terça-feira, setembro 23, 2008

AFRICOM em Portugal???

No próximo dia 1 de Outubro deveria ser formalmente concretizada a criação do AFRICOM, o comando militar norte-americano específico para África. Até hoje este comando regional está subordinado ao Comando Europeu dos EUA um dos 6 comandos regionais que suportam o intervencionismo militar dos EUA nos vários continentes e o alargamento da sua rede mundial de bases militares. Mas a instalação do AFRICOM enfrenta sérias dificuldades. Desde a decisão em Fevereiro de 2007 da sua criação que a Administração Bush tem sido confrontada com a oposição em bloco dos Estados africanos e da União Africana à instalação em solo africano do seu quartel-general. A 52ª Conferência Nacional do ANC haveria de pronunciar-se, em Dezembro de 2007, desta forma: «Face às movimentações dos EUA para alargar a sua presença militar em África sob o pretexto do combate ao terrorismo, fundamentalismo e extremismo; encorajada pela forte rejeição dos países africanos a mais esta recente tentativa dos EUA de interferir nos assuntos do nosso continente, a Conferência apela a que África se mantenha unida e determinada na rejeição do AFRICOM». E assim foi até hoje, o quartel-general teve que se manter na Alemanha.Mas Bush e Rice não desistem perante as dificuldades, e por isso recorrem aos seus «bons amigos». Depois de uma iniciativa nos Açores organizada pela fundação luso-americana com membros do Governo Regional e do PS e depois de uma passagem relâmpago por Lisboa de Condoleezza Rice, eis que o que poderia parecer inacreditável acontece: Como os africanos não querem lá o AFRICOM instale-se o quartel-general em… Portugal! Em Beja mais propriamente, noticiou um diário português, adiantando que existem negociações com o governo português nesse sentido. Em nome da paz, da independência e soberania de Portugal. Em nome das relações de amizade entre o povo português e os povos de África, cuja luta pela paz, independência e soberania foi e é também a nossa luta, tudo faremos para impedir que Portugal fique associado a mais este projecto militarista e neo-colonialista do imperialismo. O tempo das colónias acabou! Que se recordem disto Bush, Rice, Sócrates e Luís Amado!
E a fome, quantas crianças poderiam comer pelo preço de uma bala, quanto custaría eliminar a fome e melhorar realmente as condições de vida do povo africano? Continuam a oprimir a população até esgotar os seus recursos naturais, no futuro, abandonam o país ou aproveitam o estado no qual fica essa sociedade para implementar o esclavagismo neo-colonialista, seremos capazes de continuar a pensar como há centenas de anos e depois culpar os imigrantes pelos aspectos negativos que acompanham o nosso dia-a-dia, aspectos que derivam da nossa incapacidade de protagonizar a essa realidade?

terça-feira, setembro 16, 2008

Money!


"O Banco Central Europeu (BCE) injectou esta segunda-feira no mercado 30 mil milhões de euros com uma taxa de juro mínima de 4,30 por cento e com um prazo de um dia, depois do anúncio de falência do quarto maior banco de investimento dos EUA, o Lehman Brothers.
De acordo com o BCE, no leilão participaram 51 bancos comerciais da Zona Euro, que pediram 90,27 mil milhões e deverão devolver em efectivo amanhã.
A instituição monetária adiantou ainda que está a «observar de muito perto as condições no mercado monetário do euro» e que está preparado para contribuir para o seu funcionamento adequado depois da falência do Lehman e a aquisição do Merril Lynch pelo Bank of America (a entidade que me convenceu a olhar o mundo da forma como o faço hoje, ainda que pretendesse que os manager publicitassem o Six-Sigma como método de evaluação justo, algo que só valia para enganar os trabalhadores).
O banco de negócios norte-americano Lehman Brothers anunciou esta segunda-feira que se iria declarar em falência para proteger os seus activos e maximizar o seu valor.
«Os clientes do Lehman Brothers, incluindo os clientes da sua filial Neuberger Berman Holdings, poderão continuar a negociar os seus títulos e a tomar as decisões que acharem por bem relativamente às suas contas», afirma-se na nota.
O banco perdeu cerca de 3,9 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros) no terceiro trimestre do ano, depois de ter sido obrigado a importantes depreciações nos seus activos devido à crise no mercado imobiliário.
A declaração de falência segue-se às tentativas falhadas do Lehman Brothers de encontrar um comprador, depois do Barclays, o último banco interessado, se ter retirado da corrida no domingo.
O banco britânico considerou que seria impossível adquirir o Lehman Brothers sem uma ajuda federal norte-americana semelhante à concedida em Março ao JPMorgan Chase, quando este adquiriu outro banco em dificuldades, o Bear Sterns, de acordo com o New York Times e o Wall Street Journal.
O Governo dos EUA, liderado por George W. Bush, anunciou no passado domingo que vai injectar 200 mil milhões dólares nos dois gigantes do crédito hipotecário, Freddie Mac e Fannie Mae, com 100 mil milhões para cada um deles, com o objectivo confesso de os salvar da falência. Freddie Mac e Fannie Mae são duas instituições privadas com estatuto de serviço público, que garantem cerca de metade das hipotecas dos EUA (para compra de habitação própria) e são, por isso e para já, as duas maiores «vítimas» da famosa «crise do subprime» que começou recentemente nos EUA e já alastrou para a Europa. Assinale-se que o Governo dos EUA, após entregar o interesse público do crédito hipotecário à tradicional gula e voragem da «iniciativa privada», decide agora, e literalmente, «nacionalizar» os gigantescos prejuízos que a gestão privada destes interesses públicos provocou, pondo os contribuintes norte-americanos a pagar os desmandos dos grandes banqueiros norte-americanos."

No nosso país, a banca , que ganhou "rios de dinheiro" nos últimos anos, paga, em média, 13,5 por cento de IRC, enquanto um pequeno empresário do sector textil, por ejemplo no distrito de Braga, paga 24 ou 25 por cento. Assim, em sintonia com a lógica do grande capital, adoptando politicas que contemplam o cidadão só como um factor de rentabilidade, os governos, que os Portugueses têm apoiado, só legislam para proteger o bolso daqueles que já não o usam, daqueles que, ao contrário de investir em sectores que garantam um desenvolvimento sustentado, producção, exportação, investem em formas de promover a dependência dos interesses capitalistas transnacionais, consolidando a escravidão como modo de vida e alienação como condicionante comportamental, facilitando a manipulação das massas pelos média, que vendem, de uma forma que cada vez se constata mais organizada, os motivos de inquietação ou alegria de quem tem o azar de se limitar a trabalhar para vivêr, ou, neste caso, para sobrevivêr!
---------------------------------------------------------------------
Como nota importante neste dia, alguém que assumía os posicionados em todos os cuadrantes do tal 6-Sigma :
O músico e teclista Richard Wright, 65 anos, um dos fundadores dos Pink Floyd, morreu esta segunda-feira vítima de cancro, confirma o porta-voz da banda.
«A família, fundador do Pink Floyd, anuncia com grande tristeza que Richard morreu hoje, depois de uma rápida batalha contra o cancro», disse seu porta-voz em comunicado.
Wright conheceu Roger Waters e Nick Mason, colegas de banda, enquanto estudava na faculdade. Começaram por formar uma banda, os Sigma 6, que viria posteriormente a chamar-se o Pink Floyd.
Foi Richard Wrigh quem compôs alguns dos principais êxitos da banda, como «The great gig in the sky», «Us and them» ou «The dark side of the moon».
Uma parte incontornável da sua obra é esta:





A revolução é hoje, está na tua mão mudar de rumo!

terça-feira, agosto 26, 2008

Reestructurar ou despojar??

Com base nas politicas aplicadas pelos governos que a maioria dos Portugueses têm apoiado nos ultimos trinta e três anos, como jogar os nossos impostos na bolsa americana, oferecer terrenos a empresas privadas ou a eliminação da comparticipação em medicamentos fundamentais, depois das ultimas manobras do governo PS (continuação das pseudo-reformas dos governos anteriores) na area da saúde ou dos apoios fiscais a entidades financeiras com interesses directos nessa matéria, o resultado é o seguinte:

"Os portugueses estão a celebrar mais seguros de saúde e a recorrer mais às clínicas privadas que, segundo um estudo divulgado hoje, facturaram 690 milhões de euros em 2007. As 40 empresas gestoras das clínicas privadas existentes em Portugal no ano passado facturaram mais 8% que no ano anterior, revela o relatório "Sanidad Privada" da empresa espanhola DBKA.
Segundo o documento, que apresenta previsões optimistas para o sector, as 40 clínicas ofereciam cerca de 2.200 camas, sendo a região de Lisboa a zona de maior concentração: 16 centros privados e cerca de 1.300 camas. O estudo associa este crescimento do negócio à "crescente penetração dos seguros de saúde" entre os portugueses.
Tal como as clínicas privadas, também as seguradoras estão a facturar mais: 440 milhões de euros em 2007, mais 7,8% que no ano anterior. De acordo com um estudo da Marktest disponível na Internet e divulgado em Junho deste ano, 1,9 milhões de portugueses possuíam seguro de saúde naquela data, ou seja, 22,6%da população residente no Continente com 15 ou mais anos.
Ainda segundo o estudo espanhol, existe uma forte concentração de oferta em torno dos cinco grandes grupos seguradores. A quota conjunta das companhias Fidelidade Mundial, Ocidental, Império Bonança, Victoria e Allianz representa 74% da oferta.
Também as cinco principais gestoras de clínicas privadas - José de Mello Saúde, Grupo Espírito Santo Saúde, HPP, Grupo Português de Saúde e Clisa - reuniam no ano passado cerca de 80% do mercado de oferta.
O relatório revela ainda que as previsões para o exercício de 2008 apontam para uma manutenção da tendência de crescimento do volume de negócio, "tanto no mercado de clínicas privadas como no de seguros de saúde".
Depois:

Conclusão:
Pelos dados apresentados, o governo expressa o seguinte: -Será melhor que não percas o emprego, que a tua mulher ou o teu marido e o teu filho (sempre que maior de 14 anos) comecem a trabalhar - se não o fazem já - de imediato, que inventes a forma de ganhar pelo menos 2,5 ordenados minimos. Que não adoeças, que se tiveres que baixar a cabeça ao inepto acunhado de turno o faças sem respingar, que se necessário trabalhes treze horas por dia e os fins de semana, tudo isto sem contestação e que contemples o direito de pernada como um elemento cultural de estilo retro, que pode chegar a constituir uma realidade num futuro quase imediato. O fundamental é que saibas que, a economia do teu país depende de ti, o governo conta com o teu esforço e com o da tua familia para tornar Portugal num país mais pobre, esperamos que saibas o quão importante é que te assumas como um escravo moderno, é importantissimo modernizar a nação! Assim, já começámos, e só um povo unido nos poderia parar, a destruir todo este podre sistema de saúde, que mais não é que uma lembrança do 25 de Abril e que está feito para uma população sem recursos, para esmolas está a "AMI".

sexta-feira, agosto 22, 2008

Manipulação??

Depois de ler o ultimo post do “Blasfémias”, interesando-me algo mais a fundo no seu conteúdo que o que sería de esperar, encontro uma reportagem que vai ao encontro das denuncias que, da mesma forma que outros muitos bloguers, tenho tentado levar a cabo sobre a manipulação vergonhosa, da opinião publica, desenvolvida de acordo à estratégia para cumprir a já conhecida “AGENDA CLUBE DE ROMA/BILDERBERG".

Reparem nas distancias indicadas a vermelho.
Ouve uma perturbação espaço/tempo ou existe algum tipo de manipulação? E no relativo a esta fotografia? Vêm o como sofre o cidadão? Ainda o vêm? Será outra perturbação? No relativo a este clip, suponho que nem faça falta qualquer tipo de consideração, exceptuando que um morto, como o actor transportado, não se agarra aos braços da enfermeira mesmo que esta seja a Eva Longoria.
A revolução é hoje, se não a empreêndermos seremos coniventes com a destruição da liberdade e da condição de ser humano dos nossos filhos.

Organização popular?!

Realidade ou falta de Prozac??

O Clube de Roma é um grupo de pessoas ilustres que se reunem para debater um vasto conjunto de assuntos relacionados a política, economia internacional e , sobretudo, ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Foi fundado em 1968 por Aurelio Peccei, industrial e académico italiano e Alexander King, cientista escocês.
Tornou-se um grupo muito conhecido em 1972 devido à publicação do relatório elaborado por uma equipe do MIT, contratada pelo Clube de Roma e chefiada por Meadows, intitulado Os Limites do Crescimento, que vendeu mais de 30 milhões de cópias em 30 idiomas, tornando-se o livro sobre ambiente mais vendido da história.
O referido Relatório tratava essencialmente de problemas cruciais para o futuro desenvolvimento da humanidade tais como:
energia, poluição , saneamento, saúde, ambiente, tecnologia , crescimento populacional dentre outros.
Utilizando modelos matemáticos o MIT chegou a conclusão que o Planeta Terra não suportaria mais o crescimento populacional devido à pressão sobre os recursos naturais e energéticos e o aumento da poluição, mesmo considerando o avanço das tecnologias.
O actual presidente do grupo é o Príncipe El Hassan bin Talal da Jordânia. Outros membros activos são Benjamin Bassin, a Rainha Beatriz dos Países Baixos, Juan Luis Cebrian (Convidado de honra do jornal Expresso aquando do seu aniversário, figurando o seu spot de opinião na primeira linha do apartado correspondente, justamente ao lado de Balsemão), Orio Giarini, Talal Halman, Javier Solana, Mugur Isărescu, Kamal Hossain, Esko Kalimo, Ashok Khosla, Martin Lees, Roberto Peccei, Maria Ramirez Ribes, Victor A. Sadovnichy, Adam Schaff, Majid Tehranian, Raoul Weiler, Anders Wijkman, Fernando Henrique Cardoso e Mikhail Gorbachev.
http://www.sthopd.net/(eCards website to limit human population growth)
http://www.wisart.net/(On-line slideshow about limiting human population growth)
http://www.mega.nu:8080/ampp/bilderberg.html
http://www.spaceship-earth.org/PoS/Plundering_of_a_planet.htm Our collective denial of the limits to growth
http://www.theforbiddenknowledge.com/hardtruth/clubofrome.htm
http://www.abes-dn.org.br/
http://www.uniagua.org.br/website/default.asp
http://www.clubofrome.org/
http://www.gmfus.org/template/index.cfm
http://www.tavinstitute.org/
http://www.sri.com/
http://www.cfr.org/
http://www.trilateral.org/
Morgenthau Group Financial Corporation
Rios, Jorge L. Paes - " Modelos Matemáticos de auto-depuração dos cursos d´água " - Cap. 1 - Introdução. Poluição e o Relatório do Clube de Roma. - LNEC - Lisboa, 1974. Tese para Especialista do LNEC.

Contudo, ainda que já mostrado em videos norte-americanos, também em Espanha existe quem denuncie estes propósitos. Em castellano:

No perfil deste Blogue existem, também, outros quatro blogues bastante curiosos:
http://senhoresdomundo.blogspot.com/

terça-feira, agosto 19, 2008

Muhammad Yunus, revolucionário?

Muhammad Yunus, em bengali: মুহাম্মদ ইউনুস Muhammod Iunus, (Chittagong, 28 de junho de 1940) é um economista e banqueiro de Bangladesh.

Em 2006 foi laureado com o Prémio Nobel da Paz. É autor do livro Banker to the poor (em Portugal, O banqueiro dos pobres). Pretende acabar com a pobreza através do banco que fundou, do qual é presidente e o governo de Bangladesh é o principal acionista, o Grameen Bank, que oferece ativamente microcrédito para milhões de famílias. Yunus afirma que é impossível ter paz com pobreza.
Muhammad Yunus formou-se em Economia em Bangladesh, doutorou-se nos EUA e foi professor na Universidade de Dhaka. Em 1976, constatou as dificuldades de pessoas carentes em obter empréstimos na aldeia de Jobra, em um Bangladesh empobrecido e recém-separado do Paquistão. Por não poderem dar garantias, os bancos recusavam-lhes as pequenas quantias que permitiriam comprar materiais para trabalhar e vender, e os usureiros taxavam os empréstimos com juros altos.
Muhammad Yunus criou então o Banco Grameen, que empresta sem garantias nem papéis, sendo, sobretudo, procurado por mulheres: elas são 90% dos 7,5 milhões de beneficiários. A taxa de recuperação é de 98,85%.
A palavra "microcrédito" não existia até a década de 1970. Yunus cunhou-o para designar um tipo muito específico de crédito, que ele concebera, e cujo objeto principal não são os pequenos produtores, mas sim as populações pobres, que não têm, absolutamente, acesso a qualquer outro tipo de crédito.
Yunnus concebeu, e conseguiu implantar, a mais conhecida e bem-sucedida experiência de microcrédito do mundo. Yunus a iniciou em 1976, concedendo empréstimos de pequena monta, com seus próprios recursos, para famílias muito pobres de produtores rurais, focalizando principalmente nas mulheres. Os bons resultados obtidos nessa primeira fase do projeto o levaram a expandir suas operações com recursos de terceiros.

Explica Muhammad Yunus:

O "Grameencredit" (crédito do Banco Grameen) baseia-se na premissa de que os pobres têm habilidades profissionais não utilizadas, ou subutilizadas. Definitivamente não é a falta de habilidades que torna pobres as pessoas pobres. O Grameen Bank acredita que a pobreza não é criada pelos pobres, ela é criada pelas instituições e políticas que o cercam. Para eliminar a pobreza, tudo o que temos de fazer é implementar as mudanças apropriadas nas instituições e políticas, e/ou criar novas instituições e políticas(...) o Grameen Bank criou uma metodologia e uma instituição para atender às necessidades financeiras dos pobres e criou condições razoáveis de acesso a crédito, capacitando os pobres a desenvolverem suas habilidades profissionais para obter uma renda maior a cada ciclo de empréstimos."

O "Grameencredit":

a) Promove o crédito como um dos direitos humanos;

b) Sua missão principal é auxiliar as famílias pobres a se ajudarem a superar a pobreza. É dirigido aos mais pobres, especialmente às mulheres pobres;

c) Uma das características mais destaca o "Grameencredit" é que não é baseado em qualquer garantia real, nem em contratos que tenham valor jurídico. É baseado exclusivamente na confiança, e não no Direito ou em algum outro sistema coercitivo.

d) É oferecido no intuito de gerar auto-empregos, fomentando atividades que criem rendas para os pobres, ou ainda para a construção de sua habitação, ao contrário dos empréstimos destinados ao consumo;

e) Foi criado para enfrentar os bancos tradicionais, que rejeitam os pobres - para eles considerados "indignos de crédito". Em conseqüência disso, o "Grameencredit" rejeita a metodologia bancária tradicional e criou sua metodologia própria;

f) Oferece seus serviços na porta da casa dos pobres, adotando o princípio de que as pessoas não devem ir ao banco mas sim o banco às pessoas;

g) Para obter um empréstimo um tomador tem que se reunir a um grupo de tomadores, que ficam moralmente responsáveis por seu pagamento;

h) Os empréstimos podem ser obtidos numa seqüência sem fim. Novos empréstimos tornam-se disponíveis se os anteriores estiverem sendo pagos;

i) Todos os empréstimos devem ser pagos em pequenas prestações, semanais ou bi-semanais;

j) Mais de um empréstimo pode ser concedido, simultaneamente, ao mesmo tomador;

k) Os empréstimos são sempre vinculados a planos de poupança para os tomadores, obrigatórios e voluntários, ;

l) Geralmente esses empréstimos são concedidos por instituições sem fins lucrativos, ou por instituições cuja propriedade é controlada, majoritariamente, pelos próprios tomadores. O "Grameencredit" procura operar a uma taxa de juros o mais próximo possível dos juros do mercado local, cobrando a taxa básica (no Brasil seria a taxa SELIC), não a taxa cobrada pelos emprestadores tradicionais. As operações do "Grameencredit" devem ser auto-sustentáveis.

m) A prioridade do "Grameencredit" é construir o "capital social". Isso é obtido pela criação de grupos e centros, destinados a desenvolver lideranças. O "Grameencredit" dá uma ênfase toda especial à "formação do capital humano" e à proteção do meio-ambiente.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Revolução cibernética??

Utilizando as suas próprias armas, hoje, destruir o sistema capitalista através da sua estructura electrónica não é nada utópico (basta a vontade).
As consequências de uma acção concertada que vise a eliminação de um aspecto fundamental da orgânica da ditadura actual seríam o despoletar da clivagem, a imposição de um modo de utilização de uma rede que, neste momento, serve também para unir os inconformistas quem começam a danificar - denunciando - a consecução de qualquer projecto com base em procedimentos herméticos, daría passo à clandestinidade, tornando mais fácil justificar a eliminação dos tais ¿80%? da população que, segundo Rockefeller, sobram no planeta.
Por outro lado, a solidariedade ver-se-ía enaltecida, por familiares, amigos ou conhecidos, uma vez que declarando ilegais aqueles que defendem o mundo desta ameaça que é o capitalismo derivaría na mobilização de muitos tolerantes, acredito que não se aceitasse de ânimo leve por todos nós.
Assim, com base na noticia publicada hoje no "Portugal Diário", penso que é hora de promover a "contaminação" de todos os sistemas electrónicos do império e suas sucursais, obrigar os capatazes a virem falar com o Povo, não para o povo!

"A próxima grande acção militar ou ataque terrorista nos Estados Unidos, quando e se acontecer, pode não envolver aviões ou bombas. Em vez disso, o ataque pode ser levado a cabo no ciberespaço por «hackers» do outro lado do mundo, refere a CNN.
Especialistas em Internet acreditam que este tipo de ataques pode ser tão devastador para a economia e infra-estruturas dos Estados Unidos como uma potente bomba. Existem exemplos de «guerra online» muito recentes como é o caso do ataque da Rússia à Geórgia que foi precedido por uma incursão na Internet aos sites governamentais da Geórgia. Este é um sinal de um novo tipo de guerra, a «ciberguerra», para a qual os Estados Unidos não estão devidamente preparados.
«Ninguém inventou ainda uma forma de prevenir este tipo de ataques, mesmo aqui nos EUA», afirmou Tom Burling, chefe executivo da Tulip Systems, em Atlanta. A empresa chegou mesmo a voluntariar-se para desenvolver um sistema de protecção para a Geórgia prevenindo o tipo de ataque de que foram vítimas.
«Os EUA são provavelmente mais dependentes da Internet do que qualquer outro país no mundo. E devido a esse facto somos os mais vulneráveis do mundo a este tipo de ataques» acrescentou. «Muito do que fazemos está na Internet e tudo isso pode ser destruído de uma só vez».
Geórgia: guerra estende-se à Internet
«Esta é uma questão crucial. A todos os níveis, a nossa segurança está dependente de computadores», afirmou Scott Borg, director da Unidade de Consequências Cibernauticas nos EUA, um instituto de investigação sem fins lucrativos. «É uma área completamente nova. Tanto politica como militarmente os conflitos vão ter quase sempre uma vertente cibernautica. Os alvos principais vão ser infra-estruturas e os ataques vão surgir de dentro, dos nossos próprios computadores».
Os «hackers» trabalharam de forma coordenada nos ataques ao Governo da Geórgia, aos média, aos bancos e aos transportes semanas antes das tropas russas terem invadido o território. Os ataques online passavam pela sobrecarga dos sistemas com milhares de pedidos.
O site do presidente georgiano, Mikheil Saakashvili, foi atacado e durante 24 horas e deixou mesmo de existir. Mas os ataques continuaram quando distorceram a imagem do site do parlamento georgiano com imagens de Adolf Hitler. Saakashvili culpou a Rússia pelos ataques apesar de o Governo Russo negar qualquer envolvimento."

O video abaixo mostra um censo encoberto da população Hacker mais desprevenida, sobretudo malta jovem, potenciais misseis contra o sistema, vale a pena ouvir as declarações do FBI. (Em Castelhano)

O povo só deixará de ser analfabeto informatico quando se considere domesticado!

O individualismo por Salgado..

domingo, agosto 17, 2008

A1: fila de 10 quilómetros até Fátima

Só dando fé!
Depois dos assassinatos, da apología do obscurantismo, do apoio às ditaduras ou da ultima edição do livro das mentiras, ainda há poucos anos obrigaram ao exilio um Português, Nobél da Literatura, só por trazer a debate as contradições mais simples da Igreja católica.
Diziam que estava a acordar a malta, noutros termos, estava a ser ofensivo com os fiéis.
Defendida pelo ditador que a utilizou para atirar os Portugueses para a idade dos deuses, privando-os de compreênder os motivos do renascimento, numa estratégia politica de eliminação da vontade própria, criando uma sociedade de seres indiferentes.
Assim mesmo,criou também a imagem dos cristãos, brancos, superiores, "cordeiros" do mais jovem dos deuses, pequenos semi-deuses à sua imagem e semelhança, seres eternamente protegidos pela penitência do criador.
Acontece que, já antes dos faraós -reis brancos e negros, deuses em seu momento- e até hoje, existiram muitos modelos. Depois tivemos outros, deuses gregos, romanos, indianos, sul-americanos, asiáticos.. etc. Grande parte da humanidade, politeista ou não, sempre se lamentou da sua angustiada vida junto destes icones da espiritualidade, tornando assim a religião num centro avançado de estatistica politica, por exemplo, contando quantos cordeiros lhe pedem água quando faz calor ou rezam por uma vida menos má em países e realidades como -à excepção do periodo entre o II e o IV governos provisórios- experimentamos e experimentámos no nosso país, permitindo-me concluir que se relacionam as vicissitudes, a falta de objetivos, a impossibilidade de estructurar um caminho com critério próprio, o medo ou seja, o mal desconhecido, mágico, com algo ainda mais desconhecido mas que vende a banha como sabendo-se em posse do "segredo" da mentira melhor vendida, vendendo nestum a quem, sabem, lhe apodreceu os dentes por não abrir a boca, nem sequer para falar.

O apoio do babas a esta mentira, babas o algarvio, esteve bastante claro aquando da sua assistência à nova fantochada do rapazito da feira, "jesus cristo super-estrela". Qual Ronaldo a vender suzukis, provando que este não está aqui para outra coisa que não seja manter o povo no cercado, como cordeiros, lá vamos entrando nesta farsa.

Se algo se pode lamentar da situação na qual vivêmos é a nossa crença -como quem vive numa gruta- na magía e a falta de confiança em nós mesmos, em suma, o medo de utilizar o voto em consciência, de se assumir responsável pelo destino dos seus ou pelo menos cumplice. Se o país ou as nossas vidas chegaram a este estado de degradação é só por isso mesmo, por pedir a quem não se sabe se existe, por confiar em quem não merece, por continuar a ter medo de alterar, realmente, esta situação, fundamentalmente por medo a ser dono da sua existência, por não acreditar na sua espécie, em si e nos seus iguais, aceitando ser tudo menos livre.

Hoje, como imagem de há milhares de anos, encontrei uma noticia penosa, peregrinos, desesperados, crentes, covardes, crianças com bigode, artistas contratados, famintos, cordeiros, perdidos:
"O trânsito automóvel na auto-estrada (A1) a partir do Norte em direcção a Fátima está congestionado, atingindo cerca das 11:30 deste domingo uma fila de 10 quilómetros, revelou uma fonte da Brigada de Trânsito da GNR à Lusa.
A situação mais complicada, que se verifica desde as 11:00, é entre a Área de Serviço de Leiria e o Nó de Fátima, que dá acesso ao Santuário.
No sentido Sul-Norte, até ao Nó de Fátima, embora intenso, o trânsito processa-se com normalidade, adiantou a mesma fonte à agência Lusa.
A Brigada de Trânsito aconselha os automobilistas que circulam do Norte em direcção a Lisboa a sair no Nó de Leiria e a deslocarem-se para a capital pela A8, para evitar o engrossar do congestionamento na A1.
Até cerca das 11:30 de hoje não se tinham verificado acidentes motivados pelo acréscimo de tráfego na A1.

"

sábado, agosto 16, 2008

quinta-feira, agosto 14, 2008

Saindo do obscurantismo..


Já em 1516, os Portugueses se libertavam ou experimentavam a necessidade de sair da gruta, prova de tal inquietação foi Gil Vicente. Contudo, hoje, parece ser que de nada serviu a obra de tal humanista e que para encontrar certa exaltação da sua memória só o podemos fazer assistindo a obras do dramaturgo em Espanha e, de forma quotidiana, no Brasil, constatando dessa maneira a estratégia de adormecimento ao qual se vem submetendo, através de politicas de educação amorfas, parte da população do nosso país.
Assim, começa a parecer lógica a indiferença da maioria dos nossos conterrâneos relativamente ao espólio dos seus direitos, do estado de bem-estar social, em suma, da sua condição de ser humano.
O vídeo que segue o texto, resume da personagem em questão, é a melhor representação que se pode encontrar no "youtube", resultando impossível encontrar qualquer referência, minimamente estruturada, produzida em Portugal.

Gil Vicente (1465 — 1536) é geralmente considerado o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta de renome. Há quem o identifique com o ourives, autor da Custódia de Belém, mestre da balança, e com o mestre de Retórica do rei Dom Manuel. Enquanto homem de teatro, parece ter também desempenhado as tarefas de músico, actor e encenador. É frequentemente considerado, de uma forma geral, o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico já que também escreveu em castelhano - partilhando a paternidade da dramaturgia espanhola com Juan del Encina.
A obra vicentina é tida como reflexo da mudança dos tempos e da passagem da Idade Média para o Renascimento, fazendo-se o balanço de uma época onde as hierarquias e a ordem social eram regidas por regras inflexíveis, para uma nova sociedade onde se começa a subverter a ordem instituída, ao questioná-la. Foi, o principal representante da literatura renascentista portuguesa, anterior a Camões, incorporando elementos populares na sua escrita que influenciou, por sua vez, a cultura popular portuguesa.
Será ele que dirigirá os festejos em honra de Dona Leonor, a terceira mulher de Dom Manuel, no ano de 1520, um ano antes de passar a servir Dom João III, conseguindo o prestígio do qual se valeria para se permitir a satirizar o clero e a nobreza nas suas obras ou mesmo para se dirigir ao monarca criticando as suas opções. Foi o que fez em 1531, através de uma carta ao rei onde defende os cristãos-novos.
Morreu em lugar desconhecido, talvez em 1536 porque é a partir desta data que se deixa de encontrar qualquer referência ao seu nome nos documentos da época, além de ter deixado de escrever a partir desta data.
O seu filho, Luís Vicente, na primeira compilação de todas as suas obras, classificou-as em autos e mistérios (de carácter sagrado e devocional) e em farsas, comédias e tragicomédias (de carácter profano). Contudo, qualquer classificação é redutora - de facto, basta pensar na Trilogia das Barcas para se verificar como elementos da farsa (as personagens que vão aparecendo, há pouco saídas deste mundo) se misturam com elementos alegóricos religiosos e místicos (o Bem e o Mal).
Gil Vicente retratou, com refinada comicidade, a sociedade portuguesa do século XVI, demonstrando uma capacidade acutilante de observação ao traçar o perfil psicológico das personagens. Crítico severo dos costumes, de acordo com a máxima que seria ditada por Molière ("Ridendo castigat mores" - rindo se castigam os costumes), Gil Vicente é também um dos mais importantes autores satíricos da língua portuguesa. Em 44 peças, usa grande quantidade de personagens extraídos do espectro social português da altura. É comum a presença de marinheiros, ciganos, camponeses, fadas e demônios e de referências – sempre com um lirismo nato – a dialetos e linguagens populares.
Entre suas obras estão Auto Pastoril Castelhano (1502) e Auto dos Reis Magos (1503), escritas para celebração natalina. Dentro deste contexto insere-se ainda o Auto da Sibila Cassandra (1513), que, embora até muito recentemente tenha sido visto como um prenúncio dos os ideais renascentistas em Portugal, retoma uma narrativa já presente na General Estória de Afonso X. Sua obra-prima é a trilogia de sátiras Auto da Barca do Inferno (1516), Auto da Barca do Purgatório (1518) e Auto da Barca da Glória (1519). Em 1523 escreve a Farsa de Inês Pereira.
Alguns autores consideram que a sua espontaneidade, ainda que reflectindo de forma eficaz os sentimentos colectivos e exprimindo a realidade criticável da sociedade a que pertencia, perde em reflexão e em requinte. De facto, a sua forma de exprimir é simples, chã e directa, sem grandes floreados poéticos.

sexta-feira, agosto 08, 2008

A revolução é hoje!!

Existindo ainda muita censura no nosso país, estranguladores encobertos, residuos salazaristas, em partidos como o PSD, que ainda considerando-se, em relação ao botas, filhos de um deus menor e justificando este seu ponto de vista na dependência directa da mafiosa mesa de Bilderberg, manjedoura do Balsemão e outros politicos como Jorge Braga Macedo, Membro do Comité Executivo da Comissão Trilateral e companheiro do ideólogo do "Tittytainment" - mas que era realmente o testa de ferro do Rockefeller nesta operação - e também membro da trilateral, Zbigniew Brzezinski ou o Cherne, o qual podem ver em anteriores artigos defendendo o povo trabalhador em tempos do PCTP e hoje lacaio dos mecenas desse grupo, criado por Bernardo de Holanda, os ultra-capitalistas Rothschild, Rockefeller y Henry Kissinger ou partidozitos à imagem de Hitler ou da igreja mas sabujos do PSD, para poder aceder à saca, caso do CDS, temos ainda os traumatizados do PNR, que nem ideologia se lhes pode outorgar.
Vem agora, o Honoris causa Bilderberg, como que tentando ameaçar devagarinho o despontar da liberdade que começamos a usufruir usando as armas da globalização contra esta.

Por outra parte, convicto de que o seguinte video mostra o que creio seja uma necessidade premente da nossa população, entendendo os Marcianos como isso mesmo, multinacionais, globalizadores, seres que se creêm de outra galáxia mas que não passam de covardes com cães com nomes como os supra-citados.

Se repararem nos olhos do nosso camarada, parece o unico que está meio acordado!!

quinta-feira, agosto 07, 2008

Corrupção??


O problema é que, depois, o tal telefone está ocupado, tens que fazer tu a investigação, és repudiado pelo grupo, enfim, corrupção.
Menos mal..


.. que esta lacra não existe no nosso país... Ou sim???



Poderiamos pensar que estas afirmações só se fazem para que alguém as €ale, mas isso não seria corrupção??

Pelo menos ainda temos pessoas de confiança, 200.000 professores, não os viram com a CGTP?

O Tony, camarada de aventuras, festas do Avante e filho de um camarada de luta, lembrou-me esta frase do Martin Luther King:
“O que mais me preocupa não é o grito dos corruptos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética.
O que mais me preocupa é o silencio dos bons, o vosso.”

quarta-feira, agosto 06, 2008

Vamos continuar a dormir????



"Os grandes só nos parecem grandes porque estamos de joelhos perante eles. Levantemo-nos!"

sexta-feira, agosto 01, 2008

Acordar é preciso!

Depois de aceitar trabalhar 13 horas por dia, de receber um salário dos mais baixos da Europa, de assumir que é dificil que os Portugueses se revoltem contra o capital, deixando de pagar, em simultâneo, todas as suas obrigações crediticias, que o estado vive acima das suas necessidades, que nos 33 ultimos anos só nos espoliaram, que esses usurpadores continuam sendo as figuras de referência de muitos -da maioria- dos cidadãos do meu país, que a sanidade publica tem os dias contados, que as exigências educativas são cada vez menores, possibilitando aparentar menos fracasso escolar ou educativo, com cada vez menores garantias sociais, com a peneira o despotismo ou a arrogância considerando-se cada vez mais um valor em alça, com desparecimento do usufructo da verdadeira e plena condição humana, tendo em conta que, a partir de agora, as empresas poderão alimentar-nos como a maquinas, utilizando, por decisão unilateral, a retribuição em especie, o video a seguir, longo, de 122 minutos, penso que deve ser visto até ao fim e compartido de forma proactiva, por tal o publíco:

segunda-feira, julho 14, 2008

Continuando na diáspora..


Licenciou-se em Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e, devido à dificuldade de fazer cosmologia em Portugal, mudou-se para Cambridge, em Inglaterra. Assegurou uma bolsa do Trinity College para fazer o mestrado e o doutoramento em Cambridge, onde acabou por permanecer como investigador mas desta feita no St. John's College. Desenvolveu trabalho de investigação no St. John College, na Universidade de Cambridge.
João Magueijo leu Einstein pela primeira vez aos 11 anos e é autor de uma teoria que veio questionar a permissa mais básica por trás da Teoria da Relatividade de Einstein: a de que a velocidade da luz no vácuo é sempre constante.
Ousou pôr em causa um dos pilares da Física moderna, ao afirmar que a velocidade da luz nem sempre foi constante, questionando um dos pressupostos da Teoria da Relatividade formulada por Albert Einstein, precisamente o postulado de que a velocidade da luz é imutável.
Presentemente lecciona Física Teórica no Imperial College de Londres.
Defende o João:






??????????????????????????????????????????????????????????????????

domingo, julho 13, 2008

Uma aproximação wikipédica a certa diáspora..

Sendo este o livro de Saramago que mais me permitiu navegar na imaginação, a obra deste Homem é o reflexo de uma peculiar e extraordinária forma de entender e plasmar o ser humano e as suas realidades.
Saramago nasceu numa aldeia do Ribatejo, chamada Azinhaga. De uma família de pais e avós pobres. A vida simples, transcorrida em grande parte em Lisboa, para onde a família se muda em 1924 – era um menino de apenas 2 anos de idade – impede-o de ingressar em uma universidade, apesar do gosto que demonstra desde cedo pelos estudos. Para garantir o seu sustento, formou-se em uma escola técnica. Seu primeiro emprego foi como mecânico de carros. Entretanto, fascinado pelos livros, à noite visitava com grande freqüência a Biblioteca Municipal Central - Palácio Galveias na capital portuguesa.
Autodidata, aos 25 anos publica o primeiro romance Terra do pecado (1947), mesmo ano de nascimento de sua filha, Violante, fruto do primeiro casamento com Ilda Reis – com quem se casou em 1944 e permaneceu até 1970 - nessa época, Saramago era funcionário público; em 1988, se casaria com a jornalista e tradutora espanhola María del Pilar del Río Sánchez, que conheceu em 1986, ao lado da qual continua a viver. Em 1955, começa a fazer traduções para aumentar os rendimentos – Hegel, Tolstói e Baudelaire, entre outros autores a quem se dedica.
Depois de Terra do Pecado, Saramago apresenta a seu editor o livro Clarabóia, que, rejeitado, permanece inédito até hoje. Saramago persiste nos esforços literários e, 19 anos depois – então funcionário da Editorial Estudos Cor - troca a prosa pela poesia e lança Os poemas possíveis. Em um espaço de cinco anos, depois, publica sem alarde mais dois livros de poesia, Provavelmente alegria (1970) e O ano de 1993 (1975). É quando troca também de emprego, abandonando a Estudos Cor para ingressar nos jornais Diário de Notícias, depois no Diário de Lisboa. Em 1975, retorna ao Diário de Notícias como diretor-adjunto, onde permanece por dez meses, até 25 de novembro do mesmo ano, quando os militares portugueses intervêm na publicação (reagindo ao que consideravam os excessos da Revolução dos Cravos) demitindo vários funcionários. Demitido, Saramago resolve dedicar-se apenas à literatura, substituindo de vez o jornalista pelo ficcionista: “(...) Estava a espera de que as pedras do puzzle do destino – supondo-se que haja destino, não creio que haja – se organizassem. É preciso que cada um de nós ponha a sua própria pedra, e a que eu pus foi esta: “Não vou procurar trabalho”, disse Saramago em entrevista à revista Playboy, em 1988[1].
Da experiência vivida nos jornais, restaram quatro crônicas: Deste mundo e do outro, 1971, A bagagem do viajante, 1973, As opiniões que o DL teve, 1974 e Os apontamentos, 1976. Mas, não são as crônicas, nem os contos, nem o teatro os responsáveis por fazer de Saramago um dos autores portugueses de maior destaque - missão reservada a seus romances, gênero a que retorna em 1977.
Três décadas depois de publicado Terra do pecado, Saramago retorna ao mundo da prosa ficcional com Manual de pintura e caligrafia. Mas, ainda não foi aí que o autor definiu o seu estilo. As marcas características do estilo saramaguiano só apareceriam com Levantado do chão (1980), livro no qual o autor retrata a vida de privações da população pobre do Alentejo.
Dois anos depois de Levantado do chão (1982) surge Memorial do convento, livro que conquista definitivamente a atenção de leitores e críticos. Nele, Saramago mistura fatos reais com personagens inventados: o rei D. João V e Bartolomeu de Gusmão, com a misteriosa D. Blimunda e o operário Baltazar, por exemplo.
De 1980 a 1991, o autor traz a lume mais quatro romances que remetem a fatos da realidade material, problematizando a interpretação da "história" oficial: O ano da morte de Ricardo Reis (1984) - sobre as andanças do heterônimo de Fernando Pessoa por Lisboa; A jangada de pedra (1986) - quando a Península Ibérica solta-se do resto da Europa e navega pelo Atlântico; História do cerco de Lisboa (1989) - onde um revisor é tentado a introduzir um "não" no texto histórico que corrige, mudando-lhe o sentido; e O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991) - onde Saramago reescreve o livro sagrado sob a ótica de um Cristo humanizado, (sua obra mais controvertida).
Nos anos seguintes, entre 1995 e 2005, Saramago publicará mais seis romances, dando início a uma nova fase em que os enredos não se desenrolam mais em locais ou épocas determinados e personagens dos anais da história se ausentam: Ensaio sobre a cegueira (1995); Todos os nomes (1997); A caverna (2001); O homem duplicado (2002); Ensaio sobre a lucidez (2004); e As intermitências da morte (2005). Nessa fase, Saramago penetra de maneira mais investigativa os caminhos da sociedade contemporânea.

quinta-feira, julho 10, 2008

Este aumento só servirá se o aplicarem na independência energética nacional.

Se até os aviões já deixaram de utilizar fosseis,


considerando que Portugal é, eminentemente, um país maritimo,
que até os alemães, autríacos, ou dinamarqueses, têm bastante mais potência limpa instalada,

que não é necessário estragar a paisagem de um país tão agraciado pela natureza, que o hidrogénio se produz com sol e/ou vento

que não necessitariamos andar a pé,
que, parte, do interior está proibida de produzir,
que a frota da marinha, para fiscalização costeira, é escassa e cara,
que os Portugueses não se habituam a viver com a corrupção,

que até o Robin dos Bosques utilizava a economia de mercado,
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais afirmou esta quinta-feira que a criação da taxa Robin dos Bosques, de 25 por cento, que se destinará a financiar despesas sociais, terá neutralidade fiscal, não aumentando os custos das petrolíferas.
«Esta taxa não incidirá sobre lucros extraordinários (das petrolíferas), mas sim tributará à cabeça a valorização patrimonial (das companhias petrolíferas)», declarou Carlos Lobo no final do Conselho de Ministros, citado pela agência «Lusa».
Mais aumentos da gasolina postos de lado
O mesmo membro do Governo fez questão de frisar a ideia de «neutralidade fiscal» inerente à medida do executivo, porque essa valorização patrimonial das empresas petrolíferas, que agora o Estado cobra à cabeça, «já era alvo de incidência por parte da administração fiscal».
Nesse sentido, Carlos Lobo afastou a possibilidade de a criação desta taxa motivar depois um aumento dos preços da gasolina.
«Esta taxa é uma forma neutral de ir buscar imposto à valorização patrimonial sem ter impacto nos custos das empresas», justificou.
Em conferência de imprensa, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais afirmou que a chamada taxa Robin dos Bosques «não é mais do que a alteração dos critérios de valorimetria dos stocks de petróleo detidos pelas empresas de comercialização e de fabricação de produtos petrolíferos».
«Basicamente trata-se de alterar o sistema de contabilização, passando-se para um novo de custo médio ponderado. Isto traduz-se na reactivação fiscal da valorização patrimonial positiva que os stocks sofreram por efeito do aumento do preço do petróleo», disse.
Com o sistema que se encontrava em vigor, em termos contabilísticos, a valorização não tinha reflexos fiscais, mas com o sistema de custo médio ponderado essa valorização passa a ter um efeito fiscal.
Taxa mais dura que em Itália
Nas respostas aos jornalistas, Carlos Lobo fez questão de dizer que a medida será mais dura em Portugal do que na Itália, onde a taxa Robin dos Bosques é de 16%.
«Em Portugal terá um efeito mais brutal do que em Itália, já que será de 25%», declarou.
Se as medidas, adoptadas pelo governo, continuarem sem uma base global, olhando pelos Portugueses e pelo seu futuro, aquele no qual vivirão os nossos filhos, dentro de alguns anos não haverá estradas para consumir combustivel, diminuindo dessa forma a receita fiscal dos Portugueses, resultando na incapacidade de investir e tornando-nos cada vez mais dependentes do investimento estrangeiro, cada vez mais escravos do capital.