quarta-feira, dezembro 10, 2008

60 anos de atraso!

Celebrando o 60º aniversário da declaração universal dos direitos humanos, uma vez mais constato que o nosso país ainda não fez uma tradução e aplicação do conteúdo da mesma.

Com o objectivo de facilitar a vida aos Portugueses, aqui transcrevo dito texto, em ordem, também, a que esta corja de ladrões a possa ler no seu idioma.

"
Declaração Universal dos Direitos humanos
Preâmbulo
Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo; Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração humanos; Considerando que é essencial a protecção dos direitos humanos através de um regime de direito, para que o homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão; Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações; Considerando que, na Carta, os povos das Nações Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos direitos fundamentais humanos, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres e se declararam resolvidos a favorecer o progresso social e a instaurar melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla; Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover, em cooperação com a Organização das Nações Unidas, o respeito universal e efectivo dos direitos humanos e das liberdades fundamentais; Considerando que uma concepção comum destes direitos e liberdades é da mais alta importância para dar plena satisfação a tal compromisso: A Assembléia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos humanos como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efectivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição.

Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Artigo 2°
Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação.Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.

Artigo 3°
Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo 4°
Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.

Artigo 5°
Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.

Artigo 6°
Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica.

Artigo 7°
Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo 8°
Toda a pessoa tem direito a recurso efectivo para as jurisdições nacionais competentes contra os actos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.

Artigo 9°
Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo 10°
Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.

Artigo 11°
Toda a pessoa acusada de um acto delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas.
Ninguém será condenado por acções ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam acto delituoso à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o acto delituoso foi cometido.

Artigo 12°
Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.

Artigo 13°
Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.

Artigo 14°
Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países.
Este direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por actividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas.

Artigo 15°
Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade.
Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.

Artigo 16°
A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.
O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.
A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à protecção desta e do Estado.

Artigo 17°
Toda a pessoa, individual ou colectivamente, tem direito à propriedade.
Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade.

Artigo 18°
Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.

Artigo 19°
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.

Artigo 20°
Toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas.
Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo 21°
Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direcção dos negócios, públicos do seu país, quer directamente, quer por intermédio de representantes livremente escolhidos.
Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do seu país.
A vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos: e deve exprimir-se através de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto.

Artigo 22°
Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos económicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.

Artigo 23°
Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.
Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.
Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.
Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses.

Artigo 24°
Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e as férias periódicas pagas.

Artigo 25°
Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.
A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozam da mesma protecção social.

Artigo 26°
Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos humanos e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das actividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.
Aos pais pertence a prioridade do direito de escholher o género de educação a dar aos filhos.

Artigo 27°
Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.
Todos têm direito à protecção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria.

Artigo 28°
Toda a pessoa tem direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem capaz de tornar plenamente efectivos os direitos e as liberdades enunciadas na presente Declaração.

Artigo 29°
O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.
No exercício destes direitos e no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o reconhecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar numa sociedade democrática.
Em caso algum estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente aos fins e aos princípios das Nações Unidas.

Artigo 30°
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma actividade ou de praticar algum acto destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados."

Entre 1974 e 1975, o nosso país, esteve no caminho de alcançar uma realidade próxima ao respeito por estes principios, contudo, hoje, só nós a poderemos resgatar.
Será 2009 o teu ano?


A revolução é hoje!

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Também a música!

Curioso mas sem deixar de constituir um privilégio poder relatar experiencias vividas no século passado, a finais dos anos 80, em Boston, como parte de uma missão da Armada Portuguesa, entrei numa discoteca para comprar alguma novidade musical à qual não tivessemos acesso no nosso país, sobretudo por contigências comerciais.
Quando me dispunha a adquirir uma cassete de B. B. King dei por mim como o centro de atenções de 4 empregados e alguns clientes desse local comercial, enquanto uma simpática caixeira me perguntava se gostava de blues, com um olhar tão critico que me provocou questionar-me se estava a infringir alguma lei fundamental nesse país tão "livre".
Tendo sido a música, sempre, uma forma de liberação, esta também serviu de base para que os escravos rompessem correntes, para que começassem a ser olhados como seres humanos, ou, num principio, como animais de circo, resultando finalmente numa arma de união, confratenização e hoje, depois de percorrido um caminho demasiado longo, um motivo de fusão entre a espécie, permitindo tornar mais patente a vontade do Povo.
O Albert Collins foi - e é - um exemplo de inconformismo que tomei desde jovem como referência, fica aqui um excerto de um espectáculo, no qual, como tónica habitual, no seu estilo Jam Session, nega uma condição que o impediria ver a realidade como ela é, reclamando o peso da sua vontade num universo de exclusões contra as quais necessitamos lutar.



A revolução é hoje!

sexta-feira, novembro 21, 2008

És tu??

Contrariando a propaganda do governo de Sócrates, soubemos hoje que, a área da saúde perdeu 11% dos seus funcionários, desde 2005 até hoje, nada comparado com os 30% de redução na cultura, números que ratificam a intenção de privatização de todos os serviços que garantem os direitos do povo Português e assim o seu futuro.
Por outra parte, constatamos que o desemprego voltou a aumentar; na ordem dos 0,5%, atirando mais trabalhadores para as listas de desempregados sem direitos que cada dia representam um colectivo maior, com menos possibilidades de fazer ouvir as suas vozes, expostos, sem opções, à vontade de um grande número de patrões que aproveitam as carências derivadas dessa situação para “legislar” - no âmbito do seu negócio – as leis que lhes resultem mais favoráveis, apoiando o governo, indirectamente, tal perversão. No relativo à promessa de Sócrates, no sentido promover 150.000 postos de trabalho, verificamos hoje que, 300.000 trabalhadores necessitam 2 empregos para poder dar de comer às suas famílias, resultando esta concentração em, maior índice de acidentes laborais, um relacionamento familiar pautado pela tensão derivada da condição de escravo impotente, enquanto à exigência e usufruto dos direitos humanos concerne, obrigando a que 150.000 trabalhadores engrossem o portfolio do IEFP, tornando-se assim potencial mão-de-obra barata e condicionada pela legislação, a qual, promulgada pelos governos dos 32 últimos anos, considera os desempregados um lastre incomodo e aos quais não se lhe reservam mais direitos que aceitar que a sua vida penda dos caprichos de quem pactua com os interesses do latifúndio.
Considerando esta realidade, pergunto: Será prioritária a preocupação pelo meio ambiente – mesmo sem desvirtuar a sua importância – quando assistimos a este espólio da condição humana, sabendo que, por exemplo, se investem bilhões em aventuras espaciais, deixando perecer milhares de seres pela fome que reflecte os erros do sistema capitalista, e mais, sabendo que, com a provada expansão do universo, dentro de alguns anos nem sequer veremos estrelas no céu?
Não deveriamos aceitar que, em ordem a aspirar a um futuro digno, a preocupação fundamental devia ser a consciencialização do ser humano, aproximando a cada um de nós a noção de não estarmos sós e que por tal o nosso caminho depende da força da união do povo, alterando um paradigma que não nos permite distanciar dos mais odiados animais, como por exemplo, os ratos, sobre os quais, em algumas investigações revelam essa necessidade, sobretudo – e esta é uma experiencia que me é muito próxima – quando durante semanas, de forma aleatória, induzimos uma corrente em 5 exemplares, dando a um a possibilidade de desligar o circuito e que este a tal possibilidade se negue, aceitando a morte dos seus semelhantes e a sua, ainda sobrevivendo mais 2 semanas só pelo facto de se saber dono da sua vontade?
Vamos continuar aceitando esta realidade dogmática, da mesma forma que, por exemplo, em 1969, os Haitianos, os quais, reunidos diante da residência do seu chefe de estado, um tal de Papadoc, se resignam a voltar a casa e a continuar vivendo na escravidão só porque este, quando saiu à varanda afirmou ser invisível?
Continuaremos conivêntes com o enriquecimento de alguns, qual carneiros calados, fechados num cercado no qual esperamos pela "benevolência" dos pastores, que nos atiram o suficiente para que possamos continuar a produzir a lã que os protege das inclemências?
Afinal, somos mesmo conscientes da nossa condição? Queremos usufruir de uma vida segundo a nossa concepção ideal sem contemplar que o vizinho também existe, e que, seguramente, é com ele que discutiremos as regras de convivência comunitárias, ou que, será com os seus filhos que os nossos se integrarão na sociedade, que a reciprocidade é inerente à nossa existência?
Somos conscientes que, ao contrário do que defende o sionista Alen, incluso depois de mortos influímos neste mundo, se não esquecermos que o corpo é matéria e que os átomos não desaparecem?
Por que razão continuamos a temer levantar a voz, encetar um caminho conjunto, prescindir do medo que a corja promove a través da repressão física e demagógica, esperando que o brilho das coroas destes despóticos, arrogantes e vis governantes no ilumine o futuro se a tal não opusermos a liberdade?
Passaremos a vida olhando para o espelho, quando nos dispômos a entrar nessa roda viva que nos afirma vivos, penteando-nos como quem nos obriga a parecermos-lhes, como manequins sem identidade?
Em 2009 poderemos justificar ser uma espécie única, detentores da capacidade de sonhar, poderemos reclamar nas urnas a igualdade.

A revolução é hoje!

domingo, novembro 02, 2008

Lo que buscabamos!

Depois de experimentar imensos problemas para publicar o artigo anterior, aproveitando para responder às dúvidas que tal facto suscitou na Idoia, minha companheira, penso que esta letra resulta esclarecedora quanto baste e permite entender o meu País depois da revolução, o qual, como pôde constatar, sabendo que esta podia ter-nos proporcionado uma realidade coerênte com a sua intenção, continua demagógicamente, nos mais diversos aspectos, a privar o seu povo - aquele que o justifica enquanto independente - da liberdade que conseguiu em Abril.
Esta canção pode ser entendida como a história de Portugal dos últimos 32 anos.



A revolução é hoje!

terça-feira, outubro 21, 2008

Pagar para poder pagar?


Ainda com relação à garantia de vinte mil milhões que o governo Português pretende facilitar à banca nacional, pregunto:

1º- Ao assumir uma exposição a um terceiro, não estaremos, o povo, aceitando o risco dos privados e pagando um juro que não nos corresponde?

2º- Não seria mais adequado, comportando menos risco para as arcas do Estado, exigir uma segmentação da carteira e comprar, à banca, os activos com um scorecard de alta qualidade, pagando para tal o principal em exposição, assumido pela entidade e, tornando a operação, pelo menos, garantida?

3º- Em linha com o ponto 2º, não seria, posteriormente, mais lógico que, o Estado avalara um montante similar ao principal, só ao principal, do resto das carteiras que permanecessem em posse de cada entidade e, com a garantia de absorver essa mesma carteira em caso de imcumprimento?

4º- Não seria mais coerênte com o inevitavel futuro do capitalismo, não estariamos a beneficiar a solidez da nossa realidade.

5º- Não seria, esta, a forma de regular os "spread" que nos exigem, de forma altamente desregulada, os onzeneiros?

6º- Não será este o momento, abrindo assim outras perspectivas, de deixar de priorizar o déficit??

7º- Vamos prescindir de observar a "(pouca) ética" que ainda possa existir, mesmo por parte da banca - como é o caso do Deutsche Bank - que se avergonha (mesmo que se possa entender certa demagogía) de utilizar ajudas do estado, assumindo as suas perdas como privado, ou esta actitude não lhe interessa contemplar ao governo do nosso país?

8º- Vamos esquecer este dado: "As estimativas da OIT, citadas pela agência «Lusa», indicam que «o número de desempregados pode passar de 190 milhões em 2007 para 210 milhões no final de 2009», disse Somavia numa conferência de imprensa." ou este: "Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) com maiores desigualdades na distribuição dos rendimentos dos cidadãos, ao lado dos Estados Unidos e apenas atrás da Turquia e México. No seu relatório "Crescimento e Desigualdades", hoje divulgado, a OCDE afirma que o fosso entre ricos e pobres aumentou em todos os países membros nos últimos 20 anos, à excepção da Espanha, França e Irlanda, e traduziram-se num aumento da pobreza infantil."?


A revolução é hoje!

terça-feira, setembro 23, 2008

AFRICOM em Portugal???

No próximo dia 1 de Outubro deveria ser formalmente concretizada a criação do AFRICOM, o comando militar norte-americano específico para África. Até hoje este comando regional está subordinado ao Comando Europeu dos EUA um dos 6 comandos regionais que suportam o intervencionismo militar dos EUA nos vários continentes e o alargamento da sua rede mundial de bases militares. Mas a instalação do AFRICOM enfrenta sérias dificuldades. Desde a decisão em Fevereiro de 2007 da sua criação que a Administração Bush tem sido confrontada com a oposição em bloco dos Estados africanos e da União Africana à instalação em solo africano do seu quartel-general. A 52ª Conferência Nacional do ANC haveria de pronunciar-se, em Dezembro de 2007, desta forma: «Face às movimentações dos EUA para alargar a sua presença militar em África sob o pretexto do combate ao terrorismo, fundamentalismo e extremismo; encorajada pela forte rejeição dos países africanos a mais esta recente tentativa dos EUA de interferir nos assuntos do nosso continente, a Conferência apela a que África se mantenha unida e determinada na rejeição do AFRICOM». E assim foi até hoje, o quartel-general teve que se manter na Alemanha.Mas Bush e Rice não desistem perante as dificuldades, e por isso recorrem aos seus «bons amigos». Depois de uma iniciativa nos Açores organizada pela fundação luso-americana com membros do Governo Regional e do PS e depois de uma passagem relâmpago por Lisboa de Condoleezza Rice, eis que o que poderia parecer inacreditável acontece: Como os africanos não querem lá o AFRICOM instale-se o quartel-general em… Portugal! Em Beja mais propriamente, noticiou um diário português, adiantando que existem negociações com o governo português nesse sentido. Em nome da paz, da independência e soberania de Portugal. Em nome das relações de amizade entre o povo português e os povos de África, cuja luta pela paz, independência e soberania foi e é também a nossa luta, tudo faremos para impedir que Portugal fique associado a mais este projecto militarista e neo-colonialista do imperialismo. O tempo das colónias acabou! Que se recordem disto Bush, Rice, Sócrates e Luís Amado!
E a fome, quantas crianças poderiam comer pelo preço de uma bala, quanto custaría eliminar a fome e melhorar realmente as condições de vida do povo africano? Continuam a oprimir a população até esgotar os seus recursos naturais, no futuro, abandonam o país ou aproveitam o estado no qual fica essa sociedade para implementar o esclavagismo neo-colonialista, seremos capazes de continuar a pensar como há centenas de anos e depois culpar os imigrantes pelos aspectos negativos que acompanham o nosso dia-a-dia, aspectos que derivam da nossa incapacidade de protagonizar a essa realidade?

terça-feira, setembro 16, 2008

Money!


"O Banco Central Europeu (BCE) injectou esta segunda-feira no mercado 30 mil milhões de euros com uma taxa de juro mínima de 4,30 por cento e com um prazo de um dia, depois do anúncio de falência do quarto maior banco de investimento dos EUA, o Lehman Brothers.
De acordo com o BCE, no leilão participaram 51 bancos comerciais da Zona Euro, que pediram 90,27 mil milhões e deverão devolver em efectivo amanhã.
A instituição monetária adiantou ainda que está a «observar de muito perto as condições no mercado monetário do euro» e que está preparado para contribuir para o seu funcionamento adequado depois da falência do Lehman e a aquisição do Merril Lynch pelo Bank of America (a entidade que me convenceu a olhar o mundo da forma como o faço hoje, ainda que pretendesse que os manager publicitassem o Six-Sigma como método de evaluação justo, algo que só valia para enganar os trabalhadores).
O banco de negócios norte-americano Lehman Brothers anunciou esta segunda-feira que se iria declarar em falência para proteger os seus activos e maximizar o seu valor.
«Os clientes do Lehman Brothers, incluindo os clientes da sua filial Neuberger Berman Holdings, poderão continuar a negociar os seus títulos e a tomar as decisões que acharem por bem relativamente às suas contas», afirma-se na nota.
O banco perdeu cerca de 3,9 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros) no terceiro trimestre do ano, depois de ter sido obrigado a importantes depreciações nos seus activos devido à crise no mercado imobiliário.
A declaração de falência segue-se às tentativas falhadas do Lehman Brothers de encontrar um comprador, depois do Barclays, o último banco interessado, se ter retirado da corrida no domingo.
O banco britânico considerou que seria impossível adquirir o Lehman Brothers sem uma ajuda federal norte-americana semelhante à concedida em Março ao JPMorgan Chase, quando este adquiriu outro banco em dificuldades, o Bear Sterns, de acordo com o New York Times e o Wall Street Journal.
O Governo dos EUA, liderado por George W. Bush, anunciou no passado domingo que vai injectar 200 mil milhões dólares nos dois gigantes do crédito hipotecário, Freddie Mac e Fannie Mae, com 100 mil milhões para cada um deles, com o objectivo confesso de os salvar da falência. Freddie Mac e Fannie Mae são duas instituições privadas com estatuto de serviço público, que garantem cerca de metade das hipotecas dos EUA (para compra de habitação própria) e são, por isso e para já, as duas maiores «vítimas» da famosa «crise do subprime» que começou recentemente nos EUA e já alastrou para a Europa. Assinale-se que o Governo dos EUA, após entregar o interesse público do crédito hipotecário à tradicional gula e voragem da «iniciativa privada», decide agora, e literalmente, «nacionalizar» os gigantescos prejuízos que a gestão privada destes interesses públicos provocou, pondo os contribuintes norte-americanos a pagar os desmandos dos grandes banqueiros norte-americanos."

No nosso país, a banca , que ganhou "rios de dinheiro" nos últimos anos, paga, em média, 13,5 por cento de IRC, enquanto um pequeno empresário do sector textil, por ejemplo no distrito de Braga, paga 24 ou 25 por cento. Assim, em sintonia com a lógica do grande capital, adoptando politicas que contemplam o cidadão só como um factor de rentabilidade, os governos, que os Portugueses têm apoiado, só legislam para proteger o bolso daqueles que já não o usam, daqueles que, ao contrário de investir em sectores que garantam um desenvolvimento sustentado, producção, exportação, investem em formas de promover a dependência dos interesses capitalistas transnacionais, consolidando a escravidão como modo de vida e alienação como condicionante comportamental, facilitando a manipulação das massas pelos média, que vendem, de uma forma que cada vez se constata mais organizada, os motivos de inquietação ou alegria de quem tem o azar de se limitar a trabalhar para vivêr, ou, neste caso, para sobrevivêr!
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Como nota importante neste dia, alguém que assumía os posicionados em todos os cuadrantes do tal 6-Sigma :
O músico e teclista Richard Wright, 65 anos, um dos fundadores dos Pink Floyd, morreu esta segunda-feira vítima de cancro, confirma o porta-voz da banda.
«A família, fundador do Pink Floyd, anuncia com grande tristeza que Richard morreu hoje, depois de uma rápida batalha contra o cancro», disse seu porta-voz em comunicado.
Wright conheceu Roger Waters e Nick Mason, colegas de banda, enquanto estudava na faculdade. Começaram por formar uma banda, os Sigma 6, que viria posteriormente a chamar-se o Pink Floyd.
Foi Richard Wrigh quem compôs alguns dos principais êxitos da banda, como «The great gig in the sky», «Us and them» ou «The dark side of the moon».
Uma parte incontornável da sua obra é esta:





A revolução é hoje, está na tua mão mudar de rumo!

terça-feira, agosto 26, 2008

Reestructurar ou despojar??

Com base nas politicas aplicadas pelos governos que a maioria dos Portugueses têm apoiado nos ultimos trinta e três anos, como jogar os nossos impostos na bolsa americana, oferecer terrenos a empresas privadas ou a eliminação da comparticipação em medicamentos fundamentais, depois das ultimas manobras do governo PS (continuação das pseudo-reformas dos governos anteriores) na area da saúde ou dos apoios fiscais a entidades financeiras com interesses directos nessa matéria, o resultado é o seguinte:

"Os portugueses estão a celebrar mais seguros de saúde e a recorrer mais às clínicas privadas que, segundo um estudo divulgado hoje, facturaram 690 milhões de euros em 2007. As 40 empresas gestoras das clínicas privadas existentes em Portugal no ano passado facturaram mais 8% que no ano anterior, revela o relatório "Sanidad Privada" da empresa espanhola DBKA.
Segundo o documento, que apresenta previsões optimistas para o sector, as 40 clínicas ofereciam cerca de 2.200 camas, sendo a região de Lisboa a zona de maior concentração: 16 centros privados e cerca de 1.300 camas. O estudo associa este crescimento do negócio à "crescente penetração dos seguros de saúde" entre os portugueses.
Tal como as clínicas privadas, também as seguradoras estão a facturar mais: 440 milhões de euros em 2007, mais 7,8% que no ano anterior. De acordo com um estudo da Marktest disponível na Internet e divulgado em Junho deste ano, 1,9 milhões de portugueses possuíam seguro de saúde naquela data, ou seja, 22,6%da população residente no Continente com 15 ou mais anos.
Ainda segundo o estudo espanhol, existe uma forte concentração de oferta em torno dos cinco grandes grupos seguradores. A quota conjunta das companhias Fidelidade Mundial, Ocidental, Império Bonança, Victoria e Allianz representa 74% da oferta.
Também as cinco principais gestoras de clínicas privadas - José de Mello Saúde, Grupo Espírito Santo Saúde, HPP, Grupo Português de Saúde e Clisa - reuniam no ano passado cerca de 80% do mercado de oferta.
O relatório revela ainda que as previsões para o exercício de 2008 apontam para uma manutenção da tendência de crescimento do volume de negócio, "tanto no mercado de clínicas privadas como no de seguros de saúde".
Depois:

Conclusão:
Pelos dados apresentados, o governo expressa o seguinte: -Será melhor que não percas o emprego, que a tua mulher ou o teu marido e o teu filho (sempre que maior de 14 anos) comecem a trabalhar - se não o fazem já - de imediato, que inventes a forma de ganhar pelo menos 2,5 ordenados minimos. Que não adoeças, que se tiveres que baixar a cabeça ao inepto acunhado de turno o faças sem respingar, que se necessário trabalhes treze horas por dia e os fins de semana, tudo isto sem contestação e que contemples o direito de pernada como um elemento cultural de estilo retro, que pode chegar a constituir uma realidade num futuro quase imediato. O fundamental é que saibas que, a economia do teu país depende de ti, o governo conta com o teu esforço e com o da tua familia para tornar Portugal num país mais pobre, esperamos que saibas o quão importante é que te assumas como um escravo moderno, é importantissimo modernizar a nação! Assim, já começámos, e só um povo unido nos poderia parar, a destruir todo este podre sistema de saúde, que mais não é que uma lembrança do 25 de Abril e que está feito para uma população sem recursos, para esmolas está a "AMI".

sexta-feira, agosto 22, 2008

Manipulação??

Depois de ler o ultimo post do “Blasfémias”, interesando-me algo mais a fundo no seu conteúdo que o que sería de esperar, encontro uma reportagem que vai ao encontro das denuncias que, da mesma forma que outros muitos bloguers, tenho tentado levar a cabo sobre a manipulação vergonhosa, da opinião publica, desenvolvida de acordo à estratégia para cumprir a já conhecida “AGENDA CLUBE DE ROMA/BILDERBERG".

Reparem nas distancias indicadas a vermelho.
Ouve uma perturbação espaço/tempo ou existe algum tipo de manipulação? E no relativo a esta fotografia? Vêm o como sofre o cidadão? Ainda o vêm? Será outra perturbação? No relativo a este clip, suponho que nem faça falta qualquer tipo de consideração, exceptuando que um morto, como o actor transportado, não se agarra aos braços da enfermeira mesmo que esta seja a Eva Longoria.
A revolução é hoje, se não a empreêndermos seremos coniventes com a destruição da liberdade e da condição de ser humano dos nossos filhos.

Organização popular?!

Realidade ou falta de Prozac??

O Clube de Roma é um grupo de pessoas ilustres que se reunem para debater um vasto conjunto de assuntos relacionados a política, economia internacional e , sobretudo, ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Foi fundado em 1968 por Aurelio Peccei, industrial e académico italiano e Alexander King, cientista escocês.
Tornou-se um grupo muito conhecido em 1972 devido à publicação do relatório elaborado por uma equipe do MIT, contratada pelo Clube de Roma e chefiada por Meadows, intitulado Os Limites do Crescimento, que vendeu mais de 30 milhões de cópias em 30 idiomas, tornando-se o livro sobre ambiente mais vendido da história.
O referido Relatório tratava essencialmente de problemas cruciais para o futuro desenvolvimento da humanidade tais como:
energia, poluição , saneamento, saúde, ambiente, tecnologia , crescimento populacional dentre outros.
Utilizando modelos matemáticos o MIT chegou a conclusão que o Planeta Terra não suportaria mais o crescimento populacional devido à pressão sobre os recursos naturais e energéticos e o aumento da poluição, mesmo considerando o avanço das tecnologias.
O actual presidente do grupo é o Príncipe El Hassan bin Talal da Jordânia. Outros membros activos são Benjamin Bassin, a Rainha Beatriz dos Países Baixos, Juan Luis Cebrian (Convidado de honra do jornal Expresso aquando do seu aniversário, figurando o seu spot de opinião na primeira linha do apartado correspondente, justamente ao lado de Balsemão), Orio Giarini, Talal Halman, Javier Solana, Mugur Isărescu, Kamal Hossain, Esko Kalimo, Ashok Khosla, Martin Lees, Roberto Peccei, Maria Ramirez Ribes, Victor A. Sadovnichy, Adam Schaff, Majid Tehranian, Raoul Weiler, Anders Wijkman, Fernando Henrique Cardoso e Mikhail Gorbachev.
http://www.sthopd.net/(eCards website to limit human population growth)
http://www.wisart.net/(On-line slideshow about limiting human population growth)
http://www.mega.nu:8080/ampp/bilderberg.html
http://www.spaceship-earth.org/PoS/Plundering_of_a_planet.htm Our collective denial of the limits to growth
http://www.theforbiddenknowledge.com/hardtruth/clubofrome.htm
http://www.abes-dn.org.br/
http://www.uniagua.org.br/website/default.asp
http://www.clubofrome.org/
http://www.gmfus.org/template/index.cfm
http://www.tavinstitute.org/
http://www.sri.com/
http://www.cfr.org/
http://www.trilateral.org/
Morgenthau Group Financial Corporation
Rios, Jorge L. Paes - " Modelos Matemáticos de auto-depuração dos cursos d´água " - Cap. 1 - Introdução. Poluição e o Relatório do Clube de Roma. - LNEC - Lisboa, 1974. Tese para Especialista do LNEC.

Contudo, ainda que já mostrado em videos norte-americanos, também em Espanha existe quem denuncie estes propósitos. Em castellano:

No perfil deste Blogue existem, também, outros quatro blogues bastante curiosos:
http://senhoresdomundo.blogspot.com/

terça-feira, agosto 19, 2008

Muhammad Yunus, revolucionário?

Muhammad Yunus, em bengali: মুহাম্মদ ইউনুস Muhammod Iunus, (Chittagong, 28 de junho de 1940) é um economista e banqueiro de Bangladesh.

Em 2006 foi laureado com o Prémio Nobel da Paz. É autor do livro Banker to the poor (em Portugal, O banqueiro dos pobres). Pretende acabar com a pobreza através do banco que fundou, do qual é presidente e o governo de Bangladesh é o principal acionista, o Grameen Bank, que oferece ativamente microcrédito para milhões de famílias. Yunus afirma que é impossível ter paz com pobreza.
Muhammad Yunus formou-se em Economia em Bangladesh, doutorou-se nos EUA e foi professor na Universidade de Dhaka. Em 1976, constatou as dificuldades de pessoas carentes em obter empréstimos na aldeia de Jobra, em um Bangladesh empobrecido e recém-separado do Paquistão. Por não poderem dar garantias, os bancos recusavam-lhes as pequenas quantias que permitiriam comprar materiais para trabalhar e vender, e os usureiros taxavam os empréstimos com juros altos.
Muhammad Yunus criou então o Banco Grameen, que empresta sem garantias nem papéis, sendo, sobretudo, procurado por mulheres: elas são 90% dos 7,5 milhões de beneficiários. A taxa de recuperação é de 98,85%.
A palavra "microcrédito" não existia até a década de 1970. Yunus cunhou-o para designar um tipo muito específico de crédito, que ele concebera, e cujo objeto principal não são os pequenos produtores, mas sim as populações pobres, que não têm, absolutamente, acesso a qualquer outro tipo de crédito.
Yunnus concebeu, e conseguiu implantar, a mais conhecida e bem-sucedida experiência de microcrédito do mundo. Yunus a iniciou em 1976, concedendo empréstimos de pequena monta, com seus próprios recursos, para famílias muito pobres de produtores rurais, focalizando principalmente nas mulheres. Os bons resultados obtidos nessa primeira fase do projeto o levaram a expandir suas operações com recursos de terceiros.

Explica Muhammad Yunus:

O "Grameencredit" (crédito do Banco Grameen) baseia-se na premissa de que os pobres têm habilidades profissionais não utilizadas, ou subutilizadas. Definitivamente não é a falta de habilidades que torna pobres as pessoas pobres. O Grameen Bank acredita que a pobreza não é criada pelos pobres, ela é criada pelas instituições e políticas que o cercam. Para eliminar a pobreza, tudo o que temos de fazer é implementar as mudanças apropriadas nas instituições e políticas, e/ou criar novas instituições e políticas(...) o Grameen Bank criou uma metodologia e uma instituição para atender às necessidades financeiras dos pobres e criou condições razoáveis de acesso a crédito, capacitando os pobres a desenvolverem suas habilidades profissionais para obter uma renda maior a cada ciclo de empréstimos."

O "Grameencredit":

a) Promove o crédito como um dos direitos humanos;

b) Sua missão principal é auxiliar as famílias pobres a se ajudarem a superar a pobreza. É dirigido aos mais pobres, especialmente às mulheres pobres;

c) Uma das características mais destaca o "Grameencredit" é que não é baseado em qualquer garantia real, nem em contratos que tenham valor jurídico. É baseado exclusivamente na confiança, e não no Direito ou em algum outro sistema coercitivo.

d) É oferecido no intuito de gerar auto-empregos, fomentando atividades que criem rendas para os pobres, ou ainda para a construção de sua habitação, ao contrário dos empréstimos destinados ao consumo;

e) Foi criado para enfrentar os bancos tradicionais, que rejeitam os pobres - para eles considerados "indignos de crédito". Em conseqüência disso, o "Grameencredit" rejeita a metodologia bancária tradicional e criou sua metodologia própria;

f) Oferece seus serviços na porta da casa dos pobres, adotando o princípio de que as pessoas não devem ir ao banco mas sim o banco às pessoas;

g) Para obter um empréstimo um tomador tem que se reunir a um grupo de tomadores, que ficam moralmente responsáveis por seu pagamento;

h) Os empréstimos podem ser obtidos numa seqüência sem fim. Novos empréstimos tornam-se disponíveis se os anteriores estiverem sendo pagos;

i) Todos os empréstimos devem ser pagos em pequenas prestações, semanais ou bi-semanais;

j) Mais de um empréstimo pode ser concedido, simultaneamente, ao mesmo tomador;

k) Os empréstimos são sempre vinculados a planos de poupança para os tomadores, obrigatórios e voluntários, ;

l) Geralmente esses empréstimos são concedidos por instituições sem fins lucrativos, ou por instituições cuja propriedade é controlada, majoritariamente, pelos próprios tomadores. O "Grameencredit" procura operar a uma taxa de juros o mais próximo possível dos juros do mercado local, cobrando a taxa básica (no Brasil seria a taxa SELIC), não a taxa cobrada pelos emprestadores tradicionais. As operações do "Grameencredit" devem ser auto-sustentáveis.

m) A prioridade do "Grameencredit" é construir o "capital social". Isso é obtido pela criação de grupos e centros, destinados a desenvolver lideranças. O "Grameencredit" dá uma ênfase toda especial à "formação do capital humano" e à proteção do meio-ambiente.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Revolução cibernética??

Utilizando as suas próprias armas, hoje, destruir o sistema capitalista através da sua estructura electrónica não é nada utópico (basta a vontade).
As consequências de uma acção concertada que vise a eliminação de um aspecto fundamental da orgânica da ditadura actual seríam o despoletar da clivagem, a imposição de um modo de utilização de uma rede que, neste momento, serve também para unir os inconformistas quem começam a danificar - denunciando - a consecução de qualquer projecto com base em procedimentos herméticos, daría passo à clandestinidade, tornando mais fácil justificar a eliminação dos tais ¿80%? da população que, segundo Rockefeller, sobram no planeta.
Por outro lado, a solidariedade ver-se-ía enaltecida, por familiares, amigos ou conhecidos, uma vez que declarando ilegais aqueles que defendem o mundo desta ameaça que é o capitalismo derivaría na mobilização de muitos tolerantes, acredito que não se aceitasse de ânimo leve por todos nós.
Assim, com base na noticia publicada hoje no "Portugal Diário", penso que é hora de promover a "contaminação" de todos os sistemas electrónicos do império e suas sucursais, obrigar os capatazes a virem falar com o Povo, não para o povo!

"A próxima grande acção militar ou ataque terrorista nos Estados Unidos, quando e se acontecer, pode não envolver aviões ou bombas. Em vez disso, o ataque pode ser levado a cabo no ciberespaço por «hackers» do outro lado do mundo, refere a CNN.
Especialistas em Internet acreditam que este tipo de ataques pode ser tão devastador para a economia e infra-estruturas dos Estados Unidos como uma potente bomba. Existem exemplos de «guerra online» muito recentes como é o caso do ataque da Rússia à Geórgia que foi precedido por uma incursão na Internet aos sites governamentais da Geórgia. Este é um sinal de um novo tipo de guerra, a «ciberguerra», para a qual os Estados Unidos não estão devidamente preparados.
«Ninguém inventou ainda uma forma de prevenir este tipo de ataques, mesmo aqui nos EUA», afirmou Tom Burling, chefe executivo da Tulip Systems, em Atlanta. A empresa chegou mesmo a voluntariar-se para desenvolver um sistema de protecção para a Geórgia prevenindo o tipo de ataque de que foram vítimas.
«Os EUA são provavelmente mais dependentes da Internet do que qualquer outro país no mundo. E devido a esse facto somos os mais vulneráveis do mundo a este tipo de ataques» acrescentou. «Muito do que fazemos está na Internet e tudo isso pode ser destruído de uma só vez».
Geórgia: guerra estende-se à Internet
«Esta é uma questão crucial. A todos os níveis, a nossa segurança está dependente de computadores», afirmou Scott Borg, director da Unidade de Consequências Cibernauticas nos EUA, um instituto de investigação sem fins lucrativos. «É uma área completamente nova. Tanto politica como militarmente os conflitos vão ter quase sempre uma vertente cibernautica. Os alvos principais vão ser infra-estruturas e os ataques vão surgir de dentro, dos nossos próprios computadores».
Os «hackers» trabalharam de forma coordenada nos ataques ao Governo da Geórgia, aos média, aos bancos e aos transportes semanas antes das tropas russas terem invadido o território. Os ataques online passavam pela sobrecarga dos sistemas com milhares de pedidos.
O site do presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, foi atacado e durante 24 horas e deixou mesmo de existir. Mas os ataques continuaram quando distorceram a imagem do site do parlamento georgiano com imagens de Adolf Hitler. Saakashvili culpou a Rússia pelos ataques apesar de o Governo Russo negar qualquer envolvimento."

O video abaixo mostra um censo encoberto da população Hacker mais desprevenida, sobretudo malta jovem, potenciais misseis contra o sistema, vale a pena ouvir as declarações do FBI. (Em Castelhano)

O povo só deixará de ser analfabeto informatico quando se considere domesticado!

O individualismo por Salgado..

domingo, agosto 17, 2008

A1: fila de 10 quilómetros até Fátima

Só dando fé!
Depois dos assassinatos, da apología do obscurantismo, do apoio às ditaduras ou da ultima edição do livro das mentiras, ainda há poucos anos obrigaram ao exilio um Português, Nobél da Literatura, só por trazer a debate as contradições mais simples da Igreja católica.
Diziam que estava a acordar a malta, noutros termos, estava a ser ofensivo com os fiéis.
Defendida pelo ditador que a utilizou para atirar os Portugueses para a idade dos deuses, privando-os de compreênder os motivos do renascimento, numa estratégia politica de eliminação da vontade própria, criando uma sociedade de seres indiferentes.
Assim mesmo,criou também a imagem dos cristãos, brancos, superiores, "cordeiros" do mais jovem dos deuses, pequenos semi-deuses à sua imagem e semelhança, seres eternamente protegidos pela penitência do criador.
Acontece que, já antes dos faraós -reis brancos e negros, deuses em seu momento- e até hoje, existiram muitos modelos. Depois tivemos outros, deuses gregos, romanos, indianos, sul-americanos, asiáticos.. etc. Grande parte da humanidade, politeista ou não, sempre se lamentou da sua angustiada vida junto destes icones da espiritualidade, tornando assim a religião num centro avançado de estatistica politica, por exemplo, contando quantos cordeiros lhe pedem água quando faz calor ou rezam por uma vida menos má em países e realidades como -à excepção do periodo entre o II e o IV governos provisórios- experimentamos e experimentámos no nosso país, permitindo-me concluir que se relacionam as vicissitudes, a falta de objetivos, a impossibilidade de estructurar um caminho com critério próprio, o medo ou seja, o mal desconhecido, mágico, com algo ainda mais desconhecido mas que vende a banha como sabendo-se em posse do "segredo" da mentira melhor vendida, vendendo nestum a quem, sabem, lhe apodreceu os dentes por não abrir a boca, nem sequer para falar.

O apoio do babas a esta mentira, babas o algarvio, esteve bastante claro aquando da sua assistência à nova fantochada do rapazito da feira, "jesus cristo super-estrela". Qual Ronaldo a vender suzukis, provando que este não está aqui para outra coisa que não seja manter o povo no cercado, como cordeiros, lá vamos entrando nesta farsa.

Se algo se pode lamentar da situação na qual vivêmos é a nossa crença -como quem vive numa gruta- na magía e a falta de confiança em nós mesmos, em suma, o medo de utilizar o voto em consciência, de se assumir responsável pelo destino dos seus ou pelo menos cumplice. Se o país ou as nossas vidas chegaram a este estado de degradação é só por isso mesmo, por pedir a quem não se sabe se existe, por confiar em quem não merece, por continuar a ter medo de alterar, realmente, esta situação, fundamentalmente por medo a ser dono da sua existência, por não acreditar na sua espécie, em si e nos seus iguais, aceitando ser tudo menos livre.

Hoje, como imagem de há milhares de anos, encontrei uma noticia penosa, peregrinos, desesperados, crentes, covardes, crianças com bigode, artistas contratados, famintos, cordeiros, perdidos:
"O trânsito automóvel na auto-estrada (A1) a partir do Norte em direcção a Fátima está congestionado, atingindo cerca das 11:30 deste domingo uma fila de 10 quilómetros, revelou uma fonte da Brigada de Trânsito da GNR à Lusa.
A situação mais complicada, que se verifica desde as 11:00, é entre a Área de Serviço de Leiria e o Nó de Fátima, que dá acesso ao Santuário.
No sentido Sul-Norte, até ao Nó de Fátima, embora intenso, o trânsito processa-se com normalidade, adiantou a mesma fonte à agência Lusa.
A Brigada de Trânsito aconselha os automobilistas que circulam do Norte em direcção a Lisboa a sair no Nó de Leiria e a deslocarem-se para a capital pela A8, para evitar o engrossar do congestionamento na A1.
Até cerca das 11:30 de hoje não se tinham verificado acidentes motivados pelo acréscimo de tráfego na A1.

"

sábado, agosto 16, 2008

quinta-feira, agosto 14, 2008

Saindo do obscurantismo..


Já em 1516, os Portugueses se libertavam ou experimentavam a necessidade de sair da gruta, prova de tal inquietação foi Gil Vicente. Contudo, hoje, parece ser que de nada serviu a obra de tal humanista e que para encontrar certa exaltação da sua memória só o podemos fazer assistindo a obras do dramaturgo em Espanha e, de forma quotidiana, no Brasil, constatando dessa maneira a estratégia de adormecimento ao qual se vem submetendo, através de politicas de educação amorfas, parte da população do nosso país.
Assim, começa a parecer lógica a indiferença da maioria dos nossos conterrâneos relativamente ao espólio dos seus direitos, do estado de bem-estar social, em suma, da sua condição de ser humano.
O vídeo que segue o texto, resume da personagem em questão, é a melhor representação que se pode encontrar no "youtube", resultando impossível encontrar qualquer referência, minimamente estruturada, produzida em Portugal.

Gil Vicente (1465 — 1536) é geralmente considerado o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta de renome. Há quem o identifique com o ourives, autor da Custódia de Belém, mestre da balança, e com o mestre de Retórica do rei Dom Manuel. Enquanto homem de teatro, parece ter também desempenhado as tarefas de músico, actor e encenador. É frequentemente considerado, de uma forma geral, o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico já que também escreveu em castelhano - partilhando a paternidade da dramaturgia espanhola com Juan del Encina.
A obra vicentina é tida como reflexo da mudança dos tempos e da passagem da Idade Média para o Renascimento, fazendo-se o balanço de uma época onde as hierarquias e a ordem social eram regidas por regras inflexíveis, para uma nova sociedade onde se começa a subverter a ordem instituída, ao questioná-la. Foi, o principal representante da literatura renascentista portuguesa, anterior a Camões, incorporando elementos populares na sua escrita que influenciou, por sua vez, a cultura popular portuguesa.
Será ele que dirigirá os festejos em honra de Dona Leonor, a terceira mulher de Dom Manuel, no ano de 1520, um ano antes de passar a servir Dom João III, conseguindo o prestígio do qual se valeria para se permitir a satirizar o clero e a nobreza nas suas obras ou mesmo para se dirigir ao monarca criticando as suas opções. Foi o que fez em 1531, através de uma carta ao rei onde defende os cristãos-novos.
Morreu em lugar desconhecido, talvez em 1536 porque é a partir desta data que se deixa de encontrar qualquer referência ao seu nome nos documentos da época, além de ter deixado de escrever a partir desta data.
O seu filho, Luís Vicente, na primeira compilação de todas as suas obras, classificou-as em autos e mistérios (de carácter sagrado e devocional) e em farsas, comédias e tragicomédias (de carácter profano). Contudo, qualquer classificação é redutora - de facto, basta pensar na Trilogia das Barcas para se verificar como elementos da farsa (as personagens que vão aparecendo, há pouco saídas deste mundo) se misturam com elementos alegóricos religiosos e místicos (o Bem e o Mal).
Gil Vicente retratou, com refinada comicidade, a sociedade portuguesa do século XVI, demonstrando uma capacidade acutilante de observação ao traçar o perfil psicológico das personagens. Crítico severo dos costumes, de acordo com a máxima que seria ditada por Molière ("Ridendo castigat mores" - rindo se castigam os costumes), Gil Vicente é também um dos mais importantes autores satíricos da língua portuguesa. Em 44 peças, usa grande quantidade de personagens extraídos do espectro social português da altura. É comum a presença de marinheiros, ciganos, camponeses, fadas e demônios e de referências – sempre com um lirismo nato – a dialetos e linguagens populares.
Entre suas obras estão Auto Pastoril Castelhano (1502) e Auto dos Reis Magos (1503), escritas para celebração natalina. Dentro deste contexto insere-se ainda o Auto da Sibila Cassandra (1513), que, embora até muito recentemente tenha sido visto como um prenúncio dos os ideais renascentistas em Portugal, retoma uma narrativa já presente na General Estória de Afonso X. Sua obra-prima é a trilogia de sátiras Auto da Barca do Inferno (1516), Auto da Barca do Purgatório (1518) e Auto da Barca da Glória (1519). Em 1523 escreve a Farsa de Inês Pereira.
Alguns autores consideram que a sua espontaneidade, ainda que reflectindo de forma eficaz os sentimentos colectivos e exprimindo a realidade criticável da sociedade a que pertencia, perde em reflexão e em requinte. De facto, a sua forma de exprimir é simples, chã e directa, sem grandes floreados poéticos.

sexta-feira, agosto 08, 2008

A revolução é hoje!!

Existindo ainda muita censura no nosso país, estranguladores encobertos, residuos salazaristas, em partidos como o PSD, que ainda considerando-se, em relação ao botas, filhos de um deus menor e justificando este seu ponto de vista na dependência directa da mafiosa mesa de Bilderberg, manjedoura do Balsemão e outros politicos como Jorge Braga Macedo, Membro do Comité Executivo da Comissão Trilateral e companheiro do ideólogo do "Tittytainment" - mas que era realmente o testa de ferro do Rockefeller nesta operação - e também membro da trilateral, Zbigniew Brzezinski ou o Cherne, o qual podem ver em anteriores artigos defendendo o povo trabalhador em tempos do PCTP e hoje lacaio dos mecenas desse grupo, criado por Bernardo de Holanda, os ultra-capitalistas Rothschild, Rockefeller y Henry Kissinger ou partidozitos à imagem de Hitler ou da igreja mas sabujos do PSD, para poder aceder à saca, caso do CDS, temos ainda os traumatizados do PNR, que nem ideologia se lhes pode outorgar.
Vem agora, o Honoris causa Bilderberg, como que tentando ameaçar devagarinho o despontar da liberdade que começamos a usufruir usando as armas da globalização contra esta.

Por outra parte, convicto de que o seguinte video mostra o que creio seja uma necessidade premente da nossa população, entendendo os Marcianos como isso mesmo, multinacionais, globalizadores, seres que se creêm de outra galáxia mas que não passam de covardes com cães com nomes como os supra-citados.

Se repararem nos olhos do nosso camarada, parece o unico que está meio acordado!!

quinta-feira, agosto 07, 2008

Corrupção??


O problema é que, depois, o tal telefone está ocupado, tens que fazer tu a investigação, és repudiado pelo grupo, enfim, corrupção.
Menos mal..


.. que esta lacra não existe no nosso país... Ou sim???



Poderiamos pensar que estas afirmações só se fazem para que alguém as €ale, mas isso não seria corrupção??

Pelo menos ainda temos pessoas de confiança, 200.000 professores, não os viram com a CGTP?

O Tony, camarada de aventuras, festas do Avante e filho de um camarada de luta, lembrou-me esta frase do Martin Luther King:
“O que mais me preocupa não é o grito dos corruptos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética.
O que mais me preocupa é o silencio dos bons, o vosso.”

quarta-feira, agosto 06, 2008

Vamos continuar a dormir????



"Os grandes só nos parecem grandes porque estamos de joelhos perante eles. Levantemo-nos!"

sexta-feira, agosto 01, 2008

Acordar é preciso!

Depois de aceitar trabalhar 13 horas por dia, de receber um salário dos mais baixos da Europa, de assumir que é dificil que os Portugueses se revoltem contra o capital, deixando de pagar, em simultâneo, todas as suas obrigações crediticias, que o estado vive acima das suas necessidades, que nos 33 ultimos anos só nos espoliaram, que esses usurpadores continuam sendo as figuras de referência de muitos -da maioria- dos cidadãos do meu país, que a sanidade publica tem os dias contados, que as exigências educativas são cada vez menores, possibilitando aparentar menos fracasso escolar ou educativo, com cada vez menores garantias sociais, com a peneira o despotismo ou a arrogância considerando-se cada vez mais um valor em alça, com desparecimento do usufructo da verdadeira e plena condição humana, tendo em conta que, a partir de agora, as empresas poderão alimentar-nos como a maquinas, utilizando, por decisão unilateral, a retribuição em especie, o video a seguir, longo, de 122 minutos, penso que deve ser visto até ao fim e compartido de forma proactiva, por tal o publíco:

segunda-feira, julho 14, 2008

Continuando na diáspora..


Licenciou-se em Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e, devido à dificuldade de fazer cosmologia em Portugal, mudou-se para Cambridge, em Inglaterra. Assegurou uma bolsa do Trinity College para fazer o mestrado e o doutoramento em Cambridge, onde acabou por permanecer como investigador mas desta feita no St. John's College. Desenvolveu trabalho de investigação no St. John College, na Universidade de Cambridge.
João Magueijo leu Einstein pela primeira vez aos 11 anos e é autor de uma teoria que veio questionar a permissa mais básica por trás da Teoria da Relatividade de Einstein: a de que a velocidade da luz no vácuo é sempre constante.
Ousou pôr em causa um dos pilares da Física moderna, ao afirmar que a velocidade da luz nem sempre foi constante, questionando um dos pressupostos da Teoria da Relatividade formulada por Albert Einstein, precisamente o postulado de que a velocidade da luz é imutável.
Presentemente lecciona Física Teórica no Imperial College de Londres.
Defende o João:






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domingo, julho 13, 2008

Uma aproximação wikipédica a certa diáspora..

Sendo este o livro de Saramago que mais me permitiu navegar na imaginação, a obra deste Homem é o reflexo de uma peculiar e extraordinária forma de entender e plasmar o ser humano e as suas realidades.
Saramago nasceu numa aldeia do Ribatejo, chamada Azinhaga. De uma família de pais e avós pobres. A vida simples, transcorrida em grande parte em Lisboa, para onde a família se muda em 1924 – era um menino de apenas 2 anos de idade – impede-o de ingressar em uma universidade, apesar do gosto que demonstra desde cedo pelos estudos. Para garantir o seu sustento, formou-se em uma escola técnica. Seu primeiro emprego foi como mecânico de carros. Entretanto, fascinado pelos livros, à noite visitava com grande freqüência a Biblioteca Municipal Central - Palácio Galveias na capital portuguesa.
Autodidata, aos 25 anos publica o primeiro romance Terra do pecado (1947), mesmo ano de nascimento de sua filha, Violante, fruto do primeiro casamento com Ilda Reis – com quem se casou em 1944 e permaneceu até 1970 - nessa época, Saramago era funcionário público; em 1988, se casaria com a jornalista e tradutora espanhola María del Pilar del Río Sánchez, que conheceu em 1986, ao lado da qual continua a viver. Em 1955, começa a fazer traduções para aumentar os rendimentos – Hegel, Tolstói e Baudelaire, entre outros autores a quem se dedica.
Depois de Terra do Pecado, Saramago apresenta a seu editor o livro Clarabóia, que, rejeitado, permanece inédito até hoje. Saramago persiste nos esforços literários e, 19 anos depois – então funcionário da Editorial Estudos Cor - troca a prosa pela poesia e lança Os poemas possíveis. Em um espaço de cinco anos, depois, publica sem alarde mais dois livros de poesia, Provavelmente alegria (1970) e O ano de 1993 (1975). É quando troca também de emprego, abandonando a Estudos Cor para ingressar nos jornais Diário de Notícias, depois no Diário de Lisboa. Em 1975, retorna ao Diário de Notícias como diretor-adjunto, onde permanece por dez meses, até 25 de novembro do mesmo ano, quando os militares portugueses intervêm na publicação (reagindo ao que consideravam os excessos da Revolução dos Cravos) demitindo vários funcionários. Demitido, Saramago resolve dedicar-se apenas à literatura, substituindo de vez o jornalista pelo ficcionista: “(...) Estava a espera de que as pedras do puzzle do destino – supondo-se que haja destino, não creio que haja – se organizassem. É preciso que cada um de nós ponha a sua própria pedra, e a que eu pus foi esta: “Não vou procurar trabalho”, disse Saramago em entrevista à revista Playboy, em 1988[1].
Da experiência vivida nos jornais, restaram quatro crônicas: Deste mundo e do outro, 1971, A bagagem do viajante, 1973, As opiniões que o DL teve, 1974 e Os apontamentos, 1976. Mas, não são as crônicas, nem os contos, nem o teatro os responsáveis por fazer de Saramago um dos autores portugueses de maior destaque - missão reservada a seus romances, gênero a que retorna em 1977.
Três décadas depois de publicado Terra do pecado, Saramago retorna ao mundo da prosa ficcional com Manual de pintura e caligrafia. Mas, ainda não foi aí que o autor definiu o seu estilo. As marcas características do estilo saramaguiano só apareceriam com Levantado do chão (1980), livro no qual o autor retrata a vida de privações da população pobre do Alentejo.
Dois anos depois de Levantado do chão (1982) surge Memorial do convento, livro que conquista definitivamente a atenção de leitores e críticos. Nele, Saramago mistura fatos reais com personagens inventados: o rei D. João V e Bartolomeu de Gusmão, com a misteriosa D. Blimunda e o operário Baltazar, por exemplo.
De 1980 a 1991, o autor traz a lume mais quatro romances que remetem a fatos da realidade material, problematizando a interpretação da "história" oficial: O ano da morte de Ricardo Reis (1984) - sobre as andanças do heterônimo de Fernando Pessoa por Lisboa; A jangada de pedra (1986) - quando a Península Ibérica solta-se do resto da Europa e navega pelo Atlântico; História do cerco de Lisboa (1989) - onde um revisor é tentado a introduzir um "não" no texto histórico que corrige, mudando-lhe o sentido; e O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991) - onde Saramago reescreve o livro sagrado sob a ótica de um Cristo humanizado, (sua obra mais controvertida).
Nos anos seguintes, entre 1995 e 2005, Saramago publicará mais seis romances, dando início a uma nova fase em que os enredos não se desenrolam mais em locais ou épocas determinados e personagens dos anais da história se ausentam: Ensaio sobre a cegueira (1995); Todos os nomes (1997); A caverna (2001); O homem duplicado (2002); Ensaio sobre a lucidez (2004); e As intermitências da morte (2005). Nessa fase, Saramago penetra de maneira mais investigativa os caminhos da sociedade contemporânea.

quinta-feira, julho 10, 2008

Este aumento só servirá se o aplicarem na independência energética nacional.

Se até os aviões já deixaram de utilizar fosseis,


considerando que Portugal é, eminentemente, um país maritimo,
que até os alemães, autríacos, ou dinamarqueses, têm bastante mais potência limpa instalada,

que não é necessário estragar a paisagem de um país tão agraciado pela natureza, que o hidrogénio se produz com sol e/ou vento

que não necessitariamos andar a pé,
que, parte, do interior está proibida de produzir,
que a frota da marinha, para fiscalização costeira, é escassa e cara,
que os Portugueses não se habituam a viver com a corrupção,

que até o Robin dos Bosques utilizava a economia de mercado,
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais afirmou esta quinta-feira que a criação da taxa Robin dos Bosques, de 25 por cento, que se destinará a financiar despesas sociais, terá neutralidade fiscal, não aumentando os custos das petrolíferas.
«Esta taxa não incidirá sobre lucros extraordinários (das petrolíferas), mas sim tributará à cabeça a valorização patrimonial (das companhias petrolíferas)», declarou Carlos Lobo no final do Conselho de Ministros, citado pela agência «Lusa».
Mais aumentos da gasolina postos de lado
O mesmo membro do Governo fez questão de frisar a ideia de «neutralidade fiscal» inerente à medida do executivo, porque essa valorização patrimonial das empresas petrolíferas, que agora o Estado cobra à cabeça, «já era alvo de incidência por parte da administração fiscal».
Nesse sentido, Carlos Lobo afastou a possibilidade de a criação desta taxa motivar depois um aumento dos preços da gasolina.
«Esta taxa é uma forma neutral de ir buscar imposto à valorização patrimonial sem ter impacto nos custos das empresas», justificou.
Em conferência de imprensa, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais afirmou que a chamada taxa Robin dos Bosques «não é mais do que a alteração dos critérios de valorimetria dos stocks de petróleo detidos pelas empresas de comercialização e de fabricação de produtos petrolíferos».
«Basicamente trata-se de alterar o sistema de contabilização, passando-se para um novo de custo médio ponderado. Isto traduz-se na reactivação fiscal da valorização patrimonial positiva que os stocks sofreram por efeito do aumento do preço do petróleo», disse.
Com o sistema que se encontrava em vigor, em termos contabilísticos, a valorização não tinha reflexos fiscais, mas com o sistema de custo médio ponderado essa valorização passa a ter um efeito fiscal.
Taxa mais dura que em Itália
Nas respostas aos jornalistas, Carlos Lobo fez questão de dizer que a medida será mais dura em Portugal do que na Itália, onde a taxa Robin dos Bosques é de 16%.
«Em Portugal terá um efeito mais brutal do que em Itália, já que será de 25%», declarou.
Se as medidas, adoptadas pelo governo, continuarem sem uma base global, olhando pelos Portugueses e pelo seu futuro, aquele no qual vivirão os nossos filhos, dentro de alguns anos não haverá estradas para consumir combustivel, diminuindo dessa forma a receita fiscal dos Portugueses, resultando na incapacidade de investir e tornando-nos cada vez mais dependentes do investimento estrangeiro, cada vez mais escravos do capital.

terça-feira, julho 08, 2008

Altruismo.. Egoismo.. Racional, biológico, "moral", psicológico, o dilema do prisioneiro e alguma Wikipédia.

Altruísmo palavra percebida muitas vezes como sinônimo de solidariedade, a palavra altruísmo foi criada em 1830 pelo filósofo francês Augusto Comte para caracterizar o conjunto das disposições humanas (individuais e coletivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros. Esse conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou coletivas).
Além disso, o conceito do altruísmo tem a importância filosófica de referir-se às disposições naturais do ser humano, indicando que o homem pode ser - e é - bom e generoso naturalmente, sem necessidade de intervenções sobrenaturais ou divinas.
Na doutrina comtiana, o altruísmo pode apresentar-se em três modalidades básicas: o apego, a veneração e a bondade. Do primeiro para o último, sua intensidade diminui e, por isso mesmo, sua importância e sua nobreza aumentam. O apego refere-se ao vínculo que os iguais mantêm entre si; a veneração refere-se ao vínculo que os mais fracos têm para com os mais fortes (ou os que vieram depois têm com os que vieram antes); por fim, a bondade é o sentimento que os mais fortes têm em relação aos mais fracos (ou aos que vieram depois).

o altruísmo é considerado o caminho que nos leva à iluminação. Uma atitude altruísta pode ser interpretada como caridade se bem relacionada com os interesses do próximo. Agir de forma altruísta, é dar-se ou beneficiar alguém em troca dos mesmos prazeres. Por ser uma atitude de divisão, não se trata de um pensamento egoísta, no entanto, uma atitude altruísta pode ser confundida com egoísmo, quando misturamos nossos prazeres pessoais com a insatisfação de quem os recebe. No budismo, ser altruísta em geral é muito positivo, além do grande prazer em dedicar-se ao outro, cria laços de confraternização, o que nos faz crescer interna e externamente. Quando reconhecemos as necessidades alheias, sentimos nossa percepção do mundo ampliar. A vida tem significados maiores quando somos úteis e nos sentimos mais ativos socialmente.

PD / BBCUNDO)-.
Un equipo de científicos estadounidenses dice haber identificado la zona del cerebro que predice si seremos altruistas o egoístas. Según la investigación llevada a cabo en el Centro Médico de la Universidad Duke, la zona relacionada con el altruismo es la llamada sulcus posterior superior temporal.En el estudio, publicado en la revista Nature Neuroscience, los investigadores monitorearon los cerebros de 45. Los científicos lograron categorizar a los participantes como más o menos altruistas, basándose en sus respuestas a las preguntas sobre cúan a menudo se comprometían en ayudar a otros.Después compararon los escáneres con los resultados de sus conductas altruistas. Según los científicos, los escáneres mostraron que el aumento en la actividad del sulcus posterior superior temporal predice "vigorosamente" la probabilidad de que una persona sea altruista.Los resultados, dicen los investigadores, indican que la conducta altruista podría originarse en la forma cómo la gente percibe el mundo, más que en la forma cómo actúa en éste.
APLICACIONES
Según los científicos, el estudio podría tener implicaciones importantes para el entendimiento de enfermedades como el autismo, además de comprender muchos aspectos de las relaciones sociales. Para los expertos, durante mucho tiempo se ha intentado comprender por qué existe la cooperación entre los seres humanos, aún cuando esa cooperación no dé una recompensa directa o inmediata. Y se ha pensado que el altruismo está relacionado a la capacidad del individuo de percibir el mundo y la capacidad de poder percibir la mente del prójimo, el llamado cerebro social.
Por eso mismo, los especialistas también creen que este estudio podría eventualmente ayudar a entender desórdenes como el autismo o la esquizofrenia, en las cuales hay un déficit de la capacidad del individuo para percibir al prójimo.
O dilema do prisioneiro é um problema da teoria dos jogos e um exemplo claro, mas atípico, de um problema de soma não nula. Neste problema, como em outros muitos, supõe-se que cada jogador, de modo independente, quer aumentar ao máximo a sua própria vantagem sem lhe importar o resultado do outro jogador.
As técnicas de análise da teoria de jogos padrão - por exemplo determinar o equilíbrio de Nash - podem levar cada jogador a escolher trair o outro, mas curiosamente ambos os jogadores obteriam um resultado melhor se colaborassem. Infelizmente (para os prisioneiros), cada jogador é incentivado individualmente para defraudar o outro, mesmo após lhe ter prometido colaborar. Este é o ponto-chave do dilema.
No dilema do prisioneiro iterado, a cooperação pode obter-se como um resultado de equilíbrio. Aqui joga-se repetidamente, pelo que, quando se repete o jogo, oferece-se a cada jogador a oportunidade de castigar ao outro jogador pela não cooperação em jogos anteriores. Assim, o incentivo para defraudar pode ser superado pela ameaça do castigo, o que conduz a um resultado melhor, cooperativo.
O dilema do prisioneiro foi originalmente formulado por Merrill Flood e Melvin Dresher enquanto trabalhavam na RAND em 1950. Mais tarde, Albert W. Tucker fez a sua formalização com o tema da pena de prisão e deu ao problema geral esse nome específico. O dilema do prisioneiro (DP) dito clássico funciona da seguinte forma:
Dois suspeitos, A e B, são presos pela polícia. A polícia tem provas insuficientes para os condenar, mas, separando os prisioneiros, oferece a ambos o mesmo acordo: se um dos prisioneiros, confessando, testemunhar contra o outro e esse outro permanecer em silêncio, o que confessou sai livre enquanto o cúmplice silencioso cumpre 10 anos de sentença. Se ambos ficarem em silêncio, a polícia só pode condená-los a 6 meses de cadeia cada um. Se ambos traírem o comparsa, cada um leva 5 anos de cadeia. Cada prisioneiro faz a sua decisão sem saber que decisão o outro vai tomar, e nenhum tem certeza da decisão do outro. A questão que o dilema propõe é: o que vai acontecer? Como o prisioneiro vai reagir?
O fato é que pode haver dois vencedores no jogo, sendo esta última solução a melhor para ambos, quando analisada em conjunto. Entretanto, os jogadores confrontam-se com alguns problemas: Confiam no cúmplice e permanecem negando o crime, mesmo correndo o risco de serem colocados numa situação ainda pior, ou confessam e esperam ser libertados, apesar de que, se ele fizer o mesmo, ambos ficarão numa situação pior do que se permanecessem calados?
Um experimento baseado no simple dilema encontrou que cerca de 40% de participantes cooperaram (i.e., ficaram em silêncio).
Em abstracto, não importa os valores das penas, mas o cálculo das vantagens de uma decisão cujas conseqüências estão atreladas às decisões de outros agentes, onde a confiança e traição fazem parte da estratégia em jogo.
Casos como este são recorrentes na economia, na biologia e na estratégia. O estudo das táticas mais vantajosas num cenário onde esse dilema se repita é um dos temas da teoria dos jogos.