quinta-feira, junho 08, 2023
segunda-feira, fevereiro 06, 2023
2023 - À métrica avesso, que pretendem ética e estética, mas que, longe do burgesso, gesso, nunca poética.
Mais um ano,
inusitadas constatações,
a carga, cada vez mais,
bagagem.
A tristeza é uma killer,
a esperança uma faca,
afiada
nos dentes.
Do not laugh, mandatory!
Passar os dias na certeza,
reages apenas nessa dimensão
que me sobeja,
incapaz do mero
e reflexivo conspurco.
Na vida,
aqui crescem,
escutam,
percebem-se,
também fora de si.
Jamais me pensei
de tão estéril criatividade,
agora ébrio, por esta
inimaginável beleza,
capaz de transformar todo o tempo
num momento,
intenso,
sempre breve,
sempre ansiado.
Vivam 2023!
Mino
segunda-feira, janeiro 11, 2021
16 anos
Aqui permaneço, no atravessar de uma pandemia sobre a qual muito se falou, muitos se aproveitaram, mas, mais importante, durante a qual tantos nos foram e vão deixando. Contudo, o consolo de saber que quem amo permanece e cresce, atenua o angústia que a vida numa realidade severamente condicionada provoca.
Assim, sendo que o atrás descrito constitui apenas um dos aspectos mais relevantes destes últimos 12 meses, um elemento ao qual não estava habituado a prestar demasiada atenção, a saúde do vizinho, diferente acicate me leva escrever estas linhas, aquele exercício anual de gravar em memória pública as impressões e resultados, do trajecto de dito período:
Continuo a tentar estudar. Não obstante, torna-se cada vez mais distante o culminar da carreira de Antropologia. Este ano, por primeira vez, notei certa merma na vontade de me construir e, não será ao amparo daqueles por quem justifico a vida que a reforçarei. Desde o âmbito profissional ao político, e mesmo no pessoal, entendo que procurar razões que me permitam acreditar não encontra compensação, sobretudo pela dimensão cada vez maior da tarefa.
Ainda assim, quase como o ar que respiro, está por outra parte o compromisso, que foi comigo e com a vida, numa primeira fase, mas que, hoje, se traduz essencialmente naquele com as vidas que nesta bola coloquei.
Há 16 anos, havia contruido o que a luta de quem não sabia impossivel e tentava, conseguiu. Agora sei, pelo menos, que não há humano naturalmente capaz de respirar submergido.
Em conclusão (espero que apenas por agora), a felicidade, que considerei estimulada por amar o próximo, tentado quem sabe por uma certamente inconscientemente ansiada reciprocidade, deixa apressuradamente de ser convicção, resta ainda como dúvida motivada, uma pergunta da qual, temeroso pela resposta, encontro prematuro deixar de fazer.
Venha 2021!
sexta-feira, janeiro 31, 2020
15º Aniversário
sábado, novembro 03, 2018
Helicoidal
Voltar a utilizar este espaço como registo de conclusões preliminares sobre matérias de estudo não deixou nunca de ser opção. Porém, se algo não se previa tangível era a possibilidade de voltar a iniciar um curso superior ou tornar a apostar numa área formativa distinta àquela à qual dediquei a prática totalidade da última década.
Não obstante, considerando a manifesta apetência pela Antropologia, curso frequentado no passado sem consecução, bem como as actuais circunstâncias, necessidades e possibilidades, começo agora uma nova etapa, impondo-me a assunção do desafio que constitui dedicar quatro (4) anos, dos cada vez menos restantes, à aquisição de conhecimento, neste caso o mais multidisciplinar até hoje.
Assim, seguramente voltarei a depositar aqui dúvidas, conclusões equivocadas ou "verdes" e, claro, conhecimento, que é do que se trata essencialmente, mas não só.
Concluindo, a humildade que nos toca à porta quando iniciamos qualquer experiencia sem conhecimento prévio não deixa de ser acicate, estímulo, da coragem que extrapolamos ao quotidiano, ainda que por "inércia", e que, subjaz naturalmente à decisão. Dito aporte motivacional, se consciente (não afirmo que de outra forma não aconteça), contribui para o equilíbrio homeostático e até para o reforço das defesas do organismo, mas, fundamentalmente, reduz a permeabilidade.
segunda-feira, julho 09, 2018
Intelligentia et Immunitas
A capacidade cognitiva parece resultar directamente proporcional à resistência do sistema imunitário.
Mário Pinto
sexta-feira, janeiro 05, 2018
13º aniversário
Venham muitos mais!
sexta-feira, outubro 13, 2017
Confabular
Sem escusar lembrar ser português, resido porém, desde há muito (mesmo muito), na diáspora, circunstancia que pode resultar interessante para quem desconhece dita condição ou para outros aos quais a motivação residiu e se mantem, essencialmente no factor material. Aspectos positivos poder-se-iam efectivamente destacar, da mesma forma que tantos negativos mas habitualmente reservados há esfera pessoal do indivíduo emigrante.
Não obstante, é sobre a perspectiva pessoal que pretendo desenvolver a opinião, sem poder, mesmo atendendo ao escrito acima, afirmar se é ou não positivo opinar sobre um paradigma que, somado à impossibilidade de o experimentar, gera ou provoca emoções ambivalentes.
Em Portugal, depois de aproximadamente cinquenta (50) anos de ditadura e justamente no seu terminus nasci - em 1970 -, cresci numa sociedade vítima durante mais de duas (2) gerações de um imposto e criminoso obscurantismo, esclavagismo; entre sobreviventes da clivagem económica ou do escamote cultural sofridos e infligidos pelos próprios vizinhos, todos amedrontados. Meio século de mordaça, demasiado tempo sem discutir, demasiado tempo sem dúvidas, e, demasiadas certezas hoje, de quem afirma impossível sequer uma subtil modificação do ADN, do ARN se quiserem, provocada pela repressão nacional salazarista.
Porém, este meu quadro, é isso mesmo, o meu quadro. Assim, tenho observado como Portugal se publicita diariamente nos meios de comunicação internacionais, que toda ou quase toda dita propaganda, além do procurado impacto global, repercute na mente dos residentes portugueses em Portugal de forma aparentemente bastante positiva, sem deixar de mencionar os, tão inusitados quanto repetidos, êxitos nos mais diversos âmbitos, que desde o desporto à ciência, passando pelo turismo, pelo património, pela política ou, evitando estender-me, pela economia ou o emprego, resultam tão estimulantes quanto um recapturador de serotonina (tão sorridentes em suma quanto despreocupados), quem sabe pela inconsciente procura de identificação, característica própria desta condição de "exilado", encontro inúmeros elementos comuns entre qualquer campanha de marketing empresarial e a forma adoptada para, ao parecer, vender um país como "colónia" balnear low-cost.
Senão vejamos:
Excelentes praias, muito sol, circuito mundial de surf, bom vinho e melhor comida.
Fado, Cante e outros patrimónios como a Xávega.
Campeões de diferentes modalidades, em confronto directo com as primeiras potencias mundiais.
Resultados económicos exemplares.
Grande parte do território queimado.
Ordenados vergonhosos.
Custo de vida reduzido, atendendo apenas aos vizinhos europeus.
Baixo grau de formação.
Garantias sociais praticamente inexistentes.
Conjuntamente com estes atractivos factos, mais parece agora que, resgatada qual Ferreira Leite da inacção da 3ª idade, temos como agente comercial uma consagrada artista como a Madonna, quem mexe desde a ministra às redes sociais para conseguir a sua residencia no nosso país (mesmo que uma alegre casinha), mostrando ao mundo o quão convencida está dos beneficios de viver em Portugal. Ainda assim, não quero deixar de considerar o tipo de público que esta senhora granjeou durante a sua carreira e o impacto cultural que pode trazer a sua eleição.
Mais ao pormenor, vejo também como depois de um histórico de prevaricadores à frente de diferentes governos portugueses, uma esquerda trotskista "social democrata" que pretende substituir-se à natureza permitindo a mudança de sexo aos dezasseis (16) anos quando a essa idade não existe ainda qualquer decisão consciente tomada por Humano algum, que pretende que um paciente terminal e invariavelmente deprimido decida sobre a sua morte; com um partido comunista que obriga os trabalhadores dos museus a trabalhar ao domingo e simultaneamente impede a ampliação do horario ao sábado de uma das maiores fábricas no nosso tecido industrial; a perpétua defesa do corrupto partido social demócrata, seguramente atendendo à composição de alguns telhados, torna-se quase impossivel olhar para o Portugal futuro sem que nesse quadro apareçam mulheres e homens formados, dobrados, calados, a sorrir, famélicos, todos sãos e impedidos de procriar por ser quase impossível pagar o aluguer de uma habitação com um (1) quarto ou alimentar adequadamente uma terceira boca.
Será apenas a saudade que me leva a esta confabulação ou é esta fábula, transvestida de híper realidade, que me traz este azedume?
P.S. - Penso que aquí começou: http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2014-11-27-Cavaco-Silva-desafia-arabes-a-visitarem-Portugal
domingo, outubro 08, 2017
Era necessário.
quinta-feira, agosto 31, 2017
Arando
Nesse âmbito, no passado, um dos elementos centrais no Gestalt pessoal foi a aplicação de uma máxima leninista: "-Aprender, aprender sempre!", característica que, de impossibilitado usufruir chega a provocar certo desequilíbrio homeostático, nada extraordinário mas incómodo. Por outro lado, atendendo à realidade global, diria porém que, não seria nunca este mal que à civilização inquietara, com total legitimidade.
Assim, situado que está o texto no contexto da plataforma e no tempo, quero deixar registo, hoje, que voltei a estudar aos quarenta e sete anos (47) e alguns meses. Por si, a decisão de voltar à faculdade, apesar de apenas reiterar o supracitado, merece que a assinale por levar em si o reflexo das transformações, assumidas (outras nem por isso), que a viagem preconizou na forma eleita para construir o caminho. Apaixonado pela psicologia, é também no pragmatismo que dita ciência defende que justifico o abandono desta área académica para enveredar pelo estudo do direito, das leis e, em essência, também do Homem.
Concluindo, espero não encontrar doravante muitos mais escolhos ou grandes adversidades capazes de criar um ser algo frustrado dentro de alguns anos. Contudo, o gozo que já proporciona assumir este tipo de risco, sem dúvida que o justifica.
quarta-feira, julho 05, 2017
Do tempo
Por outra parte, a erosão do tecido social em municipios litorais, com menos de 18.000 habitantes, revela claramente que a emigração é uma necessidade em que aqueles por tantos votados colocaram os portugueses. Porém, revela ainda outras muitas realidades em que não abundarei numa plataforma com estas características, apenas dois ou três apontamentos sobre alguma que outra que excepcionais: A eutanásia, crime infantil, exacto, crime infantilóide, e a reforma, aos 70, factores essenciais para que a prática totalidade da espécie exista somente enquanto produtor.
"As cheap as we can"
domingo, janeiro 08, 2017
12º Aniversário
sábado, janeiro 07, 2017
O mais representativo
quinta-feira, abril 28, 2016
domingo, maio 17, 2015
Na Lisboa de onde venho.
domingo, janeiro 11, 2015
10º Aniversário
Intensíssimos anos, muito mesmo, e continuarão, tal como a mentira, cada vez maior, mais contagiante.
Um abraço a quem por cá passou e, claro, a quem por aí vier por bem.
domingo, dezembro 14, 2014
2014
A modo de retrospectiva dos trezentos (300) últimos dias, a decisão que tomei há aproximadamente dois (2) anos, que entendia vital prescindir de tantos cuidados com a exposição do pensamento quantos aqueles motivados pelo medo infindo que oxalá controlara-mos da mesma forma que nos acreditamos conscientes de tudo o que sentimos, mas, que me tolhiam, oprimiam ou escravizaram mesmo em sonhos, resultou mais ajustada às expectativas que a margem de erro previamente assumida. Aquilo a que muitos chamam “Destino”, depois desta “travessia no deserto”; este “trabalho de campo”, começa a aparecer cada vez mais distante no horizonte, quase como um direito exclusivo de quem reclama o direito à vida.
domingo, agosto 17, 2014
Bitcoin
Assim, atendendo á inicial segmentação da população em "user" e "non user", que a harmonização dependerá do crescimento económico mundial para adernar ou não no sentido da substituição natural da ferramenta (e essencialmente dos mecanismos de acesso à mesma) de relação com a sociedade da qual hoje somos apenas subordinados, colocam-se algumas questões: Alicerçará o conflito entre a economia real e este cada vez mais tangível paradigma algum tipo de violência; estaremos ante um solução que possa contribuir, até mesmo protagonizar, o desaparecimento do Estado?
terça-feira, maio 27, 2014
Apontamento
quinta-feira, novembro 28, 2013
Morrendo
O que é?
imortal...
Mas, e morrer?





