Foi realmente preciso buscar a raiz, depois de tanta e tão medonha vaga, nesta vida que nunca escolhi viver, como tão pouco decidi ser este que teve de arcar com a urgência de enfrentar quem nem sequer se mostra capaz de se justificar.
Mas o pior de tudo é que, vacilante já na minha própria razão, eles minam, como a água que insiste, o alicerce em que assenta não a vontade, mas a necessidade de respirar.
Já não procuro que me entendam, nem que se revejam nos escassos argumentos em que apoio a verticalidade de quem se sabe vivo.
Às vezes, porém, de modo raro e imprevisto, descubro que a identidade cura com uma força cega,
quando, ao fim de mais de trinta anos, por exemplo, encontras um amigo que te assegura que pertences.
Semsol


Sem comentários:
Enviar um comentário