quinta-feira, novembro 28, 2013

Morrendo


Morrer, ainda não sei

sabê-lo não será algo apelatívo

só por ser morte, mas é!
O que é?

 

A memória que ratifica a vida

é morrer, é viver

é herança

de mortos

vivos

poderia ser a vida dos historiadores

a morte dos ignorantes

é o Homem?

sem escolha
escravo das vontades
imortal...
Mas, e morrer?

                                                                        Mitchourine

quinta-feira, novembro 07, 2013

Nazaré só com limão

Diz a certa altura da reportagem, uma jovem, que pelo discurso podia ser, porque não marciana, comunista, que "antes do McNamara já cá havia gente". Curta a memória de quem esquece o dispêndio económico abrumador que a "Nazaré Qualifica" realizou para dar a conhecer.... o dito. Enquanto isto acontece, apagam-se as luzes à noite, "aperta-se a azeitona".
Ainda bem que, ainda, por estar no desemprego não se perde o direito ao voto, como no Reino do elefantes.

sábado, fevereiro 23, 2013

Trai


Por entre um abandono ao amor, por emocionar-me com o usufructo da vontade, condicionada, como sempre e por sempre, encontro que uma proposta com os contornos daquela que o próprio Lenine colocou como solução a uma determinada questão com todas as suas peculiaridades e assim também condicionada, não resulta hoje viável – opinião contra a qual não argumento. Inviável é hoje, também, o escamotear da opinião seja de quem fôr se esta se balizar dentro de determinada ideologia, coerênte, plausível, mas, de escassa acepção, mesmo que incorporando o sentido de traduções como por exemplo “O Rei Lear”, de Alvaro Cunhal, acessíveis à cognição mais oprimida.

 Na prática, fechar as portas que Abril abriu ou prescindir de ser livre na liberdade resulta não mais que uma mentira, feia, vilipendiadora, revoltante.

 

 

Mino