
diz o clichê popular,
ou atribuído a algum enorme
fantasma filósofo, já ido.
Mil palavras, contudo
mostram tantas imagens
que, julgada incapaz,
a razão,
apressurada
quase sempre pelo pão,
não lhes encontra o espaço
em cada um.
Sei que estás
aí.
Sem ninguém que veja
as imagens, nunca existirão.
Mas, da tua boca espero um mundo,
do teu olhar, tantas palavras,
uma daquelas que sonho ou outra
que não viverei.
Ouço o mar
a milhas;
podes ver-me.
O mar?
Mino, Madrid, 2026






