões do Presidente da República», disse Cluny, adiantando que «não irá emitir qualquer opinião sobre a decisão de promulgação».
António Cluny, referiu no entanto, que o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público mantém uma «opinião crítica sobre a Lei de Organização e Investigação Criminal».
No seu entender, esta lei «introduz confusão na articulação do sistema» e as leis hoje promulgadas «condicionam o Ministério Público».
Expresso - Ainda segundo o ministro da Administração Interna, a Lei de Segurança Interna "reflecte um balanço entre liberdade e segurança, permitindo uma repressão mais eficaz" à criminalidade.
Também o ministro da Justiça, Alberto Costa, explicou que, com objectivos de eficácia e economia, se decidiu atribuir ao secretário-geral de Segurança Interna "a missão de velar pela coordenação, cooperação e efectividade da partilha de informações entre órgãos de polícia criminal".
Menos mal que a PIDE é história!?

Público - O PCP põe em causa a constitucionalidade das leis de segurança interna e de organização de investigação criminal, que foram promulgadas pelo Presidente da República. O PCP considera as duas leis de "duvidosa constitucionalidade", uma vez que "há uma intromissão do Executivo no poder judicial", uma "governamentalização das forças de segurança" encarregues da investigação criminal.
José Neto, da Comissão Política do PCP sustentou que a Lei de Segurança Interna prevê "medidas especiais de polícia", como as de fiscalização, revista e interrupção das comunicações, que "põem em causa os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos". Em declarações telefónicas feitas à Agência Lusa, José Neto lembra que estas medidas estão "à revelia do Código do Processo Penal", de "mandado judicial".
Para o PCP, que votou contra as leis, este é um passo em frente para a "concentração de poderes" e a "governamentalização" da polícia criminal. O secretário-geral de Segurança Interna "só responde perante o primeiro-ministro", sendo também "coordenador da investigação criminal", que "regula os órgãos de polícia criminal".

Público - A Lusa tentou ouvir o PSD, que se absteve na votação no Parlamento. O CDS-PP remeteu um comentário para terça-feira. Também não foi possível obter uma reacção do procurador-geral da República, Pinto Monteiro, que efectuou alguns reparos aos diplomas.
O Presidente da República promulgou segunda-feira as Leis de Segurança Interna e de Organização de Investigação Criminal, indicou anteriormente à Lusa fonte da Presidência. As propostas de Lei de Segurança Interna e de Lei de Organização de Investigação Criminal foram aprovadas em Conselho de Ministros a 27 de Setembro e pelo Parlamento a 08 de Maio (pela maioria PS).

terça-feira, agosto 26, 2008

Reestructurar ou despojar??

Com base nas politicas aplicadas pelos governos que a maioria dos Portugueses têm apoiado nos ultimos trinta e três anos, como jogar os nossos impostos na bolsa americana, oferecer terrenos a empresas privadas ou a eliminação da comparticipação em medicamentos fundamentais, depois das ultimas manobras do governo PS (continuação das pseudo-reformas dos governos anteriores) na area da saúde ou dos apoios fiscais a entidades financeiras com interesses directos nessa matéria, o resultado é o seguinte:

"Os portugueses estão a celebrar mais seguros de saúde e a recorrer mais às clínicas privadas que, segundo um estudo divulgado hoje, facturaram 690 milhões de euros em 2007. As 40 empresas gestoras das clínicas privadas existentes em Portugal no ano passado facturaram mais 8% que no ano anterior, revela o relatório "Sanidad Privada" da empresa espanhola DBKA.
Segundo o documento, que apresenta previsões optimistas para o sector, as 40 clínicas ofereciam cerca de 2.200 camas, sendo a região de Lisboa a zona de maior concentração: 16 centros privados e cerca de 1.300 camas. O estudo associa este crescimento do negócio à "crescente penetração dos seguros de saúde" entre os portugueses.
Tal como as clínicas privadas, também as seguradoras estão a facturar mais: 440 milhões de euros em 2007, mais 7,8% que no ano anterior. De acordo com um estudo da Marktest disponível na Internet e divulgado em Junho deste ano, 1,9 milhões de portugueses possuíam seguro de saúde naquela data, ou seja, 22,6%da população residente no Continente com 15 ou mais anos.
Ainda segundo o estudo espanhol, existe uma forte concentração de oferta em torno dos cinco grandes grupos seguradores. A quota conjunta das companhias Fidelidade Mundial, Ocidental, Império Bonança, Victoria e Allianz representa 74% da oferta.
Também as cinco principais gestoras de clínicas privadas - José de Mello Saúde, Grupo Espírito Santo Saúde, HPP, Grupo Português de Saúde e Clisa - reuniam no ano passado cerca de 80% do mercado de oferta.
O relatório revela ainda que as previsões para o exercício de 2008 apontam para uma manutenção da tendência de crescimento do volume de negócio, "tanto no mercado de clínicas privadas como no de seguros de saúde".
Depois:

Conclusão:
Pelos dados apresentados, o governo expressa o seguinte: -Será melhor que não percas o emprego, que a tua mulher ou o teu marido e o teu filho (sempre que maior de 14 anos) comecem a trabalhar - se não o fazem já - de imediato, que inventes a forma de ganhar pelo menos 2,5 ordenados minimos. Que não adoeças, que se tiveres que baixar a cabeça ao inepto acunhado de turno o faças sem respingar, que se necessário trabalhes treze horas por dia e os fins de semana, tudo isto sem contestação e que contemples o direito de pernada como um elemento cultural de estilo retro, que pode chegar a constituir uma realidade num futuro quase imediato. O fundamental é que saibas que, a economia do teu país depende de ti, o governo conta com o teu esforço e com o da tua familia para tornar Portugal num país mais pobre, esperamos que saibas o quão importante é que te assumas como um escravo moderno, é importantissimo modernizar a nação! Assim, já começámos, e só um povo unido nos poderia parar, a destruir todo este podre sistema de saúde, que mais não é que uma lembrança do 25 de Abril e que está feito para uma população sem recursos, para esmolas está a "AMI".

sexta-feira, agosto 22, 2008

Manipulação??

Depois de ler o ultimo post do “Blasfémias”, interesando-me algo mais a fundo no seu conteúdo que o que sería de esperar, encontro uma reportagem que vai ao encontro das denuncias que, da mesma forma que outros muitos bloguers, tenho tentado levar a cabo sobre a manipulação vergonhosa, da opinião publica, desenvolvida de acordo à estratégia para cumprir a já conhecida “AGENDA CLUBE DE ROMA/BILDERBERG".

Reparem nas distancias indicadas a vermelho.
Ouve uma perturbação espaço/tempo ou existe algum tipo de manipulação? E no relativo a esta fotografia? Vêm o como sofre o cidadão? Ainda o vêm? Será outra perturbação? No relativo a este clip, suponho que nem faça falta qualquer tipo de consideração, exceptuando que um morto, como o actor transportado, não se agarra aos braços da enfermeira mesmo que esta seja a Eva Longoria.
A revolução é hoje, se não a empreêndermos seremos coniventes com a destruição da liberdade e da condição de ser humano dos nossos filhos.

Organização popular?!

Realidade ou falta de Prozac??

O Clube de Roma é um grupo de pessoas ilustres que se reunem para debater um vasto conjunto de assuntos relacionados a política, economia internacional e , sobretudo, ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Foi fundado em 1968 por Aurelio Peccei, industrial e académico italiano e Alexander King, cientista escocês.
Tornou-se um grupo muito conhecido em 1972 devido à publicação do relatório elaborado por uma equipe do MIT, contratada pelo Clube de Roma e chefiada por Meadows, intitulado Os Limites do Crescimento, que vendeu mais de 30 milhões de cópias em 30 idiomas, tornando-se o livro sobre ambiente mais vendido da história.
O referido Relatório tratava essencialmente de problemas cruciais para o futuro desenvolvimento da humanidade tais como:
energia, poluição , saneamento, saúde, ambiente, tecnologia , crescimento populacional dentre outros.
Utilizando modelos matemáticos o MIT chegou a conclusão que o Planeta Terra não suportaria mais o crescimento populacional devido à pressão sobre os recursos naturais e energéticos e o aumento da poluição, mesmo considerando o avanço das tecnologias.
O actual presidente do grupo é o Príncipe El Hassan bin Talal da Jordânia. Outros membros activos são Benjamin Bassin, a Rainha Beatriz dos Países Baixos, Juan Luis Cebrian (Convidado de honra do jornal Expresso aquando do seu aniversário, figurando o seu spot de opinião na primeira linha do apartado correspondente, justamente ao lado de Balsemão), Orio Giarini, Talal Halman, Javier Solana, Mugur Isărescu, Kamal Hossain, Esko Kalimo, Ashok Khosla, Martin Lees, Roberto Peccei, Maria Ramirez Ribes, Victor A. Sadovnichy, Adam Schaff, Majid Tehranian, Raoul Weiler, Anders Wijkman, Fernando Henrique Cardoso e Mikhail Gorbachev.
http://www.sthopd.net/(eCards website to limit human population growth)
http://www.wisart.net/(On-line slideshow about limiting human population growth)
http://www.mega.nu:8080/ampp/bilderberg.html
http://www.spaceship-earth.org/PoS/Plundering_of_a_planet.htm Our collective denial of the limits to growth
http://www.theforbiddenknowledge.com/hardtruth/clubofrome.htm
http://www.abes-dn.org.br/
http://www.uniagua.org.br/website/default.asp
http://www.clubofrome.org/
http://www.gmfus.org/template/index.cfm
http://www.tavinstitute.org/
http://www.sri.com/
http://www.cfr.org/
http://www.trilateral.org/
Morgenthau Group Financial Corporation
Rios, Jorge L. Paes - " Modelos Matemáticos de auto-depuração dos cursos d´água " - Cap. 1 - Introdução. Poluição e o Relatório do Clube de Roma. - LNEC - Lisboa, 1974. Tese para Especialista do LNEC.

Contudo, ainda que já mostrado em videos norte-americanos, também em Espanha existe quem denuncie estes propósitos. Em castellano:

No perfil deste Blogue existem, também, outros quatro blogues bastante curiosos:
http://senhoresdomundo.blogspot.com/

quinta-feira, agosto 21, 2008

Apostar pela "Inferência"?

O Obscurantismo é um hábito absolutamente anti-ético de ocultar factos e argumentos que possam denunciar ou contradizer, actos, opiniões, argumentos e afirmações de certos grupos que se arvoram donos da verdade. O obscurantismo é uma actitude, política, religião ou doutrina que se opõe a difusão dos conhecimentos científicos entre as classes populares. Obscurantismo, é um estado de espírito oposto à razão e ao progresso intelectual e material; um desejo de não instrução, um estado de completa ignorância; doutrina contrária ao progresso.
Por outra parte, a ética tem sido aplicada na economia, política e ciência política, conduzindo a muitos distintos e não-relacionados campos de ética aplicada, incluindo: ética nos negócios e Marxismo.
Em Filosofia, o comportamento ético é aquele que é considerado bom, e, sobre a bondade, os antigos diziam que: o que é bom para a leoa, pode não ser bom para a gazela, e, o que é bom para a gazela, fatalmente não será bom para a leoa. Este é um dilema ético típico.
Moral e ética não devem ser confundidos: enquanto a moral é normativa, a ética é teórica, e buscando explicar e justificar os costumes de uma determinada sociedade, bem como fornecer subsídios para a solução de seus dilemas mais comuns.
Em ética a liberdade costuma ser considerada um pressuposto para a responsabilidade do agente, para o desenvolvimento de seu ambiente, de suas estruturas para conseguir, no final, satisfação para o meio.
Em filosofia, "liberdade" designa, de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.
A liberdade humana revela-se na angústia. O homem angustia-se diante de sua condenação à liberdade. O homem só não é livre para não ser livre, está condenado a fazer escolhas e a responsabilidade de suas escolhas é tão opressiva que surgem escapatórias através das actitudes e paradigmas de má-fé, onde o homem se alheia da sua própria liberdade, mentindo para si mesmo através de conductas e ideologias que o isentem da responsabilidade sobre as suas próprias decisões.
A palavra alienação tem várias definições: cessão de bens, transferência de domínio de algo, perturbação mental - na qual se registra uma anulação da personalidade individual-, arrombamento de espírito, loucura. A partir desses significados traçam algumas directrizes para melhor analizar o que é a alienação, e assim buscar alguns motivos pelos quais as pessoas se alienam. Ainda assim, os processos alienantes da vida humana foram tratados de maneira atemporal, defraudada, abstraída do processo sócio-econômico concreto.
A alienação trata-se do mistério de ser ou não ser, pois uma pessoa alienada carece de si mesma, tornando-se a sua própria negação.
Karl Marx, filósofo alemão, se preocupava muito com a questão da alienação do homem, principalmente em duas de suas obras, “Os “Manuscritos Econômico-Filosóficos de 1844” e “Elementos para a Crítica da Economia Política” (1857-58)”, nos quais procurava demonstrar a injustiça social que havia no capitalismo, afirmando que se tratava de um regime econômico de exploração, sendo a mais-valia uma grande arma do sistema. Assim, a alienação manifesta-se a partir do momento que o objecto fabricado se torna alheio ao sujeito criador, ou seja, ao criar algo fora de si, o funcionário se nega no objecto criado. As indústrias utilizam de força de trabalho, sendo que os funcionários não necessitam ter o conhecimento do funcionamento da indústria inteira, a produção é totalmente colectivizada, necessitando de vários funcionários na obtenção de um produto mas nenhum deles dominando todo o processo - individualização.
Por isso, a alienação no trabalho é gerada na sociedade devido à mercadoria, que são os produtos confeccionados pelos trabalhadores explorados, e o lucro, que vem a ser a usurpação do trabalhador para que mais mercadorias sejam produzidas e vendidas acima do preço investido no trabalhador, assim rompendo o homem de si mesmo. "A actividade produtiva é, portanto, a fonte da consciência e, a ‘consciência alienada’ é o reflexo da actividade alienada ou da alienação da actividade, isto é, da auto-alienação do trabalho."
No entanto, a produção depende do consumo e vice-versa. Sendo que, o consumo produz a produção, e, sem o consumo, o trabalhador não produz. A produção consome a força de trabalho, também sustentando o consumo, pois cada mercadoria consumida transforma-se uma mercadoria a ser produzida. Por conseguinte, ao se consumir um produto que não é por si produzido fecha-se o ciclo de alienação. Considerando que, quando um produto é comprado estará alimentando pessoas por um lado e por outro colaborando com sua alienação e sua respectiva exploração.
Por outra parte, há também a questão de alimentar a alienação, sendo outro aspecto prejudicial em relação ao consumo, referindo-nos à propaganda dos produtos, ajudando a manipular os homens, tendo como objectivo relacionar o produto com o consumidor e seu entorno, apropriando-se da sua vontade e atingindo seu propósito a partir do momento que o produto é consumido, provocando uma sensação de humanização aquando da sua aquisição.
Em síntese, para melhor compreender o problema da alienação é importante observar duas paradoxas: Por um lado, ocorre a ruptura do indivíduo com o seu próprio critério e acontece uma síntese de ruptura que apresenta novas possibilidades de diminuir dita alienação. Noutro sentido, apresenta-se como uma contradição externa, sendo que, o capitalismo, ao inibir o individuo de usufruir em pleno das suas características humanas, leva-o a lutar pela reapropriação da sua condição.
Após confrontar a economia política, lançando pela primeira vez o termo “alienação no trabalho” e suas conseqüências no cotidiano das pessoas, Marx expõe pela primeira vez a alienação da sociedade burguesa – fetichismo, que é o facto da pessoa idolatrar certos objetos (automóveis, jóias, etc). O importante deixam de ser os sentimentos, a consciência, os pensamentos, mas sim o que a pessoa tem. Sendo o dinheiro o maior fetiche desta cultura, tornando os bens materiais no verdadeiro semi-deus Aristotélico, elevando o estatuto dos elementos do seu grupo a deuses, aqueles que lhe permitem fazer parte da tribu que é o entorno socio-cultural no qual se insere.
Muito importante também, é destacar que a alienação se estende por todos os lados, todos os dias, mas que não se trata de produto da consciência coletiva. A alienação somente constrói uma consciência fragmentada, que vem a ser a visão que a maioria das pessoas tem de um determinado assunto, algumas alienadas sem saber e outras que, amedrontadas, não esboçam nenhum posicionamento.

“O maior dos castigos é ser-se governado por quem é pior do que nós, quando renunciamos a governarmo-nos nós mesmos.”
Um ser humano que, por assumir-se como tal, com um gesto, desvirtúa o discurso obscurantista fascista.
Mas, a situação não é, hoje, - ainda que maquilhada pela demagogia - similar?

Os criadores de arte necessitam abstrair-se, derivado dessa necessidade, o resultado é descubrir uma realidade que está mesmo aí, debaixo do tapete.


(Excertos de alguns textos e traduções em Português do Brasil, corrigidos e complementados)

terça-feira, agosto 19, 2008

Muhammad Yunus, revolucionário?

Muhammad Yunus, em bengali: মুহাম্মদ ইউনুস Muhammod Iunus, (Chittagong, 28 de junho de 1940) é um economista e banqueiro de Bangladesh.

Em 2006 foi laureado com o Prémio Nobel da Paz. É autor do livro Banker to the poor (em Portugal, O banqueiro dos pobres). Pretende acabar com a pobreza através do banco que fundou, do qual é presidente e o governo de Bangladesh é o principal acionista, o Grameen Bank, que oferece ativamente microcrédito para milhões de famílias. Yunus afirma que é impossível ter paz com pobreza.
Muhammad Yunus formou-se em Economia em Bangladesh, doutorou-se nos EUA e foi professor na Universidade de Dhaka. Em 1976, constatou as dificuldades de pessoas carentes em obter empréstimos na aldeia de Jobra, em um Bangladesh empobrecido e recém-separado do Paquistão. Por não poderem dar garantias, os bancos recusavam-lhes as pequenas quantias que permitiriam comprar materiais para trabalhar e vender, e os usureiros taxavam os empréstimos com juros altos.
Muhammad Yunus criou então o Banco Grameen, que empresta sem garantias nem papéis, sendo, sobretudo, procurado por mulheres: elas são 90% dos 7,5 milhões de beneficiários. A taxa de recuperação é de 98,85%.
A palavra "microcrédito" não existia até a década de 1970. Yunus cunhou-o para designar um tipo muito específico de crédito, que ele concebera, e cujo objeto principal não são os pequenos produtores, mas sim as populações pobres, que não têm, absolutamente, acesso a qualquer outro tipo de crédito.
Yunnus concebeu, e conseguiu implantar, a mais conhecida e bem-sucedida experiência de microcrédito do mundo. Yunus a iniciou em 1976, concedendo empréstimos de pequena monta, com seus próprios recursos, para famílias muito pobres de produtores rurais, focalizando principalmente nas mulheres. Os bons resultados obtidos nessa primeira fase do projeto o levaram a expandir suas operações com recursos de terceiros.

Explica Muhammad Yunus:

O "Grameencredit" (crédito do Banco Grameen) baseia-se na premissa de que os pobres têm habilidades profissionais não utilizadas, ou subutilizadas. Definitivamente não é a falta de habilidades que torna pobres as pessoas pobres. O Grameen Bank acredita que a pobreza não é criada pelos pobres, ela é criada pelas instituições e políticas que o cercam. Para eliminar a pobreza, tudo o que temos de fazer é implementar as mudanças apropriadas nas instituições e políticas, e/ou criar novas instituições e políticas(...) o Grameen Bank criou uma metodologia e uma instituição para atender às necessidades financeiras dos pobres e criou condições razoáveis de acesso a crédito, capacitando os pobres a desenvolverem suas habilidades profissionais para obter uma renda maior a cada ciclo de empréstimos."

O "Grameencredit":

a) Promove o crédito como um dos direitos humanos;

b) Sua missão principal é auxiliar as famílias pobres a se ajudarem a superar a pobreza. É dirigido aos mais pobres, especialmente às mulheres pobres;

c) Uma das características mais destaca o "Grameencredit" é que não é baseado em qualquer garantia real, nem em contratos que tenham valor jurídico. É baseado exclusivamente na confiança, e não no Direito ou em algum outro sistema coercitivo.

d) É oferecido no intuito de gerar auto-empregos, fomentando atividades que criem rendas para os pobres, ou ainda para a construção de sua habitação, ao contrário dos empréstimos destinados ao consumo;

e) Foi criado para enfrentar os bancos tradicionais, que rejeitam os pobres - para eles considerados "indignos de crédito". Em conseqüência disso, o "Grameencredit" rejeita a metodologia bancária tradicional e criou sua metodologia própria;

f) Oferece seus serviços na porta da casa dos pobres, adotando o princípio de que as pessoas não devem ir ao banco mas sim o banco às pessoas;

g) Para obter um empréstimo um tomador tem que se reunir a um grupo de tomadores, que ficam moralmente responsáveis por seu pagamento;

h) Os empréstimos podem ser obtidos numa seqüência sem fim. Novos empréstimos tornam-se disponíveis se os anteriores estiverem sendo pagos;

i) Todos os empréstimos devem ser pagos em pequenas prestações, semanais ou bi-semanais;

j) Mais de um empréstimo pode ser concedido, simultaneamente, ao mesmo tomador;

k) Os empréstimos são sempre vinculados a planos de poupança para os tomadores, obrigatórios e voluntários, ;

l) Geralmente esses empréstimos são concedidos por instituições sem fins lucrativos, ou por instituições cuja propriedade é controlada, majoritariamente, pelos próprios tomadores. O "Grameencredit" procura operar a uma taxa de juros o mais próximo possível dos juros do mercado local, cobrando a taxa básica (no Brasil seria a taxa SELIC), não a taxa cobrada pelos emprestadores tradicionais. As operações do "Grameencredit" devem ser auto-sustentáveis.

m) A prioridade do "Grameencredit" é construir o "capital social". Isso é obtido pela criação de grupos e centros, destinados a desenvolver lideranças. O "Grameencredit" dá uma ênfase toda especial à "formação do capital humano" e à proteção do meio-ambiente.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Revolução cibernética??

Utilizando as suas próprias armas, hoje, destruir o sistema capitalista através da sua estructura electrónica não é nada utópico (basta a vontade).
As consequências de uma acção concertada que vise a eliminação de um aspecto fundamental da orgânica da ditadura actual seríam o despoletar da clivagem, a imposição de um modo de utilização de uma rede que, neste momento, serve também para unir os inconformistas quem começam a danificar - denunciando - a consecução de qualquer projecto com base em procedimentos herméticos, daría passo à clandestinidade, tornando mais fácil justificar a eliminação dos tais ¿80%? da população que, segundo Rockefeller, sobram no planeta.
Por outro lado, a solidariedade ver-se-ía enaltecida, por familiares, amigos ou conhecidos, uma vez que declarando ilegais aqueles que defendem o mundo desta ameaça que é o capitalismo derivaría na mobilização de muitos tolerantes, acredito que não se aceitasse de ânimo leve por todos nós.
Assim, com base na noticia publicada hoje no "Portugal Diário", penso que é hora de promover a "contaminação" de todos os sistemas electrónicos do império e suas sucursais, obrigar os capatazes a virem falar com o Povo, não para o povo!

"A próxima grande acção militar ou ataque terrorista nos Estados Unidos, quando e se acontecer, pode não envolver aviões ou bombas. Em vez disso, o ataque pode ser levado a cabo no ciberespaço por «hackers» do outro lado do mundo, refere a CNN.
Especialistas em Internet acreditam que este tipo de ataques pode ser tão devastador para a economia e infra-estruturas dos Estados Unidos como uma potente bomba. Existem exemplos de «guerra online» muito recentes como é o caso do ataque da Rússia à Geórgia que foi precedido por uma incursão na Internet aos sites governamentais da Geórgia. Este é um sinal de um novo tipo de guerra, a «ciberguerra», para a qual os Estados Unidos não estão devidamente preparados.
«Ninguém inventou ainda uma forma de prevenir este tipo de ataques, mesmo aqui nos EUA», afirmou Tom Burling, chefe executivo da Tulip Systems, em Atlanta. A empresa chegou mesmo a voluntariar-se para desenvolver um sistema de protecção para a Geórgia prevenindo o tipo de ataque de que foram vítimas.
«Os EUA são provavelmente mais dependentes da Internet do que qualquer outro país no mundo. E devido a esse facto somos os mais vulneráveis do mundo a este tipo de ataques» acrescentou. «Muito do que fazemos está na Internet e tudo isso pode ser destruído de uma só vez».
Geórgia: guerra estende-se à Internet
«Esta é uma questão crucial. A todos os níveis, a nossa segurança está dependente de computadores», afirmou Scott Borg, director da Unidade de Consequências Cibernauticas nos EUA, um instituto de investigação sem fins lucrativos. «É uma área completamente nova. Tanto politica como militarmente os conflitos vão ter quase sempre uma vertente cibernautica. Os alvos principais vão ser infra-estruturas e os ataques vão surgir de dentro, dos nossos próprios computadores».
Os «hackers» trabalharam de forma coordenada nos ataques ao Governo da Geórgia, aos média, aos bancos e aos transportes semanas antes das tropas russas terem invadido o território. Os ataques online passavam pela sobrecarga dos sistemas com milhares de pedidos.
O site do presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, foi atacado e durante 24 horas e deixou mesmo de existir. Mas os ataques continuaram quando distorceram a imagem do site do parlamento georgiano com imagens de Adolf Hitler. Saakashvili culpou a Rússia pelos ataques apesar de o Governo Russo negar qualquer envolvimento."

O video abaixo mostra um censo encoberto da população Hacker mais desprevenida, sobretudo malta jovem, potenciais misseis contra o sistema, vale a pena ouvir as declarações do FBI. (Em Castelhano)

O povo só deixará de ser analfabeto informatico quando se considere domesticado!

O individualismo por Salgado..

domingo, agosto 17, 2008

A1: fila de 10 quilómetros até Fátima

Só dando fé!
Depois dos assassinatos, da apología do obscurantismo, do apoio às ditaduras ou da ultima edição do livro das mentiras, ainda há poucos anos obrigaram ao exilio um Português, Nobél da Literatura, só por trazer a debate as contradições mais simples da Igreja católica.
Diziam que estava a acordar a malta, noutros termos, estava a ser ofensivo com os fiéis.
Defendida pelo ditador que a utilizou para atirar os Portugueses para a idade dos deuses, privando-os de compreênder os motivos do renascimento, numa estratégia politica de eliminação da vontade própria, criando uma sociedade de seres indiferentes.
Assim mesmo,criou também a imagem dos cristãos, brancos, superiores, "cordeiros" do mais jovem dos deuses, pequenos semi-deuses à sua imagem e semelhança, seres eternamente protegidos pela penitência do criador.
Acontece que, já antes dos faraós -reis brancos e negros, deuses em seu momento- e até hoje, existiram muitos modelos. Depois tivemos outros, deuses gregos, romanos, indianos, sul-americanos, asiáticos.. etc. Grande parte da humanidade, politeista ou não, sempre se lamentou da sua angustiada vida junto destes icones da espiritualidade, tornando assim a religião num centro avançado de estatistica politica, por exemplo, contando quantos cordeiros lhe pedem água quando faz calor ou rezam por uma vida menos má em países e realidades como -à excepção do periodo entre o II e o IV governos provisórios- experimentamos e experimentámos no nosso país, permitindo-me concluir que se relacionam as vicissitudes, a falta de objetivos, a impossibilidade de estructurar um caminho com critério próprio, o medo ou seja, o mal desconhecido, mágico, com algo ainda mais desconhecido mas que vende a banha como sabendo-se em posse do "segredo" da mentira melhor vendida, vendendo nestum a quem, sabem, lhe apodreceu os dentes por não abrir a boca, nem sequer para falar.

O apoio do babas a esta mentira, babas o algarvio, esteve bastante claro aquando da sua assistência à nova fantochada do rapazito da feira, "jesus cristo super-estrela". Qual Ronaldo a vender suzukis, provando que este não está aqui para outra coisa que não seja manter o povo no cercado, como cordeiros, lá vamos entrando nesta farsa.

Se algo se pode lamentar da situação na qual vivêmos é a nossa crença -como quem vive numa gruta- na magía e a falta de confiança em nós mesmos, em suma, o medo de utilizar o voto em consciência, de se assumir responsável pelo destino dos seus ou pelo menos cumplice. Se o país ou as nossas vidas chegaram a este estado de degradação é só por isso mesmo, por pedir a quem não se sabe se existe, por confiar em quem não merece, por continuar a ter medo de alterar, realmente, esta situação, fundamentalmente por medo a ser dono da sua existência, por não acreditar na sua espécie, em si e nos seus iguais, aceitando ser tudo menos livre.

Hoje, como imagem de há milhares de anos, encontrei uma noticia penosa, peregrinos, desesperados, crentes, covardes, crianças com bigode, artistas contratados, famintos, cordeiros, perdidos:
"O trânsito automóvel na auto-estrada (A1) a partir do Norte em direcção a Fátima está congestionado, atingindo cerca das 11:30 deste domingo uma fila de 10 quilómetros, revelou uma fonte da Brigada de Trânsito da GNR à Lusa.
A situação mais complicada, que se verifica desde as 11:00, é entre a Área de Serviço de Leiria e o Nó de Fátima, que dá acesso ao Santuário.
No sentido Sul-Norte, até ao Nó de Fátima, embora intenso, o trânsito processa-se com normalidade, adiantou a mesma fonte à agência Lusa.
A Brigada de Trânsito aconselha os automobilistas que circulam do Norte em direcção a Lisboa a sair no Nó de Leiria e a deslocarem-se para a capital pela A8, para evitar o engrossar do congestionamento na A1.
Até cerca das 11:30 de hoje não se tinham verificado acidentes motivados pelo acréscimo de tráfego na A1.

"

sábado, agosto 16, 2008

quinta-feira, agosto 14, 2008

Saindo do obscurantismo..


Já em 1516, os Portugueses se libertavam ou experimentavam a necessidade de sair da gruta, prova de tal inquietação foi Gil Vicente. Contudo, hoje, parece ser que de nada serviu a obra de tal humanista e que para encontrar certa exaltação da sua memória só o podemos fazer assistindo a obras do dramaturgo em Espanha e, de forma quotidiana, no Brasil, constatando dessa maneira a estratégia de adormecimento ao qual se vem submetendo, através de politicas de educação amorfas, parte da população do nosso país.
Assim, começa a parecer lógica a indiferença da maioria dos nossos conterrâneos relativamente ao espólio dos seus direitos, do estado de bem-estar social, em suma, da sua condição de ser humano.
O vídeo que segue o texto, resume da personagem em questão, é a melhor representação que se pode encontrar no "youtube", resultando impossível encontrar qualquer referência, minimamente estruturada, produzida em Portugal.

Gil Vicente (1465 — 1536) é geralmente considerado o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta de renome. Há quem o identifique com o ourives, autor da Custódia de Belém, mestre da balança, e com o mestre de Retórica do rei Dom Manuel. Enquanto homem de teatro, parece ter também desempenhado as tarefas de músico, actor e encenador. É frequentemente considerado, de uma forma geral, o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico já que também escreveu em castelhano - partilhando a paternidade da dramaturgia espanhola com Juan del Encina.
A obra vicentina é tida como reflexo da mudança dos tempos e da passagem da Idade Média para o Renascimento, fazendo-se o balanço de uma época onde as hierarquias e a ordem social eram regidas por regras inflexíveis, para uma nova sociedade onde se começa a subverter a ordem instituída, ao questioná-la. Foi, o principal representante da literatura renascentista portuguesa, anterior a Camões, incorporando elementos populares na sua escrita que influenciou, por sua vez, a cultura popular portuguesa.
Será ele que dirigirá os festejos em honra de Dona Leonor, a terceira mulher de Dom Manuel, no ano de 1520, um ano antes de passar a servir Dom João III, conseguindo o prestígio do qual se valeria para se permitir a satirizar o clero e a nobreza nas suas obras ou mesmo para se dirigir ao monarca criticando as suas opções. Foi o que fez em 1531, através de uma carta ao rei onde defende os cristãos-novos.
Morreu em lugar desconhecido, talvez em 1536 porque é a partir desta data que se deixa de encontrar qualquer referência ao seu nome nos documentos da época, além de ter deixado de escrever a partir desta data.
O seu filho, Luís Vicente, na primeira compilação de todas as suas obras, classificou-as em autos e mistérios (de carácter sagrado e devocional) e em farsas, comédias e tragicomédias (de carácter profano). Contudo, qualquer classificação é redutora - de facto, basta pensar na Trilogia das Barcas para se verificar como elementos da farsa (as personagens que vão aparecendo, há pouco saídas deste mundo) se misturam com elementos alegóricos religiosos e místicos (o Bem e o Mal).
Gil Vicente retratou, com refinada comicidade, a sociedade portuguesa do século XVI, demonstrando uma capacidade acutilante de observação ao traçar o perfil psicológico das personagens. Crítico severo dos costumes, de acordo com a máxima que seria ditada por Molière ("Ridendo castigat mores" - rindo se castigam os costumes), Gil Vicente é também um dos mais importantes autores satíricos da língua portuguesa. Em 44 peças, usa grande quantidade de personagens extraídos do espectro social português da altura. É comum a presença de marinheiros, ciganos, camponeses, fadas e demônios e de referências – sempre com um lirismo nato – a dialetos e linguagens populares.
Entre suas obras estão Auto Pastoril Castelhano (1502) e Auto dos Reis Magos (1503), escritas para celebração natalina. Dentro deste contexto insere-se ainda o Auto da Sibila Cassandra (1513), que, embora até muito recentemente tenha sido visto como um prenúncio dos os ideais renascentistas em Portugal, retoma uma narrativa já presente na General Estória de Afonso X. Sua obra-prima é a trilogia de sátiras Auto da Barca do Inferno (1516), Auto da Barca do Purgatório (1518) e Auto da Barca da Glória (1519). Em 1523 escreve a Farsa de Inês Pereira.
Alguns autores consideram que a sua espontaneidade, ainda que reflectindo de forma eficaz os sentimentos colectivos e exprimindo a realidade criticável da sociedade a que pertencia, perde em reflexão e em requinte. De facto, a sua forma de exprimir é simples, chã e directa, sem grandes floreados poéticos.

sexta-feira, agosto 08, 2008

A revolução é hoje!!

Existindo ainda muita censura no nosso país, estranguladores encobertos, residuos salazaristas, em partidos como o PSD, que ainda considerando-se, em relação ao botas, filhos de um deus menor e justificando este seu ponto de vista na dependência directa da mafiosa mesa de Bilderberg, manjedoura do Balsemão e outros politicos como Jorge Braga Macedo, Membro do Comité Executivo da Comissão Trilateral e companheiro do ideólogo do "Tittytainment" - mas que era realmente o testa de ferro do Rockefeller nesta operação - e também membro da trilateral, Zbigniew Brzezinski ou o Cherne, o qual podem ver em anteriores artigos defendendo o povo trabalhador em tempos do PCTP e hoje lacaio dos mecenas desse grupo, criado por Bernardo de Holanda, os ultra-capitalistas Rothschild, Rockefeller y Henry Kissinger ou partidozitos à imagem de Hitler ou da igreja mas sabujos do PSD, para poder aceder à saca, caso do CDS, temos ainda os traumatizados do PNR, que nem ideologia se lhes pode outorgar.
Vem agora, o Honoris causa Bilderberg, como que tentando ameaçar devagarinho o despontar da liberdade que começamos a usufruir usando as armas da globalização contra esta.

Por outra parte, convicto de que o seguinte video mostra o que creio seja uma necessidade premente da nossa população, entendendo os Marcianos como isso mesmo, multinacionais, globalizadores, seres que se creêm de outra galáxia mas que não passam de covardes com cães com nomes como os supra-citados.

Se repararem nos olhos do nosso camarada, parece o unico que está meio acordado!!

quinta-feira, agosto 07, 2008

Corrupção??


O problema é que, depois, o tal telefone está ocupado, tens que fazer tu a investigação, és repudiado pelo grupo, enfim, corrupção.
Menos mal..


.. que esta lacra não existe no nosso país... Ou sim???



Poderiamos pensar que estas afirmações só se fazem para que alguém as €ale, mas isso não seria corrupção??

Pelo menos ainda temos pessoas de confiança, 200.000 professores, não os viram com a CGTP?

O Tony, camarada de aventuras, festas do Avante e filho de um camarada de luta, lembrou-me esta frase do Martin Luther King:
“O que mais me preocupa não é o grito dos corruptos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética.
O que mais me preocupa é o silencio dos bons, o vosso.”

quarta-feira, agosto 06, 2008

Vamos continuar a dormir????



"Os grandes só nos parecem grandes porque estamos de joelhos perante eles. Levantemo-nos!"

terça-feira, agosto 05, 2008

Aos emigrantes, o que eu sou!! (II)

A liberdade parece que está fora do meu país, mas só parece..
Este livro musical é só isso, musica...








ou não?

segunda-feira, agosto 04, 2008

Aos emigrantes, o que eu sou!!

Depois de vivêr uma realidade que se descreve nesta canção, uma verdadeira tourada, com touros de morte, sem capas nos cornos..

Hoje, a tourada é a mesma, com touros que já não matam mas que também não morrem, perpetuam-se..

Suponho que um trabalhador, para viver alienado, sem se poder defender de quêm não sabe se é manso, bravo ou touro necessita sobretudo ser toureiro, a pé..

e levar no peito a cor adequada, sabendo que as feras só marram no vermelho!

domingo, agosto 03, 2008

Coerência?

Tinha assumido a falta de coerência do Cherne, contudo, ouvindo referir-se aos seus camaradas de luta como “Eles”, de pronto, a coerência, ou não, deixou de ser o motivo pelo qual considerava este portugués(?), merecedor das criticas mais severas, pensei que o poder corrompe e que por tal, este ceo tinha perdido o criterio


Prova disso é a recepção ao presidente do seu partido, o qual afirma claramente estar em sintonia com o PS e que quem debe decidir questões relativas ao futuro do povo do seu país são “eles”, o conselho de administração da europeia liberal, da qual faz parte o demagógico partido socialista, à boa maneira do “Carlucci son”, Soares.



Porém, depois de continuar a acreditar que este mundo não é o ideal para os seres o humanos, ainda que por alguns -aqueles que, se nos considerassemos minotauros, só seriam humanos dos tornozelos para baixo- contruido, deparei uma paradoxa que suponho será interessante de esclarecer.





O Saramago viu o programa no qual o alheiam de qualquer partido ou a imagem de coerência é só mesmo estratégia comercial??

sexta-feira, agosto 01, 2008

Acordar é preciso!

Depois de aceitar trabalhar 13 horas por dia, de receber um salário dos mais baixos da Europa, de assumir que é dificil que os Portugueses se revoltem contra o capital, deixando de pagar, em simultâneo, todas as suas obrigações crediticias, que o estado vive acima das suas necessidades, que nos 33 ultimos anos só nos espoliaram, que esses usurpadores continuam sendo as figuras de referência de muitos -da maioria- dos cidadãos do meu país, que a sanidade publica tem os dias contados, que as exigências educativas são cada vez menores, possibilitando aparentar menos fracasso escolar ou educativo, com cada vez menores garantias sociais, com a peneira o despotismo ou a arrogância considerando-se cada vez mais um valor em alça, com desparecimento do usufructo da verdadeira e plena condição humana, tendo em conta que, a partir de agora, as empresas poderão alimentar-nos como a maquinas, utilizando, por decisão unilateral, a retribuição em especie, o video a seguir, longo, de 122 minutos, penso que deve ser visto até ao fim e compartido de forma proactiva, por tal o publíco: