sábado, dezembro 08, 2007

Think big, if you please!

Reconduzido pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, como presidente da CP - juntamente com os vogais Paulo Magina e Nuno Moreira, a que se juntam agora o ex-vice-presidente da Soponata, José Benoliel e o ex-deputado, Ricardo Bexiga - Cardoso dos Reis diz que apostará forte no transporte ferroviário a velocidades superiores a 220 km/hora.
A Comissão Europeia divulgou esta semana a atribuição expectável de mais de 380 milhões de euros ao projecto português de AV. Está na altura da CP confirmar definitivamente se vai ser o primeiro operador português da rede de AV... Claro que sim. Pelas competências técnicas que tem, a AV é um desafio natural para a CP. Queremos ser operador de AV.
Vai criar uma empresa conjunta CP-Renfe para a AV? Neste projecto, há dois eixos fundamentais. No eixo Lisboa-Madrid há perspectivas de alianças internacionais. No eixo Lisboa-Porto, não necessariamente. Mas é uma análise que deve ser desenvolvida com algum cuidado, identificando vantagens e desvantagens. Como Portugal é um país ibérico, uma relação bilateral não é necessariamente uma má relação. Essa é uma hipótese que se colocará em cima da mesa.
E será possível desenvolver a AV sem autonomizar a sua gestão numa empresa? Já temos uma unidade interna chamada CP Alta Velocidade, que está a trabalhar em paralelo com a CP Longo Curso, a operadora do Alfa Pendular - até têm quadros comuns. No nosso conceito, a AV tem a ver com o Alfa Pendular e caminha em paralelo. Esta unidade de negócios de AV ainda não vende comboios mas está a preparar-se para os vir a vender. A solução empresarial decorrerá daquilo que o accionista a 100% da CP estabelecer como orientação. Estamos a seguir as orientações estratégicas para o sector ferroviário e preparámos uma unidade de negócios que evolui e faz estudos de mercado. O AVE espanhol é gerido por uma unidade de negócios dentro da RENFE. Não depende de uma empresa autónoma.
E se a CP captar parceiros para a AV? Nesse sentido faria sentido constituir uma empresa com uma relação de capital entre duas ou três entidades. Mas se ficar sozinha, pode deixar a AV dentro da empresa mãe. Ou seja, as soluções existem. O importante é sabermos que temos capacidade para oferecer o serviço em qualquer solução.
E quando começará a operar? O primeiro serviço previsto, na ligação Lisboa-Madrid, continua a estar previsto para 2013.
Acredita nessa data? Não tenho razões para duvidar dos colegas das outras empresas. Se assim o dizem, é porque sim.
De quantos comboios precisa para arrancar com a AV em 2013? Penso que 10 comboios vão chegar nessa fase inicial.
E como tenciona desenvolver a oferta de mercado para a AV? Primeiro, pela aposta no actual serviço. Temos um serviço de 220 km/hora, o Alfa Pendular, que, em termos teóricos, já pode ser considerado AV. Vamos trabalhar na sua melhoria contínua, com novas ofertas e algumas parcerias. Nesse sentido, já estamos a concluir uma iniciativa conjunta entre os três operadores de comunicações móveis, o regulador do sector - a Anacom - e a CP para melhorarmos a cobertura do sinal de telemóvel nos comboios. Isso também melhorará o acesso à Internet. E em 2008 haverá um concurso para o "catering". Estas iniciativas já são a verdadeira ante-câmara da AV.
Em eixos tão curtos como o Lisboa-Porto será decisivo para o passageiro circular a 250 ou 300 km/hora? Há dois ângulos de abordagem. Quando falamos de infraestruturas, devemos analisar o sobrecusto entre linhas que permitam circular a 250 ou a 350 quilómetros por hora. Porque temos de pensar bem o que faremos para os próximos 30 ou 40 anos. Podemos perfeitamente ter infraestruturas preparadas para circular a 350 km/h e andarmos a 200 km/hora, consoante o material existente e a disponibilidade financeira para comprar comboios mais rápidos.
Então defende que a infraestrutura deve ser preparada para altas velocidades, mas os comboios devem ser comprados em função da procura? É tudo uma questão de custo-benefício. Temos de perguntar às pessoas se uma diferença de 15 minutos seria importante na decisão de viajar de comboio. Mas também precisamos de saber quantos passageiros mais ganharíamos se o tempo de percurso fosse inferior.
Ainda não foram feitos todos os estudos para este projecto? Há fenómenos que entretanto aconteceram, e estão a acontecer, que nos obrigam a rever algumas conclusões.
Como por exemplo? Como as operações de "low cost" no transporte aéreo. São fenómenos que alteram as conclusões entretanto retiradas, que nos obrigam a equacionar outras questões. Diria que, do lado da infra-estrutura, as decisões serão tomadas com base em critérios económicos e têm menos folga que do lado do operador, que dispõe de três anos para encomendar material e recebê-lo já homologado. Note-se que o fenómeno das "low cost" é muito recente em Portugal e não está totalmente consolidado na ligação Lisboa-Porto. A própria TAP tomou iniciativas no sentido de atacar esse problema e fez o que fez em relação à Portugália. A CP tem de interpretar esta evolução do mercado e tem de retirar conclusões. Na ligação Lisboa-Vigo, com 500 quilómetros de distância, a questão do tempo de percurso coloca-se de uma forma diferente, se pensarmos em velocidades de 250 ou 300 km/hora. Quando ao sobrecusto na infra-estrutura, os números que conheço são da ordem dos 5% se consideramos o investimento em linhas para 250 ou 350 km/hora, o que não implica diferenças de valores muito relevantes e torna as decisões mais simples.
Mas a infra-estrutura nunca é amortizável... Em Espanha, normalmente consideram que 25% do investimento deve ser pago pelo operador. O restante são fundos que vêm de fora. Mas Portugal tem uma característica diferente. Está numa ponta. Não tem tráfego de passagem. Funciona como uma estação términus. Portanto, o tráfego existente é o interno ou o internacional gerado pelo turismo. Por isso temos de ser fortemente agressivos no turismo e, para o eixo Lisboa-Porto, nas parcerias com empresas, com políticas de descontos.
Na ligação Lisboa-Madrid a velocidade já é determinante... Sim para distâncias de 600 quilómetros é determinante.
E será possível garantir que uma ligação ferroviária de AV no eixo Lisboa-Madrid tenha preços inferiores a uma tarifa de "low cost"? Esse exercício tem de ser feito. Mas nunca se pode comprar o preço da viagem. O caminho de ferro tem uma característica que nunca pode perder que é a de chegar ao centro das cidades. O custo efectivo de transporte de centro a centro é o que tem de ser equacionado. Quando se fala na tarifa da ferrovia é este preço que tem de ser equacionado e não a mera comparação entre os preços dos bilhetes do comboio e das low cost. Comparativamente, creio que o preço do transporte ferroviário é cada vez mais competitivo. Também sei que há aviões cada vez maiores e com menos custos por passageiro transportado. Mas a comparação continua a ser favorável ao transporte ferroviário. É óbvio que não podemos adormecer na parada, sem melhorarmos a qualidade da nossa oferta. Penso que o que se compara não é necessariamente o preço de bilheteira.



Pela primeira vez em Portugal foi autorizado um sistema de videovigilância de iniciativa autárquica na via pública. A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD). O projecto da Câmara do Porto para colocar câmaras de vídeo na zona da Ribeira recebeu luz verde, mas com algumas restrições: o sistema só pode funcionar durante a noite (das 21h às 7h), uma vez que está em causa um bairro frequentado sobretudo por quem procura animação nocturna; e, ao contrário do que propunha a autarquia, não é permitida a audição nem gravação de som, mas apenas de imagem. A autorização vigora por um ano, ou seja, pelo prazo máximo permitido por lei, findo o qual terá que ser reavaliada.
No parecer da CNPD, a que o Expresso teve acesso, aquela entidade leva em conta, para a autorização da videovigilância, boa parte dos argumentos apresentados pela autarquia, como "as características arquitectónicas e urbanas" daquela zona, a escassez de meios humanos, que limita a actuação da polícia sobretudo nas "alturas mais críticas do dia", bem como a "onda de criminalidade que se vem verificando" na Ribeira, e a "dificuldade de combater certo tipo" de crimes que ali ocorrem.
Os riscos do "grande observador"
Por outro lado, a comissão chama a atenção para outras especificidades daquele local, um dos mais pitorescos e turísticos da Invicta, que aconselham particular moderação e proporcionalidade na introdução das câmaras de vigilância. Tratando-se de "uma área de procura turística, com estabelecimentos de restauração e bares, existe um clima que propicia a descompressão/ divertimento/ descontracção, o qual poderá ser afectado pela existência e conhecimento de 'um grande observador'", nota o relator do parecer. Por isso, e por haver a consciência de que "este tipo de mecanismos limita sempre os direitos das pessoas pois, ao saberem que estão ou podem estar a ser filmadas enquanto circulam, há a tendência para controlar comportamentos/ actos que de outro modo e espontaneamente teriam", a CNPD limitou o funcionamento do sistema ao período nocturno, levando em conta o argumento da autarquia, de que a criminalidade na Ribeira "toma proporções mais preocupantes durante a noite".
Este parecer foi o primeiro em relação a processos de videovigilância em espaços públicos para efeitos de segurança, no âmbito da lei 1/2005, fazendo jurisprudência em relação a outros pedidos de autorização feitos pelas autarquias ou pelas forças de segurança. Foi aprovado por unanimidade, mas conta com uma declaração de voto do vogal Eduardo Campos.
Nesse texto, o advogado aponta muitas reservas em relação ao recurso à videovigilância em espaços públicos de fruição comum, apontando o risco de Portugal ter no futuro "uma boa parte ou mesmo quase a totalidade do território nacional habitável coberto por sistemas de videovigilância". Para o evitar, aquele vogal da CNPD alerta para a importância de que autorizações como a que agora é dada para a Ribeira, sendo provisórias, não se tornem definitivas "apenas por inércia das autoridades e por falta de avaliação sucessiva e crítica dos fundamentos invocados para a sua concessão".
Eduardo Campos vai mais longe, ao propor que, caso os fundamentos que autorizaram a videovigilância nos espaços públicos se mantenham ao fim de vários anos após a sua instalação, então, é de concluir que o sistema foi ineficaz e não deve continuar.

Muito come esta gente!

Chicago, Illinois, 08 Dez - (Lusa)
A crescente obesidade nos adolescentes americanos pode traduzir-se por um aumento de cerca de 20 por cento do número de casos de doenças cardíacas até 2035, segundo um estudo publicado no Jornal de Medicina da Nova Inglaterra.
A epidemia da obesidade que existe actualmente, ligada ao estilo de vida, pode ser uma previsão de uma verdadeira crise de saúde pública, contra a qual os médicos apenas poderão lutar com a ajuda de medicamentos para a hipertensão e o colesterol, segundo revela o estudo.
O número de pessoas que sofre de doenças cardíacas pode vir a aumentar 16 por cento até 2035 nos Estados Unidos, o que equivale a mais cem mil doentes no país.
O número de mortes ligadas a este tipo de doenças pode aumentar em 19 por cento, acrescenta o estudo.
"Os adolescentes de hoje serão os jovens adultos de amanhã, que terão de trabalhar, criar os seus filhos e não se preocupar com doenças cardíacas até serem bem mais velhos", escreve Kirsten Bibbins-Domingo, epidemiologista da universidade de São Francisco, na Califórnia.
Segundo Kirsten, o estudo "mostra que um maior número destes jovens adultos sofrerá de doenças cardíacas aos 30 ou 35 anos, o que terá como consequências um maior número de hospitalizações, de intervenções médicas, um maior necessidade de cuidados em matéria de tratamentos para as doenças cardíacas e uma redução da esperança de vida".
Com a ajuda de um modelo informático, os investigadores determinaram, a partir de um número de crianças com peso a mais em 2000, que 37 por cento dos homens e 44 por cento das mulheres que terão 35 anos em 2020 serão obesas.
Cerca de nove milhões de adolescentes americanos têm peso a mais, segundo as estatísticas a nível nacional, tendo a taxa de obesidade infantil triplicado desde 1970.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Bom ano novo!

Lisboa, 06 Dez (Lusa)
O ministro da Economia, Manuel Pinho, destacou hoje que para o ano, e pela primeira vez nos últimos sete anos, Portugal pode crescer acima da média da Zona Euro.
Referindo-se aos dados hoje avançados pela OCDE, Manuel Pinho adiantou que Portugal "está a caminhar no bom sentido" e que "as empresas estão a levar a economia para a frente".
Manuel Pinho disse ainda estar expectante em relação ao futuro, acreditando que o resultado deste crescimento se vai consubstanciar em "mais emprego" e "maior poder de compra".
Pinho falava aos jornalistas no Ministério da Economia, à margem de uma manifestação de protesto dos moradores de Vale de Fuzeiros, Silves, contra a instalação de linhas de muito alta tensão.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE) prevê que o crescimento da economia portuguesa acelere para 2,0 por cento no próximo ano, ultrapassando a Zona Euro pela primeira vez em sete anos.
O relatório de previsões económicas da OCDE, hoje divulgado, mantém as expectativas de crescimento de Portugal em 2007 e 2008, mas revê em baixa as previsões para a Zona Euro, em linha com o que têm feito outras organizações internacionais.
Portugal deverá crescer 1,8 e 2,0 por cento, este ano e no próximo, respectivamente, enquanto a Zona Euro se expandirá a um ritmo de 2,6 e 1,9 por cento.
A verificarem-se estas previsões, 2008 será o primeiro ano dos últimos sete em que Portugal convergirá com os seus parceiros comunitários.



Considerando a dimensao da economia e o P.I.B. Provavelmente seja esta a razao de tanto optimismo.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Pode chegar a criar bicho..






Lamentavelmente, o sol parece arredío da caverna na qual os Portugueses que, de forma Kafkiana, levam a cabo a sua vida nesta Euro-California de aspecto tao tipico, na sua grande maioria servindo o capital estrangeiro, bem na área da manufacturaçao... Sim porque o peso da industria Portuguesa é igual a "nill" no contexto global, ou no âmbito dos serviços, estes que passam também por aturar as madurezas e/ou limpar a alma ao turistazito de pé descalço que no seu País nao passa de exercer a mesma funçao que paga quando aqui chega, obrigando o patronato bastante pouco culto a elevar o seu pseudo-nivel de exigência adoptando politicas esclavagistas e impedindo a prosperidade dos trabalhadores.

Os casos com os quais nos deparamos no dia-a-dia resultam evidência da impossibilidade do povo do meu País derivar 5 (cinco) minutos da sua energía a introspectar e decidir sem coacçao qual o seu objetivo, nem sequer a curtissimo prazo, contemplar as decisoes dos eleitos e divagar nos seus efeitos ou mesmo encontrar a necessidade real de uniao, participaçao ou consenso na definiçao de formas de obrigar quem votam a promover uma aproximaçao à realidade social, impedindo assim o saque de algo que nao pertence a ninguém mais que ao Povo mesmo, a alienaçao das poucas regalias sociais, a recusa na aceitaçao de politicas educativas que nos atiram ao mercado como imberbes despojados de qualquer plus-valía que nos permita competir, um sistema de saúde ao qual se lhe chama sistema porque existe mais de 1(um) hospital, a pensoes que se equiparam com ordenados mas da India, sem comparticipaçao nos medicamentos que permitiriam ao definhante usufruir algo mais da pensao pela qual trabalhou toda a sua vida, ainda que de forma precária e sempre que esta tenha sido paga pelo patrao, ou o aumento da idade de reforma e o incremento dos anos tributados.

Assim, o nosso Povo permite-se aceitar que o "deixem viver como puder" até deixar de ser util ao sistema (pouco) productivo, porque realmente resulta dificil pensar de estômago vazio.

Parecemos o sol que só por ser como é e sem nada reclamar, ilumina uma gélida e egoista lua.

Finalmente, com intençao de "parecer" benevolente, admite que os abutres que melhor se adaptam a este tipo de sociedade "papem" os menores que a caridade resgata do esgoto, parece que a frase "bom, nao sao filhos de ninguém" ajuda a desfragmentar o disco eliminando o desperdicio.


Olha a canequinha!!!!!

Contudo, existe qualidade de vida em Portugal, qualidade ou possibilidades de à mesma aspirar se a entendermos como materialismo, existe muito boa gente com empregos estáveis, com beneficios sociais e com a liberdade de escolher se querem 1, 2 ou N filhos, o problema é que sao poucos e quase todos descendem de familias que tentaram que o nós povo nao embarcassemos nisto:

Para lograr isto:








No entanto o que conseguiu foi:



sábado, dezembro 01, 2007

"Será desta que veremos uma diminuiçao do Euribor?" II



Habitação "DN" 01-12-2007 14:00



Juros do crédito voltam a descer

Pelo segundo mês consecutivo, após dois anos a subir, as taxas de juro utilizadas no cálculo das prestações do crédito à habitação voltaram a cair.
As taxas Euribor, os indexantes utilizados no cálculo dos juros à habitação, apresentaram valores médios em Novembro ligeiramente abaixo dos de Outubro, escreve o “Diário de Notícias”.Assim, a Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal neste tipo de empréstimos, desceu para um valor médio de 4,630% no mês passado, contra 4,663% em Outubro. Para quem for contrair um novo crédito à habitação, tal traduz-se na possibilidade de negociar uma taxa ligeiramente mais baixa, sempre acima dos 5%, depois de aplicado o devido spread.Para os portugueses que já possuem um contrato de crédito à habitação, esta nova subida apenas poderá contribuir para um ligeiro abrandamento na subida da sua prestação, aquando da próxima revisão.No entanto, esta nova descida não deverá significar o fim do ciclo de subida dos juros na Europa, especialmente depois de se conhecer que a inflação da Zona Euro em Novembro ficou nos 3%.

Quase de acordo!


http://expresso.clix.pt/gen.pl?mode=thread&fokey=ex.stories/179236&va=
121717&p=stories&op=view#121717


Novo Aeroporto 01-12-2007 9:59


Opção Alcochete tem “grande credibilidade”

O ministro Nunes Correia aponta “grande credibilidade”, do ponto de vista ambiental, à opção Alcochete para o novo Aeroporto de Lisboa.
Sem apontar a sua preferência, o ministro do Ambiente apenas refere que a localização avançada pelo estudo da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) resolve “muitos, mas muitos problemas” ambientais detectados noutras opções da Margem Sul. “Nesse sentido, é uma opção que ganha grande credibilidade”, diz.O governante recorda que a escolha da Ota foi motivada por razões ambientais, dado que a alternativa que então havia na margem Sul do Tejo era mais desfavorável. “Nessa altura, não se falava na desafectação de uma zona de tiro, que hoje a Defesa já disse que está disposta a abdicar”, acrescenta Nunes Correia.Entrevistado no programa “Diga Lá Excelência”, da Renascença e do jornal “Público”, o ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional sublinha, no entanto, que ainda faltam os estudos do Laboratório nacional de Engenharia Civil.O LNEC deverá entregar ao Governo, dia 12 de Dezembro, uma análise comparativa das alternativas Ota e Campo de Tiro de Alcochete para o novo aeroporto.Nesta entrevista, Nunes Correia admite que a solução Campo de Tiro lhe agrada, enquanto a hipótese “Portela + 1”, defendida pela Associação Comercial do Porto, não lhe inspira simpatia. “A Portela tem tremendos impactos ambientais”, justifica Nunes Correia. “Às vezes é esquecido que retirar o aeroporto da Portela tem mais valias imensas”.O ministro afirma não estar em causa a construção da nova infra-estrutura, mas sublinha que ainda é muito cedo para se pronunciar sobre localizações. Quanto à decisão, é peremptório: É o Ministério do Ambiente que tutela quem tem a última palavra.


A ver!


Portugal candidato ao Mundial de Clubes
Gilberto Madaíl apresentou a candidatura portuguesa para a organização do Campeonato do Mundo de Clubes, da época 2009/10.
Tirar proveito máximo dos estádio construídos para o Euro 2004 é o objectivo da Federação Portuguesa de Futebol. Portugal tem as infra-estruturas e “know-how” necessários para organizações desta envergadura e Gilberto Madaíl quer potenciar essas capacidades. O presidente da FPF fez o anúncio da candidatura portuguesa, na Suiça, onde decorre a reunião do comité executivo da UEFA.

Estaremos ou o mapa de Portugal será ad-hoc?

No domínio da navegação por satélite, as questões em jogo são consideráveis e de diversa natureza. Actualmente, há dois sistemas concorrentes: o GPS americano, que domina o mercado e o GLONASS russo.
A dependência actual, nomeadamente em relação ao GPS, levanta questões de ordem estratégica, dado que os sistemas utilizados não estão sob controlo europeu. Assim, o desafio consiste em garantir resposta às necessidades estratégicas europeias, como, por exemplo, em matéria de política externa e de segurança comum, sem riscos nem custos excessivos.
A navegação por satélite oferece vantagens evidentes para a gestão dos transportes. Permite reforçar a segurança, melhorar a fluidez dos fluxos de tráfego, reduzir os congestionamentos e os danos ambientais e apoiar o desenvolvimento multimodal. Os sistemas actuais GPS e GLONASS aparentemente não garantem a fiabilidade e a disponibilidade necessárias nomeadamente para o transporte de pessoas. A implantação do sistema europeu Galileo permitirá eliminar estes inconvenientes.
Estão também em jogo questões de natureza económica e industrial. De facto, face a um mercado mundial potencial avaliado em 40 000 milhares de milhões de euros em 2005, o desafio consiste em captar uma parte adequada do mercado da navegação por satélite, bem como o emprego daí decorrente. As estimativas actuais são as seguintes: o desenvolvimento da infra-estrutura Galileo deve gerar 20 000 postos de trabalho e a sua exploração 2 000 postos permanentes, para além das oportunidades que surgirão não domínio das aplicações.
Por último, os aspectos regulamentares não são desprezáveis. Na verdade, o recurso a sistemas de informação baseados em sinais de determinação da posição e de sincronização poderá permitir controlar o respeito de determinadas regulamentações comunitárias em matéria de pesca, por exemplo, ou ainda de protecção do ambiente.
Tendo os Estados Unidos obtido um avanço significativo neste domínio, é indispensável, face a estes desafios, que a Europa tome rapidamente uma decisão relativa à sua participação na próxima geração de sistemas de determinação da posição, de navegação e de sincronização por satélite.
As escolhas estratégicas
O desenvolvimento de um GNSS (sistema global de navegação por satélite) deve ser concertado. Na sequência do Conselho Europeu de Março de 1998 que convidou a Comissão a explorar a possibilidade de desenvolvimento de um sistema comum com os Estados Unidos, foi possível clarificar as opções viáveis através de discussões. Dado que os EUA não encaram, por motivos militares, a possibilidade de um regime de propriedade comum nem um papel efectivo da Europa no controlo do sistema GPS, a cooperação deverá assentar:
Ou no sistema GPS existente controlado pelos Estados Unidos.
Ou no desenvolvimento de um GNSS baseado em dois sistemas de navegação por satélite complementares e interoperáveis: GPS e Galileo.
Esta última opção foi a escolhida pela Comissão, que rejeitou, assim, a opção zero que consistia em renunciar expressamente a qualquer participação europeia no segmento espacial principal do futuro GNSS.
Segundo a Comissão, é igualmente desejável que o Galileo esteja aberto a outros parceiros, com os quais foram já estabelecidos contactos, como:
A Federação da Rússia: o sistema GLONASS poderia integrar-se progressivamente no Galileo.
O Japão, que poderia, nomeadamente, dar um contributo financeiro para o desenvolvimento do Galileo.
Outros países ou regiões (PECO, EFTA, Turquia, ...) junto dos quais a Europa deve promover a sua abordagem em favor do GNSS.
Por último, o Galileo deverá explorar as possibilidades oferecidas pela aplicação de um sistema de navegação por satélite para fins civis, procurando eliminar as lacunas do GPS e reforçar a fiabilidade do GNSS. Deverá, desde o início, fornecer uma cobertura mundial.
Exigências e características técnicas
O sistema deve ser concebido de modo a garantir uma cobertura planetária e a permitir aplicações para o cidadão comum, com um bom nível de segurança no que se refere às actividades de transporte europeias e uma infra-estrutura espacial tão reduzida quanto possível. Por outro lado, o Galileo deve garantir um erro máximo horizontal de 10 metros.
No que respeita à segurança, o sistema deve garantir a protecção física das infra-estruturas vitais e o fornecimento de sinais precisos em caso de crise ou de guerra. Deve haver o máximo cuidado em tornar impossível qualquer utilização indevida de um sinal e ainda o acesso, pelo inimigo, ao sistema em tempo de guerra. Para responder a estas exigências de segurança, os peritos preconizam a instauração de um acesso controlado.
Aspectos financeiros
O custo total do Galileo para o período 1999-2008 está calculado entre 2 200 e 2 950 MEUR, em função da dimensão da cooperação com os Estados Unidos e da utilização dos sistemas terrestres.
A política americana actual consiste em fornecer gratuitamente o sinal GPS de base. A aplicação deste tipo de abordagem para o Galileo irá traduzir-se numa necessidade de financiamento público significativo, dado que o sector privado não está em condições de suportar sozinho os custos da oferta de um serviço gratuito aos utilizadores.
Sendo o Galileo considerado um elemento das redes transeuropeias e da política comum de transportes, justifica-se um financiamento europeu. Este será possível nomeadamente graças ao orçamento da União Europeia, em especial o orçamento das RT, o da Agência Espacial Europeia e o do 5º Programa-Quadro de I&D. Além disso, poderão ser determinadas receitas específicas, através de disposições regulamentares, como a instauração de determinados serviços de acesso controlado reservados aos assinantes ou ainda a tributação dos receptores de sinais. Por último, deve ser encorajado o desenvolvimento de uma parceria entre o sector público e o sector privado.
Quadro organizativo
Para conceber, desenvolver e explorar o Galileo, a Comissão propõe um plano organizativo que prevê a intervenção, nomeadamente, do Grupo de Alto Nível GNSS, da Comissão, da Agência Espacial Europeia e do conjunto dos investidores. Poderá ser criada uma administração ad hoc de pequena dimensão.
No entanto, antes do mais, é indispensável um compromisso político para dar o impulso necessário ao investimento industrial, para permitir negociar as características do sistema com os parceiros internacionais e para reforçar a influência da Europa neste domínio estratégico. O Conselho Europeu poderá dar orientações neste sentido.

sexta-feira, novembro 30, 2007

Toca a descaracterizar!

Relógio volta mas hora legal não

O relógio deverá voltar hoje ao Cais do Sodré, em Lisboa. Mas não a hora legal, pois, desta vez, o relógio não vai estar ligado aos cinco relógios atómicos do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL). "É um relógio qualquer, mais preciso ou menos preciso, mas a Administração do Porto de Lisboa (APL) não pode manter a etiqueta de hora legal", diz ao DN Rui Agostinho, director do OAL.O dispositivo deverá, segundo a APL, que tem jurisdição da zona, ser instalado até hoje. Esteve fora do local por causa das obras que decorrem ao lado, segundo a APL. No entanto, a sua falta de precisão tem décadas. Rui Agostinho diz que "desde o 25 de Abril" que o relógio está "ao abandono." O astrofísico disse ao DN que recentemente "desafiou a APL a fazer a hora legal" regressar ao Cais do Sodré mas nunca recebeu resposta. A certificação da hora legal faz-se através de uma linha telegráfica, a cada dois segundos, com sinais horários que regulam o relógio. "Um relógio pode atrasar 15 a 30 segundos por mês", alerta. Já "a hora legal mantém o padrão do tempo".Rui Agostinho sabe a importância do que é ser guardião da hora. Por um minuto se ganha ou se perde. "É um valor essencial, e à medida que a nossa vida é mais electrónica, a hora ganha ainda mais importância", alerta. Nos últimos anos "houve vários casos [em tribunal] em que fomos chamados a dar explicações mas cada um [cada entidade] tem a sua hora..." , conclui com desalento. Lamentando o fim da hora certificada, questiona: "Qual é a garantia de qualidade daquela hora?"O DN tentou, sem sucesso, até à hora de fecho desta edição, obter esclarecimentos da APL.O primeiro relógio da hora legal chegou ao Cais do Sodré em 1914. Este exemplar foi substituído em 2001 pelo que agora regressa ao local e que tem "tecnologia digital e design bem mais moderno", segundo a APL. O exemplar original está exposto na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Alcântara.

Será desta que veremos uma diminuiçao do Euribor?

ECONOMIA

• ZONA EURO - Inflação deverá situar-se em três por cento

A inflação homóloga na Zona Euro deverá ter ficado, em Novembro, nos três por cento, o que representa uma subida de 0,4 pontos percentuais face a Outubro, de acordo com as estimativas do Eurostat. Trata-se do valor mais alto desde 2001.
A inflação homóloga (face ao mesmo mês do ano anterior) na Zona Euro deverá ter-se situado em Novembro em três por cento, 0,4 pontos percentuais acima de Outubro, estimou esta sexta-feira o Eurostat. As estimativas rápidas de inflação do Eurostat combinam informação histórica, informações preliminares sobre preços de energia e os dados preliminares de inflação disponíveis num conjunto de países, para calcular um valor para a inflação utilizando métodos econométricos. Nos últimos 24 meses, as estimativas rápidas coincidiram com o valor definitivo da inflação em 17 casos e apresentaram um desvio de 0,1 pontos percentuais em sete meses.

Parece vassalagem ou é outra coisa?

Primeiro-ministro falou com homólogo espanhol, José Luis Zapatero
O ex-presidente da República Mário Soares participou numa reunião do Clube de Madrid na capital espanhola nas vésperas da chegada de Hugo Chávez a Portugal e, neste contexto, teve um encontro com o rei Juan Carlos, apurou o DN junto de fonte próxima de Mário Soares. Uma reunião onde, muito provavelmente, terão abordado a crise diplomática entre Espanha e a Venezuela. Até porque é sabido que Soares mantém uma boa relação com o presidente da Venezuela, tendo sido um dos interlocutores no processo de aproximação da Galp à petróleos da Venezuela. Por seu lado, o primeiro ministro português também conversou com o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, sobre a vinda de Hugo Chávez a Portugal. Estes poderão ter sido dois passos que poderão ajudar a diminuir as tensões entre Espanha e a Venezuela e que contribuíram para que a visita do presidente venezuelano a Lisboa não tenha sido vista com maus olhos do lado espanhol, disseram ao DN fontes políticas. O DN tentou por diversas vezes contactar Mário Soares, para tentar apurar o teor da conversa com o rei de Espanha, mas até à hora do fecho desta edição tal não foi possível. Do gabinete do primeiro-ministro o DN também não obteve qualquer comentário sobre o assunto. O certo é que Mário Soares esteve segunda-feira com o rei espanhol, em Madrid, e ontem recebeu o presidente venezuelano em Lisboa e jantou com ele. "Está em sua casa", diz Sócrates O Presidente venezuelano chegou ao aeroporto de Lisboa - vindo de Paris - pelas 20.30, ou seja, quase com duas horas e meia de atraso. Tinha a aguardá-lo o secretário de Estado português das Comunidades, António Braga, o ex-Presidente Mário Soares ("pivot" nas negociações petrolíferas entre a Galp e o governo venezuelano) e ainda a administração da petrolífera portuguesa. Falando a jornalistas, voltou a exigir um pedido de desculpas do Rei de Espanha por causa do "por qué no te callas !" da cimeira ibero-americana. Ao mesmo tempo, multiplicou-se em elogios à (vasta) comunidade emigrante portuguesa na Venezuela. "Com uma comunidade tão grande e com tanto afecto, não se compreende porque é que ainda não há uma sólida relação política entre Portugal e a Venezuela."A comitiva venezuelana rumou depois à residência oficial do primeiro-ministro, que o aguardava para jantar. José Sócrates multiplicou-se em agradecimentos: "Está em sua casa", disse, declarando-se "honrado" por receber o chefe de Estado venezuelano em Lisboa. "Esta visita expressa a amizade entre os dois povos", sublinhou. Sócrates disse ainda esperar de Chávez que prossigam os seus "esforços" para dar "estabilidade e confiança" à comunidade emigrante lusa. Do ponto de vista comercial fez também votos: "Que haja uma relação à altura da nossa história comum." E seguiu-se o jantar em São Bento, com Mário Soares novamente à mesa.

sábado, outubro 29, 2005

Eles não sabem que o sonho..

São Paulo, Brasil, 28 Out (Lusa) - O escritor português José Saramago a presentou quinta-feira em São Paulo, em estreia mundial, o seu novo livro, "As I ntermitências da Morte", que narra os conflitos provocados pela decisão da Morte de abandonar a sua actividade.

Os actores Dan Stulbach e Leona Cavalli fizeram uma leitura dramática d e um trecho do novo romance e o violoncelista Johannes Gramsch apresentou composições de Johann Sebastian Bach.

A obra do compositor alemão (1685-1750), nomeadamente a "Suite Número 6 ", é citada no novo romance de José Saramago.

"Todos os meus livros partem de uma situação improvável ou impossível, sem excepções. Descobri isso há bem pouco tempo, há uns dois anos", afirmou o escritor.

"Se algum talento tenho, é transformar o improvável e o impossível em algo provável e possível. Quero que gostem desse livro por duas razões: porque el e merece e porque eu mereço", disse Saramago.

O romance mostra como a agitação e alegria provocadas num país imaginário pela reforma da Morte se convertem logo a seguir num motivo de preocupação, p elo impacto político, económico, social e até religioso da nova situação.

O escritor português avançou que seu novo romance é "extremamente divertido" e que fala sobre a morte "e, portanto, um livro sobre a vida".

"No dia seguinte ninguém morreu", assim começa a nova obra do Nobel português da Literatura.

O acontecimento, a ausência de mortes de um dia para o outro, sonho milenar da Humanidade, como explicou José Saramago, converte-se repentinamente numa dor de cabeça para governantes e cidadãos.

"Como o tempo não pararia, as pessoas envelheceriam e ficariam numa situação de velhice eterna", afirmou o escritor no lançamento da sua obra.

Com uma população envelhecida, o governo desse país imaginário não sabe como resolver o problema da Segurança Social, as pessoas deixam de saber o que fazer com uma existência imortal e até a fé cristã fica em xeque, pois sem morte não há ressurreição nem vida eterna, comentou José Saramago.

O escritor revelou que teve a ideia de escrever esta obra ao ler um livro que relatava a morte de um pessoa e começou a pensar no que aconteceria se os homens não morressem.

"O ser humano alimentou sempre a esperança de conseguir a imortalidade, mas sem a Morte a Vida seria um caos", comentou.

Com quase 83 anos, José Saramago disse que ele próprio se sente um pouco na eternidade, mas "felizmente em boas condições".

"Quando nasci, a esperança de vida na minha aldeia era de 35 anos e dentro de três semanas faço 83 anos, por isso já me sinto um bocado a entrar na eternidade", gracejou.

"As intermitências da Morte" estão a partir de hoje nas livrarias brasileiras mas só na próxima semana chegam a Portugal, Espanha e América Latina.

O novo romance segue-se ao "Ensaio sobre a Lucidez", lançado em 2004, e que causou amplo debate por defender o voto em branco como forma de criticar os governos.

José Saramago já publicou neste ano "Don Giovanni ou O Dissoluto Absolvido", peça de teatro que inspirou o libreto de uma ópera do compositor italiano Azio Corghi.

A edição brasileira de "As Intermitências da Morte" foi o primeiro livro lançado no Brasil que obedece às normas de preservação ambiental, divulgou o grupo Greenpeace.

"Apesar do grande estímulo cultural que nos presta, a indústria editorial consome avidamente papel cuja produção estimula a destruição das florestas ", disse Rebeca Lerer, porta-voz do Greenpeace no Brasil.

"Iniciativas como a de José Saramago são provas de respeito, não apenas ao meio ambiente, como a todos nós", disse a porta-voz, num comunicado distribuído à imprensa.

O livro tem o reconhecimento das autoridades ambientais brasileiras de que foi feito a partir de madeira legalizada, o que não gera a destruição de florestas primárias como a Amazónia.

sexta-feira, outubro 28, 2005

Será?

Conferência assina também o encerramento das comemorações do 50º aniversário da Convenção Cultural Europeia

Ministros da Cultura e membros de Governo de mais de meia centena de países do Conselho da Europa e Norte de África participam quinta e sexta-feira, em Vale de Lobo, Algarve, numa conferência para discutir o futuro do diálogo intercultural.

Sob o título «Diálogo intercultural: os Caminhos do Futuro», a conferência assinala também o encerramento das comemorações do 50º aniversário da Convenção Cultural Europeia, que começaram na Polónia em Dezembro de 2004.

Entre os cerca de 200 participantes contam-se também representantes de várias organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), União Europeia, Fundação Anne Lindh, Centro Norte-Sul, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Fonte do Ministério da Cultura disse à agência Lusa que são esperados os ministros da Cultura da Albânia, Arménia, Bulgária, Croácia, Chipre, Hungria, Irlanda, Lituânia, Mauritânia, Moldávia, Roménia, San Marino, Sérvia, Eslovénia e Ucrânia.

Algumas dezenas de Estados far-se-ão representar por vice- ministros e secretários de Estado.

A reunião realiza-se no âmbito da presidência portuguesa do Comité de Ministros daquele organismo que agrega 48 países europeus, aderentes à convenção.

A organização convidou também países do Magreb, África e Ásia, a título de observadores, como a Argélia, Mauritânia e Azerbaijão.

Na reunião serão assinados vários documentos estratégicos, entre eles a «Declaração de Faro», que incidirão sobre o reforço da cooperação entre os países e as organizações representadas, nas áreas da Educação, Juventude, Cultura, Património e Comunicação.

Segundo o Ministério da Cultura, a escolha do Algarve para esta cimeira visa «imprimir maior visibilidade à região», onde até ao fim do ano está em curso a iniciativa «Faro, Capital Nacional da Cultura 2005».

Aliás, os participantes na cimeira assistirão quinta-feira, no Teatro Municipal de Faro, à exibição da peça «Pedro e Inês», pela Companhia Nacional de Bailado, coreografada por Olga Roriz.

A Convenção Cultural Europeia, assinada em Paris em Dezembro de 1954, define o quadro das actividades do Conselho da Europa em matéria de educação, de cultura, de património, de desporto e de juventude.

Estaremos a necrosar?

1) A superpopulação da Terra que, pela oferta excessiva em contactos sociais, nos impele a todos, de modo fundamentalmente “desumano”, a proteger-nos contra eles e que, alem disso, por meio do amontoamento gregário de muitos individuos em espaços limitados, desencadeia imediatamente reacções de agressão.
2) A devastação do espaço vital natural, que não só destrói o ambiente externo onde vivemos, mas elimina ainda, no próprio homem, toda a reverência perante a beleza e a grandeza de uma criação que o ultrapassa.
3) A competição do homem consigo mesmo, que acelera continuamente o desenvolvimento da tecnologia para a nossa ruina, cegando os homens para todos os verdadeiros valores, e não lhes deixando tempo para se aplicarem à ocupação genuinamente humana da reflexão.
4) O esmorecimento, mediante a efeminação, de todos os sentimentos e afectos viris. Os avanços da tecnologia e da farmacologia estimulam a intolerância crescente contra tudo o que causa o mínimo mal-estar. Deminui assim a capacidade do homem para viver aquelas alegrias que só se obtêm através de árduo esforço na superação dos obstáculos. O movimento de alternância, inspirado na natureza, do contraste entre dor e alegria, baixa de nível nas oscilações imperceptiveis do tédio anónimo.
5) A decadência genética. No interior da civilização moderna – alem do “natural sentimento de justiça” e de muitos principios juridicos veiculados pela tradição – não existem factores que exerçam qualquer exigência de selecção sobre a evolução e a manutenção das normas do comportamento social, embora estas se tornem cada vez mais necessárias com o crescimento da sociedade. Não deve excluir-se a hipótese de que muitos dos infantilismos, que transformam em parasitas sociais grande parte da actual juventude “rebelde”, sao talvez geneticamente condicionados.
6) A rotura da Tradição. Conseguiu assim atingir-se um ponto crítico em que a geração mais jovem deixou de culturalmente se fazer compreender, para não dizermos antes, que deixou de se identificar com a geração mais antiga. Aquela considera-a, portanto, como grupo étnico inimigo e combate-a com um ódio nacional. As razões para semelhante quebra de identificação residem, antes do mais, no deficiente contacto ente pais e filhos – facto que já, no tempo da primeira infância, provoca o amadurecimento de consequências patológicas.
7) O crescimento da entroudinação da humanidade. A multiplicação de homens unificados dentro de um grupo cultural único, de mão dada com o aperfeiçoamento dos meios técnicos para a manipulação da opinião pública, leva a uma uniformização das ideias e concepções, tal como jamais existiu em qualquer outro periodo da história humana. Acontece assim que o efeito sugestivo de uma doutrina firmemente professada aumenta, talvez em progressão geométrica, com o numero dos seus adeptos. Em muitos lugares, já hoje se considera como patológico um individuo que, conscientemente, se subrai aos efeitos dos mass-media, por exemplo, da televisão. As consequências despersonalizantes são saudadas com entusiasmo por todos aqueles que pretendem manipular as grandes massas humanas. A investigação da opinião, a técnica propagandística e as modas hábilmente orientadas coadjuvam igualmente os grandes produtores e burocratas, no poder sobre as massas.
8) O rearmamento da humanidade com armas nucleares arrasta consigo perigos para o homem, mais fáceis de evitar do que os que são originados pelos sete processos acima aduzidos.

Em apoio dos processos de desumanização, que se expuseram desde o 1º ao 7º capitulo, vem a doutrina pseudo-democrática, segundo a qual o comportamento social e moral do homem não é só determinado pela organização do sistema nervoso e orgãos sensoriais, desenvolvidos filogeneticamente, mas exclusivamente influenciado pelo “condicionamento” a que se encontra sujeito no decurso da ontogénese, através do respectivo ambiente cultural.
Simile "In xatoo@blogspot.com"

sexta-feira, outubro 21, 2005

Ora aí está..

Porto - O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu, quinta-feira, no Porto, a ajuda de Portugal na conclusão de um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE).

O chefe de Estado brasileiro estava acompanhado do primeiro-ministro português, José Sócrates. «Portugal é importante motor para as negociações entre nossos blocos regionais e pode ter um papel para a conclusão de nosso acordo», afirmou Lula da Silva na abertura do seminário sobre novos negócios entre empresários brasileiros e portugueses.

Os países integrantes do Mercosul e da UE devem se reunir no início de 2006 para uma tentativa de retomar o processo de negociação do acordo de livre comércio, suspenso há quase um ano. Na última reunião, realizada em Setembro deste ano, em Bruxelas, os blocos apenas reafirmaram a necessidade de uma relação estratégica.

A primeira tentativa de acordo entre os dois blocos foi em Maio de 2004. Na época, Mercosul e UE apresentaram ofertas consideradas insatisfatórias pelos dois grupos e comprometeram-se a aprofundar concessões recíprocas. No discurso na cidade do Porto, o Presidente brasileiro lembrou que o acordo precisa ser «equilibrado» para os dois lados.

Ai Portugal Portugal!

Porto - O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu, quinta-feira, no Porto, a ajuda de Portugal na conclusão de um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE).

O chefe de Estado brasileiro estava acompanhado do primeiro-ministro português, José Sócrates. «Portugal é importante motor para as negociações entre nossos blocos regionais e pode ter um papel para a conclusão de nosso acordo», afirmou Lula da Silva na abertura do seminário sobre novos negócios entre empresários brasileiros e portugueses.

Os países integrantes do Mercosul e da UE devem se reunir no início de 2006 para uma tentativa de retomar o processo de negociação do acordo de livre comércio, suspenso há quase um ano. Na última reunião, realizada em Setembro deste ano, em Bruxelas, os blocos apenas reafirmaram a necessidade de uma relação estratégica.

A primeira tentativa de acordo entre os dois blocos foi em Maio de 2004. Na época, Mercosul e UE apresentaram ofertas consideradas insatisfatórias pelos dois grupos e comprometeram-se a aprofundar concessões recíprocas. No discurso na cidade do Porto, o Presidente brasileiro lembrou que o acordo precisa ser «equilibrado» para os dois lados.


domingo, setembro 18, 2005

Hidrogénio «made in» Portugal

O nome pode enganar, mas trata-se de um produto inteiramente português. Pilhas de combustível a hidrogénio H Way de 150 w - que utilizam uma tecnologia revolucionária desenvolvida e produzida pela empresa Soluções Racionais de Energia (SRE) - vão ser colocadas no mercado no final deste mês.

No imediato, estas pilhas a hidrogénio têm como grande potencial servirem de «back up» para outras fontes de energia como a fotovoltaica ou a eólica. É o que vai acontecer no sistema de vigilância das Auto-estradas do Atlântico situado no Alto de Montachique, uma zona isolada onde fazer chegar a rede eléctrica teria um custo demasiado elevado. Unidades de protecção civil, bombeiros, forças de segurança poderão igualmente utilizá-las para situações de falta de fornecimento da EDP. A náutica de recreio é o outro «público-alvo» deste produto, indica o engenheiro Campos Rodrigues, um dos sócios fundadores da SRE, sediada em Torres Vedras.

Uma das grandes vantagens do hidrogénio é a elevada facilidade de armazenamento, que lhe confere alguma portabilidade. Um quilo de hidrogénio - quantidade que se consegue produzir por electrólice a partir de 10 litros de água - contém o equivalente de energia existente em 40 baterias de automóvel, esclarece Campos Rodrigues. As pilhas funcionam com «garrafas» de hidrogénio acopladas que podem ser substituídas sempre que necessário, o que lhes permite funcionar em continuo.

A nível internacional, com o cenário da escassez dos combustíveis fósseis e do seu pesado impacte ambiental, o hidrogénio apresenta-se como uma das alternativas energéticas a curto/médio prazo. Os Estados Unidos, assim como diversos outros países, têm estado a investir fortemente na investigação nesta área. O sector automóvel será um dos seus óbvios utilizadores e os fabricantes estão a desenvolver os seus protótipos, mas ainda falta ultrapassar algumas limitações técnicas (em especial, quanto ao aumento da capacidade de armazenamento de hidrogénio) e não é expectável que os veículos a hidrogénio comecem a surgir no mercado antes de 2010.

Futuramente o hidrogénio poderá também vir a ser utilizado como complemento de outras fontes de energia renováveis em locais como habitações e condomínios.

Campos Rodrigues defende que esta deveria ser uma área prioritária para Portugal apostar, nomeadamente, criando programas de apoio à investigação, uma vez que o hidrogénio poderá contribuir para nos libertar da nossa dependência energética. «Há cerca de um mês, o nosso primeiro-ministro afirmou: 'Vamos construir o cluster do eólico'. Isso fazia sentido ter sido dito há vinte anos quando o custo de oportunidade ainda era relativamente barato. Hoje, aquilo que a indústria portuguesa consegue meter num gerador eólico é a torre onde o gerador é colocado», afirma o engenheiro da SRE. «Tenho muito medo de daqui a 20 anos ouvir o nosso primeiro-ministro dizer o mesmo em relação ao hidrogénio», acrescenta.

Quanto às pilhas a hidrogénio H-Way 150 w, serão lançadas durante o seminário da Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias, a 29 de Setembro no INETI, e no início de Outubro a SRE apresenta-as no 9º Simpósio de de Células de Combustível de Grove, em Londres. A meta, explica Campos Rodrigues, é implementar o produto em dois ou três países europeus(onde esta tecnologia ainda se encontra mais atrasada) nos próximos anos e, de seguida, chegar aos Estados Unidos. Só assim a SRE se tornará um «player» na indústria do hidrogénio, de outro modo não conseguirá, sequer, sobreviver.

quarta-feira, agosto 31, 2005

O tal virus do planeta está na sua fase metamórfica!

Você é um ser humano ou um rato?



Jeremy Rifkin *

Guardian



O que acontece quando se cruza um humano e um rato? Parece o começo de uma piada de mau gosto mas, de facto, trata-se de uma experiência séria recentemente empreendida por uma equipa encabeçada por um reconhecido biólogo molecular, Irving Weissman, na Universidade de Stanford.



Cientistas injectaram células de cérebro humano em fetos de ratos, criando uma espécie de ratos que são aproximadamente 1% humanos. Weissman está a considerar dar continuidade ao projecto, o que produziria ratos cujos cérebros seriam 100% humanos.



O que aconteceria se os ratos fugissem do laboratório e começassem a proliferar? Quais seriam as consequências ecológicas de existirem ratos que pensam como seres humanos, correndo soltos pela natureza? Weissman diz que manteria os ratos sob rédea curta, e que se mostrassem qualquer sinal de “humanidade”, ele os mataria. Muito encorajador…



Experiências como essa que produziu um rato parcialmente humanizado esticam os limites de os humanos mexerem na natureza atabalhoadamente, a um patamar patológico.



O novo campo de pesquisa, na vanguarda da revolução biotecnológica, é chamado de experimentação quimérica. Investigadores em todo o mundo estão a combinar células humanas e animais e a dar origem a criaturas quiméricas que são parte humanas, parte animais.



A primeira experiência quimérica ocorreu há muitos anos, quando cientistas em Edimburgo fundiram um embrião de carneiro com um de cabra — duas espécies animais não relacionadas que são incapazes de serem cruzadas naturalmente e de produzir uma cria híbrida. A criatura resultante, chamada de geep (N. do T.: contracção do inglês “goat” — cabra – e “sheep” — carneiro), nasceu com a cabeça de uma cabra e o corpo de um carneiro.



Agora, cientistas estão a treinar os seus olhares para quebrar o último tabu do mundo natural — cruzar humanos e animais para criar novos híbridos humano-animais. Além do rato humanizado, cientistas já criaram porcos com sangue humano e carneiros com fígados e corações que são, em grande parte, humanos.



As experiências são concebidas para fazer avançar a investigação médica. Com efeito, um número crescente de engenheiros genéticos argumentam que os híbridos humano-animais conduzirão à idade de ouro da medicina. Investigadores afirmam que quanto mais humanizados puderem tornar esses animais de pesquisa, tanto mais serão capazes de modelar a progressão de doenças humanas, testar novos medicamentos, e colher tecidos e órgãos para transplante. O que esquecem de mencionar é que existem alternativas igualmente promissoras e menos invasoras a essas experiências bizarras, incluindo os modelos de computador, a cultura de tecidos in vitro, a nanotecnologia e as próteses para substituir o tecido e os órgãos humanos.



Alguns investigadores estão especulando sobre quimeras de humanos e chimpanzés — para criar o humanzé. Esse seria o animal ideal para pesquisas de laboratório, já que os chimpanzés estão tão próximos de nós, humanos. Os chimpanzés compartilham 98% dos genomas humanos, e um chimpanzé maduro apresenta as habilidades mentais equivalentes às de um ser humano de quatro anos de idade.



A fusão de um embrião humano e de chimpanzé — segundo os investigadores, algo perfeitamente factível — poderia produzir uma criatura tão humana que as questões relativas à sua condição moral e legal lançariam 4.000 anos de ética no caos. Tal criatura mereceria ter os seus direitos humanos reconhecidos? Será que teria que passar algum teste de “humanidade” para conquistar a sua liberdade? Seria forçada a executar trabalhos servis ou usada para desempenhar actividades perigosas?



As possibilidades são estarrecedoras. Por exemplo, e se as células-tronco humanas — as células primordiais que se transformam nos cerca de 200 tipos de células do corpo — fossem injectadas no embrião de um animal e se espalhassem, através do corpo do animal, para cada um dos seus órgãos? Algumas células humanas poderiam migrar para os testículos e ovários, onde poderiam gerar espermas e óvulos humanos. Se dois dos ratos quiméricos cruzassem, poderiam, potencialmente, conceber um embrião humano. Se o embrião humano fosse removido e implantado no útero de uma mulher, os pais biológicos do bebé humano teriam sido ratos.



Por favor, queiram compreender que nada disso é ficção científica. Espera-se para o próximo mês a divulgação oficial de uma directriz sobre investigação quimérica pela National Academy of Sciences, o corpo científico mais respeitado dos EUA, antecipando um alvoroço de novas experiências no florescente campo da experimentação quimérica humano­‑animal.



Os biotécnicos já estão a desobstruir o caminho moral para as experiências quiméricos humano­‑animais, argumentando que uma vez que uma sociedade supera o factor repulsa, a perspectiva de novas criaturas parcialmente humanas tem muito a oferecer à raça humana. E, naturalmente, isso é exactamente o tipo de raciocínio que foi apresentado para se justificar o que está a tornar­‑se uma jornada no admirável mundo novo, no qual toda a natureza pode ser impiedosamente manipulada. Mas agora, com as experiências humano­‑animais, colocamos em risco até a destruição da integridade da nossa própria espécie biológica, em nome do progresso humano.



Com a tecnologia quimérica, os cientistas têm o poder de rescrever a saga evolucionária — para salpicar partes da nossa espécie no resto do reino animal, assim como fundir partes de outras espécies com o nosso próprio genoma e até mesmo criar novas sub-espécies e super-espécies humanas. Será que estamos na cúspide de um renascimento biológico ou plantando as sementes da nossa destruição?



_________

* Jeremy Rifkin é o autor de The Biotech Century (O Século Biotecnológico).

domingo, junho 26, 2005

Lisboa..

PS e PSD entendem-se bem:
Um dia depois de ter vindo à baila (“Público”,pág.58 de 24/Junho) mais uma bronca com os ordenados dos gestores públicos, onde por exemplo a vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa Eduarda Napoleão que acumula cargos com a empresa municipal Ambélis (imcumbida da obscura tarefa de “promover o desenvolvimento económico de Lisboa”) , em conjunto ganha (ordenados no total de 116 mil euros= + de 2000 contos mês, a que se acrescenta um lugar na administração da EPUL com mais 5750 €/mês) muito mais do que o próprio Presidente da Republica, o que é proibido por lei (Lei 29/87) alem de impedir Sampaio,coitado, de não poder acumular tachos pela natureza da função que exerce!,,,(ufa! haja fôlego),,,,,,a CML fechou os olhos ao inicio da demolição da casa onde viveu Almeida Garrett,,, contra o parecer do IPPAR e de diversas associações cívicas de lisboetas,ordenada pelo seu actual proprietário, Manuel Pinho, actual ministro da Economia do governo PS, apesar de ainda não haver licenciamento para o inicio das obras,,,(coisa de profissionais pois o início da demolição verifa-se a um sábado, dia em que a fiscalização é praticamente inactiva). A vereadora do Urbanismo Maria Helena Casadinho Napoleão é formada em Artes Plásticas, portanto uma "artista", cujas aptidões pesaram decerto na decisão de trazer para Lisboa a ex-vereadora da Câmara Municipal da Figueira da Foz pelo doutor Santana do Lopes.A ironia está em a doutora Napoleão ter sido anteriormente vice-presidente do Instituto Português do Património Arquitectónico. Efectivamente,,,,,,lá estava ali em Campo de Ourique na Rua Saraiva de Carvalho nº 78, a tabuleta – “"No dia 9 de Dezembro de 1854 falleceo n'esta casa o poeta portuguez Visconde D'Almeida Garrett"Com a demolição deste património deviam-se tambem “demolir” as intenções de voto em Carmona Rodrigues e/ou no auto-suspenso Carrilho,,, um deles o senhor que se segue aos que já estão.

terça-feira, junho 21, 2005

Shishmaref

A ilha onde está a povoação de Shishmaref está a perder entre a quatro a sete metros de terra por ano para o mar. O gelo derrete-se, as tempestades são cada vez mais frequentes e o subsolo antes permanentemente congelado a começar a transformar-se em água, a aldeia esquimó de Shishmaref, no Alaska, está a preparar-se para mudar de sítio nos próximos quatro anos.
Em cima de uma barreira muito estreita no mar de Chukchi, a povoação tem apenas 600 habitantes que todos os dias veêm as ondas cada vez mais próximas da porta de casa. O terreno onde está já encolheu tanto que se tornou num caso de estudo sobre os efeitos das alterações climáticas. Esta será a primeira comunidade a mudar-se devido ao aquecimento global. As temperaturas no Alaska subiram uma média de 4,4 graus nos últimos anos, o que contribui para o degelo e, consequentemente, para a subida do nível do mar.
A erosão nesta ilha é tão dramática que os planos de mudança implicam uma deslocalização para o interior do continente a cerca de 22 kilómetros do sítio onde estavam. Se virem tempestades mais fortes, a acção terá de ser antecipada.
No total 184 aldeias de Inuits, o povo esquimó do Alaska, correm os mesmos graves riscos.

domingo, junho 19, 2005

"Einstein era considerado peligroso porque se mostraba solidario con la clase de causas que apoyaban los comunistas", explicó la doctora. Ellen Schrec

Tambêm pensava Einstein que...“A anarquia econômica da sociedade capitalista tal qual existe hoje é, em minha opinião, a real fonte do mal....“Chamarei de ’trabalhadores` todos aqueles que não compartilhem da posse dos meios de produção... Na medida em que o contrato de trabalho é ’livre`, o que o trabalhador recebe é determinado não pelo real valor dos bens que produz, mas pelo mínimo de que necessita e pela busca dos capitalistas da força de trabalho em relação ao número de operários competindo por empregos.“.. sob as condições existentes, capitalistas privados inevitavelmente controlam, direta ou indiretamente, as principais fontes de informação (imprensa, rádio, educação). É assim extremamente difícil e, na verdade na maior parte dos casos, realmente impossível para o cidadão chegar a conclusões objetivas e fazer uso inteligente de seus direitos políticos.“A produção obedece à lei do lucro, e não se destina ao uso. Não tem a preocupação de que todos aqueles capazes e dispostos a trabalhar sempre tenham condições de encontrar emprego; um exército de desempregados quase sempre existe...“A invalidação do individuo, eu a considero o pior dos males do capitalismo... Inculca-se no estudante uma atitude competitiva exagerada, instruindo-o a adorar o êxito aquisitivo...“Estou convencido de que há apenas um (itálico no original) meio de eliminar estes graves males, ou seja, através do estabelecimento de uma economia socialista, acompanhada de um sistema educacional voltado para metas sociais. Em tal economia, os meios de produção são possuídos pela própria sociedade e utilizados de forma planificada. Uma economia planificada, que ajusta a produção às necessidades comunitárias, distribuiria o trabalho a realizar entre todos aqueles capazes de trabalhar e garantiria a subsistência a todo ser humano. A educação do indivíduo, além de promover suas próprias habilidades inatas, empenhar-se-ia em nele desenvolver senso de responsabilidade por seus semelhantes em lugar da glorificação do poder e do sucesso de nossa presente sociedade.”

quinta-feira, junho 16, 2005

O Egas Moniz foi Nobél!

Political lobotomy is so dangerous an operation that it creates only freaks with primary democratic characters



Perhaps all great powers, shooting ahead in the race of history (of course in their own opinion), strove to make happy the rest of the world by sharing the secret of their success.



Some peoples followed a prophet nation voluntarily, imitating studiously even its gait. The rest experienced a forcible political lobotomy, straightening their brain convolutions in the right direction to their own good. Ancient Rome experimented on all known to the Romans barbarians until the patients got finally tired of it. Freedom-loving France imposed stubbornly the Code Napoleon on all Europe until the Russian Cossacks made a visit to Paris. Mercantile London on the top of its might wanted to turn everyone around into tradesmen, grocers and money-changers - even a celestial, dreamer and philosopher Gandhi. Lenin and Trotsky would have liked to see the whole humanity singing enthusiastically the Internationale. Nazi Germany in search of the superman measured skulls and straightened the brain convolutions of the neighbors with tanks.



Alas, but the same sin, the impatient desire to make over every one after their own fashion, inheres in "the Empire of Good", the USA. It was patent in Vietnam, it is overt in Iraq. The undertaking is hopeless as a matter of fact: the convolutions tend to resume their own form even after the hottest ironing.



The explanation of the phenomenon is so obvious that it had already occurred to Herodotus, who noted in his History: "If one should propose to all men a choice, bidding them select the best customs from all the customs that there are, each race of men, after examining them all, would select those of his own people." Maybe it explains why the Turkmen, for example, having rid themselves of the Soviet supervision, didn't go forward but returned to their past, to the customs - which are exploited (not without some talent) by cunning Turkmen-bashi.



In short, the export of democracy is as hopeless as the export of the World Revolution. What is more, this lobotomy is so dangerous an operation that it creates only freaks with primary democratic characters.



It's quite impressing that USA doesn't get it so far. American politicians try hard to compete with Evolution. Color revolutions, supposed to promote democracy, every time entail quite naturally something different from what has been expected by the organizers. Now EU finds that Georgian president has manners of a petty banana dictator, then Kyrgyzstan' revolutionary democrats, after having barely gone to the streets, turn into vulgar pillagers.


As the ancient Romans before them, Americans believe sincerely that they are the people which example should be followed by the rest of humanity. This belief is childlike, but the naivety of the superpower is not that safe. It's good that there are Americans who understand it well and have honesty and humor to poke fun at the narcissism of their compatriots.



It's not easy to grow a viable democracy in the contemporary world. It's not without reason that among hundreds of formally democratic countries less than a dozen can boast of political, social and economic stability. I won't expatiate upon moral health of these well-nourished lucky ones.



So the seeds of democracy should be handled at least prudently. For a start it makes sense to foreknow the soil and the climate of a country where the democracy tree is supposed to sprout up. Americans at first boldly throw a seed over an ocean - as far as to Caucasus - and then, having encountered problems, they try to reanimate it, when a seed has already withered long since and has become natives' totem to which a formally democratic president and a formally democratic parliament solemnly lay flowers on camera. In other words the result is not a democracy but a kind of the plastic turkey with which G.W. Bush once regaled his soldiers in Iraq.



If only to recall how many lives and resources were wasted only in Iraq, it becomes clear that Evolution is more economical, intelligent and, chiefly, humane.



"The Empire of Good" regards its own sins in cold blood, though. And it will in the future. Until it collapses under the weight of the own arrogance; as it happened to other empires in the past.



As long-livers noticed: "Today Caesar, tomorrow nothing".



Pyotr Romanov

RIAN

As conquistas da Revolução - por Jorge Leitão Ramos "in Expresso"

Na semana em que morreram Vasco Gonçalves e Álvaro Cunhal voltou a ouvir-se gritar pelas ruas «25 de Abril Sempre!» e muito se falou das «conquistas da Revolução». Mas será que essas conquistas existem?

A pergunta poderá parecer insensata para quem conheceu Portugal antes de 1974, mas há muita gente viva e adulta para quem as várias facetas da palavra liberdade são simples experiências naturais do quotidiano - tão naturais que, tal como o ar que respiramos, parecem decorrer do facto de estarmos vivos. E não é assim...

Na pequena caixinha que diz respeito ao cinema, nunca é demais lembrar que o 25 de Abril de 1974 trouxe o fim da Censura. A Censura significava, claro, filmes que não podíamos ver, outros que só podíamos ver com cenas cortadas - mas, no fundo, significava mais que isso: significava que todos éramos seres tutelados, sem discernimento capaz para escolher do que devíamos ou não ver, crianças eternas. Um estatuto de menoridade sem remissão. Mas a Revolução de Abril não trouxe simplesmente o fim da Censura. Não foi um castelo que desabou e pronto. A Revolução de Abril trouxe a proibição da Censura - ou seja, não é permitido pela lei portuguesa que alguém mutile um filme e o dê a ver assim, seja por que motivo for. Nós não temos apenas o direito de ver filmes inteiros, a letra da lei não consente que seja de outro modo.

Lembrei-me disto, agora que o Presidente Bush acaba de assinar um projecto de lei que autoriza editores de DVD a formatarem os filmes de modo a torná-los aptos para toda a família, ou seja eliminando tudo o que possa causar embaraço aos puritanos - e isto, evidentemente, sem dar contas aos realizadores. O argumento utilizado para a aprovação de tal medida foi - pasme-se! - que os lucros dos produtores não seriam postos em causa e que, portanto, não haveria prejuízo para ninguém. Nos Estados Unidos é, assim, possível adquirir DVD's com filmes de onde foi abolida toda a linguagem rude, toda a nudez, toda a violência explícita, todo o conteúdo verbal ou icónico que tenha relação com sexo. Veja-se em (www.cleanflicks.com) uma parte do que já está disponível.

Em Portugal isto não era possível - a lei não tolera malfeitorias destas. Quem pensa que o 25 de Abril nos trouxe apenas uma democracia burguesa de tipo ocidental está muito enganado. Foi muito mais - é muito mais - que isso.




Jorge Leitão Ramos

segunda-feira, junho 13, 2005

Obrigado e até já!

Álvaro Barreirinhas Cunhal, nascido em Coimbra em 10 de Novembro de 1913, faleceu hoje aos 91 anos comunista como resolveu sê-lo aos 17 anos.

O funeral do líder histórico do PCP, Álvaro Cunhal, realiza-se quarta-feira às 15h00 em Lisboa. O corpo estará em câmara ardente a partir de terça-feira ao final da tarde, em local a anunciar pelo PCP.

A vida de Álvaro Cunhal confunde-se com a do Partido Comunista Português, para o qual foi sempre uma referência, mesmo depois de ter cedido a sua cadeira de secretário-geral, em Dezembro de 1992.

O pai de Álvaro, Avelino Cunhal, era advogado de província tendo chegado a governador civil da Guarda. Fez a primária em casa, mas aos 11 anos a família mudou- se para Lisboa, tendo estudado nos liceus Pedro Nunes e Camões. Em 1931, com 17 anos, ingressou na Faculdade de Direito de Lisboa e, eleito representante dos estudantes de Lisboa no Senado Universitário, a sua primeira proposta foi acabar com a Mocidade Portuguesa.

No mesmo ano filiou-se no PCP, entrou para a Liga dos Amigos da URSS e do Socorro Vermelho Internacional e depressa subiu os degraus da organização do partido. Em 1935 já era secretário-geral das Juventudes Comunistas e, no ano seguinte, entrava para o Comité Central, que o enviou a Espanha, onde viveu os primeiros meses da Guerra Vivil, uma

experiência que inspirou o seu romance «A Casa de Eulália». Aos 24 anos, em 1937, sofre a primeira prisão, no Aljube e Peniche. Por questões políticas foi obrigado ao serviço militar (início de Dezembro de 1939) na Companhia Disciplinar de Penamacor, mas por motivos de saúde a junta militar dispensou-o pouco depois. Em Maio de 1940 foi novamente preso.

Estudou na cela e foi à Faculdade, sob escolta policial, defender a sua tese (100 páginas, confiscadas depois pela PIDE) sobre a realidade social do aborto e a sua despenalização. Os examinadores Paulo Pita e Cunha, Cavaleiro Ferreira e Marcelo Caetano (que vieram a integrar o consulado de Salazar) deram-lhe 19 valores.

Em 1941, trabalhou como regente de estudos no Colégio Moderno, a convite de João Soares (pai), e chegou a dar explicações a Mário Soares, mas no final desse ano passa à clandestinidade. Até 1947 conseguiu pôr de pé o partido, restabelecer as relações com a Internacional Comunista (interrompidas em 1938) e ganhou todos os «desvios internos», sendo mesmo o responsável pelo relatório político apresentado no II e IV Congressos.

Preso de novo pela PIDE em 1949, é levado a julgamento e condenado a quatro anos de prisão maior celular, seguida de oito anos de degredo. Na prisão escreve e desenha. Esteve mais de oito anos isolado numa cela. «Quando se tem um ideal o mundo é grande em qualquer parte», lembraria mais tarde.

A 3 de Janeiro de 1960 foge com outros camaradas do Forte de Peniche, uma fuga espectacular e segue-se novo período de clandestinidade. No ano seguinte é eleito secretário-geral (cargo vago desde 1942) do Partido Comunista Português. Mesmo vivendo no exílio, Cunhal entrou e saiu várias vezes do país e consegue publicar, em 1964, o «Rumo à Vitória», cujas teses ainda perduram no núcleo duro do PCP.

Cinco dias após o 25 de Abril de 1974, Cunhal regressou a Lisboa, vindo de Paris, para a 15 de Maio tomar posse como ministro sem pasta no governo provisório. Entre 1975 e 1992 foi deputado à Assembleia da República, mas só por curtos períodos ocupou o lugar na sua bancada.

Em 1982, torna-se membro do Conselho de Estado, cargo que abandonou em 1992, quando também cedeu a liderança do PCP a Carlos Carvalhas para passar a presidente nacional do Conselho Nacional do partido, um cargo criado à sua medida e extinto anos depois.

Passou incólume aos desaires internos: o «grupo dos seis» e a «terceira via» em 1986; em 1988 o caso Zita Seabra, que acaba por ser expulsa dois anos depois. Foi operado a um aneurisma da aorta, em 1989, em Moscovo. Quando regressa a Portugal, o partido sofre sucessivos contratempos: o grupo do INES e a «quarta via», a queda do muro de Berlim e a «perestroika».

Livre das luzes da ribalta partidária nem por isso deixou de influenciar os destinos dos comunistas portugueses, embora tenha assumido claramente apenas a sua condição de romancista e esteta. Os seus contactos com jovens multiplicaram-se, mas tiveram de passar 28 anos sobre o 25 de Abril para Cunhal ser convidado a falar na Universidade Católica (1997), onde surpreendeu todos ao dizer que Jesus Cristo se sentiria mais próximo dos comunistas.

Com obras publicadas como ideólogo do marxismo-leninismo (entre as quais «Rumo à Vitória» e «Partido com Paredes de Vidro»), só em 1995 reconheceu publicamente ser ele Manuel Tiago - o autor da ficção literária «Até amanhã Camaradas», «Cinco Dias e Cinco Noites», «Estrela de Seis Pontas» e «A Casa de Eulália» - e António Vale, que assinava temas plásticos e fazia desenhos como as suas célebres ceifeiras.

Após a aprovação no Comité Central do «Novo Impulso», um documento que em 1998 imprimia um sentido renovador às linhas de orientação do partido para os anos seguintes, Álvaro Cunhal fez uma ronda de sessões de esclarecimento pelo país, alertando contra as «tendências de social-democratização» no PCP.

Dois anos depois, e por motivos de saúde, Cunhal faltou pela primeira vez à Festa do Avante e pela mesma razão ao XVI Congresso do PCP. Mesmo ausente, marcou os trabalhos, ao enviar um documento em que reafirmava a actualidade do marxismo-leninismo.

Nos últimos anos esteve sempre afastado da cena política devido à sua avançada idade e ao seu estado de saúde.

Em Novembro último, voltou a enviar uma nova mensagem ao XVII Congresso, também saudada de pé pelos militantes. Álvaro Cunhal teve uma filha única, Ana - filha da sua companheira de exílio Isaura Dias -, embora a mulher dos seus últimos anos fosse Fernanda Barroso.

domingo, junho 12, 2005

Ai Portugal Portugal!

A gang of 500 black youth signaled the entry of Europe in the phase of Mass beach muggings, June 10, 2005.More than five thousand robbed. The beach was under total control of the gang for more than two hours.
Only "sensationalist" news allowed to report.
The only english language newspaper in Europe to print some lines on this unprecedented event was the Sunday Mirror.Notice no word about who were those 500 people.BTW, in 1960 black were less than 0.5 pct of the population of Great Lisbon.Now they are more than 20 pct. Increasing exponentially.
====MUGGERS IN BEACH RAMPAGEJun 12 2005
HUNDREDS of teenage muggers stormed a packed beach stealing from sunseekers in a mass "steaming" attack.Five police officers were injured and a bar owner was taken to hospital with head wounds when around 500 youngsters invaded the beach near Lisbon, Portugal.Several tourists, including British holidaymakers, were treated for shock.Armed riot police had to be called in to beat back the attackers after they fought pitched battles with local officers.The attack at Carcavelos Beach - near England soccer boss Sven Goran Eriksson's holiday home - left authorities stunned.Mass beach muggings by "steaming" gangs have taken place in Brazil but are unprecedented on this scale in Portugal.Police chief Goncalves Pereira said: "Officers had to use batons and fire shots into the air to bring the situation under control."

E depois do adeus?

O General Vasco Gonçalves, antigo capitão de Abril e antigo primeiro-ministro dos II, III, IV e V Governos Provisórios ( II, III, IV e V) morreu, este sábado, aos 83 anos de idade.

Vasco Gonçalves, que fez parte do MFA (movimento das Forças Armadas, morreu esta tarde no Algarve.

Pai das nacionalizações, da reforma agrária, de novas condições laborais que passaram pelo salário mínimo, dos subsídios de Natal e de férias, Vasco Gonçalves defendeu o socialismo como o pai do homem novo, o socialismo pronto a revolucionar o mundo.

Foi com este ideal em mente que o antigo primeiro-ministro dos governos provisórios deu uma entrevista no 25 de Abril de 2005, onde defendeu que são os operários e os trabalhadores dos EUA que têm de fazer a revolução para que ela alastre a todo mundo.

Na sua estante guarda a memória de viagens onde se deixou fotografar ao lado de Fidel Castro.

O General Vasco Gonçalves encontrava-se na reserva desde que, em 15 de Dezembro de 1975, o Conselho da Revolução o demitiu por razões políticas. Acusado pelos opositores de ser próximo do Partido Comunista Português, acabaria por ser afastado sob a acusação genérica de incumprimento do ideário do MFA.

Depois do 25 de Novembro de 1975, raras vezes apareceu em público. Uma dessas vezes foi há um ano para justificar a revolução de Abril.

sábado, junho 11, 2005

Essa autoridade!

Os incidentes de hoje, na Praia de Carcavelos, Concelho de Cascais, causaram ferimentos em três civis e dois polícias, tendo sido detidas quatro pessoas, disse à Agência Lusa o comandante metropolitano da PSP de Lisboa, super-intendente Oliveira Pereira. Três dos detidos foram-no por agressão às autoridades, acrescentou. A PSP acompanhou a saída dos banhistas da praia, não só no local mas também na estação de caminho-de-ferro e mesmo dentro das carruagens, durante a viagem, onde não se verificou qualquer problema, revelou o comandante. O super-intendente Oliveira Pereira disse que a PSP iniciou quinta-feira um novo sistema de patrulhamento, com motociclistas, nas praias da Costa do Estoril e foram esses agentes, que se encontravam no paredão, que deram conta do que se estava a passar e pediram reforços. Foram deslocados para o local 60 homens, disse a mesma fonte. A PSP calcula que os incidentes foram causados por cerca de 400 indivíduos de vários bairros periféricos de Lisboa. Os feridos civis não estão em estado grave e foram tratados no Hospital de Cascais. Quanto aos polícias feridos, um sofreu apenas escoriações, mas suspeita-se que o outro tenha um braço partido. Um comunicado do Comando da PSP precisa que os incidentes começaram cerca das 15:00 e que, uma hora depois, a normalidade fora restabelecida. O documento revela ainda que alguns indivíduos ofereceram resistência ao serem detidos. A invasão da Praia de Carcavelos levou a Polícia Marítima (PM) a reforçar o número de homens no local, de quatro para 22, disse à Agência Lusa o porta-voz da Armada, comandante Gouveia e Melo. «Foram chamados reforços da área de Lisboa», disse a mesma fonte, precisando que, para patrulhar toda a costa portuguesa, a Polícia Marítima tem apenas quinhentos homens. Quando começaram os incidentes, a PM tinha na praia de Carcavelos apenas quatro homens. A PM tem também a seu cargo a segurança dos cidadãos nas praias, em colaboração com as outras forças de segurança, revelou a mesma fonte.

sexta-feira, junho 10, 2005

Façâmos contas em Outubro.

Seis aeronaves para apoio a combate a incêndios deverão estar disponíveis a partir de hoje em território nacional, de acordo com o anúncio feito quarta-feira pelo director da Autoridade Nacional para os Incêndios Florestais.

O general Ferreira do Amaral explicou que três aeronaves irão apoiar o combate ao fogo em Castelo Branco, Lousã e Fafe, juntando-se aos restantes três helicópteros (os dois da Protecção Civil, uma vez que o aparelho que avariou terça-feira volta hoje a funcionar, e um contratado no âmbito de um protocolo com a Portucel).

As aeronaves poderão assim ajudar a controlar os seis incêndios que ao início da madrugada de hoje ainda estavam por circunscrever.

O incêndio que mobilizava maiores meios era o de São Luís, em Odemira, Beja, onde as chamas estavam a ser combatidas por 124 bombeiros, apoiados por 35 viaturas.

Segundo o director da Autoridade Nacional para os Incêndios Florestais, as autoridades contam a 01 de Julho ter em funcionamento um dispositivo total de 49 aeronaves.

No início da época de incêndios, este ano antecipada para 15 de Maio, as autoridades anunciaram que o dispositivo de combate aos fogos seria composto por duas fases: a primeira (Alfa), até 30 de Julho, com 1.285 bombeiros, 309 veículos e 13 aeronaves, e a segunda (Bravo), de 01 de Julho a 30 de Setembro, com 4.150 bombeiros, 973 veículos e 47 meios aéreos.

Na segunda fase estarão ainda envolvidos no combate aos incêndios 1.679 sapadores florestais, apoiados com 343 veículos.

Durante a época de incêndios, meios do Exército, Marinha e Força Aérea farão missões de patrulha, detecção e apoio às populações.

De acordo com o relatório da Direcção-Geral de Recursos Florestais, nos primeiros cinco meses deste ano registaram-se 8.000 fogos, que consumiram cerca de dez mil hectares de floresta.

O documento, que se reporta ao período entre 01 de Janeiro e 29 de Maio e aponta um "acréscimo muito significativo" da área ardida face à média dos últimos cinco anos, contabiliza 8.162 ocorrências (2.095 incêndios florestais e 6.067 fogachos).

Em 2004 a área total ardida atingiu cerca de 120 mil hectares, segundo a Direcção-Geral dos Recursos Florestais. Em 2003 o fogo queimou 425 mil hectares, a maior área total destruída pelos incêndios nos últimos 20 anos.

quinta-feira, junho 09, 2005

Mudar o mundo?

Jorge Leitao Ramos in "Expresso"

Pode um livro, um filme, um quadro mudar uma pessoa? E, se muitas pessoas mudarem, pode-se mudar o mundo?

A pergunta é tão velha quanto a arte - e a arte, sabe-se, é das práticas que melhor define a diferença entre o humano e o simples primata. A pergunta foi das que mais atravessou o século XX - e, por isso, houve «Outubro», «A Revolução de Maio», «O Grande Ditador» e «O Triunfo da Vontade», por isso Estaline proibiu a segunda parte de «Ivan, o Terrível», Salazar não nos deixou ver «Hiroshima, Meu Amor», McCarthy perseguiu a esquerda de Hollywood, Hitler mandou queimar livros e banir a pintura moderna, tida como degenerada. Em nome de Deus não nos deixaram ver «Viridiana» e em nome da classe operária não lhes deixaram ler - e, depois, ver - o «Doutor Jivago».

Veio-me isto à mente quando li a amarga constatação que João Lourenço confidencia ao «Diário de Notícias» de dia 8, a propósito da «Ópera dos 3 Vinténs» que o encenador pôs em palco no Teatro Aberto. Lourenço diz que «Brecht enganou-se quanto ao poder [de intervenção] do teatro, que é muito pouco» e conclui: «Ficarei muito contente se alertar um espectador por noite».

Eu pertenço a uma geração que acreditou na força da arte para mudar a realidade. E não apenas em termos teóricos. Eu pertenço a uma geração que transportou «O Couraçado Potemkine» em cópias de super-8 de colectividade em colectividade, que organizou reuniões para ouvir o Zeca cantar «Os Vampiros», que discutiu até os olhos doerem se «Há Lodo no Cais» era um filme de um provocador reaccionário e o que fazer com isso. Uma geração que teve uma Revolução nas mãos e a viu morrer - e não por falta de acreditarmos que «a cantiga é uma arma». Daí à descrença nas possibilidades de intervenção da arte foi um passo. Se calhar demasiado apressado, que as desilusões nunca geram energias.

As palavras de João Lourenço vêm contra a corrente de um certo cinismo instalado. Claro que a arte não faz revoluções. Mas o que ele nos diz é importante: alertar um espectador por noite. Pôr uma pessoa a pensar em vez de ir na corrente. Olhar um espectador de frente - não a massa. Ajudar a difundir um grão de consciência. Pouco a pouco, no lento caminho da humanidade para uma coisa melhor, ir semeando a noção de que isto assim não pode ser. Vou nisso.

Xatoo.blogspot.com

Henrique Neto, um bem sucedido empresário (Ibermoldes) próximo da ala-esquerda do PS de que foi ex-deputado, apela em carta (de 19 de Maio) ao Parlamento, à fiscalização dos Contratos e negócios com o Estado em geral e no âmbito da Defesa Nacional em particular.
Um caso cuja opacidade é suspeita é o processo de negociação dos contratos de Contrapartidas para a compra de material para as Forças Armadas (submarinos e helicópteros) sem que até à data alguma dessas contrapartidas negociadas por PAULO PORTAS tenha sido executada pelas empresas fornecedoras (Augusta Westland,EHI,FerrostalAG e GSC).
O actual ministro da pasta Luis Amado já classificou o processo como “um EMBUSTE, que é inaceitável”
Onde terão ido parar os proventos das negociatas cujo volume em contrapartidas para o Estado deveria ser de 2,3 mil milhões de euros? (o equivalente a 24% do défice!)
O actual porta-voz do Ministério da Defesa frizou: “Não se trata certamente de um acaso, mas de um sofisticado processo de simulação” realizado pela ESCOM, a empresa consultora escolhida por PAULO PORTAS (do grupo Espirito Santo a empresa do BES já envolvida no escândalo "SobreiroGate") com cuja colaboração activa e pouco clara os fornecedores se podem excusar ao cumprimento do contratado. Luis Horta e Costa, constituido arguido por suspeita de “tráfico de influências” no caso atrás mencionado, administrador da Escom, nomeou o irmão Miguel Horta e Costa como consultor da Escom para a área das contrapartidas nos negócios com Paulo Portas, que declarou que “não tem havido condições para negociar com os consórcios internacionais envolvidos porque cabe ao Estado defenir quais os sectores da economia onde as contrapartidas deverão ser aplicadas através de uma CPC a criar”. Essa CPC existe e foi presidida durante os governos do Cherne-ignóbil por Brandão Rodrigues, um dirigente do CDS-PP nomeado por Paulo Portas. Fechou-se o círculo!
Na carta de Henrique Neto afirma-se ainda que a “omissão da comissão está ao serviço de previsiveis interesses que não sei quantificar, no sentido de criar um capital de queixa das empresas fornecedoras sobre as Autoridades nacionais” isto para “impedir o Estado português de accionar os mecanismos legais conducentes a qualquer pedido de indemnização”
* Outro dos principais visados na carta é o ex-Ministro da economia e finanças de Guterres PINA MOURA que tambem tutelou o sector energético, e nessa qualidade vendeu a Petrogal à ENI, vendeu parte do capital da EDP e da Galp à Iberdrola,,, sendo posterior e simultâneamente Deputado, Administrador da GALP e presidente da empresa de energia IBERDROLA Portugal, empresas onde tinha mediado esses negócios e participado nos processos de PRIVATIZAÇÃO enquanto Governante, vindo depois a tornar-se Dirigente de todas elas!
* porra! Não há sintaxe que resista a explicar tudo isto,,, alô, alô doutor Jaime Gama?,você é pago para nos “representar”!,,, está alguém em casa?

Hipocrisia?

O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, garantiu hoje que o Governo vai alterar alguns pontos do Código do Trabalho mesmo que não haja acordo com os parceiros sociais.

"O compromisso do Governo é com o eleitorado", afirmou Vieira da Silva, referindo-se à promessa eleitoral do Partido Socialista de alterar algumas normas do diploma relacionadas com a contratação colectiva.

"O Governo não vai revogar o Código do Trabalho, mas vai avançar com alterações pontuais", sublinhou o ministro, adiantando que o prazo para a discussão com os parceiros sociais termina no final deste mês.

Vieira da Silva, que falava à saída da reunião da Concertação Social, salientou, no entanto, que a intenção do Governo é "trabalhar para uma solução mais construtiva da legislação laboral".

O ministro reagia assim ao desacordo manifestado pelos parceiros sociais em relação à proposta de alteração do Código do Trabalho que o Governo apresentou.

O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), Francisco Van Zeller, sublinhou que os parceiros sociais "mostraram um cartão amarelo ao Governo" e garantiu que os patrões "não vão ceder, se a proposta do Governo se mantiver".

Van Zeller, que falava em nome das quatro confederações patronais, adiantou que existem três artigos em que não haverá "qualquer espécie de cedência", entre os quais o relacionado com a caducidade dos contratos colectivos de trabalho.

O secretário-geral da UGT, João Proença, afirmou que as alterações propostas pelo Governo provocaram "um choque frontal" entre patrões e sindicatos", o que o leva a afirmar que "não vai haver acordo" em relação à revisão do diploma.

Para Manuel Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, a proposta do Governo não corresponde ao compromisso assumido, pois não combate a caducidade dos contratos e o vazio da contratação colectiva.

Os parceiros sociais têm até ao dia 15 de Junho para entregar as suas propostas ao Governo, que responderá quatro dias depois.

No dia 24, os parceiros voltam à mesa da Concertação Social, para aquela que deverá ser a última reunião sobre esta matéria, visto o Governo ter afirmado que quer concluir o processo até ao final do mês.

Depois de tocar no fundo... Só cavando!

Dez anos deitados fora, ou seja, cerca de 15% do tempo médio de vida de um português, foi o resultado conjunto das políticas de desenvolvimento económico dos últimos três governos.

Os dados mais recentes do Eurostat, o gabinete de estatística da União Europeia, mostram que o rendimento per capita português, ajustado a diferenciais de poder de compra, foi em 2004 exactamente o mesmo que o verificado em 1995: 73% da média dos 25 parceiros da União Europeia (UE-25).
No mesmo período, a Espanha passou de 87% da média da UE-25 para 98% e a Grécia de 72% para 82%, tendo ultrapassado Portugal em 2002. O Luxemburgo e a Irlanda são os países com melhores desempenhos. Entre 1995 e 2004, o PIB per capita do Luxemburgo passou de 179% para mais do dobro da média da UE-25. Por seu lado a Irlanda que estava na média há 10 anos atrás, passou agora para 139%.
Os dados são pouco animadores também quando os comparamos com os 10 países do alargamento: a economia portuguesa foi ultrapassada pela Eslovénia, a República Checa já está nos nossos calcanhares, e países como a Letónia, Lituânia e a Hungria estão a evoluir significativamente.


“ Em breve mais nos ultrapassarão”
Quem o afirma é João Ferreira do Amaral, professor do ISEG, que não se mostra surpreendido, mas apenas preocupado com estes valores. “Este é o resultado da adesão à moeda única quando Portugal não estava preparado, nem em termos de infra-estruturas, nem de condições macroeconómicas”, defende, aludindo à elevada inflação que Portugal experimentava quando aderiu ao euro. “Estamos na ressaca desse processo de ajustamento. É uma crise sem precedentes”, acrescenta ainda.
Segundo o professor do ISEG esta tendência negativa agravar-se-á nos próximos anos, uma vez que os países de Leste gozam de factores mais atractivos para o investimento directo estrangeiro e têm inflações mais baixas que a portuguesa na altura. João Ferreira do Amaral lembra ainda os efeitos negativos que as transformações no comércio internacional trarão a Portugal.
Apesar de partilharem as mesmas preocupações, o ex-ministro das Finanças, Eduardo Catroga, e o professor da Universidade Católica, João César das Neves, acolhem apenas em parte as justificações de Ferreira do Amaral.
Para Catroga a estagnação da economia portuguesa deve-se, essencialmente, à inexistência de reformas estruturais tanto no sector público como no empresarial. “Temos um grave e conhecido problema de competitividade e produtividade, e que os Governos, em especial os do Eng. Guterres, não atacaram”. “Foram dez anos perdidos”, acrescenta.
César das Neves afina pelo mesmo diapasão. “Os dados não são uma surpresa. Depois de dez anos de evolução muito positiva, os últimos dez foram de estagnação”. Quando procura as causas para esta evolução, o professor da Católica não hesita em defender que Portugal não aproveitou o excelente momento económico internacional no final da década de 90: “Quando o Eng. António Guterres chegou ao poder decidiu mudar as prioridades, relegando o crescimento para segundo plano. Os resultados estão à vista”. César das Neves também não concorda que as explicações possam ser encontradas na adesão ao euro: “Se não aderíssemos ao euro teríamos mais um instrumento de política, mas o que aconteceria seria apenas uma transferência de rendimento, prejudicando os trabalhadores.Além disso, teríamos de pagar o preço da não adesão, como por exemplo, enfrentarmos elevadas taxas de juro”.
Também Teodora Cardoso entende estes valores com uma naturalidade que só pode deixar os portugueses muito preocupados sobre as opções de desenvolvimento económico dos sucessivos governos: “O facto de o rendimento per capita português estar a baixar, mesmo em relação ao crescimento medíocre da UE, nada tem de surpreendente”, e explica que este é o resultado “da visão da economia numa óptica estrita de curto prazo, onde se inseriram as ajudas comunitárias que, temporariamente, criaram uma aparência de convergência real”.
No momento essencial de definição das opções de política económica para os próximos anos, estes valores colocam uma responsabilidade adicional sobre o Executivo de José Sócrates.

quarta-feira, junho 08, 2005

400.000 Euro em carrinhos para juizes, depois...

Perante o aumento do número de incêndios, está lançada a polémica à volta da falta de meios para os combater.

Nesta altura, Portugal tem apenas um helicóptero para ajudar no combate aos fogos. Até esta tarde eram dois; agora resta apenas um, já que o que apoiava os bombeiros no incêndio da Serra das Duas Alhadas, na Figueira da Foz, avariou.

A confirmação foi dada esta noite, à TSF, pelo comandante operacional António Simões.

«O helicóptero avariou e teve de aterrar de emergência. Felizmente não houve problemas nem para o helicóptero nem para a tripulação, que, neste momento, já deve estar a caminho de Santa Comba Dão», explicou.

Antes, António Simões tinha feito o ponto da situação do incêndio que começou há mais de 33 horas na Serra das Duas Alhadas, na Figueira da Foz.

«Neste momento, mantém-se apenas uma frente que ainda não está circunscrita. Vamos tentar circunscrevê-lo esta noite», estimou.

O outro incêndio, que está a merecer as maiores preocupações, é o da Serra de Tomar, no distrito de Santarém.
Os bombeiros esperam que o fogo esteja extinto pela manhã desta quarta-feira.

De resto, nesta altura, há ainda sete incêndios por circunscrever no país.

sábado, junho 04, 2005

P'lo menos temos um governo solidário!

Lisboa - A deputada do Partido Ecologista «Os Verdes» (PEV) Heloísa Apolónia entregou esta sexta-feira, no Parlamento, um requerimento sobre a situação do ministro de Estado e das Finanças, Luís Campos e Cunha, na sequência da notícia de que acumula uma reforma do Banco de Portugal com o vencimento que aufere como governante. De acordo com uma notícia divulgada quinta-feira canal de televisão TVI, Campos e Cunha acumula uma reforma mensal de cerca de oito mil euros brutos, que obteve depois de seis anos consecutivos como vice-governador do Banco de Portugal, com o vencimento mensal como governante, totalizando cerca de 15 mil euros brutos por mês.Esta sexta-feira, o ministro das Finanças reafirmou a plena legalidade da reforma que recebe por ter desempenhado as funções de vice-governador do Banco de Portugal (BP). «É tudo legal, legítimo, conhecido. Não tenho nada mais a declarar sobre o assunto», disse Campos e Cunha.Para «Os Verdes», não está em causa a legalidade desta acumulação. Porém, «face às medidas altamente restritivas que o Governo quer adoptar, designadamente em relação aos trabalhadores da função pública», explicam, «o que está em causa é a moralidade deste caso».Heloísa Apolónia considera que «o país precisa de uma explicação coerente e clara sobre esta situação, ainda para mais porque envolve alguém directamente responsável pela proposta de diminuição das condições de vida (através da restrição dos orçamentos familiares) das famílias portuguesas».Por isso, pergunta ao Governo se considera «justa e moral» a acumulação de reforma e vencimento do ministro de Estado e das Finanças, «face a todas as medidas de sacrifício que está a pedir aos portugueses para combater o défice».A deputada aproveita para interrogar o Executivo sobre «o verdadeiro vencimento do governador do Banco de Portugal, autor do relatório Constâncio» e sobre a «verdadeira proposta em relação ao fim das subvenções vitalícias dos titulares de cargos políticos».
Lisboa - O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, acumula duas reformas com o salário de governante, adianta este sábado o semanário «Expresso», que equipara a situação do socialista à do titular da pasta das Finanças, Campos e Cunha. Uma das reformas é proveniente de um fundo privado, do extinto IPE, e a outra é uma pensão de reforma da Segurança Social, que resulta da «actividade profissional, com descontos para o regime geral, que teve durante toda a vida», avança o «Expresso», citando fonte oficial próxima do ministro.Somadas, as duas pensões ascendem a 5.600 euros brutos mensais, rondando a prestação proveniente da Segurança Social os dois mil euros. A situação de Mário Lino, refere o semanário, é semelhante à do colega das Finanças, que motivou críticas por parte da oposição. A notícia de que Campos e Cunha acumulava o salário de membro do Governo com uma reforma por ter sido vice-governador do Banco de Portugal durante seis anos foi avançada pela estação de televisão TVI e pelo semanário «O Independente».Na sexta-feira, o primeiro-ministro, José Sócrates, reagiu às críticas ao ministro classificando-as como uma «campanha de assassinato de carácter» contra Luís Campos e Cunha, com quem se mostrou solidário.Em declarações ao «Expresso», através dos seus assessores, Mário Lino e Campos e Cunha que não pretendem abdicar de nenhuma das suas pensões, que se encontram dentro da lei.